História Wasting Time - Capítulo 15


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Categorias It: A Coisa, Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Cadie, Fillie, It: A Coisa, Openyourknees
Visualizações 285
Palavras 3.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


eai mano

Capítulo 15 - Ball War


– Você ainda tem aquela jaqueta que ganhou da delinquente? – Sadie revirava minhas roupas, procurando algo para eu vestir naquela noite.

Caleb mexia em seu celular em minha cama, e eu falava com meus amigos enquanto disputávamos uma batalha contra o Lord Cedric, um dos dragões chefões do jogo.

– Sim, está por aí em algum lugar. – respondi. – E não a chame assim, ela não fez nada. – suspirei frustrado. – Millie não foi à aula a semana toda. Sinto falta dela.

– Esse resfriado está durando muito, não acham? – disse Caleb. – Talvez ela só queira uma desculpa para matar aula.

– Não, Millie não faria isso.

Sabia que ela não seria capaz. Millie gostava da escola, gostava de estar com seus amigos, não trocaria isso por alguns dias de bobeira em casa. E se estivesse mesmo fingindo doença, já teria vindo me visitar. Teria, não teria? Acreditava que sim.

– Já falou com sua esposa sobre Seattle? – perguntou Sadie. Quando me virei para responde-la, ela estava desaparecida entre uma pilha de suéteres.

– Ainda não, mas vou falar agora.

Pedi licença na sala de batalha e fui chamar Ana para uma videoconferência. Acho que um aviso desses merecia ser falado cara a cara, ou tela a tela.

Não demorou muito até que ela aceitasse.

– Eu espero mesmo que seja importante, Finn. – disse, apressada. – Você sabe que nesse horário temos que defender a torre. Todo mundo está lá contando com a gente! Você é o nosso mago, porra. Você tem que estar lá...

– Eu vou pra Seattle! – contei antes que ela ficasse sem ar de tanto falar uma coisa atrás da outra.

A expressão de Ana congelou. Inicialmente pensei que fosse algum problema na internet, e esperei pacientemente qualquer movimento. Até que notei que seu filtro dos sonhos pendurado no canto do quarto estava se movendo. Me aproximei mais do computador para ver se Ana respirava.

– Está tudo bem? – toquei na tela, como um knock-knock desse tipo fosse funcionar.

Então ela resolveu descongelar.

– Está, está tudo bem sim. – só então ela me sorriu. – Você fala sério?

Não fui eu quem respondeu, e sim Sadie, que me empurrou para fora de minha poltrona, me entregando uma camisa branca e a jaqueta que Millie havia me dado, indicando que eu deveria usa-la naquela noite.

– Nós todos iremos, – disse a ruiva. – será a final entre as filiais do colégio Pódium de Vancouver e de uma outra cidade qualquer, porque tenho certeza que vamos ganhar, e o jogo de encerramento será em Seattle.

– Nossa. E o Finn vem?

– Ele não queria ir, mas já que você mora aí, ele vai sim.

– SADIE! – alguém teria que encerrar aquela conversa antes que Sadie se convidasse para ser madrinha do nosso casamento no Legend.

Acabei de me vestir e voltei para o computador. Já que ela estava sentada em minha poltrona, precisei sentar em seu colo para interromper a conversa fiada.

– Desculpe, Ana, minha amiga bebeu muito essa tarde.

Sadie me beliscou. Ana riu. Estava corada, por algum motivo. Logo ela, que era mais homem que eu na relação.

– Mas é sério, em poucas semanas estarei aí, se quiser me ver...

– Nós nos veremos, sim. – Ana me cortou. – Vou avisar os outros. Josh e Wyatt vão adorar a notícia.

Após nos despedirmos e levar mais alguns tabefes de Sadie por ter interrompido sua fala, fomos para a escola.

