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História Wainting For Your Arms - Severus Snape - Capítulo 11


Escrita por: AntonelaMorette

Notas do Autor


MEUS AMOOORES! Mil desculpas pela demora, estou enfrentando um monte de empecilhos esses dias, acredito que eu acabe prejudicando um pouco a minha escrita. Mas ei, não desanimem, jamais vou deixar de postar sempre que puder!

Uma boa leitura a todes, espero que gostem! <33

OBS: Não revisei esse capítulo, vocês já passaram tempo demais sem update algum. Então, se a ortografia deixar a desejar, é por esse motivo. Prometo lhes recompensar no próximo, até mais.

Capítulo 11 - Embarrassing next morning


Fanfic / Fanfiction Wainting For Your Arms - Severus Snape - Capítulo 11 - Embarrassing next morning

Raios solares driblavam as finas cortinas do quarto de Amélia, causando certo desconforto aos olhos sensíveis de Severus. Ele os esfregava com bastante sono, muito relutante em querer acordar. Estava confortável, com uma sensação boa de calmaria. 

Mas a paz não reinou por tanto tempo, logo uma chata dor de cabeça começou a se fazer presente em sua têmpora, o que a deixava latejando. Era compreensível, a rodada alcoólica do dia anterior não deixaria barato. 

Vencendo a preguiça, e muito a contragosto, ele se levantou do sofá, percebendo só naquele momento o lugar em que estava. Olhou em volta e notou o quarto bem arrumado de Amélia, entretanto vazio. A cama estava desfeita, fazendo com que deduzisse que a mulher já teria acordado. 

Espreguiçou-se já de pé, torcendo o nariz ao notar que vestia pijamas com um forte aroma masculino, caracterizado muito provavelmente pelo perfume de Sirius. Só faltou vomitar, coitado. Buscou rapidamente seus trajes ao encontrá-los limpos e dobrados, e foi até a suíte de Amélia se trocar.

Já vestido, tentou de todas as maneiras possíveis tirar o cheiro insuportável de Black de si, qualquer coisa relacionada ao maroto fazia seu estômago embrulhar. Ao conseguir, ficou parado no meio do quarto de Amélia, reparando no quão bonito continuava sendo.

Ao que era adolescente, Severus frequentava com bastante frequência sua casa, principalmente às escondidas. Eram melhores amigos, então sempre que a mais nova dos Black se sentia para baixo ou insuficiente, Snape a acudia daquele turbilhão de péssimas emoções.

Tinham uma bela amizade, eram bonitinhos. Seus pais só o aceitavam por lá por ser amigo de Lucius e Regulus, sabiam que ele era mestiço. Por incrível que pareça, na verdade, isso nunca foi um empecilho. Depois de ficarem sabendo que ele servia à Voldemort, então, o recebiam com gosto e sorridentes.

Não preciso nem citar o quão tedioso e incomodado Severus ficava na presença daquela gente. Fazia um esforço danado para ficar por lá, sabia que Amélia precisava de seu apoio na maioria das vezes. É claro que a ideia de que poderiam ter um caso assombrava os pais dela, mas geralmente se acalmavam pois acreditavam que era apenas um amigo de Regulus.

Com isso, explico o porquê dele ficar ali parado, apenas admirando o quarto em que se encontrava. Havia algumas fotos espalhadas em porta-retratos, outras penduradas na parede. Fotos com Regulus, Remus, Marlene, Abigail, e….

Uma foto com ele.

Além de uma foto com ele, uma foto dele.

E não era só por ali que ele aparecia, lá também tinha uma foto do velho trio de amigos. Lily, Amélia e Severus. Lily tirava a fotografia com uma câmera bruxa enquanto Amélia fazia chifrinhos na cabeça de Severus com os dedos, que sorria minimamente para a foto. Lily estava calma, com os cabelos bem tratados e bem tranquila, como sempre foi.

A foto mexeu com ele, que ficou apenas remoendo o passado sombrio que carregava. Muitos sempre acreditaram que Lily foi o primeiro amor de Snape, até ele mesmo preferia acreditar que era desta maneira, mas na verdade não era bem assim que as coisas funcionavam. 

