História Wanted - Procurados - Capítulo 2


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Categorias Fairy Tail
Personagens Anna Heartfilia, Cana Alberona, Elfman Strauss, Gildartz, Gray Fullbuster, Igneel, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Lisanna Strauss, Lucy Ashley, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Meredy, Mest, Mystogan, Natsu Dragion, Natsu Dragneel, Wendy Marvell
Tags Assalto, Crime, Edolas, Fulga, Lucyxjellal, Lucyxmystogan, Nalu, Natsuxcana, Natsuxjuvia, Natsuxlucy, Trafico
Visualizações 66
Palavras 3.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Harem, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola pessoas. :)

Boa Leitura!

Capítulo 2 - Mau Agouro


Fanfic / Fanfiction Wanted - Procurados - Capítulo 2 - Mau Agouro

1 mês antes

 

   Em casa, no escritório do Xerife Igneel, acabava de ser recebido Elfman Srauss, o CEO da empresa de indústrias farmacêuticas mais requisitada no norte do estado do Texas.

- Essa é a terceira vez que nos reunimos esse ano. – Iniciou Igneel. -  Nunca conseguimos fechar um acordo pelas nossas divergências. Estou curioso para saber porque agora veio tão crente que hoje vai ser diferente.

- Primeiro, obrigado por me receber novamente. Não posso dá ao luxo de desistir tão fácil de algo tão grandioso. O senhor herdou de seu avô mais de 40% dos hectares de espaço reservado para área comercial desse condado e dos vizinhos, ver tanto espaço sem uso, ainda não faz sentido pra mim.  Não precise falar novamente, eu sei, o xerife já disse que não se importa com o quanto de dinheiro eu ofereceria, que por seus motivos, nada seria construído naquelas terras. Mas há algo que o senhor não está pensando.

- Prossiga.

- Hoje te trago um novo ponto. – Ele depositou planilhas amostra. Igneel as olharam atentamente. - Sua popularidade vem caído relativamente, a eleição já é no próximo ano. O xerife não tem intenção de perder, me lembro bem de dizer que é seu desejo até se aposentar, mas todos os apoios estão voltados para esses novos xerifes, que o senhor sempre detestou pela imaturidade. Mas aqui estou eu, graças a meus esforços com o legado da minha família, sou grande influente desde que assumi meu cargo atual, todos em que apoiei, até agora, ganharam seguramente. Consegue compreender o que estou querendo propor Xerife?

- Claramente. – Ele fechou as pastas na sua mesa. - Você mencionou minha aposentadoria, seguindo a lógica eu teria seu apoio por mais uns 10 anos. É muito tempo, contra pontos e coisa envolvida. Oque você propõe para nosso ganho simultâneo?

 

...

 

Agora

 

Lucy enfurecida, o empurrou contra a parede, segurando firme em suas golas. – Que porra você queria vindo aqui?!

- Eu disse não, depois sai correndo! – Ele respondeu assombrado. – Todo mundo veio atrás de mim! Não tinha outro lugar pra ir que ninguém me achasse! Achei que poderia me ajudar.  – Seus olhos oscilavam entre ela e o corpo no chão. Ele se livrou das mãos dela e a empurrou pro lado. - Céus, o que aconteceu aqui?! – Perguntou eufórico. - Ele está vivo? – Ele rapidamente se ajoelhou medido o pulso e analisando de onde o sangue estava saindo. – Oh, merda! Você arrebentou o crânio dele!

- O que está fazendo?!  Porque não está com medo de mim?

- Acredite eu estou quase me cagando todo aqui! – Ele se levantou apavorado. – Mas se você quisesse me matar teria feito isso ontem. Esse cara deve ter tentado te fazer algo ruim. N-não é?  

   Ela acenou, atrás dele, estava imóvel, seus olhos mal piscavam. Ele se virou sentindo calafrios. – De qualquer forma, eu tenho que ir agora. P-prometo não contar nada! -  Disse correndo pra porta. Antes de alcançar a maçaneta, ela o agarrou por trás e colocou a perna entre as dele, o derrubando, ficando deitada sobre sua costa.