Os Sink emprestaram alguns itens de parque de diversões de empresas patrocinadoras cujos donos eram seus amigos, para que pudéssemos juntar o dinheiro de nossa viagem com a venda de ingressos.

Havia uma roda gigante no campo de futebol, um carrossel, várias barracas de jogos ao redor, algumas alunas fizeram um labirinto do amor, do qual eu passaria longe com medo de me perder, e os caras do time fizeram um labirinto do terror, e desse eu passaria mais longe ainda.

Nunca gostei de parque de diversões, era sempre tudo muito lotado, filas, comida envenenada, e sempre atrapalhava minhas batalhas mortais online. Mas estava ali por Caleb, por Sadie e por Ana. Queria ir nessa viagem para vê-la, e só iria quem ajudasse em alguma coisa. Então, aqui estava.

– Finn, me carrega! – uma voz fina surgiu atrás de mim, e talvez por puro reflexo ao ouvir aquela frase, soube o que fazer antes mesmo de sentir o baque.

Vitória veio correndo e pulou em minha costa, como um macaquinho faria com a mãe. Se ajeitou como uma mochilinha ali. Precisei de todo o foco e equilíbrio para não cairmos, pois além de ter me assustado com seu avanço repentino, não estava preparado para receber seu peso. Mas no fim, deu tudo certo.

– Da próxima vez, não faça isso! – a repreendi. – Podemos cair, você pode se machucar por minha causa, porque não aguento seu peso.

– Está me chamando de gorda? – Vitória deturpou minha frase.

Maisy Stella, que acompanhava nossos passos com Sadie e Caleb, enquanto Vitória se recusava a andar e permanecia em minhas costas, resolveu provocar a amiga:

– Sim, ele está.

– Não, eu não estou. Me desculpa! – odiava fazer as pessoas se sentirem mal, não foi minha intenção.

– Eu sei que não está, Maisy só queria estar no meu lugar agora, por isso diz essas besteiras.

Sadie e Caleb riam do nosso dialogo, e eu só queria sair dali e ir pra casa. Mas precisava ficar para ajudar.

– Pois bem, meninas... – Sadie resolveu me ajudar. – Quais serão suas funções essa noite?

– Eu vou para a barraca do beijo. – Maisy respondeu, com um tom acima do necessário. Se falasse um pouco mais alto, gritaria.

– Muito bom, mostra que está empenhada. – disse Sadie. – E você, Guerra?

– Estou no castelo inflável, aquele com a piscina de bolinhas dentro. – apontou para um castelo vermelho gigante logo adiante.

– Eu nunca fui num desses. – comentei, despretensiosamente.

Com exceção de Caleb e Sadie, que conheciam minha infância de cor e salteado, as meninas pareceram se espantar com isso.

– Nem quando era criança? – Maisy perguntou.

– Finn nunca gostou de lugares movimentados, – foi Caleb quem respondeu. –está conhecendo os prazeres da vida agora.

– Não é como se um parque de diversões fosse um prazer, Caleb. – rebati.

– Você vai ver que sim, Wolfhard. – Vitória desceu de minhas costas, finalmente, e puxou na manga de minha jaqueta. – Deixe-me te apresentar os prazeres do castelo de bolinhas!

Maisy voltou para a barraca a qual estava encarregada, enquanto Sadie e Caleb nos seguiram.

As pessoas ainda não haviam chegado na escola para o evento, somente nós, os alunos, estávamos ali adiantando qualquer último reparo. Então poderíamos brincar um pouco antes do trabalho de fato começar.

Caleb me empurrou para o meio das bolinhas assim que entramos no castelo, e assim que me desiquilibrei, tudo ao meu redor virou uma mistura de cores, como se milhões de bolinhas estivessem me esmagando, e eu morreria afogado entre elas. Comecei a espernear, tentando levantar, até que fui puxado de volta à superfície.

– Não faça isso, ele não sabe nadar. – Sadie brigou, ajeitando meu cabelo e verificando se eu estava bem.

