História Wanted: Em busca da inocência - Capítulo 2


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Categorias Avril Lavigne, Demi Lovato, Fall Out Boy, Halsey, Justin Bieber, Katy Perry, Little Mix, Madison Beer, Melanie Martinez, Selena Gomez, Shawn Mendes, The Wanted
Personagens Avril Lavigne, Demi Lovato, Halsey, Justin Bieber, Katy Perry, Madison Beer, Max George, Melanie Martinez, Perrie Edwards, Pete Wentz, Selena Gomez, Shawn Mendes
Tags Demi Lovato, Justin Bieber, Selena Gomez, Shawn Mendes
Visualizações 14
Palavras 1.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eis o primeiro capítulo. Obrigada por esperarem.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Shawn

O sol brilhava forte quando ele saiu da faculdade. Aguentar horas ouvindo professores encherem sua cabeça com matérias e palavras e assuntos novos não é para qualquer um. A faculdade é o estágio transitório entre quem você foi um dia e quem você será a partir daqui. É uma escolha que você seguirá até o final dos seus dias, ou até alguém dizer chega e lhe permitir um descanso. Uma casa em algum lugar tranquilo, pássaros para acordá-lo todos os dias, grilos para fazerem-no dormir todas as noites. Mas até lá, ele tem que aguentar os professores, as matérias e as pessoas ao seu redor que ele ainda não conseguiu se acostumar e conhecer, porque coloca os estudos acima de tudo para que, pelo menos assim, possa dar algo melhor a sua mãe. Não que estivessem em uma situação ruim, nada disso, mas para que não fosse obrigado a ver lágrimas descerem pelos olhos dela. Porque um bom filho sempre faz o bem para quem ama.

— Você está livre hoje? Estava pensando de irmos para aquele bar que comentei outro dia – disse a voz do outro lado da linha.

— Hoje não vai dar, Justin. Quero aproveitar esse primeiro dia de férias com a minha mãe. Aliás, quero até adiantar um trabalho para o próximo ano. Meu professor disse que sou muito bom.

— Trabalho, trabalho e trabalho. Você não se cansa disso? Até eu me canso só de ouvir você falando nisso.

— É porque para você deve ser mais fácil. Eu não tenho um pai rico de quem eu vou herdar inúmeras empresas. Na verdade, nunca tive um pai... – disse Shawn, pronunciando as últimas palavras quase que em um sussurro.

— Escute aqui, cara – disse Justin após um suspiro. – Não precisa ficar nos comparando em oitenta por cento de nossas conversas. Eu sei que você se esforça, eu também me esforço. Meu velho já disse que eu não herdo nada se não me formar e você já sabe que eu não sou bom em matemática, o que dificulta um pouco mais a minha situação. – Shawn riu. – Nós somos amigos e não quero que qualquer dinheiro ou trabalho para a faculdade nos separe.

— Eu também não quero isso, Justin, mas é que é mais difícil para eu me divertir. Você sabe. Eu não sou como você que sai todo final de semana. Não estou acostumado.

— E é por esse motivo que eu quero que você venha. Vai ser divertido. Eu chamei outros amigos meus. Nós podemos ir naquela festa do Bob depois do bar. Você sabe que ele arrasa nas festas.

— É, eu sei.

— E então? Vamos lá, você vai ter três meses para fazer esse trabalho. O que nós faremos vai durar só uma noite. Prometa que vai pensar, sim?

— Vou falar com a minha mãe e com a Selena. Você sabe que não gosto de preocupar minhas mulheres.

— Ah, sim. Sua namorada – disse Justin, quase que com nojo de falar aquilo. – Bem, não esqueça de ligar confirmando e considere a possibilidade de que eu posso aparecer na sua casa e sequestrá-lo. Eu sou legal, mas posso ser louco às vezes.

— Às vezes? – Shawn disse com um sorriso.

— Tchau, irmão. Nos vemos mais tarde.

