História War of Lie - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Luna Lovegood, Personagens Originais, Theodore Nott
Tags Draco Malfoy, Dramione, Hermione Granger
Visualizações 185
Palavras 5.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores! (Ok, dessa vez vim com um escudo pra desviar das facadas após a demora) Mas sério, eu peço perdão pela minha demora. Só posso pedir um milhão de desculpas pela demora. Sei que o combinado era postar todos os sábados, mas me ocorreram dois imprevistos. Um foi que na antevéspera do sábado que eu postaria eu descobri que tinha prova na sexta, e ai virou um caos e eu atrasei tudo para estudar. Consegui apenas postar o jornal (link nas notas finais) falando algumas curiosidades da história. Outro contratempo foi que quando eu sentei para escrever, ao chegar no ponto de vista do Draco eu travei. Era uma parte importante que puxaria muitas pontas da história, por mais que não pareça (tá tudo muito bem escondido... Eu acho kkk) e eu não conseguia fazer o Draco ser o que o personagem deveria. Até o dia que minha equipe de irmãs maravilhosas sentou comigo e me ajudou a sair do caos que estava.
Por sinal, tenho que agradecer imensamente a minha sis e minha gêmea que super me deram força pra fechar esse capítulo e betar. Agradeço também ao Cobaia01 que mais uma vez me ajudou nas pesquisas pra tudo andar. E as minhas outras cobaias que me apoiaram e me incentivaram e cobraram todos os dias pra postar (Vic e Steph, brigada meu deus!)
O capítulo ficou bem maior que os outros, até me surpreendi!
Bom, depois desse testamento, vamos a mais um capítulo de WoL! Espero que gostem!

Capítulo 3 - Garota Problema


“A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável”

-Mahatma Gandhi

 

7 dias depois

Hermione

As coisas estavam correndo bem tranquilamente nessa primeira semana. Ainda no mesmo dia que aceitei ficar, fui transferida para um quarto no andar acima, mais próximo da família real, na verdade era apenas no corredor adjacente ao deles. Confesso que não esperava ter tanto luxo, em comparação ao que eu estava acostumada a ter. Fiden não deixava a desejar, como todos sempre diziam: "a sensação de estar na nobreza está em cada centímetro daquele reino".

Analisei mais uma vez o blazer do uniforme esticado sobre a cama. O tecido verde escuro, quase preto, era macio e pesado. Igualmente como a calça, que eu já vestia e via no reflexo do espelho ao lado da minha cama.

Olhei novamente meu reflexo no espelho. O cabelo preso em rabo de cavalo não me impedia de ver o curativo em minha barriga, cobrindo com ataduras desde debaixo de meu top, até alguns centímetros acima da cintura da calça. Passei suavemente a mão por cima de onde eu sabia que estava o ferimento. Não doía como no dia em que acordei, mas o incomodo ainda estava lá. Sabia que ainda não estava cem por cento recuperada, longe disso, mas não aguentava mais ficar trancada ali. Aceitei um emprego num reino novo, onde não tinha a menor ideia de como as coisas funcionavam. Precisava começar a me situar por ali.

Não podia ficar esperando um único ferimento passar para começar a correr atrás das minhas obrigações. Tinha que merecer o posto que recebi, tinha que me esforçar e dar o melhor de mim. Estava medicada, não deveria ser muito difícil cumprir algumas obrigações e reconhecer o lugar. Tinha que me localizar naquele lugar imenso, ou seria ridículo a capitã da guarda real perdida no castelo.

Me virei novamente para minha cama, pegando a parte superior de meu uniforme. Vi mais uma vez meu reflexo enquanto eu abotoava a carreira dupla de botões dourados.

Ver essa imagem me fez ter a certeza de que estava mais do que na hora de cumprir o meu papel.

Peguei o copo com aquele líquido verde meio amarronzado e virei de uma única vez. Ainda com o gosto amargo na boca, segui até meu armário, do lado da porta do banheiro, e peguei minha espada. Não consegui ignorar a presença do meu antigo uniforme ali pendurado, bem ao lado dos outros exemplares do meu atual. Dava para ver o furo do tiro na parte superior da roupa vinho. Fechei o armário rapidamente, antes que eu voltasse a pensar nas lembranças que aquele dia me trouxe.

Após estar completamente pronta, segui para fora de meu quarto. Eu não sabia muito bem por onde começar. Só esperava não me perder.

Enquanto me encaminhava para o local que ficavam as escadas, me permiti observar bem como era a decoração dos corredores que eu passava. Passei por eles uma única vez, quando subi do quarto no andar de baixo para onde eu estava agora. Era, na verdade, o único caminho que eu sabia fazer. Volta e meia me deparava com algum pedestal com estátuas e jarros delicados. Tudo sempre com aquele ar de riqueza.