– Aqui é uma piscina de bolinhas, ele não precisa saber nadar aqui!

– Não importa, não faça isso com ele.

Sadie cruzou os braços chateada. Não gostava quando Caleb fazia alguma brincadeira que pudesse me machucar. Antes pensava que ela me achava tão fraco que morreria em uma queda, mas depois entendi que era cuidado para comigo.

– Tudo bem, se não posso mata-lo afogado, o que vamos fazer?

– BALL WAR! – Vitória gritou, e atirou uma bolinha na cabeça de Caleb.

McLaughlin respirou fundo, passou a mão onde foi atingido, e fitou Vitória com fúria.

– É Guerra que a Guerra quer? – disse ele. – Então a Guerra, Guerra terá!

E assim começou nosso embate mortal no castelo de bolinhas. No meu time, Vitória Guerra. No time rival, meus melhores amigos. E eu nunca quis tanto derrota-los.

 

[Millie Bobby Brown]

 

Finn e Vitória atiravam bolinhas em Sadie e Caleb dentro do castelinho de plástico. Aparentemente estavam ganhando, e eu nunca o vi sorrir tanto por tanto tempo. Estava com a jaqueta que dei de presente, que o deixava tão bonito. Por algum motivo, meu coração se aquecia ao vê-lo tão contente. Se pudesse, assistiria a essa cena pelo resto da noite. Mas, infelizmente, não podia.

Depois de uma semana de cama, Charlie resolveu me trazer para a noite do parque de diversões na escola. Mas claro, Dacre estava junto.

– Quer comer alguma coisa? – ele me perguntou.

Olhei para Charlie, que fez que sim com a cabeça, o que deu origem a minha resposta.

– Pipoca.

– Salgada ou doce?

– Salgada.

Montgomery soltou minha mão e foi até uma das barracas, me deixando sozinha com meu irmão, dando a ele a oportunidade de me dar o esporro de sempre.

– Custa você melhorar essa sua cara, Millie? Custa? – Charlie tentou sussurrar, mas seu tom agudo por conta da irritação não permitiu. – Eu trouxe você, não era isso que queria? Agora trate-o bem.

– Ele é chato, ele é irritante... – tentei enumerar os motivos de não querer a companhia do seu melhor amigo, mas Charlie era cabeça dura.

– Ele é o único à sua altura nessa escola, cuide de colocar um sorriso nessa sua cara, se não estamos ferrados!

– Se você gosta tanto dele, por que você mesmo não namora o cara?

Meu irmão não pôde me responder como queria, pois seu amigo estava de volta. Peguei minha pipoca salgada, mas não comi uma só. Pedi apenas para Dacre ver minha desfeita.

Enquanto os dois estavam em uma conversa aleatória, avistei Noah e Chosen ao longe, juntamente com Sophia e Jack, entretidos atirando dardos para ganhar brinquedos em uma barraca. Meu melhor amigo estava com um olho roxo, o que me intrigou, pois Noah era o ser humano mais pacifico do mundo, como conseguiria uma proeza dessas?

Queria estar ali com eles, queria saber o que havia acontecido em minha ausência, mas Charlie havia me proibido de me aproximar, mesmo que eu não soubesse o porquê. Tudo estava muito confuso naquela semana. Noah não havia me visitado mais, nem ele e nem os outros. Só sabia que Finn e eu tínhamos tirado nota máxima em nossa experiência de paternidade. Seriamos ótimos pais se nos casássemos.

Sorri com esse pensamento, que ideia boba.

Voltei meu olhar para onde o vi antes, no castelo inflável com a piscina de bolinhas, junto de seus amigos. E ele ainda estava lá. Só que sua guerra de bolinhas havia cessado. Seus amigos pararam sua brincadeira e me encaravam, igualmente como Finn fazia.

