História War for love - Capítulo 14


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jinyoung, Jungkook, Mark, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Tags Abo, Bangtan Boys (bts), Got7, Mpreg
Visualizações 89
Palavras 2.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI! OI! OI!
Tudo bem, meus nenês?!
Deus!! Como eu estou animada com este capítulo!! Ele ficou meio fofinho e espero mesmo que vocês gostem, afinal, eu demorei um pouquinho a mais por conta de bloqueio, mas não se preocupem! Já estou "normal" e com mais algumas ideias para pôr em prática. Hehehehe!
Aproveitem mochi's!!!

Capítulo 14 - Chapter fourteen


Fazia quase meia hora desde que tínhamos arrumado tudo e Yoongi, guardado nossas coisas em seu carro. Eu estava sentado de um modo encolhido no sofá do maior, encarando qualquer ponto da extensa sala. Yoongi estava em sua poltrona, estava sentado lendo um livro. Achei interessante o gosto que o mais velho tem para leitura, ainda mais por livros – que são objetos que quase ninguém mais usa. Fitei-o por um tempo e ele nem sequer desviava sua atenção das páginas que lia com tanto fascínio e admiração.

Comecei a pensar em o que fazer quando um alfa aparecesse por aqui e me colocasse dentro de uma jaula, para poder me transportar pela cidade. Não tenho boas lembranças deste objeto, não mesmo. Além de ser apavorante e desesperador ficar ali dentro, é apertado e frio. Tenho arrepios somente por lembrar da sensação de estar lá dentro.

-Ainda está apreensivo? – Ouvi a voz grave do alfa soar pela sala e senti o olhar do mesmo sobre mim.

-Meu cheiro está tão perceptível assim? – Indaguei constrangido e ele apenas afirmou com um movimento de sua cabeça.

-Fica ainda mais perceptível quando se tem instintos de alfa. – Riu a medida que negava com sua cabeça e fechava o livro, pousando o mesmo sobre seu colo.

Suspirei pesadamente e baixei meu olhar. – E...Eu só...

-Só está receoso com o fato de ter que ser transportado por uma jaula. – Afirmei. – Não fique assim. Eu deixei bem claro ao alfa que não quero que te machuque e que era para ele ir à minha casa rapidamente. – Me olhou com um pouco de ternura, o que me fez relaxar minha postura e abraçar meus joelhos.

Ele ficou um tempo em silêncio, me observando. Eu sentia seu olhar em mim e isso me deixava envergonhado a ponto de minhas bochechas ficarem em um tom róseo. Ouvi um baixo suspiro.

– Sabe qual livro estou lendo? – Indagou e eu neguei. – “O diário de Anne Frank”. Já ouviu falar?

-Não. Sobre o que conta? – Foquei minha atenção ao alfa, que agora se levantava de sua poltrona e vinha se sentar ao meu lado.

-É um livro antigo. É baseado em um relato real de uma garotinha judia, que viveu na época do holocausto, na segunda guerra mundial. Aqui ela relata sobre suas dificuldades e conflitos que ela e sua família passavam no abrigo, junto de mais uma família. – Dizia calmamente olhando diretamente para mim, esperando minha reação.

-Nossa... Tão antigo. De quando é? – Indaguei dando uma bela olhada no objeto.

-A primeira publicação deste livro foi em mil novecentos e quarenta e sete. – Disse e eu o olhei incrédulo. Era muito tempo para um livro, ele realmente devia ser especial para ter sua história preservada e passada por tanto tempo.  – É realmente comovente o que essa pequenina passou, e, mesmo estando em uma das maiores guerras já vistas, ela não desistia de querer estudar, aprender mais, como línguas. Eles passavam muita fome neste tempo e a segurança que eles tomavam eram tão rígidas que não podiam fazer barulhos muito altos, ficar com luzes acesas até tarde... E sabia que, além disso tudo, ela ainda passava por problemas familiares que a deixavam realmente chateada? – Ele explicava tudo com tanto fascínio e tristeza em sua voz que me deixava abobado com este pequeno resumo que o moreno me fazia. Realmente é uma história muito comovente e eu até tive certa curiosidade em ler os tristes relatos da garotinha.

