História War Of Hormone - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Tags Eldarya, Hentai, Nevra, Valkyon
Visualizações 58
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Trégua


Soltei um espasmo quando por muito pouco consegui bloquear um golpe que Jamon deferiu bem em direção a minha cabeça.

Era lógico que ele não iria me acertar de verdade, se o fizesse, considerando seu tamanho e sua nítida força, acabaria comigo em segundos, mesmo com nossas armas não sendo reais, e isso acarretaria consequências pro lado dele. Mas ainda assim, meu reflexo e instinto seguiam como se eu estivesse em um perigo real.

Minha espada bateu com a dele em um estampido agudo, forcei para tentar desarmá-lo, mas não tive sucesso. Ele se preparou para outro golpe e dessa vez, acabei desviando, calculando que não teria tempo para revidar. Logo depois, o ataquei de surpresa, ele conseguiu desviar, mas logo o acertei na costela, o que, em uma luta real, seria o fim. Em seguida ele largou a espada no chão com uma leve expressão de orgulho.

– Boa luta, Heloise. – ele adicionou com aquele jeito meio crianção dele. – Jamon estar orgulhoso com seu desempenho.

Dando um sorriso, lhe agradeci brevemente. Estava tão ofegante e cansada que só queria tomar um banho e descansar o mais rápido possível.

Eu fui até o canto onde tinha deixado minhas coisas, pegando-as e saindo dali. Estava no caminho para a sala das portas quando Nevra apareceu.

Dei uma leve gelada assim que o avistei. Era a primeira vez que o via desde que o acordo havia sido selado, meu comportamento com ele precisava mudar, mas eu não sabia como poderia fazê-lo. Provavelmente ele só estava indo até mim devido ao pedido de Valkyon. Mudar logo de cara não seria convincente, então, logicamente, precisaria ser aos poucos, por isso, assumi a expressão mais mal humorada que conseguia e tentei continuar andando como se não fosse parar por ele.

– Heloise. – ele fez um cumprimento com a cabeça. Eu não o respondi, estava desviando, fingindo que não iria ouví-lo. – Heloise... – chamou com um tom mais manhoso dessa vez, sem pegar no meu braço e tentar me obrigar a ficar, como achei que faria.

Continuei andando. Droga, será que ele nem se esforçaria para ajudar meus planos?

– Helo... – ele tinha acabado de me chamar pelo apelido? Apelido que ninguém aqui tinha o direito de usar? O acordo tinha acabado de sumir da minha cabeça.

– Da onde você tirou que tem liberdade o suficiente comigo pra me chamar por apelido? – virei-me pra ele quase rugindo de raiva. Nevra não se deixou pertubar, deixando o olhar parado em meu rosto com um tanto de arrependimento misturado com tédio.

– Me desculpe. – ele falou com aquela cara de galã arrependido. – Valkyon veio falar comigo há pouco, me contou que se sentiu incomodada com o que aconteceu na missão... – ele suspirou, não sei se por tédio ou outra coisa. – Eu sinto muito. Agi de forma estúpida e devia ter parado com o seu primeiro aviso.

Eu bufei, estava cagando pra começar a mudar meu comportamento quanto a ele nesse momento. Mesmo que Valkyon tivesse me avisado antes, fiquei irritado por ele ter citado que estava ali por pedido dele. Podia ao menos ter omitido e falado que estava arrependido de suas atitudes pouco cavalheirescas e foi se redimir por vontade própria, mas não, preferiu agir como o grande babaca que verdadeiramente é e mostrar o quão idiota conseguia ser.

– Então, ao invés de assumir suas ações babacas e tentar se desculpar por ter errado, você prefere deixar claro que só veio aqui se desculpar porque Valkyon pediu, se não fosse por isso, continuaria vivendo normalmente sem se importar com o fato de ter sido horrível comigo?

– Helo... Ise. – ele completou assim que levantei o dedo com os olhos arregalados, prestes a xingá-lo de uma forma bem mais pesada. – Não foi isso que quis dizer. Eu iria vir de qualquer jeito. Valkyon apenas... Agilizou o processo. – ele adicionou com todo o cuidado imaginável.

– Não aja como se eu fosse uma idiota. Foi questão de minutos pra você me largar sozinha e se meter no salão principal com aquele bando de acéfalas atrás de você, mesmo eu tendo demonstrado com muita clareza minha irritação logo que começou a sair.

– Exatamente por isso que não falei com você logo de cara, meu anjo. – ele falava com uma tranquilidade que me irritava. – Se eu viesse falar com você, iria querer pular em mim e me matar, exatamente como está fazendo agora.

– Não tem nada de “meu anjo” aqui não, querido. Você me respeita ou eu vou deixar de lado o pouco de senso que tenho nesse momento e descer o cacete em você.

Por alguns instantes, ele continuou com a mesma expressão, aquela de tédio, mas logo mudara. Ele deu um sorrisinho de canto.