Severus amou sim Lily, mas não de uma maneira radical. Ele queria acreditar que a amava, queria poder estar no lugar de Potter, mas em seus desejos mais profundos, não era isso que desejava. Era Amélia que o deixava em êxtase, foi Amélia quem o ajudava em suas crises emocionais. Ele só não percebia. 

Não percebia e infelizmente só foi perceber no dia em que a perdeu. No maldito dia de sua fuga. 

Lhe partiu o coração saber que ela sofreria sozinha, longe dele. Que poderia nunca mais tocá-la ou admirar seus traços belos. Ele sofreu, e sofreu muito. Queria poder sofrer por ela na morte de Regulus, mas ao invés disso viu ela correr, sem se importar em olhar para trás. 

Acabou que se tornou mais amargurado do que já era, focando sua total atenção em Lily, que já não conversava mais com ele. Tentou esquecer Amélia das mais diversas maneiras, e convenceu a si mesmo de que era Lily a dona de seu coração. 

Quando na verdade, seu primeiro amor de fato havia sido Amélia.

Isso explica seu patrono ser idêntico ao patrono de Lily, explica seu arrependimento ao entregar a profecia à Voldemort, explica sua história em partes. Snape até conseguiu deixar Amélia longe de seus pensamentos durante um bom tempo, mas ela nunca havia ido embora, pelo menos não de seu subconsciente. 

Por isso estava tão relutante, não queria admitir a falta que a Black fez e o lugar especial que tinha em seu coração. O tempo só a deixou mais bonita, o que não facilitou no processo de Severus em ignorar a mulher. 

ههههه

Amélia estava de pé na cozinha com uma xícara de café amargo, vocês já sabem que é o tipo de bebida favorita dela quando passa por situações desse tipo. Ela se lembrava da noite anterior, na verdade de cada detalhe. Do corpo morno de Snape, de seu bafo cheirando a álcool, de tudo. E inclusive, de sua pergunta. 

“Por que você me deixou? Por que você me deixou? Por que você me deixou? Por que você me deixou?” Era tudo o que ecoava por sua cabeça. Estava difícil pensar em qualquer outra coisa. 

Pensativa e insatisfeita, Black apoiou parte de seu corpo sobre a bancada que ficava em frente a porta de correr que dava acesso ao cômodo que estava, contando com que alguém aparecesse ali a qualquer instante. E, bingo, alguém de fato apareceu. 

Snape atravessou a porta com uma carranca na cara, normal para uma pessoa que bebeu mais do que devia na noite anterior. Seus olhos estavam inchados, o que certamente não era pela bebida, e sim pelo emocionante acontecimento de mais cedo. Sim, ele realmente deu uma breve chorada por ter se lembrado de todos os momentos difíceis que passou quando era mais novo, mas disso Amélia não tinha como saber.

Logo, chutou ser uma das consequências por seu exagero alcoólico, o que fez Severus agradecer à Salazar. Afinal, lhe poupou uma conversa desagradável. 

Severus Snape: O que tinha na cabeça ao me dar roupas do cachorro do seu irmão para vestir? 

Amélia não respondeu. Soltou apenas uma risada abafada pela xícara em seus lábios, estava terminando de engolir um generoso gole que havia dado em seu café. 

Severus então foi se servir. Um silêncio ali foi instaurado, e Amélia rapidamente fechou a cara novamente. Snape não fez questão alguma em iniciar qualquer diálogo, sabia o que tinha perguntando enquanto o efeito do álcool corria por seu sangue. Ele lembrava de tudo, até de uma certa gosma verde no rosto de Amélia.

Para o azar de Severus, os dois não ficaram calados por muito tempo. Enquanto ele levava um pedaço de brioche amanhecido até os lábios, Amélia começou a encará-lo. E, consequentemente, um tempo depois lhe fez a seguinte pergunta. 

Amélia Black: Você sabe por que eu fui embora?

Snape não se deu ao trabalho de olhar em seus olhos, continuou fixo ao brioche e ao chá em sua frente, um chá de camomila muito bem feito. Aquele chá parecia a coisa mais interessante do mundo.

Severus Snape: Perdão, do que estamos falando?

Amélia Black: Você sabe por que eu fui embora? - Repetiu a pergunta, desta vez em um tom um pouco mais grave, bem mais sério. 