Finalmente cheguei nas escadas e desci os próximos dois lances. Eu ia dar uma volta naquele andar, para talvez encontrar alguém que pudesse me ajudar a me localizar. Talvez a minha sorte estivesse a meu favor. Assim que parei no que, pelas minhas contas e poucas informações que tinha, deveria ser o sexto andar.

Exatamente no momento que eu sai das escadas para finalmente andar naquele piso, eu vi a princesa. Carina Malfoy estava vindo na minha direção, ou muito provavelmente na direção das escadas. Seu olhar quando me viu não foi tão amistoso quanto eu esperava. Ainda assim eu segui em sua direção, ela me parecia precisar de ajuda. Carregava uma imensa pilha de livros que não pareciam nada leves. Devia ter mais de doze livros ali!

— Hermione Granger, eu realmente não esperava ver você por aqui — falou logo que me aproximei dela. Vendo de mais perto, tive completa certeza de que aquilo estava muito pesado. — Você precisa de alguma coisa, capitã Granger? — ela perguntou tão formal que me assustou. Ela tinha praticamente a minha idade, mas falava comigo como se eu fosse uma idosa. Era tão estranho receber esse tratamento. Definitivamente isso não era pra mim.

— Princesa Malfoy, eu acredito que talvez você precise de mais ajuda do que eu. — respondi enquanto olhava sugestivamente para os livros que a loira carregava. — Vamos, deixe-me te ajudar com isso. — completei sem dar muito espaço para objeções, já pegando a imensa pilha de livros. Pelos deuses! Onde ela pensava em levar todo aquele peso?

— Você não precisa fazer isso, capitã Granger. Tenho certeza que carregar meus livros não faz parte das suas obrigações. — disse ela enquanto tentava pegar os livros de volta.

— Não estou fazendo isso para cumprir tabela, e sim por gentileza. — falei de forma calma. Mas era a verdade, não me custava nada levar os livros para ela. Até porque eu ainda não sabia minhas obrigações, logo ajudaria como podia. — E por favor, não precisa me chamar dessa maneira. Me sinto melhor sendo chamada apenas de Hermione. — Vi uma certa surpresa em seu olhar, mas continuei. — Agora me diga, pra onde pretende levar essas coisas?

— Eu estava indo guarda-los na biblioteca. — Vendo meu olhar perdido e envergonhado, Carina me deu um meio sorriso. — Vamos, eu mostro pra você o caminho. Assim de alguma forma eu posso retribuir a ajuda. Te deixando menos perdida. — terminou, já se encaminhando para as escadas de onde saí. Ela não parecia ser tão fria quanto todos os Malfoys aparentavam. Talvez ela só não saiba lidar com outras meninas sem todas aquelas regras de comportamento.

— A biblioteca não é muito longe daqui. Na verdade, é nesse andar agora. — Assim que acabamos aquele lance de escadas paramos no andar. Eu estava logo atrás da princesa enquanto ela me guiava. — Estamos no quinto pavimento do castelo. — Falou, dando o assunto por encerrado. Começamos então a fazer o trajeto naquele silêncio constrangedor. Fizemos uma única curva no final do primeiro corredor até eu não aguentar mais o silêncio.

— Princesa... — Ia tentar puxar algum assunto com a menina Malfoy, mas a mesma me interrompeu antes que eu completasse.

— Se eu posso te chamar pelo nome, você também pode me chamar apenas de Carina. — falou, mesmo que parecesse estar fazendo um esforço imenso para falar aquilo, no fundo parecia haver alívio — Não me entenda mal, não estou acostumada a garotas como você. — observou a minha reação a cada palavra. Ela parecia ter medo de falar e eu julgar mal suas palavras.

— Carina — ao ouvir seu nome, parecia ter se assustado. Talvez aquilo fosse menos comum do que deveria. — Não se preocupe com o que eu vou pensar. Não vou julgar você. Boa parte das coisas que te ensinaram foi ensinado a mim também. Não sou tão diferente de você quanto você pensa. — finalizei com um sorriso acolhedor. No fundo eu sabia o quão desesperador era seguir todas aquelas regras. Era quase como uma prisão. Concordava que em alguns momentos elas eram até úteis para manter a ordem e a classe. Mas nunca me conformei com ter que ser perfeita vinte e quatro horas. Sou muito mais feliz com minha liberdade e imperfeição.

— Você com certeza não é o que eu esperava — mais uma vez, para a minha surpresa, eu vi um Malfoy ser doce — Bom, a biblioteca é aqui. Sinto muito não te explicar o caminho como eu deveria. — Me surpreendi quando ela avisou que chegamos. Estava tão distraída em nossa conversa e perdida em pensamentos que não prestei atenção em nada do caminho.

