História Wasting Time - Capítulo 26


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Categorias It: A Coisa, Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Cadie, Fillie, Finn Wolfhard, It: A Coisa, Millie Bobby Brown, Openyourknees, Stranger Things
Visualizações 598
Palavras 2.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EU CRIEI UMA HISTÓRIA DE TERROR, MANO
Baseada em um demônio mitológico famoso, mas fodasse, saiu de mim!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Boa leitura ;*

Capítulo 26 - Are You Afraid Of The Dark?


[Finn Wolfhard]

– Sadie está nos chamando. – disse Vitória, estava com meu celular no ouvido, mas com os olhos presos em Millie, o que com certeza estava intimidando-a.

A essa hora já estávamos afastados o suficiente, mas qualquer tentativa de disfarçar o que estava acontecendo seria inútil.

– Tudo bem, – respondi. – vá na frente, já estamos indo.

Ela negou com a cabeça.

– Não é uma boa ideia voltar pra lá e deixar vocês sozinhos aqui. – e não saiu do seu lugar, quem saiu foi Millie, que em silêncio tomou o rumo da trilha de volta, me deixando ali.

Assim que Brown sumiu de vista, Vitória me sorriu, mas não fui capaz de retribuir.

– Por que você fez isso? Agora Millie vai ficar brava comigo.

– Ela não tem porque ficar brava se estou fazendo um favor pra ela. – rebateu. – Vocês tiveram sorte que fui eu quem flagrou vocês. Se querem ser tão discretos, porque ficam se esfregando em uma arvore onde qualquer um pode ver vocês?

– Não fale isso.

– O quê?

Peguei meu celular de suas mãos e começamos a voltar para o acampamento.

– Que estamos nos esfregando, é feio. – não me agradava nada tratar desse assunto com ela, então mudei a rota da conversa. – Falou com Lucas?

– Sim. Talvez seus amigos venham esse fim de semana que vem, pois a banda de um amigo deles vem tocar em Vancouver, então...

Disso eu não sabia. Me coloquei em sua frente, forçando-a a estancar seus passos.

– Eles vêm? – perguntei. – Por que não me chamou? Eu queria ter falado com eles.

– Eu teria te chamado, se você não estivesse se esfregando em uma árvore igual um animal. – ela desviou de mim e continuou andando. – Francamente, Finn, tantos lugares pra você levar uma garota...

“Esfregar”. Que palavra mais feia!

Corri para alcança-la. Sadie nos esperava para o seu momento, e por hora já poderia ficar feliz por saber que logo veria meus amigos outra vez e por Vitória não abrir a boca a respeito do que viu. Eu não me importaria se as pessoas soubessem, pelo contrário. Mas era importante para Millie ainda nos manter no anonimato, e eu não desrespeitaria isso.

~

Sadie nos pediu para sentarmos em círculo. Todos encontraram um lugarzinho em volta da fogueira que foi erguida ao cair da noite, e eu estava quase sentando ao lado de Caleb quando Sadie bateu na grama, em um espaço que havia entre ela e Millie, que estavam uma ao lado da outra.

– Finn, sente aqui comigo. – pediu.

Sadie Sink era a melhor mãe do mundo.

Sentei entre ela e Millie com o sorriso maior que a minha cara. Assim que todos estavam em seus devidos lugares, Sadie segurou minha mão e a de Caleb entre as suas, e começou:

– Primeiramente eu gostaria de dizer que mesmo não esperando ver tantos rostos no dia de hoje, estou feliz por tê-los aqui para essa pequena ação de graças com a mãe terra. Acredita-se que as primeiras nações que habitaram as terras que hoje chamamos de nossa querida Columbia Britânica eram povos indígenas, aborígenes, e mercantes que sobreviviam com tudo o que a terra lhes oferecia, e é por isso que eu escolhi esse dia do ano para demonstrar gratidão por Gaia ter fornecido a ajuda necessária para erguer o que hoje chamamos de casa, as nossas terras Canadenses.

Sadie segurava firmemente nossas mãos. Caleb e eu já estávamos acostumados com seus discursos, mas a cada vez que isso se repetia, era como se fosse a primeira. Seu amor para com as forças da natureza era de uma pureza irresistível a nossos olhos, que nos tomava por completo em momentos assim. E dessa vez, não éramos apenas nós três, o resto do grupo também estava mergulhado em sua magia.

– Do pó viemos, ao pó retornaremos. – continuou. – E devemos o que somos, o que comemos, o que vestimos e o que respiramos à mãe Terra. Para termos prosperidade, devemos sempre lembrar disso e agradecer por tudo o que temos, pois a cada vez que agradecemos pela roupa que estamos vestindo, pela casa onde moramos, pela comida que temos na mesa, o universo absorve essa energia como abundancia e devolve para nós com mais força ainda.

