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História Wanted - Capítulo 4


Escrita por: Christmasl1ghts

Notas do Autor


AAHHOOYYY

Quanto tempo que não vejo vocês aqui, não é? Pois vim aqui dizer que o acordo de terminar essa fanfic depois de take on me ainda está de pé sim, ok? Então considerem esse capítulo uma satisfação! E queria agradecer a @Titó, que escreve fic de last of us também, eu tava super travado no roteiro dessa fic, e ela acabou me ajudando. Obrigado, amiga, te amo!

E Espero que gostem. COMENTEM BASTANTE, amo quando fazem isso. PLEASE. e por favor, não esquece de recomendar a história pros seus amigos que curtem, beleza?

Capítulo 4 - Capítulo 4


   Ellie poderia dirigir por horas, mas a exaustão já estava tomando conta de si. Junto com Dina que ficava mexendo em tudo que envolvia o carro. Fechava porta-luvas, acendia e apagava a luz led, regulava o acento. Até que teve uma hora que ela pareceu cansar, descansado a cabeça no vidro do carro, olhando o horizonte passando.

  Não havia mais distração. Ela só queria ir para o mais longe possível, seja com aquela estranha ou sozinha. Só queria se sentir segura ao menos uma vez na vida. Dina franziu o cenho quando percebeu Ellie estacionando em um hotel barato.

  Não esperava que ela fosse descansar até que se visse livre dela.

  — Vai me deixar aqui? — Questionou.

    Ellie buscou a sacola de dinheiro, separou uma quantia para pôr no bolso e colocou o revólver na cintura. A pistola guardou junto com o dinheiro.

  — Não — Limitou-se a responder.

   — Você parecia bem mais simpática quando estava tentando flertar na lanchonete — Falou mal-humorada.

  — Isso foi antes de ter que arrasta-la comigo — Retrucou, sem ligar para os resmungos de Dina.

  Com uma mochila nas costas, Ellie olhou para a atendente entediada, que mascava chiclete e lia uma revista de moda. O que não fazia muito jus às suas roupas velhas e com estampa quadriculada.

  — Um quarto para dois, por favor — Meio a contragosto ela se endireitou na cadeira.

  — Camas separadas?

 — Sim. Ela olhou no livro, provavelmente vendo os quartos disponíveis que atendiam as exigências.

  — Quarto 198. Cobramos o que que consumirem

   — Avisou entregando a chave.

   — Obrigada — Disse pegando a chave.

  Dina, em seu encalço, a seguia com suas coisas a tira colo, querendo perguntar a todo custo o que fariam depois. Uma luz, uma orientação. Só precisava disso.

   O quarto tinha uma parede mofada, uma televisão pequena e duas camas. Um frigobar, uma mesa para dois e um banheiro que ele nem chegou a inspecionar.

    Ellie deixou a mochila ao pé da cama, e deitou-se do jeito que estava. Fechando os olhos e pensando, novamente, na enrascada que estava. Teria que se livrar daquela mulher de algum jeito.

  Já Dina vasculhava o pequeno frigobar, até que encontrou uma garrafa de água. Sentou no chão, usando a cama de apoio, e tomou vagarosos goles, como que para ajudar a digerir tudo.

   — Você já matou alguém? — Perguntou com o olhar perdido. Ellie suspirou, se perguntando em exatamente que ponto ela saiu de garçonete bonita a moça tagarela.

  — Sim.

  — E como foi? — Perguntou.

   Não queria que Bill ou Seth morressem por suas mãos. Mas não conseguia sentir remorso em pensar na possibilidade.

  — Revigorante — Ellie respondeu sem arrodeio.

   Agora que estava mais calma, Dina pensava que o pavor de ser pega era maior do que de ter matado Seth. Ela realmente devia ser uma pessoa horrível.

  — Eu fiz isso com meu próprio pai.

    Ellie abriu os olhos, e por um instante se colocou no lugar de Dina. Ela poderia ser bem inconveniente, poderia ser um peso morto, mas ainda era uma mulher assustada que não fazia a mínima ideia de onde estava se metendo.

  — Já falei que ele estava vivo quando saímos. E se for o caso, era matar ou morrer.

  — Me sinto péssima por não me sentir culpada — Desabafou.

   Não seria Ellie que iria julgá-la, certamente.

  — O instinto de sobrevivência nos livra do remorso. Melhor sentir culpa viva do que lamentar morta — Ellie tentou conforta-la.

   — Ele era um merda.

  — Então não irá fazer falta — Ellie levantou-se buscando uma cerveja no frigobar.

   Estava óbvio que Dina não a deixaria dormir até que se cansasse de falar. E o que a impediria de ir embora, com Ellie desacordada? Todo o dinheiro ali, junto das chaves do carro. Não iria arriscar mesmo.

  Soubesse que Dina não descansaria, ela melhor ter se mantido na estrada.

