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História Volto logo! - Capítulo 2


Escrita por: e Susuuel


Notas do Autor


E ai galera capitulo novo pra vocês
Estou muito feliz com os comentários e recebimento de vocês a minha fic. Vou responder todos os comentários depois.

Esse capitulo não sei se ele ficou tão bom quanto estava na minha cabeça. Acho que na minha imaginação estava mais legal. O capitulo mostra mais dos sentimentos de luto da Tema e do Shikadai espero muito que vocês gostem

Capítulo 2 - Capitulo 2


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Temari reconhecia que não tinha sido ela mesma nos últimos dias andava sempre cabisbaixo meio encolhida não parecia mesma kunoichi que tinha presença e imponência até mesmo no jeito de andar. Sentia fragilizada como nunca se sentiu poucas vezes na vida. Sentia como se fosse quebrar a qualquer momento, todos diziam que o luto ficava mais fácil e mais leve depois de um tempo, contudo mesmo depois de três meses parecia que doía tanto quanto a hora que recebeu a notícia, não havia mudado nada.

Nunca achou que algo ficaria gravado na cabeça como aquela noite em que recebeu a notícia ficou gravada. Tinha acabado de arrumar as coisas para se deitar, Shikadai estava na sala jogando vídeo game, seu filho havia chego de uma missão atrasado naquele dia depois de ter tido problemas no caminho, e por isso havia e recebido o resto do mesmo de folga.  A noite estava fria e o vento soprava grandes nuvens para cima de Konoha, deveria chover a qualquer momento. Ela não tinha visto seu marido sair e não houve uma despedida real entre os dois, naquele momento já devia estar voltando para casa pois havia dito que a missão duraria sete dias e estava atrasado, tornando doze dias longe de casa.

A noite estava calma até a chuva fina começar a cair. Temari estava recolhida em seu quarto lendo um livro que lhe fora emprestado pela Yamanaka, era um romance bem bobo na visão da Nara que não sabia porque tinha insistido tanto que ela lesse. Vinte duas horas e trinta e sete minutos da noite de quinta-feira dez de abril. Hora e dia exato em que ouviu duas batidas na sua porta, como já estava de camisola foi atrás do seu hobby de seda para se enrolar antes de ir atender. Sua demora foi o suficiente para que seu filho abrisse a porta, e quando ela chegou a entrada de sua casa deu de frente com um Caçador especial AMBU que tinha máscara lobo branca com detalhes ondulados vermelhos. Foi ele que lhe entregou o pergaminho com a mensagem contendo o relatório de missão oficial, de que toda a equipe responsável da escolta da neta do Daimyo do país do Arroz estavam mortos ou desaparecidos. Graças ao seu sacrifício a garota havia conseguido fugir e com ajuda de aldeões retornar ao País do Arroz já que o ataque tinha sido realizado próximo ao destino final da missão.

No mesmo momento foi como se toda cor e som do mundo tivessem ido embora, nem mesmo a chuva batendo nas telhas fazia barulho, nem mesmo as cores mais vibrantes que só estavam presentes em pequenos detalhes de sua casa reluziam. Mesmo que ela quisesse desabar naquele primeiro momento ela se manteve firme pois Shikadai estava do seu lado totalmente em choque, ele precisava dela mais do que qualquer outra coisa.

Sempre ouviu dizer que esperança era um sentimento muito forte e paralisante, nunca tinha acreditado até aquele momento, pois os dois ficaram dias esperando e agindo como se a qualquer momento ele fosse entrar pela porta da frente. Sempre que as buscas resultavam em alguma nova pista eles dois se sentiam animados e renovados acreditando que daquela vez realmente ele não achar ele ele iria estar bem.  Mas logo uma semana de busca virou duas, duas se tornaram três, na terceira semana já não havia mais pistas já não havia novas descobertas. Não havia mais nada na quarta, não havia nem mais sequer o que investigar, toda e qualquer trilha já havia esfriado. Depois disso ele havia realmente sido declarado como morto, a hipótese mais provável era de que seu corpo havia sido pego por caçadores do Livro Bingo do Mercado Negro sendo assim ele havia sido levado e entregue a uma Estação de Recompensa.

