História Wanna Be Yours - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Robert Lewandowski
Personagens Robert Lewandowski
Visualizações 31
Palavras 1.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


muito obrigada aos que começaram a acompanhar a história!

Capítulo 2 - Cynical


There's a cynical feeling saying I should give up

O sábado chegou e com ele o “clássico” no qual eu, Troy e Liana iríamos. Eu ficaria junto de Troy, já que Liana não é torcedora do Bayern de Munique.

— Você é uma ridícula, Liz Murphy! – Liana fora reclamando por todo o percurso. – E você também, Troy! Não tinha nada que ter a induzido a vestir essa camisa.

Liana era secretaria da escola, morava em Dortmund e mudou-se para Munique há um ano. Deixou lá um noivado que acabara pouco depois de ter mudado de cidade, o término fez com que eu e Troy nos aproximássemos dela, para consolar; levar para beber, essas coisas.

— Vou ficar sozinha. Odeio você, Murphy, odeio.

— Não odeie, meu bem. – a abracei de lado. – Na próxima eu estarei ao seu lado torcendo para o...

— Não ouse terminar essa frase. – Troy esbravejou do banco do motorista.

— Dortmund. – completei.

O jogo começava às três e meia da tarde, mas nós chegamos antes das três e já haviam muitas pessoas ali.

Eu e Troy seguimos por um entrada, a mais movimentada, e Liana seguiu para a outra. Combinamos um local e horário para nos encontrarmos depois do jogo.

Conseguimos ficar em um lugar que possuía uma visão privilegiada do campo. Assim que sentamos os jogadores adentraram o campo para o aquecimento.

— Olha só, é um belo homem. – apontei para um dos jogadores. Era muito alto, já havia visto fotos.

— Mats Hummels. – ele mesmo!

O atacante da Baviera surgiu no meu campo de visão, devo confessar, o polonês também é uma homem muito bonito. Ele deu uma breve olhada para onde estávamos e eu pude analisá-lo melhor. De beleza ímpar, realmente encantador, eu não havia percebido isso, ficou mais bonito quando sorriu.

— Limpa aqui, olha. – Troy passou o polegar pelo canto da minha boca. – Está babando. – brincou. Deferi um tapa leve em seu braço. – Não era você que preferia o Ribéry?

— Eu nunca tinha o visto pessoalmente. Na realidade, nenhum deles.

Depois do aquecimento, quando os jogadores voltaram para o vestiário, Troy ficou inquieto. Liana já havia mandando mais de vinte mensagens debochando de Troy dizendo que sairia triste do estádio por conta de uma derrota de seu time do coração.

Era engraçado ver a agonia do meu amigo, mas compreensível. O time é uma grande paixão dele.

O árbitro apitou o início da partida e nos minutos iniciais Ribéry fez um gol. Troy surtou e eu não pude me conter um ver sua alegria e de tanta gente ao meu redor. Mas não parou por aí, pouco tempo depois Robert Lewandowski aumentou o placar para os bávaros.

Por fim o jogou terminou 4x1 para o time da casa; com direito a mais um gol do atacante e outro de Robben.

Antes de sairmos da arena T. disse que precisa ir ao banheiro, pediu para que eu o esperasse junto com Liana onde havíamos combinado de nos encontrar. Como eu não conhecia aquele lugar, fui até o encontro dele de teimosia, devia ter o esperado. Então aconteceu o esperado; me perdi.

— Caralho, onde eu estou? – perguntei para mim mesma mesmo sem saber a resposta.

Tentei ligar mas sem sucesso, meu celular descarregou de tanta foto que eu tirei. Droga!

— Senhor, com licença – chamei um dos seguranças. – pode me informar onde fica a saída? – o homem prontamente me disse por onde eu deveria ir.

Ao chegar na saída pude ver Liana e Troy, possivelmente, me procurando. Fiquei tão aliviada que corri ao encontro deles, passando por tantas pessoas estranhas que estavam aglomeradas ali. Eu estava correndo em um nível Bolt que acabei atropelando alguém que só não caiu porque era bem maior e mais firme do que eu, o mesmo me segurou e ainda bem que ele fez isso ou a minha queda séria épica.

— Jesus Cristo! – exclamei assustada, pude ouvir a risada do homem.

— Não sou tão bom quanto esse cara. – falou.

Mas o que é isso?

