História Wabi-Sabi: A beleza das coisas imperfeitas ( Interativa ) - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Colegial, Comedia, Drama, Escolar, Romance, Slice Of Life
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Palavras 3.478
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yoooooooooooooooooo
Amores!!! Então 34 Favs \(^▽^)/ nem acredito

(Então este cap tem BL ~ Aviso para não deixar ninguém engatilhado sem querer )

As coisas estão começando a ganhar um curso.
Para quem gosta, logo em breve teremos nossa Gazeta novamente.

Bom espero que gostem.
Amu vocês

Capítulo 13 - A confissão de um coração machucado


Fanfic / Fanfiction Wabi-Sabi: A beleza das coisas imperfeitas ( Interativa ) - Capítulo 13 - A confissão de um coração machucado

“Me deixe te dar algo, que vai deixar um gosto em sua boca para você lembrar”

***

— Deixe-me ver se eu entendi — Jake falou tentando conter o riso — Você beijou o nosso kouhai.

— Jake, pare de rir, por favor.

Os dois estavam sentados em um dos bancos próximo ao lago. Naoya estava tenso, com uma pasta de papéis repousada a seu lado e a cabeça fervendo. Jake estava à vontade, divertindo-se com a conversa enquanto comia alguns dos biscoitos que havia feito mais cedo.

— Mas vamos admitir que é algo muito interessante de se descobrir. — dando uma mordida — Não sabia que você tinha fetiches em garotos mais novos.

— Não fale como se ele estivesse no primário, por favor, isso só me faz sentir pior.

— Por que pior? Vamos lá, anime-se.

— Eu não sei como isso foi acontecer. — Inclinando-se e colocando as mãos na cabeça.

— Bom, você passou a noite provocando ele — procurando um biscoito específico no pacote — Era bem previsível que isso fosse acontecer na verdade.

— E por que você não me parou?

— Porque estava divertido, oras. Aquele sofá tinha mais “tensão não resolvida” que o quarto da Elena — Respondeu com um sorriso malino — Você parecia muito à vontade e o Waller com ciúmes era extremamente fofo.

— Jake…

— E eu também estava curioso para ver o kouhai mais solto. Eu próprio estava para me juntar a brincadeira.

— Eu estou falando sério Jake, você deveria ter feito algo. — Soltou preocupado.

— E quem disse que eu não fiz? — Antes de Naoya perguntar qualquer coisa como sua expressão sugeria, o rosado direcionou a conversa. — Mas, a pergunta mais importante é… ele beijou de volta?

— Sério que eu estou aqui preocupado e você me pergunta isso?

— Como seu amigo, eu acho que mereço receber todos os detalhes desse momento. Só acho. — Vendo que Naoya não estava muito para brincadeiras, Jake mudou um pouco sua postura e entregou um dos biscoitos ao amigo — Você está apaixonado por ele?

— Eu não sei — Naoya confessou dançando o biscoito entre os dedos com um nervosismo aparente — Acho que a gente se aproximou devido a convivência. Não nego que acho o comprometimento, a personalidade dele, admirável e a postura atraente. Mas naquela festa, quando o Waller saiu com ele antes das luzes acenderem, eu não sei o que deu em mim, eu senti que estava o perdendo. Então quando as luzes apagaram, eu tirei o gosto do Waller da boca dele e deixei o meu. Quando eu dei por mim, já estava sentado no colo dele com minhas mãos em seus cabelos.

— Wow! — Jake soltou meio surpreso. Naoya apenas o encarou como se dissesse “entende a gravidade do problema agora?!” Houve um pequeno momento em que ambos apenas permaneceram em seus pensamentos antes do rosado prosseguir. — Você deveria falar com ele.

— Talvez eu só—

— Eu não estou falando por você, mas por ele. O kouhai é jovem e apesar de não parecer, ele deve estar bem confuso com os sentimentos dele, afinal ele foi beijado por dois garotos na mesma noite. — fechando o saquinho de biscoitos — Então se você quer saber o que fazer, alivie ao menos o seu peso dos ombros dele.

