História Walk me home - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Jaehyun
Tags Dojae, Dongyoung, Doyoung, Jaehyun, Jung Jaehyun, Kim Dongyoung, Nct, Nct 127
Visualizações 29
Palavras 1.140
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu escrevi essa historia inspirado no cover da cimorelli e pomplamoose da musica walk me home da pink
recomendo lerem enquanto ouvem a musica (o link esta nas notas finais pq nao pode link aqui)

boa leitura! ❤

Capítulo 1 - Walkmehome.mp3


Doyoung piscava os olhos rapidamente tentando focar no que seus pais estavam dizendo.

(Ou gritando).

Ele não sabia exatamente como tudo aquilo havia acontecido. 

Em um momento todos estavam sorrindo e conversando uns com os outros e no outro já eram ouvidos xingos serem direcionado a si e a "seu inimigo", ou pelo menos, era assim que seus pais o viam.

Ele via a fúria nos olhos de seu pai e via o quão decepcionada sua mãe o olhava.

Entretanto, não conseguia entender o porquê deles estarem fazendo isso. Ele não conseguia entender a cabeça deles e o porquê de haver toda essa rixa com a família do outro. Eles não haviam feito nada para eles.

Bom, pelo menos ele não via como grande coisa o fato deles não terem aceitado vender seus terrenos para a construção do prédio que seu pai tanto queria.

Pelo amor, tem tantos lugares para construírem e eles vão ficar putos com seus melhores amigos de infância só por conta disso????

Motivo idiota. Bem idiota, na opinião de Doyoung.

— Eu não sei como você foi capaz de fazer isso conosco, Doyoung! Nós demos tudo para você. TUDO. — Seu pai gritava. — Pagamos educação boa, pagamos aquelas aulas de canto que você queria tanto e todos eram contra, tambem pagamos as aulas de dança, te demos o carro que você queria e é assim que você nós retribuie?? Dormindo com um indesejado que só quer prejudicar a nossa família!

Abriu a boca para rebater.

— Nem adianta tentar dar um motivo. Você acha mesmo que não sabemos a quanto tempo vocês estão juntos? A quanto tempo você está nós enganando? Nós sabemos de tudo.

Aham, sabem tanto que até agora não descobriram que faz quase um ano que eu não moro mais nessa casa, nem uso mais aquele carro que "eu" queria. Pensou.

— Eu sabia que não deveríamos tê-lo adotado. — Seu pai se virou para sua mãe. — Eu falei que era para termos devolvido ele quando nós deram a oportunidade. Ele não merece essa vida. Ele não merece nada vindo de nós.

Ao mesmo tempo que ele sentiu suas pernas fraquejarem, sentiu uma mão segurar a sua e entrelaçar seus dedos. Olhou para seu lado vendo Jaehyun ali. Ele tinha um semblante bravo.

— Ele não merece essa vida mesmo. Não merece todo esse ódio que vocês jogam em cima dele. Ele merece todo o amor do mundo, coisa que vocês nunca conseguirão dar a ele. — Falou Jaehyun.

— E quem conseguirá? Você? — Seu pai debochou.

— Sim, pois eu sei apreciar a pessoa maravilhosa que ele é. O quão bondoso, generoso e incrível ele é. Coisa que vocês nunca conseguirão ver, pois estão sempre fechados nesse mundinho de vocês e nessa sua imaginação de vida perfeita.

Doyoung viu seu pai dar um passo para frente e o que o fez puxar Jaehyun para trás de si. Ele não deixaria o homem a sua frente encostar um dedo na pessoa que tanto amava.

Seu pai soltou um riso e os olhou debochado.

— Olha ele tentando proteger o namoradinho. Patético.

Sentiu o menino atrás de si fazer menção de que vai se mexer e o olhou, vendo que esses revirava os olhos ao perceber que fazia que não com a cabeça, indicando para este não fazer nada.

Jaehyun sempre forá uma pessoa mais temperamental.

Ele se lembrava exatamente de quando eram pequenos e ele provocava o menor de propósito, vendo-o rolar seus olhos e bufar irritado. Mas ele também se lembrava que depois ele abria um sorriso gigante e lhe abraçava forte.

Ele se lembrava das inúmeras vezes que o viu rolar os olhos pelas coisas que as outras crianças falam sobre o si e ameaçar ir "tirar" satisfação com elas. 

(Também conhecido como sair no soco.) 

Entretanto, ele acalmava o moreno e sorria falando que não se importava e minutos depois eles já estavam indo em direção a sorveteria favorita de Doyoung, rindo das bobagens que ambos falavam.

Também se lembrava de todas as vezes que seus pais gritavam consigo por coisas banais e ele via o moreno revirar os olhos e o tirar daquele lugar o levando até sua casa.

Ele amava como coisas simples como essas,  relacionadas ao outro, o lembravam de momentos bons, mesmo no meio de todo esse avoroço.

Sorriu de lado vendo o moreno revirar os olhos novamente e apertou sua mão afim de chamar sua atenção. O que deu certo, já que logo o maior o olhava.

Apontou com a cabeça na direção da porta e começou a correr o puxando pela mão.

Ainda ouvia os gritos de seus pais enquanto corria pela rua, mas ele não se importava.

A única pessoa que importava para si estava ali correndo do seu lado, com a mão segurando a sua.

Parou alguns quarteirões depois e colocou as mãos no joelho enquanto respirava ofegante.

Ficaram por alguns minutos apenas tentando regular suas respirações.

— Por que você saiu correndo assim? — Levantou seu olhar para o maior e o viu com o cabelo todo bagunçado, sorriu de lado.

— Não valia a pena ficar lá ouvindo eles falarem.

— Eu sei. — Suspirou. – É só que dessa vez eles realmente passaram do limite.

— Eles nunca tiveram um limite.

Jaehyun assentiu e o puxou pela mão, o abraçando. Deu um beijo na sua bochecha e se afastou apenas para o olhar, podendo agora perceber que Doyoung se encontrava com os olhos cheios de lágrimas.

— Por que você está chorando?? — Se desperou. — Não acredite no que eles disseram. Nada daquilo é verdade. Você é incrível e merece tudo de bom no mundo e nada menos que isso.

Doyoung soltou um risada baixa enquanto via o outro menino agora o olhar confuso.

— Eu não estou chorando porque acredito no que disseram. — Passava as mãos no rosto tentando secar as lágrimas que caiam ali.

— Então, por quê?

— É que enquanto corríamos eu percebi que eu finalmente estou livre deles. Eu finalmente vou poder respirar em paz. Nós finalmente vamos pode andar por ai de mãos dadas e fazer qualquer coisa que quisermos.

Jaehyun o puxou para um abraço mais apertado.

eu te amo. eu te amo. eu te amo. eu te amo. eu te amo. eu te amo. — sussurrava na orelha de Doyoung.

— Eu também te amo. Muito.

Jaehyun se afastou um pouco.

— Onde você quer ir agora? Na sua sorveteria favorita? Ou no parque?

Eu quero que você me leve para casa.

Por um momento Jaehyun o olhou confuso, mas logo percebeu o que ele queria dizer e sorriu.

Sua casa. Era assim que ele se sentia quando estava deitado nos braços do maior no apartamento pequeno que agora não era apenas de Jaehyun e sim dos dois.






Notas Finais




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