Entrei junto com ela, assim que abriu as imensas portas de madeira escura com a maçaneta dourada. A biblioteca era linda. Completamente trabalhada em madeira escura, assim como a sua porta de entrada. As paredes eram cobertas de estantes, do teto ao chão. E bem centralizada no ambiente estava uma grande mesa retangular de madeira, da mesma cor que as portas.

Logo coloquei os livros em cima da mesa e comecei a andar pelo ambiente. Percebi também algumas poltronas espalhadas pela sala, na maioria das vezes bem próximas às janelas. Pareciam ser bastante acolchoadas na cor creme, sempre acompanhadas de algum tipo de mesinha com um abajur. Todo o conjunto dava um ar sério e acolhedor ao cômodo.

— Porque você não lê seus livros aqui? — perguntei, quebrando mais uma vez o silêncio e chamando a atenção da princesa. Ela, pacientemente, guardava a imensa pilha de livros que levamos para lá. Cada um em seu respectivo lugar.

— Genevieve acha melhor que eu faça meus estudos diários em uma sala própria para isso. Tudo para evitar que qualquer um entre e me atrapalhe. — me respondeu como se fosse a coisa mais normal do mundo. Não aguentei e revirei os olhos com sua resposta.

— É por essas e outras que a única aula que eu gostava era a de piano. — falar isso em voz alta tornava a falta que eu sentia maior. Não demorei a ver o olhar surpreso de Carina. Ok. Talvez fosse realmente estranho ver uma soldada tocar piano. Escutei uma risada sem graça vindo da mais nova.

— Sinto muito. Eu realmente não consigo imaginar isso. — falou me olhando. Parecia esperar algum tipo de confirmação para suas desculpas. Rapidamente desviou os olhos envergonhada de mim para guardar o próximo livro.

— Fique tranquila. Qualquer hora posso te mostrar as canções que sei. — Sua feição variava entre a surpresa e a concordância.

— Vamos. — falou, conferindo se não faltava arquivar mais nenhum livro. — Vou te localizar em mais algumas salas por aqui. — concluiu com aquele breve sorriso de lado, já se encaminhando para a saída. Chegando lá, olhou para trás para ver se eu a seguia.

Ao invés de fazer o caminho que fizemos para chegar ali para voltar as escadas, fomos para um corredor que eu não havia passado ainda. Parecia ser um caminho mais longo. Curiosamente, tinha muito mais pessoas naquela parte do andar. Paramos em frente a uma porta dupla branca, também com a maçaneta dourada.

— Aqui é a sala de música. — disse a princesa, enquanto ela estranhamente tirava um cordão de couro com uma chave de seu pescoço. — Essa sala costuma ser mantida fechada para que eu não use fora do horário programado. Mas digamos que meus contatos conseguiram essa chave para mim. — colocou então a chave na fechadura. — Este é praticamente o meu refúgio. Apenas eu uso essa sala. — finalizou enquanto girava a maçaneta e abria a porta.

Logo que entrei atrás de Carina eu vi o interior da sala. Diferente do clima de todos os outros lugares deste castelo, nessa sala a primeira coisa que eu vi foi o brilhante piano branco de cauda, centralizado em cima de um trabalhado tapete azul claro com dourado. Iluminando o ambiente, nas paredes atrás do piano, havia duas grandes janelas com suas cortinas abertas, também em cores claras.

Segui andando pela sala. Passei suavemente os dedos sobre a tampa das teclas do piano.

— Queria ter tido mais tempo aqui hoje... — disse a loira com um olhar triste e uma feição que tentava não demonstrar nada. — Mas tive que estudar horas extra hoje, já que amanhã terá visita na hora do chá.

— Você não parece estar muito animada com isso — Eu não sabia muito bem lidar com essa situação. Para mim era muito simples detestar essas reuniões, mas Carina parecia ter uma vontade de estar sempre cumprindo tudo, mas ao mesmo tempo querer algum tipo de fuga para essa situação. — Talvez você pudesse conversar com sua mãe para adiar isso. — Não demorei para escutar a risada da mais nova.

— A rainha Narcisa não permitiria uma coisa dessas. Até porque temos que ter boas relações com as famílias mais influentes daqui. — Respondeu-me após sua breve risada.          Percebi seu olhar sobre mim, enquanto admirava o piano. — O dia que você tiver vontade, me procure que eu te empresto a chave desta sala. Acho que todos nós precisamos fugir da realidade de vez em quando — Eu esperava qualquer coisa dela, menos isso. Mas parando pra refletir, ela me parecia um pássaro enjaulado, querendo o mínimo de liberdade. Talvez, só talvez, eu tentaria ajudá-la enquanto eu estivesse por ali.