Ela pediu para Caleb distribuir bloquinhos de notas e canetas para todos no círculo, e após fazer o que ela pediu, retornou ao seu lugar e entregou papeis para mim e para Sadie, que tratou de explicar o seu objetivo.

– Primeiro agradecemos, depois pedimos. Essa é a lei. – avisou. – Então vamos todos enumerar os motivos pelos quais somos gratos, nós temos tantos. E em seguida, no espaço que sobrar, digam o que acham que precisam. A mãe terra tem forças para suprir todas as nossas necessidades, basta pensarmos com carinho no que queremos, e se isso for tornar nossas vidas melhores, ela vai conceder o que for.

Sadie soltou nossas mãos e assim Caleb e eu pudemos escrever em nossos papéis. Procurei cobrir minha escrita com uma das mãos para que Millie ou Sadie não vissem, embora as chamas da fogueira não iluminassem o bastante para que alguém conseguisse de fato espiar minhas graças e desejos. Eu sabia muito bem por o que era grato. Todos os anos eram sempre as mesmas coisas: Caleb, Sadie, minha família, o meu gato que não via há semanas – provavelmente estava na vizinha –, e algumas coisas mais, incluindo minhas diversões no Legend e minhas amizades lá.

Esse ano, o topo da lista estava ocupado pelo nome dela, e metade dos itens restantes eram coisas relacionadas a ela. Eu não tinha nada do que reclamar, na lista de pedidos só havia uma coisa: que Gaia me ajudasse a entende-la, que me fizesse descobrir porque com a gente as coisas sempre eram às escuras, às escondidas. Esse era o meu único descontentamento. Apesar de que ainda assim, eu tenha agradecido por tê-la ao meu lado, mesmo que esse fosse o único jeito.

Após todos termos acabado de escrever nos papeis, Sadie pediu que dobrássemo-los em forma de pequenos origamis. Ela dobrou o meu e o de Caleb, pois éramos um desastre nisso. Millie fez um coração com sua folha, e o restante repetiu o ato nos mais variados formatos.

– Agora vamos todos levantar e segurar nossos votos em mãos. – pediu Sadie

Ofereci minha mão para ajudar Millie a ficar de pé, e não consegui mais solta-la. Por estar meio escuro, talvez nossos amigos não notassem nossas mãos dadas.

– Agora vamos fechar nossos olhos. – e assim fizemos. – Vamos captar a energia do nosso ambiente, do vento brotando do meio das nossas árvores, da limpidez nosso lago, da luz da lua cheia que nos ilumina nessa noite... Vamos nutrir nossa fé com as forças de Gaia, e fazer os nossos pedidos se tornarem cinzas nas chamas da nossa fogueira.

Sadie continuou falando sobre absorvermos a energia ambiente e, enquanto isso, Millie apertava meus dedos entre os seus. A cada vez que Sadie dizia para enviarmos nossas forças para o papel, pois assim ele estaria carregado e mais rápido os agradecimentos chegariam ao seu destino, Millie estreitava nosso toque. Eu não fazia ideia do que ela havia pedido, mas tentava mandar energias para o seu papel também. Se apenas um de nós tivesse seu desejo realizado, que fosse ela. O meu era uma bobagem, Gaia nem deveria levar em consideração, eu viveria muito bem sem saber o que se passava em sua vida para precisarmos desse relacionamento escondidos. Diante das vontades dela, as minhas perdiam a importância.

Assim que fomos orientados a abrir os olhos novamente, Millie soltou nossas mãos. Mas soltou porque Sadie nos pediu para estendermo-las na direção da fogueira e atirar nossos papeizinhos ali. Rapidamente as chamas consumiram os pequenos origamis.

– Do pó viemos, e ao pó retornaremos. Que essas cinzas cheguem à mãe terra e que ela aceite nossos agradecimentos. – o tom da ruiva foi mais alto. – A gratidão é a força mais compassiva e transformadora do Cosmo, meus amigos. Lembrem de agradecer todos os dias, e a natureza devolverá em dobro todos os seus motivos.

O ritual de Sadie estava cumprido.

Ficamos em silencio por alguns minutos, apenas olhando a fogueira queimar os pedaços de papeis que ainda teimavam em sobreviver ali. Aos poucos, voltamos a nos sentar em volta do fogo, o que deu a Chosen a oportunidade de fazer uma outra atividade de acampamento.

– Vocês conhecem a lenda de Skudakumooch, a Bruxa Fantasma? – perguntou ele.

Jack, Noah e Caleb se animaram com o rumo que aquilo estava tomando, as meninas também. E toda a paz que adquiri na pequena cerimonia de Sadie foi por agua abaixo quando ouvi falar em bruxa. Busquei a mão de minha amiga, em suplica.

