História War and Anarchy - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ace, Heron, Kael, Luna, Morkhan, Pink, Saturn, Valen, Wfd, Wren
Visualizações 6
Palavras 3.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vladydraculaura LEIA PF.
Laceração: rasgo na pele, corte em desordem, dilacerado.
Abrasão: raspar o membro em algum lugar. “ralado”
Incisão: Corte reto, usado em cirurgias ou causados por objetos afiados.
Isocóricas: Pupilas normais.
Obstetrícia e Ginecologia: Ramo da medicina que se ocupa da gravidez e saúde do aparelho reprodutor feminino e mamas.
Membros superiores: braços
Membros inferiores: Pernas
Região lombar: Nas costas acima da bunda (Glúteos).
Sinais vitais: Medidas que avaliam as condições gerais do paciente: (Pressão arterial, Temperatura, Pulso e respiração.)
mmHg: Milímetros de mercúrio
bpm: Batimentos por minuto.
Irpm: incursões respiratórias por minuto. Também chamada de rpm: respiração por minuto.
Fratura exposta: lesão que tem a exposição de alguma estrutura óssea.
Doenças cardiovasculares: relacionada ao coração e seus vasos (Artérias e veias).
Doenças Neurológicas: Relacionadas ao encéfalo. (Cerebro, medula espinhal, etc.)
Mal súbito: perda repentina de consciência.
Visão central: Visão reta, cheia de detalhes.
Visão periférica: visão que se forma nas laterais dos olhos.
Fotorreagentes: Reagem a luz.
Turva: embaçado.
Anisocóricas: pupilas em tamanhos diferentes.
Perfuração: Buraco feito por objeto perfurante.
Imperceptível: Pulso que não se sente.
Dispneia: Dor ao respirar, dificuldade de respirar.
Arrítmico: fora do ritmo, sem ritmo regular.
Hipotenso: Pressão baixa.
Hipotérmico: Temperatura baixa.
RCP: Ressuscitação cardiopulmonar.
PCR: Parada Cardiorrespiratória.
Bulha cardíaca 1: Tum Primeiro batimento do coração
Bulha cardíaca 2: Tá. Segundo batimento do coração.

Se apareceu alguma coisa no capítulo que não foi traduzida aqui, favor pergunte. Boa leitura.

Capítulo 8 - Zona 7 Eu e meu coração partido.


Fanfic / Fanfiction War and Anarchy - Capítulo 8 - Zona 7 Eu e meu coração partido.

Bianca Hasgomery narração.

Eu preciso de um pouco de amor na minha vida, no escuro que me encontro, que seja o bastante para que eu possa recomeçar, que a dor cesse e eu continue caminhando, até que enfim não possa mais sentir o sofrimento que foi ter meu coração partido. Será que estou pronta para lutar por isso? Será que está certo entregar-me? Será que posso ser a dona de sua vida? Ou não posso salva-la? Parece que estou perdendo o controle, será que alguém pode me dizer que não estou sozinha, que alguém também está com medo?

- Está pronta Hasgomery?

- Hã? Olhei quem me tocava. – Como você me achou?

- Está parada na porta a 10 minutos? Achei que tinha congelado.

- Não, estava pensando.

- Lembre-se, o máximo que pode acontecer é você matar alguém. Riu indo até o balcão.

Depois de um tempo estudando com Luke percebi que ele tinha um senso de humor um tanto obsceno e de dar medo.

Éramos eu, Luke, Mikaela, Evelyn e Jimmy. Nunca falei com nenhum deles profundamente então não os conhecia, mas era bom estar com outras pessoa que entendam o que significa desfibrilador, pra variar.

Sentamos esperando o nosso residente chefe, era o cara que nos faria de gato e sapato para que aprendêssemos a arte da medicina na pratica. Não sabia muito o que esperar, então ainda não tinha uma reação.