  — Eu sempre fiz tudo sozinha, e tudo que recebi foram xingamentos, e no trabalho um pouco disso mais o assédio.

  — Sinto muito.

  — Não sinta. O que você fez com Eugene foi o suficiente para me fazer feliz por uns minutos. Mas você vive assim? Na estrada? Não tem casa ou família? — Dina aproveitou que viu uma abertura, pena que suas perguntas eram demais.

  — Posso dizer que vivo sim na estrada, e o vamos nos separar em breve. Não irá precisar saber do resto — Deu o assunto por encerrado. Dina, em um ato ousado, puxou a cerveja da mão de Ellie, bebendo um pouco.

  — Eu estou tão ferrada, Ellie — Lamentou pensando em toda situação.

   — Ainda dói? — Ellie perguntou.

   — O quê? — Questionou com a mudança abrupta de assunto.

   — Seu pescoço — Ellie aproximou a ponta dos dedos na pele que estava meio arroxada, marcando onde estivera os mãos do homem mais cedo.

  — Quando eu bebi água doeu um pouco, mas não imaginei que estaria tão feio assim — Pela careta de Ellie, parecia pior do que ela imaginava e tinha visto no retrovisor.

  — Acho melhor colocar um pouco de gelo — Ellie rasgou uma parte do tecido que revestia a cama, e juntou todas as pedras de gelo que conseguiu achar no pequeno congelador.

  Passou para Dina, que sentiu a pele queimar não só pelo gelo em contato com sua pele, mas também com o olhar atencioso de Ellie. Chegava a se sentir intimidada com aqueles olhos verdes vidrados em si.

  — Obrigada — agradeceu meio sem jeito. Ellie sentiu vontade de rir, pensando que se machucada ela já falava assim, quem dirá quando sarasse.

  — Não vai demorar para ficar bem, talvez só precise de alguns remédios.

   Alguns minutos se passaram enquanto elas estavam sentadas tentando não encarar uma a outra. No caso, Ellie olhava para um ponto na parede, e Dina a admirava o quão atraente ela era. O nariz afilado, as sardas, uma cicatriz na sobrancelha, tudo parecia tão atrativo. Ela poderia definir Ellie como um copo de água com veneno no meio do deserto. Extremamente atrativo, mas perigoso.

   Ellie se remexeu incomodada, percebendo a indiscrição de Dina, e quando estava prestes a reclamar um barulho suspeito soou. Barulho de moto. Muitas motos. Ellie correu até a janela, olhando por entre as persianas. Os primeiros homens de jaqueta de couro desceram de suas máquinas motorizadas, e com tacos de baseball começaram a quebrar o carro que ela usará nos últimos dias.

  — Mas que merda! — Disse de mandíbula cerrada.

  — O que foi? — Dina perguntou confusa.

  — Motoqueiros, o que você sabe sobre a porra desses caras? Por que eles estão quebrando o meu carro? — Perguntou rapidamente de cara fechada para Dina.

   Se fosse algo que poderia ter sido evitado com um aviso prévio, Ellie iria acabar explodindo de raiva.

  — Eu... eu não sei, tá bem? Só sei que Eugene era metido com essas coisas, o cara que você quase arrancou a mão! — Respondeu nervosa.

  Ellie passou as mãos no rosto em desespero, percebendo que havia feito uma bosta das grandes. Mas agora não tinha muito o que reclamar, era agir para não acabarem sendo espancadas até a morte. Sacou o revólver da cintura, e correu novamente para a persiana.

  Dois brutamontes continuavam a árdua tarefa de destruir seu carro, mas haviam cinco motos estacionadas. Três estavam vindo ao seu encontro, provavelmente as procurando em quarto e quarto. Ellie voltou para a cama e puxou o cobertor entregando a Dina.

   — Vamos, coloque na mão e quebre a janela — Ordenou com pressa. Mesmo aberta, era muito pequena para que pudessem passar. Teriam que quebrar se quisessem sair. Dina jogou o gelo no chão, e imediatamente acatou o que Ellie estava pedindo. Certamente ela saberia bem o que fazer, a sua única alternativa era segui-la.

  Os passos iam chegando mais perto, e Ellie se colocou em frente à porta apontando para quem ousasse ser o inquilino indesejado da noite.

   — Mais rápido, Dina! — Apressou.

  — Estou tentando — Respondeu socando a janela com o máximo de força que conseguia.

   Considerou usar os pés, mas a coisa que menos precisava era ferrar o pé e ficar impossibilitada de correr. Os passos que estavam próximos silenciaram. Quando Dina conseguiu tirar a maior parte do vidro para passar, a porta fora arrombada. O homem de jaqueta de couro caiu de joelhos quando o tiro o atingiu no peito, os outros dois se esconderam um de cada lado com medo dos disparos os atingirem.

