História Vulneráveis (em revisão gramatical) - Capítulo 52


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Categorias Inuyasha, Saint Seiya, Tenkuu Senki Shurato
Personagens Ayame, Inuyasha, Kagome Higurashi, Kikyou, Kouga, Miroku, Naraku, Personagens Originais, Rin, Sango, Saori Kido (Athena), Sesshoumaru
Tags Ação, Aventura, Ayame, Dan, Drama, Ecchi, Hentai, Hyuuga, Inuyasha, Kagome, Kikyou, Kouga, Kuuya, Lakshu, Miroku, Naraku, Rakesh, Reiga, Renge, Rin, Romance, Ryouma, Saint Seiya, Sango, Saori Kido, Sesshoumaru, Sesshy, Shurato, Tenkuu Senki Shurato, Vulneráveis
Visualizações 109
Palavras 5.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense
Avisos: Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoal!
Custoooou, mas eu voltei...
Desculpem pela imensa demora. Eu tive uma série de problemas nos últimos quatro meses. Além da própria complexidade da fanfic, teve o meu emprego, em seguida o desemprego, falta de computador, a minha filhinha que exige bastante do meu tempo e, por último, o vô que está internado já há três semanas com complicações pulmonares.
Enfim... Pelo menos consegui chegar aqui \o/

RECAPITULANDO
No capítulo anterior, Inuyasha quase flagra Miroku e Kagome meditando juntos. Com alguma dificuldade, eles escondem dele a informação. Shiva ordena a Naraku, que perdeu a consciência de quem é, que vá para o Monte Fuji e comece a congelá-lo indefinidamente até que todo o continente padeça pelas baixas temperaturas. Na fazenda de Sesshoumaru, Inuyasha pede a este conselhos sobre como marcar Kagome. Miroku diz a Sango que irá lavar as roupas do casal e, ao chegar ao rio, decide meditar um pouco e então se depara com a alma de Gai, já no mundo espiritual, que lhe diz que a guerra contra Shiva começará dentro de dois meses. Sesshoumaru empresta Tenseiga para Inuyasha, que chama Kagome para um momento íntimo. No meio da relação, ele deixa vir à tona seu sangue youkai e a envenena sem aviso prévio, assustando-a e machucando-a. Os poderes da sacerdotisa o atingem e Inuyasha é seriamente atingido, ficando num estado quase tão mórbido quanto o de Kagome. No entanto, o seu veneno purifica e preserva o pequeno bebê dos dois, livrando-o de ser contaminado pela leucemia de Kagome.

A imagem da capa é de Matsuri Okuda e retrata a deusa Vishnu do anime Shurato. As mãos na parte inferior da fanart são da deusa Shiva.

Sem mais, boa leitura! Qualquer dúvida, fiquem à vontade para perguntar nos comentários.

Capítulo 52 - Acalanto para o mártir


Fanfic / Fanfiction Vulneráveis (em revisão gramatical) - Capítulo 52 - Acalanto para o mártir

ѼѼѼ

 

— Mas que meeeerda! — exclamou Kouga, revoltado, com o exemplar de Noite Sem Fim nas mãos, assustando um pouco Ayame, que lavava tomates numa espécie de bacia. — Que merda! Eu não acredito nisso! Então era ele o tempo todo!

— Ai, Kouga, que susto — queixou-se a ruiva. — Do que você está falando?

— O Michael! O maldito Michael era o culpado, aquele bostinha... Como eu não percebi isso antes?!

— Ah... Você está falando do livro...

— É claro que estou falando do livro! E ele teve a audácia de matar Gretta também! Que humano desgraçado!

Ayame virou o rosto para seus tomates, tentando disfarçar o riso. Aquelas reações de Kouga ao conteúdo que lia naqueles livros de Kagome eram bizarras e acabavam por diverti-la. O príncipe dos youkais lobos passara a gostar tanto dos romances policiais que agia como se conhecesse seus personagens.

Kagome... Como estaria ela? Indagou-se a lobinha, ficando séria. Já fazia um tempo que eles não tinham notícias da jovem que viera do futuro.

— Tudo por conta das riquezas de Ellie... A Ellie definitivamente não merecia isso — resmungava Kouga, carrancudo, colocando o livro de lado. — Se eu pudesse colocar as mãos naquele maldito, eu...

— Kouga, você tem notícias de Kagome-chan?

— Kagome? — repetiu ele, surpreso. Afinal, seu interesse pela sacerdotisa havia arrefecido após vê-la se casar com Inuyasha, mas ele a tinha em altíssima estima. O youkai coçou a nuca. — Não... Na verdade estou até sentindo falta... deles.

Inclusive, tenho tido uns pressentimentos estranhos a respeito do Inukoro, pensou Kouga. De supetão, o moreno se pôs de pé. A ruiva o encarou.

— O que foi, Kouga?

— Vou atrás de Inukoro.

— Como?! Vai atrás dele?! Geralmente você vai para ver Kagome...