Havia um par de olhos azuis sobre mim. Era o atacante polonês e... quanta coincidência.

— Troy vai ficar surtado quando souber que eu falei com o atacante. – ele riu outra vez, ficou sem graça, percebi. – Eu até pediria uma foto só para esfregar na cara dele, mas meu celular descarregou. Você se importaria em tirar uma foto?

— Não, claro que não. – uau. Acessível.

Dei mais uma olhada para onde estavam meus amigos e os vi indo embora.

— Lewy! – alguém gritou.

— Ah, não! Parabéns pelo jogo, cara. – disse e sai correndo tentando alcançar os dois.

— Espera... – ouvi a voz ao longe, mas não podia esperar.

Por sorte consegui alcançar meus amigos. Eu estava tão cansada, eles até se assustaram ao me ver.

— Por onde esteve, garota? – o loiro perguntou. – Nós estávamos preocupados.

— Você pediu para que eu fosse ao encontro de Liana e eu me perdi. – a mulher riu.

— Tinha que ser a Liz, não podia ser outra. – ela disse. – E seu celular?

— Descarregou. – revirei os olhos. – Gente, vocês não vou acreditar! Eu acabei atropelando o Lewandowski. – a boca de Troy formou um O e Li fez uma cara de tédio muito engraçada. – Mas não tirei foto porque o celular descarregou, como disse. Ele é muito bonito, bem mais alto do que eu.

— Que sorte! – T. falou. – Eu queria atropelar o cara.

— Nossa, Troy, não estou reconhecendo você. – Liana falou sugestiva.

— Ah, cala essa boca. Vamos embora.

A primeira a chegar em sua casa fora Liana. Durante o percurso eu percebi o quão afim Troy estava. Não nego que é um homem atraente, mas passamos tanto tempo sem nos relacionar que eu acabei perdendo o tesão nele, eu acho. Sua intenção era ficar em casa, eu poderia deixar, então nós faríamos sexo e eu acabaria com a minha seca, mas provavelmente não seria bom como antes, quando eu o desejava só quando ele me olhava como me olhou durante todo o caminho.

— Obrigada pelo convite, pela camisa, por ter me levado ao jogo e ter feito eu me perder.

— Você se perdeu sozinha, não me culpe. – levantou a mãos. – Posso ficar?

— Hoje não, huh. Estou tão cansada. – eu realmente estava cansada. – É sábado! Eu só quero dormir.

— Nós nem saímos para beber.

— Melhor assim. – beijei seu rosto. – Nos vemos na segunda, não morra até lá. – eu disse saindo do carro.

— O mesmo serve para você. Tchau.

Meu amigo foi embora e eu entrei em casa. Como é bom estar em casa! Eu preciso ficar mais de duas horas fora de casa para perceber que ela é o melhor lugar.

Por falar em casa, no próximo final de semana seria meu retorno para minha verdadeira casa. Pena que não passaria tanto tempo no ninho como eu gostaria.

Estava destruída, a corrida me cansou muito. O meu nível de sedentarismo está altíssimo. Tomei banho e vesti um pijama; é certo que nem era oito da noite, mas quem se importa?

Fui até a cozinha preparar o jantar. Não gostava tanto de comer fora, já bastava às vezes que eu precisava almoçar em algum restaurante por não ter tempo de vir até a minha casa e preparar algo para comer; nessas horas começo a achar que minha mãe tem razão, eu preciso parar de achar que posso ser várias e preciso contratar alguém para me ajudar nos afazeres domésticos. Minha mãe sempre tem razão para falar a verdade, só não quando diz que eu preciso de um marido e filhos, definitivamente não.

Depois que a comida ficou pronta e eu jantei, senti curiosidade de saber mais sobre o tal jogador com quem eu havia topado, quase derrubado, ou não.

Internet, tão útil.

Robert Lewandowski, futebolista polonês, vinte e oito anos, casado. É claro que era casado, um homem daqueles não estaria solteiro por aí dando sopa, como diz minha querida avó. E sua mulher é tão bonita quanto ele, formavam um lindo casal, de verdade, e estavam prestes a ter um bebê. Que lindo.

Eu me senti de volta aos quinze quando encontrava uma banda nova e me apaixonava por um dos integrantes, eu procurava saber tudo sobre a vida dele. Comecei a seguir Lewandowski em todas as redes sociais que tínhamos em comum. O porquê disso? Nem eu sei.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...