   Dina pulou a janela, sem tanta dificuldade na queda pois era o primeiro andar, e se manteve escondida ao lado da parede pelo por fora. Como modo de advertência para não entrarem, Ellie continuou a disparar porta afora, se jogando no chão, perto da mochila com o dinheiro, quando os mesmos revidaram.

   Ela agarrou o dinheiro e em meio aos tiros jogou-se pela janela, machucando as mãos nos cacos de vidro. Respirava fundo, torcendo para que não tivesse nenhum furo de bala em seu corpo. Com sangue escorrendo da palma, ela segurou a arma com firmeza e levantou atirando para dentro do quarto, fazendo com que eles temessem se aproximar.

   Por sorte acertou mais um no ombro, que foi ao chão gritando em agonia. Para ajudar, Dina segurou a mochila, e saiu correndo sendo puxada pela mão ensanguentada de Ellie, pelo corredor que levaria para frente do hotel. Pelo barulho dos disparos, um dos homens que estavam destruindo o carro correu para ajudar a arranca-las do quarto. Mas quando os tiros de advertência cessaram, eles entraram e encontraram o metro quadrado vazio, e completamente bagunçado. O barbudo que ficará sozinho cuidado do carro, arregalou os olhos quando as viu chegando.

    Ele jurava que os brutamontes a pegariam desprevenidas no quarto. Ele levantou o taco, pronto para acertar Ellie, que puxou Dina para atrás de si, e acertou uma bala certeira no rosto do homem.

  O barulho deixou os motoqueiros que vasculhavam o quarto em alerta. Saíram às pressas, percebendo que não havia dinheiro e elas estavam fugindo. Ellie girava a chave na ignição, sob o olhar atento e assustado de Dina, que esperava ser pega a qualquer minuto.

   — Eles estão vindo, anda! — gritou.

   O carro fez barulho pela segunda vez, e no mesmo instante Ellie ouviu o barulho de tiro passado ao seu lado. Eles estavam atirando enquanto corriam em direção a elas. Dina abaixou a cabeça, e sentiu o coração dá um solavanco ainda maior quando o carro saiu do lugar. Ellie passou a marcha e saiu deixando o cheiro de borracha queimada no ar, por conta dos pneus arrastando no asfalto.

    — Meu Deus, que porra foi essa? O que diabos eles queriam? Ellie, vamos morrer! — Dina dizia em pânico.

    Ellie olhava para o velocímetro, vendo que algo havia sido bastante prejudicado pelo vandalismo. Seu carro não conseguia ir tão rápido quanto antes, sem falar nos vidros, capô e retrovisores quebrados.

  — Puta merda, eles estão vindo. São eles de novo — Dina avisou olhando para trás. As duas motos barulhentas não iriam passar despercebidas fáceis.

  — Confie em mim. Não vamos morrer. Ao menos não hoje — Ellie disse afundando o pé no acelerador. A velha lataria não era páreo para as motocicletas, mas Ellie não queria ganhar na velocidade.

   Os dois estavam atirando, e pilotando, não iriam dar conta por muito tempo.

  — Põe o cinto — avisou a Dina que a olhou sem entender como esse poderia ser a única resposta que teria.

 — Agora! põe essa merda agora! — Gritou dessa vez.

 Quando ela já estava segura, Ellie puxou o freio com tudo. A moto que estava quase em sua cola colidiu com o carro, fazendo o piloto praticamente voar para longe. O outro freou derrapando e caindo com a moto por cima de si.

    Bingo.

    Sob o olhar assustado de Dina, ela desceu empunhando o velho revolver. O que fora parar longe já estava morto. A queda entortara sua cabeça, morte instantânea. Faltava apenas um. O que havia caído quando freou.

   Ele tentava tirar a enorme moto de cima de si, para aliviar a dor que sentia na perna. Por conta da bermuda, era possível ver a ponta de sua tíbia para fora em uma terrível fratura exposta. Ellie se aproximou, com Dina em seu encalço.

    — Subestimamos você, admito — Riu, com os dentes tingidos de vermelho. Provavelmente machucara a boca também.

   — Quem te mandou? — Perguntou com a arma apontada para o homem sentado no chão.

   — Você vai me matar de qualquer jeito — Justificou seu sigilo — Só saiba que você mexeu com o cara errado. Formos os primeiros, mas não...

    Antes que ele pudesse terminar sua frase de efeito, Ellie atirou em sua cabeça, pintando a bandana azul de vermelho com o sangue daquele estranho.

  — O que ele quis dizer? — Dina perguntou curiosa.

  — Que estamos fodidas.

  Ellie olhou para o carro fumaçando, as motos estraçalhada, a estranha que estava levando consigo e pensou que não tinha escolha. Precisava de ajuda e para isso colocaria o orgulho no bolso para falar com alguém que não via a muito tempo.

   Sua irmã.


Notas Finais


Surtos, Pedidos, Reclamações, Críticas e Súplicas deixar nos comentários. Cobrar capítulo? Só ir no Twitter e marcar @b0yzinh0


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