— Oh... Bem, vou ver os dois!

E, sem mais nada a dizer à esposa, Kouga saiu da moradia correndo.

 

ѼѼѼ

 

— Vishnu-sama! — exclamou Rin, horrorizada. Sesshoumaru não compreendeu bem aquela afirmação, mas não a questionou; afinal de contas, ele estava tão estarrecido quanto sua jovem esposa, que trazia Tessaiga consigo.

Kagome, inerte sobre o futon, jazia ensanguentada; apenas sua cabeça aparecia sob o cobertor, bem como parte de seu pescoço, que estava terrivelmente ferido. A poucos centímetros da porta, Inuyasha estava inconsciente e com os membros do corpo dispostos em uma posição esquisita, como se ele estivesse se contorcendo antes de perder os sentidos. Tenseiga ainda estava presa firmemente à mão do hanyou, que havia começado a abrir a porta.

O youkai branco sabia que o casal à sua frente estava vivo, mas o impacto que Rin teve com aquela cena foi profundamente negativo. Ela agora o encarava com seus olhos castanhos, chocada e parecendo indignada.

— É isso a marcação? Essa... Essa tentativa de assassinato?!

— Rin... Socorra Kagome. Esta deve ser a sua prioridade no momento. Depois conversaremos.

Inconformada com a resposta evasiva de seu esposo, a jovem não lhe respondeu nada e se pôs a descobrir a amiga sacerdotisa. Contudo, notou a tempo que ela estava nua e parou rapidamente, aguardando que Sesshoumaru se ausentasse dali. Este, por sua vez, pegou Inuyasha nos braços e o colocou sobre seu ombro, não se importando em sujar a própria roupa de sangue. Apesar da expressão indiferente, Sesshoumaru ia com a cabeça a mil para outro cômodo, onde pudesse prestar socorro ao irmão. Usando telecinésia, ele levou consigo Tessaiga.

Isto é novo para mim. Pois, pelo que sei, uma marcação não deixa a fêmea como... Uma morta”, considerava o youkai branco.

No outro cômodo, Rin tratou de cerrar a porta para ver o estado real de Kagome. A sacerdotisa, inconsciente, tinha uma coloração estranha na face; seus pés e mãos haviam inchado, bem como seu rosto, e todo o corpo estava frio. A esposa do daiyoukai ainda estava meio aturdida com aquela visão quando baterem à porta: era Honami, a youkai cozinheira, com uma bacia d’água e toalhas.

— Sesshoumaru-sama mandou trazer para você — explicou ela, olhando para Kagome e fazendo uma careta. — A miko está viva mesmo? Ele me disse para te ajudar com ela...

— Está viva sim, apesar da aparência — respondeu Rin, tristonha. — Mas não precisa se preocupar, Honami, eu dou conta de cuidar de Kagome-chan sozinha.

— Vou ajudar assim mesmo, essa miko é uma pessoa muito boa.

— É... Ela é muito boa e generosa — Rin apertou os punhos, sentindo um nó na garganta e se esforçando para não olhar para os ferimentos no pescoço da outra. — Não merecia ter sido tão machucada por Inuyasha. Como ele pôde ter feito isso com ela...?

A youkai, molhando uma das toalhas, pegou o braço direito de Kagome e esfregou o tecido nele.

— Não culpe o irmão de Sesshoumaru-sama. Ele só queria preservar a vida da miko dele.

— Preservar a vida, furando a veia principal do corpo dela?!

— Rin-sama, marcações entre espécies youkais são assim mesmo. O que me deixa meio surpresa é a miko ter ficado assim. Ela provavelmente estava doente antes e a marcação agravou as coisas.

As duas passaram a esfregar de leve a pele de Kagome com as toalhas molhadas. A afirmação de Honami deixou Rin ainda mais pensativa. Lembrou-se da manhã de seus casamentos: a sacerdotisa parecia enferma, chorosa, com dores e uma palidez semelhante à de agora.

Então ela poderia já estar doente? Mas de quê?”, refletia a moreninha, agoniada.

Por sua vez, o daiyoukai acabava de estender seu irmão mais novo no chão e o observava com atenção. Os batimentos cardíacos do mais novo estavam espaçados e quase inaudíveis; naquele instante, Sesshoumaru se deu conta de que não sabia ao certo o que fazer a favor dele. Então, o youkai branco pegou Tessaiga e, mesmo sentindo que a espada o repelia, colocou-a nas mãos do hanyou, juntando-as sobre o tórax deste. Uma pulsação leve, porém real, se fez sentir no quarto; Inuyasha deu um suspiro profundo, ainda desacordado. Sesshoumaru, vendo a cena, relaxou um pouco seus ombros. A herança de seu pai continha um youki poderosíssimo e recuperaria as forças do híbrido.

— Pois bem, hanyou — sussurrou o youkai branco, antes de se ausentar ainda preocupado do quarto. — Veja se não morre, hein? Ainda nem começamos a treinar os meus poderes.