O moreno desligou o celular e sorriu consigo mesmo. Ele amava seu melhor amigo e ficava contente diante de suas tentativas de animá-lo e fazê-lo ir às festas para socializar. O problema é que isso não era para ele. Shawn gostava de ficar em casa com a mãe ou sair para tomar sorvete com a namorada. Nada de exageros. E às vezes o casal levava Justin para os passeios, já que os três eram amigos desde a infância. E pensar que ambos já brigaram pela atenção de Selena. O loiro já havia dito que não se importava de ver os dois juntos, afirmando que não se sentia mais atraído por ela, mas quem era capaz de afirmar isso? Shawn acreditava no amigo apesar de tudo, e sua concentração agora estava no dinheiro que contava para pagar a passagem do ônibus para sua casa. Ele mal podia esperar para chegar em casa e contar como foi tudo na faculdade.

[…]

Cerca de dezoito quilômetros separavam Shawn de sua casa quando ele entrou no ônibus. Ele e sua mãe moravam em Dublin, enquanto sua faculdade ficava em Columbus, capital do estado, Ohio. Ele se sentou na janela para que pudesse observar a movimentação na rua. Essa era sua atividade favorita quando estava entediado: ver as pessoas. Havia algo de mágico na maneira como os outros à sua volta se comportavam. Provavelmente ele nunca trocaria uma palavra sequer com qualquer um daqueles humanos, mas sentia conhecer cada um deles. Passando pela padaria, ele viu a mesma senhora levando o mesmo poodle na coleira, entrando para comprar seus exatos três pães fresquinhos. Sempre que ele ia ou passava por ali, ela já estava fazendo seu pedido. Uma e outra vez ele fez carinho no cachorro e ela lhe deu um sorriso enrugado. Ele também viu a menina de trancinhas que estava com seus patins na frente da casa, que vez ou outra o cumprimentou com um sorriso alegre e infantil. Mesmo sem conhecer ninguém, ele já considerava a todos pessoas próximas, que ainda veria nos próximos anos até terminar a faculdade.

O ônibus ainda parou mais uma vez para que uma mulher morena entrasse e sentasse ao seu lado, já que todos os outros lugares estavam cheios. Ela sorriu para ele e ele devolveu o cumprimento. Em suas mãos estava um embrulho muito bem feito, que ele imaginou ser para alguém muito especial. Isso fez com que Shawn se lembrasse que dali a poucos meses seria seu aniversário de vinte anos e ele deixaria de ser um mero adolescente para ser tratado como um adulto. Isso não impedia sua mãe de tratá-lo como um bebê, como ela já havia dito anteriormente. Selena havia telefonado semanas antes apenas para dizer que havia começado a contagem regressiva para o evento e mal podia esperar para comemorarem juntos. Ela era seis anos mais velha que ele e haviam se conhecido ainda ma infância, mas isso não o impediu de se apaixonar por ela. Fariam um ano de namoro em poucas semanas e seu coração nunca esteve errado ao sentir que ela era ele assim como ele era dela. Total e completamente. Estava mais do que ansioso para vê-la e contar as novidades. Justin, é claro, queria dar ao amigo uma festa digna de vinte anos, com bebidas e música alta, mas Shawn não era como o amigo, que bebia há mais tempo por já ter vinte e quatro. As pessoas mais próximas dele não tinham sua idade e isso o fazia sentir que deveria se mostrar o mais responsável possível para que ganhasse o respeito deles.

[…]

O garoto caminhou do ponto de ônibus até em casa. O vento fresco balançava seus cabelos e ele mal podia esperar para ver todo mundo. Era incrível como nada mudava na cidade: os mesmos prédios, as mesmas lojas, as mesmas pessoas. O rock que tocava em seus fones o deixava alheio aos sons da rua, mas ele aproveitava mesmo assim. Essas férias seriam as melhores da sua vida.

— Mãe? – ele chamou ao entrar em casa. – Cheguei.

— Shawn? – veio a resposta, em algum cômodo da casa. – Eu estou na cozinha.

— Já estou indo.

Ele largou a mochila no sofá e foi até o lugar indicado. Lá, ele beijou a mãe, que estava toda coberta de farinha.

— Fazendo algum experimento?

— Engraçadinho. Senti sua falta – ela disse, sorrindo para ele.

— Também senti, mãe. Como vão as coisas?

