1. Spirit Fanfics >
  2. Volto logo! >
  3. Capitulo 1

História Volto logo! - Capítulo 1


Escrita por: e Susuuel


Notas do Autor


E aí galera vim postar aqui a minha nova fic.
Anteriormente eu tinha uma história aqui, mas eu acabei excluindo porque eu não consegui levar para frente pois não gostei de como ficou muito dos capítulos depois de prontos, tanto que eu nem cheguei a postar e acabei desanimando

Então com essa nova história que esta planejada para ter quatro capítulos postei agora que já tem 3 deles escritos, dessa vez eu coloquei a minha mina com minha co autora [Aliás foi ela que escreveu o hot].

A história é inspirada em "Se eu ficar" porque a caralha da minha irmã me fez assistir esse filme 320.000 vezes e eu acabei achando legal.
Então cambada é isso boa leitura

Ps - vai parecer tudo meio doido, mas eu juro que vai fazer sentido depois.

Capítulo 1 - Capitulo 1


Fanfic / Fanfiction Volto logo! - Capítulo 1 - Capitulo 1

Shikamaru e Temari estavam brigados de novo o que não era novidade, tanto que o próprio filho do casal já estava acostumado a ver os dois de rosto virado pelos corredores da casa, dos assuntos mais banais aos mais sérios os dois conseguiam achar motivos para brigar. Tinham discordâncias demais, e mesmo assim ainda funcionavam bem juntos, ura um clássico casal do exemplo: os opostos se atraem.

A briga da vez era a nova missão que ele havia recebido. Trabalhando como assessor e o Hokage ele raramente pegava grandes missões de campo, era inadmissível na visão de Naruto ficar sem ele por mais do que dois dias, nas poucas experiências que teve com ele longe percebeu que a ausência do Nara só servia para bagunçar cronogramas e acumular trabalho. Entretanto o próprio Daimyo do país do arroz tinha exigido Shikamaru como líder da escolta para sua neta que estava em uma conferência Konoha, não tinha como dizer não a um pedido desse.

Preguiçoso como era se sentiu desanimado em ter que participar novamente de uma missão longa, tendo de sair de sua própria vila em uma viagem até o país do ferro, se ao menos as linhas férreas estivessem funcionando como as entre Suna e Konoha seria bem menos trabalhoso. Pensando nesse e em vários outros problemas da vida ele parou na porta do edifício que deixava e tirou um cigarro e isqueiro no bolso do casaco. O caminho de casa era o único tempo que tinha para fumar, sua esposa não gostava que fizesse isso em casa mesmo que na varanda, outro ponto era que ninguém o deixava fumar no trabalho mesmo que fosse no terraço.

Tragando calmamente seu cigarro andando pelas ruas da Aldeia da Folha depois de ter deixado a torre do Hokage em direção na sua própria casa, pensava que no dia seguinte era o dia de sua partida e ele ainda estava  brigado com a esposa. Caso não concertasse isso rapidamente iria passar dias longe desentendido com ela. Shikamaru não entendia o motivo dela estar tão insistente quanto ele deveria recusar aquela missão ele também havia notado o que é preocupação excessiva, reconhecia que o daimyo estava estranho e que parecia que ele escondia algo, mas não achava que era para tanto, e ela sempre retrucava dizendo que estava com pressentimento ruim

— Mulheres e seu Sexto Sentido problemático - disse parando em uma esquina jogando a bituca do cigarro em uma lixeira qualquer e seguindo novamente para a rua da sua casa.

Não era tão tarde não como o de costume ele deixava o trabalho, por isso seus passos não eram solitários, ele vai mais pessoas na rua e ainda tinha vários comércios abertos, podia ver crianças com seus pais e adolescentes em rodas de amigos em vários pontos da cidade que passava. Havia sido dispensado bem mais cedo pois precisava dormir e se preparar para missão, então pouco depois que a noite caiu ele já estava na porta de casa, o lugar estava bem silencioso como a mansão Nara costumava ser.

Seriam apenas os dois para o jantar o filho estava em missão devia chegar na manhã seguinte. Shikamaru era bem orgulhoso do filho e da nova geração da tradicional equipe Ino-Shika-Cho, que depois da promoção de Shikadai como chuunin pegava missões cada vez maiores e portanto de maior reconhecimento.