Minutos depois, a cabeleira prateada de Inuyasha enegreceu; suas orelhas caninas foram absorvidas e seu corpo tomou forma humana, enquanto as batidas de seu coração gradativamente diminuíam. Se um médico da era moderna o pudesse avaliar, diria sem dúvida que ele havia entrado em coma profundo.

Então, seu espírito despertaria na dimensão dos deuses. Logo avistou, em meio àquele grande e desconhecido espaço, a imagem acalentadora da afável deusa da harmonia, Vishnu, sorrindo para ele como uma mãe sorri para um filho. Ele, de imediato, sorriu de volta, apesar de confuso.

Aquela história de que ele era um Hachibushu de uma deusa da qual nunca ouvira falar ainda o deixava meio desorientado... Mas Inuyasha já SENTIA aquilo em sua alma. Ele ERA uma divindade.

— Brahma — saudou-o ela, cortesmente. — É muito bom vê-lo de novo. Quer me acompanhar? Vamos ver se Krishna consegue falar conosco.

O hanyou abriu os braços e um shakti dourado, totalmente diferente do que ele havia trajado em outras visões o cobriu. Logo ele estava pronto para acompanhar a deusa para qualquer lugar que ela lhe pedisse, como guerreiro que era.

E, guiado por Vishnu, Inuyasha saltou naquele infinito e voou atrás dela.

 

ѼѼѼ

 

— Os mistérios do universo são infinitos — dizia Gai Kuroki, sentado em posição de lótus diante do monge Miroku, que estava na mesma posição. — É impressionante o quanto você e eu somos semelhantes... Incluindo nossa trajetória de vida.

O monge ficou meio confuso, afinal não sabia quase nada do passado de seu interlocutor divino e era difícil concordar ou discordar de algo que ele sequer conhecia. No entanto, ele indagou:

— Gai-sama, é impressão minha ou vim parar aqui bem mais rápido dessa vez?

— Sim, você veio. Suas habilidades estão progredindo bastante. Vejo inclusive que praticar o sohma não tem te feito sofrer como outrora.

— É verdade... Descobri que posso curar a minha amiga Kagome. Ela é uma miko, então parece que nossos poderes místicos se completam de alguma maneira.

— Você está certo. E isso não só é bom quanto também é necessário, entende? Shiva está planejando destruir o mundo humano através de um inverno sem fim. Percebe que as temperaturas estão baixando?

Miroku olhou para os próprios pés, pensativo.

— Por essa eu não esperava.

— É a verdade. Precisamos reunir os Hachibushu o mais rápido possível. O que você pode fazer pelo Rei Shura? Ele até o momento se manifestou uma única vez.

— O pior é que ele resolveu viajar bem agora — lamentou-se o monge.

— Péssimo momento para isso... Shiva tem o poder de ressuscitar mortos. Ela pode trazer de volta aliados antigos para combater as forças de Vishnu-sama.

— Ainda tem mais isso?!

— Sim, tem... Aproveitando que você está aqui, creio que deveríamos praticar um pouco o seu sohma. Antes, porém, gostaria de lhe dar um conselho... Se você o quiser ouvir, claro.

— Ora, é lógico que eu quero — afirmou Miroku, sorrindo apesar da ansiedade. — Você tem toda a liberdade de me dizer o que quiser, Gai-sama. Confio muito em você.

O outro deu um sorriso melancólico de volta, antes de ficar sério mais uma vez.

— Miroku, meu nobre companheiro. Estive refletindo muito neste mundo de luz a seu respeito e concluí que, por eu ter sido sua reencarnação no mundo dos homens, há inúmeras coisas em comum entre nós, incluindo os defeitos. Então...

O monge ergueu uma sobrancelha.

— Peço a você que, haja o que houver, não deixe que sentimentos ruins tenham espaço em seu coração bom. Para um homem com o poder que você tem, tais sentimentos seriam a ruína, a queda. Um servo de Vishnu não se deixa iludir por tudo o que vê. As aparências enganam. Um único instante de raiva desmedida e você pode destruir tudo o que mais ama, incluindo a si mesmo.

— Puxa, Gai-sama... Você até me assustou agora. Mas por que me diz essas coisas?

— Porque você continua sendo um ser humano, meu caro. Humanos amam, odeiam, choram, riem, fazem o bem e fazem o mal. O que estou lhe pedindo é... — a imagem do belo rapaz começou a ficar difusa e sua voz se tornou inaudível. Miroku se pôs de pé, nervoso.

— Ei! O que está acontecendo? Gai-sama? O que...

E então o monge foi dobrado ao meio por uma dor violenta em seu abdome, ao passo que sentia uma agonia excruciante em todo o corpo e as hemorragias o tomavam de assalto. Inconsciente, Miroku se convulsionou na beira do rio, enquanto Kouga, que havia acabado de chegar perto dele, o tentava fazer voltar a si, assustado com aquele horrendo mal súbito.

