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História Warriors (Hunters 2) - Capítulo 30


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Notas do Autor


Boa noite meu povo :D
Presentinho da noite pra vocês
Espero que gostem ^^

Capítulo 30 - Amor Eterno


Fanfic / Fanfiction Warriors (Hunters 2) - Capítulo 30 - Amor Eterno

Você se lembrará

Quando isso tudo acabar

E tudo se perder pelo caminho

Quando eu envelhecer

Eu estarei lá ao seu lado

Para te lembrar de como eu ainda te amo

Eu ainda te amo

Volte logo, volte logo

Não tire isso de mim

Porque você não sabe

O que isso significa para mim

Amor da minha vida

 

Love of My Life — Queen

 

Hunedoara, Império Austro-Húngaro

11 de Fevereiro de 1819

 

Edgar tinha acabado de acertar uma machadinha na curva do pescoço de um fantasma quando o ar quente correu de dentro da sala onde os da Vincis estavam. O fantasma se dissipou no ar e, simples assim, as proteções estavam de pé novamente.

O homem respirou fundo, sentindo algumas partes do corpo reclamarem do esforço feito em sequência. Todos estavam cansados, isso era fato, mas agora não era um problema. O mais importante era todos estarem bem.

— Todo mundo inteiro? — Edgar perguntou, apoiando-se contra a parede atrás de si.

— Sim — Cissa foi a primeira a responder, sentando-se no chão mesmo. — Me sinto um pouco zonza, mas acho que não tem relação com a luta.

Vlad e Nico a encararam com reprovação. Edgar concordava com os dois, Narcissa não deveria estar ali de forma alguma, arriscando-se no meio de um combate imprevisível em seu estado atual, mas não tinha nada a ver com o assunto. Não podia entrar no meio do assunto deles.

A porta da parede atrás de Edgar foi aberta nesse instante, revelando Francesca da Vinci, um pouco pálida e atordoada.

— Como foi aí dentro? — Nico questionou, atravessando a pergunta que todos queriam fazer.

— Foi… curioso — a mulher respondeu, olhando para algo dentro do quarto. — Conseguimos Mina e ninguém está gravemente ferido, mas… bem, ela possuiu Apolo. E… bem, como eu disse, foi curioso. E estranho.

A mulher suspirou, chamando os Van Helsing com a cabeça para entrarem no quarto. Aaron e Bianca estavam encurvados sobre Apolo, amarrando-o em uma cadeira. O homem não parecia se importar. Edgar sentiu um frio na espinha ao encarar o ruivo, sabendo não ser exatamente ele quem estava encarando. No chão, uma série de símbolos havia sido pintada em volta da cadeira com tinta branca.

— Isso é o quê?

— É para ela não sair — Francesca respondeu.

Ok, parecia uma boa ideia. Próximo a janela, sozinho, sentado em uma cadeira e encarando o céu do lado de fora, estava Lorenzo da Vinci. Ele parecia bastante absorto em seus pensamentos. Em tese, ele deveria dizer aos demais como agir agora em relação à Mina. Se ele não ia dizer nada…

— Algum de vocês está ferido? — Aaron perguntou, enfim deixando Mina na cadeira.

Edgar negou. Vlad também não disse nada, e Cissa não parecia que ia dizer, se Nico não tivesse atravessado a conversa.

— Cissa disse que está zonza.

Narcissa encarou Nico com um olhar reprovador, e Edgar abriu um pequeno e contido sorriso de canto. Pandora costumava fazer o mesmo com ele, forçá-lo a receber cuidados médicos quando não queria. Os Van Helsing realmente acabavam atropelados pelo próprio orgulho, às vezes.

— Sente algo mais? — O Frankestein perguntou, aproximando-se dela. — Se você não se feriu, a tontura pode ser um efeito comum da gravidez. Recomendo que se deite e descanse pelo resto do dia.

— Ela vai fazer isso — Nico respondeu. — Na verdade, vamos todos fazer isso, que tal? Não acho que a fantasma vá a algum lugar do jeito que está, e temos que ver como os caçadores lá de baixo estão.

Sim, parecia uma ideia bem razoável. Descansar. Além disso, ele queria mesmo saber como Pandora estava agora. O plano todo foi muito estressante, uma ideia louca sem precedentes e ainda existia o medo do grupo de baixo subir com integrantes a menos.