– Chosen, história de terror não! – ela disse.

Mas não adiantou. Após protestos, fomos voto vencido.

Antes que Jacobs começasse, buscamos edredons nas barracas para nos protegermos do medo. Sadie colocou salsichas em palitos para prepararmos nossos cachorros-quentes enquanto ouvíamos a tal lenda.

Millie permaneceu ao meu lado, e embora estivesse com seu próprio edredom, nossas mãos estavam unidas por baixo das camadas de tecido. Sadie e Caleb estavam ao nosso lado, envoltos em um edredom só, assim como Vitória, Maisy, Jack e Noah – os quatro estavam embolados disputando o mesmo cobertor. Sophia permaneceu ao lado de Chosen, e eu diria que eles eram mais do que amigos se os conhecesse mais. A forma com que ela olhava para ele me lembrava como eu gostaria de olhar para Millie no momento.

– Estão preparados? – perguntou.

– Não. – fui o único a responder.

Todos deram risada de mim, Millie também.

– Senta mais perto, Wolfhard. – disse ela. – Eu protejo você se algum fantasma vier nos pegar.

Mesmo que eu já estivesse com um edredom, ela abriu espaço no seu para que eu entrasse embaixo. Estranhei sua atitude, mas vi que ninguém ali viu problema nisso. Acho que Millie faria isso por qualquer um.

– Pois bem... – Chosen começou. – Diz a lenda que a bruxa de Skudakumooch é o espirito de um xamã que praticava magia negra, e foi aprisionado no mundo inferior, impedido de descansar em paz. Algumas tribos indígenas não gostam que tirem fotos suas, pois acreditam que a fotografia é capaz de aprisionar espíritos, ou relevar o que o olho não vê. O mal está solto durante a lua cheia do Aborigene Day, pois é quando a escuridão chega, e você não pode vê-lo se aproximar até ele estar perto o suficiente para ser tarde demais. – o tom que usou foi tão sombrio que me arrepiou até o ultimo fio de cabelo. Millie deve ter percebido, e segurou mais forte minhas mãos, enquanto Jacobs continuava sua história. – Esse conto é sobre dois irmãos ficaram sozinhos em casa enquanto seus pais foram visitar a vovó na cidade vizinha. Era lua cheia, dia 21 de junho, e eles nem imaginavam o que os esperavam quando a noite caísse...

Uma pedrinha caiu na agua de repente, me fazendo saltar para mais perto de Millie ainda buscando proteção. Ela riu baixinho e mexeu em meus cabelos para me acalmar, mas eu sentia que algo estava errado. Quem jogou aquela pedrinha ali? Ninguém parecia se importar com isso.

– [...] A irmã mais velha aproveitou que os pais estavam fora e saiu com seus amigos, deixando o menor em casa sozinho. O que ela não sabia, era que seu irmão caçula a seguiria com uma câmera fotográfica para ter provas de sua fuga quando os pais voltassem.

Outra vez barulhos ao redor. Meus ouvidos estavam atentos a tudo, e meus olhos buscavam por todos os lados o motivo dos ruídos.

– Deve ser só um esquilinho, Finn. – Millie sussurrou.

– E se ele vier nos pegar?

– Um esquilo? – sua risada escapou mais alta, mas se conteve. Sua mão permanecia em minha nuca, mas nem seu cafuné estava conseguindo me deixar menos aterrorizado. – Se você ficar com medo na hora de dormir, eu fico te fazendo companhia, tudo bem?

Fiz que sim com a cabeça, e continuamos a ouvir a história.

– [...] Já era noite, a lua cheia começava a surgir atrás das arvores, quando o garoto viu sua irmã com os amigos em um quintal no bairro vizinho. Era o momento perfeito, pois estava aos beijos com um garoto, então correu para fotografa-la. Ficou feliz ao ver que tinha conseguido uma prova do crime, mas quando foi olhar a foto tirada, havia mais alguém na imagem. Um ser medonho, alto e esguio, com um vestido preto e queixo pontudo...

– Era a Maisy, com certeza. – Vitória cortou a história, provocando risos.

Quem conseguia rir em um momento daqueles? Meu deus do céu!

– Não, não era Maisy. Era a Bruxa. – Chosen contrapôs, baixando seu tom intencionalmente. – A bruxa de Skudakumooch. E antes de o garoto levantar os olhos para a irmã e os amigos ali, ouviu os gritos. Sangue por toda parte. Não se viu quem fez ou de onde veio, mas metade dos jovens ali estavam decapitados. Sua irmã ainda estava viva, desesperada vendo seu namoradinho jorrar sangue pelo pescoço, e foi por isso que o garoto correu até ela...

