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História Waiting for the End - Capítulo 7


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Notas do Autor


Aqui nós voltamos ao começo em que Ben está no funeral do Han e recebe uma visita.

Capítulo um tanto triste :( mas o próximo será mais alegre.

Capítulo 7 - Leave Out All the Rest


– Você?!

 

Ben Solo deu alguns passos para trás. Não queria vê-la agora. Qualquer coisa menos ela.

 

– Desculpe… me informaram que você estaria aqui… – disse Rose Tico. – … posso ir embora, se preferir.

 

– Não… eu…

 

Ben não sabia o que lhe dizer. Queria que fosse embora pois o lembrete do seu fracasso era doloroso, mas não podia simplesmente expulsá-la.

 

– Quer entrar? – convidou por fim.

 

– Não posso me demorar, minha família está me esperando. – ela deu uma pausa. – Vim apenas lhe agradecer.

 

– Me agradecer? Pelo quê?

 

– Você foi um bom médico para a minha irmã, e a enfermeira Phasma me contou o que tentou fazer por ela. Sou muito grata.

 

– Rose, você não entende… é minha culpa que sua irmã esteja morta.

 

Rose balançou a cabeça.

 

– Você fez o que pôde, Dr. Solo, mas ninguém é um deus.

 

– Eu não ajudei meu pai quando ele precisava. – Ben confessou. – Ele morreu, e depois sua irmã morreu, e foi tudo minha culpa. Eu não deveria ser médico.

 

Ela segurou suas mãos e olhou diretamente para seus olhos.

 

– Você é uma boa pessoa, Ben Solo. – disse com um sorriso. – Uma boa pessoa não é uma pessoa perfeita, é uma pessoa que reconhece seus erros e tenta melhorar suas atitudes.

 

– Não posso trazer sua irmã de volta.

 

– Não… mas você pode salvar outro alguém… e esse alguém pode ser você mesmo.

 

Rose deu um aperto em suas mãos e soltou-as. Ben a observou enquanto ela voltava para o carro em que veio. Começou a chover.

 

 

**

 

 

Não se lembrava da última vez em que esteve naquele quarto. Evitava o quarto de seus pais mesmo quando era criança.

 

– Você queria me ver?

 

Leia virou-se ao ouvir a voz do filho. Estava sentada na cama mexendo em algo nas gavetas do criado-mudo. Ela não pareceu ficar abalada com a presença dele, mas dificilmente Ben encontrava Leia numa aparência que fosse menor que solene.

 

– Sim, gostaria da sua ajuda.

 

– Não vou carregar caixão algum, se é isso que pretende me pedir. Já basta ter matado o homem, ainda tenho que me livrar do corpo?

 

Ela suspirou.

 

– Você não o matou, Ben. Não mais do que eu o matei.

 

– É, você foi uma esposa e mãe horrível. Ausente, fingindo não ver os problemas… valeu a pena sacrificar sua família pela sua vida confortável no senado?

 

– Você quer me machucar, eu sei… e talvez eu mereça… mas minha vida no senado foi tudo menos confortável, Ben.

 

Ele cruzou os braços.

 

– Você quer ajuda com o quê?

 

– Meu discurso… pode ver se está bom?

 

Leia mostrou-lhe um pedaço de papel. Ben achou graça.

 

– Mesmo? Será que a grande Leia algum dia fez um discurso que não foi bom?

 

– Por favor, veja.

 

Contrariado, Ben apanhou o pedaço de papel e viu que não era um texto escrito. Era uma foto deles. Han e Leia como um jovem casal, seu filho ainda bebê, e até o antigo cachorro deles, Chewbacca, que já havia morrido muito tempo atrás e Ben quase não se lembrou dele.

 

Ben viu a esperança no rosto do jovem casal e sentiu por eles. Mesmo que tivessem sido péssimos pais. Naquela época eram apenas jovens como ele, cheios de futuro, mas agora já sabiam como aquela história havia acabado. O bebê foi particularmente doloroso, pois sabia que era ele mas não conseguia enxergar-se naquela criatura pequena e inocente. Ele poderia ter sido qualquer coisa. Poderia ter sido um gênio, um herói, um anjo. Mas era apenas Ben Solo.

 

Caiu no chão e começou a chorar abraçado às pernas da mãe. Queria que aquilo acabasse. Queria que a dor fosse embora para sempre. Queria ter aquelas possibilidades de novo. Queria nunca ter nascido. Queria qualquer coisa que não fosse o que tinha agora.

 

– Mamãe… – disse em meio ao choro.

 

Leia colocou a mão em sua cabeça e acariciou seus cabelos. Ficaram assim por vários minutos, Ben acreditou que estava perdendo o juízo pois nunca chorou tanto antes. Mas como tudo na vida, os prantos também acabaram e sobraram apenas alguns soluços.

 

– Você é o nosso maior orgulho, Ben. – Leia falou. – Não percebemos na época, mas você é.

 

– Sou um fracasso, mãe.

 

– Você é um sobrevivente. Nunca é fácil, mas você ainda está aqui conosco.

 

– Acha que o papai ainda estaria aqui se eu o tivesse ajudado?

 

– Quem sabe? Sim, deveríamos tê-lo ajudado. Mas talvez nossa ajuda não fosse o suficiente. Seu pai era um homem difícil… sinto falta dele.

 

Ben assentiu. Lembrou-se das piadas sem graça de Han Solo, e de como ele era prático e direto. Também sentia falta dele. Percebeu que sentia falta de todos eles. Sentia falta das lembranças que nunca teriam. Sentia falta de uma família.

 

– Vamos. Precisamos nos despedir dele.

 

Leia segurou a mão do filho como se ele ainda fosse uma criança e os dois saíram do quarto sem dizer mais nada. Ben segurou a foto com força durante todo o resto do funeral.


Notas Finais


Uma curiosidade engraçada: Não sabia qual título colocar no capítulo, mas vi aquele filme "Crepúsculo" e essa música toca nos créditos finais então por isso escolhi ela :x

Gente, o próximo capítulo será o último. Espero que tenham gostado da história. Não sei se ficou boa ou não porque nunca escrevi nada não-linear antes. Também foi muito difícil de escrever (emocionalmente falando), mas acho que essa será minha última fanfic de Star Wars então fico feliz que tenha sido com o Kylo Ren/Ben Solo porque uma das minhas primeiras fanfics foi com ele também e esse personagem é muito bom de se escrever.

=***


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