— Obrigada, Carina. — completei minha fala com um sorriso doce, que foi retribuído a altura. Não demorou para que ela começasse a se encaminhar para a porta da sala.

— Vamos, vou te levar até as escadas novamente. — estava parada na porta, esperando pacientemente que eu a seguisse. Não demorei e fui até ela, já saindo da sala.

Ela estava passando a chave na porta, quando parecia ter lembrado de algo e virou rapidamente em minha direção.

— Obrigada por hoje, Hermione. Pela ajuda e pela companhia. — Ela falou de forma envergonhada, mas no fundo fofa. — É bom poder conversar com você.

— Não precisa me agradecer. — Confesso que eu ficava sem graça com agradecimentos. Então eu provavelmente estava vermelha e isso explicava a risada contida da loira. — Sempre que quiser companhia pode me procurar. Sou sua guarda, afinal, estou sempre a sua disposição, princesa. — completei com uma formalidade exagerada, sem esquecer de terminar com uma forte reverência. Não demorou nem dois segundos e Carina me surpreendeu, mais uma vez, com uma gargalhada, mesmo que um pouco contida. Eu ainda não tinha visto ela rir abertamente assim. Não só ela como nenhum Malfoy.

— Tenha certeza que vou cobrar isso, capitã Granger. — completou em um falso tom de formalidade, agora com o clássico sorriso de lado no rosto. Em seguida, virou para tomar o caminho de volta para as escadas e logo eu a segui.

Draco

Era comum a movimentação naquele andar, mas com certeza aquilo não era comum. Vi ao longe, no meio do corredor, minha irmã com a novata. Eu acharia completamente normal, se ela não estivesse rindo. Ambas pareciam estar tendo uma boa conversa, rindo. Não que eu não quisesse que Nina se divertisse, pelo contrário, mas ela não costumava ser sociável com estranhos. Optei por ignorar aquilo no momento. Conversaria com Carina mais pra frente.

Voltei a seguir o caminho que eu estava pretendendo. Em direção às escadas para o andar abaixo. Tinha a porra de alguns minutos para chegar na sala de reuniões. Lucius tinha marcado uma reunião com os velhos do conselho e mais alguns homens do exército para debater sobre o sumiço do nosso cocheiro e o avanço dos Mavro em suas ações. Tinha quase certeza que eram eles no dia do sequestro da rainha. Tinha certeza que essa droga de reunião não adiantaria nada.

Não perdi muitos minutos descendo a escada. Logo eu estava no corredor que ficava a sala de reuniões. Os guardas da porta não demoraram a abri-la pra mim, assim que me viram bem próximo. Mal passei por eles e estavam fechando a sala silenciosamente atrás de mim, e vi aquela mesa cheia de gente que não ajudaria em porra nenhuma. Fui para a cadeira a direita de meu pai, o lugar que eu sempre sentava em todas as reuniões dada a minha posição no castelo. 

— Finalmente garoto. — Fuzilei ele com o olhar, sendo repreendido pelo toque de Lucius no meu ombro. Olhei novamente para Damon, apenas para me certificar que ele tinha parado de gracinhas.

— Vamos começar então, agora que estamos todos aqui. — Observei Lucius ganhar a atenção de todos. Pelo menos a ele aquele conselho idiota respeitava. Como sempre passei o olhar por cada um naquela mesa. Ao passar por Theo o mesmo revirou os olhos e eu tive que conter minha risada irônica. — Adiamos falar sobre esse assunto tempo suficiente, mas agora não há mais motivos para adiar. A máfia Mavro Fidis tem ganhado muitos conflitos recentemente. Todos sabemos que eles foram os responsáveis pela tentativa de sequestro da rainha. Foi uma das coisas mais ousadas que eles fizeram. Eles nunca nos afrontaram, assim, diretamente. — O clima na sala era pesado. Sempre que se falava nos Mavro o silêncio dominava o lugar, mas não era um qualquer, eu tinha a impressão que era aquele silêncio de quem tem algo a esconder. Mais uma vez passei os olhos por cada um na mesa e vi meu pai com aquele olhar superior e avaliativo, exatamente como eu. Eu tenho certeza que alguém nessa mesa está envolvido com os mafiosos.

— Majestade, se me permite falar, acho muito suspeito que nossos problemas tenham aumentado depois da estadia de Liontári aqui. — Disse Donizete, um dos velhotes do conselho.

— Donizete tem um bom ponto, Lucius. — Esse babaca tinha que abrir a boca pra ser inútil. Damon não perde nenhuma oportunidade de ser desnecessário. Não consegui evitar meu rolar de olhos para ele, que ele claramente percebeu. — Algum problema, Malfoy? — ele deu aquele sorriso de escárnio de sempre. Eu ainda vou dar um soco nesse idiota. — Ou será que foi você que falsificou a assinatura do seu pai para que eles entrassem? — Eu vou matar esse filho da puta.

