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História Voyeur - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olar~
Há quanto tempo, hein? Estava morrendo de sdds de postar uma fanfic nova, meu pai. Resolvi, então, postar essa pwp que está pronta faz um bom tempinho, mas que só agora tive coragem de vir publicar. Ela foi muito gostosinha de escrever e espero que vocês a apreciem tanto quanto eu e a minha beta apreciamos rs
Bom, vamos de Jeongguk namorando a linda da Joohyun que possui fantasias peculiares, as quais seu boy resolve ceder e tem a melhor noite de sua vida. Vou deixar o link da música que eu usei pra parte do Jimin no final, mas já adianto aqui para que vocês possam ouvi-la e imaginar a cena do jeito que eu imagimei ao escrevê-la: You Can Leave Your Hat On - Joe Cocker.

Tenho que deixar avisado que é uma pwp, ou seja, tem sim uma história, mas o foco principal é a fantasia sexual da Joohyun e como o Jeongguk lida com o Jimin e vice-versa. Tudo consentido, aliás. Park Jimin está um P E C A D O nessa fanfic, só avisando vocês. E eu também precisei mudar o gênero da letra para se encaixar no contexto da fanfic.

> Capítulo betado pela linda da HanaChoi mozau <3
> Capa editada por euzinha, relevem a simplicidade pfvr;
> Jeongguk e Joohyun boyfriends;
> Joohyun não é tão boazinha quanto o Jeon pensa rs;


Dados os avisos, desejo a todos vocês uma ótima leitura e até as notas finais!

Capítulo 1 - Unique Sobre fantasias (nada) inocentes.


Fanfic / Fanfiction Voyeur - Capítulo 1 - Unique Sobre fantasias (nada) inocentes.

 

 

Unique — Sobre fantasias (nada) inocentes.

 

 

 

— Olha, não é o fim do mundo não.

 

Jeongguk quis rir. A garrafa de cerveja tremeu quando a bateu com um pouco mais de força do que o necessário sobre a mesa, após sorver um longo e gelado gole. Estava tão frustrado que nem mesmo a cerveja gelada parecia estar fazendo efeito em seu humor, muito mais ácido do que o normal.

 

— Você fala isso porque não é o seu namoro, hyung.

 

Yoongi franziu o cenho com a aspereza incomum no tom de voz, mas decidiu não retrucar. Ele não estava em uma boa posição, de toda a forma. Diferente do mais novo, estava apreciando sua bebida e relaxando após uma longa e estressante semana de provas. O último ano consumia suas forças e suas preciosas horas de sono, mas reservava um lugar em sua agenda todas as sextas-feiras para encontrar Jeongguk e Hoseok para beber num bar perto de sua república. Só não esperava que Jeongguk estivesse tão azedo ao ponto de quase estar deixando a amizade de quatro anos de ambos de lado apenas para socá-lo. E com força. Porque, ah, ele estava pedindo. Implorando, na verdade, por um soco.

 

E se Hoseok demorasse mais um pouco com as bebidas, faria o serviço ele mesmo.

 

— Tem razão, não é o meu namoro. — Empurrou a garrafa vazia para o lado, longe o bastante de seus dedos para batucar na madeira desgasta que fedia a bebida. O bar estava cheio e a única mesa que conseguiram foi do lado de fora, o que, pensando bem agora, não fora uma má ideia. O ar frio da noite começava a dar as caras e deixava o ambiente mais agradável. — Mas eu não acho que você deva reagir a isso dessa forma, moleque. — Fitou os olhos semicerrados do mais novo em sua direção e suspirou. Ah, como ele queria socar aquele moleque. — Joohyun não pediu para terminar contigo. Ela só quer, ahn, diversificar as coisas entre vocês dois.

 

Jeongguk, dessa vez, riu.

 

— Diversificar? — Indagou, incrédulo. — Ela não quer usar fantasias ou acessórios, hyung. — Agarrou sua garrafa com a mesma força de antes, girando-a em semicírculos sem nenhum motivo. — Ela quer me ver fodendo outra pessoa. Um cara, hyung. Um cara.

 

A situação não podia ser mais estranha do que já estava sendo. Ele não estava, exatamente, bravo com Joohyun. Ele só queria entender o que diabos havia acontecido para que ela surgisse com essa ideia do nada, após uma rodada de sexo bastante intensa entre os dois. Conheceu-a em seu primeiro dia na faculdade, quando fez sua matrícula para Direito. Havia acabado de se mudar de Busan para Seul, após passar no vestibular com notas altíssimas para o curso. Seus pais, orgulhosos de seu feito, lhe presentearam com um apartamento modesto, mas que não seria tão difícil de manter com o dinheiro que ganharia dos dois todos os meses até arranjar um emprego. Vinha de uma boa família, com posses e um sobrenome conhecido, mas queria ganhar as coisas por seu suor e empenho. E só aceitou o dinheiro até o segundo ano de curso, quando arranjou um estágio em um escritório e, desde então, vinha se mantendo com o dinheiro dele. Além, é claro, de suas próprias economias. Joohyun cursava Administração por pressão familiar, mas descobriu, um ano após conhecê-la, que era queria mesmo era cursar Artes Cênicas.

 

Houve uma faísca de atração entre ambos na primeira troca de olhar. Joohyun era bonita, tinha um sorriso lindo e uma personalidade forte. Não foi difícil se interessar por ela e por todo o seu charme. E tão natural quanto possível, o namoro surgiu. No começo, tudo era novo e incrível. Joohyun tinha uma personalidade forte sim, mas sempre foi respeitosa com suas opiniões e fazia o mesmo com as dela. O sexo era incrível e o companheirismo ainda mais. Ela era o tipo de garota que poderia apresentar a seus pais em um almoço de família. Mas, por decisão de ambos, esse tipo de coisa só aconteceria se, um dia, os dois tivessem a certeza de que o namoro pudesse evoluir para algo mais sério. Vendo a ideia de outro ângulo, como agora, dois anos depois, sabia que haviam feito a escolha certa. Especialmente pelas brigas que vinham tendo há mais ou menos seis meses. O que Joohyun tinha de bonita, tinha de teimosa. E não podia jogar toda a culpa sobre ela, quando também sabia que não era nada fácil de lidar.

 

O último ano da faculdade era o mais estressante de todos. Discutiam por qualquer coisa, dentro ou fora de casa. Evitavam trombar pela faculdade — estudavam no mesmo campus, mas em prédios diferentes — quando brigavam, o que era quase todo dia. Às vezes, faziam as pazes no mesmo dia; outras, quando as discussões eram mais pessoais, ficavam dias sem se falar direito. Mas Joohyun sempre dava um jeito de conseguir o que queria, por bem ou por mal. Era algo que sempre tentava ignorar da personalidade da namorada, mas era difícil quando ficava tão evidente que sempre fazia as vontades dela por pura pressão.

 

Odiava sentir esse tipo de pressão, porque o fazia se sentir uma marionete nas mãos delicadas de Joohyun.

 

Yoongi não gostava dela.

