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História War for love; lukadrien. - Capítulo 4


Escrita por: LL_SIEGH4RT

Notas do Autor


Foi difícil escrever isso. Eu tenho esse cap planejado há muito tempo, desde o início da fanfic, no entanto... O conteúdo do capitulo fez dele algo difícil de escrever. Acabei desistindo de alguns detalhes, mas fiz meu melhor pra vocês <3

Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 4 - 4 - Tudo pode dar errado.


Tudo pode dar errado.

Luka POV




Até agora, desde a primeira vez que vi esse garoto, tudo o que fiz foi aceitar cada uma das vezes que ele despejou todos os seus medos de encarar esse sentimento pela merda de um contrato. Ouvir, não responder; mas dessa vez teria que falar a verdade que ele não queria aceitar de uma vez por todas.


Suas palavras, segundos atrás… "Eu te amo, mas não posso". Elas retumbavam em minha mente vividamente. Adrien também fizera esse sentimento queimar dentro de mim; era diferente, não era como um amor à primeira vista ou coisa parecida, muito menos como um sentimento de muito tempo atrás. Eu simplesmente o quis assim que o vi, senti algo desde que conversamos em seu quarto, que depois de intensificou naquela tarde em que o levei para passear em Aidan. Era como se estivesse destinado a ser assim: a me sentir balançado por sua mera existência.


Ele sentia o mesmo. Ele hesitou tantas vezes sobre ceder a isso. Ele retribuiu avidamente cada beijo nosso. 


Ele quer dar uma chance a isso tanto quanto eu.


Gritei por Aidan, tão alto que tinha certeza que os convidados do banquete no castelo puderam me ouvir. Felizmente ele podia ouvir e atender meu chamado em qualquer lugar que ele estivesse em Pedra do Dragão. Em segundos pude ouvir o bater de asas e procurei com os olhos de onde ele vinha.


— Aqui, Aidan! — O montei com ajuda de sua cabeça que veio em minha direção e tão rápido quanto ele apareceu, ele decolou.


Não foi tão alto, claro, e graças a isso pude ver por onde Adrien ia. Ele havia pego um das pontes do castelo, áreas que levavam as entradas alternativas do castelo. Essa em questão era muito próxima dos precipícios da ilha, construída de forma que parecia que cairia a qualquer momento.


O vôo de Aidan estava perto o suficiente para que o loiro o notasse, seus olhos estavam em minha direção e pude ver claramente que ele movia os lábios em uma expressão nada convidativa, claramente estava me xingando. Sorri com isso e pedi para que Aidan se aproximasse pela laterais; antes que sequer estivéssemos perto o suficiente, pulei de seu dorso exatamente um metro a frente daquele lorde que se recusava a aceitar a verdade. 


Mal o olhei, ele já estava prestes a me encher com suas palavras sempre irritadiças.


— Aparentemente o príncipe dos Sete Reinos não consegue aceitar um não, não é mesmo? — Alfinetou com um sorriso simplista, mas sua voz não estava nem um pouco amistosa.


— Não quando a pessoa que deu o "não" não tem certeza de suas decisões. 


Foi o suficiente para fazê-lo perder o sorriso. Me aproximei um passo, ergui as mãos em sua direção, mas não o toquei. Não o tocaria, não o forçaria a nada, mas insistiria enquanto houvesse hesitação de sua parte. 


— Adrien, até agora você só me fez ouvir o quanto prefere ignorar seus sentimentos por uma promessa que sequer irá se cumprir agora, mas me escute… só agora? 


Ele parecia hesitar, mas como esperava ele cedeu, acenando com a cabeça. Eu me aproximei, o olhei em seus olhos, esperando que ele pudesse entender como me sentia.


— Mal posso contar quantas vezes você já me negou dentro esses dias, mal posso contar também o quanto insisti em você… Até agora estou insistindo em você. Não sei explicar, não me importo como também, mas desde que te vi e durante esses dias, eu amei você — pausei para respirar, mas nunca deixando de olhá-lo, vendo naqueles olhos verdes meu reflexo. — Amo você. Ardentemente.


