História Warrior - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Danzou Shimura, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Kizashi Haruno, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shizune, Tsunade Senju
Tags Kakasaku
Visualizações 19
Palavras 1.803
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLLLA! Como prometido, capítulo novo na área!
Me digam o que estão achando. Tem muita emoção pra rolar ainda, Esperem e verão!

~ATENÇÃO~
Próximo capítulo: 24/08/2018

Capítulo 2 - Más Notícias


Antes de sair da academia, lancei um sorriso à recepcionista simpática que nos atendeu quando chegamos. Não me demorei muito ali, segui direto para meu carro e dirigi para a casa de minha mãe. Aquele dia estava sendo longo, e com certeza se alongaria ainda mais depois que eu soubesse o que quer que me esperava ali. Estacionei na garagem, junto dos outros dois carros do meu pai. Nossa família não era tão pobre, mas depois que papai soube da doença, as economias vinham sendo todas direcionadas às despesas hospitalares, diminuindo nossos luxos.

— Mãe! Cheguei!

Entrei, deixei as chaves na mesinha ao lado da porta e tirei meu tênis. Estava indo em direção à sala, quando me deparei com minha mãe chorando quase que desesperadamente. Foi aí que meu coração parou! Eu pensei no pior!

— Mamãe? – só então ela notou minha presença. Me olhou com seus olhos vermelho se inchados.

— Filha? Esperava que você demorasse mais um pouco. – as orbes verdes como as minhas observaram minhas roupas rapidamente. – Vejo que estava treinando!

—Sim! Mas, não importa agora. O que está havendo? – perguntei, me aproximando devagar e me sentando ao seu lado.

— Sakura, seu pai... O levaram para o hospital faz meia hora, o estado dele se agravou. Sua doença está começando a afetar o fígado, e os rins começaram a falhar. Está se acabando. Essa doença está acabando com ele, Saky! Eu… Eu não sei mais o que fazer!

Minha mãe, que sempre se mostrou uma mulher forte em minha frente, naquele momento não conseguia manter a máscara. Minha vontade era de chorar que nem ela, mas ela precisava de mim, então era minha vez de ser seu suporte. A abracei apertado, fazendo um carinho em suas costas e cabelo.

Não haviam palavras que pudessem ser ditas naquele momento. As únicas válidas seriam mentirosas, pois não “ficaríamos bem” e não “haveria melhoras”. Palavras positivas não eram bem-vindas, apenas precisávamos uma da outra. E isso, nós tínhamos.

Fiquei com minha mãe em meus braços por longos minutos, até que meu telefone vibrou. Tentei ser o mais discreta possível ao conferir o display. Era uma mensagem de Ino.

“Testa, como tá indo na academia?”

Eu não estava em um bom momento para conversar, por isso ignorei. Mas fazer isso foi a pior coisa, pois quando a loira não é respondida vira o cão, e me perturba até que eu pare de fazer o que quer que seja e a responda.

“SAKURA! TÔ FALANDO COM VOCÊ. NÃO ME IGNORA!”

Respondi com um simples: “Depois eu falo contigo!”

Ino entendia minhas mensagens. Se eu disse que falaria depois, era porque algo importante estava acontecendo e eu não poderia desviar minha atenção. Me voltei para a mulher em meus braços, que agora parecia mais calma, embora ainda soltasse ocasionais soluços que chacoalhavam seus ombros magros. Eu me lembrava com precisão do dia em que Mebuki Haruno me contou sobre como conheceu meu pai.

“Era um dia tranquilo em NY. Eu sempre ia à sorveteria depois do trabalho nos dias mais quentes, e quem não o faria, tendo uma ao lado do seu local de trabalho? Mas naquele dia, que parecia ser tão simples e monótono quanto os outros, foi diferente. Entrei na sorveteria, paguei meu sorvete, e antes que eu pudesse dar uma única bocada, assim que me virei, bati de frente com um homem forte e alto. Consequentemente, todo conteúdo em minhas mãos acabou em minha blusa, manchando-a e molhando-me toda.