 

Verdade seja dita, detestava-a. E nunca fizera questão de esconder isso. O que também servia como combustível para as discussões entre ambos. Recusava-se a perder um bom amigo como Yoongi, mesmo que, às vezes, bem secretamente, tivesse vontade de socá-lo quando provocava Joohyun com o que tivesse em sua posse. Era ridículo, parecia estar no meio de um cabo de guerra quando os dois dividiam o mesmo ar. Era irônico que Yoongi, o mesmo Yoongi que sempre fez questão de chamar Joohyun de mimada, agora, estivesse defendendo-a de certa forma. É claro que ele diria isso. Não era ele o namorado. Assim como não era ele a estar em uma situação tão desconfortável como essa.

 

— Eu sei, Jeongguk. — Yoongi assentiu, mais consciente do problema que era seu dongsaeng no momento. — Eu também não sei se iria reagir tão bem se fosse NamJoon me pedindo isso. Só que… Acho que pode ser algo… Bom? Não sei. Vocês só têm brigado ultimamente… Já pensou que pode ser algo que apimente o namoro de vocês?

 

É claro que Jeongguk já tinha considerado esse lado. Joohyun estava farta das brigas e dos momentos escassos que tinham por conta de seu estágio e das reuniões de Conselho dela. Já fazia mais de dois meses que não faziam sexo e seu humor só vinha piorando. Ela também sentia falta, mas tinha suas obrigações e sempre as colocava em primeiro lugar. Não era a toa que ela estava sendo preparada para assumir o lugar do pai quando se formasse. Podia não ser o que realmente queria fazer, mas estava se saindo muito bem. Precisava admitir. Assim como precisava admitir que a ideia, a princípio, lhe pareceu absurda, para dizer o mínimo. Haviam acabado de transar e estavam curtindo a sensação de um bom orgasmo quando Joohyun, inocentemente, lhe confessou que tinha uma fantasia sexual secreta que nunca conseguiu colocar em prática. Quando a questionou, imaginando que fosse algo relacionado, literalmente, a fantasias, qual não foi o seu choque quando ela lhe confidenciou que sempre quis vê-lo fodendo outro cara na frente dela. Foi tão direta que não lhe deixou brechas para o caso de ter entendido errado. Não tinha. Joohyun simplesmente queria que transasse com outro homem, na frente dela, para agradá-la.

 

Não é preciso dizer que discutiram feio depois. Nunca pensou em ficar com um cara antes. Não tinha nada contra também. Conhecia o namorado de Yoongi e eram relativamente próximos, já que ele cursava Música no campus vizinho ao seu. NamJoon era agradável e bastante inteligente para alguém que só estava fazendo faculdade para conseguir o seu tão sonhado estúdio de música. Ele e Yoongi partilhavam da mesma ambição, embora um desejasse ser rapper e o outro, compositor. Faziam até que um belo par. E ainda havia Hoseok, bissexual assumido que, no momento, estava paquerando um dos rapazes do curso de Dança. Ele já tinha namorado com Seulgi, melhor amiga de Joohyun, antes de terminarem o namoro. Todavia, ainda mantinham a amizade, como os dois adultos que eram. Apesar da personalidade despojada e meio inconsequente, Hoseok era um ótimo ouvinte e havia sugerido que os três saíssem para beber na sexta, como sempre faziam desde que firmaram amizade.

 

Apesar de estar suspeitando que ele tinha outros planos em mente quando sugeriu o bar, já que tinha uns bons quarenta e cinco minutos que entrou com a desculpa de pegar bebidas e desapareceu.

 

— Eu não sei, hyung. — Decidiu ser sincero. — Não é que a ideia de transar com outro cara me dê repulsa. Eu não tenho nada contra, embora nunca tenha beijado sequer um homem pra dizer se me interesso ou não. O que me incomodou foi Joohyun sugerir isso.

 

— E por quê?

 

— Ela fez parecer que nosso namoro é tedioso. Que nem mesmo o sexo está a agradando. É idiota, eu sei, mas estou numa péssima semana e ela insistiu com o assunto, me chamando de egoísta porque não quis nem pensar na ideia. — Haviam tido essa mesma discussão de manhã, quando ela, já cansada de esperar uma resposta, o encurralou e usou as palavras erradas. — Eu pensei na ideia. Pensei bastante. Eu gosto dela e sei que ela gosta de mim. A sugestão não foi ruim, mas foi feita num momento bastante inoportuno.

 

Foi então que Yoongi entendeu. Jeongguk não era nenhum idiota para acreditar que Joohyun estivesse mesmo entediada com o namoro ou com o sexo. Ela só sugeriu porque sabia que teria o que queria. Ela era bem mais inteligente do que isso. Sabia o poder de persuasão que tinha sobre o namorado. Um dos motivos de detestá-la era a falsa inocência quando manipulava Jeongguk com algo que fosse agradá-la. No entanto, agora, ironicamente, não estava acusando-a de nada. Se Jeongguk não quisesse, imaginava que ela não fosse pressionar. Ela só queria uma resposta. E Jeongguk precisava decidir se iria topar ou não. Hoseok o colocou à parte da discussão e sabia que era a melhor pessoa para aconselhá-lo.

 

— Você quer?

 

Jeongguk o encarou. Os lábios pressionados. A testa enrugada.

 

— Eu acho que sim… Fiquei curioso quando ela me disse que já tinha pensado no outro cara.

 

— E quem é?

 

Jeongguk deu de ombros. Ele não tinha ficado para escutar quando ela começou a descrevê-lo.

 

— Ela me disse o nome, mas eu não sei quem é. — Deu de ombros, sentindo-se um pouco mais relaxado quanto ao assunto. Conversar com Yoongi tinha suas vantagens, afinal. — Um tal de Park Jimin. — Revelou, o que fez Yoongi arregalar os olhinhos pretos. — O que foi?

 

— Park Jimin, hein? — Yoongi assoviu, animado. — Ele está no curso de Dança. O mesmo que o atual peguete do Hoseok também está. Você não se lembra dele?

 

— Pra ser sincero, não… Eu só vi o Taehyung uma vez e foi bem rápido. — Explicou.

 

Yoongi riu, descrente de como a vida era injusta. Ele conhecia Park Jimin. Conhecia bem o suficiente para saber que Joohyun era dona de uma mente maquiavélica. Se antes tinha duvidas sobre isso, agora, tinha certeza. Jeongguk não iria resistir no momento em que conhecesse o Park. Se fora vítima do magnetismo inexplicável que ele exalava pelos poros, alguém como o Jeon não seria tão difícil de impregnar.

 

— Sua namorada tem bom gosto, Jeongguk. Isso eu preciso admitir.

 

— Por quê?

 

— Você vai saber quando aceitar. — Piscou para o mais novo, avistando Hoseok vir na direção da mesa. — Caralho, Hoseok! Foi fabricar a cerveja, porra?

 

Hoseok apenas revirou os olhos e entregou uma garrafa para cada, tentando disfarçar os lábios meio inchados e a roupa amassada. Jeongguk riu, já sabendo que ele, muito provavelmente, tinha marcado com Taehyung no bar usando-os como desculpa para ir. Cretino. O xingamento estava na ponta da língua, mas preferiu abrir a garrafa de cerveja gelada ao invés de perder tempo discutindo. Yoongi já o estava fazendo pelos dois.

 

Seu celular vibrou. A tela estava virada para baixo desde que sentou, mal tendo visto o tempo passar. Era uma mensagem de Joohyun. Desbloqueou a tela com sua digital, passando os olhos pelo conteúdo dela.

 

“Sinto muito por hoje. Foi idiota da minha parte te cobrar por algo que interessa apenas a mim. Sinto muito mesmo, amor. Não vou mais tocar no assunto. Prometo. Divirta-se com seus amigos.”

