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História Walking - Capítulo 1


Escrita por: bmelin

Notas do Autor


Aqui estou eu com mais uma oneshot
Na verdade, ela já tava escrita há uma semana mais ou menos, mas com as festas eu me distraí e nem postei
Fiz uns ajustes finais e aqui está
Eeeeeee
Espero que gostem :3

Também fiz uns ajustes no final de I'll Always Love You Boy, pra ficar mais claro o sentimento do personagem
Leiam também <3

Por fim, essa humilde história foi baseada na maravilha que é a música do B.A.P, Walking
Se puderem, ouçam <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Deve ser 1 da manhã agora, mas não importa. Desde que ele se foi, eu não consigo mais dormir, então, há mais de um mês, todos os dias eu levanto, após uma tentativa falha de cair no sono e me ponho a caminhar pelas ruas da cidade que nós prometemos conquistar juntos, apoiados no nosso amor.

Isso se tornou praticamente um ritual, algo automático que as vezes eu nem percebo, só quando estou já na porta de casa, do lado de fora. Tudo sem ele fica automático, pra falar a verdade.

As luzes das casas estão todas apagadas, e eu pareço ser a única pessoa do bairro acordada nesse momento, caminhando sem um destino certo.

Enquanto caminho pelas ruas, passo em um parque em que eu e ele costumávamos vir sempre que queríamos relaxar, juntos. Está fechado por causa do horário, mas mesmo de longe, do portão principal, eu consigo ver os nossos lugares favoritos, como aquela árvore gigante em que ficávamos encostados e abraçados, ou o campo aberto em que deitávamos olhando para o céu e para a natureza ao redor.

Flashback on

Estávamos andando quase correndo, em direção ao parque, pela primeira vez, eu nem mesmo sabia direito onde era.

– Vem, vou te levar em um dos meus locais preferidos da cidade – ele tinha um enorme sorriso no rosto e me puxava pela mão. Parecia uma criança com toda aquela alegria e animação e eu me sentia hipnotizado por aquele garoto, estava apenas me deixando ser levado por ele pra qualquer lugar que fosse como se estivesse sendo guiado por um anjo (o que não deixa de ser verdade) – É um parque maravilhoso e muito relaxante. Por algum motivo as pessoas não valorizam isso que temos aqui, mas é tão maravilhoso...

– Se você gosta, deve ser mesmo – eu sorria de volta para ele, encarando as expressões que ele fazia enquanto falava e ouvia, achando todas encantadoras. Fazia uns dois meses que estávamos juntos, mas eu já me sentia completa e loucamente apaixonado por aquele garoto, um sentimento mais forte do que qualquer outro que eu já tenha sentido, e que eu nunca senti por qualquer outra pessoa.

Entramos no parque trocando sorrisos e nos dirigimos para a maior árvore que havia ali. Assim como ele havia dito, as pessoas se importavam pouco com aquele lugar, pois ele estava muito vazio, com pouca gente ali, um número muito baixo de pessoas mesmo sendo no meio da semana.

– Vamos sentar aqui – ele apontou, e eu me acomodei no lugar indicado, logo o sentindo se aconchegar na minha frente. O abracei desse jeito e encostei minha cabeça nas suas costas, sentindo seu perfume misturado com todos os odores agradáveis das flores próximas.

O silêncio se instalou entre nós, enquanto apreciávamos a companhia um do outro, ouvindo apenas os sons dos pássaros e do vento. Eu então virei seu rosto e o beijei, era como se fosse a primeira vez, e era inesquecível. Como se o tempo tivesse parado só para nós, como se tudo ao redor houvesse se unido para transformar aquele momento em algo único, e eu só conseguia ter a certeza de que nunca amaria alguém tanto quanto amo esse homem.

Após quase uma hora, ele decidiu levantar e nós caminhamos pelos outros lugares do parque, sempre nos divertindo muito.

Chegamos então a um campo aberto, perto do lago do parque, onde deitamos um do lado do outro, observando o céu claro e sem nuvens, recebendo a fraca luz do sol poente, contemplando uma vista que eu nunca imaginaria que tinha na minha cidade.

Tinha uma sorveteria ali perto, mesmo com a baixa quantidade de clientes ela estava aberta. Resolvemos comprar um sundae para cada, eu pedi de cobertura de chocolate e ele de maracujá. Pagamos e voltamos para o lugar onde estávamos, só que dessa vez sentados, tomando o sorvete.