Sabe quando você está dirigindo e vê uma ambulância no retrovisor? Sua consciência diz que tem de dar passagem porque o fato de ter um ser humano ferido é sua prioridade certo? tinha um médico que vinha em nossa direção exatamente como uma ambulância, todos abriam caminho então deduzi que ele tinha algum tipo de moral, ou metia medo danado.

- Vocês devem ser os idiotas que mandaram para eu treinar.

- É, acho que somos. Luke respondeu.

- Ótimo. Meu nome é Brendan Mason, sou residente geral e vou ensina-los a arte de não matar ninguém. Não esperem que eu passe a mão nas suas cabeças, vocês vão sofrer muito em minhas mãos.

- Alguma coisa que devamos saber? Mikaela perguntou.

- Tenho 5 regras e acho bom decorarem. Regra nº 1: Não adianta puxar meu saco, eu já odeio vocês e nada mudará isso. Regra nº 2: Venham voando se eu chamar, dane-se o que estão fazendo. Eu sou sua prioridade. Regra nº 3 se eu for dormir acho bom não me chamar, a não ser que o paciente esteja morrendo. Regra nº 4 Acho bom não terem matado o paciente antes de eu chegar, porque além de me acordar à toa terão matado alguém. (Baseado na fala de Miranda Bailey G.A – T1-E1). Começou a andar.

- Espera, você disse cinco regras. Só falou quatro. Questionei.

- Regra nº 5, quando eu andar vocês me seguem. Olhou os cinco que saíram correndo atrás do seu novo chefe.

É, agora não tinha volta, ou tudo dava certo, ou errado.

Bianca off.

Como prometido, Leon trouxe o carro de Bianca para sua casa e foi até mais fácil do que pensou.

- Vai tentar transar de novo? Carol estava sentada na sala fazendo o dever de casa.

- Bianca não está aqui, hoje é o primeiro dia de estágio dela.

- Eu vi o carro, tá escondendo ela debaixo da cama?

- Trouxe pra cá porque dei carona a ela depois que saímos de W.F.D.

- Ah, vocês jogaram então?

- Matamos o Boss da zona 24 e você está oficialmente fora de perigo.

- Ei, então vamos jogar. Quero fazer transferência pra sua cidade.

- Ah... Sinto muito, eu morri. Coçou a nuca.

- O que?!

- O Tony também.

- Caramba.

- A Bianca tinha razão quando disse que nossos personagens não estavam fortes o bastante. Vencemos sim, mas eu morri e um amigo morreu. A Bi te trocou pelos itens do Boss e se trancou com você na sua loja. Resolveram dar um tempo para que possamos pensar em uma maneira de nos livrarmos desses renegados.

- É, será bom dar um tempo. Eu nem fui sequestrada de verdade e estou apavorada.

- Vamos tentar resolver isso, mas não será fácil.

- Antes de deslogar ontem eu ouvi umas coisas. O tal Ace pretende recrutar o jogador que ele considera mais forte para o time dele.

- É, sei disso. Ele quer minha esposa. Revirou os olhos.

- Ela não está muito interessada nisso, então sem problemas.

- Eu só quero meu jogo de volta.

- É, eu também.

Sede das industrias Jones... Empresa desenvolvedora de W.F.D.

- O que faz aqui na sala de desenvolvimento? Jones olhou a filha entretida com algo nos computadores.

- Vi meu namorado e um de meus amigos morrer hoje. Encarou o pai. – Graças a sua genialidade jogadores maus estão destruindo seu império.

- O que quer dizer?

- War for Nightmares trouxe muitos jogadores novos, mas o bug que transforma players bons em maus diminuiu a quantidades de acessos regulares consideravelmente.

- Isso não pode ser possível.

- Não é só possível como está acontecendo. A cada dia o número de jogadores diminui graças aos tais renegados sem tribo. Se continuarmos nessas proporções nem mesmo eles vão jogar.

- O que podemos fazer?

- Quando se tem uma ameaça você a elimina.

- Não posso eliminar os jogadores mesmo que estejam bugados, eles não prejudicam o jogo em si.