Jake se levantou e arrumou o cabelo, Naoya lhe olhava como quem busca por socorro. O rosado então pegou o biscoito que estava na mão do loiro e empurrou na boca dele com um “come!” implicante.

— Mas não se preocupe, eu vou tentar descobrir como ele está com essa situação.

Naoya comeu o biscoito, ele tinha um gosto muito bom apesar do nó em sua garganta. Lembrar da noite lhe deixava ansioso, tanto de uma forma negativa quanto positiva. Mas apesar de tudo, o medo se sobressaía. O medo da intolerância, o medo da descoberta, o medo da rejeição, o medo de que tudo desse errado de alguma forma. O medo que seu pai descobrisse e sua vida se tornasse um inferno maior do que o que já era em casa.

Levantou e pegou a pasta a seu lado com uma respiração pesada:

A vida segue.

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[ Aula de Ed. Física ]

Algumas das meninas estavam na arquibancada assistindo a aula dos garotos, o professor havia decidido que seria um jogo de queimada, ou carimba, como alguns conheciam. Himura se candidatou para escolher um dos times enquanto o outro seria decidido por Watanabe.

— Ceis vão tudo perder seus merda, a gente vai acabar com vocês! — Tyler se gabou rindo já indo para o lado do capitão. Himura apenas o ignorou, olhando para o grupo de alunos. — Me escolhe logo cara. — Tyler reclamou impaciente.  

— Quem disse que eu te quero no meu time?! — Minoru Provocou — Hideki, vem.

— O QUÊ???

O moreno passou zombando de Tyler, que parecia transtornado

— Ri enquanto ainda pode Cabeça-de-galo! Watanabe me escolhe! Vamos mostrar pra esses merdas quem é que manda!

Os times foram divididos e o jogo seguiu com muitas bolas fortes de ambos os lados, como uma competição para ver quem deixava a marca da bola mais forte literalmente carimbada no outro. Waller não era bom de arremesso, mas parecia ter um bom talento em se esquivar delas, Kazuo foi um dos primeiro a ser atingido e foi para o cemitério. Pelo menos lá ele não precisava se preocupar com boladas. Hideki chegou a machucar o pulso para segurar uma das boladas de Tyler, mas foi o Kobayashi quem no final acabou levando uma bolada na cabeça que lhe fez cair no chão semiconsciente.

Waller se ofereceu para levá-lo à enfermaria junto com Tyler. Um pouco de descanso e um analgésico era tudo o que o rapaz precisava, segundo o enfermeiro. Mesmo não sendo nada grave, Berard resolveu ficar acompanhando até ele acordar.  Tyler saiu pouco tempo depois com um “Pode deixar que eu aviso à coelho que ele está aqui.”

Bernard não sabia explicar bem, ficava nervoso quando estava perto de Hiro, mesmo ali com o garoto dormindo suavemente… Waller passou algum tempo encostado na cama admirando o rapaz. Ele tinha traços muito bonitos, olhos bem marcados, lábios macios. Será que poderia beijá-lo de novo? Pensou enquanto deslizava o polegar pelo lábio inferior do jovem. Estava se inclinando quando o barulho dos anéis da cortina arrastaram no suporte metálico soou junto ao “Cheguei !!!” esbaforido de Aisling. Bernard sentiu sua alma sair do corpo. Os dois se encararam por um momento sem dizer nada, como se ambos ainda estivesse processando a cena.

— O que você estava fazendo? — Aisling perguntou maliciosa.

— Eu e-eu estava apenas medindo a t-ten-temperatura dele! — Retomando a postura.