Severus aparentou não ter gostado nada daquilo. Ainda sim, não a olhou. Agora mexia seu chá com uma pequena colher, observando a fumaça calorosa que deixava a pequena xicrinha. 

Severus Snape: Você já contou sua história triste muitas vezes, Black, eu já sei o porquê de sua fuga. 

Amélia Black: É, eu não acho que saiba. - Referia-se ao fato de sua completa vulnerabilidade na noite anterior, que fez com que uma pergunta muito interessante fosse feita por ele.

Severus não estava gostando nem um pouco do rumo em que aquilo estava indo. Sabia exatamente onde ela queria chegar, ela queria falar sobre o que havia acontecido ontem. Seu orgulho jamais deixaria com que admitisse que não, não sabia o porquê de sua ida. Jamais entenderia o porquê de tê-lo deixado sem que conversassem, ele sabia, mas sua arrogância e seu medo não deixariam nenhuma conversa acontecer. 

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, o que certamente não aconteceria no final das contas, Remus e Sirius entraram pela porta principal, completamente bêbados e risonhos. A farra, aparentemente, havia durado até agora. Snape tirou proveito da situação, rapidamente pondo-se de pé, largando a xícara e o pires, que tinha um pedaço de brioche.  

Severus Snape: Parece que meu turno por aqui se encerra agora, seu irmão chegou acompanhado. - Disse neutro, arrumando um pouco as vestes demonstrando estar de saída. - Ah, e obrigada pelo chá. 

Amélia não gostou nada de ver a arrumação toda do homem para se retirar. Ele estava fugindo mais uma vez dela? Depois do avanço que eles haviam tido? Oh não, isso não poderia estar acontecendo. 

Amélia Black: Severus. Severus! - O chamou, mas ele mesmo assim continuou demonstrando que estava de saída. - SNAPE! - E assim ela o perdeu de vista, ao contemplar a cena de Severus deixando a Mansão a Black pela porta principal, mesmo local contemplado por Sirius e Remus, que observavam a cena, agora, perto da entrada para a cozinha. 

Frustrada, a mulher simplesmente jogou a xícara, antes em suas mãos, sobre a mesa. Para sua sorte, não quebrou, apenas derramou algumas gotas escuras sobre a toalha branca. Toda aquela situação rapidamente cortou o efeito da bebida na dupla recém chegada, fazendo-os irem em direção à uma furiosa Amélia Black.

Os dois a conheciam bem demais para saberem que sempre escondia a tristeza de maneira raivosa, o que os fez acreditar que era mais um dos episódios tristes da Black mais nova. Sua silhueta foi agarrada por Sirius, tendo as costas abraçadas por Lupin, fazendo um verdadeiro sanduíche humano, tendo Amélia como o recheio. 

Apesar das tentativas teimosas de se soltar dali, ela logo desabou a chorar no peito de seu irmão, desistindo completamente de lutar. Em pouco tempo estava ali, feito uma criança chorona, agarrada às vestes do irmão mais velho. 

Remus percebeu tudo e logo soltou o corpo de Amélia, retirando-se aos poucos da cozinha para que Sirius pudesse cuidar da irmã mais nova, o que não pôde fazer por quinze longos anos. De repente, eram apenas os dois Black ali, abraçados um no outro.

Amélia chorava, chorava demais. Chorava tudo o que não havia chorado em todos aqueles anos fora. Sirius abraçava a mais nova com força, queria poder fazer toda aquela dor desaparecer de seu pequenino corpo. Seus cabelos longos eram acariciados pelo mais velho, que constantemente sussurrava em seu ouvido que tudo ficaria bem. 

Amélia Black: Eu não devia ter ido embora, vocês nunca vão poder me perdoar. - Dizia enquanto lágrimas corriam cada vez mais rápido por suas bochechas. 

Sirius Black: Shh, não diga isso. O ranhoso é um desgraçado, você sabe, é o único amargurado que ainda não a perdoou. 

Amélia Black: Por favor, não o chame assim. Pelo menos não na minha frente.