- Você pode pensar em uma maneira de remover esse erro. Enquanto isso a Six segura as pontas.

- Six? Arqueou uma sobrancelha.

- Nossa equipe, demos o nome de Six. Já que nos consideram os mocinhos, parecia justo termos um nome.

- Gosto de ver que está se entrosando com outras pessoas, principalmente pessoas que entendem do game.

- Estive pensando nisso. Posso assumir os negócios, mas tem uma condição.

- Ora, isso é muito bom, o que quer?

- Direi depois de saber se posso fazer isso. Mas o senhor vai gostar da ideia.

- Ótimo. Já deixou-me mais feliz em dizer que pode assumir os negócios.

- Imagina quando souber o que eu estou planejando.

- Aguardarei, ansiosamente.

Hospital Mercy.

- Mikaela, ficará com os pós operatórios.

- Sozinha?

- Tá achando muito?

- Não senhor. A garota saiu correndo.

- Hã... Jimmy, ginecologia e obstetrícia com a doutora Chase.

- Senhor, sem querer ser chato mas essa não é exatamente minha área favorita.

- Quem escolhe aqui sou eu garoto, vá de uma vez ou pegue o caminho de casa.

- Sim senhor. Jimmy saiu para a ginecologia.

- Evelyn, Luke e Bianca ficarão na emergência.

- Maneiro. Luke olhou sorrindo.

- Acho bom não matarem ninguém. Arqueou uma sobrancelha iniciando o atendimento em um paciente qualquer.

- Nunca fui muito fã da emergência sabe? Ele podia ter me colocado na ginecologia no lugar do Jimmy. Evelyn começou a conversar com Bianca enquanto suturava uma garota que havia se cortado.

- É, também preferia ir para uma área mais feminina.

- Vocês duas não veem vaginas o suficiente não? Tem a de vocês que precisam ver todo dia, ainda querem ver de mulheres parindo?

- Ninguém tá falando contigo cara. Evelyn calou Luke.

- Você não me pareceu nervosinha nas aulas.

- Não mexa comigo que não vai me ver nervosa.

- Tá legal. Luke distanciou-se das duas.

- Foi legal isso. Bianca riu. – Pretende seguir qual área?

- Ainda não sei direito. Gosto de tudo por enquanto.

- Pensei que eu fosse a única.

- Essa dúvida é recorrente, não se preocupe.

- Eu me chamo Bianca Hasgomery a propósito.

- Sei disso Bianca, estudamos juntas.

- É que ninguém na sala fala comigo então pensei que... Deixa pra lá. Sacudiu a cabeça.

- Olha, eles são uns idiotas. E eu sou idiota também por nunca ter falado nada a respeito.

- Nossa.  Por essa eu não esperava.

- Você pode ser a louca caladona, ou podemos nos ajudar aqui dentro e sobreviver ao Mason.

- Parece uma boa ideia.

- Amigas?! Evelyn estendeu a mão a outra.

- Amigas. Bianca apertou a mão de Evelyn.

- Pode me chamar de Evy, é meu apelido.

- Hã. Algumas pessoas me chamam de Bi, mas tem vezes que não respondo porque Bi é uma silaba.

- Tudo bem, o apelido é porque eu gosto mesmo.

- Ok.

- Parem de conversar, isso aqui não é manicure. Mason calou as duas que riram e continuaram o que faziam.

Poderia ser bom para a jovem retraída arrumar uma amiga que entendia as mesmas coisas que ela.

A emergência começou a parecer um lugar pouco interessante para os três jovens, logo estavam sentados esperando qualquer pessoa idosa aparecer dizendo que tinha fraturado ou cortado alguma parte do corpo e ambos disputavam aquela pessoa, mesmo que não fosse nada.

- Acho que o time das vaginas cairia bem agora. Luke encarava as enfermeiras com certa malicia no olhar.

- Pelo menos o Dr. Mason não está aqui gritando conosco. Evelyn comentou fixada no letreiro de atendimento.