O inglês saiu da enfermaria completamente constrangido. Queria morrer. No que estava pensando? Caminhou pelos corredores sem muito destino. Estar com Hiro lhe deixava tenso, lhe lembrava do beijo na festa, lhe lembrava que naquela mesma noite um estranho também tocou seus lábios. Acabou tropeçando em alguém no caminho, afastou-se pedindo “desculpas” em automático. Só prestou atenção quando ouviu uma voz familiar.

— Está com pressa? — Jake lhe perguntou com o seu sorriso usual amparando o garoto.

— Eu… não na verdade — Respondeu meio sem jeito.

— Eu estou livre agora a tarde, quer tocar algo?

***

[ Corredores/ Sala de Música ]

Waller não sabia bem o que era, mas algo no jeito de Jake fazia ser difícil negar algo à ele. Os dois seguiram numa conversa trivial, o rosado ofereceu alguns biscoitos que o inglês aceitou com entusiasmo.

— Eles são incríveis! Onde você comprou? — Perguntou com brilho nos olhos.

— Eu que fiz hoje mais cedo.

— Eles estão muito bons mesmo.

— Obrigado. Eu posso lhe ensinar a fazer se quiser.

— Eu não sou muito bom com essa coisas. Sobre comida, eu só sou bom em comer mesmo. — Enfiando mais um dos biscoitos na boca.

— Mas eu já lhe disse, sou um bom professor. Paciência é meu nome do meio. —  Completou brincando

***

Tocar piano com Jake era estranho, ele conseguia ser envolvente e acompanhar a melodia de uma forma única. Mas naquele dia algo estava diferente, as teclas que soavam como vento e que antes apenas ajudava o pássaro em seu voo, esta tarde estava mais forte, arrastando folhas de árvore e envolvendo o voo com um turbilhão de cores. Era excitante, era íntimo.

Os dois pararam cansados depois de algum tempo. Bernard encostou a cabeça no ombro de Jake arfando. Seus braços estavam doloridos e os dedos dormentes. Quanto tempo haviam ficado ali? Juntou forças para pegar mais alguns dos biscoitos, e mesmo que agora a cobertura de chocolate estivesse meio mole e sujasse os dedos eles ainda estavam gostosos. Jake riu do garoto tentando lamber os dedos e tomou a mão do rapaz com um “me deixe ajudar”. Não era a primeira vez que ele fazia aquilo, mas de qualquer forma, era extremamente constrangedor.

— Oh, aqui está sujo também — o rosado comentou segurando o rosto do rapaz e aproximando o seu. Bernard fechou os olhos desesperado, ele iria beijá-lo? Ali? Assim sem mais nem menos?

Jake lambeu o canto da boca do rapaz, perto o suficiente para acelerar o coração, longe o suficiente para não ser considerado um beijo de fato.

— Pronto! — Resumiu afastando-se. Bernard o encarou com o rosto em chamas, completamente envergonhado mas sem muita reação.

Jake sorriu como uma raposa apoiando o rosto em uma das mãos:

— Oh não faça essa cara... desse jeito eu vou querer pegar você pra mim.

***

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[ Sala do Grêmio ]

— Vocês podem parar com a shipagem por um momento. Eu preciso de ajuda aqui. — Emi Reclamou batendo na mesa. — Nós temos que dar andamento nisso antes do Sunbaenim voltar.

Tanto Mikado quando Hoshino ainda estavam contemplando as fotos que haviam sido batidas nas festa. Não que a Yoshida não quisesse ficar olhando as imagens, mas o próprio presidente havia lhe incumbido de organizar o começo da Golden week e o feriado que teria entre um dos eventos chamado Hanami, a contemplação do desabrochar das cerejeiras. A Idol não achou ruim a atribuição; primeiro ela adorava organizar eventos e segundo, o outro assunto era tenso demais para que ela quisesse se envolver.

