História Wake Up - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Lord Voldemort, Nymphadora Tonks, Personagens Originais, Severo Snape
Tags Harry Potter, Severo Snape, Ss/oc
Visualizações 92
Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


I'm here guys!! Sorry pela demora, espero que não tenham desistido da minha fanfic, bem, nesse capítulo vocês conhecerão uma nova personagem
*Prestem atenção aqui rápidão*
1. No próximo capítulo, o prólogo será embutido, vão se passar uns meses desde o ocorrido do capítulo de hoje.
2. Veremos Hogwarts sim, mas talvez no capítulo quatro ou cinco.
3. A Ravena não é uma bruxa como os outros na saga, vocês vão descobrir os poderes dela aos poucos.
4. Leiam e enjoy!!

Capítulo 3 - Nice to meet you, Mr. Snape


Há uma felicidade demasiada em pessoas de idade, ou por conta de remédios ou por nostalgia. Essa felicidade contagia, os sorrisos em boquinhas murchas e nos olhos vívidos e sofridos. A pele fina e sensível, o assunto mais aleatório, risadas gostosas, carinho em forma de palavras.

Esses idosos me inspiram, porém eu não consigo me deixar inspirar, não tenho capacidade para iniciar algo, não sou capaz de dar um impulso. Talvez eu tenha me acomodado.

Enquanto andávamos pela cidade eu pensava no homem de vestes negras e no seu sorriso contido. Eu parecia vê-lo em qualquer lugar, nas lojas que os idosos entraram, na lanchonete, nas ruas...

— Custa seis libras senhorita. — uma linda jovem disse.

Saí de meus devaneios. Dei uma leve revirada de olhos, a Sra. Morgan estava comprando uma echarpe rosa em um brechó.

— Sra. Morgan, a senhora comprou uma idêntica à essa na semana passada, não se lembra? — perguntei para ela acariciando sua pele macia.

— Esta é rosa, tenho certeza que a outra é violeta, são diferentes. — ela teimou olhando para a moça do caixa.

E eu tenho certeza que não, a moça também. Mas não gosto de discutir com pessoas que têm Alzheimer, aliás, o asilo nos fornece dinheiro para comprármos coisas para os velhinhos, não sai de mim.

— Está bem.

Tirei o dinheiro do bolso e entreguei as seis libras para a moça. Que me sorriu de um jeito bastante... estranho.

— Obrigada e voltem sempre. — falou com uma leve piscadinha.

Acenei com a cabeça e deixamos o brechó. Sorri com o tamanho da indiscrição da garota do caixa, mas me pareceu diferente me sentir desejada, mesmo que ficar com garotas não seja a minha praia.

— Jeany, posso ser liberada mais cedo? Tipo agora? Tenho que pegar algumas coisas minhas na casa do meu tio. — pedi para a coordenadora do asilo.

Ela me olhou torto.

— Tá, tá, tudo bem. — ela disse não muito feliz.

— Obrigada. — falei de deixei o local.

Eu entendia o porquê da Jeany agir assim, ela sempre me diz que sou a melhor cuidadora e acha que os outros não dão conta sem mim, uma bobeira! Qualquer pessoa — que seja bondosa — pode cuidar de velhinhos com carinho.

Peguei o meu "carro" na garagem do asilo e dirigi despreocupadamente, o rádio tocava a minha música favorita do Elvis, Can't Help Falling In Love e eu cantava a todo vapor, batucando os dedos no volante. 

Meus olhos estavam focados na rua, mas uma figura me chamou atenção, o cara que entrou no pub essa manhã estava na calçada, eu tinha certeza que era ele.

Parei o carro à uns metros dele e observei, até que ele se virou e me viu, desviei o olhar na hora, então, quando pensei ser seguro olhar outra vez, ele não estava mais lá.

— Como? — eu sussurrei.

Saí do carro e olhei em volta, não havia sinal dele, apenas pessoas me encarando bem estranho. Ele realmente não estava andando por aí, eu que devo ter visto coisas.

Voltei para o carro e segui o meu rumo. Entrei na casa do meu tio, fui até o meu antigo quarto e peguei as últimas caixas que deixei lá, levando de uma a uma para o carro. Quando faltava só uma, eu ouvi vozes na cozinha, pareciam estar conversando, e não era tipo, voz de adultos, eram vozes finas e agudas, como se fossem de crianças ou de algum velho que tem problema.