Todavia como ela mesma havia aprendido a esperança era paralisante, e ela se via presa a ilusão de que em algum momento ele voltaria pois sem um corpo para ver e enterrar o cérebro dela se negava a aceitar de que aquele homem que tanto amava. Aquele maldito preguiçoso estava morto e que ela nunca mais ia sentir o seu abraço de novo. Andando com esses pensamentos obsessivos e olhando para baixo e não para frente não foi surpresa quando ela bateu em alguém

— Desculpa - disse desviando da pessoa e continuando o seu caminho

— Olha por onde anda - o cara em quem ela tinha esbarrado e havia ficado para trás gritou para que ela escutasse, em outras épocas ela não deixaria passar assim, porém agora tudo que queria era chegar em casa para poder se trancar do mundo.

Parou rapidamente em uma casa de chá para comprar dangos e castanhas assadas que serviriam de almoço. Quando saiu por algum motivo olhando o horizonte parou para observar o céu. O dia não estava muito quente e o sol brilhava, é o céu estava adornado e ostentava várias nuvens, sorriu triste estava do jeito que aquele preguiçoso gostava. Ela a passos calmos voltou a caminhar para casa desejando tanto que ele estivesse lá quando ela chegasse, se ela ao menos soubesse que ele de certa forma estava lá.

Shikamaru se sentiu tão desestabilizado com tudo aquilo que não soube que fazer se não voltar para casa, mas ele não voltou seguindo os mesmos passos que a esposa ele foi sozinho praticamente correndo. Naquele momento ele se encontrava sentado na cama do casal com a cabeça baixa e as mãos entrelaçadas na nuca. Ele não fazia a menor ideia do que fazer, ele era o quê afinal? Uma espécie de assombração? Até onde tinha podido entender não conseguia falar com as pessoas nem interagir com muitas coisas. O máximo que havia conseguido era assentar na cama e cadeiras e acidentalmente abrir uma porta entreaberta.

Isso era só o início de suas dúvidas. Estava desaparecido há mais de três meses, dentre esses havia sido dado como morto há um mês. Então provavelmente ele tinha morrido junto com os seus companheiros de equipe durante a missão, então por que só naquele momento seu o espírito, se é que fosse isso, começou a vagar? A ele aquilo não fazia o menor sentido.

— Tadaima - a voz da esposa praticamente ricocheteou por toda aquela casa silenciosa o tirando de seu devaneio e fazendo ele ir ao seu encontro mesmo sabendo que ela não viria - Tadaima - ela repetiu com a voz que já começava a dar sinais de choro - Tadaima

Quando ela falou pela terceira vez o Nara se sentiu gelado por dentro. Ela queria que alguém respondesse, mais especificamente ela queria que ele respondesse, e mesmo se ele o fizesse ela não escutaria. Shikamaru e compreendeu que ela estava se sentindo sozinha. Passo após passo ele se aproximou bem dela que tinha feições de choro e trazia sacolas com comida, ficou parado a frente dela querendo que de alguma forma ela sente-se a presença dele.

— Não seja ingênua demais não tem ninguém - se repreendeu passando por ele e indo para a cozinha.

Ele ficou parado observando a mulher que tanto amava preparar um chá para comer com que quer que fosse aquilo que havia comprado. Enquanto a água atingia o ponto de ebulição, a loira preparava tudo que havia comprado em um pequeno prato de louça. Pelo menos dessa vez não teria que mentir para o filho quando ele pergunta-se se ela tinha comido alguma coisa durante o dia, e também não ficaria culpada por não ter comido.

Quando a notícia havia chegado de pouco vontade de comer e dormir simplesmente desapareceram. Depois do "enterro" de Shikamaru, era como se sua garganta estivesse fechada. Ela poderia até querer, mas quase nunca conseguia engolir algo, tinha sorte quando conseguia tomar um pouco de chegar e comer algum bolinho. Dormir estava sendo só a base de remédio o que não era nem um pouco saudável, além de ela estar exposta ao risco de tais comprimidos serem viciantes.

Contudo ela teve um empurrãozinho para se livrar desses problemas, então jurou pelo bem daqueles que precisam dela que ela não colocaria mais nenhum comprimido calmante na boca,  nem que passaria dias inteiros sem comer. Desse dia em diante, mesmo que sua melhora fosse gradual ela soube se recuperaria por eles.