Ele parecia prestes a falar, mas engoliu qualquer palavra que estivesse para dizer. Eu continuei:


— Eu não me importo com o que você fará amanhã ou depois que sair daqui, muito menos quero pensar na porra da pessoa com quem você vai se casar — senti que estava soando rígido demais, tentei amenizar meu tom de voz; fechei os olhos, estava irritado, ficava irritado em saber que sequer tenho a oportunidade de fazê-lo feliz. — Mas penso que… Pelo menos hoje, pelo menos agora permita-me ficar com você, pelo menos essa semana deixe-se sentir isso que sentimos.


— Luka, mas isso… — ele parecia ponderar, não me olhava nos olhos, estava notavelmente inquieto. O vi suspirar, piscando os olhos com uma lentidão que quase me tirou o ar, até que senti seu toque em meu rosto, suas mãos me seguravam. Havia um sorriso torto em seu rosto, dessa vez sincero, mas tempero. — Eu quero, sabe que eu quero, mas isso não seria… Traição?


— Não! — Toquei suas mãos com as minhas, exasperado demais por vê-lo, enfim, ponderar. — Sequer tem o contrato selado ainda, Adrien! 


— Eu sei, mas… — Ele deu uma risada fraca. — Ah, esqueça! Vamos embora daqui, me leve com você para algum lugar!


Vê-lo sorrir foi como ver o sol brilhar em plena noite nublada e senti meu coração falhar as batidas dentro de meu peito, pulando de excitação em ouvir, enfim, aquelas palavras; em tê-lo finalmente cedendo. Apenas quando senti sua mão apertar a minha notei que estava há segundos sorrindo como um idiota em sua direção.


— Sei para onde iremos.



. . .



Adrien POV.




— Aidaaaaaaan!! — Gritei alto o suficiente para que ele pudesse me ouvir, enquanto levantei meus braços, sentindo a brisa tocar meu rosto e fazer meus cabelos balançarem devido a velocidade que ele alcançava no vôo.


Não tive medo da altura dessa vez: consigo olhar em volta, vendo o horizonte azul, as nuvens carregadas muito longe daqui e, o que mais tinha minha atenção, o oceano que se estendia por muitos quilômetros abaixo de nós.


— Confia em mim? — A voz de Luka cochichou ao meu ouvido, não perguntei "Por quê?", apenas fiz que sim com a cabeça, sabendo que, independente do que ele me mostraria, eu confiava nele.


No mesmo instante, Luka tocou Aidan com uma das mãos, e como se eles se comunicassem assim o dragão mudou imediatamente seu curso: dessa vez as grandes asas batiam mais intensamente e mais vezes, ele tomava impulso para cima, cada vez mais alto, cada vez conseguindo ir mais rápido. Não sabia o que me aguardava, mas cada vez passávamos por mais nuvens densas e escuras, cada vez mais frio.


— Aqui em Pedra do Dragão não costumamos ter céus estrelados à noite, por estar sempre nublado — ele dizia atrás de mim, me atentei a cada palavra sua, interessado. — Mas quando passamos das nuvens…


Senti quando seu dedo ergueu meu queixo e meus olhos se iluminaram quando olhei para o céu, tão límpido como nunca o vi antes em minha vida, parecia mais próximo, como se eu pudesse tocar aquelas estrelas brilhantes caso eu erguesse meu braço. Meio estupidamente levantei minha mão direita, olhando ao redor admirado; era a paisagem mais linda que jamais achei que pudesse ver.


— Nunca vim aqui com ninguém antes, Adrien. — Tentei olhar para trás e me deparei com seus olhos brilhantes me encarando, tão lindos quanto as estrelas que acabara de ver. — É… É uma honra compartilhar elas com você. — Pela primeira vez pude ver algo que também nunca achei que poderia: Luka, com as bochechas rubras, parecendo acanhado com as palavras que acabara de pronunciar.


Achei que o sorriso que tinha agora pudesse rasgar meus lábios.


— Eu que me sinto honrado por mostrar logo a mim, Luka. — Dei o sorriso mais sincero que pude, estando sem palavras em meu vocabulário para expressar o que eu sentia diante daquela declaração sem palavras. Voltei a fitar aquele céu, ainda impressionado ao voltar a ver aquela vastidão brilhante. — É lindo, magnífico… 


Senti um aperto em minha cintura, suas mãos afagaram aquela região delicadamente; não com rudeza, não com más intenções, mas com carinho e proteção. Senti meu coração pular dentro do peito.