– Se soubesse o quanto me excita vê-la falando essas coisas com essa cara zangada... Faria isso com menos frequência. – Puta que pariu, nem quando ia se desculpar por esse tipo de atitude ele as deixava de lado? Eu já estava perdendo a paciência, abrindo a boca para começar a longa sessão de xingamentos quando ele me cortou. – Mas esse não é o momento para isso. Nem nunca. – ele adicionou ao ver meu semblante. – Me perdoe por isso também. É só que... Bem, você me atrai, Heloise. Acredito que já tenha percebido isso, não tenho como negar, e você é diferente de todas as outras garotas, não cai aos meus pés com facilidade, esse fato, por incrível que pareça, parece me atrair ainda mais, a vejo como um desafio, só não me toco as vezes do principal detalhe: Que você não é como as outras. Mas... Bem, você claramente não quer essa atenção, e eu não vou continuar persistindo, se quer que eu pare e lhe deixe em paz, eu o farei. Só conversarei quando for estritamente necessário. Peço perdão novamente. – logo depois disso, ele desviou e começou a sair, sem esperar nenhuma resposta de minha parte.

Por um momento eu tinha ficado sem reação. Eu estava entendendo direito? Ele finalmente agiu com o mínimo de respeito? Ele também havia feito algo muito próximo de uma declaração, mas essa era a parte que eu menos ligava, estava mais impressionada com o fato de ele realmente se oferecer para me deixar em paz. A probabilidade de ter sido Valkyon a obrigá-lo a dizer tais palavras era muito alta, porém, ainda assim, me fez lembrar do acordo. As coisas não podiam ir por esse caminho. Eu precisava quebrar a cara dele para que nunca mais agisse desse modo com mulher alguma. Com isso, voltei atrás, a contragosto, mas o fiz.

– Não, espera. – pedi quando ele já estava a uma certa distância, mas ele ouviu e se virou assim mesmo, como se já tivesse esperando. – Você é um idiota, suas atitudes são detestáveis, nem é tão bonito quanto pensa, mas ainda assim, já o vi em momentos descontraídos, sem estar com essas máscara de Edward Cullen do puteiro e era muito melhor daquela forma. E se Ezarel e Valkyon gostam de você, acredito que exista um motivo. Valkyon não faz o tipo de gostar das pessoas à toa, por isso, eu realmente gostaria de conhecer a pessoa por trás desse fingimento, Nevra. Não com as intenções que está imaginando. – adicionei ao ver um disfarçado sorriso começar a assumir sua face. – Eu não quero nada com você, só amizade. Se espera qualquer coisa além disso, pode ir tirando o cavalinho da chuva, não vai acontecer. Você não faz o meu tipo. – isso era a verdade. Uma das únicas de todo o meu discurso. Eu não estava nem aí pra ele, foram pouquíssimas vezes que o vi descontraído, sem jogar cantadas para todos os lados e não o achava tão melhor dessa forma, muito menos queria sua amizade. Queria mais é distância. Porém, era para fingir, não era?

Esperava que todas essas mentiras ao menos tivessem sido convincentes, que era o mínimo.

– Bem... – ele começou, parecia verdadeiramente surpreso. Eu nunca o havia pego de surpresa, acredito que seja um bom sinal. – Eu... Por mim, tudo bem. Se isso for me redimir... – adicionou com um pouco de sua arrogância habitual.

Eu revirei os olhos, não pude evitar. Além de estar mentindo de um jeito que nunca menti em toda a minha vida, aguentar ele por mais tempo parecia o inferno, mas tentei ser positiva comigo mesma. Pelo menos não teria mais as cantadas, o que já era uma mudança e tanto.

Logo nós nos despedimos e cada um seguiu seu caminho.


Notas Finais


Depois de dois meses desaparecida, cá estou eu de volta kkkkk
Amém irmãos que ENEM finalmente passou, agora acabooou escola pra mim graças a Dumbledore 🙏🙏 Daqui pra frente só vou me foder mais ainda né, mas pelo menos vou poder descansar um tempinho antes de começar a vida adulta kkkkk
Enfimmm, estou escrevendo para essa fic desde ontem e, além desse, que já estava escrito há tempos, tenho mais três capítulos prontinhos só esperando pra serem postados.
Queria postar logo, mas antes disso, preciso ver se vai dar certo o rumo que eu to querendo tomar, se não der tão certo, talvez eu vá ter que reescrever uma boa parte. Bom, torçam pra que dê certo skjs
E sim, esses últimos capítulos estão meio chatinhos, mas acho que é mais por questão de ser uma coisa muito introdutiva ainda, querendo ou não. Preciso expor o enredo pra ir trabalhando com ele aos poucos, então inicialmente vai ser assim msm, dps vai começar a ter todas aquelas provocações e coisas que eu sei que vcs estão aguardando, só preciso passar dessa fase inicial, ok? 💕
Xoxo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...