Muito a contragosto, Sirius concordou. Percebeu o crítico estado em que sua irmã se encontrava e não queria entrar em discussão alguma com ela naquele momento. Sendo assim, aos poucos, a calmaria chegou. Amélia se recuperava do choro respirando calmamente, enquanto se desfazia do abraço de Sirius.

A cabeça incomodava com uma dor um pouco chata, provavelmente causada pelo longo choro que havia tido. Seu irmão mais velho a amparou, dando uma poção eficaz que ajudaria com a inconveniência citada. 

Sirius Black: E aí, como se sente? Melhor?

Amélia Black: Sim, um pouco. Obrigada.

Sirius Black: Não tem de que, sou seu irmão. Irmãos se ajudam, sabe disso.

Amélia Black: Bom, não quando o motivo pelo choro da sua irmã for o homem que você repudia. - Ironizou sua fala, colocando o frasco de vidro vazio sobre a mesa, uma vez que já teria tomado todo o líquido amargo dentro dele. 

Sirius Black: Bom, não é como se eu gostasse mais dele depois de ver o estrago que ele fez com você, mas eu sei que, infelizmente, não mandamos no coração. Ele bate por quem não nos merece. 

As palavras doces de Sirius acalmaram o coração aflito de Amélia, por incrível que pareça, o que a fez repousar sua cabeça sobre o ombro dele. Era novidade vê-lo tão compreensível, principalmente quando envolvia Severus.

Amélia Black: Você quer matá-lo, não quer?

Sirius Black: Yep, e definitivamente irei fazer isso se eu vir esse seu chororô mais uma vez por causa dele. 

E assim os dois riram, com Amélia descansando sobre o irmão mais velho. A relação entre os dois nunca foi a melhor, mas o tempo havia realmente amadurecido Sirius, ele estava demonstrando ser alguém mais carinhoso. Amélia gostou disso, e muito. 

ههههه

Ronald Weasley: Qual é, Harry, você enfrentou um dragão, se você não conseguir nenhum de nós conseguirá. 

Harry Potter: Eu acho que prefiro enfrentar outro dragão. - O moreno respondia enquanto sentia suas mãos se desmancharem em suor. 

Amélia Black: Harry! Ronald! - Acenou ao longe, aproximando-se com cautela da dupla. 

Harry e Rony acenaram sorridentes para a assistente de poções que tanto gostavam, esperando ansiosamente por notícias da mulher, a qual não viam desde o final de semana, afinal, não havia passado em Hogwarts. 

Amélia Black: E então, o que andam aprontando? Seu sucesso na primeira tarefa é bem comentado, Harry. 

Harry Potter: É, pois é. Queria que você tivesse visto. 

Amélia Black: Bom, então somos dois. Infelizmente só voltei de Nova Iorque quando ele já tinha acontecido. - Pontuou. - Mas então, e o baile? Vocês vão, certo? 

Ronald Weasley: Até queremos ir, mas garotas podem ser assustadoras, não é fácil convidar uma para ser seu par. 

Amélia riu do comentário de Rony. De fato, muitos adolescentes passam por esses engraçados dilemas em convidar um possível par para um grandioso evento, mas Amélia ainda sim achava graça. Já havia passado por isso, então poderia tranquilamente rir de seus alunos. 

Ronald Weasley: Ei! Nosso sofrimento virou uma piada? - Questionou sério, ainda sim brincando com a mais velha. 

Amélia Black: Oh não, me perdoem, mas eu nunca vou deixar vocês se esquecerem do quão nervosos ficaram com isso tudo. - Retribuiu a brincadeira, sorridente para os dois garotos a qual a faziam companhia. 

Harry Potter: Professora, não quero ser intrometido nem nada, mas você acabou de chegar? Não deu aula nos primeiros tempos? 

Amélia Black: Ah sim, não dei aula alguma com o professor Snape por enquanto. Eu.. tive um imprevisto, aparentemente minha cama foi enfeitiçada e não queria me largar. - E assim, Amélia encontrou uma maneira divertida em dizer que ficou enrolando para levantar da cama. Também, ninguém a culpa, afinal não tinha uma noite decente de sono desde seu episódio com Severus. 

Seus alunos riram, e por um momento os três ficaram ali papeando, como se nada fosse nada. Era apenas uma conversa informal e descontraída entre uma professora assistente e seus dois alunos. 