– Ei – estava distraído, olhando para o lago, quando o ouvi me chamar. Virei o rosto em sua direção e recebi uma colherada de sorvete na bochecha. Levantei um olhar indignado para ele, tentando esconder as risadas – Opa, foi sem querer. Deixe que eu limpo – ele lambeu meu rosto, tirando o sorvete que ali estava.

Eu o agarrei e beijei avidamente, me sentindo excitado, mas logo ele se afastou.

– O sorvete vai derreter, é melhor tomar logo – ele sorriu levado, voltando ao seu sundae como se nada tivesse ocorrido. Eu ri e fiz o mesmo.

Flashback off

Quem diria que hoje, uns cinco meses depois, o parque de repente se tornasse o centro das atenções na cidade e passasse os dias lotados...

Me afastei do portão, contendo as lágrimas o máximo possível. Eu não quero chorar, não quero.

Onde será que ele está agora? Será que está bem? Será que estão cuidando bem dele? Eu sinto tanta falta do meu garoto...

Não, mas eu devo continuar caminhando. Preciso afastar meus pensamentos dele. Preciso tentar esquecê-lo.

Com isso em mente, volto a andar, me afastando definitivamente do parque, sem olhar para trás. Continuo andando pela cidade, para onde meus pés me levarem, tentando não pensar em nada, apenas me deixando ir.

Minha caminhada inevitavelmente me leva até a casa dele. Eu olho para ela, e vejo tudo apagado, como em todas as noites. Por que ele se foi? Por que me deixou? Não era pra ser assim, era pra estarmos juntos pra sempre. Em uma desesperada esperança de que ele ainda possa estar lá, eu chamo seu nome algumas vezes. Porém, nada. Ele realmente não está mais lá, e não há mais nada que eu possa fazer para mudar isso.

Sinto a brisa passar pelo meu rosto, é uma noite quente, então é uma sensação refrescante. Sorrio, meu amor deve estar muito melhor agora, onde quer que esteja. Não sei mais que horas são, mas sei que vou caminhar até a noite acabar. Eu preciso... pois meu coração ainda o chama. Caminharei todos os dias que forem necessários para conseguir finalmente esquece-lo.

Caminhei até o meu destino final de todas as noites. A atual casa dele. Parei no lugar onde ele agora descansa, para sempre. Toquei naquela lápide que não é nada além de pedra, mas carrega um significado muito grande, maior do que o meu coração pode suportar.

– Eu não sei se posso ser feliz sem você, mas vou continuar tentando. Vou conseguir te esquecer e seguir em frente, pois sei que é isso que te faria feliz, seria o mesmo comigo. Eu te amo, meu menino.

Diversas outras lembranças me invadem nesse momento. Penso nas vezes em que estávamos com nossas famílias, em festas e churrascos nos divertindo e pisando em todo mundo que tinha preconceito ali, nos momentos em que estávamos só nós dois e eu podia tocar aquele corpo, ouvindo apenas os sons que saiam de nossas bocas. Penso também nas nossas brigas, no seu ciúmes e até em suas manias bestas que me irritavam e me encantavam.

Fechei os olhos e fiquei encostado naquele túmulo frio, no meio do cemitério, lembrando do meu amor.

O sol já começa a surgir quando eu finalmente me levanto e ando em direção a minha casa. Não bebi uma gota de álcool, mas levanto cambaleante, me sentindo destruído. Guardo novamente no meu bolso o pequeno pedaço de uma manchete de jornal que mais me faz sofrer, mas que eu nunca vou conseguir jogar fora.

 

Caso de amor mal resolvido acaba em tragédia e choca o país

Jovem se suicida e envenena ex-namorado por meio de uma carta


Notas Finais


Perceberam que a história se conecta com I'll Always Love You Boy?
Analizem também as passagens de tempo nas duas fics e vão descobrir algo bem interessante...

Espero que tenham gostado de mais uma oneshot minha
De novo, não tenho uma ideia concreta para a próxima, mas aguardem que um dia virá :v
Beijos, seus maravilhosos <3

Ah, mais uma vez, obrigado Shampoo04 por me ajudar na capa e na revisão do capítulo <3


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