-Que horrível. – Meu rosto foi tomado por uma expressão triste repleta de pena. – É inacreditável saber que, mesmo muito tempo antes, já existiam conflitos tão violentos e por causas tão banais. Saber que diversas pessoas inocentes acabaram morrendo apenas por possuírem uma religião, cultura e até mesmo etnia diferente. Os humanos eram tão violentos... – Eu realmente estava começando a ficar com minha voz embargada e meio chorosa apenas por falar sobre assuntos deste tipo – Nem gostaria de imaginar, não só o que ela, mas também as outras pessoas, passaram neste período sangrento. – Suspirei pesadamente, com meus olhos fechados, esperando aquela vontade intensa de chorar.

-Eu te entendo, pequeno. E parece que nós herdamos essa “necessidade” intensa de conflitos. – Disse e fechou totalmente sua expressão.

-O...O que quer dizer com isto? – Por alguns segundos, não entendi o que o alfa queria dizer sobre seu comentário, mas assim que lembrei de nossa história pude ter um pouco de minhas dúvidas esclarecidas. – Ah... Sim. Realmente, mas acho que nem todos os humanos eram assim. Alguns eram como nós, sem nenhum interesse por guerra ou qualquer outro tipo de violência.

-Também acho que sim, mas infelizmente, a sociedade que não era a favor da guerra, teve sua mente mudada com discursos de ódio e argumentos “convincentes” por aqueles que possuíam mais poder. – Ele deitou sua cabeça e fechou seus olhos.

-Entendo... – Respirei pesadamente e logo me lembrei de minha última pergunta. – Y...Yoonnie... – Arrisquei indagar, ainda meio acanhado.

-Pode perguntar. – Disse com sua típica voz calma e com um sorriso ladino.

-O que aconteceu com ela? Com a Anne? – Me aproximei um pouco mais do mais velho, esperando sua resposta e talvez o que seria um final, ao menos, agradável. Seu sorriso morreu.

-Ela e sua família foram capturados, ela e a irmã acabaram ficando juntas em um campo de concentração e adoeceram. Margot, sua irmã mais velha, infelizmente morreu antes de si e ela logo depois. – Virou sua cabeça para me encarar, minha expressão era de puro desapontamento e tristeza. – O pai delas foi o único que sobreviveu e publicou o diário da pequena, mostrando a todos o que a maioria das pessoas daquela época viviam. – Baixei meu olhar e comecei a mexer em minhas mãos, desapontado. – Sinto muito pelo fim da história. Sei que não é um conto de fadas e que ela não merecia um fim assim, mas infelizmente foi o que aconteceu. As pessoas foram tão cruéis ao ponto de encherem diversas valas fundas com corpos.

-Entendo. – Escondi parte de meu rosto em meus joelhos e braços.

-A história de Anne deveria ser de inspiração para os outros, se quer saber. – O olhei meio confuso e deixei que prosseguisse. – As guerras deveriam acabar, as pessoas deveriam dar mais valor às coisas que possuem e aos familiares que ainda estão presentes conosco e que nos amam, e deveríamos correr atrás do que realmente amamos, no caso de Anne, foram seus estudos. – Terminou de dizer e sorriu pequeno, ato este que me fez retribuir e sentir um pequeno carinho em minha face.

Segurei a mão do alfa e a acariciei de volta.

-Acho que precisamos apenas de uma pequenina luz para entenderemos o que realmente importa, e o que nós precisamos para viver bem e sem a dor de perdemos cada vez mais coisas importantes para nós, como a presença de alguém querido. Afinal... Somos todos falhos e o que precisamos, está aqui dentro. – Levei minha mão vaga até meu peito e a pousei ali. – Be...Bem... Não literalmente aqui dentro, afinal, nossos sentimentos são desenvolvidos por nossos cérebros. – Me embolei um pouquinho, fazendo a mim e o que estava ao meu lado rirmos abobados. – Tudo o que precisamos é de...

-Amor. – Ele me interrompeu, completando minha fala.