— Aidan, desça, rápido. — Pediu e logo entendi porque ele havia me segurado. A descida era assustadora e o vento que batia em meu rosto quase chegava a doer. Instintivamente me segurei com ambas as mãos em Aidan e inclinei meu corpo para frente, abaixando, e quase imediatamente senti o ar arrebatar menos em meu rosto e corpo. — Quero te mostrar outra coisa, milorde.


Se ele estava me chamando de tal forma, ah, isso significava alguma coisa mais importante do que eu poderia adivinhar. Passamos novamente pelas nuvens escuras e outra vez Pedra do Dragão podia ser vista; ao invés de descermos nos jardins do castelo ou até mesmo perto dos quartos, estávamos perto da enseada da ilha. Quanto mais ficávamos próximos, mais bela era a visão da areia branca de encontro com a água que ia e vinha constantemente tocando a terra firme.


Em poucos segundos já havíamos aterrizado. Luka desceu primeiro e logo em seguida ergueu a mão para servir de apoio em minha descida, mas antes de aceitar a ajuda fiz um carinho em Aidan, que pareceu inclinar o grande pescoço escamoso para apreciar o contato. Sorri, mesmo sem ter certeza que era o caso.


— Pelo visto gosta de montar dragões, milorde — Luka disse com divertimento em sua voz, o olhei, tentando esconder o sorriso que queriam se apossar de meus lábios. 


— Apenas se for Aidan. Não tenho certeza que outros dragões gostariam de ter um não Targaryen montado eles… — Aceitei enfim sua ajuda para descer e logo estava com os pés no chão.


Ele apertou minha mão com cuidado e me guiou pela enseada, pude ver um pouco distante de onde estávamos algo que não conseguia identificar, mas que se assemelhava com uma cabana — apenas assemelhava-se. Fingi não notar, parecia uma surpresa.


— Bom, isso não será problema se você aceitar meu sobrenome, milorde — reconhecia o tom brincalhão de sua voz.


Ponderei rapidamente se deveria jogá-lo no mar por isso, mas tudo que consegui fazer foi o empurrar levemente e não conter um sorriso bobo.


— Diga-me para onde está me raptando. — Pedi, fingindo um tom bravo.


— Oh, você é minha vítima, por que eu contaria? — Perguntou, entrando na brincadeira e tentando não rir.


— Sofrerá as consequências, seu insolente! — Bradei, e notando estarmos a passos de uma cabaninha feita de gravetos à beira mar, fingi tentar me soltar. — Largue-me agora, ou chamarei toda a minha guarda!


— Silêncio, prisioneiro! — Segurando minha mão, ele virou-se em minha direção e me ergueu pela cintura e correu. — Vou te trancar em meu castelo e ninguém irá tirar você de mim!


Apenas aí notei que a cabana erguida com todo cuidado por ele — ao menos creio que foi por ele — tinha diversos detalhes invisíveis de longe. Em meio à brincadeira, ele me deitou sobre uma coberta fina que estava sobre o chão, me impedindo de tocá-lo diretamente.


— Oh, não! — Exclamei, com meus olhos grudados nos azuis dele, que estava sobre mim com um sorriso lindo nos olhos. — O que farei agora que fui raptado?? — Perguntei com o tom mais dramático que pude.


— Agora… — Começou, seus dedos afagando meu rosto e eu apenas sorria. — Agora você ficará comigo.


Procurei palavras para seguir com nossa brincadeira, mas não achei, estava perdido em seus olhos, e quando me cansava deles admirava seu sorriso, sem notar que eu mesmo sorria bobamente para ele. Não haviam mais problemas, mais porém, mais contratos de casamento. Havia apenas eu e ele, aproveitando esse momento unicamente nosso. O amanhã, os dias depois desse meu tempo com Luka seriam problemas para serem resolvidos depois, por um eu do futuro. Agora tudo que me importa é poder sentir esse sentimento que Luka desperta em mim. Essa felicidade e necessidade de aproveitar várias horas em sua presença.


— Quero beijá-lo agora, milorde — ele disse.


— Beije. — Foi o que respondi, simplesmente.


Foi como se ele apenas estivesse aguardando minha deixa, pois após minha confirmação senti seus lábios sobre os meus com uma urgência que nunca aconteceu antes.