- Acha que vai pra onde? Agora é tarde demais. – Sussurrou. – Você é mesmo burro, suas digitais agora estão na porta e no corpo, e agradeça seu pai, existe câmeras de segurança em cada esquina desses quarteirões. Você veio ontem à noite, fugiu de seu casamento, e apareceu novamente aqui. Com o oque se parece?

- Cumplice. – Ele sussurrou assustado, seguindo a linha de raciocínio. Ela saiu de cima dele. Ele se levantou e pôs as mãos na cabeça. – Mais em que porra eu me menti?! – Ele olhou novamente pro corpo e se encostou na parede se segurando pra não vomitar. Ela se apressou em lavar as mãos na cozinha, viu uma mensagem acender a tela de seu celular.

- O que nós vamos fazer?! Desovar em um rio? Cortar em pedacinhos? Soda caustica? – Ele parou e pensou, mal conseguia acreditar no que tinha dito.

- Está brincando com minha cara?! Ele tem quase dois metros de altura e deve pesar uns noventa quilos. Ta achando que a gente está em um filme? Seu papaizinho não vai te ajudar depois do que você fez, seu idiota, se formos pegos vamos apodrecer na cadeia. – O celular vibrou no bolso. Ela alarmada, o puxou até seu quarto, abrindo a janela. – Pula!

Ele olhou pra baixo. – Nem fodendo! Estamos no primeiro andar! Por que não saímos pela porta da frente?

    O celular dela vibrou novamente. Sem escolha, ela o empurrou e se jogou junto. Quando ele pensou em gritar, seu corpo havia sido amortecido em um latão de lixo. – Arg! Que merda você está pensando?! – Ela pulou pra fora o forçando a sair.

- Eles logo vão chegar. – Ela resmungou correndo até sua moto que, por sorte, estava estacionada atrás do prédio.

- Oque?! Eles quem?!!

Ela se virou e agarrou sua roupa. – Escuta aqui! Se quiser ficar, fique! Fale o que viu, diz a verdade pra ficar livre da prisão, encare suas consequências por não ter aceitado ser usado novamente em um casamento de merda. Faça o que quiser, eu não ligo! Mas se é covarde como eu e quer fugir de tudo isso vai ter que aprender a me escutar mais e perguntar menos.

...

Pov. Natsu

   A partir do momento em que subi na moto dela, percebi que minha vida nunca mais seria a mesma. Estamos na estrada a um tempo, não sei bem dizer o quanto. Minha mente trabalhava ocupada pensando em tudo que estava deixando pra trás, no que teria acontecido se eu tivesse ficado, pra onde estávamos indo, e o motivo dela ter feito isso.

  Talvez, eu ainda estivesse apegado a imagem que eu tinha dela no colegial, mas eu simplesmente não conseguia acreditar que ela havia feito aquilo de propósito, ela estava nervosa, não era uma psicopata. Ela tinha cuidado de mim, sem mesmo me conhecer, não tem como alguém que faz isso ter um coração tão frio. Eu não estava em uma posição qualquer, percebi que se ficasse o mundo iria cair em cima de mim, de qualquer jeito eu estava ferrado, além disso, não podia abandoná-la.

   Eu toquei em seu ombro e ela diminuiu a velocidade.

- Precisamos parar. Eu tenho que tirar todo o dinheiro que eu tenho no banco antes que meu pai perceba que eu não vou voltar e dê um jeito de bloquear a minha conta.

- Quanto você tem?

- É dinheiro do estágio, não é muito, uns 900 mais ou menos. – Ela acenou. Não demorou até avistamos a cidade vizinha.

  Paramos no banco menos movimentado. Quando descemos da moto notei algo nela que no calor no momento nem um de nós tinha percebido antes. – A borda da sua blusa. – Eu disse assombrado, ela viu a mancha de sangue. Olhei ao redor e tirei meu paletó, ela pegou e segurou na frente do corpo.

- Precisamos trocar de roupa. – Ela disse ao meu lado, enquanto eu sacava o dinheiro.

- Caímos no lixo, precisamos é tomar um banho. – Conferi novamente se ninguém estava perto e guardei o resto do dinheiro no meu bolso.