- Não tem nada pra ele fazer, então o cara deve estar em alguma cirurgia foda enquanto estamos aqui criando raízes.

- Vai aparecer alguma coisa terrível se continuarem falando desse jeito. Bianca olhou os dois um pouco incomodada.

- É, tipo um monte de lacerações. Seria interessante.

- Esse cara me assusta. Evelyn apontou o rapaz que parecia feliz com a ideia de inúmeras lacerações.

- É. Bem medonho.

Poderia ser premonição ou destino, mas naquele exato momento três ambulâncias seguiam para o Mercy com estudantes que se envolveram em um acidente de carro.

- Bianca, Luke e Evelyn, venham comigo. Mason gritou os jovens que se dirigiram correndo para a entrada.

- O que vamos fazer aqui?

- Temos alguns traumas chegando. Vocês vão atendê-los.

- Nós? Bianca olhou surpresa.

- Se quiserem minha aprovação mantenham esses adolescentes idiotas vivos. Caso contrário farei da vida de vocês um inferno.

A primeira ambulância estacionou...

- Mulher, 18 anos, consciente, apresenta abrasões em membros superiores, fratura exposta em membro inferior direito, reclamou de dor na região lombar, sinais vitais estáveis, sem históricos de doenças cardiovasculares ou neurológicas, ela estava dirigindo e alegou ter tido um mal súbito ao volante, recuperando a consciência com a chegada da equipe de resgate.

- Luke! Mason gritou o rapaz. – Essa... Como ela se chama? Perguntou ao socorrista da ambulância.

- Karina.

- Karina é sua paciente, siga o protocolo de atendimento correto e mantenha-a viva.

- Karina, meu nome é Luke e serei responsável por seu atendimento hoje. O rapaz olhou a moça calmo, como se nada de ruim estivesse acontecendo.

- Tá. E meu namorado e mãe, sabe deles?

- Ainda não tenho notícias deles mas lhe informo assim que possível. Luke seguiu com a jovem para o raio X, ele precisava ver quais tinham sidos os danos da fratura exposta, além de averiguar as causas da dor na região lombar e se algum problema neurológico causou o mal súbito.

- Quero que tenham a confiança daquele garoto, ele não sabe de nada, mas passou para aquela moça a sensação de ser um PHD em traumas.

- Acha que não damos conta? Evelyn questionou.

- A Bianca tá mais branca que a própria roupa e você está tremendo. Tenho a sensação de que teremos morte hoje. E fiquem sabendo, se matarem alguém será responsabilidade de vocês informar os familiares.

Era a vez da segunda ambulância.

- Paciente do sexo feminino, 45 anos, consciente, apresenta abrasão em membros superiores e uma pequena incisão na região palpebral, visão central e periférica normais, pupilas isocóricas e Fotorreagentes, sem queixas de visão turva, sinais vitais alterados, pressão arterial 140x100 mmHg, pulso 120bpm, temperatura 34ºC, respiração 25 irpm. A possível causa de alteração pode ter sido o acidente de carro, onde a filha da paciente estava no volante.

- Evelyn! A senhora...

- Emma. Meu nome é Emma.

- A senhora Emma é sua responsabilidade.

- Sim senhor. Senhora Emma, sou a Evelyn e ficarei responsável por seus cuidados hoje, tudo bem?

- Desde que ande logo, tudo sim. Fechou a cara encarando a garota.

Evelyn deu uma rápida olhada em Bianca desejando boa sorte com os lábios sem soltar som algum.

- O último costuma ser o menos ferrado. Achei que seria apropriado para você.

- Por que?

- Não sei, mas minha intuição nunca falha. Olhou a garota mais uma vez depois focou-se na rua.

Por fim a terceira e última ambulância.