Luka POV.



Sentir os lábios de Adrien nos meus sempre me causava as mesmas reações: um arrepio por todo meu corpo, batidas desenfreadas no meu coração e uma embriaguez que nunca senti antes. Era único, estranho e também a melhor coisa que eu nunca achei que poderia sentir. Todas as vezes que o beijei até hoje sempre fizemos igual: selinhos curtos, onde eu podia sentir a maciez de seus lábios. Hoje, no entanto, queria poder fazê-lo sentir tudo o que posso oferecer. Pela primeira vez, pedi passagem com minha língua em seus lábios, e ele me retribuiu avidamente. Senti suas mãos passearem timidamente por minhas costas, me puxando para mais perto de seu corpo, cada vez mais podia sentir o calor que emanava dele.


Deixei minhas próprias mãos o tocarem: com minha mão direita acariciei seu rosto, enquanto sentia nosso beijo ficar cada vez mais ávido, sedento. Meu palmar esquerdo rumei até sua cintura, mas desta vez não toquei com carinho, mas sim com desejo, apertando, sentindo sua carne e erguendo seu quadril enquanto eu mesmo aproximava o meu; como resultado, ouvi um murmúrio como música vindo dos lábios do loiro, que parou o beijo. Não evitei sorrir diante disso, orgulhoso de ouvir um gemido seu pela primeira vez.


— Quero te fazer se sentir bem hoje, Adrien — olhei em seus olhos e os vi brilhar, sua boca entreaberta e vermelha e seu rosto movendo-se para cima e para baixo, concordando com minhas palavras.


Havia a concordância dele agora, logo não há mais nada que me proíba de continuar com isso de uma vez por todas. Meio afobado, desviei meus olhos dos dele para aproximar meu rosto da curvatura de seu pescoço, onde deixei um beijo inicialmente casto, mas logo suguei a pele alva — sem me demorar muito, afinal não queria manchas que nos entregassem depois —, vendo o loiro estremecer abaixo de mim e mover seu quadril de encontro ao meu, dessa vez por conta própria.


Sem muito pudor, deixei minha mão que estava em seu quadril mover-se lentamente por seu baixo ventre, sobre suas roupas grossas, até chegar sobre a área onde seu lembro estava. Podia senti-lo já excitado, mesmo que debaixo de tantos panos, então aproveitei para usar minha mão e dar prazer a ele por ali, massageando o membro sem muito jeito por estar usando minha mão esquerda, mas mesmo assim ainda tocando-o o máximo que podia.


— Ah… L-luka! — Aí estava o resultado. Pude ouvir o loiro gemer rouco perto do meu ouvido.


— Sim, milorde? — Sussurrei apenas para ele ouvir e mordisquei seu pescoço, como provocação, sem deixar de tocá-lo lá embaixo também.


— Oh… Isso é… Ah!! — Ele gritou libidinosamente quando invadi suas roupas e o toquei diretamente. Podia senti-lo já molhado sob minha mão, aproveitei para masturbá-lo com rapidez, depois invertendo e fazendo lentamente, apenas para ver as reações dele.


Me deliciei com seus gemidos, eram como uma melodia que me deixava louco por ele, sentindo meu próprio membro doer sob minhas roupas. Olhando para ele agora, neste momento onde apenas dá-lo prazer fazia eu mesmo me sentir excitado, percebi como o desejava intensamente. Sentia-me extasiado apenas por tê-lo comigo.


Ainda o masturbando, cansei apenas de olhá-lo e parti para mais um beijo, deixando minha língua dominar sua boca e tocá-la, explorá-la, sentindo seu gosto agora misturado com o meu. Seus gemidos escapavam nos poucos segundos que ficávamos separados para respirar — fazendo-me delirar ao ouvi-los.


Quando afastei minhas mãos até seu tronco estava prestes a deixá-lo enfim sem roupas, tocando os botões de sua camisa, ele tocou minha mão com a sua, me impedindo de continuar. Olhei para ele, confuso, vendo um sorrisinho em sua boca.


— Deixe-me tentar algo. — Disse com firmeza, mesmo ainda ofegante e corado, e com uma força que não sabia que ele tinha, Adrien inverteu nossos papéis, e quando notei estava embaixo dele, com o loiro sentado sobre minha cintura.


