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História Wardrobe - Fack - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Sim gente, uma short fic inspirada e adaptada em Reputação!! Amaram? Vamos a algumas notas.

-Nesta fanfic todo o drama gira entorno do relacionamento que o Finn e o Jack mantém em segredo;

-Nem todos os personagens de Reputação estarão em Wardrobe. (Mary por exemplo, não existe em Wardrobe);

-Os pais do Jack estão vivos;

-Essa fanfic é uma shoujo (romance) e uma short fic;

-A história do início do relacionamento do Finn e do Jack em Reputação é a mesma em Wardrobe.


Bem, espero que amem essa short! Todo aquele que ainda estiver triste com os acontecimentos de Reputação, nem lembrará mais o que é dor, após ler Wardrobe.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Trust


Fanfic / Fanfiction Wardrobe - Fack - Capítulo 1 - Trust

-Jack meu amor, acorde! - Ângela disse enquanto passava os dedos da forma mais delicada possível no rosto do filho.

O pouco sol que adentrava no quarto do Grazer junto ao carinho da mãe, despertaram o pequeno, fazendo seus olhinhos abrirem, dando uma das melhores visões do mundo. Sua mãe lhe acordando, seus cabelos, sempre lindos, estavam soltos e Jack conseguia sentir o cheiro de onde estava.

Depois de alguns segundos que os olhos de Jack abriram, um sorrisinho surgiu em seu rosto.

-B-bom dia mãe..- Jack falou manhoso, vendo a mãe sorrir de volta para sí.

-Bom dia dorminhoco, vamos levantar? Quero tomar café com você antes de sair para o trabalho. - Ela disse se levantando da cama do filho.

-O papai já saiu? - Jack perguntou se sentando na cama macia.

-Ele precisou sair mais cedo, você sabe como o pessoal do departamento de investigações são, descobrem algo todo minuto. - Ela disse sorrindo e fazendo um carinho no cabelo do filho, saindo do quarto em seguida.

Jack sorriu feliz, ainda meio grogue de sono pegou seu celular para ver a hora e no mesmo instante desbloqueou o aparelho para ver se Finn havia lhe respondido.


[FinnieS2]Bom dia amor, dcp não ter respondido ontem, dormi cedo

[FinnieS2]Estou morrendo de saudades, me encontra no banheiro as 12 e meia quando a aula acabar.


Grazer terminou de ler dando um longo suspiro. Jogou o celular ao lado e se levantou indo em direção ao banheiro.


⊰᯽⊱┈──╌᯽╌──┈⊰᯽⊱

Jack sentia o tedio lhe consumir gradativamente enquanto o vento frio daquela chuvosa manhã batia em seu rosto, fazendo lhe arrepiar vez ou outra. O garoto dos fios castanhos estava sentado em um banco de frente aos amigos, esperando dar a hora para finalmente voltar a aula.

-Amorzinho, minha mãe vai ver meu vô hoje e so volta a noite... você poderia ir lá para casa ficar a tarde inteirinha comigo, enrolado nas cobertas e assistindo algum filme... -Jaeden disse passando a pontinha do nariz pela bochecha lisinha de Wyatt.

-Claro, bebê. - Disse apertando a cintura do namorado. - O que você acha da gente passar no mercado antes, hm? -Capturou o lábio inferior do namorado, sugando-o devagar e mordendo em seguida. -A gente pode comprar umas besteirinhas pra passar a tarde. -Disse e sorriu sugestivo.

Jack que estava sentado de frente para o casal, apoiava o queixo nos joelhos. Tinha esquecido de trazer seu moletom e por isso estava encolhidinho, abraçando as pernas com o rosto apoiado nos joelhos.

Grazer observava toda aquela melação e fofura sorrindo e suspirando, sentindo uma pontadinha de inveja. Wyatt e Jaeden eram o casal perfeito aos seus olhos, exatamente o que havia idealizado e que ainda idealizava por toda a sua adolescência, assistindo filmes e lendo histórias de romance.

Os dois se odiavam no começo, Wyatt sempre provocava e fazia brincadeiras sem graca com Jaeden, mas logo toda a rivalidade se transformou em um belo romance. Não era pra ter sido isso, mas a conexão que os dois sentiram impediu que a rivalidade continuasse e desde então não podiam mais viver um sem o outro.

De qualquer forma, não era como se Jack também não tivesse uma paixão. O garoto de dezesseis anos que cursava o penúltimo ano do ensino médio teve sua época de ter um crush.

