História W: Dois Mundos - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias W: Two Worlds
Personagens Kang Cheol, Oh Yeon Joo, Park Soo Bong
Tags Ação, Coréia, Doramas, Drama, Romance
Visualizações 26
Palavras 2.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo Sete


Eu corri da frente da loja para a calçada, e da calçada eu não sabia mais para onde correr. A única coisa que eu pensava em fazer era salvar Kang Cheol.

Um táxi estava encostando na calçada quando ataquei. O motorista era um senhor aparentemente velho que usava um óculos estilo Harry Potter. Eu entrei no táxi toda atrapalhada e disse:

— Por favor, me leve urgentemente para o hospital Hanguk Seong Jin!

— Por que quer que eu a leve? O hospital Hanguk Seong Jin é logo ali. — falou ele apontando para a direção correta.

— Mas aquele é o hospital Myeong Sei… — falei.

Eu me debrucei no banco do carro para olhar para o hospital e não era mais o meu hospital. Realmente era o hospital Hanguk Seong Jin.

Eu saí do táxi e corri até o outro lado da rua, onde ficava o hospital. Dando uma bela olhada de cima a baixo, o hospital era idêntico ao hospital Myeong Sei.

Eu entrei no hospital e fui direto à recepção para pedir acesso ao quarto de Kang Cheol. Chegando lá, obviamente as pessoas eram totalmente diferentes dos meus colegas de trabalho do hospital Myeong Sei, e usavam também um uniforme totalmente diferente.

Eu cheguei até a recepcionista e falei:

— Com licença. O presidente Kang Cheol está hospitalizado aqui, não está? Qual é o número do quarto?

— A recepcionista olhou para o meu jaleco com o nome do hospital Myeong Sei e falou:

— Desculpe, não posso lhe dar informações por motivos de segurança.

— Por favor, é uma emergência. — falei enquanto ela ria.

Ela virou as costas para mim como se eu não estivesse mais ali. Eu dei uma olhada em volta e concluí que o hospital tem a mesma estrutura física do hospital Myeong Sei, e se tem uma coisa que eu conheço bem é aquele hospital.

Alguns médicos estavam saindo do elevador próximo aos quartos da área VIP, que provavelmente Kang Cheol estaria lá. Eu comecei a andar disfarçadamente atrás deles para tentar chegar a algum lugar sem ser notada. Eu passei pelos seguranças e finalmente estava na área VIP, onde os pacientes que têm maior condição financeira ou os famosos ficam.

Eu corri por todos os corredores e não via nada, até que tive uma idéia de onde Kang Cheol poderia estar. Uma vez no hospital Myeong Sei o diretor do hospital foi hospitalizado, pois ingeriu veneno, e foi hospitalizado no melhor quarto do hospital. Eu corri para lá, faltavam apenas dois intermináveis corredores para chegar lá. Eu corri o mais rápido que pude. A uns metros de distância pude avistar alguns seguranças e deduzi que fosse o quarto de Kang Cheol.

Eu cheguei na porta do quarto e empurrei os seguranças gritando:

— Afastem-se, por favor! Afastem-se!

Eu corri até a cama de Kang Cheol, que estava sendo medicado pela tal enfermeira que estava lhe dando potássio ao invés de seu antibióticos.

Eu empurrei a enfermeira e me aproximei de Kang Cheol, tirando a cânula de seu braço para parar o veneno, e logo perguntei a ele:

— Você está bem?

— O que está acontecendo? — perguntou um dos seguranças.

— Você está me bem? — insisti para Kang Cheol.

— Do que você está falando? — falou Kang Cheol.

— Isso não é antibiótico, isso é potássio, que induz a uma parada cardíaca.

Logo a enfermeira deu um grito, levantou suas mãos e começou a correr. Ela iria tomar uma boa lição depois dessa. Os seguranças foram atrás dela e eu fiquei sozinha no quarto com Kang Cheol.

Eu vi a seringa no chão e vi que ainda tinha uma boa quantia de potássio na seringa, logo perguntei a Kang Cheol:

— Quando ela aplicou essa injeção?

— Um pouco antes de você entrar. — respondeu.