Surpreendendo a mim, Adrien pôs suas mãos sobre meu torso, e passou a mover seu quadril sobre mim, rebolando lenta e torturosamente sobre minha ereção, com um sorriso indigente moldando seus lábios.


— Ah, não sabia que escondia um lado assim em você… — falei num fio de voz rouca, tentando não gemer diante daquela visão vinda diretamente dos céus: 


Adrien rebolando sobre mim, com uma expressão de quem poderia me devorar agora mesmo. Levei minha mão que antes usei para masturbá-lo até seu rosto, e como se entendesse minha deixa, ele abocanhou dois de meus dedos e os chupou avidamente. Senti que poderia gozar apenas por sentir sua língua passar por eles.


— Você gosta de montar dragões, não é? — Perguntei, revivendo o questionamento que fiz minutos antes; ele confirmou, sem poder falar. — Montará um de verdade agora, Adrien.


Como se outra vez lê-se meus pensamentos, ele moveu suas mãos para desabotoar suas vestimentas. Ainda encantado com tudo que ele fazia, olhei para o loiro se despindo para mim. 


O barulho das ondas parecia cada vez mais alto essa noite, foi quando notei um som diferente entre os sons das ondas. Pareciam batidas. Como madeira.


— Adrien, espera — olhei para ele, apreensivo, e ele logo me escutou, parando o que fazíamos, olhando para mim igualmente preocupado, mas também com um "O que foi?" estampado na cara. — Escute. Estou ouvindo algo.


Duas pessoas atentas eram melhores que apenas uma. Eu podia estar ficando louco, mas logo a feição assustada de Adrien mostrou que não era apenas eu que estava ouvindo sons estranhos. Ele se levantou e eu fiz o mesmo, olhando em volta, mas não vendo nada.


— Barcos, com certeza são barcos. — Ele disse. 


Havia uma área extremamente pedregosa à nossa esquerda, fazendo ser impossível saber o que tinha do outro lado. Só podia ser ali de onde vinha o barulho. E onde há barcos… há pessoas. Não era muito difícil atravessar a pé, caso você não tenha medo de um pouco de água fria e algumas rochas e moluscos que podem fazer você se machucar.


— Vamos sair daqui, tente parecer que… Não estávamos fazendo isso — falei para ele e também segui meu próprio aviso, arrumando minha roupa e tirando toda a areia que sem querer havia me sujado. Tentei pôr meu cabelo bagunçado por todo o vento de horas atrás no lugar, mas isso era o mais difícil. Vi o estado de Adrien, que era com certeza pior que o meu, e fiquei mais preocupado ainda. Se fôssemos vistos, e eu rezava aos Sete para que não fôssemos, haveriam perguntas. Faz horas que desaparecemos, se formos pegos juntos… — Vai na frente e acorde Aidan, vou tentar tirar isso daqui.


Ainda arrumando seus cabelos, Adrien andou para longe de mim, parecendo menos nervoso do que deveria. 


Felizmente esse monte de gravetos que arrumei em forma de uma cabana bem brega não era tão difícil de destruir. Puxei cada um dos quatro pilares e os joguei ao mar, o "teto" improvisado era de pano, tal como o que estava no chão. Enrolei ambos um no outro da forma mais rápida — e desastrada — que consegui e corri até onde Adrien estava, estava no meio do caminho quando ouvi uma voz, um grito na verdade.


— Ah! — Olhei para trás, tendo em minha vista o que eu mais temia. — Adrien, querido! — Ela olhou para mim e curvou-se, sem mais cerimônias. — Príncipe Luka Targaryen, é uma honra conhecê-lo.


— A honra é minha, milady Marinette — como príncipe, não me era necessária a cerimônia, apenas encarei ela, ninguém mais que a noiva de Adrien. — Marinette, da casa Baratheon.


Fitei aqueles olhos azuis, que escaparam dos meus para encarar Adrien, que estava perto de Aidan e não conseguia atuar nenhuma outra reação, senão a surpresa.



Notas Finais


Não deixem de comentar o que acharam, por favor! Anima esta autora a continuar com a história <3

E não me matem por não ter rolado o lemon nesse cap. Era pra ter acontecido, mas eu não me senti confortável para escrever. Perdão!

Até a próxima!


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