Não havia como Kouga saber que o monge corria sérios riscos de vida ao ter contato com um youkai enquanto estivesse com seu sohma manifesto.

 

ѼѼѼ

 

Em sua casa, Sango limpava seu Hiraikotsu após terminar a faxina. Ela suspirou, com saudades dos tempos em que era uma exterminadora ativa e independente. Não que não gostasse de sua vida de dona de casa, mas a atual situação que vivia com o marido não a deixava nada confortável. No entanto, a jovem foi tirada de seus devaneios pelos gritos à sua porta.

— Ei! TAIJIYA! Abra aqui, seu marido está morrendo! — bradava o príncipe dos youkais lobos com Miroku sobre o ombro, num estado deplorável.

— Ah, meu Buda... De novo — afirmou ela, começando a tremer. — De novo...

Assim que Sango abriu a porta, Kouga se precipitou para dentro da casa e depositou o corpo do monge sobre o chão mesmo. A jovem levou a mão à boca, horrorizada; ela jamais se acostumaria com aquilo. Miroku ainda se contorcia um pouco, mãos e pés crispados, respiração opressa. Parecia ainda pior desta vez.

— O que quer que eu faça, taijiya? — perguntava Kouga, solícito. — Eu tinha vindo para devolver os livros de Kagome, mas não encontrei ninguém na oficina e no caminho de volta encontrei Miroku no rio... Só que ele começou a passar mal e...

— Não precisa fazer nada, Kouga — murmurou ela, triste. — Ele tem essas crises, mas se recupera bem depois de um bom repouso... Agradeço MUITO por você tê-lo trazido para mim. Eu... — Sango tentou não chorar, mas falhou. — Eu v-vou cuidar dele, sim? P-pode deixar os livros de Kagome-chan aqui, e-eu devolvo para ela.

O youkai lobo ficou de pé.

— Esse tarado vai ficar bem mesmo?

— Vai... Sim, ele vai — confirmou Sango. Kouga colocou os livros sobre a parte mais baixa da estante de madeira. Logo viu um volume que lhe chamou a atenção: um exemplar velho de “Convite para um homicídio”. — Ah... Esse livro é seu?

— É de Kagome-chan... Mas pode levar, depois você me entrega — respondeu a exterminadora, buscando conter a impaciência. A simples presença de Kouga ali não deixaria Miroku recobrar os sentidos. Alheio às angústias da mulher, o príncipe dos youkais lobos pegou o livro com certo entusiasmo.

— Volto depois para ver como ele está. A propósito, você não sabe por onde andam Kagome e o Inukoro?

— Estão nas terras de Sesshoumaru. Creio que não demorarão a vir embora... — e Sango fez uma reverência para o youkai. — Kouga, que os deuses te recompensem. Não sabe o quanto me ajudou ao trazer Miroku para casa.

Aquela era uma forma educada de “despachar” Kouga, que, de qualquer maneira, não tinha o intuito de demorar na casa do monge. Com um gesto simples de cabeça, ele recebeu os agradecimentos da morena e partiu.

— Agora nós, Miroku — disse Sango, preparando água em uma bacia pequena de metal e panos limpos para higienizar o marido.

A limpeza se deu cheia de cuidados, já que a exterminadora era zelosa pela saúde do monge, porém o coração dela estava entenebrecido.

Eu não consigo mais suportar o fato de que ele mente para mim... E eu que sempre fui tão honesta com ele sobre TUDO...”, refletia a jovem, com as feições do rosto rígidas.

Ali estava o seu amado, com aquela face descorada e magra. O negror de seus cabelos realçava a palidez de sua pele, outrora tão saudável... Sango mordeu os lábios, recordando dos primeiros dias de casada. O monge era incrível. Dedicava-se abnegadamente a ensiná-la a desfrutar do prazer carnal, não negava a ela seu amor e seus mais profundos sentimentos.

Relembrou-se da ocasião em que seu jovem marido, sendo tomado por súbito acesso de choro quando ela, resoluta, lhe tirara o nenju e a luva do braço direito, mostrando a ele que não havia nada para temer, já que a Kazaana deixara de existir. Aquele Miroku lhe parecia totalmente transparente. O de agora...

Miroku... Por que você está escondendo coisas de mim? Por quê?! Em que parte de nossa caminhada você perdeu sua confiança em mim?!

 

ѼѼѼ

 

Shibetchi Shibetchi Handara Bashin Sowaka...

On Handa Mei Shindamani Jinbara Un...

No interior do Palácio Celestial, as forças se dividiam.

No altar de Lakshu, ela e seus monges concentravam-se em um jejum que ultrapassara já onze horas e entoavam mantras de fortalecimento e purificação. O sohma puro emanado daquelas pessoas era sobremaneira forte.

Em um quarto próximo, estava Kuuya, o Rei Dappa. Este também seguia o que a jovem deusa fazia, com sua esfera mística em mãos. Precisavam daquele artefato o quanto antes; o guerreiro o estava preparando para quando chegasse o momento de todos descerem ao mundo dos homens, o Ningenkai.