— Está tudo bem então. Uma pequena quantidade não tem problema. — falei.

— Mas como você sabia? — perguntou Kang Cheol.

— Hã? — eu me fiz de tonta — Eu estava apenas passando por coincidência… e achei a enfermeira um pouco suspeita…

— O que aconteceu aqui? — falou o médico entrando no quarto.

— Acho que é potássio. Já que o médico responsável está aqui, vou embora agora.

Eu me virei com a intenção de ir embora, e pelo visto o segurança não ia fazer nada. Mas algo pegou em meu braço, algo forte. Eu me virei e vi o forte braço de Kang Cheol me segurando e logo ele disse:

— Srta. Oh Yeon Joo. — ele me olhou fixamente — Certo? Você é Oh Yeon Joo?

— Não sou eu. — eu falei, bem nervosa sem saber a reação de Kang Cheol.

— Bem, pelo menos em seu jaleco diz que você é Oh Yeon Joo. — falou Kang Cheol.

— Oh Yeon Joo? Aquela moça de antes? — falou o segurança se intrometendo.

— Finalmente nos encontramos srta. Oh Yeon Joo. — falou Kang Cheol.

Passado alguns segundos, Kang Cheol me encarava demais com os braços cruzados e de forma indignada. Ele olhava para mim e depois olhavam para os quadros na parede do quarto. Eu simplesmente balançava as pernas na cadeira do quarto, que estava na beirada da cama, de tão nervosa que estava.

Era uma tortura ter duas pessoas olhando fixamente para você e olhar um para o outro ao mesmo tempo, como se seus olhos falassem: sim, é ela, agora quem vai falar primeiro?

Eu estava preocupada com a polícia, eu não tinha documentos e nem identificação. Eu não tinha como me defender, e meu único argumento de como eu fui parar lá é que Kang Cheol me puxou pra lá porque ele estava morrendo, e aquele não era o mundo real e que todos eram personagens de quadrinhos.

Finalmente quebrando o gelo Kang Cheol falou alguma coisa:

— Você trabalha nesse hospital?

— Não. — respondi depressa, mas pensei bem na resposta e retornei — Ah, sim.

— Mas seu cartão de visita diz hospital Myeong Sei.

— Ah, é que… Eu trabalhava aqui, mas não agora. No momento, trabalho no hospital Myeong Sei…

— Esse hospital Myeong Sei não existe. — falou Kang Cheol, me interrompendo.

— Como? — eu pensei bem e reconsiderei de novo — Não existe agora. Ele… Ele… Ele fechou.

— Fechou? — perguntou Kang Cheol.

— Sim fechou. O hospital não estava indo bem sabe. Então, no momento, estou desempregada.

— Mas por que você veio até aqui se aqui não é seu local de trabalho? — perguntou Kang Cheol.

— O quê? — gaguejei.

— Por que entre tantos quartos, você está particularmente nesse? — perguntou Kang Cheol.

— Uh… Isso… — eu gaguejei por um momento e suspirei — Eu vi no noticiário, você estava procurando por mim. Você estava procurando pela testemunha e aqui estou.

— Mas você acabou de me dizer que veio por coincidência… — falou Kang Cheol.

— Eu vi a enfermeira que estava passando por coincidência. Ela me pareceu muito suspeita. Não vim ao hospital por coincidência. Vim ao hospital para ver você e… — eu pausei por um momento e vi que não estava sendo convincente e me entreguei — Sim.

De repente entrou no quarto uma moça bonita, que chegou aos pés da cama de Kang Cheol, pendurou seu blazer e seguiu falando com ele:

-O que aconteceu? Acabei de saber. E a enfermeira? Você está bem?

Logo concluí que aquela mulher seria Yoon So Hui, a secretária de Kang Cheol. Ela também é uma amiga em particular dele, e todos esperavam que fosse o seu romance na história. Olhando bem para o segurança, vendo seu jeito e preocupação com Kang Cheol, aquele só poderia ser So Do Yoon. O guarda-costas e amigo de Kang Cheol, além dele ser professor de artes marciais.

Eu mal podia acreditar que estava com todos os personagens principais de um mangá, cujo eu era fã.

