História Waste The Night (Calum Hood) - Capítulo 12


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, 5sos, Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford
Visualizações 39
Palavras 1.806
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Beside You


Fanfic / Fanfiction Waste The Night (Calum Hood) - Capítulo 12 - Beside You

"She sleeps alone

My heart wants to come home

I wish I was, I wish I was

Beside you"

 

4 de agosto, 2017. Los Angeles.

Calum POV

Assim que desligo o motor do carro, o silêncio toma conta da rua novamente e eu me vejo chegando tarde da noite mais uma vez.

Encaro o painel a minha frente não querendo me mover, com medo da rotina que me espera assim que passar pela porta. Com medo de voltar a realidade que tanto me perturba esses tempos.

Era para esse processo de composição se tornar mais fácil com o tempo, não é? Quer dizer, as letras deveriam fluir com mais facilidade, ainda mais quando se trabalha com amigos. Mas parece que isso só vem se tornando mais difícil a cada dia.

As ideias que temos no estúdio são todas diferentes, as letras parecem não sair do jeito que queremos e tudo, absolutamente tudo, vem nos frustrando durante esse ano.

Era para esse período longe dos palcos e longe da banda trazer alguma paz ou qualquer merda que servisse para compôr, mas isso só vem me causando mais e mais estresse.

Esse é o primeiro ano que passamos longe um do outro, sem toda a adrenalina de tocar para mais de dez mil pessoas toda noite ou de escrever músicas enquanto estamos na estrada. Esse é o primeiro ano que podemos realmente chamar de sossego.

E que merda está sendo.

Passamos o dia trancados em uma sala encarando uns aos outros, esperando que algo venha. E nada.

Ouço meu celular vibrando no banco do passageiro, me tirando dos meus pensamentos. Não me dou nem ao trabalho de conferir a notificação, pois sei que é algo inútil de alguma rede social.

Com muito esforço, me coloco em pé fora do carro me sentindo livre por alguns instantes. A brisa fria da noite atinge meu rosto e é quase como um alívio para tudo que ando sentindo nesses dias.

Entro pela porta da frente me esforçando ao máximo para não fazer nenhum barulho, lembrando que, possivelmente, Jessica já está dormindo.

Sim, eu e Jess estamos morando juntos. Loucura? Talvez um pouco, já que não estamos nem há um ano nesse relacionamento. Mas sentimos que havia a necessidade de passarmos mais tempo um com o outro, mesmo que ultimamente eu mal a tenha visto em casa.

Sempre que eu acordo pela manhã, ela já saiu para o trabalho e todas as noites quando eu chego, a vejo dormindo. Conseguimos nos encontrar vez ou outra apenas durante a hora do almoço, mas não é algo que supra minha necessidade de tê-la comigo.

Eu sinto falta de chegar e vê-la no sofá, assistindo qualquer porcaria melosa que eu não suporto, mas só a acompanho porque ela ama. Da ultima vez que isso aconteceu, acabamos assistindo "Say Yes To The Dress" a noite inteira, e eu fiquei tão empolgado com ela falando sobre vestidos de noiva que quase a pedi em casamento bem ali. Agora, o máximo que eu vejo é ela dormindo no sofá enquanto o noticiário passa na TV, enquanto me espera chegar do estúdio.

Respiro aliviado por não vê-la adormecida no sofá novamente. Pelo menos não essa noite. E subo, quase que me arrastando pelas escadas até o quarto.

A porta está aberta, como sempre. E as cortinas também, deixando com que a luz dessa noite preencha o quarto e ilumine a garota ali deitada.

O cabelo bagunçado se espalha pelo travesseiro branco e a expressão serena, com a respiração que eu até posso ouvir de tão silêncio que está. Enquanto uns dos braços abraça nosso cachorro que se aninhou quase do meu lado da cama.

E sim, nós adotamos um cachorro. Ele se chama Duke e, por incrível que pareça, foi ela quem deu a ideia. Mesmo com nossas rotinas corridas, ela queria alguém para "completar a família". E quem sou eu para discutir sobre isso? Eu amo cachorros!

Não importa quantas vezes eu vejo essa cena, algo nela sempre me tira o fôlego. Vê-la assim é um dos meus prazeres secretos. Sem querer ser egoísta, mas eu amo o fato de tê-la só para mim e ser o cara que pode ver essa cena todos os dias, mesmo que a minha visão preferida seja a dela pela manhã.

E, cara, como eu sinto falta de vê-la de manhã.

Não importa onde seja, na cama, na cozinha, na sala, ela sempre me recebe com o sorriso mais iluminado junto a um "bom dia, amor" preguiçoso. Além de poder vê-la sem toda a maquiagem e as roupas que ela usa para o trabalho. Apenas ela ao natural e com alguma das minhas camisetas. E eu juro que meu coração para toda vez que a vejo assim.

Me pergunto se eu estivesse trabalhando com outra coisa, eu teria mais tempo de apreciar esses pequenos momentos com ela.

Me livro das roupas que vem me incomodando o dia todo, as deixando amontoadas em um canto do quarto e me contento em ficar apenas com uma das minhas calças de moletom.

Checo o relógio para ver que já passa de uma da manhã e me esgueiro para a sacada, não querendo dormir ainda. Pois sei que logo pela manhã, tudo vai voltar a ser esse inferno.

A brisa da noite mais uma vez me atinge e me traz um pouco de calma. Agora sei o porquê de Jess amar tanto o vento.

Esse é o único momento que posso apreciar de verdade. O céu com poucas estrelas, o silêncio do subúrbio e a brisa fria da noite. É também o momento onde eu tenho os sonhos mais loucos ou as ideias da minha vida.