- Nós estamos perdendo tempo. – Ela sussurrou. - E cavando nossas covas. – Me virei pra ela confuso.  Ela se encostou em mim e continuou sussurrando. – Câmeras. Por todo lado. Temos que ir a lugares mais simples. – Quando acenei pra ela. Nos assustamos com uma pessoa entrando repentinamente no banco.

   Como se tivesse medo de ser reconhecido pela pessoa, ela entrou pra debaixo do meu braço e com a cabeça baixa nos levou pra fora. Quando chegamos na moto ela me soltou.

- O que foi isso? -perguntei olhando pra porta do banco.

- Logo vamos ser fugitivos, aprenda, quanto menos pessoas nos olharem melhor. – Ela subiu na moto.

- Mas porque me abraçou? – Sentei atrás dela.

- Porque a maioria das pessoas ficam constrangidas em olhar demonstração de afeto em público.

- Entendo, mas poderia ter escondido seu rosto com o paletó. – Suspirei sem consegui me acostumar com a ideia que logo eu seria considerado um bandido.

- E onde você está nisso?...

Exprimi meus lábios pelo constrangimento. Impossível mesmo. Não tinha como ela ser.

    Ela amarrou meu paletó na cintura e saímos depressa dali. Procuramos a menor e mais discreta loja. Pegamos alguns pares de roupas escuras, que normalmente gente da nossa idade usaria no dia a dia, para não gerar desconfiança.

  Como eu estava pagando e não tinha ideia do plano seguinte, pra economizar cada centavo, eu peguei apenas uma mochila pra guardar nossas roupas, ela me esperava do lado de fora, parecia aérea demais pra falar alguma coisa.

   No silêncio absoluto nos dirigimos até um posto. Ela encheu o tanque com o dinheiro que ela tinha nos bolsos. O sol já tinha ido embora a um tempo, olhei no meu celular e estávamos na estrada a incríveis três horas. Pouco nos falamos nesse meio tempo. Era quase dez da noite, eu estava começando a ficar com fome, o calor do motor estava queimando minhas pernas. Eu tinha certeza que ela sentia o mesmo, além de estar cansada e com as mãos doendo. Ela tinha me pedido pra ficar quieto, que ela resolveria tudo e daria um jeito de nos livrar dessa, eu não quis saber como, ela tinha deixado bem claro sobre fazer perguntas demais.

- PRECISAMOS PARAR! – Eu gritei. Ela reduziu a velocidade.

- Quer mijar de novo? De onde está vindo isso? – eu neguei com a cabeça e tirei o capacete dela.  Nem vou comentar sobre eu não ter um. Ela me xingou. Eu segurei o cabelo que batia em meu rosto e cheguei perto de seu ouvido.

- Ei! Está ficando tarde, estamos fedendo, precisamos parar. A polícia ainda não está atrás da gente, não vai matar se paramos em um lugar pra dormir um pouco, agora continuar na estrada vai. Eu já disse que só sei dirigir carro, não tem como eu te ajudar.

- Você está certo. - Ela parece está no limite. Não me admiro ter concordado tão rápido.

   Bem na entrada do condado seguinte, achamos um motel, não era o melhor lugar, mas tinha tudo que precisávamos agora. Enquanto eu estava na recepção, ela saiu para a conveniência ao lado, encarregada de comprar algo para comer.

  Só quando eu vi o recepcionista olhando divergente pra mim, eu percebi o como devia ser estranho um cara novo de meio terno e gravata com uma gótica no motel. Como eu esperava não tinha camas de solteiro disponível. Paguei por 6 horas, imaginando que sairíamos antes de amanhecer. Quando peguei o cartão do quarto, ela apareceu com duas sacolas cheias ao meu lado. Quais as chances de alguém nos ver e achar que iriamos nos drogar e não transar?

- Vamos, logo morceguinho. – Eu disse de forma carinhosa, colocando o braço ao redor dela. O atendente não me olhava mais, ela tinha razão. No corredor eu tirei o braço dela e pedi desculpas. Ela não me respondeu, parecia tensa. – Não tem quarto com camas separadas nesse lugar.

- Eu sei. – Eu não precisava perguntar como. Mas quando ela falou fez meu peito doer, foi estranho.

   Logo que abri a porta, ela entrou jogando as coisas em cima da cama e correndo pro banheiro. Batendo a porta. Eu me assustei com o barulho de vomito. – Lucy? – Fui até o banheiro e me ajoelhei do lado dela. – Oque es...