Finn parecia assustado, um tanto incrédulo, e aquele olhar me congelou. Não o via desde o último sábado quando, ainda bêbado, ele disse que me amava. Talvez amasse o fato de uma garota maluquinha ter o levado para um encontro surpresa, ou tenha amado tanto a vodca de sabor que relacionou isso à mim, pois foi por minha causa que acabou provando aquilo. Mas amor é uma palavra muito forte para o que ele me disse antes de dormir tenha algum crédito, lembrando que Finn ainda estava no efeito de sua ressaca. Diria que ama até um saco de estrume, de tão perdido que a bebida o deixou.

– Eu posso ir ao banheiro, Charlie? – lá era o único lugar onde meu irmão não insistiria para que Dacre me acompanhasse.

– Quer que eu chame alguma amiga para ir com você?

Charlie Brown sempre tinha uma carta na manga.

– Não precisa. Estou sentindo catarro em minha garganta, tenho que fazer ele sair de algum jeito.

Os dois fizeram cara de nojo, o que quase me fez rir, mas com isso consegui meu passe livre.

Sutilmente, movi a cabeça na direção que pretendia seguir, e esperava que Finn entendesse o recado.

Do campo de futebol, segui para dentro das dependências da escola. No caminho, atirei o saco de pipocas salgadas de Dacre no lixo. Haviam banheiros ali na área externa, mas não havia catarro nenhum para ser expelido, foi apenas uma desculpa para me afastar. Assim que alcancei os portões de entrada, me escondi atrás do mesmo e esperei qualquer movimentação, torcendo para haver.

Fiquei feliz por estar certa.

– Millie?! – Finn chamava baixinho, tendo ciência dos riscos, o que o deixava mais adorável ainda.

Saí do meu esconderijo e rapidamente o puxei para dentro de uma das salas, sem dar tempo para que ele se assustasse. Tranquei a porta assim que entramos. Não acendi as luzes, caso contrário, se Charlie ou Dacre viessem me procurar, a claridade chamaria atenção.

No instante seguinte, antes mesmo que eu falasse qualquer coisa, Finn chocou seu corpo contra o meu em um abraço. Jamais esperaria uma atitude assim vinda dele, que sempre foi retraído e tímido para comigo. Mas de alguma forma que não entendia ainda, por fazer uma semana que não o via, queria aquele abraço tanto quanto ele.

– Me perdoa, a culpa foi toda minha.

– Culpa de quê, Finn? – tentei acalma-lo alcançando seus cabelos, os quais gostava tanto. – Do que você está falando?

– Você ficou doente! Você entrou no mar pra me salvar e ficou doente. A culpa é toda minha!

O afastei um pouco, mantendo seu rosto entre minhas mãos. O que ele dizia era bobagem. Primeiro que foi ideia minha entrar na água pra início de conversa. Segundo que foi por minha causa que ele bebeu e entrou ali, não fiz mais do que a minha obrigação ao detê-lo.

– Não foi culpa sua. E foi só um resfriado. Já está tudo bem.

Aparentemente, para mim estava tudo bem, mas para ele não.

Finn voltou a me abraçar como antes, afundando seu rosto na curva de meu pescoço com um certo desespero. Passava a mão em seus cachos em um carinho fraterno, esperava que ele acreditasse em mim, pois estava tudo bem mesmo, eu não o culpava de nada. Finn era bom demais para merecer culpa por qualquer coisa que fosse, ainda mais um fato desses, que foi da minha única e exclusiva vontade.

– Eu sinto muito, Millie! – soluçava.

Sorri com seu tom infantil. Era um bobo.

Tirei seu rosto dali, forçando-o a me encarar outra vez. Inicialmente, pretendia dizer a ele o quanto era desnecessário ficar me pedindo desculpas por aquilo, que Finn não tinha culpa, que apesar do resfriado, eu tinha me divertido muito graças às suas travessuras bêbadas. Foi o melhor dia que vivi nos últimos tempos. Esperava que ele também tivesse ficado feliz com o encontro que planejei, mesmo não tendo certeza de que ele havia encarado mesmo aquilo como um encontro. Finn estava tão nervoso ao meu lado que parecia mesmo ter caído na história de ultimo passeio em família.