Os outros seis Hachibushu se preparavam com treinos físicos e espirituais, aprimorando suas técnicas, encorajando uns aos outros. Era muito necessário para que houvesse coesão absoluta entre seus sohmas, já que eles não poderiam contar com nada mais além quando estivessem pelejando contra Shiva e seus aliados. Possivelmente, a deusa maligna deveria ter mais asseclas, além do misterioso “hanyou da alma desligada”.

E, no transe causado por suas preces, Lakshu suplicava os deuses para que lhe fosse revelado o paradeiro do avatar de Vishnu, o devotado Krishna.

 

ѼѼѼ

 

Em algum lugar de um plano espiritual distante e desconhecido, os fios de Shiva permaneciam atando a alma moribunda de Naraku.

Ele não pensava, como também estava desprovido de todos os seus sentidos. Não sabia quem era, nem mesmo se dava conta da enorme escuridão que o envolvia. Dado momento, contudo, uma minúscula centelha de luz cintilou dentro de si, levando-o a despertar por uns instantes. As dores o assaltaram de imediato; ele se sacudiu todo, agonizante.

No entanto, algo o faria parar de prestar atenção em suas dores para ouvir o chamar doce e cálido de alguém que ele não não se lembrava de ter conhecido, mas que era seu baluarte em vidas pregressas.

Lá estava ela, linda e etérea, o tecido diáfano de seus lenços descendo-lhe pela cabeça de fios loiríssimos. No olhar cintilante e divinal, um sentimento doce e irresistível de amor e compaixão.

Naraku aos poucos abriu seus olhos, sendo totalmente envolvido por aquele sentimento tão nobre com que a deusa Vishnu lhe presenteava, apenas com o olhar.

Vishnu...”, pensou ele, ainda confuso por saber o nome da deusa à sua frente. Ele não sabia quem era aquela pessoa diante de seus olhos, mas ao mesmo tempo queria ir ao seu encontro, ajoelhar-se aos seus pés e lhe render a mais profunda devoção. Se ela lhe pedisse a vida, ele morreria de bom grado.

Eu tenho que ir até ela... Mas não consigo sair daqui...”

— Não precisa se preocupar em vir até mim, Krishna. Eu estou aqui, bem perto de você. E fico feliz por vê-lo.

Céus... A voz serena e gentil daquela criatura era simplesmente maravilhosa. Ouvi-la fez com que Naraku se sentisse abraçado e querido. Ele começou a chorar em silêncio, ainda sem entender ao certo o porquê de ela tê-lo chamado por aquele nome estranho.

Esta é a minha deusa, mas quem é Krishna? Por que ela me chama assim?

Foi quando uma voz masculina que lhe parecia familiar soou de algum lugar por ali.

— Enfim nos encontramos de novo, Krishna.

Naraku ficou ainda mais atônito ao ver Inuyasha saindo de trás da belíssima deusa e se postando bem em sua frente, com uma expressão de sincera alegria por vê-lo. A silhueta do seu antigo inimigo era imponente e poderosa; com olhos castanho-escuros e cabelos negros, ele envergava uma armadura de formato estranho, com asas de algo que lembrava o ouro, mas na verdade era bem superior... E Naraku nem mesmo sabia o motivo de chegar a tal conclusão sobre Brahma.

Brahma?! Como eu sei que aquele moleque Inuyasha é Brahma? Aliás, quem sou eu?

A presença do recém-chegado, ali, trouxe ao moribundo um pouquinho a mais de força para que ele conseguisse balbuciar:

— Q-quem sou eu?

— Você é Krishna, o mais leal guerreiro de Vishnu-sama e um dos deuses do Tenkuukai — respondeu Inuyasha, amistosamente, encarando Naraku, que tentava a custo compreender o que significava tudo aquilo.

— Você é, também, o protetor do Rei Shura — complementou Vishnu, cujo olhar continuava derretendo o hanyou vitimado por Shiva.

— Eu não... N-não sei como vim parar aqui — confessou Naraku. Os dois deuses lhe sorriram de forma contida.

Inuyasha levantou a mão, lhe entregando um pequeno artefato dourado que parecia um cilindro com um inofensivo sino em uma das extremidades. Quando Naraku pensou em dizer que não poderia tocar o objeto, do nada sua mão se soltou das amarras e ele, agora, segurou o tal cilindro. O breve gesto gerou uma explosão de sohma por todo aquele lugar e o hanyou, enfim, olhou ao seu redor. Ele levou um susto quando viu que havia saído do corpo.

Foi aí que todas as suas memórias passaram a integrá-lo uma vez mais. Logo ele pôde correr até Vishnu e reverenciá-la como tanto desejava, de joelhos perante ela, exatamente como um militar que se dedica a uma rainha. A divindade loira, contudo, fê-lo se colocar de pé. Logo Inuyasha se acercava dele, apertando-o de leve no ombro. De imediato Naraku quis se ajoelhar diante dele também, mas foi impedido a tempo.