— Itadakimasu - Ela disse servindo a si mesma o chá verde e os dangos

Shikamaru assentou de frente para ela vendo ela comer o primeiro palito com as três bolinhas de doce e levar sua xícara de chá a metade, logo depois ela comeu o segundo sem terminar deixando uma bolinha para trás e servindo um pouco mais de chá verde. Ele a ouviu suspirar e respirar fundo comendo o pedaço do doce no segundo palito, deixando ainda um palito entocado. Os olhos dela começaram a passear entre o último pedaço de doce e a xícara de chá e as feições aos poucos foi mudando para uma enjoada até que abruptamente ela se levantou e correu em direção ao banheiro.

Ele a seguiu pela casa até lá, mas não entrou junto com ela ficou parado a porta pensando e se devia ou não invadir o banheiro, foi quando se aproximou mais para ouvir constatou que ela estava vomitando. Temari se levantou limpando a boca com as costas da mão fechando rápido a tampa do sanitária e dando descarrega. Se virou para a pia e encarou o seu reflexo no espelho. Já estava melhor do que de alguns dias atrás, e ainda precisavam de muito para voltar a ser o que era. Respirou fundo e abriu a torneira juntou as duas mãos embaixo da água corrente segurou um pouco nelas e chegou em seu rosto.

— Quando eu finalmente decido comer alguma coisa você não colabora - Ela sorriu com a cabeça baixa olhando para pia, Shikamaru franziu as sobrancelhas ela estava conversando sozinha?

E assim prosseguiram o resto do dia: ele a seguia pela casa observando-a fazer o que quer que fosse, e na grande maioria do tempo ela realizava todas as funções domésticas que eram necessárias. Primeiro foi até a cozinha arrumar a bagunça que havia feito, que na verdade foi quase nada guardou as sobras e partiu para limpar a sala tirando todas os porta-retratos vazios e passando um pano para tirar o pó, e então metódica e cuidadosamente colocando tudo de volta no lugar.

Ela tinha aprendido que se mantivesse a cabeça ocupada a maior parte do tempo e cansasse fisicamente seu corpo seria mais fácil de pegar no sono durante a noite. Então além dos trabalhos no escritório do Hokage ela fazia questão de também realizar todos os trabalhos da casa, mesmo que vez ou outra preferisse comprar comida na rua do que fazer ela mesma.

— Tadaima - O segundo morador da casa chegou com cara de cansado e incrivelmente sujo

— Okaire - a mãe disse se aproximando dele que ainda estava na entrada tirando os sapatos - Como foi o treino hoje?

— Cansativo - a mesma resposta de sempre ela já estava até acostumada com ela

Shikamaru observou o filho dando uma conferida de cima baixo ele realmente parecia cansado, mas não como a mãe que tinha olheiras e sinais de quem não dormia. Shikadai estava cansado como Naruto ficava naquela idade após os treinos exaustivos durante um dia inteiro aquela feição de quem desmaiaria a qualquer momento. Não se lembrava nunca de ter visto seu filho se dedicando tanto ao treinamento ninja, não que ele fosse desleixado, todavia também não era o mais dedicado.

— Vai querer o quê para jantar? - tinha passado tanto tempo entretida limpando a casa que não pensou do que preparar para refeição dos dois - estava pensando que nós podemos ir comer no Ichiraku.

— Pode ser - disse desanimado - eu vou tomar um banho e a gente vai!

— De qualquer de forma também preciso de um banho - sorriu minimamente - vou me aprontar também

Era bom ver que relacionamento dos dois não tinham mudado e nem se desestabilizado demais com a falta dele. Shikadai não era uma pessoa de muitas demonstrações de afeto e suas demonstrações mesmo sendo raras não eram rasas. Parado em suas reflexões acabou notando que ficou sozinho na sala e foi atrás da sua mulher que tinha ido para o banheiro do quarto do casal se banhar.

O chuveiro já estava ligado quando ele chegou e a porta entre aberta é uma certa mania dos dois tomar banho com a porta sem estar trancada, era quase que um convite para o outro que entrasse também. Sendo assim ele foi atrás e como aconteceu na torre do Hokage a porta se abriu como uma leve brisa. A passos lentos ele entrou no banheiro o cômodo estava repleto de vapor do banho quente, os vidros embaçados e os azulejos suados escorrendo gotas de água condensada.