- Homem, 22 anos, inconsciente, pupilas anisocóricas, não respondem a luz, apresenta contusão no tórax no lado direito, perfuração por objeto não identificado no lado esquerdo com hemorragia na cavidade torácica. Sinais vitais anormais: Pressão arterial 80x60 mmHg, hipotenso desde a retirada do local do acidente, respiração 10 irpm com dispneia, temperatura: 33,5ºC, hipotérmico a 10 minutos com pulso imperceptível ou ausente.

- Parece que me enganei. O sem nome é seu Bianca. A vida dele depende disso. Mason olhou a moça que rapidamente correu para ligar o rapaz ao monitor de sinais vitais.

Aquele pulso imperceptivel ou ausente lhe preocupava, o que ela faria com a perfuração na cavidade torácica? Eram tantas coisas ao mesmo tempo que precisava fazer que não sabia nem por onde começar.

- Se lembre das aulas, foca. Bianca respirou fundo por cinco segundos quando o rapaz teve uma parada cardíaca.

- Parece que ele está morrendo, o que vai fazer?

Bianca se posicionou próxima ao tórax e começou os procedimentos de RCP conforme o protocolo de PCR.

As massagens trouxeram de volta um coração fibrilante, a moça rapidamente pegou o desfibrilador.

- Carrega em 200. Involuntariamente ela sorriu esquecendo-se estar ao lado de seu supervisor.

- Todo estudante sonha em dizer três frases impactantes da medicina, quando as falam geralmente expressam uma reação de felicidade, ela costuma aparecer em momentos muito inoportunos.

- Desculpe, não tive intenção de fazer isso. – Afasta. Posicionou as pás e o rapaz recebeu a descarga fazendo seu coração bater de novo. Na primeira bulha cardíaca ele teve outra PCR que fez a jovem voltar ao seu tórax com compressão.

- Está cansada Bianca?

- Não senhor. Continuava a massagear o peito do rapaz. – Vamos, volta.

Mason olhou o relógio depois olhou novamente a moça.

- Tudo bem, pode parar.

- O que? Mais porquê?

- Ele morreu a 10 minutos, não dava pra fazer mais nada. Devia ter percebido isso.

- Morreu?

- Hora da morte 17h16. Mason olhou a garota. – Lembra-se da punição?

- Não.

- Contar aos familiares sobre a morte.

- Eu nem sei o nome dele. Continha as lagrimas.

- Descubra e descreva todos os procedimentos desde a chegada até a morte nesse prontuário. Jogou o prontuário sobre a moça. – Assim que a Karina sair da cirurgia contará a ela que seu namorado morreu.

- Como sabe disso?

- Eu sei perguntar, e você?

- Tudo bem, vou preencher o prontuário enquanto espero a cirurgia terminar.

- Faça isso.  E se eu fosse você pensaria em desistir. Saiu.

Bianca tentava de todas as formas conter as lagrimas enquanto andava até encontrar uma sala vazia em meio aquele hospital imenso. A sala de materiais foi sua válvula de escape, entrou nela desabando em lagrimas que não se continham em momento algum. Coincidentemente Gwen entrou ali para pegar alguma coisa que a jovem não sabia o que era e lhe ouviu chorando.

- Eu geralmente pego gente se beijando aqui... Ah, Bianca? Perguntou surpresa. – O que está fazendo aqui querida?

- Oi senhora Chase. Secou as lagrimas.

- Gwen, querida. Por que está chorando?

- Meu paciente morreu. Começou a chorar de novo. – Ele morreu nos meus braços.

- É, eu estou vendo esse sangue todo nas suas mãos. Mas isso não é incomum, as pessoas morrem Bianca.

- Eu sei, mas vou ter de contar a família que ele morreu. Eu ainda não estou pronta pra isso.

- Quem declara é que fala com a família, quem declarou a morte?

- Brendan Mason.

- Ah, tinha de ser. Ele é seu residente chefe?

- Sim.

- Querida, queria dizer que está tudo bem, mas estaria mentindo. Brendan é o tipo de médico que amedronta qualquer futuro médico num nível descomunal.