— Você é meu colega de armas. Não perca tempo com essas formalidades.

— Não... V-você é Brahma. O deus Brahma... Eu sinto...

— Eu sou Brahma, o deus, mas continuo sendo tão guerreiro quanto você, Krishna. Sou o Rei Shura.

— Rei Shura — balbuciou o outro. — O que devo fazer? Estive desligado da realidade todo esse tempo...

— E provavelmente vai permanecer assim por mais uns dias — replicou Inuyasha, com brandura. — Mas não precisa se preocupar, o momento certo de você ser livre de Shiva está chegando.

— Viemos aqui para avisá-lo de que você foi purificado de seus pecados — afirmou Vishnu. — Você é agora um Deva.

Naraku se encolheu, ressabiado com aquela informação que lhe soava bizarra.

— N-não entendo. Eu... Eu não posso ser um santo, fui um assassino sujo e vil...

— E pagou por seus crimes enquanto estava sendo torturado pela deusa da destruição — comentou Inuyasha. — Não é preciso se preocupar mais. Os deuses consideram-no limpo a partir de agora.

— Quem diria que a armadilha de Shiva para prejudicar-nos seria tão útil. O sohma de Krishna voltou a ser puro como o nosso — ponderou Vishnu. — Quando ele enfim conseguir se livrar dela...

— Como assim? Ainda não estou liberto?

— É preciso que você se liberte por si mesmo. Você tem poder para tal.

— M-mas eu não sei como conseguir sair do jugo de Shiva sozinho!

— Não está sozinho no mundo dos homens, Krishna — explicou Inuyasha. — Sua esposa está lá. Ela tem te auxiliado há muito, só que você não tinha condições de reconhecê-la.

— Ela está à sua procura neste exato momento — complementou a deusa, afável. — Afinal, onde Krishna vai, Radharani o acompanha.

Radharani...

Oh, claro. A mulher que ele amava. Como poderia ter se esquecido dela?

A mente de Naraku lhe trouxe a imagem de uma jovem que, em vida, tinha longos cabelos negros como breu e pele suave e pálida... Frágil porém forte, delicada porém destemida. Inocente porém ré de um destino cruel que ele, influenciado pela malignidade da deusa da destruição, lhe impôs.

— A alma dele ainda está muito frágil... — disse Vishnu a Inuyasha, enquanto ambos viam a expressão mortificada de Naraku. — Precisamos deixá-lo. Ele vai despertar quando estiver reestabelecido.

— Será que o nosso sohma o ajudou? — indagou o outro. Naraku abriu a boca para inquirir sobre o que os dois deuses falavam, mas era tarde: seu corpo passou a ficar cada vez mais pesado, seus sentidos se embotando a cada segundo. Logo a escuridão da quase-morte o engolia mais uma vez.

No topo do Monte Fuji, seu corpo desidratado e combalido padecia com uma severa hipotermia. No entanto, a breve visita dos deuses o ajudou a se manter vivo, apesar de inconsciente.

 

ѼѼѼ

 

Miroku abriu os olhos, desorientado, levando alguns segundos para perceber que estava em sua casa. Ainda estava meio zonzo, mas sentou-se devagar em sua cama. Ouviu ruído na cozinha; Sango estava preparando o jantar. Já era noite. O monge passou as mãos pelo rosto, enervado.

Se eu estou em casa, ela então já deve saber que eu estava meditando... O pior é que desta vez nem vi quem foi o youkai que se aproximou de mim...”, lamentou-se ele. Enfim, o jeito era encarar os fatos. Sua esposa estaria, obviamente, brava consigo. Ele deveria tentar contornar a situação para que não descambasse para mais uma discussão entre o casal.

Sango e eu andamos nos desentendendo bem mais do que eu esperava”, refletiu o monge. Era uma realidade extremamente desagradável.

Enfim...

Ele é quem deveria acalmar os ânimos. Sango tinha motivos para se preocupar com ele, afinal. E mesmo que aquela preocupação dela, por vezes, o deixasse agastado, Miroku era um monge. Por obrigação, ele deveria ser tolerante e maduro, além de compreensivo para com a esposa.

Olhando para o próprio corpo, viu que estava com um quimono simples e sua pele estava relativamente fresca, ainda com um aroma adocicado de ervas medicinais. Respirou profundamente... Se Sango havia lhe banhado e trocado suas roupas, possivelmente ele tivera mais um daqueles acessos horríveis. E nem teria argumentos plausíveis para se defender, desta vez.

Buscando se preparar psicologicamente para os próximos momentos, Miroku se levantou e foi até à pequena cozinha. Lá estava sua exterminadora, se servindo de um pouco de arroz com carne cozida... Com olhos sombrios de escleras avermelhadas. Ela o olhou de relance e desviou o olhar.