Finn era um bobo.

Pretendia falar tantas coisas à ele, mas tudo meio que fugiu na minha cabeça assim que percebi nossas respirações batendo uma contra a outra, assim que notei que nossos rostos estavam tão próximos. Foi muito fácil mudar de ideia e seguir um outro caminho que dispensasse conversas e explicações.

Quando juntei minha boca à dele, senti o rastro de lagrimas em seu rosto, e o sal em seus lábios me confirmaram essa teoria. Finn era um garoto bom demais para chorar por minha causa.

Senti suas mãos tremerem enquanto apertavam minha cintura levemente. Isso me encantava, pois com exceção do dia em que me beijou no mar, bêbado e sem pudor algum, Finn agia como se tivesse medo de toda e qualquer reação minha. Mesmo que em todas as outras vezes, o beijo tenha partido por iniciativa minha, ele ainda demonstrava relutância, como se não soubesse o que eu iria permitir que ele fizesse ou não.

O engraçado era que com Vitória ele não teve esse medo. Com ela, Finn parecia a vontade, passando a mão por onde podia. Só de lembrar disso meu corpo vibrava em calafrios.

Agora, me beijando, Finn mantinha suas mãos fixas em minha cintura, e pensei que já estava na hora de encerrar o beijo quando ele separou seus lábios para respirar fundo. Mas não. Jamais esperaria tal avanço da parte dele, mas não posso negar que me agradou muito. Finn se abaixou um pouco e segurou minhas coxas, prensando-me contra a parede. Entendi o que ele queria fazer e, embora estivesse surpresa por sua coragem repentina, entrelacei minhas pernas em sua cintura para que ele me carregasse, como parecia querer.

Finn me conduziu até a mesa do professor e ali se encaixou entre meus joelhos, não parando de me beijar um instante só. Não conhecia esse seu lado. E estava gostando muito de vê-lo assim, decidido, tomando as rédeas.

O frangote estaria finalmente se tornando um galo?

– Senti falta disso. – deixei escapar entre um selinho e outro.

Finn sorriu em minha boca, e se afastou, baixando o rosto, provavelmente com vergonha. Era isso que me encantava nele. Era irritante Finn não ter ciência do quão incrível era, mas não deixava de ser linda a sua reação ao não saber lidar com a verdade.

– Eu senti a sua falta. – me respondeu baixinho.

Por estar de cabeça baixa, e pelo ambiente mal iluminado, Finn não viu meu imenso sorriso ao ouvir sua confissão. Mas a sala toda poderia ouvir meu coração batendo feito um condenado.

Pulei de cima da mesa, ficando de pés em sua frente.

– Vamos pra sua casa?

– Hã? – sua voz oscilando com a surpresa era engraçada.

Dei risada, buscando sua mão para sairmos dali.

– Vamos conversar sobre o nosso divorcio na sua batcaverna. – o guiei até a porta, não poderíamos ser vistos juntos saindo dali, mas ambos iriamos o mesmo lugar, independente de quem saísse primeiro. – Talvez a mãe do Mike queira esteja repensando sobre essa coisa de pais separados.

Finn não respondeu, apenas sorriu e correspondeu meu beijo antes de sair dali. Esperei alguns minutos até finalmente voltar àqueles corredores. Não fui para o campo, saí da escola pelo portão da frente, tomando o rumo da casa dos Wolfhard em seguida.

Nem sabia bem o porquê de estar fazendo aquilo, só sabia que estar com aquele garoto me deixava bem, e já estava na hora de começar a seguir o que era bom para mim, não só o que era bom para Charlie.

E para mim, Finn parecia a direção certa.



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