- Eu o matei! – Ela soluçou, seus olhos estavam tão vermelhos como sua face. – Natsu... eu o matei. – Ela sussurrou, era real, nem ela acreditava no que fez. Ela não tinha nada de fria, não tinha como ela ser assassina. Eu apertei a descarga e sem jeito coloquei meus braços em volta dela. – Eu não devia ter feito aquilo...

- Mas você fez. – Eu disse em contradição com meu consolo. A abracei mais forte. – Não tem porque chorarmos agora, não vai adiantar, temos só que continuar, ou como você me disse, vamos viver menos que uma pessoa doente. – Ela respirou fundo, esperamos um momento. Não tinha mais lagrimas nos olhos. Não sei como, mas eu a tinha acalmado de alguma forma. Nos levantamos, ela pegou suas coisas e foi tomar banho primeiro. Eu esperei paciente, enquanto ouvia os horrores do casal no quarto ao lado.

   Olhei pra baixo e dei um soco entre minhas pernas, nocauteando meu animal. Em uma situação dessa, não era normal imaginar e sentir nada do tipo. – Eu não sou doente. – Eu sussurrei dando outro soco, e o matando de vez. Os gemidos cessaram. – Que rápido.

  Ela saiu do banheiro, eu peguei minhas roupas, a escova que ela tinha comprado e fui até o banheiro onde já tinha sabonetes. Demorei a metade do tempo dela no banho e sai vestido. Me sentei na cama, observei hipnoticamente, ela na outra ponta, pentear os cabelos com os dedos. Quando ela terminou suas mãos foram pra barra da camisa nova. Ela a tirou, desviei o olhar. Mesmo pensando em ela ser algo, eu não podia simplesmente ficar olhando.

- Está tudo folgado. Me sinto uma hippie. – Ela vestindo a outra camisa, cruzou as pernas em cima da cama e despejou a comida das sacolas em cima da cama. No meio das comidas, tinha um álcool e um fosforo. Admito que senti um leve arrepio quando ela os agarrou rapidamente e se levantou. Não precisei dizer nada ela apenas o fez. Queimou todas as nossas roupas na lixeira de metal do banheiro.

- Quanta porcaria. – Eu disse olhando o que ela havia comprado. Vendo-a comer, conclui que toda aquela gordura e açúcar iam pro seu peito e pra bunda. – Faz sentido.

- Oque? – perguntou enquanto terminava seu refrigerante em um só gole.

- Nada. – Murmurei pegando alguma coisa que parecia menos cancerígena. – Lucy... – comecei ficando sério. -  Eu sei que não é pra eu fazer muitas perguntas, mas se algum dia....no dia que eu for preso, eu quero saber o porquê da morte do corpo que me condenou. – A encarei. - Pode ser um assunto delicado pra você, por mais que eu me ferraria de qualquer formar... só preciso saber pelo o que estou me arriscado agora. Preciso de verdade, saber que não vou fechar meus olhos em um mesmo cômodo que uma assassina de sangue frio. – Ela acenou.

- Eu vou contar... – Ela empurrou as coisas que estava entre gente e ficou no meio, mais próxima de mim. Com um certo nervosismo, eu mordi meus lábios e discretamente me afastei pra manter certa distância. – Nunca tive ninguém de verdade, pode não parecer, mas sempre fui carente, pois sempre quem eu quis, não me queria ou nem sabia que eu existia, e quem me queria eu não quis... chegou um certo ponto da minha vida que não comecei a ligar mais pra essas coisas. Comecei a usar esses aplicativos de encontro, me encontrei com pessoas legais no começo, mas aí eu fiquei enjoada e procurei por algo diferente... não me julgue. – Atento eu neguei com a cabeça esperando que ela continuasse. – Pessoas mais velhas, eu conheci ele há dois dias... ontem quando te levei pra casa, eu estava me marcando de encontrar com ele, não sei, mas achei que fosse mais seguro encontra-lo em minha casa. Foi aí que aconteceu, ele foi até o banheiro e deixou celular desbloqueado em cima do sofá, estava vibrando, muitas notificações chegavam, fiquei tentada. Eu peguei, e vi coisas horríveis dele... com crianças. Eu fiquei em choque e com muita raiva, ele saiu do banheiro na hora e começou a me ameaçar, ele veio pra cima de mim e aquilo aconteceu. – Era muita coisa pra assimilar. Me senti muito triste, e aliviado ao mesmo tempo por saber a verdade.