Sorrimos, eu com meu rosto em tonalidade rósea e ele com um lindo sorriso gengival em seu rosto belo e alvo. Ele levou a mão que eu segurava até agora até meus cabelos e depositou um carinho singelo por ali, me fazendo sorrir bobo e arrumar meus fios.

-Concordo com você, pequeno. – Disse e beijou as costas de minha mão, me fazendo sentir as famosas borboletas no estomago pela primeira vez.

(...)

Poucos minutos depois do nosso dialogo, a campainha havia soado e um alfa alto e de feições não muito amigáveis atravessou a porta, indo em minha direção enquanto carregava um carrinho com uma jaula sobre. Rapidamente me pus de pé a baixei meu olhar.

Percebi seu olhar sobre mim – o que me fez encolher e suspirar nervosamente. Logo ele e Yoon começaram a conversar, enquanto eu, em hipótese alguma, ousava olhar para um dos dois por receio. O alfa moreno parecia ficar ainda mais sério perto de outro alfa que não fosse seu amigo, sua voz era firme e certeira, sem falhas ou gaguejos.

Depois de conversar com o outro, ele se aproximou e pousou sua mão em meu ombro de um jeito delicado e disse, por fim, ao alfa.

-Já lhe dei o endereço, quero que leve o ômega o mais rápido que consegue, tenho compromissos. – Disse autoritário e então saiu de seu apartamento, ficando à espera do lado de fora da porta.

-Entre. – A voz do alfa à minha frente soou grave e autoritária, me fazendo encolher mais um pouco e seguir a passos curtos e receosos em sua direção.

Ele abriu a porta da jaula e voltou a sua posição autoritária enquanto me fitava intensamente. Me agachei um pouco para conseguir entrar no pequeno cubículo de ferro e vi o mais alto me trancar dentro daquele lugar. Ele novamente empurrou o “carrinho”, me levando até fora do apartamento, me empurrando pelo corredor extenso e até então desconhecido por mim. Era realmente bonito, largo e comprido, com o chão feito de madeira e as paredes em tons claros de bege e branco; havia também vários vasos com plantas sem flores e alguns enfeites.

Entramos no elevador de serviço e ficamos esperando o mesmo fechar para sermos levados até o subsolo – de acordo com o botão que o alfa pressionou – para eu poder ser colocado dentro de algum automóvel.

Pude ver, antes de a porta de metal se fechar, o olhar de Yoon. Ele, de alguma maneira, me tranquilizava e me fazia bem, me dizia “Vai ficar tudo bem.”.

(...)

Eu estava dentro de um “caminhão”. Ele era feito de ferro, com uma porta feita com o mesmo material e com uma pequena janela com vidro e barras. Eu agora não estava mais dentro da jaula. Estava sem nada para fazer e não sabia o tempo que demoraria para esta viagem ser completa, por isso decidi andar até a portinha do grande compartimento prateado e ver e descobrir como é esta parte da fronteira. Poder ver como era a cidade dos alfas.

Assim que levei meu olhar para fora de minha pequena prisão, pude ver como o exterior do local era estonteante. A vista era simplesmente maravilhosa. Prédios e arranha-céus enormes e prateados brilhavam à luz do sol, que era refletida pelos vidros espelhados. Hologramas posicionados estrategicamente com diversos anúncios de produtos e serviços. As calçadas limpas e bem pintadas, diversos prédios comerciais e estabelecimentos também comerciais. A rua era composta por duas estradas, uma de ida e outra de volta e, em seu meio, para poder “dividir” estas duas estradas, havia um extenso canteiro de arvores e grama. Híbridos iam e vinham pelas calçadas e alguns atravessavam as ruas, porém, ao contrário da vista e da cidade com aparência bem alegre e viva, os alfas tinham um rosto nada amigável, com suas feições fechadas e rígidas. Alguns notavam a presença do caminhão e olhavam para o mesmo com um olhar repleto de ódio e nojo. 

Me encolhi diante daquilo e resolvi não olhar mais, por enquanto.

(...)