 

Com um longo suspiro, Jeongguk digitou sua resposta.

 

“Eu topo.”

 

A resposta de Joohyun não demorou a vir.

 

“Sério? Você topa mesmo?????”

 

“Sim, eu topo.”

 

Não ficou surpreso quando o celular começou a tocar. Sob o olhar atento de Yoongi e Hoseok, afastou-se para atender a ligação.

 

Jeongguk? — A voz de Joohyun soou apreensiva do outro lado da linha. — Você… Você estava falando sério?

 

— Sim. — Confirmou, sem rodeios. — Eu sei que você só quer apimentar as coisas, mas usou o tom errado comigo.

 

Um suspiro veio de Joohyun. Ela sabia que estava errada, mesmo que odiasse admitir.

 

Eu sei, amor. — Usou o tom compreensivo que costumava usar quando sabia que havia chegado ao limite. — E eu não quero que você faça isso porque estou te pressionando… Jimin também não se sentiria à vontade dessa forma. Eu só… Pensei em unir o útil ao agradável. Você vai gostar dele, Jeongguk. Jimin é alguém difícil de resistir.

 

Já era a segunda vez que ouvia algo do gênero a respeito de Park Jimin. E, sinceramente, aquilo só serviu para atiçar seu lado curioso. Era perigoso.

 

— Eu já disse que topo, Joohyun. — Reafirmou sua decisão antes que ela começasse a tagarelar no telefone. — Mas será sob os meus termos. — Esclareceu, com o tom de voz que sabia que Joohyun não contestaria. — Eu não quero que ele te toque. Se ele tentar, vou socá-lo. Eu também não o conheço, então nada de falar sobre a nossa vida pessoal a ele. Já basta o que faremos.

 

Joohyun soltou uma risadinha.

 

Jimin é cem por cento gay, amor. Mesmo que eu quisesse, ele não me tocaria. — Ela revelou, ainda em tom de graça. — Ele também não aceitou de cara. Me chamou de louca. Agora que eu tenho o seu sim, vou obter o dele. Vou marcar para o próximo fim de semana, ok? Dará tempo o suficiente para nos prepararmos.

 

Ótimo. Uma semana. Seria tempo o suficiente?

 

— Tudo bem. — Concordou, por fim.

 

Vai ser bom, amor. — Joohyun era confiante demais, às vezes. — Obrigada por isso. Eu te amo. Até mais tarde.

 

E desligou, sem esperar pela sua resposta.

 

Voltou para a mesa, encontrando os dois mais velhos em silêncio absoluto. Os olhares em si. A curiosidade estampada nos cenhos franzidos.

 

— Eu topei. — Resolveu revelar de uma vez, puxando sua garrafa de cerveja e fazendo careta ao notar que ela já não estava mais tão gelada quanto antes.

 

— Aqui, peguei outra pra você enquanto estava no telefone. — Hoseok empurrou uma garrafa nova e gelada em sua direção. — Então… Você e Jimin, hein?

 

— Espero que esse tal Jimin seja tudo isso que vocês estão falando, porque eu não aguento mais ouvir sobre isso.

 

— Ah, Jeongguk… — Tanto Yoongi quanto Hoseok sorriram, bastante animados com suas palavras. — Você vai entender quando o conhecer. Jimin é um pecado. Se o Tae não fosse mais o meu tipo, eu certamente tentaria algo com ele.

 

Yoongi concordou, tratando de começar outro assunto enquanto a rodada de tequila não chegava. Jeongguk apenas assentiu, ignorando a sensação estranha em seu estômago.

 

Ele só esperava que valesse a pena.

 

 

— X —

 

 

A semana transcorreu mais rápido do que Jeongguk esperava. As coisas com Joohyun estavam mais calmas e ela parecia mais animada do que nunca, mantendo segredo sobre o tal Jimin e o forçando a prometer que não o buscaria nas redes sociais. Só não o fez porque também estava curioso para conhecê-lo cara a cara. Esperava que o suspense valesse realmente a pena, porque odiaria se decepcionar na hora com o desconhecido.

 

Joohyun morava com Seulgi em um apartamento próximo do centro, então a escolha mais óbvia para o tal encontro era seu apartamento. E perdeu a conta de quantas vezes a viu organizá-lo durante a tarde de sábado. Pediram o jantar, mas mal conseguiu tocar na comida. Uma estranha sensação de ansiedade o deixou carrancudo o dia todo, o que só piorou conforme o horário marcado se aproximava. Já tinha pensado em desistir duas vezes antes e depois do banho, mas preferiu não dizer nada. Não é nada demais. Pensou ao secar os fios escuros e compridos. É só sexo e pronto. Apesar de não ser uma ocasião especial ou algo do gênero, Joohyun se arrumou como se estivesse indo a uma festa de fraternidade. O cabelo, normalmente solto, estava preso em um rabo de cavalo alto. Uma maquiagem leve cobria seu rosto, ressaltando seus olhos e boca. A calça preta na altura do quadril e a blusa transparente, branca, deixando uma parte de sua barriga lisa à mostra. Não dava pra dizer que Bae Joohyun não era uma mulher absurdamente linda, porque ela era.

 

Sua escolha de roupas foi uma calça de moletom preta que ficava levemente solta em seu quadril e uma camiseta cinza de mangas curtas que deixava à mostra suas tatuagens. Quase nunca as exibia em público, já que o preconceito da maioria dos estudantes de Direito era óbvio. Sua pele pintada era um crime perante aos olhos dele. Não que se importasse, porque não se importava, mas preferia abafar os comentários a seu respeito — já bastava o que ouvia pelas costas por andar com Yoongi e Hoseok, os desvairados da faculdade. E já tinha advertências por socar alguns engraçadinhos no campus, então não podia se dar ao luxo de receber outra advertência por perturbação.

 

— Jimin chegou.

 

Joohyun o informou, animada. O relógio marcava 21h da noite em ponto. O cara é pontual. Foi seu primeiro pensamento. Com o celular em mãos, ela parou na frente da porta e esperou alguns segundos antes da campainha soar pelo apartamento. Preferiu ficar na entrada da cozinha, de onde tinha a visão das costas de sua namorada. Ela abriu a porta com entusiasmo e cumprimentou o tal Jimin com dois beijos na bochecha, bem mais íntima do que esperava que ela fosse.

 

— Venha, vou te apresentar ao Jeongguk formalmente.

 

Não estava com muitas expectativas quando Joohyun surgiu em seu campo de visão puxando alguém pelo braço. Permaneceu com as mãos nos bolsos do moletom e só ergueu o olhar quando a ouviu chamar seu nome. Bastou bater os olhos na figura baixa que compreendeu instantaneamente o que Yoongi dissera naquela noite. Jimin era lindo. Não apenas lindo, mas estonteantemente lindo. Absurdamente lindo. Já dissera lindo? Porque, porra, porra. Ele era alguns centímetros mais baixo que Joohyun, mas compensava em outras áreas. Os fios em cor cinza, curtos, mal caindo sobre seu rosto assimetricamente perfeito. Os lábios, pequenos e levemente inchados, róseos. Os olhos da mesma tonalidade dos seus, um pouco acanhados pelo ambiente estranho. O corpo, embora coberto pelas roupas, não escondiam suas curvas. E que curvas. Joohyun o virou de lado, com a desculpa de que tinha algo em seu rosto e então viu. Porra. O formato perfeito da bunda avantajada e cheia. Foi impossível não secar o cara de cima a baixo, como um belo pervertido.