— Tudo bem por aqui, tirando sua tia que não para de me ligar. Ela está doida por aquele homem que conheceu na páscoa. "Katy, me ajude", "Katy, com que roupa eu vou?", "Katy, Katy, Katy". Juro por Deus que eu vou mudar meu nome se ela não parar.

— Você conhece a tia, ela não vai parar – disse ele, rindo.

— Infelizmente. Pode me passar o leite?

Shawn colocou a caixa de leite ao lado da tigela que sua mãe utilizava e abriu. Ela pegou-a e despejou o líquido junto com os outros ingredientes. Ele amava a comida caseira da mãe e sabia que aquela também estaria fantástica.

— Você parece um pouco pálido para mim. Andou tomando seus remédios, filho?

Shawn tinha ansiedade e precisava tomar, também, remédios para suprir o ferro em seu sangue. Ele odiava isso, principalmente pelo fato de sua mãe gastar tanto com eles. Porém, melhor isso do que parar no hospital e ele morria de medo de agulhas.

— Tomei, mãe. Não se preocupe, talvez seja porque eu quase não saio.

— Então eu quero que você passe o máximo de tempo fora. Saia com o Justin e a Selena. Vai ser bom para você.

— É, eu vou. Nós já planejamos várias coisas.

— Acho bom. Você precisa se divertir, relaxar. Ainda é novo, filho, nunca se sabe quando poderá fazer tudo isso de novo.

O garoto sentiu uma pontada de amargura na voz da mãe. Ela mesma havia interrompido sua juventude ao engravidar dele. Ela teve que morar com os tios e a irmã e por isso são tão próximas assim. Ele se sentia mal pela mãe, mas sempre fez de tudo para fazê-la feliz, principalmente para suprir a falta do pai. Uma surpresa depois de voltar do trabalho, uma música que compôs só para ela. Uma heroína, foi o que sempre disse, e ele iria retribuir todo o esforço dela assim que terminasse a faculdade e começasse a trabalhar.

— Vá para o seu quarto e descanse um pouco – ela disse. – Tome um banho também. Daqui a pouco eu te chamo para comer.

— Mal posso esperar para atacar – ele respondeu, fazendo cócegas nela.

— Vá logo antes que eu lhe joge um chinelo.

Ele pegou a mochila e subiu correndo as escadas. Tirou toda a roupa e entrou debaixo do chuveiro. A água estava quente, assim como gostava. Aos poucos, todo o peso do ano letivo saiu de suas costas. Não havia o que se preocupar. Ele agora estava rodeado pelas pessoas que mais amava e poderia, ao menos, ser um garoto comum por alguns meses, até tudo voltar de novo: o estresse, as crises de ansiedade, a baixa auto-estima. Mas, por alguns meses, tudo poderia ser esquecido e levado com tranquilidade.

Ao sair do banho, procurou vestir a roupa mais confortável possível. Era verão e ele tinha que aproveitar. Colocou Ed Sheeran para tocar enquanto se trocava. Desligou o rádio quando terminou e desceu as escadas tranquilamente. Nada poderia estragar seu início de férias de verão.

Ele sentou no sofá e pegou o controle da televisão. Fez uma pausa apenas para sentir o cheiro delicioso da comida que sua mãe preparava. Seu estômago roncou. Ele ligou o aparelho e passou por alguns canais até que um, especificamente, chamou sua atenção. Ao prestar atenção na matéria, seu coração errou uma batida. Sentiu seu corpo inteiro gelar por dentro e nem era possível saber se ele respirava. Estava estático, assustado, com o que lia e o que o repórter dizia. O mundo ao seu redor ficou mudo, tanto que Katy teve que deixar o que fazia para ver o que aconteceu com o filho. Ela também paralisou ao olhar a televisão, mal acreditando no que via.

— Filho... A Selena...

Houveram alguns segundos de silêncio até que ele pudesse fazer qualquer movimento. Ao sair de seu estado de choque e suas costas encostarem no encosto do sofá, ele finalmente pôde balbuciar:

— Morreu.






Notas Finais


Gostaram do capítulo? Não deixem de acompanhar a história para saber o que vai acontecer no final. Au revoir! Xoxo!


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