Ele respirou fundo segundos antes de abrir a porta e entrar sem nenhuma cerimônia. Deixou o seu sapatos na entrada e conforme caminhava os pés suados deixavam a marca de suas pegadas no chão. Todos na casa tinham uma rotina que praticamente não mudava então sendo assim ele sabia onde encontrá-la e foi andando até a cozinha. Antes mesmo de adentrar o cômodo o cheiro já denunciava que seu jantar seria Gyudon*

— Tadaima - sua voz calma invadiu o ambiente enquanto sua esposa estava de costas para a porta não podendo vê-lo

— Okaeri - disse virando a cabeça para olhar o por cima do ombro - chegou bem cedo hoje o jantar ainda não está pronto - a loira de olhos verdes escuro tinha o cabelo preso em quatro partes como de costume, utilizavam avental branco para não se sujar e mantinha o tom indiferente enquanto falava com o marido

— Vou me preparar para o jantar então, tomar um banho antes - disse e saiu para o quarto do casal

Quando finalmente voltou tudo já estava pronto para jantar e os dois começaram a comer no mais profundo silêncio e o som dos hashis era a única coisa que preenche o ambiente. E mesmo depois de terem terminado o jantar e ela sem pedir ajuda começar a limpar a louça o silêncio continuou e aquilo foi desgastando a paciência até o Nara se pronunciar

— A nossa última refeição juntos antes de eu sair para missão foi assim? - Perguntou ainda sentado cruzando os braços

— Não precisaria ser a última se você não fosse

— Temari chega - Ele falou muito sério porém com a voz calma - eu não quero brigar é só uma missão eu já fiz muitas. Você só tá desacostumada com a sensação de me ver saindo para longe por mais do que um dia não vai acontecer nada.

Tudo parecia ter desandado quando ela parou de limpar saiu do outro lado da cozinha e foi andando em direção a ele, assim que ela abaixou do seu lado ele teve certeza que levaria um tapa. Quando Shikamaru se deu por conta os lábios dela estavam em cima dos seus, uma mão dele estava em sua nuca e a outra na cintura dela. Ele fechou os olhos e cedeu. O corpo dela se arrepiava com aquela maldita sensação que parecia vir como arrepios gelados de dentro. Eram sempre aquelas sensações do prefeito encaixe, palpitação que vinha do sentimento recíproco ao beijá-lo. Shikamaru exalava todo o carinho, afeto e tesão em uma mistura muito boa. E naquele beijo tinha tudo o que ela não conseguia falar e nada mais importava.

Seus beijos estavam descendo até o pescoço dela, sabia o quanto sensível para ela era essa região, os baixos gemidos denunciavam o certo "prazer" que lhe causava arrepios e fazia suspirar como resposta. Com o tesão havia um calor no meio das pernas de Temari que já podia sentir umidade acumular no tecido da calcinha, vontades e malícias que não cabiam em si. Sabia no que daria aquilo e as reações do corpo só comprovam isso. Afastou-se a procura de ar, e ele se levantou e a beijou de novo, um beijo mais violento e igualmente prazeroso que infelizmente durou pouco pois seus pulmões não aguentaram mais.

—  Eu já disse eu não quero brigar - a voz rouca e o calma dele, que ainda mantinha o nariz encostado ao dela, era estupidamente voluptuosa - eu não quero sair em missão brigado com você - Juntou novamente os lábios dele em um ato bem rápido - o que acha de terminarmos isso no local mais apropriado? - Ele não esperou a resposta para a pergunta antes de pegar ela no colo em estilo noiva e começar o caminho que ela sabia que era para o quarto deles.

Ele tirou aquele incômodo vestido que o impedia de ter contato direto com a pele macia que desejava o jogando para longe. A puxou para seu colo com uma pequena ajuda de impulso da mesma que logo em seguida passou as pernas em torno de sua cintura. Temari arfou ao sentir ser colocada contra a parede sua pele mais quente que a temperatura ambiente arrepiou com contato gelado da parede. Tinham quase a mesma altura, porém sempre que estavam assim se sentia minúscula em frente a ele.