— É muita ousadia da sua parte me colocar como suspeito, general. — eu estava pra ver uma palavra com mais ironia do que “general”. — Eu não sou idiota aponto de usar meu pai de isca, seja lá para o que você inventou na sua cabeça. — Eu iria continuar, se o próprio rei não tivesse me interrompido com um simples levantar de mão.

— Draco, isso não leva a lugar nenhum. Damon, não se meta no que não é sua função. Mais do que ninguém, você sabe que temos uma equipe de investigação avaliando esse caso. — Seu olhar era duro, apesar de sempre ter mantido boa relação com o insuportável do Nott. O clima na sala era tão pesado, que inclusive Theo estava com os ombros tencionados. Isso com toda a certeza não era algo comum. — Temos que manter em mente o propósito desta reunião. Podemos tratar este assunto como proibido, mas não podemos fingir não ver o avanço da máfia Mavro em nosso território.

— Posso afirmar, dada as investigações feitas pela minha equipe, que apesar de termos uma boa aceitação das decisões levadas a público temos uma crescente parcela que começa a mostrar-se a favor dos ideais da oposição. — Tentei não me deixar abalar pelos fatos apresentados por Richard. Dos velhos do conselho, ele era um dos poucos que tem a mínima dedicação a sua função. — Sabemos também que a maior concentração dessa parcela do nosso povo é próxima à fronteira com Ásvos. — com essa informação, Kaligaris pegou de surpresa não só a mim como a muitos outros presentes nessa sala. Todos estavam esperando que fosse na fronteira com Liontári, já que ali geralmente era uma região de conflitos de ideais dadas as diferenças com o reino.

— Deveríamos enviar algum tipo de equipe para averiguar essa região — Donizete se pronunciou mais uma vez. Temos aí uma pessoa que fala só pra mostrar serviço, porque ele só pode ser o capitão do óbvio. — Sabemos que esse tipo de situação, se sair do controle, é praticamente inviável de desfazer.

— Posso me encarregar dessa parte. Tenho um grupo secundário ideal para a missão. — Espero que esse filho da puta não ache que é pra chegar lá e matar todo mundo. Ele se prontificando assim para fazer algo, só me restava esperar o pior. Pude perceber o olhar de avaliação de Lucius. Sabia que ele não queria aceitar algo decidido tão rápido, mas não tínhamos muitas opções. Os boatos sobre ele já estão começando a ganhar espaço inclusive sobre os nossos.

— Certo. Façamos assim então. Vai ficar sob a responsabilidade do general Nott resolver o caso da fronteira com Ásvos. — vi ele lançar um olhar para mim, logo depois de avaliar Theo. Eu não saberia dizer o que isso significava. Mas tentaria descobrir. — Temos então que falar agora dos nossos homens desaparecidos.

— Majestade, sabemos que desde a partida dos Liontári com os prisioneiros a uma semana atrás, nossos cocheiros não voltaram. — Theo estava tenso, isso era evidente. Ele era o superior do responsável pelo preparo das carruagens.

— Eu, como braço direito do rei e com o seu aval, me prontifiquei de enviar uma carta ao rei Arthur pedindo informações sobre este grupo e principalmente a localização deles. — Lucius olhou pra mim. Não costumava me incomodar com ser avaliado pelos velhotes, mas o olhar avaliativo de Lucius Malfoy sempre me intimidou. — Considerando que eles partiram aqui do castelo, não deveriam demorar mais do que três dias de viagem até estar na terra dos Weasley. Por sinal, na tarde de ontem, recebi a resposta de Gui Weasley. — fiz uma breve pausa para tirar o envelope do meu bolso. — E ele me garantiu que não chegou nenhuma carruagem ou comitiva nesta semana que passou. — Depois que finalizei, o silêncio era mortal. Alguns tinham o olhar mortificado, outros estavam se mexendo constantemente, olhando uns para os outros.

— Acredito que o melhor a fazer seria enviar alguém para fazer o mesmo caminho que eles fizeram, com o intuito de descobrir se houve algum obstáculo na viagem. — De todas as vezes que o Melis abriu a boca pra ser inútil, essa foi a coisa mais útil que ele fez. Eu estava mais surpreso com a ideia ter sido dele do que com a coisa em si. Vi também que Damon já estava se prontificando de assumir essa questão.

— Não sei se tenho homens qualificados o suficiente dispo... — Antes mesmo que o general finalizasse sua frase, o rei cortou sua proposta.