Aparentemente, a Gazeta havia atacado outra vez, mas dessa vez, um aluno havia enviado uma informação considerada falsa, e como punição, teve todas as suas notas divulgadas no blog além de outros segredos vergonhosos. Por conta disso, tanto o Tsuchiya como o secretário estavam se dedicando junto à coordenação para encontrar um meio de parar o jornal. Ficando, dessa forma para as garota a missão de continuar com as tradições habituais do grêmio.

— Nós podemos organizar uma apresentação, o que acham? — Emi sugeriu

— Muito trabalhoso. — Sun resumiu.

— Nós podemos fazer uma festa, e a Sunny pode fazer feromônios que nós vamos espalhar no ponche e depois quando todos tivessem se pegando nós podemos filmar.

— Eu sou incapaz de contar quantas leis você conseguiu infringir com esse comentário. — Hoshino ressaltou enquanto riscava um papel.

— Nós não vamos drogar ninguém.

— Mas — Mikado continuou — e se nós “sem querer” derramássemos na bebida.

— Miki, menos, bem menos, quase nada.

— Sabe, isso me parece uma desculpa. Porque... — Segurando a Hoshino pelos ombros e sussurrando ao ouvido com ar de desafio —  parece que a Hoshi-san não consegue fazer um feromônio.

— Para começo de história, não seria um feromônio, acho que você quer dizer “ alguma droga afrodisíaca”.

— Pode ser, não sou exigente. — respondeu mantendo o tom

— Isso aqui não é “Breaking Bad”, sua animal, não é porque eu sei que eu vou fazer uma droga.

— Mas será que você sabe mesmo fazer? Você já fez e testou?

Yoshida bateu na mesa irritada.

— Nós podemos voltar ao tópico, por favor?

— Por que não fazemos, simplesmente, uma decoração e um piquenique no dia do Hanami? — sugeriu tentando economizar tempo — O período de provas vai começar daqui a pouco.

— Vendo por esse lado — Emi parou pensativa batendo a ponta da caneta no lábio. — Pode ser. Falando nisso, eu queria discutir com vocês uma ideia que eu tive. O que acham de um grupo de estudos para ajudar os alunos?

— Péssima ideia! Eu não tenho paciência de estudar nem na aula, vou perder tempo estudando fora por quê? Que castigo é esse? O quê que eu te fiz?

— Mas um fato, você nunca pensou em algo do gênero, por que esse interesse agora? — Sun questionou numa suposição esperta — Isso, por acaso, tem alguma coisa a ver com o Kuroki?

— Vamos nos concentrar no que faremos no feriado, sim?! Deixamos esse assunto para depois.

— Ela ficou nervosa oooooooooh! Bom trabalho Hoshi-hoshi!

— Então você está usando do seu trabalho para ganhar uma vantagem com o seu garoto, hum?!

— Parem com isso, isso não tem nada a ver eu só—

— Calma Yoshi — Hoshino pousou a mão com força no braço da garota — não se apresse, na verdade nós estamos com orgulho de você. Vai com tudo soldado! 

— Minha garota está crescendo tão forte — agarrando a perna de Emi — queria que a Tanaka-san estivesse aqui para ver o nascimento dessa estrela.

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[ Enfermaria ]

— Mas o ornitorrinco bota ovos, eu pensei que ele era uma espécie de marsupial sei lá. — Aisling comentou comendo alguns biscoitos.

— Isso é realmente confuso, mas sabe o que me intriga fadinha, se um tomate é uma fruta, por que todos acham que ele é um legume?

— Uooo! É uma verdade! — A garota parou realmente intrigada — Talvez ele tenha brigado com as frutas e renegado seu nome por amor à cebola.

— Por que a cebola? — Realmente curioso.

— Porque a cebola é o par do tomate, assim como a batata é par da cenoura.

— É um argumento válido.

Hiro acordou com uma forte dor de cabeça, ouvia ao longe a voz de Aisling conversando algo com o Akari, isso lhe deixou mais calmo.

— Parece que ele acordou — O rosado comentou chamando a atenção da garota.

— Koby!!!

