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História Wake up - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olaaaaa! Repostei esse capítulo por querer adicionar mais algumas coisinhas nele, então... Boa leitura!!

(Se você não quiser ler a mesma parte, leia depois do *****)
Desculpa por qualquer confusão. U.u

Capítulo 2 - Chapter I


Fanfic / Fanfiction Wake up - Capítulo 2 - Chapter I


(Aconselho ler as notas iniciais!)



Acorde. Por um mundo novo.


Abriu os olhos lentamente. Estava totalmente coberto pelo lençol fino da cama de casal, fazendo colocar o rosto para fora logo assim que acordara. Nunca havia dormido tão bem como essa noite, a cama parecia ter lhe engolido e sugado todas suas dores no corpo, se sentia rejuvenescido. 

Olhou pelo quarto e viu três sombras através da visão turva pelo fato de ainda estar acordando, e o sol que entrava no quarto pelo janelão aberto não ajudava. Finalmente quando conseguiu reconhecer quem estava ali, sorriu de imediato; sua amada mulher, sentada em uma poltrona junto com seu filho e de companhia, a nova rainha e esposa de Tristan. Aquela era sim uma das cenas mais lindas que já vira em toda sua vida, assim como todas elas incluíam Elizabeth ou Tristan.


Olhava as feições calmas da antiga rainha de Liones, algumas mechas fugindo do coque frouxo na cabeça. Era incrível que, com o passar dos anos - milhares de anos - continuava a amando cada dia mais. 

A velhice podia os ter atingido, mas continuavam amando como bobos apaixonados igual antigamente.


Encarava sua mulher observando seu filho. O homem sorria apaixonado para sua dama grávida, não pode deixar de sorrir também.


Neta. Eles iriam ter uma neta e futura rainha de Liones. Não conseguia raciocinar direito isso, mesmo depois de quase nove meses.

Tudo lhe parecia um sonho: estava casado com a mulher que amava, havia um filho com ela e agora, um neto. Parecia um sonho e, caso fosse, ele não queria nunca mais acordar.


Nem percebeu quando os olhares dos três caíram sobre si, muito menos percebera a expressão incrédula de ambos.


Meliodas? — Ouviu a voz de sua amada, fraca. 


— Sim, meu amor? Bom dia. — Bocejou e então sorriu. — O que foi? — Passou as mãos pelo rosto e por toda a cabeça. — Bom, pelo menos não virei um bicho de três cabeças! — Brincou.


E então toda sua felicidade fora substituída por preocupação ao ver lágrimas descendo do rosto de Elizabeth, que apertou o peito com as mãos, como se sentisse dor.


Elizabeth?! — Desesperou-se. Correu até sua amada e se agachou receoso em frente ao corpo dela, com medo de encostar um dedo nela e machucá-la. — O que foi, Ellie? 


Tristan que estava tão calado se pronuncia, com nervosismo transparecendo. — Pai, você está… bem? Está sentindo alguma coisa?


— Que pergunta é essa? Eu estou ótimo! — Seu filho apontou para o lado e ele seguiu com olhar, parando só quando viu seu reflexo no espelho.


Não conseguia explicar o que sentia, apenas… sentia? Pavor era o mais certo a se dizer, medo também. 


Meliodas estava com medo.


Por que ele aparentava estar tão novo? O que estava acontecendo? Seu sangue gelou.


Que merda é essa… — Seu peito ardeu com a dor, o medo transbordando por seu corpo, transparecendo em seu olhar arregalado. 


— Eu sabia… eu devia ter acreditado! — A voz de Elizabeth o acordou do transe, ele apenas a encarou apavorado. — O sonho que tive ontem à noite, não era algo para ser ignorado… eu devia ter feito algo… 


E então se lembrou das vozes de seu sonho. 


— Isso não poderia ser… não, não. Eu a desfiz, Elizabeth. — Riu, querendo que fosse um pesadelo bobo. — Eu realmente desfiz! Eu matei meu pai! Não teria como ser restaurado! Eu não posso passar por tudo isso de novo… não podemos! 