— Quem está aí? — eu gritei pegando um abajur da sala de estar e indo direto para cozinha.

Ouvi um estalo e estanquei na porta, estava com um certo medo.

— Vamos lá Ravena! — me encorajei.

Entrei na cozinha pronta para atacar seja lá quem estivesse ali, mas não havia ninguém, procurei até dentro dos armários e não encontrei nada.

Acho que realmente estou vendo coisas hoje. Levei a última caixa até o carro e dirigi até minha casa, ainda era 7 p.m., mas eu preferi tomar um banho e relaxar. Tinha um longo dia para trabalhar no pub, e de alguma forma eu senti isso, o dia seria diferente.

Cheguei em "casa" e Lyn — minha melhor amiga que achei por aí, sério mesmo, logo que voltei para Londres à encontrei na rua, perdida, ela era tão bonita e amigável que não consegui deixá-la sozinha, entregue à própria sorte — ainda não tinha chegado, aproveitei o tempo sozinha para tomar um banho quente bem demorado. Coloquei apenas um roupão sem nem ao menos me enxugar e fui para a cozinha comer, peguei um pedaço de lasanha e suco de morango.

— O que tem de errado contigo? — Lyn perguntou, aparecendo na porta da cozinha.

— Porra Lyn! — eu gritei de tanto susto.

Ela riu. E eu ri junto, não tem como não rir quando Lyn está rindo, ela ri com tanta fofura e classe, que é impossível não se juntar à ela.

— Aimeudeus! Você não regula bem Raven. — ela disse se abanando.

— Eu que não regulo bem? Foi você quem se espreitou por aí e me deu um baita susto! — apontei.

Ela revirou os olhos. Dei de ombros e peguei meu lanche, indo para a sala. Lyn me seguiu, observando-me.

— Me diz o que aconteceu, você está meio estranha. — falou se sentando na poltrona oposta à mim.

Eu não entendia como Lyn consegue perceber coisas pequenas em tão pouco tempo, nem parece que é oito anos mais nova que eu.

— Como assim? — indaguei.

— Você saiu cedo do asilo para pegar as caixas na casa do seu tio sendo que ele disse que traria para você no fim de semana, ah, e ficou umas duas horas no banheiro, desde quando eu cheguei você estava lá e nem sequer me ouviu!

Bufei. Queria saber aonde ela arrumou o roteiro da minha vida.

— Tá bom. — ela sorriu vitoriosa. — Não é nada muito grandioso, mas sabe, hoje entrou um cara muito diferente no pub, ele era tão... misterioso. 

— E... — Lyn incentivou.

— Eu não o atendi, hoje tinha passeio com os idosos. Quando eu estava indo para a casa do tio Albert, juro que vi o homem do pub, mas quando saí do carro ele tinha sumido, foi estranho. — ela continuou ouvindo. — Na casa do tio Albert eu ouvi vozes, e estavam conversando entre si, mas não havia ninguém lá.

Ela tomou um gole do meu suco e me encarou.

— Isso foi muito estranho.

— Sem dúvidas alguma.

— Mas e aí... esse macho, como ele é? — Ela fez uma carinha de desgosto.

— Suponho que seja como qualquer outro, mas tem algo a mais nele, que eu quero descobrir.

— Você sabe que isso normalmente dá errado, não sabe? Raven, você não precisa ficar procurando por macho, sempre diz que parece ser diferente, mas é sempre um cara idiota que só quer fuder com você e com a sua vida!

Lyn praticamente me bateu com essas palavras, fechei os olhos por um segundo.

— Pare com esse ciúme bobo Lyn, por favor. — pedi.

Era sempre assim, ela começa querendo ajudar mas o "sentimento" dela por mim fala mais alto.

Não precisei olhar para ela para saber que seus olhos estavam marejados. Ela se levantou e saiu da sala e me deixou sozinha, me senti um lixo.

Subi para o seu quarto e abri a porta, ela estava sentada na cama lendo algum livro de Jane Austen. Me sentei perto dela e ela fingiu não notar.