Temari foi jogada na cama e seu corpo praticamente rebateu no colchão com impacto, e deitada observou o homem em pé a sua frente vagarosamente se livrando das peças de roupa. A loira não viu quando ele tinha feito os sinais de mão só sabia que agora as sombras em formas de mãos vasculharam todo seu corpo dando uma atenção principal aos seios enquanto ela assistia seu show particular

Shikamaru amava observar, vê-la se contorcendo e segurando gemidos de prazer mesmo que ele ainda nem tivesse chegado a tocá-la, observar ela inutilmente tentar resistir ao prazer dado pelo toque gelado das Sombras. Estas se mantiveram até que ele tomasse a posição de começar a cobrir o corpo dela aos poucos com o seu deixando uma trilha de beijos por onde passava. Começando com a parte de dentro da coxa, subindo pelo abdômen beijo após beijo chegar no peito. Corpo de sua esposa tremia debaixo do seu toque a cada vez que ele fazia isso, desejando por mais dessas reações ele prosseguiu pelo pescoço até finalmente tomar de volta a boca dela e mais um beijo apaixonado.

— Parece que alguém está estupidamente  molhada - Disse bem próximo ao ouvido dela desceu a mão ao meio das pernas, passou rapidamente um dos dedos pela entrada dela e o trouxe melados pelos lubrificantes viscosos naturais e levou a boca

Aquele era um jogo para dois e Temari sabia jogar também. Deixou suas mãos correrem pelos definidos músculos da barriga até chegar no seu membro já rígido, e começou a masturbar. Primeiro passando os dedos em movimento circulares na ponta depois circulando seus cinco dedos em torno dele fazendo movimentos de cima para baixo bem lenta. O moreno arfou no seu ouvido, fechou uma das mãos em torno do seu pescoço gemeu por cima dos lábios dela a beijando em seguida.

Gostar de ser enforcada era um dos segredos sujos dela, mas era um desejo sórdidos que ele adorava realizar. Recebendo todas as reações que queria aumentou a velocidade de seus movimentos quando ele mordeu seu lábio e sentindo o membro dele pulsar e o líquido pré gozo escorrer parou.

— Não pense que eu vou deixar você tomar controle da situação - ela disse quando ele descia pelo seu corpo lentamente, passando as mãos pelas curvas que adorava até chegar nas pernas para abri-las e encaixar sua cabeça em maio a elas para começar sua vingança

Começou os movimentos com a língua e já no primeiro deles Temari desceu a mão ate os fios negros agarrando-os. O moreno usava a ponta da língua para dar “voltas” em torno da região do clitóris que estava inchado e escorregadio. Temari arqueou o corpo e os músculo se contraíram com o contato, a sensação era demais. Ele alternava os movimentos e ações o tempo todo. Variava entre lamber, sugar, beijar já estava maluca quando ele parou e a encarou lambendo a boca. Ela havia soltada maior parte do cabelo dele que estava bem bagunçada, e seus olhos tinham um brilho predatório, foi a visão mais sexy dele que teve em dias.

— O que foi mesmo que você disse? - Se ajoelhou na cama para a encarar, e ver melhor com rosto vermelho e os cabelos bagunçados antes que ela pudesse se recompor  ele deu um tapa na sua intimidade ainda muito sensível e as pernas dela juntaram em reflexo - agora como castigo eu só vou te dar o que você quer se você pedir - la estava ele ostentando aquele maldito sorriso presunçoso ao mesmo tempo que incrivelmente sedutor

— Eu… eu quero que - só sua voz esganiçada e arrastada como música aos ouvidos dele - eu quero você dentro de mim.

Aquilo foi como a última gota d'água para quem já não aguentava mais se segurar. Puxou Temari pelas pernas e essa escorregou pela cama até que seus joelhos estavam bem encaixados na cintura do moreno que inseriu todo o seu membro de uma vez para dentro. Causando um gemido alto como resposta.