- Como assim?

- Ele deve ter visto seu histórico, ele sempre dá um caso perdido para o novato gênio, para mostrar que a teoria não vale de nada se não tem pulso para encarar a prática.

- Está dizendo que ele me usou de exemplo?

- Sim e vai te torturar até que consiga atingir uma meta.

- O que? Eu não quero ser torturada não, quero aprender.

- Olha Bianca, de tudo isso não é ruim, você pode ser mais antecipada e mostrar que está pronta para o serviço provando que ele está errado sobre você.

- Errado em que sentido?

- As marcações do Mason são com alunos que tem excelentes notas nas teorias mas na prática costumam ser mais retraídos. Ele quer te desafiar a se desafiar, por isso parece que está te torturando.

- Como sabe de tudo isso?

- Fomos alunos no mesmo hospital e no mesmo ano.

- Não acham coincidência trabalharem no mesmo hospital?

- Ele é apaixonado por mim.

- A senhora é casada e está gravida. Olhou surpresa.

- Eu sei querida, mesmo assim ele ainda acha que um dia largarei o Lúcios e ficarei com ele.

- Definitivamente, bizarro.

- O meu conselho é: não se deixe intimidar pelo que ele lhe fizer, revide mostrando-se confiante e firme que esse estágio se tornará o melhor da sua vida.

- Como isso pode melhorar?

- Ele é um dos melhores. Pode te colocar dentro da área que desejar, se você o agradar.

- Que cunho tem esse agradar?

- Mostre que é uma boa médica.

- Tá, acho que dá pra tentar.

- Só não desista por causa de uns sustos. Ainda há tempo de recuperar sua dignidade. Pense que seu paciente não morreu por sua causa, seja firme ao falar com a família e não demonstre emoções, ao mesmo tempo ofereça conforto emocional e diga que fez tudo o que podia. Funciona bem.

- Obrigada Gwen.

- De nada. Se me der licença preciso ir ali vomitar de novo.

- Gravidez difícil?

- Nem o Leon que foi o primeiro deu tanto trabalho. Riu saindo.

- Eu consigo fazer isso. Limpou as lagrimas e seguiu na direção do quarto onde Karina estava se recuperando no pós operatório.

- Amiga, eu soube que seu paciente morreu! Evelyn chegou assustada.

- Todo mundo já sabe?

- Mason foi em cada um, chamou no cantinho e contou e depois disse: Não seja como ela. Bem rude até. Um idiota.

- Ele está certo, não seja como eu. Seja melhor que eu.

- Parece bem.

- Estou melhor agora.

- Não tem de comunicar a morte dele para o paciente do Luke?

- Estou indo fazer isso agora.

- Boa sorte.

- Obrigada.

Continuou caminhando até o quarto, passou por Mason e o cumprimentou como se nada tivesse acontecido anteriormente entre os dois, o homem deu meia volta e a seguiu para saber o que faria.

Bianca abriu a porta de correr e entrou no quarto onde se encontrava Karina, ela já estava consciente e conversava com Luke sobre o acidente, assim que o rapaz viu a garota fixou seu olhar nela, parecia querer dizer: o que diabos está fazendo aqui?

- Senhorita Karina, trouxe notícias do seu namorado.

- O Mike está bem?

Bianca respirou fundo e descarregou na pobre garota todas as informações que tinha sobre o namorado dela. Depois de dizer sinto muito retirou-se deixando as lagrimas doloridas da garota por conta de seu companheiro de estágio.

- Gostei disso. Foi bem feito, nem eu comunicaria uma morte tão bem assim.

- Não se deve ficar feliz com a desgraça alheia.

- A desgraça daquela mulher lhe fez mais forte. Absorva isso e tome como uma lição que levará para a vida toda.

- Tenho uma sutura no leito seis, o senhor deseja mais alguma coisa?

- Pode ir. Olhou a moça até que desaparecesse no corredor.

