História Walk On Memories Chanbaek - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Drama, Exo, Romance, Tragedia
Visualizações 94
Palavras 1.498
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Explicações


Baekhyun andava de um lado para o outro em seu quarto, o celular em uma das mãos esperando Kyungsoo atender. Suas malas estavam uma bagunça em cima da cama, seu cachorro acompanhava os movimentos do dono com a cabeça.

 

— Quando eu preciso dele, ele não atende a porra do celular. — ele se referia a Kyungsoo.

 

Baekhyun parou para olhar a foto mais uma vez. Pela vigésima vez, na verdade. Torcia para que aquele momento não passasse de um sonho, que aquela foto virasse fumaça e parasse de bagunçar sua cabeça que já estava bem fodida devido ao acidente.

 

— Alô? — a voz de tédio de Do Kyungsoo surgiu ao telefone.

— Seu celular caiu num poço sem fundo por acaso? — Byun perguntou com uma das mãos na cintura.

— Não, por que?

— ENTÃO DA PRÓXIMA VEZ QUE EU TE LIGAR, VOCÊ ATENDE DE PRIMEIRA!!! — Baekhyun gritou fazendo Kyungsoo afastar o telefone do ouvido.

— Você é pior que o Jongin nesse assunto. Mas me conta logo o que você quer.

 

Não bastava demorar para atender, ainda mandava ele acelerar a conversa.

 

— Por que você não me contou que Park Chanyeol era meu namorado?

 

Silêncio.

 

— RESPONDE DESGRAÇA!!!

— Se você gritar de novo, eu vou desligar.

— Então me explica logo!

 

Kyungsoo respirou fundo.

 

— Senta que lá vem história.

 

Baekhyun não se sentou.

 

— Você e Chanyeol se conhecem desde o ensino médio, mas só passaram a namorar alguns anos depois da faculdade. Vocês eram um casal lindo, Baek. Todo mundo do nosso grupo de amigos adoravam ver vocês dois juntos. Em todos esses anos que eu te conheço, nunca te vi mais feliz que na época em que você namorava o Chanyeol.

 

Neste momento da conversa, Baekhyun começou a se sentir um pouco mal. Como alguém que fez ele tão feliz poderia simplesmente desaparecer de sua mente?

 

— Eu não posso te dizer exatamente o motivo pelo qual vocês terminaram, mas eu posso te dizer isso: não odeie o Chanyeol. Mesmo se você nunca mais se lembrar dele, o que eu espero que não aconteça, tente manter uma boa relação com ele, pelo menos. Ele mudou sua vida pra melhor.

 

— Por que você não pode me dizer porque terminamos?

— Primeiro porque eu acho que é algo muito delicado, que só você e Chanyeol podem lidar. E segundo porque você me pediu para nunca mais tocar nesse assunto de novo.

— Pois eu retiro o que eu disse. Anda logo, desembucha.

— Você ameaçou me bater se eu falasse o motivo.

— Não vou te bater, prometo.

— Prefiro não me arriscar.

 

Se fosse possível Kyungsoo sentir dor com a tesoura que Baekhyun queria cravar no celular até chegar ao ouvido dele, ele faria isso imediatamente.

 

— Ligue para o Park. Marquem de se encontrarem e conversar sobre tudo. É o melhor que você pode fazer por enquanto.

 

Byun sabia que seu amigo estava certo, precisava tirar a história deles a limpo. Mas só de pensar em ver Chanyeol, e sentir aquela dor de cabeça horrível, já perdia a pouca coragem que tinha para ligar.

 

 — Ok, eu vou fazer isso...eu acho.

— E sobre a viagem? Sua mãe já te contou, certo?

— Ah, Kyungsoo, não me faça ir nessa vi...

— Você vai e não se fala mais nisso! — disse cortando a fala do amigo.

 

Kyungsoo desligou e Baek se sentou na cama, completamente perdido. Começou a procurar pelo número de Chanyeol na sua lista de contatos, mas não encontrou. Já que ele fora seu namorado, procurou também por mensagens, fotos, vídeos, áudio, qualquer coisa que pudesse convencer Baekhyun de que tudo não era um sonho. Não encontrou absolutamente nada. Só tinha aquela polaroid dos dois abraçados em um parque. Mas acreditava na palavra de Kyungsoo. Ele era seu melhor amigo há anos e jamais mentiria para ele.

 

Se deitou na cama e deu alguns tapas ao seu lado indicando para Mongryong subir e se deitar com ele. Fazia carinho na cabeça de seu cachorro olhando para o teto branco, sem ideia alguma de por onde começar a resolver aquela falha de sua memória.

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

— Acorda, Baek! Luhan disse que passaria aqui em casa às sete em ponto. — sua mãe disse enquanto abria as cortinas.

 

Baekhyun se encolheu e cobriu a cabeça. Sua vontade de deixar sua cama quentinha e encarar o frio de manhã era zero. Mongryong começo a latir tentando acordar o dono também, Baek sabia que ele não pararia até vê-lo de pé. Caminhou arrastado até o banheiro com Mongryong o seguindo. Não dormiu bem a noite inteira, tendo pesadelos com o dia do acidente. Jogou um pouco de água no rosto pra ver se despertava, e funcionou já que a água estava muito gelada.