— Você já está encarregado do nosso problema próximo de Ásvos, foque nele e garanta sua eficiência. — Eu sabia que não podia rir, mas precisei disfarçar minha risada contida. — Deixo sob a responsabilidade de Theodore enviar um grupo, sendo ele um capitão, ele tem poder o suficiente para acompanhar um grupo e se necessário tratar assuntos em Liontári durante o processo. — Assim como Theo, rir de Damon perdeu a graça. Agora a porra estava séria. Olhei para meu amigo e vi seu olhar surpreso, porém orgulhoso do voto de confiança. Eu sabia bem que ele precisava de algo assim, coisa que o próprio general não fazia.

— Tenha certeza que vou resolver essa situação da melhor forma possível, senhor. — Eu precisava me controlar pra não rir do Theo tentando ser uma pessoa madura e séria. Mas ele merecia uma boa missão para sua tropa. — Providenciarei a partida de minha equipe para amanhã à tarde, se assim for autorizado.

— Muito bem, Nott. Boa escolha. — com um leve acenar de cabeça, Lucius continuou. — Podemos então dar essa reunião por encerrada. Mantenham todos informados do andamento de suas missões.

Todos começaram a recolher seus pertences e se levantar. Ia tentar falar com Lucius, pedindo permissão para acompanhar Theo. Eu estava muito tempo parado, estava precisando de ação ou pelo menos uma viagem. Mas assim que Lucius virou na minha direção, fomos interrompidos pelo nosso adorável general.

— O que quer garoto? Vai pedir pra ir com meu filho em sua principal missão solo? Não tente corromper ele com seus planos, moleque. — EU VOU MATAR ESSE FILHO DA PUTA. Fiz como se fosse avançar nele, mas rapidamente Theo já estava do meu lado, me segurando pelo ombro. Todos os olhares estavam em nós. E para minha total raiva, alguns em concordância com o general.

— Olha só, seu mer... — não pude concluir minha falta de classe e paciência pois Theo me puxou e Lucius me interrompeu.

— Chega. Damon, você perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Meça mais suas palavras, Draco não é um qualquer, além de príncipe ele é meu braço direito, tendo uma posição totalmente superior a sua. Não cometa outro desacato. — Meu ódio estava inflamado, mas a afirmação de meu pai acalmou um pouco os ânimos. Porém isso não durou muito, até ele falar novamente. — Draco, você tem funções a cumprir aqui, Theo não precisa de você, vai ser mais eficiente que você fique. Theodore é completamente capaz. Agora, chega. Vá se acalmar. — Concluiu, dando as costas ao mesmo tempo em que puxei meu ombro com revolta da mão de Theo e saí a passos duros da sala.

Theo não demorou a vir atrás de mim. Tenho certeza que ele me seguiria até garantir que não voltaria e enfiaria um soco na cara do escroto do pai dele.

— Não fica com essa cara, idiota. — disse meu amigo dando dois tapinhas em meu ombro. — Ed esteve me perguntando se vai poder treinar com a gente essa semana, desde hoje. — prosseguiu ele tentando mudar de assunto, seguindo meus passos pelo corredor até a escada de acesso aos andares de baixo. Estava me encaminhando para o campo de treinamento, pois precisava pegar minha pistola, esquecida no armário de lá. Mesmo estando dentro de casa, não me sentia seguro em andar desarmado. Principalmente com homens duvidando de mim.

— Nós não temos treino hoje, só a partir de amanhã, e sei bem que Edward sabe disso. — não consegui conter o revirar de olhos enquanto falava. Não valia a pena descontar em Theo minha raiva. Ainda enfiaria a porrada no general, mas não seria hoje. — Ele sabe que não precisa inventar desculpas para ver minha irmã. Narcisa nunca se opôs a isso. — terminei e percebi que Theo estava com o mesmo sorriso de lado que eu. Era cômico como o mais novo dos Nott pensava que ninguém percebia as razões dele. Acho que só Carina não notava, ou ao menos fingia não notar. Theodore claramente não conteve a risada.

— Você é cruel, loira. — provocou o Nott, ainda rindo. — Acho que ele faz isso com medo de você perceber. — falou enquanto descia as escadas logo atrás de mim.

— Ele devia aproveitar que gosto da pessoa dele. Ainda... — não aguentei e ri junto com Theo dessa vez. Vimos outros oficiais e membros da tropa bem a frente. Tínhamos uma reputação a manter. Rir na frente de qualquer babaca desses não era uma opção, era quase como demonstrar fraqueza, e nós não devemos demonstrar fraquezas para ninguém, ou seria usado contra nós.

Passávamos próximos do último grupo que estava parado numa área maior da escada. Qual não foi a minha surpresa ao ver Edward Nott saindo da aglomeração e vindo até nós.