- Lucy, o que estamos fazendo aqui então? Isso foi autodefesa.

- Não é bem assim que funciona. Ele não me acertou nem uma vez, no meio da confusão o celular caiu no chão e ele pisou em cima, praticamente explodiu no pé dele, não tinha como saber se a memoria tinha ficando intacta, não tem como comprovar minha inocência. E mesmo se tivesse, você é filho de policial, vai entender, pelo o pouco que o conheci ele era de família rica, podem pagar quantos advogados quiserem, transformaria um coelho em leão facilmente, eu estaria presa em menos de vinte e quatro horas.

- Isso é verdade... – Eu murmurei abalado, eu não vi o celular como ela relatou, mas naquele momento eu não ligaria se o vesse, ainda pensava. – Mas porque você falou algo como “eles estão chegando”? – ela desviou o olhar triste de mim para suas mãos.

- Você tem ideia do que eu fiz? Estava confusa na hora, era normal falar coisas sem sentido.

- Você tem razão... – Meu celular começou a vibrar. – Deve ser a bateria morrendo. – Eu peguei, vi o que era, soltei na hora, jogando na cama na direção dela. – Se lembra do Gray, meu melhor amigo? Ele está ligando o que eu faço?!

- Droga.... – Ela me olhou e acenou com a mão. – Atende!

- Oque?

- Tenho uma ideia, atende!

- Uhum... – Eu coloquei no alto falante. – Fala pinguim.

- Onde você está seu porra?! Que merda você fez? Já vai da meia noite, seu pai quer te virar do avesso, e todos as cidades do condado, agora que estão sabendo, querem também! Ele está louco te procurando.

- Natsuuu! – Ela me assustou gemendo alto, abafando a voz com a mão. – Solta esse celular e volta pra cama, eu não vou aguentar, hum. – Antes que eu pudesse reagir, automaticamente a ligação encerrou.

- Ele desligou! – Esbravejei constrangido. Meu rosto estava pegando fogo. – E agora?!

- Era a intenção, ele está sendo um bom amigo te deixando terminar o que “começou”. Ele vai contar pro seu pai o que ouviu, e todos vão achar, por enquanto, que você fugiu porque queria ficar com uma amante megera.

- Isso foi horrível... e incrível. – Eu sussurrei sem graça, escondendo meu rosto nas mãos.  – Mas... oque iremos fazer? Eu não vou conseguir dormir sem saber se temos um plano pra fugir de tudo isso.

- O senhorio só vai ir cobrar aluguel no final da próxima semana, não tinha ninguém morando nos quartos ao lado do meu... mas os moradores ainda passam pela frente pra usar as escadas, temos uns três dias até o corpo começar a feder, no começo vão achar que é o lixo mas vai ficar insuportável e logo vão descobrir...e ai nossas cabeças serão lançada a leilão.  Eu tenho uma tia em Oklahoma. Garanto, ela vai entender nossa situação.

- Em que lugar de Oklahoma? – Perguntei apreensivo, sentindo um mau agouro.

- No interior, bem na divisa com colorado...

- Loucura, isso é quase uma semana de viagem! De carro! Além disso não temos como chegar lá com esse dinheiro sem passar fome e dormir na rua e ainda nos esconder da polícia.

- Calma... eu te disse que ia resolver.... Conheço um amigo que pode nos ajudar a conseguir um carro e talvez até um dinheiro.

- E onde vamos achar esse “amigo”?

- No Arkarsas. Não, não faz essa cara, vamos pensar direito...quanto mais longe de Red River mais tempo de liberdade vamos ter.

 

...

 

 

 


Notas Finais


Oque sera que nos espera? :O
Obrigada a todos que cometaram e favoritaram no capitulo passado, estou feliz. Espero que estejam gostando. s2
(PS: não é impressao, eu alterei um pouco a sinopse mesmo :)


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