 

Se trocou devagar, olhando vez ou outra para sua cama pensando seriamente em deitar e dormir de novo e cancelar aquela viagem. Mas Kyungsoo o mataria se fizesse isso. Luhan ligou para Baek na noite anterior avisando o horário que passaria para busca-lo e o destino deles. Praia. Baekhyun sabia que os pais de Kyungsoo tinham uma casa perto da praia Hyeopjae em Jeju, ele mesmo já tinha ido para lá uma vez, nas férias de verão da escola, quando a família o chamou para ir junto. Era um lugar muito bonito. Não sabia como ele e os amigos aproveitariam a praia já que nos últimos dias só fazia frio.

 

Tudo que ele precisaria para passar três dias na praia já estava arrumado em uma pequena mala no canto do quarto, obra de sua mãe. Baekhyun odiava arrumar malas. Desceu as escadas já sentindo o cheiro maravilhoso de café. Ninguém fazia um café melhor que sua mãe. A fraca luz do amanhecer já entrava pelas janelas da cozinha, banhando as flores com uma coloração laranja. Mas entre o amanhecer e o pôr-do-sol, Byun preferia o último. Era ainda mais lindo. Tomou seu café da manhã em silêncio, apenas ouvindo a conversa de seus pais.

 

Não demorou muito para que Luhan chegasse e começasse a buzinar na frente da casa.

 

— Você quer acordar os vizinhos por acaso? — Baekhyun perguntou se abaixando na janela aberta do carro para falar com o amigo.

— Era só pra ter certeza que você ainda não estava dormindo. Pegue suas coisas. Se atrasarmos um minuto sequer, Kyung mata a gente.

 

E aquilo era verdade. O baixinho podia ser extremamente assustador e violento quando queria.

 

— Não se esqueça de passar protetor solar mesmo que não vá sair de casa, ok? — a mãe de Baek perguntou enquanto ele guardava a mala no carro. — Não importa se estiver fazendo trinta graus ou um grau apenas, não vá queimar a pele.

 

— Tá bom mãe. — Byun se despediu de seus pais com um abraço e entrou no carro de Luhan.

— Minha mãe não é assim tão cuidadosa ao meu respeito.

— É porque você não ficou um ano inteiro sem vê-la.

 

Luhan deu a partida no carro e deixou a antiga casa de Baekhyun para trás. Não demorou muito para que eles já estivessem na estrada, e Byun fizesse a pergunta que o estava incomodando desde que acordara.

 

— Park Chanyeol também vai? — perguntou olhando para Luhan.

— Sim. — Luhan olhou preocupado para o amigo. — Você não se importa, não é mesmo?

— Não, imagina. Não mesmo.

 

Mas Baekhyun não acreditava na própria resposta.

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

Chanyeol aguardava pela chegada de Kris e Tao em frente a seu prédio. Ele tinha pensado em pedir carona a Jongin, mas imaginou que Baekhyun iria com eles, e ele não queria deixar o menor mais desconfortável em sua presença. Park passou quase a noite toda pensando como agiria com Byun nesse feriado. Tentaria conversar com ele, isso era óbvio. Mas não sabia se o outro escutaria. Chanyeol tinha certeza que por enquanto era impossível tentar voltar com Baekhyun. Mas ele esperaria o quanto fosse necessário.

 

 Nesse momento uma linda mulher se aproximou dele com cautela.

 

— Chanyeol?

 

Chanyeol olhou para o lado.

 

— O que você quer Irene? — perguntou sem paciência alguma.

— Olha, eu sei que você não quer ouvir minhas explicações...

— É porque não existe explicação para o que você fez. E se você sabe disso, por que continua me atormentando?

— Eu quero pelo menos uma chance de me desculpar. Por favor, Chanyeol. Me perdoa.

— Você vem pedindo desculpas há um ano, e há um ano eu venho te dizendo não. Você estragou meu relacionamento com o Baekhyun. — Chanyeol cuspiu aquelas palavras. — Agora por favor, vá embora. E não me procure mais.

 

Kris estacionou o carro e buzinou chamando Chanyeol.

 

— Fiquei sabendo que o Baekhyun acordou.

 

Isso fez Chanyeol parar no lugar e olhar para Irene, furioso.

 

— Não chegue perto dele. — disse agarrando o braço de Irene com força. — Nunca mais chegue perto dele.

— Você está me machucando! — Irene se soltou do aperto de Chanyeol.

— Park! É pra hoje meu querido! — Tao gritou.

 

Ele caminhou até o carro de seus amigos com sua mala e entrou, batendo a porta.

 

— O que a bruxa da Irene queria dessa vez? — Tao perguntou.

— Me aborrecer, como sempre.

 

O carro saiu e Chanyeol deixou para trás Irene em meio a lágrimas. 



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