Amélia Black: Quase ia me esquecendo, Harry. Ainda lhe devo um passeio para que possamos conversar melhor sobre essa confusão toda circundada pelo fato de eu ser sua madrinha. Eu gosto de contar histórias e você certamente gostaria de escutá-las. 

Um sorriso mais que sincero tomou conta dos lábios de Potter, eles iam de uma orelha a outra. Seus olhinhos brilhavam em expectativa como se estivesse olhando para um tesouro muito valioso, o que Amélia achou uma graça. 

Harry Potter: Eu estou livre agora! - Exclamou um tanto quanto alto demais, devido a euforia em obter respostas de seu passado. - Digo, podemos dar uma volta por agora.. temos um tempo sem aula alguma. Acredito que você também. 

Ao oferecer seu braço à Harry, Amélia assentiu com a cabeça em concordância com os ditos do afilhado. Ambos se despediram de Rony e começaram uma calma caminhada até um lugar mais afastado.

Durante todo o percurso, Harry contava à Black o quão animado estava para que as férias chegassem logo, queria poder encontrar com Sirius e passar um tempo com ele. Amélia achou adorável, o carinho que Potter tinha por seu irmão mais velho era comovente. 

Um pequeno tempo depois, pôde-se avistar um banquinho feito por pedregulhos um pouco afastado da muvuca que era Hogwarts, perto de uma pequena colheita. Os dois ali se sentaram e ficaram aproveitando um pouco a gostosa brisa que batia em seus rostos, eles gostavam de silêncio. 

Amélia Black: Sabe, Harry, vejo muito de seus pais em você. 

Harry Potter: Sério? 

Amélia Black: Uhum. - Concordou com a cabeça, voltando a falar logo em seguida. - Você já deve ter escutado sobre a história de Sirius com o seu pai, não é? Aquele papo de os Potter acolherem o meu irmão e tudo mais. 

Harry Potter: Sei sim, um pouco. Soube que meus avós adoravam ele. 

Amélia Black: Sim, seus avós foram uns anjos com ele. Sua avó principalmente. - Confessou tranquila. - Minha história com sua mãe é um pouco parecida. 

Harry Potter: Faz sentido, você é muito legal para ser uma Black também.

Amélia Black: Entendi, vou levar como um elogio. - Descontraídos, deram risadas calmas, fazendo com que Amélia voltasse a falar aos poucos. - Céus, ainda me lembro do quão insuportável Petunia era. 

Harry Potter: Ela era uma pessoa ruim até na sua época?

Amélia Black: Ora, Harry, sua tia não é uma pessoa ruim, ela é uma pessoa amargurada. Ela tinha inveja de sua mãe, mas a amava apesar de tudo. 

Harry Potter: Como pode ter tanta certeza disso?

Amélia Black: Eu te disse, bobo. Minha história com sua mãe é parecida com a de Sirius e James. Claro, um pouco mais calma. Eu era a princesinha dos papais, a filha perfeita. Minha mãe me criou para ser uma princesa supremacista, alguém preconceituosa e mimada. Mas, por obra de Merlin, eu sempre fui uma princesinha astuta e rebelde. Na maioria das vezes, fugia para a casa dos Evans sem que meus pais soubessem, seus avós maternos faziam os melhores biscoitos do mundo. 

Harry ficou um pouco pensativo. Ele achava o máximo Amélia ser tão diferente dos pais, mas como isso foi possível? Seus avós eram trouxas, assim como sua mãe que era uma nascida trouxa, como essa amizade pode ter dado certo se ela foi criada por mãos supremacistas? 

Harry Potter: Mas o que te fez ser assim? Diferente de seus pais, sabe? 

Amélia Black: Eu me apaixonei por um mestiço. Claro, eu já tinha o exemplo de Regulus e Sirius, mas aos quatorze eu me apaixonei por um mestiço. Ele não era lá um dos caras mais corretos do mundo bruxo, mas isso me fez enxergar bem mais além.

Harry Potter: Que legal. Então você teve uma história de amor tipo o meu pai e a minha mãe? 

Amélia Black: É, na verdade não. Quer dizer, eu podia ter tido se não tivesse fugido, mas não foi o que aconteceu. 