Do nada Yoon So Hui olhou para mim e perguntou:

— Essa pessoa… Você é a Srta. Oh Yeon Joo?

— Sim. — falei, com má vontade.

— Como estamos nos encontrando assim? Procurei tanto por você por todo esse tempo. Olá, sou a secretário do CEO, Yoon So Hui.

— Olá. — falei balançando a cabeça e com um sorriso amarelo.

— Você não entrou em contato por todo esse tempo… Trabalha neste hospital? Embora tenha procurado, não consegui encontrar o hospital Myeong Sei. — falou.

— Acabei de ouvir a explicação dela sobre isso. — falou Kang Cheol.

— Ah, mesmo? — falou ela, meio irônica — Mas ela é bonita. Nós fizemos um retrato falado errado por causa de alguém.

Eu olhei para Kang Cheol e seus olhos olhavam para ela e para mim ao mesmo tempo, então, lembrei da cena do mangá que ele disse: se ela é bonita, qualquer uma pode ser. Então entendi a indireta que Yoon So Hui mandou para Kang Cheol.

Do nada Kang Cheol tentou disfarçar:

— Sim, ela é bonita. Alguém disse alguma coisa?

— Não precisa dizer palavras vazias. Você disse que se eu sou bonita, qualquer uma pode ser. — falei e logo após tampei a boca.

Eu falei aquilo por impulso, eu pensei alto demais. Eu posso ter me metido em altos problemas agora. Se as pessoas me perguntarem sobre como eu sei disso, eu estarei extremamente encrencada.

Enquanto todos se olhavam, Yoon So Hui se dirigiu a mim:

— Isso foi para o presidente, não foi? Como você…

— Ah, sobre isso. — tentei explicar — Des… des… desculpe, mas gostaria de falar a sós com o presidente.

O desespero era grande e eu realmente não sabia o que fazer na hora. Todos estavam confusos para saber como eu chegara lá, e de onde eu teria vindo. Minhas historinhas não estavam colando.

— Como? — falou Yoo So Hui.

— Só comigo? — questionou Kang Cheol.

— Sim. — falei — Tenho algo para dizer só entre nós dois.

Naquele momento não me ocorrera nada na cabeça sobre o que eu iria falar se o Kang Cheol pedisse para a secretária e o guarda-costas saírem do quarto.

Eu o encarei com um “olhar de por favor” e arqueei as sobrancelhas múltiplas vezes para convencê-lo. Por grande sorte ele olhou para a secretária e falou:

— Saiam do quarto.

— Como assim? — falou So Hui — Nós não confirmamos a identidade dela ainda.

— Como assim “identidade não confirmada”? — disse Kang Cheol — Ela salvou a minha vida. Precisa de confirmação melhor?

A secretária ficou calada por um tempo mostrando insatisfação, logo após levantou sua cabeça e disse:

— A polícia chegará em breve, então conversem rapidamente. Me chame quando terminarem de conversar. Estarei lá fora.

Ela pegou o guarda-costas de Kang Cheol pelo braço e saiu do quarto.

Eu fiquei parada, em pé, por um tempo enquanto eles saiam do quarto. Fiquei encarando a janela do hospital e vendo como tudo era tão igual ao real.

— O que tem a dizer só para mim? — falou Kang Cheol.

Eu sentei-me novamente no banco ao lado da cama de Kang Cheol.

— Você disse que sou sua salvadora. — falei.

— É claro. — respondeu.

— Então pode me ajudar, certo? — pedi, meio que demonstrei um pouco de desespero na fala.

— É claro. Também certamente vou recompensá-la.

— Não preciso de compensação financeira. Não pode me deixar sair daqui discretamente? — falei, e ele me encarou um pouco fazendo um tipo de biquinho — Não posso ser interrogada pela polícia e também não posso depor.

— Por que isso? — questionou.

— Não posso fazer isso neste momento.

— Você é um tipo de imigrante ilegal, ou alguma fugitiva?

— Não me pergunte o motivo. Você disse que sou sua salvadora, sei que pode me ajudar pelo menos com isso. — falei, tentando fazer ele sentir pena de mim.