O pênis dele provocava uma sensação gostosa de preenchimento, Shikamaru era grande e por isso o sexo dos dois sempre tinha ritmo lento ao começo. Esperou com que ela se acostumasse para começar os movimentos de vai e vem

Tê-lo deslizando dentro de si provocava uma tensão e vibração interior, o comprimento do pênis tornava tudo mais gostoso porque a sensação de preenchimento ficava completa. Ela gemia o mais controlado que conseguia enquanto apertava fervorosamente os lençóis jamais quebrando o contato visual com seu marido para ter certeza de que ele gravava todas as suas reações.

Com certeza a mente aguçada do estrategista estava registrando tudo como se grava-se um filme pessoal que só ele poderia ver. Cada respiro, arrepio do corpo dela no seu, o prazer de estar dentro dela isso nunca passaria despercebido. Todavia além disso, quanto mais beijos, carinho, batidas, fluidos os dois trocavam mais tinha, a sensação mútua de amor.

Então ele saiu dela, novamente a puxando que foi de encontro a ele colando o corpo feminino trêmulo e suado ao seu e de surpresa novamente a penetrou fazendo assentar em seu colo. Temari apertou os músculos do braço masculino com força pela surpresa da penetração não esperada, afundou seu gemido na curva do pescoço dele onde deu uma leve mordida. Estavam em êxtase com o prazer que pulsava nas suas veias, as mãos escorregavam pelo escuro cabelo descendo as costas, as costas largas eram um ótimo lugar para passar as unhas e deixar marcas.

Foi quando decidiu virar o jogo e o empurrou na cama assumindo o controle da situação cavalgando ditando o ritmo e a profundidade da penetração. Ele adorava aquilo, daquela maneira podia ver todo o corpo dela, e levar a mão aonde quisesse, além disso tinha a lateral das duas coxas para poder dar os tapas que marcavam a pele e ecoavam pelo quarto.

Ele sentia o corpo dele cada vez mais, podia desfrutar do prazer as estocadas rápidas e forte com ela subindo e descendo tão forte e rápido. Porém antes que ele gozasse Temari caiu deitada sabe ele que podia sentir o interior da mulher se contraindo em orgasmo. Shikamaru rodeou a cintura dela com os braços enquanto subia os quadris para cima em estocadas profundas e muito fortes no interior sensível dela. As contrações das paredes vaginais em torno de seu membro somado aos o gemidos incontroláveis dela o levaram ao ápice.

Ambos tentavam normalizar a respiração ainda deitadas um sobre o outro. Estando sobre ele Temari sentia o peito de seu marido subir e descer rápido demais, e seu coração totalmente descompassado no peito. Não que Shikamaru verbaliza-se isso em voz alta, contudo  adorava ficar deitado abraçada com ela, sua esposa era como seu mundo inteiro e naquele momento ele tinha o mundo inteiro nos braços.

— Quando você volta?- ela perguntou ainda sem o olhar no rosto enquanto brincava de fazer desenhos abstratos com dedo no braço dele

— A missão deve durar um total de sete dias vou estar de volta rapidinho - ele mantinha seu nariz em meio os fios loiros para poder sentir o perfume que emanava deles

O cansaço do dia já alcançava os dois que na troca de carinhos sentiam os olhos cada vez mais pesados e o corpo por demais desleixo. Ambos estavam suados e relaxados uma brisa gostosa entrava da janela e o escuro da noite embalava o sono os pegou

Escuro, confusão. Dor! Confusão, escuro. Dor! Escuro, confusão, confusão dor! Escuro

Shikamaru abriu levemente os olhos pesados e cansados, virou a cabeça para o lado encontrando Temari que estava de costas para ele, usando uma camisa regata branca que ele reconheceu com sua. Ela tinha uma coberta que a cobria até a cintura e o cabelo loiro estava preso em um coque frouxo feito com o cabelo preso em si próprio. Ele podia ouvir o som de soluços baixinhos, parecia choro ele tentou se mover na cama, entretanto o corpo estava pesado e tudo que ele fez foi fechar os olhos e dormir de novo.

O sol está alto e algum dos raios refletiam direto nos seus olhos através de uma única festa da cortina. O Nara abriu os olhos e levou uma mão a frente do rosto tentando tapar toda aquela claridade, tinha dormido muito, não tinha ido trabalhar? Ah mesmo a missão ele estava de folga por causa da missão que teria no dia seguinte era isso.