Harry Potter: Puxa.. sinto muito. Eu não queria entrar nesse assunto, desculpa mesmo. 

Amélia Black: Não faz mal, querendo ou não faz parte do meu passado, consequentemente conta parte da minha história. Às vezes ainda acho que não sou digna do seu perdão, sabia? Você não tinha obrigação nenhuma em me aceitar.

Harry Potter: Fala sério, você é minha madrinha. Eu entendendo o seu lado, você estava desolada e com raiva, acho que eu faria o mesmo. 

Amélia então sorriu. Harry era um menino tão fofo e doce, era capaz de perdoá-la até quando ela mesma não se auto perdoava.

Harry Potter: Maaass, acho que eu te perdoaria mais ainda se me contasse uma historinha a mais. - Disse de maneira sapeca, claramente brincando com Amélia. Ela então riu do afilhado, esperando com que ele continuasse. - Eu me lembro de você falando sobre um certo trio… Você, minha mãe e o professor Snape. Vocês eram tão amigos assim?

Amélia Black: Harry, Harry. Está me pedindo para contar sobre o passado do professor Snape?

Harry Potter: Jamais, estou perguntando do seu, madrinha. Se ele faz parte dele, é uma mera coincidência. 

Amélia Black: Garoto, você é idêntico ao seu pai. - A audácia de Potter fez com que os dois rissem de maneira divertida. - Você sabe que se eu pudesse contar, eu contava. Severus é uma pessoa muito reservada, eu não tenho o direito de chegar aqui e abrir a boca sobre uma parte de seu passado. Pode ser bem doloroso para ele.

Harry Potter: Doloroso? Como assim doloroso?

Amélia Black: Harry. - Repreendeu-o apenas com o olhar, ela rapidamente entendeu que era uma tentativa de lhe extorquir mais respostas. - Algum dia eu poderei lhe contar essa história, mas esse dia não é hoje. Além do mais, sei bem que você não é o fã número um dele. 

Harry Potter: Não é minha culpa se ele me odeia. 

Amélia Black: Ele não te odeia, ele só é um carrancudo. 

Harry Potter: Claro, acredito muito nisso. 

Como era de se esperar, os dois enrolaram um pouco por ali sentados, compartilhando um pouco mais sobre suas vidas. Harry contou a Amélia o interesse romântico que tinha em Cho-Chang, uma corvina, e recebeu alguns conselhos amorosos. Não que a madrinha fosse uma expert em relacionamentos, mas de fato tinha algumas dicas para dar. 

Cerca de quinze minutos depois, já estavam voltando para o castelo mágico. Não estavam longe, mas era uma pequena caminhada até chegarem ao amianto mágico. Conversavam tranquilos durante todo o percurso. 

Amélia Black: Não marque nenhum compromisso para amanhã depois da aula, vamos ao Beco Diagonal. Darei meu jeito com Dumbledore, precisamos comprar a sua roupa para o baile.

Harry Potter: Hm, tem certeza? Não sei se encontraremos alguma coisa que eu goste.

Amélia Black: Fala sério, iremos às compras. Vamos achar algo esplêndido para você, eu prometo. E outra, preciso da sua opinião, costumo ser indecisa com meus vestidos. 

Ao final, Harry concordou em participar do passeio que dariam, mas só se pagasse por suas vestes. É claro que Amélia só concordou para que conseguisse arrastar o moreno consigo, mas definitivamente daria um jeito de não deixar com que isso acontecesse.

Era uma Black, às vezes podia ser persuasiva. Chegando até Hogwarts, cada um seguiu seu caminho, após Amélia ter dado um rápido beijo na testa do menino. Optou por sentir um pouco o geladinho vento dançando entre seus cabelos, entrando no castelo depois de cinco rápidos minutos. Estava prestes a enfrenar um longo dia, e encarar Severus cara a cara depois de tudo, seria a pior parte dele.


Notas Finais


Heey, por hoje é só. Mais uma vez, prometo não demorar tanto para trazer o próximo, mas infelizmente não prometo que será rápido também. Peço por favor para que vocês me deem um feedback por aqui, se puderem, seja comentando ou até mesmo favoritando a história! Nos vemos em breve, espero que tenham gostado, beijinhos! <333


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