Depois de Jack sentir os dedos de Finn Wolfhard encostado aos seus, abaixo da mesa, em uma quinta feira, apaixonou se de vez pelo moreno. Jack sempre teve uma queda por ele, mesmo que o garoto mais sério e popular da escola sempre tivesse sido namorado daquela menina insuportavelmente bonita e ridiculamente perfeita.

Os dois estudavam na mesma escola desde crianças e Finn nunca se quer deu oi, ou tratou Jack com o mínimo de cordialidade, mesmo que nunca em sua vida ele tenha sido grosseiro ou desrespeitoso. Ele só era absurdamente distante. Finn sempre tratou Jack dessa maneira, vez ou outra lhe olhava de forma estranha e desconfortável, mas no fim era indiferente.

Até este dia.

Depois de alguns dias, Jack já estava completamente apaixonado por aquele que todos diziam ser impossível e inalcançável. Finn Wolfhard, o filho do presidente dos Estados Unidos. O garoro que todos conheciam, que muitas suspiravam apaixonadas apenas por ve-lo passar, ele era super requisitado, era perfeito.

E agora era seu namorado.

Jack só não podia falar isso para ninguém.

-Jack que carinha é essa? - Jaeden perguntou encarando o amigo. Voltando a bebericar o seu café preto enquanto Wyatt despedaçava o hamburgão com os dedos, levando os pedacinhos à própria boca e à do namorado.

-Cadê o Finn? -Perguntou mais uma vez olhando para Jack e este encolheu os ombros, olhando para o lado esperando que não entrassem naquele assunto. -Ele está te evitando de novo, não é?

O pequeno fez um biquinho torto confirmando e suspirou, voltando a destruir o copinho de isopor que outrora continha café com leite .

Daqui a alguns dias Jack faria um ano de namoro com Finn Wolfhard, O Wolfhard. Desde que começaram a namorar, nada havia sido aquele mar de rosas que o castanho vivia idealizando, mas ele tinha fortes esperanças de que isso mudaria. Passou-se um ano e nada aconteceu.

Finn parecia o garoto ideal: alto, bonito, forte, gostava de esportes, era destemido, muito inteligente e disciplinado, além de ser o filho do presidente. Não tinha como o pequeno Grazer não se apaixonar.

Jaeden insistia em dizer que ambos até combinavam, mas que aos seus olhos aquele relacionamento deixava muito a desejar. Jack não podia discordar.

Até mesmo seus defeitos já havia aprendido a lidar e vice-versa. Um tanto possessivo e ciumento, Finn estava sempre mandando mensagens e perguntando se Jack estava acompanhado dos amigos, já que o pequeno vivia recebendo cantadas e convites de garotos que não faziam ideia de que ele estava em um relacionamento sério. E era bem aí que estava o problema.

Jack nunca pôde beijar na chuva ou comprar algodão doce com o namorado enquanto andava pelo parque. Também nunca se pegou com ele em festa alguma e nem foram ao cinema sozinhos. Andar de mãos dadas pela escola era um sonho distante que o garotinho tentava se conformar que nunca se realizaria, afinal, seu namorado não havia saído do armário e parecia não fazer questão nenhuma de que isso acontecesse.

Foi até engraçado o começo do namoro deles, já que o menino se auto intitulava como heterossexual com uma certeza que ai de quem ousasse duvidar daqueles olhos pretinhos determinados.

Mas depois de situações como quando Finn arrastou o menor para uma sala vazia, bravo com a atitude de certos garotos que insistiam em dar encima do seu Jack, lhe tascou um beijo de tirar o fôlego com direito à uma pegada que resultaria em sexo se tivessem mais tempo ali.

Finn se sentira mais confuso do que nunca. Sabia da sua orientação sexual desde a adolescência e não podia se repudiar mais por aquilo. Motivos tinha de sobra e achava que dependia de si para que aquilo mudasse e funcionou até certo ponto, até um específico ponto, na verdade, de cabelos castanhos, sorriso inocente e uma bundinha que não dava pra ignorar.

Jack conquistou o coraçãozinho do moreno e este já não sentia nem uma pequena emoção em beijar várias bocas, pegar em várias bundas e apalpar peitos que ele sequer gostava de tocar. Não gostava de forma alguma da ideia de se entregar para a homossexualidade, não, aquilo era ridículo. Odiava ver aqueles casais gays andando pelas ruas com roupas extravagantes e cabelos coloridos. Repudiava os famigerados "trejeitos gays" e ainda mais àqueles que afinavam a voz. Achava desnecessário todo aquele fuzuê, paradas lgbt e bandeiras de arco-íris voando por todos os lados.