— Suponho que não seja bom gritar perto dele, visto que ele bateu a cabeça. — Segurando a menina — Por que não vai pegar algo para ele comer? imagino que esteja com fome.

A morena saiu animada com a ideia, planejava fazer uma surpresa e trazer não apenas comida para o Kobayashi, mas para Jake e ela também. Iria fazer um piquenique naquela enfermaria. Talvez se sobrasse dinheiro comprasse até algo para o Ramon. Ele devia estar cansado de cuidar de todo mundo afinal.

— Então Kouhai-kun, como está? — Jake perguntou entregando a Hiro o remédio e um copo de água. O moreno agradeceu com o começo de um aceno que foi interrompido pela dor na cabeça.

— Não há de quê. Você sempre cuida tão bem do Nao, era um dever meu retribuir.

Jake ficou sentado observando o garoto, ele era curioso. Um pouco mais difícil de ler que a maioria das pessoas. Reservado e literal. Era uma mistura intrigante.

— Não temos tido muito tempo para conversar, vocês têm estado tão atarefados no grêmio ultimamente. — Iniciou a conversa

— Sim. — Entregando o copo.

— Mas o que achou da festa? — Perguntou casual embora seus olhos estivessem afiados para todas as dicas do garoto. De fato não queria correr o risco de que Nao se declarasse para um homofóbico ou coisa assim. Já bastavam todos os problemas do loiro. Apesar de que, pelo que o Jake já havia percebido do Kobayashi, esse dificilmente seria o caso.

— A festa?— Questionou confuso.

— Sim, não sei se você é do tipo que gosta desses eventos, fiquei curioso.

— Existe algo que queira me perguntar diretamente, sr Akari?

— Oh, eu estou incomodando com essa conversa? Perdão se for o caso. Só gostaria de saber sua opinião sobre o evento — inclinando-se na cadeira e descansando os braços na cama — Os garotos as vezes extravasam demais e sei que em algumas ocasiões pode acabar queimando alguns estudantes. Como foi o caso do nadador. — Fazendo uma pausa e assumindo um tom mais abatido — Ficamos muito chocados com a aquela situação e eu particularmente não queria que isso acontecesse novamente. — arrumando os cabelos e retomando a bom humor.  — Era algo assim.

— Nós estamos trabalhando para que toda essa situação se resolva o mais rápido possível. Eu não posso dar muitas informações, mas estamos otimistas que nosso empenho trará resultados em breve.

— Tão formal que eu até quase vejo uma apresentação de gráficos atrás de você. — Jake implicou, não que achasse que o Kobayashi iria corar envergonhado, mas não custava tentar.  — O Nao tem estado bem cansado, realmente.

— Sim. — respondeu com um ar abatido.

— O que você acha do Tsuchiya, Koby-Kun? — Perguntou audacioso. O moreno parou por um breve momento pensando até responder.

— Ele é dedicado.

Jake sorriu.

— É sim.

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O clima no grêmio estava tenso aqueles últimos dias. De fato, as meninas preferiam se reunir fora da sala para resolver as decorações e afins sobre o feriado. O presidente mal ficava no cômodo e quando ficava, era para ter conversas neutras e rápidas com o secretário sobre os avanços na “Cruzada contra Eris”. A verdade é que Naoya não sabia como proceder com Hiro, ele procurava estar sempre o mais formal e fisicamente distante do moreno possível. Sempre esquivando-se e evitando olhares.

Toda essa preocupação, somada a pressão dos problemas da escola, a rotina de estudo e à véspera de seu aniversário estava deixando o Tsuchiya doente, com olheiras fundas e uma presença fraca; e ver seu amigo nesse estado estava deixando Jake doente. Cansado, o rosado intimou:

— Você já falou com o Kouhai? — Perguntou incisivo.

— Não eu—

— Vá agora falar com ele e só volte quando tiver resolvido pelo menos isso. — Abrindo a porta do quarto.