— Draco!  O que você e o idiota estão fazendo? — O garoto nunca perdia uma oportunidade de zoar o irmão, este fazia o mesmo. Muitos achavam que ele era abusado, inclusive meu pai achava isso, mas a situação era sempre apaziguada por Narcisa. Nunca foi segredo pra nós que ela queria que Carina casasse com o Nott mais novo.

— Moleque! Tá querendo aprender a descer a escada voando? — Theo sempre respondia. Eu me impressionava com a coragem deles de se expor assim. Independente do ambiente, eles nunca se tratavam com frieza e isso era algo que Damon constantemente reclamava com eles. Eu ainda não havia me decidido se eles faziam isso por que gostavam ou para afrontar o pai. Eles trocaram dois ou três socos no ombro e logo se aquietaram, sob os olhares curiosos do grupo que o mais novo estava.

— Esse babaca eu não sei, mas eu estou indo buscar uma coisa no meu armário lá em baixo. — disse recebendo um resmungo e um revirar de olhos de Theo.

— Eu tô apenas cumprindo meu papel de encher o saco do Malfoy, pra ele não matar o conselho do rei. — apesar do tom de brincadeira, o olhar que meu amigo fez deixava claro sua preocupação com minha reação aos rumos da reunião. Estava cada vez mais difícil lidar com os absurdos que se falava lá. A maioria agia como cavalos de viseiras.  

Continuamos descendo o último lance de escadas até o andar térreo. O assunto permaneceu ameno. Logo que chegamos no salão principal, Theo viu um de seus soldados passando para a cozinha. Não foi nenhuma surpresa quando ele falou que estava indo avisar o homem para se preparar e reunir a tropa. Edward aproveitou para ir junto, dizendo ter que resolver assuntos com o irmão. Assim, eu segui meu caminho para o lado de fora do castelo.

Atravessei todo o pátio até a área atrás do castelo. Não conseguia não admirar toda aquela arquitetura sempre que passava por aqui. Apesar de ser uma construção antiga, sua nobreza era de encher os olhos para os apreciadores de arquitetura. As imensas janelas, as pedras muito bem conservadas, as torres altíssimas. Tudo tornava aquele lugar poderoso. Mas claramente, o seu principal charme eram as esmeraldas encrustadas no arco da porta da frente e no entorno da torre central.

Logo prossegui em direção a construção que ficava ali nos fundos. Um pequeno prédio de três andares, quadrado com um prisma também quadrado no meio. Ali era nossa principal base do exército, nosso barracão de treinamento. Todo o nosso material, armas e afins ficava guardado ali. Inclusive, um dos campos de treinamento ficava no centro do prisma da construção.

Não demorei a entrar no prédio. Eu precisava chegar na minha sala no segundo andar. Foi um trajeto rápido. Estava tudo vazio. Logo abri meu armário e tirei de lá o coldre com minha arma. Vesti o equipamento e me encaminhei para fazer o caminho contrário e procurar Theo, para descobrir o que ficou decidido.

Segui calmamente até a escada simples que levaria até o térreo novamente, mas fui surpreendido ao descobrir que não estava sozinho logo que pisei no primeiro andar. Escutei sons de dentro da sala de treinos interna. Ela servia basicamente para treinar lutas corpo a corpo. Mas hoje, especialmente, estavam todos liberados do treino, não deveria ter ninguém nessa sala.

Logo troquei meu curso para abrir a porta da sala e descobrir o que estava acontecendo. Não demorei a identificar os sons como alguém arfando e som de chutes. Segui abrindo a porta, em silêncio. Fosse quem fosse, era melhor pegar de surpresa. Quando a porta estava totalmente aberta eu fiquei fodidamente chocado. Não esperava por isso. Não mesmo. E mais ainda quando identifiquei o indivíduo. Isso me fez reacender meu ódio de minutos atrás.

— MAS QUE CARALHOS VOCÊ PENSA ESTAR FAZENDO, GRANGER? — Quase instantaneamente ouvi um grito agudo vindo da menina. Ela se virou na direção da porta assustada, me olhava com os olhos arregalados e a mão sobre o coração, numa tentativa falha de se acalmar. Abria e fechava a boca sem emitir nenhum som provavelmente tentando se justificar. Tentei me acalmar também antes de falar novamente. — Você levou um tiro 12 dias atrás! Devia manter seu repouso, porra! — Enquanto falava, não me contive e analisei a garota com o olhar. Grande erro.