Mas parecia que o amor vencia tudo, certo? Ou quase.

Depois que Finn teve certeza que todo mundo já tinha certeza que ele era indubitavelmente hétero, pode finalmente sossegar o faixo e parar de se forçar a ficar com garotas o tempo todo. Foi na época em que seu coração estava completamente preenchido e quase transbordando de sentimentos por Jack Dylan Grazer. Um garoto.

Seu orgulho estava indo pro ralo e era só ele começar a se sentir mal com isso que Jack aparecia cheio de amor e conforto, oferecendo uma amizade e um companheirismo que ele nem imaginava precisar tanto até não conseguir mais se ver sem ele.

Foi aí que o namoro começou, a princípio sem um pedido oficial e com milhares de condições que Jack, cego de amor, aceitou com esperanças de que aquilo duraria apenas até que o moreno se acostumasse com a ideia de que era homossexual e que não dava pra mudar.

Passou um mês, dois meses e de repente estavam a ponto de fazer um ano de namoro e Jack não havia conseguido nem um selinho no portão de casa. O namoro ,se é que aquela relação poderia ser chamada assim, era basicamente Finn dizendo aos amigos que precisava cuidar de assuntos que envolviam seu pai e seu futuro como político, três dias na semana. E falando para os próprios pais que estava envolvido num projeto do seu TCC, inventando mil e uma desculpas para conseguir um tempo livre com o garoto dentro de sua casa, do seu quarto, com as janelas fechadas e o gps do celular desligado.

Jack, no começo, achava engraçadinho esse medo todo e mesmo assim o namorado se esforçar para estar em sua casa, ficar abraçadinho consigo e conversar por horas depois de fazerem um sexo gostosinho. Por mais que fosse delicioso passar um tempo com ele assim, no quentinho do quarto e o conforto dos lençóis, não via a hora de poder acompalhá-lo até o cinema, ou comer um hambúrguer na esquina sentado no meio-fio enquanto limpavam molho do canto dos lábios um do outro.

"A gente podia usar aliança, né?" Jack soltara certa vez, como quem não quer nada e se arrependeu no mesmo segundo ao ver a cara de terror que o namorado fizera. Discutiram feio naquele dia, mas não conseguiram ficar muito tempo longe um do outro, optando por esquecer o assunto e seguir com a vida.

Mas chegava uma hora que aquilo estava ficando insuportável. Jack queria poder colocar no status do seu facebook que estava em um relacionamento sério, mas não podia porque se alguém perguntasse ele não poderia dizer quem era. Isso também iria resolver o problema das inúmeras mensagens de crushes em potencial que deixavam Finn puto da vida e que faziam Jack querer contar logo tudo pra Deus e o mundo.

Na escola, Jack andava com seu melhor amigo para todos os lados e ninguém parecia ligar para a sexualidade de qualquer um ali. A escola era muito renomada e por isso os jovens estavam mais preocupados com suas próprias vidas, trabalhos e provas. De vez em quando Finn se juntava a eles, mas logo saía para ficar com seus amigos héteros e algumas garotas, porque definitivamente, em sua cabeça, se andasse muito com aqueles homossexuais, a faculdade toda iria pensar que este era um deles. Seria seu pesadelo.

A cabeça do jovem-adulto é com certeza cheia de neuras sem fundamento, pessoas se importando até se a cor do estojo que levava pra aula não era infantil demais e as pessoas iriam todas fazer uma rodinha em volta, apontando e rindo mandando voltar para o primário. Alguns tinham neuras mais profundas em relação a aparência, inteligência, dedicação e disciplina. Ninguém parecia aproveitar de verdade o que a vida dava e aquilo deixava alguns adultos preocupados. Os professores observavam todo aquele comportamento e sentiam muito pelo que estava acontecendo, mas parecia que aquela geração estava mais perdida do que cego em tiroteio.

Havia aqueles que realmente estavam um nível acima e davam pouca foda pra tudo aquilo, que na verdade não era mesmo nada demais, e entre essas pessoas estava Jack Dylan Grazer e suas lindas unhas pintadas cor de rosa, deprimido no cantinho da cantina enquanto fazia um desenho em seu sketchbook do casal mais fofo que já conhecera.