— Mesmo sendo minha salvadora não posso fazer isso. — falou ele com aquele sorriso brilhante — Não sei nada sobre você, Oh Yeon Joo. Além disso, a polícia está achando que você é uma cúmplice. Concorde com a investigação da polícia se quer provar sua inocência…

Eu o interrompi:

— Você sabe muito bem que não sou uma cúmplice.

Ele ficou meio sem jeito comigo, pois, eu sabia de muitas coisas e realmente, cada vez se tornava mais estranho o fato de eu estar ali.

— Como sabe que eu sei? — perguntou.

— Por intuição. — ele olhou fundo em meus olhos e eu não soube o que dizer — Você também sabe através da sua intuição.

Nós nos olhamos fixamente por alguns segundos e foi o maior tempo que já pude ficar olhando para aquele olhos castanhos. Ele virou para o lado e suspirou, indignado.

— Parece que você me conhece muito bem, e sabe até mesmo sobre a conversa de antes, sobre qualquer uma ser bonita. — falou.

— Sim, eu sei muito sobre você. Você também acha que sou a chave para a sua vida.

Novamente ele olhou pra mim sem saber como eu sabia todas essas informações. Ele suspirou lentamente.

— Senhorita Oh Yeon Joo, qual é a sua identidade?

— Se quiser saber, me deixe ir. — eu estava muito preoucupada, a cada momento que se passava a polícia poderia chegar — Eu lhe direi no nosso próximo encontro. Eu realmente não posso dizer agora.

— Você negocia bem. — ele falou, e sorriu logo após.

— Isso não é um negócio, mas sim um favor. Eu tenho um motivo, por favor. — falei, implorando a ele.

Ele balançou a cabeça um pouco e suspirou mais uma vez.

— Espere. — falou.

Ele pegou o celular no criado-mudo que estava ao lado da cama hospitalar e mandou alguma mensagem de texto ao So Do Yoon. Ele colocou o celular no colo e se recostou na cama.

— Você vai me contar tudo no próximo encontro mesmo? — perguntou.

Balancei a cabeça positivamente.

— Quando será essa próxima vez? — um silêncio vagou por alguns segundos — Eu só deixarei você ir se me prometer. Estou realmente muito curioso sobre você, Oh Yeon Joo. — falou.

Eu simplesmente abaixei a cabeça sem saber o que dizer:

— Eu não tenho certeza. — logo brota uma desculpa — Quando você receber alta?

— Tudo bem, combinado. — Ele pegou o celular do colo e apontou para mim — Me disseram que seu número era falso, então, pegue este aqui. Eu tenho vários outros. Eu vou lhe ligar assim que receber alta.

— Se isto possui um rastreador, eu lhe digo, não vai funcionar. — falei, pegando o celular.

Ele sorriu, e logo após entrou uma mensagem em um outro celular que estava em seu bolso.

Ele olhou pra mim e disse:

— Você deve ir agora. Não se esqueça de manter a sua promessa de me contar tudo.

— Muito obrigado, eu lhe contarei tudo na próxima vez. — falei.

Eu levantei do banco que estava a beira da cama e fui em direção a porta.

— Sobre aquilo de qualquer uma ser bonita… esqueça. — falou Kang Cheol — Estava escuro naquele dia, e eu mal pude ver seu rosto. Mas você é bonita sim.

— Sei que ainda está pensando que qualquer uma pode ser bonita. — falei, confiante — Conheço o senhor muito bem, sei que elogia muitas mulheres mesmo sem ter interesse nelas.

Ele sorriu e mal podia falar de tanta vergonha.

— Uau, mal posso esperar pelo nosso próximo encontro. — falou.

Eu fui em direção a porta e girei a maçaneta.

— Até breve. — disse Kang Cheol.

Será que esse breve chegaria? Eu não consegui dar o segundo passo após ouvir uma esperança sobre um possível reencontro.

Eu realmente não queria voltar ao mundo de W. Não era masoquista a esse ponto. Mas foi ótimo conhecer o Kang Cheol, ainda mais ser elogiada por ele, mesmo sendo falso.

Eu recuperei os sentidos e saí da sala, deixando-o só.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...