Temari se encontrava debaixo da água quente com os fios loiros colados ao corpo molhados e lisos. Ela tinha os olhos fechados enquanto a espuma escorria pelo corpo deixando um bom cheiro de lavanda para trás. Os olhos dele percorreram por todo o corpo nu dela enquanto uma estranha saudade invadia o peito. Ao mesmo tempo uma preocupação surgia a mente dele ao ver alguns pequenos detalhes que indicam perda de peso. Os ossos estavam mais protuberantes na região na clavícula, os músculos do braço menores e o rosto fino. Porém isso não era tudo, seu coração disparou e ele achou que havia esquecido como se respira, a boca travou com a maxilar em um aperto. Passou a mão no cabelo com os olhos arregalados e lágrimas que já se formavam enquanto se aproximando mais do vidro do box.

Seus olhos não se desprendem do ventre de sua esposa, aquela barriga com pouco de volume que se projetava para frente como uma pequena protuberância que era imperceptível debaixo das roupas ali se tornava notável. Foi como ser acertado por uma pedra, sentiu seu interior quebrar e coração ruir, tudo fez um sentido perfeito: ela estava grávida. Os enjoo de mais cedo não haviam sido à toa, e todo aquele tempo tinha observado ela nunca tinha conversado sozinha ela estava conversando com o filho deles, uma criança que ainda nem tinha nascido e já não tinha pai.

Não conseguia processar tudo que estava acontecendo, nem mesmo sua mente genial tinha carga para tudo aquilo. Ficou parado chorando sem nem perceber que fazia isso, e apenas a seguiu com os olhos quando ela se enrolou na toalha e foi se vestir. Ela tinha razão, não devia ter ido naquela missão, se não tivesse ido agora estaria ali com ela, com eles.

Tamari trocava de roupa calma, vestindo um quimono preto amarrado com a faixa vermelha. Secava os cabelos bem devagar com a toalha felpuda e assentou em frente ao espelho observando o reflexo enquanto penteava vagarosamente o cabelo com sem ânimo para seus elásticos de cabelo, não tinha a menor vontade para prender. Pegou uma delas e logo soltou e deixou os fios soltos novamente.  

— Okaasan - o chamado veio após duas batidas na porta do quarto - posso entrar - ela respondeu que sim e logo a porta foi aberta e Shikadai entrou meio sem jeito - está pronta?

— Vamos - ela disse andando até ele com um pouco de ânimo - você parece estar com bastante fome não é? - perguntou batendo de leve na cabeça dele rumando para a porta da frente de casa.

Mãe e filho tinha ido embora andando pelas ruas de anoitecidas de Konoha, sem saber que deixaram para trás uma mente confusa e uma pessoa sentimentalmente destruída que não arrumou força para segui-los. Os dois Naras andavam lá da lado seguindo em direção ao famoso restaurante de lamen. O lugar tinha mudado muito desde que a Sabaku havia se mudado para lá, entre as mudanças agora além de ser um restaurante vinte e quatro horas também era bem maior havia mais meses e consequentemente mais clientes. Os dois sentaram juntos diferentes um para o outro, fizeram seus pedidos uma garçonete simpática que disse que logo traria.

Os dois acabam ficando em silêncio e Temari observava um Shikadai muito inquieta tamborilando os dedos na mesa e desviando o contato olho nos olhos. Conhecia muito bem seu filho para saber que algo o estava incomodando. Esperou que ele mesmo contasse por si só, porém quando isso começou a demorar para acontecer ela se adiantou.

— O que está te incomodando? - ele olhou para ela com os curiosos e sobrancelha franzida - te conheço muito bem tá muito inquieto e ao mesmo tempo muito calado. O que foi?

— Eu não sei direito- assumiu como a voz calma - eu acho que tô meio fora de sintonia com tudo que aconteceu. Não sei se vou conseguir ser um bom Shinobi, se futuramente vou conseguir ser um bom líder, não sei nem se vou conseguir aprender as técnicas do clã - colocou tudo para fora falando com a voz mais calma que conseguia mesmo que estivesse muito procurado por dentro. Nesse meio tempo a garçonete chegou colocando uma tigela de ramen para cada um - eu não quero decepcionar