— Oh... Amor, b-boa noite — saudou-a o monge, sem saber o que dizer após ganhar aquela mirada letal.

— O jantar está pronto — respondeu a jovem, com um tom de voz aparentemente neutro.

Miroku permaneceu estático.

— Sango...

— ...

E agora, o que eu digo?!”, pensava o monge, agoniado.

— Ah... E-eu gostaria de dizer que sinto muito por...

— Esqueça.

— Como?

— Esqueça — redarguiu Sango, ríspida. — Não quero saber.

— Amor, por favor, me ouça...

O vasilhame em que ela degustava a comida foi posto, ainda cheio, sobre a mesa, enquanto ela saía da cozinha. Alarmado, Miroku a seguiu; a exterminadora tinha ido para o quarto e colocava seu uniforme de taijiya. Ele franziu o cenho, confuso.

— Sango? Por que está vestindo estas roupas?

— Soube dos sequestros de garotas nos vilarejos vizinhos, não soube? — respondeu a morena, de forma impessoal e fria. — Pois então, dizem que é um oni gigante que tem feito esses raptos. Vou caçá-lo.

Aquele negócio estava estranho... Bem estranho.

— Mas, Sango — contrapôs Miroku, muito sério. — Nós tínhamos combinado que você não faria extermínios sozinha. Eu não gosto que você se exponha a esses perigos.

A moça deu um sorriso pequeno e terrivelmente sarcástico. Estava longe de ser a Sango afável e gentil do cotidiano.

— Que interessante — chasqueou ela. — Que eu saiba, nós também tínhamos combinado que você evitaria fazer essas meditações perigosas. Se você não cumpriu sua parte no acordo...

— Sango...

— ... por que eu deveria cumprir a minha, não é mesmo? É uma perda de tempo...

— Sango, me escute... — ia dizendo ele, já nervoso. As coisas estavam piores do que ele imaginava que ficariam.

— ... preocupar-me tanto com alguém que, simplesmente, não se importa com o que sinto. De que adianta zelar tanto por você, sendo que, na primeira oportunidade, você me ludibria com um monte de mentiras...

— SANGO! Dá para me escutar? — exclamou Miroku, alterado. A jovem, trêmula de ira, se calou, fitando-o com os punhos cerrados. — Escuta, eu não fiz por mal. É que... Você não entenderia os meus motivos...

— Ah, realmente... É porque eu sou burra. Por isso você não pode compartilhar nada comigo, não é?

— Não é isso! É porque... Porque... Sango, você tem que me compreender!

Ela terminava de se arrumar e acoplava o Hiraikotsu às costas.

— Como vou compreender algo que não sei do que se trata?! Que maldito segredo é esse?!

— Um dia eu vou poder te explicar...

— Oh... UM DIA... — e ela revirou os olhos, fazendo menção de sair do quarto. — Pois bem, faça o que quiser. Deixe-me passar.

— Não — retrucou o monge. — Você ficou maluca, Sango? É noite. O que você faria no meio da floresta à noite sozinha?

— Você está falando com uma taijiya — volveu ela, com um olhar altivo que disfarçava parte de sua amargura. — Sei muito bem me defender, obrigada. Agora saia.

— Não permito que vá.

— Você O QUÊ?! — Sango arregalou os olhos. — Eu ouvi direito?! Além de tudo o que me faz passar, ainda acha que pode me dar ordens?

— Sango...

— Isso é brincadeira, não é?! Quem você pensa que é?!

— Sango! Eu sou seu marido!

— Mas não é meu dono!

Toda aquela conversa minara a paciência usualmente grande de Miroku; ele estava bem desagradado com aquilo.

— Sango... Perdoe-me, não quis dizer isso... Por favor, não saia. Eu... Não quero que faça extermínios sozinha. É para o seu bem. Entende?

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Muito engraçado, Miroku. Eu não posso fazer um simples extermínio, mas você pode se matar com essas meditações malditas por aí. Mesmo quando eu digo “é para o seu bem”, você IGNORA! Agora deixe-me passar!

— As coisas não se resolvem assim, Sango!

— Ah, não?! Pois então eu as resolverei assim! Já estou farta de tudo isso! Farta de ficar sofrendo com essa sua mania estúpida de parcelar suicídio!

— Minhas meditações não são isso! — estrilou ele, bravo.

— Que se dane, eu não quero mais saber! — bradou ela, cheia de mágoa nos olhos castanhos. — Nada disso estaria acontecendo comigo se eu tivesse me casado com um homem comum...

Só então Sango parou de falar, ao ver a gravidade de sua afirmação. A expressão de puro choque na face do marido lhe dizia que ela errara feio ao dizer aquilo...

Pois, no íntimo do espírito de Miroku, um sentimento violento de ira assomara. Não era novidade para ninguém que ele tinha bastante ciúme da bela esposa. O mero pensamento de que ela talvez cogitasse voltar o olhar para outro que não fosse ele o enlouquecia.