Levou sua mão ao seu lado na cama e não tinha ninguém, também o que ele esperava? Medindo pela altura do sol já estava tarde aquela mulher costumava levantar antes mesmo de qualquer galo cantar. Colocou os pés para fora da cama e sentou na beirada espreguiçando-se foi quando encontrou um bilhete colado na cabeceira da cama

O pequeno papel azul quadrado tinha uma mensagem escrita em letra bastão

“Você estava dormindo quando eu tive que sair eu te namorei assim uns instantes antes de levantar,

Pensei em te acordar, mas acabei perdendo a coragem.

Já disse que acho linda sua carinha quando dormindo?

Deixei algo preparado para você na cozinha, como a tarefa menos você pode ter uma manhã um pouquinho mais preguiçosa.

Eu te amo

Volto logo“

Esboçou um leve sorriso colocando-se de pé, não iria tirar o bilhete Temari não era de fazer essas demonstrações muito românticas, e ele com certeza usaria isso de munição para tirá-lo do sério mais tarde.

Quando finalmente estava de pé percebeu que vestia calças compridas e pesadas as mesmas que usavam para ir trabalhar além de blusas de manga comprida. Ele realmente não se lembrava de ter dormido vestido. Estava no meio de sua questionação quando um barulho alto veio da sala e ele saiu apressado em direção ao cômodo para saber o que estava acontecendo, e para sua surpresa o que achou foi um gato que tinha invadido a sua casa e acabado de derrubar um porta-retrato. O bichano assim que o viu se ariscou todo e pulou para fora de volta pela mesma janela aberta pela qual tinha entrado

Ele andou até o objeto caído próximo a estante e abaixou para pegá-lo. Contudo quando tentou pegar o objeto caído não conseguiu, sua mão atravessava como se fosse feita de fumaça.  Assustado ele se afastou e foi quando percebeu que todos os outros porta-retratos na sala não tinham fotos ou estavam deitados com apoio para cima

Confuso tudo que ele pensou em fazer foi correr para fora de casa, e novamente transpassou alguma coisa: a porta. Aquela hora da manhã as ruas de Konoha estavam como de costume bastante agitada não havia lanchonete ou casa de chá sem ao menos um cliente. Pais levavam seus filhos para academia Ninja lojas a todo vapor e pessoas andando por toda parte ele não ligou para nada disso só queria fugir e nem sabia do quê. Conforme andava pensava em quem poderia solucionar aquele problema que ele nem sabia qual era, não sabia onde encontrar sua esposa nem seu filho e a ideia que teve foi ir atrás de sua amiga.

Caminhando distraído os seus pés o levaram a frente da Floricultura da Yamanaka. A loja tinha alguns clientes do lado de dentro e sua ex companheira de equipe loira parecia bem ocupada preparando um buquê de flores vermelhas. Mesmo olhando de fora da rua podia ver que ela parecia triste bem triste na verdade. Já se preparava para entrar quando um dos clientes saiu conversando com o outro

—  Você ouviu que de novo tiveram problemas com as distribuições de missões- sem querer ele ouvia uma conversa paralela deles

—  Dizem que tem sido uma bagunça o escritório do Hokage desde que o Nara não voltou daquela missão - o corpo dele enrijeceu ele sentiu as mãos tremer e o coração bater muito rápido, do que eles estavam falando? Ele estava bem ali

—  Com licença - ele se aproximou dos homens que conversavam querendo saber mais daquela história mas eles não responderam - o que vocês estavam falando sobre escritório do Hokage? - de novo sem resposta foi quando ele deduziu que eles não o escutavam

Atordoado ele correu o mais rápido que podia em direção a torre do Hokage sentia que lá poderia encontrar respostas, conforme corria exacerbado pelas ruas notou que ninguém o via,  nem mesmo pediram a identificação para entrar no prédio do Hokage, e ele correu as escadas tropeçando e quase caindo em alguns degraus até chegar na sua sala. A porta estava entreaberta e quando ele passou por essa foi como se uma brisa tivesse soprado e ela abriu.