— Mas são 23 horas.

— Então é bom você ir rápido. Go, go, go!

***

Naoya estava sentado no jardim, o tempo estava começando a esquentar com o avanço da primavera mas as mãos do loiro estavam geladas. Mal podia acreditar que havia sido convencido por Jake a se confessar, mas a possibilidade iminente de perder uma pessoa preciosa lhe fazia suar frio. Arrumou o casaco umas duas vezes antes de notar que ele não estava realmente desconfortável, mas que o incômodo era apenas um recurso de sua mente para se distrair do nervosismo.

Avistou o Kobayashi ao longe vindo em sua direção. Não havia mais como fugir.

Ele parecia calmo como sempre, uma postura firme que lhe fazia parecer mais velho do que realmente era, mais alto do que realmente era. Uma presença que passava confiança e segurança, lhe fazendo crer que tudo iria dar certo no fim. Pelo menos era assim que ele fazia Nao se sentir. Um yokai de olhar frio e coração gentil, que falava de desinteresse mas demonstrava cuidado. Essa era a pessoa por quem havia se apaixonado.

— Desculpe ter chamado você tão tarde. — Numa reverência.

— Não tem problemas. — respondeu enfiando as mãos no casaco.

Naoya parou um pouco meio inseguro, estava nervoso demais para sentar, mas não sabia se seria indelicado ficar em pé. Lançou o olhar no moreno, procurando alguma resposta, mas ele apenas lhe aguardava pacientemente.

— Eu vou tentar ser breve. Então, eu gostaria que você me escutasse até o fim antes de comentar qualquer coisa.

— Tudo bem.

Nao assumiu numa fala firme, mas um pouco mais vagarosa do que o comum. Como se escolhesse com cuidado cada palavra, mas não quisesse perder o ritmo.

— Eu te chamei aqui porque, depois daquela festa, eu percebi que tenho sentimentos por você. — Confessou deixando um nó em sua garganta, olhou para Hiro tentando ler sua expressão. Ele parecia atento.

— Prossiga. — o moreno instigou.

— Eu não estou te contando isso porque espero qualquer resposta ou coisa do gênero. Então não precisa se preocupar ou sentir pressionado. — mexendo os dedos inquieto — Eu admito que fui infantil lhe evitando por esses dias; eu apenas não sabia como lidar com a situação. Então... eu peço desculpas por ter criado um caso disso, por ter me afastado e por ter deixado isso influenciar no nosso convívio.

Quando terminou, Naoya sentia-se leve e embora um milhão de pensamento tomassem sua mente, mesmo que o seu coração estivesse a mil e o medo estivesse a porta, ele estava feliz por ter conseguido desabafar seus sentimentos, então prosseguiu:

— Eu irei me dedicar a tentar fazer com que as coisas sejam como antes, isso se meu comportamento não lhe for incômodo.

— Não se preocupe, ele não é.

— Então eu gostaria de pedir que se de alguma forma qualquer atitude minha lhe deixar desconfortável, você me fale e eu procurarei corrigir.

— Tudo bem, irei lhe comunicar caso aconteça.

— Obrigada por cuidar de mim e me aceitar. — Agradeceu curvando-se. Hiro estava prestes a falar algo mas Naoya o Interrompeu sem perceber — Vamos Koby-kun, precisamos dormir que amanhã temos muito trabalho a fazer!

— É bom ver que está melhor.

— Eu me sinto leeeve... — Respondeu abrindo os braços para o céu estrelado e depois pulando no moreno num abraço animado. 

Assim os dois jovens voltaram aos seus aposentos, Nao dormiu cedo naquela noite, e até deixou para depois as preocupações por uma noite.  


Notas Finais


°˖✧◝(⁰▿⁰)◜✧˖°
É importante aproveitar a felicidade enquanto ela existe.
FicaAdica

Bejocas
♡\( ̄▽ ̄)/♡


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