Por isso, Edgar saiu da sala e se plantou no corredor, de frente para as escadas. Esperando. Só esperando. Pandora… se algo tivesse acontecido com ela… Não devia tê-la deixado participar. Não que fosse possível a impedir de fazer qualquer coisa quando decidia, mas sua esposa estava há tantos anos sem prática… Algo terrível podia ter acontecido!

Não. Não, não ia pensar assim. Pensamentos positivos, estava tudo bem. Pandora estava bem. Todo mundo estava e ia ficar bem.

Ele apertou as mãos, cruzando os braços e mantendo os olhos fixos no portal da escadaria. E o primeiro a aparecer foi Santiago.

Edgar franziu a testa. Ele carregava um homem desconhecido coberto com um casaco nas costas, desmaiado e muito magro e frágil. Atrás dele, veio Charles com Alban nos ombros, também coberto apenas com um casaco. Ao lado dele, Lily segurava a mão do marido. E atrás de todos eles…

— Dora!

O homem correu até a esposa. Pandora estava ali, de laço enrolado na cintura, cansada e ferida em várias partes do corpo, com o vestido rasgado e suja de fuligem, mas inteira. Viva, respirando e inteira.

Ele segurou o rosto da esposa entre as mãos, olhando-a por um instante, quase procurando qualquer sinal de dor no rosto da mulher, tentando ter certeza de não encontrar nada, e se certificar de estar mesmo tudo bem com ela.

— Você está bem? O que aconteceu lá embaixo? O que…

— Sim, estou — a mulher cortou, tirando as mãos de Edgar de seu rosto.

Não foi um gesto para o repelir. Não, era apenas para ele se focar em outra coisa agora. Pandora entrelaçou seus dedos aos dele e indicou os homens de seu grupo com a cabeça.

— Aquele nas costas de Santiago era um lobo, transformamos de volta. Alban assumiu forma lupina também. Foi uma briga terrível. Eles estão bastante feridos…

E, realmente, pareciam estar.

— Vamos devagar — Aaron pediu, entre Charles e Santiago. — Eu sou um só, vou ter que olhar um de cada vez. Precisamos de quartos. Van Helsings, um quarto para o outro homem aqui, por favor!

Edgar olhou em volta pelo corredor, mas Nico já tinha se retirado com Cissa e Vlad. Isso o deixava como responsável para gerir a situação toda agora, e prestar suporte a Aaron. O homem conteve um suspiro na garganta, se virando para Pandora.

— Peça um banho. Descanse. Eu lhe encontro mais tarde, ok?

A mulher concordou, e Edgar deixou um beijo na testa dela, observando-a voltar pelo corredor em direção ao quarto deles em seguida.

— Eu vou cuidar disso — Edgar disse aos caçadores esperando ajuda no meio do corredor. — Os da Vinci, por favor, fiquem com Mina na sala, só por precaução. Lily, Charles, levem Alban para o quarto dele. Aaron, Santiago, venham comigo.

Se tinha algo que não faltava naquele castelo, eram quartos vazios. Edgar abriu as portas do primeiro quarto de luxo vazio em seu caminho. Santiago atravessou o aposento, colocando o homem na cama devagar e ajeitando o casaco sobre ele.

— Ei — o Flores chamou, dizendo algo em outra língua em seguida.

Parecia uma pergunta, mas não houve resposta. Aaron entrou no quarto, carregando uma pequena maleta consigo e a abrindo. Havia remédios e utensílios médicos dentro. Então Edgar se sentou em uma poltrona do quarto e deixou o Frankestein trabalhar.

Não foi um exame muito demorado, Edgar não era de tomar interesse completo nesse tipo de minúcia, então ficou sentado ali, balançando uma das pernas e esperando caso fosse necessário mandar buscar algo, ou trazer uma empregada ali, ou qualquer outra coisa a ser atendida com seu título de Van Helsing. Os minutos passavam lentamente para Edgar, até enfim ouvir um gemido baixo sair da cama.

O Flores repetiu a pergunta, e ouve resposta dessa vez. “Afonso Gaspar”, o homem disse, indicando com isso que a pergunta feita tinha sido a respeito do nome dele. Depois, outra pergunta, e a resposta “Portugal”. Então os dois começaram a conversar em perguntas simples e respostas curtas, e Edgar perdeu o fio da história. Teve de esperar Santiago parar de perguntar para ter suas explicações.