— Você não vai - ela segurou a mão dele antes que colocasse os hashis na tigela - sei que está se sentindo sufocado com tudo, e muita coisa para você conciliar. Você já está sendo incrível de suportar tudo não precisa se cobrar demais. - sorriu tentando ser calorosa com o filho - já tenho muito orgulho de você e sei que seu pai também tinha. Aquelas palavras pareceram ser tudo que ele precisava ouvir naquele momento e Temari sentiu isso pela reação positiva que seu filho teve. - agora vamos comer antes que isso esfrie

— Sim - respondeu simplesmente - itadakimasu

O jantar tinha tido um clima bem leve o melhor em dias os dois podiam dizer com convicção. Após pagar a conta e voltaram calmamente para casa com o garoto dando detalhes específicos do treino era um clima bom, antes deles chegarem em casa e se lembrarem que ele não estava lá. Cada um foi para seu quarto se preparar para dormir, mas o mais novo na casa ainda tinha mais uma tarefa a cumprir antes de fechar os olhos para os sono pesado que.

O garoto já vestido para dormir andou até a gaveta sem poder saber que da porta olhos castanhos o vigiava. Ele abriu cuidadosamente e pegou um papel fotográfico de tamanho padrão. Sua mãe tinha sumido com todas as fotos um dia depois do enterro uma atitude atípica segundo a Ino, que disse que o comum era as pessoas aguardarem recordações físicas de seus entes queridos mortos por muito muito tempo, principalmente fotografias fazendo uma espécie de altar em alguma parte exposta da casa. O fato era que atípico ou não ela havia se livrado de muitas fotos, mas ele salvou aquela e guardou para si.

— Oi pai - Shikamaru encostou na parede do quarto olhando para o filho sentado na cama com as pernas dobradas em borboleta olhando aquela fotografia - eu ainda não tive coragem de ir até o cemitério, desculpa. - uma primeira lágrima caiu dos olhos do menino - sei que a Mirai disse que iria comigo caso eu criasse coragem e quisesse companhia o Inojin e a Chocho também - respirou fundo contendo as lágrimas que vinham descontroladas - mesmo assim não consegui, espero que conseguir fazer isso sozinho algum dia.

O Nara mais velho se aproximou da cama do filho, o suficiente para ver qual foto ele tinha em mãos e sorriu tristonho ao vê-lo segurar a primeira foto de que os dois tiraram juntos ainda no hospital. Shikadai um bebe recém nascido enrolado nas mantas verdes claras nos braços do pai que tinha um sorriso grande. Shikamaru se lembrava desse dia como se fosse o dia anterior e não doze anos atrás, a segurança com que segurou o filho foi tremenda que espantou as duas mulheres que estavam no quarto com ele.

— Bom tudo tem sido bem estranho sem você aqui, mas acho que você já sabe falo disse todo dia - riu sem humor - só que parece que nunca tenho nada de bom para te contar - sua voz saiu tão baixa quase envergonhada - o luto bateu muito forte na gente. Okaasan e eu nunca pensamos em como seria sem você porque não imaginávamos essa possibilidade. - explicou tão calmo e com uma maturidade atípica da idade - a okaasan está bem melhor acho que isso é boa notícia não é? Ela acha que eu não sei que ela chora todo dia à noite porque acha que eu estou dormindo. Mesmo assim nunca mais tomou remédios para dormir e está comendo bem melhor, hoje ela comeu uma tigela inteira de lamen, acho que descobrir que esta esperando meu irmãozinho deu um empurrão a mais para isso.

Ver Shikadai chorar era um fenômeno raro afinal ele era filho de Temari, e uma das suas semelhanças com a mãe era o orgulho e personalidades, do mesmo jeito que a esposa não deixava ninguém ver suas vulnerabilidades seu filho também não.

— Juro que hoje foi o dia que mais me esforcei no treinamento e mesmo assim não sei se estou mais perto de dominar a técnica do Kagenui - disse batendo forte no colchão - eu sei que você disse que descobrir sozinho seria crucial para meu treinamento, mas descobrir totalmente sozinho está se mostrando mais difícil que eu imaginava. Eu prometo que vou ser o melhor ninja possível para honrar a sua memória. Eu não vou decepcionar.

Distinguir o que sentiu em maior potência naquele momento foi impossível. Não sabia se era orgulho por ver uma determinação rara e ímpar no filho, tristeza por deixá-lo sozinho, raiva por não poder se pronunciar e medo de partir em definitivo. Mas fosse como fosse Shikamaru queria que tudo aquilo acabasse. 

 



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