Eu fiquei puta na hora. Mas quando fui gritar todos os xingamentos que um dia aprendi, dei de cara com o homem mais lindo que já tinha visto na minha vida. Naquele momento eu estagnei. As palavras faltaram. A raiva sumiu. Eu só queria estar ali, admirando a beleza daquele ser de cabelo rosa.”

A história de meus pais não foi a mais romântica, mas com certeza foi a mais linda que eu ouvi em toda minha vida. Depois que esse incidente aconteceu, meu pai pagou outro sorvete pra ela e encheu-a de pedidos de desculpas, que claro, foram aceitos, afinal minha mãe era tão boba assim. Dias depois, Mebuki retornou à sorveteria. Assim que entrou no estabelecimento, pediu um sorvete e se virou para sentar-se e usufruir de um dos momentos mais prazerosos de sua vida. Foi então que seu olhar recaiu sobre o mesmo homem, aquele que trombou dias antes.

Ele a admirava sentado em uma das cadeiras, e sorria como um convite para que ela se juntasse a ele. E foi o que mamãe fez, e assim começaram a conversar. Em todos os dias quentes, meu pai ia à sorveteria não para comprar um sorvete, mas pra poder se encontrar com minha mãe. E foi daí que surgiu a amizade, e logo depois o amor dos dois. Era tão forte, recíproco e lindo que os manteve unidos por todos aqueles anos, ainda que a doença estivesse o levando aos poucos.

— Mamãe?

— Sim, querida!

— O que acha de eu dormir aqui hoje?

— Seria ótimo, Saky. Mas você não tem trabalho?

— Hoje não. E amanhã não vou trabalhar, tirarei o dia de folga.

— Não quero te atrapalhar, Sakura.

— Não atrapalha em nada. E eles estão mesmo me devendo uma folga, então passarei o dia com a senhora. Pode ser?

— Sim!

— Ótimo! Agora vamos subir. A senhora vai tomar um bom banho relaxante naquela banheira enorme que tem no seu quarto e vamos dormir juntinhas, que nem eu fazia nas noites que eu tinha pesadelos. Comeremos chocolate e contaremos histórias uma pra outra antes de dormir.

Minha mãe sorriu fraco, mas alegre, e obedeceu o meu pedido. Enquanto ela subia, eu fiquei na sala por uns instantes. Precisava contar à Ino o que estava acontecendo, e foi exatamente o que eu fiz. Mandei uma mensagem explicando tudo, e ela como sempre me mandou uma mensagem de apoio.

“Nossa Saky, sinto muito. Mas estou aqui pra o que der e vier. Não ouse ficar quieta se precisar de algo. Qualquer coisa passo até a noite ai com vocês!”

“Não precisa, Ino. É melhor ficar só eu e minha mãe mesmo. Mas obrigada, por tudo! Você sempre me apoiou! <3”

“Para, né, Testa! Somos amigas a mais tempo que minha vó é minha vó. Eu sou tua irmã! Tô aqui, se precisar falar, é só ligar! Vou deixar vocês à vontade! Beijos. Me mande notícias! <3”

Mesmo com toda aquela situação, Ino conseguiu tirar um sorriso meu. Guardei meu celular e me direcionei ao quarto dos meus pais. Minha mãe estava sentada na beirada da banheira, esperando que enchesse. Eu fiquei a observando de longe. Aquele último ano tinha feito mal ao seu emocional, e isso era visível em seu corpo. Estava muito mais magra, e seu rosto antes tão jovial, carregava marcas de velhice e estresse. Eu não conseguia ver minha mãe assim. Precisava de mais tempo pra poder cuidar dela e do meu pai. Foi pensando nisso que tive uma ideia.

— Mãe?

— Oi filha?

— Coloca aqueles sais de banho que dei pra senhora. É bom demais! Vou ligar pra escola enquanto você espera a banheira encher.

— OK.