 

— Jiminnie, esse é o Jeongguk, meu namorado. — Joohyun o puxou em sua direção, com um sorriso maroto nos lábios. O tal Jimin, ainda acanhado, estendeu a mão em sua direção com um pequeno sorriso nos lábios. — Jeongguk, esse é o Jimin. Park Jimin.

 

Engolindo a vontade de perguntar como alguém podia ser tão fodidamente bonito sendo um homem, apertou a mão macia — e pequena — de Jimin, soltando-a num balançar leve.

 

— É um prazer conhecê-lo, Jeongguk-ssi.

 

Caralho. Até a voz era bonita, melodiosa, firme.

 

— Igualmente.

 

Joohyun quase riu com a sua falta de palavras, tomando para ela a iniciativa de deixar Jimin mais confortável. Ofereceu-lhe uma bebida, a qual o Park aceitou de prontidão. Foram para a sala, onde o mini-bar era mantido para ocasiões especiais as quais Yoongi e Hoseok aproveitavam mais do que ele mesmo. Sem conseguir se controlar varreu o corpo de Jimin com os olhos, demorando-se na parte traseira sem o menor traço de arrependimento. Estava totalmente okay em sua concepção reconhecer os atributos alheios, mesmo que fossem os de um homem. Não tinha a mente fechada como alguns de seus colegas, que detestavam gays e achavam um absurdo dividir o mesmo espaço com eles. Seus pais lhe criaram para respeitar a todos, independente da religião, gênero, etnia ou orientação sexual. Sua mãe era cristã e não viu problemas em lidar com a existência de Joohyun quando descobriu que ela era ateísta. Eram apenas… Detalhes.

 

Jimin aceitou a bebida de bom grado e passou a observar o apartamento com seus olhos pequenos e escuros. De repente, o olhar dele esbarrou com o seu, que ainda o analisava. Foi então que sentiu. A faísca. A mesma faísca — ainda que mais intensa — que sentiu com Joohyun no dia em que se conheceram. Foi impossível disfarçar seu espanto, o que fez Jimin mudar sua expressão e assumir uma, digamos, mais ousada. A clavícula ficava evidente quando ele virava o rosto na direção de Joohyun, que estava tagarelando sobre a decoração do apartamento sem perceber que estava praticamente devorando-o com seu olhar.

 

Como se inicia algo desse tipo? Estava acostumado a agarrar Joohyun pela cintura, provocando-a com seus lábios até que ela ficasse molhada o suficiente para fodê-la onde fosse de sua preferência. Não havia um único cômodo em seu apartamento que não conhecesse o corpo de ambos. Ainda não se sentia à vontade para agarrar Jimin. Quer dizer, sabia que teria que fazê-lo, mas não deixava de soar estranho em sua cabeça.

 

— Jeongguk. — A voz mansa de Joohyun o despertou de seus pensamentos. Ela estava parada à sua frente, com a sobrancelha arqueada. Atrás dela, Jimin terminava sua bebida sem pressa. — Você parece uma estátua viva, amor. — Riu. — Eu sabia que você ia gostar dele. — Sorriu, presunçosa.

 

— Sim. — Concordou inconscientemente.

 

— Bom, já ofereci uma bebida a ele. E acho que você já deixou claro, pelos seus olhares, que gostou da minha escolha. — Joohyun lançou um olhar malicioso a Jimin, que assentiu, caminhando na direção do quarto. Como ele sabia…? — Esse é o momento que você me diz se quer realmente continuar com isso ou se está arrependido. — Ela colocou as mãos em seus ombros, forçando um contato visual direto e reto. — Agora, Jeongguk. Antes que Jimin tire a roupa.

 

Apesar da seriedade do assunto, Jeongguk prestou mais atenção a última parte da frase. Tirar a roupa. É por isso que ele tinha ido na frente? Fazia sentido. Hesitou ao se ver, novamente, diante da possibilidade de desistir daquilo e voltar à normalidade de seu relacionamento. Joohyun lhe garantiu que as coisas não ficariam estranhas entre os dois, caso se recusasse a seguir com aquilo. E sabia que ela estava falando sério, porque Joohyun, apesar de algumas atitudes contraditórias, era madura o suficiente para entender quando um não é não. No entanto, agora que tinha conhecido Jimin, lutou contra seu bom senso e apenas agarrou a mão de Joohyun, puxando-a na direção do quarto. O corredor era curto, apesar de espaçoso e muito bem decorado por sua mãe. A porta entreaberta lhe pareceu um convite para que entrasse.

 

Joohyun não se importou em ficar para trás, empurrando-o sutilmente para que empurrasse a porta. A luz estava acessa e havia um cheiro forte de incenso no ambiente. Jimin estava de costas para a porta, ajeitando algo na mesa de estudos que ficava encostada à parede. Só entendeu o que era quando a batida lenta preencheu o silêncio do cômodo. Não a reconheceu, de início, muito ocupado em prestar atenção no quadril de Jimin que balançava conforme a batida ganhava ritmo e letra.

 

 

“Baby, tire seu casaco.

Bem devagar.

E não tire os sapatos.

Eu tirarei seus sapatos.

Baby, tire suas roupas.

Sim, sim, sim.”

 

 

 

Ah, ele conhecia aquela música.

 

Ainda de costas, Jimin começou a se despir. A jaqueta azul, com alguns detalhes em vermelho e branco, foi a primeira peça a deixar seu corpo. A regata branca, quase transparente, permaneceu no corpo.

 

 

“Você pode ficar de chapéu.

Você pode ficar de chapéu.

Você pode ficar de chapéu.”

 

 

Era surpreendente a forma como Jimin parecia se conectar com a música. O ritmo sensual combinava perfeitamente com a forma como ele se movia, puxando a regata até a metade do corpo, deixando o tecido escapar por seus dedos pequenos e gordinhos.

 

 

“Vai lá, acenda as luzes.

Todas as luzes.

Volte pra cá, suba nessa cadeira.

Muito bem, isso mesmo.

Levante os braços no ar.

E agora, sacuda-os.”

 

 

Permaneceu imóvel, na entrada do quarto, mal se dando conta de que Joohyun havia posicionado estrategicamente sua poltrona de descanso num ângulo que fosse possível ver tudo sem ficar no caminho. Ela se sentou lá, quieta, com um sorriso que não cabia em seus lábios vermelhos. A ânsia pelo desejo secreto sendo realizado bem diante de seus olhos. Ah, ela era tão sortuda. Jeongguk era o cara mais sensual que namorou em vida, o que combinava perfeitamente com Jimin, que também era sexy e com um toque cru de perversão no modo como seus olhos sempre acompanhavam Jeongguk quando o via. Ela não era boba, sabia o que aquele olhar significava. Não foi difícil ligar os pontos, afinal. Quem não se interessaria por alguém como Jeongguk?

 

Jimin, de olhos fechados, virou o corpo, arrastando os dedos pelo quadril de forma lenta e sensual. Os dedos afrouxaram o cinto preto que prendia sua calça jeans, abrindo o único botão acima do zíper.

 

 

“Você me dá razão para viver.

Você me dá razão para viver.

Você me dá razão para viver.