— Ei, Lyn, olha para mim.

Ela não me olhou. Revirei os olhos. Segurei o seu queixo obrigando a me encarar, mas sem forçar muito.

— Eu te amo Lyn, sabe disso, não sabe? — falei e dei um selinho em seus lábios.

Ela fechou os olhos e se inclinou mais, mas eu me afastei.

— Odeio quando você faz isso. — ela reclamou com um sorrisinho.

Eu quase sempre faço isso, é algo como um sinal de amizade, bom, para mim é.

— Não, você gosta. — eu disse. 

Ela revirou os cintilantes olhos azuis e se deitou na cama. 

— Dorme comigo hoje.

Lyn fez um biquinho com os lábios finos e eu não consegui dizer não.

— Tudo bem, mas é só dormir mesmo. — falei me deitando na cama, estava muito exausta.

— Obrigada. — ela disse e apagou a luz do abajur.

Dormimos abraçadas, mas durante a noite, como sempre, jogávamos nossas pernas sobre a outra sem perceber.

                          ***

Acordei sobressaltada, as duas pernas de Lyn estavam sobre as minhas e eu fiz um esforço enorme para tirá-las de mim, e recebi resmungos ainda. Corri para o quarto e vi que já era 9:30 a.m., me arrumei às pressas e dirigi um tanto rápido até o pub.

Entrei pela porta dos fundos e fui direto para o banheiro, meus cabelos curtos estavam um lixo e a franja mais bagunçada ainda, então os amarrei em um rabo de cavalo, joguei um pouco mais de água no rosto e sequei com cuidado. Eu não estava apresentável.

Fui para a bancada do pub, Lena me direcionou um olhar reprovador.

— Me desculpe. — falei baixinho.

Olhei para o relógio e marcava 10:00 a.m., não estava tão atrasada assim! O pub abre às 09:00 a.m..

O sininho da porta bateu e olhei imediatamente, era o cara de ontem. Ele se aproximou do balcão e se sentou de frente para mim, seus olhos pernetraram nos meus de uma forma que eu me senti perdida em uma onda escura.

— Eu sou Ravena. O que eu posso fazer por você? — perguntei quando encontrei voz.

— Eu gostaria de café com gotas de chocolate, por favor. — pediu, me encarando, ele nem havia pedido o menu.

Que voz é essa meus deuses??

— Ah, certo, já vou trazê-lo. — eu falei e fui direto para a cozinha.

Eu nem percebi que eu estava com calor, mas a temperatura parecia ter subido em minutos! Preparei o café e coloquei as gostas de chocolate em formato de flores, como sempre faço.

— Aqui está. — eu disse, entregando o café e o observando.

Ele franziu o cenho ao olhar para dentro da caneca, mas não disse nada, apenas a levou de encontro aos lábios finos e tomou o café. Eu o encarava descaradamente e ele percebia isso, porém não disse nada.

— Humm... é, hoje está fazendo um belo dia não é? — falei quando ele voltou seus olhos para mim e os meus ainda estavam pregados nele.

O homem fez que sim com a cabeça, mas não me convenci disso, na verdade ele nem se convenceu da minha pergunta, quem pergunta isso em um dia frio em Londres?!

Eu percebi que o café estava acabando e eu rezei para que não acabasse, mas acabou, ele me pagou a quantia certa do café, o que eu achei estranho, mas me lembrei que ele veio ontem aqui. 

Quando seus dedos tocaram os meus eu tive relampejos estranhos, e me afastei rapidamente dele, que tinha o mesmo "sorriso" de ontem nos lábios.

— Obrigado. — disse.

— Eu que agradeço. — falei piscando os olhos.

Ele se virou para sair mas me inclinei sobre a bancada e puxei de leve a manga de seu sobretudo. O homem me lançou um olhar do tipo que diz "não encosta em mim querida".

— Não me disse seu nome. — falei com um sorriso de canto.

— Snape. — disse simplesmente.

— Snape. — eu repeti baixinho. — É um prazer conhecê-lo Sr. Snape.

— É um prazer conhecê-la também, Ravena.


Continua...


Notas Finais


Eae, o que acharam? Mereço comentários? Até mais e eh isso. Mwah 😘😘


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