Talvez hoje eu só queira colocar a cabeça no lugar. Poder aproveitar o silêncio da noite e a nicotina que me acompanha nesses momentos.

Com a segunda parte de uma turnê chegando e um dos shows da nossa vida se aproximando junto, é quase impossível se manter no lugar.

Eu venho me questionando sobre tudo o que aconteceu na minha vida durante esse tempo. Se eu realmente quero continuar com isso para sempre ou se já está na hora de me acomodar, de viver uma vida normal.

Não que eu não goste da minha vida. Eu amo ela, amo o que eu faço. A sensação de estar no palco, com pessoas que apoiam meu trabalho é indescritível. Mas ainda sim, a dor de ter que passar por essas situações, como ter que largar minha namorada pra ir numa turnê, produzir álbum após álbum, passar dias no estúdio já está sendo demais para mim. É como um ciclo vicioso do qual eu não consigo escapar.

Eu só estou cansado.

Sigo com os tragos do cigarro e meus pensamentos sobre fugir para viver uma vida normal, e nem me dou conta do que está em minha volta até ouvir a porta da sacada.

"O que está fazendo aqui, Cal?" Me viro um pouco para encontrar a figura cansada de Jéssica coçando os olhos parada ali.

"Só passando o tempo."

A garota treme com um pouco de frio, já que ela está apenas com a minha camiseta que usa para dormir. Estico o braço, dando espaço para que ela se acomode entre eu e o parapeito para tentar aquece-la, pelo menos um pouco.

Jessica se encaixa ali e eu a abraço, sentindo suas costas e braços gelados contra o meu peito.

"Desculpe ter te acordado." Sussurro em seu ouvido e sinto sua pele se encher de arrepios por entre o tecido da minha camiseta que ela usava.

"Você não fez nada. Duke que me jogou pra fora da cama."

Nossas risadas se dissipam no ar e o silêncio que se instala é algo que já estávamos acostumados.

Era um silêncio confortável. Onde nenhum de nós se sentia pressionado a dizer algo. Nós só estávamos aproveitando esse pequeno momento durante a madrugada enquanto eu desfrutava do meu cigarro.

Mas os mil e um pensamentos em minha mente não me deixam aproveitar isso.

"Você já teve aqueles dias que dá vontade de desistir de tudo?" Minha pergunta parecia mais direcionada ao vento do que a ela.

"Acho que todos passamos por esses dias, Cal." Um riso anasalado me escapa, junto a fumaça do cigarro que se dissipa no ar.

"Ultimamente é tudo o que tenho pensado." Olho para baixo encontrando Jess me encarando como se eu fosse um quebra cabeça.

"No que você está pensando, Hood?"

"Parece que minha vida está empacada, sabe? Eu estou enfiado naquele estúdio 24h e nada de bom saiu até agora, além de discussões e crises existenciais." Eu quero desabar aqui mesmo, talvez me jogar dessa sacada.

"Nenhum processo é fácil, amor. Você sabe disso. Já passou por isso antes" Ela se vira e sinto sua mão gelada tocar meu rosto e me esquivo em um reflexo, me afastando dela.

"Sim, mas eu nunca me senti tão sufocado e pressionado quanto agora. Você sabe o que é tentar fazer algo com milhões de pessoas te cobrando?" E pela primeira vez em muito tempo eu sinto meus olhos arderem e luto para não deixar que nenhuma lágrima caia. Pelo menos não agora.

Jessica deve ter notado meus olhos marejados, pois em poucos segundos ela me puxou para um abraço. Eu o aceito de bom grado, enterrando meu rosto em seu pescoço e entrelaçando meus braços em volta da sua cintura, deixando tudo o que eu sinta sair ali.

Uma de suas mãos afaga minhas costas, enquanto a outra acaricia meu cabelo e ela murmura "vai ficar tudo bem" em meu ouvido, com a voz doce que sempre me acalma.

"Eu só quero ter a porra de uma vida normal. É pedir muito?" Me afasto dos seus braços, tentando enxugar o rosto com minhas mãos.

"Talvez você não esteja acostumado ao normal." Sua tentativa de me arrancar um sorriso só funciona por causa da sua risada fraca que acompanhou a frase.

"Quer dizer, já faz uns anos que você não sabe como é viver assim. E só porque uma fase ruim está demorando pra passar, não quer dizer que você deva desistir. Você só tem que aprender a lidar com isso por enquanto. Escrevendo, desabafando comigo, ou qualquer coisa."

"Talvez você esteja certa."

"Mas, se mesmo depois disso você ainda quiser desistir, eu estou disposta a fugir contigo." Rio com a ideia dela, não pensando que podia se tornar mais louca do que já era.

"É sério! Nós podemos ir morar na floresta e começar uma vida nova. Eu, você e o Duke."

Nossas risadas são a unica coisa que podemos ouvir essa noite, e sinto uma parte de mim derretendo ao ouvi-la rindo. Eu nunca me canso de ouvir esse som.

"Acho que qualquer lugar seria bom se você estiver do meu lado."

"Eu sempre vou estar ao seu lado, Calum."


Notas Finais


Olha só quem voltou com o ÚLTIMO capítulo? É isso mesmo.

Galerinha, queria agradecer de coração quem acompanhou a história e não desistiu no meu do caminho. Cada comentário foi importantíssimo para eu continuar postando até chegar aqui <3

Espero que tenham gostado do desfecho e logo mais volto com uma coisinha nova aqui no Spirit!

Beijinhos e até lá!

Música:

Beside You - 5 Seconds of Summer: https://youtu.be/Rz6BnvDQz-k


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