– Espera aí, – pediu Noah. – eu vou no carro buscar outro cobertor, eu estou com frio e tem gente demais nesse edredom.

Noah saiu dali, mas Chosen não o esperou, continuou o seu conto macabro. Eu já me encontrava atracado no corpo de Millie, buscando ali meu refúgio. Ela passava as mãos em minhas costas por baixo do edredom, na tentativa de me acalmar, mas aquele clima estava me assustando muito. Até o barulho da lenha se partindo na fogueira me espantava.

– [...] O garoto mostrou a imagem para a irmã e os amigos dela. Eles viram a bruxa, e perceberam que só poderiam torna-la visível através da fotografia. Então começaram a tirar fotos de todos os lados ao redor, para saber se ela ainda estava por perto... – Chosen fez uma pausa dramática que fez todas as minhas tripas se comprimirem, meu estomago recebeu uma pontada. – Na última foto, eles viram o demônio xamã há poucos metros deles, com a boca aberta, os dentes afiados prontos para lhes partir o pescoço. Foi a última coisa que viram em vida.

Outro barulho se fez presente. Mas dessa vez, foram passos. Não pareciam um simples roçar de folhas causadas pelas patinhas de um animalzinho, eram passos pesados, passos humanos, eu tinha certeza. Abracei Millie com mais força, sem me importar se estavam olhando ou não. Estávamos em perigo, a bruxa veio nos pegar, eu tinha certeza.

– E todos os anos, no Aborigene Day, em noite de lua cheia, a Bruxa Fantasma retorna em busca de grupos de jovens de almas puras, para esquartejar seus corpos e negociar seu sangue com o Príncipe das Trevas, na busca por sua redenção e descanso eterno.

Finalmente a história acabou, finalmente. Sentia meu coração querer sair pela boca, meu peito subia e descia incessantemente. Millie manteve seu queixo em minha cabeça, me abraçando de forma protetora. Foi quando alguém cutucou em meus ombros. Pensei se tratar de Sadie ou Caleb me chamando para irmos dormir, então saí do abraço de Millie para responder.

Péssima ideia.

O que encontrei foi um rosto horrendo, com um nariz horrível com uma verruga na ponta, um queixo pontudo e horrível, e eu juro que teria chorado ou morrido de susto se não tivesse levantado aos gritos, dado um soco na bruxa e saído correndo para me proteger em minha barraca. Nem lembrei que Millie ficou para trás, tudo o que eu queria era sair de perto daquela bruxa assassina horrorosa.

Minutos depois o zíper de minha barraca foi aberto, e fechado em seguida.

– Finn. – Millie me chamou. – Sou eu.

Estava embrulhado dos pés à cabeça, protegido dos males, mas pus minha cabeça para fora e a vi deitada ao meu lado.

– Você bateu no Noah. – contou ela, contendo o riso. – Mas foi bem feito, ele e Chosen queriam me assustar, acabaram acertando o alvo errado.

– Eu não gosto de histórias de terror. – confessei baixinho.

– Eu sei. Mas essas coisas não existem, foram inventadas para que as crianças obedecessem seus pais na base no medo.

Millie puxou a barra do meu cobertor e se enfiou debaixo dele comigo. A prendi meus braços no instante seguinte, com o medo que eu estava, só assim para sentir segurança no meio daquela floresta.

– Podem até não existir, mas não fale isso perto da Sadie, ela diz que tudo é possível se acreditarmos. – pedi, e Millie assentiu, roçando nossos narizes um no outro. – Os seus amigos não vão falar nada de você ter me abraçado lá fora e ter vindo pra cá?

Negou com a cabeça.

– Pra todos os efeitos, eu estou te fazendo companhia porque você está com medo, eles assustaram você no meu lugar. – contou. – E também, eu creio que logo logo não precisaremos mais nos esconder de ninguém.

Em meu íntimo, eu também torcia por isso. Mas essa era a primeira vez que Millie falava algo a respeito, me dando esperanças de sair dessa rotina às cegas.

– Por que diz isso?

Millie trouxe suas mãos até minhas sardas, perdeu alguns segundos ali antes de finalmente me responder.

– Por causa dos desejos. Eu posso não ser adepta a esse mundo que a Sadie habita, mas eu senti uma coisa tão boa ali... – mesmo com a pouca iluminação da barraca, pude ver seu sorriso brilhando. Millie era tão linda. – eu sei que o que pedi vai se realizar.

– Ah, é? E o que você pediu?

Faltava pouco para nos beijarmos, se Millie respirasse outra vez, eu não resistiria. O medo de outrora já era uma lembrança embaçada, agora o meu coração batia forte em meu peito por outro motivo.

– Você. – respondeu. – Você foi o meu pedido.



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