Você me dá razão para viver.”

 

 

Jeongguk acompanhou os movimentos lentos. Os olhos cravados nos dedos de Jimin, que agora desciam o zíper do jeans, segurando o tecido por entre eles à medida que baixava o corpo até quase o chão, subindo de volta sem perder a lentidão sensual da batida. Desde quando seu quarto era tão abafado? Jimin abriu os olhos, espiando sua reação diante do gracioso striptease que ele estava fazendo, parecendo estar satisfeito com sua falta de reação. Parecia um idiota, pelo amor de Deus. Até Joohyun estava reagindo melhor, assoviando conforme Jimin era mais e mais ousado.

 

 

“Querido, você pode ficar de chapéu.

Ficar apenas de chapéu, garoto.

Um homem um pouco selvagem.

(Você pode ficar de chapéu)

Fique de chapéu.

(Você pode ficar de chapéu)

(Você pode ficar de chapéu)”

 

 

 

Merda. Jeongguk pensou ao vê-lo empurrar a calça pelas coxas grossas até os pés, usando um equilíbrio invejável para chutá-las de seus pés sem tropeçar neles. Ele virou novamente de costas, dessa vez rebolando o quadril avantajado de um lado para o outro. A cabeça, ora ou outra, virando em sua direção, com o olhar semicerrado em uma expressão que beirava a luxúria. A saliva acumulada em sua boca descia com dificuldade pela garganta seca, como se tivesse passado as últimas horas gritando a plenos pulmões. Seu baixo-ventre o incomodava, como se estivesse latejando. Foi com surpresa que constatou que, sim, estava excitado. Estava de pau duro por causa de um homem. Não achou ruim a sensação correndo por suas veias, deixando seu corpo quente.

 

Queria tanto tocá-lo. Suas mãos ansiavam tocá-lo. Sentir a pele que tanto parecia macia aos seus olhos.

 

Não pediu permissão. Seus pés o levaram inconscientemente para o meio do quarto, bem próximo de onde Jimin, ainda inerte sobre a música que chegava ao seu fim, dançava. Os olhos vidrados no quadril.

 

 

“E, querido, coloque do meu jeito.

(Você pode ficar de chapéu)

E fique apenas de chapéu agora.

Eles não querem.

(Você pode ficar de chapéu)

Você não vai fazer isso por mim, querido?

(Você pode ficar de chapéu)

Deixe apenas o chapéu, garoto.

(Você pode deixar o seu chapéu)”

 

 

Soltou um grunhido rouco antes de pousar suas mãos nos quadris de Jimin, puxando-o num rompante de desejo para si. As nádegas cobertas pela boxer azul roçando em seu pau duro. Jimin ofegou, abrindo os olhos na hora, mas não recusou seu toque. Deixou seu nariz passear pelo cabelo macio e cheiroso, deliciando-se com o cheiro doce de shampoo. Sentiu a nuca suada quando desceu seu nariz por ela, afagando a região com a ponta dele. Jimin estremeceu, colocando as mãos por cima das suas. As unhas curtas raspando levemente contra sua pele. Cheiroso. O perfume cítrico queimou suas narinas quando aspirou o pescoço, forçando Jimin a virar o rosto em sua direção. Não conseguiu ver a expressão nublada do mais baixo, mas torcia para que ele estivesse tão excitado quanto a si. Porque se sentiria ridículo se nem mesmo ele tivesse se excitado com um strip tão bem feito.

 

Porra. — Grunhiu sem segurar, apertando com força o quadril do Park entre seus dedos ao ponto de deixar as pontas esbranquiçadas. — Você é gostoso. — Confidenciou, num sussurro sujo que deixou Jimin quase mole em seus braços. — Muito gostoso. — Usou sua voz rouca para também provocá-lo, apreciando o efeito que ela causava em alguém que não fosse Joohyun. — Me deixou todo duro com uma dança. A porra de uma dança sensual dessas. — Mordeu a cartilagem da orelha, passando a língua por ela em seguida. — Como você sabia que eu gosto quando dançam pra mim?

 

Levou alguns segundos para Jimin conseguir falar.

 

— J—Joohyun me disse… Ela pediu que eu fizesse uma dança especial pra você.

 

Oh, é claro. Joohyun sabia seu ponto fraco. Lançou um olhar rápido na direção dela, que estava sentada de pernas cruzadas na poltrona com um olhar selvagem na direção de ambos. O desejo queimando sobre a íris escura.

 

— Ela sabe meu ponto fraco, afinal. — Sorriu contra o cabelo cheiroso, subindo perigosamente seus dedos pelo tronco firme até roçar a ponta deles sobre os mamilos de Jimin. — Oh, será que eu descobri o seu? — Indagou após ouvir um ofego alto quando os tocou. Mais do que depressa, agarrou um dos bicos, massageando-os devagar. Usando a mesma lentidão dele durante a dança. — Você gosta, Jimin-ssi?

 

Jimin gemeu, agarrando uma das mãos de Jeongguk que cobriam seu mamilo. O quadril roçando ao do mais alto sem que pudesse se controlar.

 

— S—Sim… — Passou a língua pelos lábios ressecados, sentindo-se quente com o toque em si. — Sim, eu gosto.

 

Jeongguk apenas sorriu, bastante contente de ter descoberto isso. Não fazia sentido algum, já que Joohyun também era sensível na região dos seios e adorava quando usava sua língua ao redor dos bicos. Será que Jimin também apreciaria se fizesse com ele?

 

— Jimin. — A voz de Joohyun quebrou o silêncio do momento, forçando Jimin a se afastar dos toques de Jeongguk a contragosto. Encarou-a com um pouco de raiva, sabendo que não deveria. Não quando ela tinha tudo para usar contra si. — Leve o Jeongguk para a cama. Do jeito que combinamos. — Ela piscou, sem se importar com o olhar que recebeu em resposta. Jimin iria aproveitar tanto quanto ela, afinal.

 

Lembrando-se da conversa que tiveram na quarta, alguns dias depois do Jeon ter aceitado e ela lhe convencido, virou-se de frente para um Jeongguk bastante excitado e meio confuso. Não disse nada, espalmando a palma da mão no peito largo e o empurrando na direção da cama. Jeongguk caiu sentado, mal tendo tempo de se ajeitar sobre o colchão antes de ter Jimin em seu colo. A pressão da bunda macia sobre seu pênis o fez grunhir, automaticamente agarrando a cintura cheia e o ajeitando para que pudesse sentir melhor a forma como seu corpo estava reagindo a ele. Porque, ah, estava. Estava reagindo melhor do que havia pensado. O medo de se decepcionar com o cara surpresa de Joohyun ao ponto de nem sequer conseguir se excitar existia sim, o que o deixou ansioso até colocar seus olhos no Park. Excitar-se com Jimin foi tão fácil que parecia piada. Apenas Joohyun então conseguia excitá-lo rápido, mas não de uma forma tão latente como agora.

 

A boca de Jimin estava muito perto da sua. Perto demais. Havia sido claro com a namorada de que não iria beijar o tal cara. Estava fora de cogitação. Entretanto, para sua surpresa, se viu desejando experimentar os lábios pequenos. Eles seriam tão apetitosos quanto Jimin? Ou seriam sua perdição, como tão fracamente já havia admitido para si mesmo? Inferno. Por que ele tinha que ser tão sexy? Jimin percebeu seu olhar, lançando um a Joohyun. Parecia inseguro. Franziu o cenho, aproximando as bocas até que estivesse tão perto que bastava mover sua boca para beijá-lo. Todavia, Jimin desviou, o olhar perdido.

