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História Warriors: Maze Runner - Capítulo 2


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Capítulo 2 - 02. Lacre.


No instante em que virou o primeiro corredor, a garota percebeu que havia várias saídas para passar por ali, mas não sabia qual era a correta e se existia uma correta. Um calafrio inquietante manifestou-se em seu corpo; pensou se deveria mesmo ter entrado ali, e para onde iria em seguida? Como saber qual o caminho certo? Seus pensamentos a impediram de se dar conta de que havia mais alguém ali, um garoto a puxou pela manga da blusa que vestia, e em seguida tomou o bastão que segurava antes que ela pudesse recuar ou se defender de suas mãos fortes.

— O que o cara de mértila está fazen... — no momento que a olhou, o asiático fraziu as sobrancelhas e fez uma cara esquisita seguida de abrir a boca aparentemente surpreso. — Você é uma garota! — disse o óbvio.

— É, acho que não tenho tanta testosterona. — ela ironizou a pergunta do garoto, mas aparentemente ele não achou tanta graça.

— Como... certo, eu não sei o que está acontecendo mas sei que não deveria estar aqui. Vamos voltar. — O garoto a puxou pela blusa.

— De jeito nenhum. — falou em ótimo tom de voz empurrando a mão do garoto.

O rapaz asiático entregou o bastão para outro garoto que estava com ele e em seguida a olhou.

No instante em que ela pensou em abrir a boca para indagar o que olhava, sentiu seus pés saírem do chão. E ele a jogou nas costas como se não sentisse desconforto algum por ter de carregar um corpo.

— Me solta! — a garota gritou tentando soltar-se dos braços fortes do menino. — Agora! — ordenou, sem sucesso nenhum.

— Daqui a pouco anoitece e se eu te deixar aqui, você morre, fedelha! — ele agarrou e apertou mais suas pernas enquanto ela tentava se soltar.

Enquanto ela batia em suas costas, o garoto acelerou os passos, passaram pelos mesmos dois corredores e assim que chegaram na Clareira, vários meninos foram ao seu alcance, inclusive Newt, Gally, Alby e Thomas.

— Minho! — gritou Newt eufórico. — Então você a encontrou!

— Acredita que essa garota deu uma surra no Gally? — o garotinho rechonchudo divulgou o fato ocorrido mais cedo, mas depois disso recebeu um olhar de reprovação de Gally.

O garoto asiático, Minho, após mais tapas que a garota lhe deu nas costa, a soltou no chão e ela caiu, levantando rapidamente e o encarando raivosa.

— Ninguém entra aqui sem ser corredor, novata. — Minho explicou a olhando indiferente. — Entendeu? Ninguém entra no labirinto sem permissão!

— Por que vocês moram dentro de um labirinto? — sua cabeça rachava de dor, mas só queria tirar suas dúvidas. — E por que você e esses garotos entram lá, se outros não podem?

— Voltem para seus trabalhos. — pediu Alby.

Os garotos hesitaram um pouco antes de saírem, mas desistiram com os segundos se passando. Minho e Thomas - que a encarou profundamente - foram os últimos a saírem, deixando Alby e ela.

— Eu prometo que vou te explicar tudo, mas você precisa descansar, já vai anoitecer e vou pedir para Newt preparar um local longe dos garotos para você dormir. — Alby a explicou. Ao menos iria ter privacidade pela noite. — Mas você tem que entender que nós não chutamos nenhum fedelho por aqui, vai ter que aprender a viver em harmonia ou será mandada para os verdugos e não vai gostar.

— O que são verdugos? — foi a única coisa que consegui assimilar e criar uma pergunta por cima.

— Já te disse que vou te explicar tudo amanhã cedo. E eu preciso realmente saber o que está acontecendo aqui, você não deveria estar aqui. Você e Thomas são novos aqui, mas vão acabar entendendo.

A única coisa que interessou da frase de Alby foi: o garoto perdido também era novato.

Após Alby a explicar o básico daquele local, e o mais importante, onde podia tomar banho, ele foi completar seus deveres, a deixando sozinha.

Sentou-se encostada em uma das árvores, e começou a pensar, tentar saber de onde veio é essencial e saber seu nome é o mínimo que devia.

Um enorme estrondo interrompeu seus pensamentos. O som pesado soou e aumentou no ar. A garota se levantou, mas continuou se equilibrando e encostada na árvore. De repente, o barulho tornou-se algo arrastado, como se a terra começasse a tremer. E ela correu, se aproximando da caixa metálica da qual veio, e olhou ao redor, vendo que todos os muros estavam mexendo, as portas pelas quais passou e voltou com Minho estavam realmente se fechando. Então percebeu o porquê de Minho a trazer de volta.

Em seus pensamentos, teve certeza de que nunca foi claustrofóbica, porém, naquele momento, parecia que seus pulmões estavam se enchendo de água e o medo habitou em seu corpo.

De repente, uma lembrança apareceu em sua cabeça, uma mulher que acabara de levantar de uma cadeira tocou em seu ombro e disse uma palavra, um nome: Elisabeth.

O seu nome. Elisabeth.

Ela não tinha essa lembrança até momentos antes e, quando isso apareceu, doeu a cabeça, até ouvir a voz de alguém, alguem realmente presente:

— Eu ainda não me acostumei. — um garoto apareceu atrás dela e ela se afastou rapidamente, o encarando, era Thomas. — Eu sou o Thomas.

Elisabeth abriu boca para dizer algo, mas nada saia e ela voltou a olhar novamente para os muros que continuavam se arrastando e fazendo o mesmo barulho. Aquilo era fascinante e ao mesmo tempo assustador. Estavam ficando presos e ninguém fazia nada a respeito. Até finalmente, os muros se encaixarem, fechando tudo ali. Um estrondo ecoou por toda a Clareira quando as Portas foram lacradas. Sentiu um momento final de medo, uma pequena onda atravessar seu corpo e depois desaparecer.

— Nós estamos presos? — perguntou baixinho. — Eu estou presa com vocês?! — em seguida aumentou o tom de voz.

— É melhor assim, confie em mim. — a voz que a respondeu não era a de Thomas, e sim de Newt. — Você não iria querer entrar... mais... no labirinto.

— O que tem lá dentro? São os verdugos?

— Você sabe sobre verdugos? — perguntou Newt.

— Alby mencionou eles, mas eu não sei o que são.

O olhar de Newt era confuso, indecifrável, na verdade, todos os garotos ali pareciam indecifráveis para Elisabeth.

E ela tentava pensar o que realmente estava acontecendo, se estavam presos dentro ou se estavam protegidos de algo lá fora.

— Vem, vocês dois fedelhos. — disse Newt. — Vamos comer.

Ela apenas concordou com a cabeça, sabia que não tinha mais o que fazer.



Notas Finais


Eu estou tão agradecida pelos comentários de vocês no primeiro capítulo!!!
Sei que demorei muito para publicar capítulo novo, é que dificilmente entro nessa plataforma para escrever... bom... leio mais que escrevo...
Mas cá estou eu e espero do fundo do meu coração que tenham gostado desse como gostaram do primeiro. Beijos!


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