O coração dele parou de bater naquele momento, Temari estava assentada na mesa que costumava ser sua e também tinha mais outras duas pessoas trabalhando naquela sala em uma mesa dividida do outro lado. Sua esposa tinha o cabelo solto e vendo de frente à sua franja aparecia maior do que ele se lembrava,  ela usava o kimono roxo e tinha lixeiras olheiras somada a uma aparência cansada. Ele deu dois passos para dentro da sala com os olhos fixos nela e quando ela levantou ele sentiu seu interior aquecer, se sentiu mais animado quando ela foi andando em sua direção, mas tudo isso se desfez quando ela passou reto e foi fechar a porta.

— Eu já disse a vocês dois que é para fechar a porta e não apenas encostá-la, o vento fica abrindo me incomoda - seu tom de voz era bem estressado e ela lançou um olhar mortal aos dois que estavam do outro lado

— E.. eu fui o último a passar e tenho certeza de que eu fechei a maçaneta - disse um loiro de cabelos curtos que usava o tipo colete chunnin ele coçou a cabeça e olhou confuso para o outro 

Duas batidas vieram da porta que novamente foi aberta e - Temari o Hokage aguarda na sala dele

Com essa informação ela simplesmente deu as costa aos outros dois e saiu da sala, Shikamaru foi atrás. Andando passo atrás dela podia ver que seu cabelo realmente estava maior, e ela andava ligeiramente encolhida,   ela não estava bem.

Sua mente parecia que iria explodir o que estava acontecendo? Na noite anterior ele estava em casa com ela os  dois tinham se amado da forma mais humana e canal possível, ela tinha dormido nos braços dele! Como assim agora ela andava deprimida e ele estava aparentemente incomunicável e invisível?

— Mandou me chamar? - ela perguntou abrindo a porta  e com toda força fazendo com que ela batesse na parede voltasse um pouco com o pacto

— Por favor não destrua a porta - Naruto parecia acabado, suas olheiras estavam maiores do que o normal e o trabalho acumulado em sua sala também. Suas roupas estavam amassadas e mal colocadas no corpo e havia muitos copos de lámen na nas bordas de sua mesa e lixeira - sim eu pedi que te chamasse por causa disso - ele ergueu uma pasta amarela - você fez um novo pedido para retomada das buscas ao Shikamaru. O  caso já foi encerrado toda a equipe estava morta. Procuramos ele por mais de um mês, ele foi dado como morto há dois mes não posso fazer nada.

— Para você é fácil falar - a voz dela saiu um pouco baixa, ela já sentia um nó se formando em sua garganta, ela ia chorar de novo - não é você que tem que conviver com a morte do amor da sua vida, sem ter certeza sem corpo, ou enterro de verdade

Shikamaru tinha certeza que uma sessão de tortura estaria doendo menos que tudo aquilo ele sentiu todo seu mundo quebrar e ruir. Ele não podia acreditar ele não ia acreditar ele estava ali do lado dela literalmente do lado, ele não podia estar morto. E se estivesse então porque estava ali? Morto, aquela palavra tinha um efeito devastador e pesado demais para ele carregar. Sempre acreditou que a única dádiva de quem não estava mais entre os vivos era não ver os outros sofrendo por sua perda, mas ele estava. Que tipo de provação infernal era aquela que ele tinha que passar?

— Acha mesmo que eu não sinto? Ele era meu melhor amigo! - Naruto jogou a pasta em cima da mesa e foi andando em direção a Temari - lembro dele estar do meu lado muito antes de eu começar a ser o herói respeitado dessa Vila, lembro que ele estava do meu lado quando quando Konoha inteira ainda tinha medo do menino que era o monstro de nove caudas. - ele colocou as duas mãos sobre os ombros dela - me dói, também me dói. Vai para casa tira o resto desta sexta e o final de semana de folga

— Se eu fizer isso o trabalho vai acumular - ela disse limpando uma lágrima solitária que lhe escorreu do olho esquerdo

— Não adianta nada você ficar aqui se sua a cabeça está em outro lugar. Vou pedir a Sakura para passar lá depois, você não me parece bem. Tenho que cuidar de vocês 

 


Notas Finais


*Basicamente, carne com cebola sobre um tigela de arroz, cozida em um molho levemente agridoce. É um prato bastante popular no Japão.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...