 

Não posso. — Ele sussurrou, tão baixo quanto podia, ainda que a música abafasse um pouco sua voz. Não era a mesma, era uma com um ritmo mais rápido e com uma letra mais suja. — Não posso. — Tornou a repetir, mais para si mesmo do que para o outro.

 

— Não pode o quê? — Jeongguk o questionou, roçando a ponta do nariz pela bochecha gordinha até a linha da clavícula, onde fez questão de segui-la com a ponta da língua. Jimin estremeceu tanto que mal conseguiu manter o equilíbrio em seu colo. — Me beijar? — Indagou, esperando por uma resposta. Se fosse o caso, diria a ele que estava okay para beijos agora. — Jimin-ssi?

 

— O beijo. — Ele respondeu, a cabeça levemente tombada para trás por causa de sua boca grudada no pescoço. — Não pode acontecer… — A voz falhou, forçando-o a morder os próprios lábios para conter o gemido alto que foi abafado dentro da boca. — Não vai acontecer.

 

— E se eu quiser que aconteça? — Jeongguk insistiu, usando o mesmo tom rouco de antes para desarmá-lo. Podia jogar tão sujo quanto ele se fosse necessário. — E se eu quiser sentir a sua boca na minha, Jimin-ssi? — Ressaltou o ssi no nome, notando como ele parecia responder melhor quando o fazia.

 

— Eu serei obrigado a parar. — Então Jimin assumiu o controle, encarando-o tão profundamente que fez qualquer tentativa suja sua evaporar. Ele estava falando sério. — O combinado é sexo, não o beijo. — Ele aproximou o rosto do seu ainda assim, sendo ele a roçar o nariz por seu rosto numa carícia leve e despreocupada. — Mesmo que eu queria muito um. — Murmurou a última parte, levando as mãos até os ombros largos e pressionando-os inconscientemente.

 

Jeongguk achou melhor não discutir. Parecia ser maior do que suas palavras. Suspeitava que fosse algum acordo entre ele e Joohyun, mas também podia estar enganado. Ainda estava queimando de desejo, o beijo era apenas um bônus. Num movimento que julgou rápido até mesmo para si, jogou Jimin em cima da cama e então foi sua vez de tirar a roupa. Primeiro a camiseta cinza, revelando seu tronco liso e definido. A tatuagem de um dragão chinês atraindo a atenção do Park. Ela pegava a parte da frente e ia até as costas, a julgar pela metade do dragão que ainda faltava. Os braços, fechados com diversas tatuagens, atraíram-no com tanto magnetismo que foi incapaz de piscar, desejando conhecer cada uma delas. Caras tatuados era seu ponto fraco. Maldita Joohyun e sua boa lábia. Jeongguk era tão gostoso que chegava a doer em si.

 

Sem esperar, puxou o corpo dele para si, forçando o Jeon a cair sobre seu corpo.

 

Jeongguk ofegou com o súbito movimento, sentindo as mãos gordinhas de Jimin em seus braços. As unhas curtas raspando a pele com curiosidade, desejo, ânsia. As pupilas dilatadas deixavam claro o tamanho do desejo que ele também sentia. Sua boca ansiava pela dele. Estava ficando mais difícil de resistir estando tão próximo. Ainda estava com a calça moletom, mas sentiu as mãos de Jimin encontrarem o elástico. Com o olhar grudado no seu, ele desfez o nó frouxo e empurrou o tecido junto a cueca, liberando seu pênis duro e com um pouco de líquido pré-seminal vazando da ponta. Com os pés, ele terminou de empurrar suas calças, deixando o resto do trabalho para si. Foi difícil, já que não estava olhando para o que estava fazendo. Não conseguia se desconectar dos olhos do Park. Quando os dedos ágeis tocaram seu pênis, jogou a cabeça para trás. Um gemido rouco e alto escapou por seus lábios, surpreendendo não apenas a si, como Joohyun também. Ela estava atenta a cada movimento. O fecho da calça aberto, o zíper escorrendo pela ponta das unhas. O peito acelerado. Então era assim que dois caras se pegavam? O desejo cru de uma boa foda? Era demais, era incrível.

 

Com os olhos nublados de desejo, sentindo a mão pequena envolver sua espessura e masturbá-lo com lentidão, Jeongguk acabou beijando o canto dos lábios de Jimin. O Park quase parou o que estava fazendo, mas então sentiu o quadril do Jeon se mover contra sua mão e foi incapaz de parar. Ele estava apreciando seus toques. Gemendo por sua causa. Era mais do que podia pedir. Em seguida, sentiu a língua em seu pescoço e os dentes deixando pequenas mordidas por toda a região. Não haviam conversado sobre marcas. Mesmo que Jeongguk o deixasse roxo, não iria reclamar. Queria aquilo. Ansiava há tanto tempo por aquilo que ainda estava sendo difícil de relacionar com a realidade. Com o fato de que estava masturbando Jeon Jeongguk com a namorada dele assistindo-os. Era uma coisa bizarra de se pensar, todavia. Jamais imaginou que faria algo assim com ele, quiçá com Joohyun no meio. Ao menos ela não exigiu participar, o que seria demais para si. Não que ela fosse feia, muito pelo contrário. Bae Joohyun era uma mulher deslumbrante de linda, mas não fazia seu tipo. Gostava de um bom pênis enfiado na bunda. Seios e buracos perfumados não era sua praia.

 

Ainda estava digerindo o fato de ter Jeongguk em suas mãos.

 

O Jeon empurrava o quadril contra a mão pequena, aumentando o ritmo em busca de prazer. Seu pau latejava de desejo. Jimin tinha mãos macias e sabia o que estava fazendo. O dedão roçando na fenda de sua glande, melando-o, tornando o aperto mais e mais apertado. Queria gozar.

 

— Eu quero gozar. — Anunciou, cru, lambendo a linha reta da clavícula. — Como…? — Não era burro. Sabia como deveria prepará-lo. Ainda assim, era tão estranho. Joohyun ficava molhada o suficiente para conseguir penetrá-la apenas com o lubrificante da camisinha. Com Jimin, teria que usar um lubrificante e seus dedos para relaxá-lo.

 

— Eu já estou preparado. — Jimin murmurou, sem diminuir o ritmo da masturbação. Jeongguk não era nada modesto.

 

— Você…?

 

— Eu me preparei com os meus dedos. — Segredou, sem saber o motivo. Jeongguk não podia ser ignorante quanto a isso, certo? — Antes de vir pra cá. Me abri com eles.

 

O desejo queimou dentro de si ao imaginá-lo, nu, com os dedos dentro da bunda empinada. Porra.

 

— Você se abriu com eles… — Absorveu a informação com bastante atenção, sentindo que estava muito próximo de gozar. — Você se abriu com esses dedinhos antes de vir pra cá. Porra, Jimin. Porra. — Afastou a mão pequena de seu pênis, ficando de joelhos no colchão. — Eu quero te foder. Agora.

 

Jimin não contestou, desejando o mesmo. Sua boxer já estava molhada e seu pau também latejava por alívio.