A viagem realmente não havia sido longa. Eu havia passado a maior parte do tempo admirando os locais que passávamos e os diversos tipos de híbridos que habitavam por ali. Nós havíamos saído da cidade, estávamos em um campo aberto, sem nenhum prédio e com pouquíssimo movimento, é realmente um ótimo lugar para ficarmos por enquanto. Apenas algumas casas podiam ser vistas, elas ficavam bem separadas umas das outras e eram chalés de diferentes tamanhos e cores.

Depois de um tempo o caminhão parou e o motorista foi até a parte de trás do caminhão; destravou diversas trancas e abriu a pesada porta. Dei alguns passos para trás e me encolhi ao que baixava meu olhar. Ele se aproximou de mim e me puxou pelo braço até sairmos completamente do automóvel. Eu tentava acompanhar o ritmo apressado do alfa, mas o mesmo não me dava tempo nem de dar um passo completo.

-Pode soltá-lo. – Yoon disse olhando torto para o outro. E assim ele fez. – Vou lhe pagar, mas, enquanto isso, leve nossas coisas para dentro, ômega. – Assenti e fui até o carro do maior para pegar nossas coisas.

O porta-malas já estava aberto, o que facilitou bastante. Peguei primeiro as malas de Yoon e as coloquei no chão ao lado de meus pés. Pequei a mala de alça e passei a mesma pelo meu ombro, logo depois segurando mais duas e caminhando para dentro do chalé.

A fachada do local era linda. Ele era feito de madeira e pedra, dois andares e uma varanda encantadora. Apesar de possuir dois andares, o chalé não era tão grande, porém possuía uma aparência aconchegante. O telhado de uma tonalidade cinza, feito de pedras polidas, havia uma escadaria externa que levava até uma varanda do segundo andar. Algumas das janelas eram longas e iam do chão ao teto e a chaminé não tão comprida dava um toque final em toda a arquitetura rustica e bela.

Fitei por longos segundos tudo aquilo, estava realmente encantado. Nem notei quando o motorista havia ido embora, e nem quando Yoon pegou as duas malas de minhas mãos e ficou me observando com um olhar encantado, rindo baixinho e abobado de minha reação. Eu o olhei por alguns segundos com minha boca em formato de “O” enquanto ele ria soprado. Sorri entusiasmado e dei uma volta explorando todo o meu campo de visão.

-Y...Yoon! – Exclamei sem conseguir conter minha animação. – Isso... Isso... Deus! Este lugar é lindo!

-Eu também acho. O que acha de arrumarmos nossas coisas e darmos uma explorada depois? Faz muito tempo que não venho aqui... – Propôs sorrindo doce e eu assenti freneticamente enquanto corria de volta para o carro para pegar minha mala.

Peguei minha mala e uma mochila que havia sobrado de dentro do porta-malas, fechei-o e corri para dentro do chalé, antes do dono do mesmo entrar. Estava tão animado e curioso sobre o local que nem consegui esperar o mais velho.

Nossa tarde seria, sem sombra de dúvidas, uma das mais animadas que já tivemos.


Notas Finais


E aí? E aí?!!
Ficou bom??
AAAAH!!! Eu estou muito curiosa para saber o que acharam, sério! Eu finalmente consegui criar um capítulo com uma interação um pouquinho melhor e mais fofa, e, acreditem se quiserem, eu estou quase infartando aqui. Eu mesma escrevi e eu estou derretendo. Vai entender, não vai? KSKSKSK
Comentem aí e me digam o que acharam, porque a minha crise de carência ainda não acabou! :3 <3

DIVULGAÇÕES!!!

Esta história chama-se "As amarras do destino", ela é de um grupo meio antigo (Shinhwa <3), mas é muito boa.
Vocês se lembram de quando o BTS fez cover de uma música chamada "Perfect Man"?
Então, a musica original é deste grupo e é maravilhosa, se me permitem comentar.

ttps://spiritfanfics.com/historia/as-amarras-do-destino-10093902


A SEGUNDA DIVULGAÇÃO!!!

Esta história chama-se "In The Name Of Love (ABO)" e é sobre One Direction <3


https://spiritfanfics.com/historia/in-the-name-of-love-abo-9903048


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