Meliodas… — Encarou os olhos chorosos de sua amada, e então fechou os punhos. Isso não podia estar acontecendo, não de novo. 


— Pai, está tudo bem se eu chamar os pecados? Acho que eles podem ajudar em algo. — Meliodas balançou a cabeça em afirmação, e assim Tristan e a rainha saíram do quarto, deixando Elizabeth e o loiro ali.


Sua garganta doía, queria gritar tudo que sentia naquele momento contra o mundo, mesmo que não fosse ter nenhuma resposta digna no momento.

— Elizabeth-


Meliodas... — a mulher o interrompeu, e o encarou, olhos azuis se transformando em um amarelo fosco. — Eume desculpa. — Foi só isso que ela conseguiu dizer antes de se levantar e abraçar o loiro com toda sua força, antes de voltar a chorar.


Ele não conseguia dizer nada, sua garganta não deixava a voz sair. Ele queria acordar.


Mas ele simplesmente não conseguia.







Os portões foram abertos para os sete pecados capitais, que foram apressados até onde o antigo rei e rainha estavam.


— Capitão, Elizabeth! — Diane chamou, e viu os dois abraçados na cama, envolvidos por um lençol fino.


Fiquem quietos, ela acabou de dormir. — O loiro sussurrou, não olhando para o barulho que vinha da porta. 


— Tristan nos chamou, dizendo que era urgente e que precisava dos sete pecados capitais reunidos. — King apertou a mão de Diane, que retribuiu o aperto ansiosa. — Ban não pode vir por estar velho demais, Elaine não quis sair de perto dele… Gowther e Merlin disseram que viriam mais tarde. Eu e Diane somos os únicos que conseguimos vir.


— Capitão, por favor. Nos diga o que aconteceu! — Diane pediu nervosa, tinha medo de algo ter acontecido com seu capitão ou com sua melhor amiga, não conseguia pensar em outra coisa se não isso.


E então, meliodas saiu debaixo do lençol, revelando a aparência juvenil de anos atrás. O olhar ofuscado por um vazio e temor assustaram o casal na porta, assim como a aparência do loiro também o fez.


— Meses atrás você estava tão velho… como isso pôde acontecer? — Perguntou Diane, incrédula.


Meliodas riu fraco e logo sentiu a raiva querer comandar seu corpo, mas não deixou. — Eu acordei assim, logo após ter um sonho parecido como uma profecia ou algo do tipo. Elizabeth teve o mesmo sonho.


— Então ela também…?


— Não, eu fui o único que rejuvenesceu aqui. — Apertou os punhos.


— Meliodas, você está querendo explodir… Por favor, tente se acalmar. — Pediu King, dando um passo a frente para perto da cama. 


— Não tem como me acalmar, King. — Disse entredentes, apertando os punhos. — Está tudo acontecendo novamente.


— O quê? — o Rei das fadas indagou, confuso.


E então usou o poder do rei dos demônios e logo os símbolos acima da cabeça de Elizabeth e Meliodas apareceram, duas bestialidades horrendas.


O casal encarou os símbolos sem acreditar, a ficha caindo aos poucos. 


— Isso é impossível! 


Diane sentiu as lágrimas virem com fervor e logo percorrerem seu rosto, sem fim. Sentia dor em seu coração pelos seus amigos, eles não mereciam sofrer mais do que já sofreram por milhares de anos… 


— Diane! — King exclamou quando sua mulher caira no chão do quarto, em um baque surdo. — Capitão, você tentou quebrá-los? Como fez da última vez. — O loiro assentiu.


— São restaurados. — Riu sem humor. 


Silêncio perdurou por alguns minutos, pareciam não ter coragem de falar nada, apenas se encararam e King não conseguiu se segurar e sentiu pena. O rei das fadas suspirou e então falou:


— Nós vamos resolver isso, Capitão. Eu farei o possível para ajudar.


— Nós faremos! — Exclamou Diane, com a voz rouca pelo choro. — Eu farei de tudo para meus amigos terem paz e serem felizes de novo. 