 

— Aqui. — Joohyun surgiu por trás do namorado, com um pacote fechado de camisinhas e um tubo pequeno de lubrificante nas mãos. Os deixou ao lado de Jimin, dando uma boa olhada na situação e sentindo-se tão molhada quanto antes. — Jimin não é muito fã das preliminares como eu, amor. Ele gosta de um sexo mais bruto. — Ela piscou, entregando o Park sem remorso. — Foda-o com vontade e me deixe escorrendo com a cena.

 

Aquilo era uma provocação? Uma ordem? Joohyun estava pedindo para foder outra pessoa? Ah, era tão bizarro. Mas tão, tão, gostoso. Imaginar Jimin implorando por seu pau, gemendo seu nome enquanto metia nele… Nunca pensou que fosse se interessar em estar dentro de um cara tanto como agora. Precisava fodê-lo. E logo. Apanhou o pacote fechado de camisinha e rasgou uma das embalagens com os dentes, acostumado com o serviço. Joohyun não permitia sexo sem camisinha. E por isso sempre tinha pacotes espalhados pelo apartamento. Afinal, nunca se sabe quando a vontade vem. Cobriu seu pau com a camisinha, despejando uma boa quantidade de lubrificante por cima. Jimin observou a cena com desejo, não se demorando a virar de costas. O quadril empinado em sua direção, ainda coberto pelo pano traiçoeiro. Ele queria que tirasse dele com suas próprias mãos? Seria um prazer. Um imenso prazer. Encaixou os dedos por dentro do elástico, puxando-o lentamente para baixo. A visão das nádegas cheias e brancas atiçou seu lado alfa. O lado que ansiava pela dominação durante o sexo. Não parou até retirar a peça do corpo, jogando-a em um canto qualquer do quarto. Não era sua prioridade no momento.

 

Jimin piscava, sedento por si.

 

Afastou as bandas macias, observando o vão enrugado. Não era como olhar para Joohyun quando a fodia com seus dedos. Era uma visão totalmente diferente e bem vinda. Deveria estar sentindo repulsa, mas não era o caso. Estava até faminto para prová-lo. Como Jimin seria com seus dedos dentro dele? Indo tão fundo que só ousaria parar quando ele gozasse, no mínimo, três vezes ao redor de seus dedos? Ou em suas mãos? Queria tanto descobrir. Quem sabe uma próxima vez? Tão rápido quanto o pensamento veio, ele se foi. Ninguém disse que haveria uma segunda vez. Teria que guardar a vontade no fundo de seu subconsciente ou então teria problemas com Joohyun. Pincelou o vão com a ponta de seu pênis, ouvindo Jimin gemer ruidosamente. Esfregou-se contra ele, até não aguentar mais. Encaixou a ponta da glande, empurrando-se levemente para dentro. Jimin gemeu, afastando as pernas. Empurrou um pouco mais, penetrando a glande. O lubrificante ajudou seu pau a deslizar para dentro, centímetro por centímetro, até estar totalmente dentro do Park. Apertado. Era realmente apertado. E quente. E delicioso. Sem se conter, estocou de leve. Jimin não reclamou ou travou as pernas. Virgem não era. Joohyun lhe garantiu que não seria. Não tinha experiência com um e não queria ter que lidar com sangramentos inoportunos. Espalmou a mão na base da coluna, empurrando-o contra o colchão e deixando a bunda mais empinada. Ajeitou-se melhor atrás dele, estocando uma segunda vez, mais forte e profundo.

 

Jimin gemeu alto. Seu nome. A forma como Jeongguk soou pela voz dele fez seu pau latejar novamente. Com uma fome que há muito tempo não sentia, encaixou suas mãos nos quadris largos e deslizou seu próprio quadril contra o de Jimin. Começou lento, com receio de estar machucando-o, porém Jimin só sabia gemer seu nome e estremecer com seu toque. Aos poucos, vendo-o sem resistência, foi aumentando a velocidade. A visão de seu pau sumindo pelo vão das nádegas era tão erótica que descontava seu desejo fodendo-o com força. E Jimin, ah, Jimin era só gemidos. Altos, baixos, longos, agudos. Via as mãos pequenas agarrarem o lençol verde da cama, torcendo-o entre os dedos, como se estivesse procurando um meio de aplacar a intensidade do prazer que sentia. Quem podia culpá-lo? Estava fazendo o mesmo, só que na região dos quadris. Tinha certeza de que a região ficaria roxa pelos próximos dias, tamanha a pressão que fazia ali.

 

O som das peles se chocando era música para os ouvidos de Joohyun. A poltrona tinha o ângulo perfeito. Podia ver com clareza o quadril de Jimin batendo contra o de seu namorado e a forma como ele gemia e chamava por ele, implorando por seu pau. Jimin era tão intenso. Tão maleável. Quem diria que conseguiria convencê-lo sem gastar muita saliva? Bastou dizer que Jeongguk havia concordado antes mesmo de conversar com o namorado. Sabia que ele faria sua vontade. Era sempre assim, desde o começo do namoro. E não tinha errado quanto a isso. Com o celular posicionado discretamente sobre a mesa de estudos, gravava tudo desde o momento em que Jeongguk entrou no quarto. Guardaria aquela gravação para quando estivesse sozinha e brincando com seus dedos. Ou quando quisesse assistir com Jeongguk, para transarem depois. Seulgi ainda havia chamado-a de louca quando contou sua ideia a ela, semanas atrás. Parecia, sim, loucura, mas queria tanto ver Jeongguk fodendo a bunda de um cara que não pensou duas vezes antes de escolher a vítima perfeita. Era óbvia a atração que o Park nutria por seu namorado. A princípio, apenas o observou nas sombras. Jeongguk era muito avoado para perceber os olhares masculinos que recebia pelos corredores da faculdade, mas os de Jimin eram tão intensos que ela não demorou a notá-los.

 

Não se preocupou em questioná-lo como qualquer namorada ciumenta faria em seu lugar. Confiava em seu taco e sabia da heterossexualidade gritante do homem que namorava. Assim como também sabia que ele não iria recusar uma proposta de sexo, mesmo que fosse com outro homem. Jeongguk era muito confiante para temer os boatos que o cercavam por causa de Yoongi e Hoseok. Ela também não os temia, já que Wendy, uma das garotas que dividiam o aluguel com Seulgi, era lésbica assumida. Sexualidade nunca foi um fator problema em sua vida e agradecia por também não ser na vida de Jeongguk. Se ele quisesse, como recompensa por hoje, convidaria Wendy para uma noite quente.

 

Jeongguk, Jeongguk, Jeongguk… — A voz aguda de Jimin a despertou de seu torpor pervertido, deliciando-se com a visão de um Jimin bagunçado e choroso. O quadril batendo contra o de Jeongguk, impulsionando-o para cima tanto quanto a posição permitia. — A—AH, D—Deus… Ah!

 

Se Jeongguk soubesse o quão quente era foder a bunda de um homem, ele teria feito isso antes. Ainda que suspeitasse que não fosse da mesma forma. Jimin era quente e tinha um puta magnetismo que o chamava. Seu quadril batia forte contra o dele, penetrando-o tão profundamente que ele não passava de uma bagunça completa de suor e gemidos de puro prazer. Estava empenhado em torná-lo ainda mais bagunçado, estocando-o. Com uma das mãos, puxou-o para que colasse as costas em seu peito. A mesma mão subiu pelas costas suadas, até alcançar um punhado de fios de cabelo. Enroscou os dedos nos fios molhados e os puxou, forçando Jimin a tombar a cabeça para trás. O Park gemeu dolorido pelo ato, mas não conseguiu fazer mais do que choramingar à medida que o sentiu bem próximo de achar seu ponto. Poucos eram os caras que conseguiam acertar de primeira, o que o frustrava. Se Jeongguk o fizesse, seria seu prêmio da noite.