— Ele é português, se chama Afonso. Toda a família dele morreu há alguns meses, e a tristeza catapultou a transformação dele. Disse que não se lembra de como chegou em Hunedoara e quer ir para casa.

— Infelizmente, isso vai ter que esperar — Aaron respondeu de forma simples. — Ele está muito fraco, desnutrido. Nesse frio vai adoecer se não se cuidar. Definitivamente não pode viajar. Santiago, cuide para que ele se alimente e permaneça aquecido, ok?

— Pode deixar.

— Eu vou pedir roupas limpas, cobertores e uma sopa quente para ele — Edgar anunciou. — Encontro você no quarto de Alban, Aaron.

O médico concordou, pegando a maleta e deixando o quarto onde estavam. Edgar foi logo atrás, não demorou a encontrar um criado e passar longas instruções para ele ajudar a cuidar da situação de Afonso no quarto. Por fim, seguiu para o quarto de Alban.

Lá, logo percebeu a situação estar bem pior. Alban já estava vestindo pijamas, deitado de lado na cama, choramingando e xingando palavras muito vulgares. De onde estava, Edgar conseguiu ver um arroxeado na região das costas dele, mas era só.

— Alban, fala comigo — Aaron pediu, sentando-se ao lado do amigo. — O que está sentindo?

— Dor, pra cacete. E não sinto minhas pernas. Aaron, acho que fiquei aleijado.

— Pare de drama — o médico resmungou, revirando os olhos.

Havia mesmo um inchaço nas costas do físico, Edgar conseguia ver dali, mas nem mesmo sonharia em julgar a gravidade baseado apenas em sua visão. Ele esperou, mais uma vez, enquanto Aaron trabalhava, vendo Lily estranhamente calma parada ao seu lado.

— Tudo bem? — O homem perguntou, vendo a mulher mordendo o dedo, ansiosa.

— Bem, ele está vivo. E por um instante lá embaixo eu realmente achei que tivesse o perdido. Estou estranhamente aliviada, sabe?

Ela não precisava explicar. Se Pandora tivesse voltado com um braço a menos, ainda estaria aliviado de simplesmente vê-la viva. Se Alban tinha chegado a quase morrer, então…

— Puta merda Aaron, dá pra olhar isso logo?

— Se você parar de reclamar e se remexer igual a uma criança birrenta? Com certeza.

Edgar riu. Eles pareciam ser muito bons amigos.

Ainda precisou de mais alguns minutos até Aaron enfim parar de examinar Alban e fechar a maletinha.

— Você machucou a coluna. Se é permanente, se é temporário, essas coisas só vai dar para saber com o tempo. Além disso, com essa loucura toda de você ter virado lobo eu não faço ideia de como seu corpo vai se comportar agora. Trate de ficar quieto enquanto o inchaço diminui para podermos analisar os danos.

O Van Helsing admirou a forma direta a qual os dois se comunicavam. Algo como talvez perder o movimento das pernas seria visto como uma marca de batalha pelos Van Helsing, uma tristeza para os da Vinci e mais um motivo de união para os Flores. Para os Frankestein parecia apenas uma encheção de saco no meio do caminho. Era mesmo de se admirar.

— Bem, acho que é isto, por agora. Eu vou tomar um banho e descansar também — o médico concluiu. — Mandem me chamar se necessário.

Aaron por fim deixou o quarto. Charles pediu licença, saindo também, e Edgar aproveitou para fazer o mesmo, dizendo a uma criada do lado de fora para entrar no aposento e se colocar aos serviços de Lily para qualquer coisa que ela precisasse.

Enfim, ele pode ir ao próprio quarto.

Edgar abriu a porta sem bater, pelo próprio hábito da coisa. Não devia ter se surpreendido ao ver Pandora relaxada dentro de uma banheira de água visivelmente muito quente, mas surpreendeu, e de forma muito positiva. A água parecia muito convidativa, bem como a presença de sua esposa ali.

Sim, precisava se acertar com ela. De vez, agora. Sem rodeios. Sem receios. Poderiam não ter sobrevivido àquele dia. Edgar sabia muito bem como a vida era efêmera e, tinha certeza, dela saber também.