King sabia que era sortudo de ter Diane como mulher ao seu lado, não pode deixar de sorrir para a morena.


Meliodas respirou fundo e olhou para o janelão do quarto, observou a paisagem distante do reino e o aperto no coração voltou.


— Obrigado por isso. — Sorriu fraco. — Peça para Tristan disponibilizar alguns quartos para vocês ficarem por um tempo, iremos começar a pesquisa quando o restante chegar.


A verdade era que ele não queria mais nenhuma aventura, apenas queria passar seus últimos momentos com Elizabeth.


Mas isso agora era impossível para ele.



************



Parecia ser um sonho muito maldoso que seu inconsciente criara para si, mas… a verdade é que tudo aquilo era real. Estava cansado de cair em pensamentos e pensar que era uma mera ilusão que sua mente criara e, quando olhava sua paixão adormecida em sua cama, uma dor imensurável preenchia seu peito. Essa era sua confirmação da realidade.


Sentou-se ao lado de Elizabeth na cama, passando suavemente os dedos pelo rosto da mulher, fazendo um carinho suave na pele marcada de linhas de expressão pela idade.


Lentamente a antiga rainha abriu os olhos, revelando as íris das deusas e o coração de Meliodas se comprimiu em dor.

Ela encarou o loiro e segundos depois sorriu.


Encarou aqueles olhos que tanto ama, que o hipnotizou na primeira troca de olhar e aquela não seria a última. 

Seu rosto, por mais que houvesse um sorriso em seus lábios, era apenas dor, tristeza, vazio; ele desejou que fosse o contrário, como três mil anos atrás.


"Nossa dor não se foi ainda, por mais que achasse que tinha. Dessa vez, eu irei libertá-la de nossa dor... Nem que eu tenha que sacrificar os mundos para salvar a minha razão de viver pela eterna última vez."


— Como você está? — Sussurrou.


Meliodas riu falso. — Acabado, eu diria. — Olhou sofrido para a esposa.


Ela levantou a mão até o rosto do loiro e acariciou, vendo o marido empurrar a face contra sua palma, aceitando o carinho de bom grado. — Nada disso é culpa sua, apenas quero que saiba disso. 


— Eu sei.


— Mas não parece confiante e nem acreditar no que digo. — Suspirou.


— Eu sei… — O loiro fez uma careta de dor e apertou levemente seu peito. — Eu não quero acreditar, Elizabeth. Eu não quero que toda a dor volte novamente, eu não quero que esse inferno aconteça de novo, eu… — Fechou os olhos com força, fazendo com que lágrimas finas escapassem de seus olhos. — Eu não quero perder você…


A mulher sorriu e o abraçou, enfiando o rosto no pescoço do marido, sentindo o cheiro agradável do loiro. — Mas você não vai… Eu vou estar aqui. — Colocou a mão em cima de seu peito. — Sempre.


E esse foi o ápice. O loiro desatou de chorar no ombro de Elizabeth. Sua garganta doía pelo grupo preso e pelos soluços contidos… Sentiu-se cansado, mas não a soltara do abraço. Não queria deixá-la. 


Nem percebeu quando os outros restantes chegaram. 


Os pecados observavam a cena da porta do quarto dos amigos amaldiçoados. Todos eles podiam sentir uma pitada de dor em seus corações, mesmo aqueles que não eram próximos suficientes.


Meliodas sentia seu corpo formigar, seu poder parecia querer assumir controle, mas ele seria forte. Por ela. 


— Meliodas. — Merlin começou, mas aquietou-se quando recebera um olhar do garoto. 


Ele precisou se recompor por um tempo até soltar sua mulher e ir em direção ao pecado da Gula. — Eu só quero que me responda uma coisa, Merlin... — Ele se aproximou da mulher. — Foi você quem fez isso?