O resto do dia e a noite foi tranquila, apenas alguns casos de dor de cabeça, pressão alterada, anotações e altas.

- Espero vocês semana que vem. Mason despediu-se dos garotos que se preparavam para ir embora no vestiário.

- Esse cara é louco. Luke comentou depois que ele saiu.

- Não achei tão ruim. Mikaela acenou a todos e saiu.

- Até amanhã na aula. Jimmy também saiu.

Evelyn e Bianca saíram caminhando juntas até a entrada do hospital.

- Alguém vem te buscar porque não tem carro? Evelyn perguntou.

- Ter até tenho, mas ganhei uma carona hoje e preciso dela pra voltar.

- Minha mãe vem me buscar, se quiser podemos levar você.

- Tudo bem, ele prometeu que viria.

- Ah, é o Chase. Sorriu. – Podia me falar disso uma dia. Quando se sentir à vontade é claro.

- É uma história interessante de se ouvir. Riu. – Quem sabe eu conte.

As duas ouviram uma buzina, era a mãe de Evelyn, a moça se despediu e saiu. Bianca ficou sozinha cerca de dois minutos até um azera preto parar ao seu lado.

- Está esperando alguém? Luke perguntou enquanto abaixava o vidro.

- Sim.

- Tem certeza que seu namorado irritadinho vai aparecer? Ele pode ter dormido.

- Ele vai aparecer.

- Eu posso te levar pra casa se quiser.

- Tudo bem, você pode ir.

- Olha. Estendeu um papel. – Esse é meu número. Se ele não aparecer, pode me ligar que venho te buscar.

- Tá. Obrigada. Olhou-o meio desconsertada. Até ela começava a duvidar que Leon apareceria.

- Boa noite Bianca.

- Boa noite.

Viu o carro desaparecer na rua e começava a ficar preocupada com o fato de Leon ainda não ter aparecido.

- Quatro horas foi o combinado. Olhou o relógio que marcava 4h16 da manhã.

Havia um mini desespero em seu ser, o que faria se realmente tivesse sido esquecida ali? Teria de ligar para a pessoa que devia evitar de todas as formas? Afinal, com o irmão preso não poderia pedir socorro para aquele que costumava ser seu protetor.

- Mil desculpas amor! Leon apareceu colocando uma jaqueta na moça. – Eu juro que não foi de propósito.

- Droga! Seu idiota. Abraçou-o começando a chorar.

- Ei, o que foi? Meu pneu furou, só isso.

- Achei que tivesse morrido.

- Porque acharia isso? Não seria mais lógico achar que eu te esqueci aqui?

- Não depois do que vi hoje.

- Tudo bem, vamos pra casa. Abraçou a moça e a carregou até o carro.

- Obrigada por vir.

- Eu prometi.

- Na verdade não, mas mesmo assim obrigada.

- Faria de novo sem nenhum problema.

Bianca encarou o papel em sua mão o amaçou e colocou no bolso da calça ignorando-o completamente. Ambos chegaram à casa da moça rapidamente e ele a levou até a sala.

- Bom, está entregue.

- Você tem que ir?

- Não necessariamente porquê?

- Eu tive um dia horrível, não quero ficar sozinha.

- Tudo bem, posso passar a noite com você.

A jovem andou até a porta e a trancou. Leon deu dois cliques no controle do carro o trancando também, ambos foram ao quarto da jovem e enquanto ela se livrava dos resíduos hospitalares no banho o rapaz arrumou sua cama e se deitou esperando-a. Os dois dormiram sem muita dificuldade, já que ambos estavam exaustos. O que os aguardava era relativo como a morte.


Notas Finais


E ai? gostaram desse capítulo voltado para o dia da Bianca no hospital? E o que acham da Evelyn?

CURIOSIDADE: Os médicos que fazem estágio com Bianca são todos de histórias existentes. Cada um deles coincidentemente pôde ser encaixado em W.a.A sem afetar a ordem cronológica de sua história original. Maneiro né? kkkk até o próximo.


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