Havia começado a pintar suas unhas de rosa e as vezes de roxo há três meses e tinha levado uma bronca do namorado que nem a própria mãe lhe dera. Aliás, Ângela super apoiou e a mesma levou o filho para fazer as unhas junto consigo, ela achava uma gracinha e fazer as unhas com o filho no salão de beleza havia se tornado um ritual entre os dois.

Já Finn, quase pirou, por uma simples unha pintada, como se ele nunca houvesse notado que Jack fosse gay e aquilo houvesse deixado óbvio demais pra quem quisesse ver. O garoto quase obrigou o mais novo a parar de pintar as unhas e Jack só não fez o que o namorado havia lhe mandado porque Jaeden sentou com ele e mandou a real de tudo aquilo.

Jack estava apaixonado, mesmo depois de um ano e todos os obstáculos que teve que enfrentar por causa de uma paranóia idiota, ainda o amava e tinha aquele fundinho de esperança de que poderia dividir o hamburgão na cantina com Finn.

-Termina com esse boçal e fica com o Noah! - Jaeden soltou sem nem preparar o coraçãozinho frágil do melhor amigo. Jack arregalou os olhos e deu uma risadinha nervosa. Nunca que terminaria com Finn, mas ficar com Noah era de fato tentador, principalmente porque o garoto era uma amor de pessoa, divertido, engraçado, lindo e o melhor de tudo: assumidíssimo. Tava pra nascer alguém que ousasse tentar acabar com a auto estima daquele garoto de sorriso branco. Noah virava no jiraya se alguém ofendesse a comunidade LGBT na sua frente e a pessoa ouviria tanto que só sairia dali depois de ter baixado todas as músicas de pelo menos três divas do pop.

Jack não militava muito porque estava mais preocupado em tentar tirar do armário aquele garoto que já fazia parte do móvel, mas se orgulhava muito dos amigos que tinha.

-To pensando numa coisa aqui... -Jaeden olhava fixamente para os farelinhos na mesa com uma feição de quem estava pensando profundamente sobre algo e Wyatt tentava incentivar o namorado fazendo carinho em suas costas.

O barulho do refeitório ficou mais intenso e o de cabelos castanhos viu seu namorado entrando com uma galera bem conhecida. Mordeu o lábio inferior observando o jeitinho de andar de Finn, o sorrisinho fofo que ele dava e os gestos que fazia com a mão para explicar seu ponto de vista. Sentia-se um adolescente apaixonado por um crush impossível, com a diferença que o crush impossível ia até sua casa três vezes por semana dizer coisas fofinhas e fodê-lo como ninguém.

Finn avistou o menor e encarou por alguns segundos de forma intensa que deixaria Jack até arrepiado se Jaeden não ficasse o trazendo pra realidade com sussurros que o fazia lembrar do quão babaca ele era pra nem vir lhe dar um beijinho de bom dia.

-Precisamos de um plano, Jackie, essa situação já deu o que tinha que dar e ninguém merece passar por isso tanto tempo. -O melhor amigo falava indignado enquanto Wyatt passava a destra por sua coxa num carinho aparentemente inocente. -Diz pra mim, vocês vão se formar, trabalhar e ter sua própria casa, vão morar juntos como colegas de quarto e ficar velhinhos sem nem uma foto de casal postada no instagram? O que mais? Vão adotar uma filha e nem ela vai saber que são um casal? Já pensou, Wy? "Eu moro com o meu papai e o melhor amigo dele" o que vai ser dessa criança?

Jack entreabriu os lábios sem ter o que dizer. Queria rir porque aquilo era um absurdo, mas se lhe contassem que depois de um ano nunca havia ficado nem em sua própria sala de mãos dadas com o namorado também acharia irreal.

-O que eu faço, Jaejae? Eu não quero que a nossa filha não saiba que tem dois papais!

Jaeden sorriu e estendeu a mão por cima da mesa para que o menor a pegasse e apertou com força, passando segurança.

-Vai ter que confiar em mim!

-Continua-


Notas Finais


O Jaejae ta vivo aaaeeee💛

Um capítulo pequeninho, mas acho que vocês já entenderam como a história irá se passar, não será tão clichê, talvez, um pouco.

O que acharam? Vocês vão poder conferir quando os capítulos de Wardrobe serão atualizados amanhã no meu fórum!

Prometo me esforçar muito nessa short! Ksksksksk beijenhos💖


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