Então em seu ser algo se revolucionou. O corpo ficou mais leve e o monge se sentia envolvido por uma grandiosa energia mística. Ele, porém, não chegou a atentar para aquilo. Queria apenas que sua Sango ficasse longe da porta, pois ele NÃO admitia que ela se ausentasse de sua presença após ter dito aquelas palavras que, para ele, eram ameaçadoras.

— Mi-Miroku... — ciciou ela, assustada.

Seu adorado esposo parecia ter ficado enorme, tal o seu poder; por fugazes instantes ela pareceu ter visto seus cabelos se tornando brancos e, agora, seus olhos cintilavam como duas estrelas. Uma tênue luz o circundou por completo; no olhar, uma perigosa centelha de ódio.

O monge, então, ergueu a mão e virou a palma para a exterminadora. Uma lufada misteriosa de ar a atingiu; Sango foi jogada com violência contra a parede e ficou zonza, ao bater a lateral da cabeça na parede depois de escorregar para o chão. Seu grito de dor levou Miroku a despertar daquele transe súbito; ele ficou desesperado ao contemplar a jovem caída, tonta, com a mão na têmpora. Os olhos dela estavam enormes e destilavam medo.

— Meu Buda! SANGO! — e Miroku se precipitou para ela, absurdamente arrependido e atemorizado. — Meu amor! Sango...! O que eu fiz... Vishnu-sama!? O QUE FOI ISSO?!

Nem tinha se dado conta de que ousara usar seu sohma sagrado para atingir sua indefesa esposa, que não tinha a menor condição de se esquivar de um ataque daquele nível.

A angústia açoitou-lhe o coração, quando ela lhe olhou com uma expressão semelhante à de um bicho acuado.

— Saia daqui! SAIA D-DAQUI! — Sango desatou a gritar, apavorada. — N-Não chegue perto de mim...!

— S-Sango...

— SAIA!

Toda a manifestação do sohma havia se esvaído e o ambiente em torno de Miroku havia voltado ao normal. Menos o clima dentro do quarto, que era de tensão extrema.

— Sim, Sango — murmurou Miroku, derrotado. — Eu... Eu saio. Volto depois. T-tente ficar bem... E... — o peso infernal da consciência o fazia se sentir cada vez mais sem palavras. Não conseguia sequer articular algo para se desculpar. — E-eu não q-queria...

Ele desistiu e lhe deu as costas, saindo a passos arrastados para fora do cômodo. Ainda tremendo muito, Sango levou a mão ao peito, com os olhos fixos na porta por onde seu querido havia saído.

Não tardou para que as lágrimas fluíssem abundantes por seus olhos, enquanto ela amargava a dor na cabeça somada à terrível sensação de que Miroku não era mais o mesmo.

— P-por que, Miroku...? Eu sempre o amei t-tanto... — soluçava a exterminadora, destruída.

 

ѼѼѼ

 

O monge, por sua vez, passaria a noite no alto do pinheiro negro que cobria a oficina de Inuyasha. Obviamente que ele ficaria super desconfortável, mas nada se assemelhava àquela dor de saber que poderia ter até mesmo matado a mulher que ele tanto amava.

Miroku tremia dos pés à cabeça, traumatizado consigo mesmo. Aquilo poderia se tornar uma grande maldição em sua vida...

... a não ser que ele DEVASTASSE Shiva. Sim, ele deveria pelejar contra a deusa maldita e aniquilá-la. Assim o mundo estaria a salvo, bem como o seu relacionamento com a doce Sango.

— S-Sango... Eu juro que nunca mais isso vai acontecer...

E, de algum lugar ali perto, aproveitando que estava invisível, Shiva, que vira todo o desfecho desagradável da discussão do casal, começou a rir malignamente.

— Mas que bela novidade, hein? Yasha-Ō Miroku, você também tem sohma negro...!

E a deusa da destruição gargalhou, tecendo na mente diversas conjecturas sobre o que poderia fazer com o jovem e alquebrado monge...

 

ѼѼѼ

 

 

 


Notas Finais


Kouga lendo livro = eu na vida! kkkkkkk
Nossa, ficou complicada essa coisa da marcação. Assustou até ao próprio Sesshoumaru. Sorte que a alma divina do Inuyasha despertou e pôde até mesmo dar um pouco de paz para o pobre Naraku.
Confesso para vocês que este capítulo estava parcialmente terminado há quase um mês, mas essas cenas de Miroku e Sango estavam me arrasando. Nem sei se o texto está bom, pois bateu uma bad horrorosa aqui pra escrevê-lo...
Sobre o sohma negro: nada mais é do que energia divina maligna. O Miroku se deixou levar pelo ódio por alguns segundos e isso bastou para que sua energia, que sempre foi pura, se corrompesse. Tomara que isso não aconteça mais, credo!

Volto depois para editar as notas finais direito! No mais, obrigada a cada um de vocês que não desistiu de "Vulneráveis"!

Beijos da Mamãe @Okaasan


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