 

— Geme meu nome. — Jeongguk ordenou, cravando os dentes na cartilagem da orelha com força. A mão livre beliscando o mamilo esquerdo do corpo menor. — Geme meu nome, Jimin-ssi.

 

Jeongguk. — Jimin tentou morder os lábios, impedi-los de pronunciar tão vulgarmente o nome de Jeongguk, mas foi em vão. A quem queria enganar? A situação não podia ser mais vulgar do que já era. Gemia tão ruidosamente que nem mesmo se reconhecia. Talvez o tesão acumulado pelo Jeon há tanto tempo estivesse sendo liberado de uma vez. — Oh—Oh! J—Jeongguk! — Arregalou os olhos ao sentir. Seu corpo estremecer da cabeça aos pés. Seu pênis latejou tão forte que se viu gozando sem sequer ser tocado. Sem sequer ser tocado! — Jeongguk! — Ele havia encontrado. Numa estocado certeira e profunda que curvou seu corpo, quase o arqueando em busca da mesma sensação estarrecedora.

 

Achei. — O Jeon disse, bastante orgulho de si mesmo pelo feito. Não sabia bem como funciona, só sabia o que ouvia Yoongi resmungar pelos cantos. Que a próstata era um lugar erógeno e que toda vez que NamJoon o tocava nele, sentia-se flutuar por um bons minutos após se recuperar do avassalador orgasmo que o acometia logo após. De repente, queria que Jimin sentisse o mesmo. — Vou te fazer gozar de novo apenas metendo aqui.

 

E Jimin não duvidou das palavras do outro, tendo seu cabelo libertado e seu corpo empurrado contra o colchão pelo peso do Jeon. Jeongguk estava tão dentro de si, tão fundo, que o mínimo movimento fazia seus olhos revirarem de prazer. Ele queria gozar de novo. Seu pênis ainda estava sensível e a forma como era empurrado contra o colchão, estimulava-o.

 

Joohyun já tinha dois dedos dentro de si, as calças nos joelhos. Os bicos sensíveis latejavam dentro do sutiã, o qual ela mal conseguia dar conta. Jimin era sensível. E quase miava de prazer. Com certeza se lembraria daquela cena por muito tempo.

 

O prazer estava tão intenso que Jeongguk sentia que estava chegando ao próprio clímax. Queria prolongar um pouco mais, diminuir a velocidade, mas a voz chorosa de Jimin não o permitia. Daria tudo de si para que ele aproveitasse aquele momento como nunca aproveitaria nenhum outro. Seu ego estava em jogo.

 

— Jeongguk, por favor… Por favor. — Jimin implorou, sensível e estremecendo de puro prazer cru. Estava quase, quase lá. Bastava um movimento certo, uma estocada bruta que fosse… — Jeon— Abafou o grito que rasgou por sua garganta ao explodir de prazer. Seu corpo dando solavancos do ápice que não sabia que podia alcançar.

 

Com Jeongguk não foi diferente, exceto que sentiu Jimin mais molhado quando atingiu seu clímax dentro dele. A camisinha enchendo-se com seu sêmen, diminuindo o chocar de quadris à medida que o ar ia ficando mais e mais abafado. Ouvindo um grito feminino — que sabia ser de Joohyun —, mas não prestou atenção na namorada. Jimin ainda choramingava, completamente perdido em suas lágrimas com o rosto banhado em puro suor.

 

Tão belo. Tão intenso.

 

Esperou pela calmaria que sabia que ele teria, ouvindo sua respiração diminuir. Retirou-se com cuidado de dentro dele, dando um nó na camisinha após retirá-la. O corpo de Jimin caiu mole sobre o colchão. O lençol totalmente molhado de suor e gozo. Normalmente não aprovaria o ato, mas estava tão satisfeito que sequer se importou. Detalhes, afinal. Buscou sua calça de moletom caída ao pé da cama, dispensando a cueca e a vestindo com lentidão. Também estava cansado.

 

Só então reparou em Joohyun. Ela tinha acabado de ajeitar a calça em suas pernas e parecia ofegante. Um sorriso de satisfação banhando o rosto suado e vermelho. Ela murmurou um obrigada bem lento, o qual respondeu com um acenar positivo de cabeça. Havia sido agradável para ambos.

 

Uma movimentação lenta sobre a cama chamou sua atenção. Jimin, que estava deitado de costas para si, havia se mexido e deitado de lado. Estranhamente, estava orgulhoso de si mesmo por tê-lo deixado em um estado tão caótico. Nunca havia deixado Joohyun nesse estado. Nem mesmo em um similar. A bagunça que Jimin era, no momento, inflou seu ego em níveis novos.

 

Trocou um olhar longo com Joohyun antes de se ajoelhar na cama, afastando as mechas suadas do rosto vermelho do Park. Jimin o encarou, ainda aéreo em seu próprio orgasmo, com um pequeno sorriso nos lábios inchados.

 

— Tudo bem. — Ele garantiu, baixinho, passando a mão pelo rosto encharcado de suor. Pousou a mão em cima da sua, pressionando-a de leve contra a bochecha esquerda, deixando-a cair ao lado de seu corpo mole.

 

— Deixe-o descansar, Jeongguk. — Sentiu os braços de Joohyun em seus ombros. Puxou a coberta até o quadril de Jimin, tentando lhe dar algum tipo de dignidade após fodê-lo como um animal no cio sobre a cama. — Você foi ótimo, amor. E então, gostou?

 

Levou alguns segundos para responder, mas quando o fez, sentiu um gosto de amargor dentro da boca.

 

 

— Eu adorei.


Notas Finais


HEHEHE eu avisei que a coisa seria quente, não avisei? Pois eu simplesmente A M E I escrever essa pwp e não me importaria de fazer uma continuação, mas isso é com vocês. O que acharam? Eu peguei um plot antigo que eu tinha de uma JiKook mais ou menos nessa vibe e adicionei ao novo plot que tive envolvendo a Joohyun e o Jeongguk como namorados. Sim, a Joohyun é bem filha da puta, mas é maravilhosa demais pra ser a vilã da coisa toda sem motivos rs. Ela sabia que o Jimin gostava do Jeongguk e usou isso para convencê-lo a aceitar participar. Ela não joga pra perder, é óbvio.
Jeongguk é um banana em relação a Joohyun, mas com o Jimin... Aí a história é outra, né? Vemos pela forma como ele fica bobo quando vê o Jimin pela primeira vez. Eu coloquei menção SugaMon e se tiver uma continuação, vou colocar novamente. Eu amo demais esse couple, misericórdia.

Espero que vocês tenham aproveitado ela tanto quanto eu, de vdd. Fica a critério de vocês se merece uma continuação ou não. Se tiverem dúvida sobre algo em relação a fanfic, podem perguntar! Vamos aproveitar a quarentena do país pra ler bastante fanfic, comentar nos projetos, se hidratar, lavar bem as mãos e se cuidar, pessoal! Até a próxima <3


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