Ela estava seminua da cintura pra cima, apenas com um top branco e a atadura enrolada sobre o abdome. Se fosse em uma outra ocasião eu obviamente perderia mais tempo avaliando sua “comissão de frente”, mas o sangue se espalhando no curativo roubou totalmente o meu foco. Já ela nem parecia notar o ocorrido, estava de costas para um dos makiwara da sala. Ela provavelmente estava treinando chutes no equipamento de madeira coberto de cordas.

— Quem você pensa que é pra decidir o que eu devo ou não fazer? — Arregalei suavemente os olhos com a ousadia daquele ser. Ela só podia ser maluca. Eu sou a porra do príncipe! — Até onde sei, alteza, no exército eu tenho a mesma posição que você. E você, como príncipe, está sob a minha guarda. — falou de forma debochada e eu imediatamente me lembrei da posição que meu pai deu a ela. PORRA!

— Sua ousadia ainda vai te matar um dia, Granger. Ou será que ainda não se deu o trabalho de olhar pra baixo? — não contive a ironia e o sorrido de lado ao falar enquanto me aproximava da novata. Vi o exato momento em que ela olhou para baixo e tocou o curativo sujo.

— Vá tomar conta da sua vida, Malfoy! — falou depois de levantar o olhar raivoso na minha direção. — E deixe que eu cuido da minha! — Ela ia virar de costas para pegar a parte superior de seu uniforme, mas eu a impedi segurando pelo braço.

— Você tá achando que isso aí é sangue de ovelha pra ficar desperdiçando assim? — dei uma risada seca acompanhada do meu sorriso irônico. — É sangue Malfoy. Você pode ter nascido Granger e honrar isso, mas agora você é uma de nós e luta pela nossa família. Honre o nosso sangue! — foi uma questão de segundos até ela processar a informação e seu olhar ser tomado pelo completo choque.

— Mas como assim? — a surpresa ainda estava no seu olhar, mas este agora parecia mais perdido tentando entender a ligação do que eu havia dito. Ela variava entre me encarar e olhar seu próprio ferimento.

— Ora, Granger. Achei que você fosse mais inteligente. Você levou um tiro e precisou de uma transfusão. E no momento crítico em que estávamos eu era o único com sangue compatível ao seu. — tentei manter o tom superior, mas lembrar aquele dia ainda me deixava incomodado. Foram coisas demais e completamente inesperadas. — Foi mais agradável passar horas do seu lado enquanto você dormia do que te suportar por esses últimos cinco minutos — não me contive e dei um sorriso de deboche, vendo a ira tomar a garota na minha frente.

— Vá a merda, Malfoy! — Ela puxou seu braço com violência da minha mão, virando-se novamente para pegar a parte superior de seu uniforme, que não conseguiu pegar antes. Vi ela contorcer a feição e levar a mão ao curativo de novo. Revirei os olhos e suspirei enquanto ela se esforçava pra vestir o blazer. Por mais cretino que eu fosse, minha criação não permitia ficar inerte diante de uma situação dessas.

Pude notar sua surpresa quando me coloquei ao meu lado e a ajudei a vestir a peça, que foi deixada sem fechar todos os botões.

— Vamos Granger. Vou te deixar na enfermaria, tenho outras coisas para resolver. — não esperei nenhum tipo de concordância da parte dela, dei um leve empurrão para que ela fosse para a porta da sala. Não demorando a fazer o que foi indicado, eu segui logo atrás da novata. Mas não pude deixar de notar, apesar do ferimento a dedicação dela era admirável e sua postura saindo da sala não era de alguém que precisava de cuidados e sim de alguém que estava pronta pro ataque. Dei um suspiro longo enquanto fechava a porta, concluindo meus pensamentos. Hermione Granger era uma garota problema.

 

 “Ganhe o respeito dos demais tendo a ousadia de ser você mesmo”

- Dr. House

 


Notas Finais


E cá estamos nós no final de mais um capítulo!! Só peço que leiam as notas iniciais com muito amor! (carinha fofa)
E então o que acharam?? E esse primeiro contato Draco x Hermione? Sentiram algum mistério no ar?
Calma! Não vão embora ainda, deixem-me apresentar a você a primeira edição do Jornal WoL
https://spiritfanfics.com/jornais/jornal-1--war-of-lie-10717590
Como prometido, postei ele para complementar alguns detalhes e explicações da história! Apresentei pra vocês o rostinho de alguns personagens que já apareceram.
Será que vejo vocês nos comentários por lá também? (olhinhos brilhando) Estou aberta a sugestões de que tipo de informações vocês gostariam de saber mais! Qualquer dúvida ou curiosidade me contem nos comentários! Farei o possível para sanar qualquer informação nos jornais! Estou bastante animada com eles! E também imensamente feliz pelos comentários que venho recebendo aqui na história!! Vocês me fazem saltitar pela casa! (corações nos olhos)
Bom, é isso!! Até o próximo!!!


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