Saí do quarto, peguei novamente o celular e disquei o número da minha diretora. Ela atendeu no terceiro toque.

— Senhora Tsunade?

— Quem é?

— Sakura.

— Oi, Sakura. Já disse pra parar de me chamar de senhora.

— Sim, me perdoe.

— Mas diga, o que quer?

— Preciso de um favor seu.

— Estou ouvindo.

Com isso, comecei meu diálogo com ela. Contei a situação desde o começo, coisa que ela já sabia mais ou menos por alto. Eu não costumava detalhar minha vida para pessoas que não eram tão próximas a mim. Mesmo que a Senju tenha sido um grande auxílio em minha vida, eu ainda tinha um pé atrás com ela. Seu temperamento às vezes me dava medo.

— Mas é isso, Tsunade. Eu preciso mesmo dessas férias. Minha mãe está desgastada demais, e meu pai, você já sabe. Preciso cuidar deles. Agora não só meu pai precisa desse cuidado, mas minha mãe também!

— Entendo, filha! Tudo bem… Hinata volta de licença maternidade agora, e não temos uma turma pra ela, a deixarei com a sua. Fique tranquila, aqui está tudo resolvido. Estarei na torcida pra que tudo melhore. Se precisar de alguma ajuda, pode falar.

— Obrigada, Tsunade. Você foi muito gentil. Essas férias vão ser de muita ajuda. Obrigada!

— Nada, Sakura! Não é pra tanto. Se cuide!

Finalizamos a ligação e eu voltei para o quarto, e ao chegar lá, vejo que minha mãe já estava mergulhada na banheira.

— Ei! Tá bom aí?

— Tá ótimo, Saky. Esses sais são maravilhosos, relaxa qualquer corpo.

— Eu disse! – suspirei – Vou tomar um banho. Tô logo ali no quarto ao lado, precisando de mim é só chamar. Vou deixar a porta do banheiro e do quarto aberta.

Ela concordou com a cabeça e um sorriso pequeno repuxou seus lábios. Parti para o cômodo ao lado, que era meu antigo quarto, tirei as roupas e fui para o banho. Lá eu não aguentei. Deixei as lágrimas presas rolarem sem medo. Tudo que parecia estar guardado nesse tempo todo de sofrimento eu soltei ali, dentro daquele box de vidro.

Em um ano de dor, eu não deixei sair uma lágrima, passava por tudo forte. Mas eu já não tinha mais forças para continuar fingindo para mim mesma. A ficha parecia finalmente estar caindo, e o conhecimento de que eu estava perdendo meu pai se fez presente. O único pai que Deus tinha me dado; a pessoa que tinha me ensinado a ler, a falar, a amar! Ele era o meu herói, e perdê-lo seria a coisa mais dolorosa que eu poderia imaginar viver!

Me obriguei a terminar logo. Minha mãe ficaria esperando, e estando sozinha, mais tempo ela teria de pensar em coisas tristes, e voltaria a chorar. Isso eu não queria de jeito nenhum. A água fria lavou minhas lágrimas para longe, levando com elas os indícios de que eu tinha chorado para dentro do ralo.

Assim que saí do box, me olhei por uns instantes do espelho, vendo meu reflexo abatido e cansado. Se aquela noite já estava desgastante, não queria nem imaginar como seria o resto dos meus 30 dias de férias.

— Você precisa ser forte, Sakura. Não só por você, por sua mãe também!

E foi com esse pensamento que ganhei a força necessária para encarar aquela que me deu à luz. Pedi chocolate à Maria, nossa empregada, e ela de pronto me trouxe um pote grande. Retornei ao quarto com um sorriso no rosto e a força que Mebuki precisava.

— E aí? Pronta pra uma rodada das boas de um chocolate maravilhoso?

Ela não respondeu nada, somente balançou a cabeça. Animar dona Mebuki seria uma prova das mais difíceis, mas ela era minha mãe, e eu era sua filha. Eu não desistiria nunca.

 


Notas Finais


Espero vocês nos comentários! Beijinhos!!


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