O homem fechou a porta atrás de si, entrando devagar no quarto. Pandora não o olhou, distraída com a superfície da água e a espuma nela.

— Parece um banho confortável. Posso dividir? — O homem perguntou, começando a descalçar as botas.

Ele verdadeiramente não sabia qual seria a resposta dela. Por isso, foi uma surpresa agradável vê-la chegar para o lado, dando espaço para ele lá dentro.

Edgar tirou as roupas, tentando não parecer tão nervoso ou ansioso quanto se sentia. Não era como se fosse um adolescente hormonal como era antes de conhecê-la, mas de certa forma, Pandora tinha esse efeito. Não sabia explicar, estar perto dela o deixava quase… exposto. Nu, na alma.

Ele entrou na banheira, devagar. Parte da água transbordou para o chão do quarto, mas ele não se importou, ela tampouco. Era uma banheira um pouco pequena para duas pessoas, e ele acabou bem apertado ao lado da esposa. Não pode impedir um forte sentido de nostalgia. Costumavam fazer isso o tempo todo depois de casados. Tinham passado toda a lua-de-mel juntos, e haviam piadas na casa sobre se os dois andassem mais grudados iriam acabar virando uma pessoa só.

Edgar olhou para a esposa, abrindo um sorriso pequeno. Os anos não tinham diminuído em nada a beleza da mulher, em especial no sorriso dela, que sempre foi o traço mais atraente na mulher para Edgar.

Ela desviou os olhos da superfície da água, olhou para o marido e o viu a observar. Pandora sorriu, um pouco sem graça, soltando uma risadinha. Aquele som também era uma das coisas mais belas aos ouvidos dele.

— O que foi? — O homem passou a mão nos cabelos da esposa e colocou uma mecha atrás da orelha dela. — Não posso olhar para você?

— Edgar… — ela o repreendeu, ainda rindo.

O Van Helsing sorriu. Sim, costumava divertí-la, lembrava-se disso. Os dois costumavam se divertir bastante juntos.

— A gente se divertia muito, não é? — Perguntou, um pouco pensativo.

O sorriso sumiu do rosto de Pandora, dando lugar a uma expressão também pensativa. Ele tinha uma boa noção dos pensamentos dela naquele momento, pois era bem provável serem os mesmos na cabeça dele. Clarissa. A filha que se fora, levando a felicidade deles com ela.

— As coisas não podem voltar a ser como eram, Ed.

— Não, mas talvez esse tenha sido nosso erro. Tentamos demais voltar a como tudo era antes, até que acabamos desistindo em vez de tentarmos criar algo novo daqui pra frente. E Pandora… eu nunca deixei de amar você. Eu quero continuar tentando.

A mulher sorriu novamente, embora agora com uma nota de tristeza. Ela segurou a mão de Edgar, entrelaçando seus dedos aos dele e se recostando contra o encosto da banheira.

— Eu também amo você, mas… É tudo tão diferente. Eu não sou mais a mesma, Edgar. A Pandora por quem você se apaixonou não existe mais.

Sim, ele sabia muito bem disso. Principalmente porque ele mesmo tinha mudado demais. O Edgar por quem Pandora tinha se apaixonado também não existia mais.

— Eu também mudei. Então talvez devamos começar de novo?

Ele aguardou, ansioso, vendo Pandora sorrir mais uma vez, um pouco sem graça, e abraçar os joelhos na piscina. Ela estava pensando. Edgar não queria pressioná-la, não queria parecer ansioso demais, mas era difícil. Ele olhou para a água, evitando encarar a esposa e desviando o olhar para a aliança dourada em sua mão.

Então, Pandora relaxou as pernas na água, mudando de postura e deitando a cabeça no ombro de Edgar. O homem sentiu o coração saltar, e passou o braço pelas costas dela bem devagar. A mulher não só não rejeitou o gesto, como se ajeitou de forma mais confortável no abraço.

— Talvez — ela respondeu, enfim.

E aquilo era além do suficiente. Era como um sinal de existir uma chance dele poder reconquistá-la. E estava muito além de apenas “disposto” a tentar. Pandora valia à pena, a amava mais que tudo em sua vida e se havia uma chance, por menor que fosse, de tê-la de volta, agarraria com todas as suas forças.


Notas Finais


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