Houvera segundos de silêncio, para então a morena balançar a cabeça, negando. — Dessa vez não, Meliodas. Já suspeitava disso, mas eu posso prometer que eu não faria mal algum à você, muito menos à minha irmã. — O pecado da gula teve uma mudança de comportamento, mudando de calmaria para nervosismo em segundos. — Tem algo que eu queria dividir com você, Meliodas.


— E o que seria? — Voltou para cama, ao lado de sua mulher. — Compartilhe com todos, não só comigo. Neste momento, todos nós somos um. — Suspirou e olhou para Elizabeth, que sorria para ele. — Diga, Merlin.


A mulher suspirou e assentiu, indo até a janela do quarto, agoniada. — Vocês se lembram do que aconteceu no lago mágico? — Olhou para Gowther e logo de cara o pecado entendeu. 


A magia do pecado da luxúria fora jogada em todos do quarto, relembrando o dia da derrota definitiva do rei dos demônios. 


— O renascimento do Caos. E o que você quer com isso? 


A mulher suspirou, cansada. Cruzou os braços e encarou todos ali um a um, com cautela. — Depois que nos separamos, eu fiquei ao lado de Arthur, estudando ele e seu poder. — Passou a mão pelo rosto, massageando as têmporas. — Um mês atrás eu fui atacada, e quando acordei após isso, estava sozinha. 


— Você foi atacada?! É praticamente impossível, você tem sua magia! — Gritou Diane, incrédula. — Você consegue derrotar qualquer um de nós com sua inteligência e poder mágico, como foi nocauteada tão fácil assim?! 


— Merlin age com a guarda baixa quando se está com Arthur. — Gowther falou, calmo. Os pecados encararam o garoto de óculos, sem nem perceber a mulher na janela encolher os ombros.


— Continue, Merlin. 


— ...Arthur desapareceu. Eu estou tentando procurá-lo, mas até o momento não encontrei nem um vestígio de sua magia.


Todos a encararam, nervosos e inquietos. Ninguém resolveu dizer algo sobre a notícia azarada do pecado da Gula.


— Eu peço ajuda, capitão. Eu não posso perdê-lo.


Meliodas desviou o olhar por alguns segundos, indeciso. — Sinto muito, Merlin. Mas eu não posso ajudar. — Respirou fundo, encarando a parceira de equipe. — Eu tenho algo importante a fazer no momento, que é salvar Elizabeth de renascer e sofrer por décadas novamente. A minha prioridade é salvá-la, e eu não quero discussões.


— Meliodas, eu entendo você! Eu realmente entendo. — A mulher mordeu os lábios em nervosismo. — Mas isso é pior que você imagina. Arthur desaparecido é estar despreparado para encarar o fim do mundo! Caos não é algo que se deixa andando por aí! 


— Meliodas. — King se pronunciou. — Eu sei que você não quer que Elizabeth caia na reencarnação eterna novamente. Mas o mundo não estará em equilíbrio com o inimigo livre por aí, não sabemos como o ambiente está reagindo ao seu poder; ele pode estar destruindo tudo por onde anda, simplesmente por não ter controle do próprio poder ainda.  


O loiro trincou os dentes, irritado. Sabia como o desaparecimento de Arthur era literalmente caótico para o mundo. Ele não queria ignorar isso, mas a única coisa que realmente lhe vinha em mente era Elizabeth.


Olhou para Elizabeth, a cabeça da mulher estava abaixada, pensante.


— Meliodas — Ela o chamou, levantando o rosto e encarando os olhos esmeraldas. — Vocês deviam ajudar Merlin. É de milhares pessoas que estamos falando. 


— Eu já disse que você devia ser um pouco egoísta quanto à isso… — Riu, sofrido. — Você tem certeza?


Elizabeth balançou a cabeça em confirmação, convicta. — Acredito que Arthur seja a resposta para tudo.  — Ela sorriu.


Estava receoso sobre, mas confirmou. Pegou a mão de Elizabeth e apertou, deixando um carinho simples nas costas. — Okay, Merlin. Nos diga o que fazer, mas daqui eu não saio. — A maga sorriu com a última frase do capitão.



Notas Finais


Até a próxima!


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