História Wasting Time - Capítulo 27


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Categorias It: A Coisa, Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Cadie, Fillie, Finn Wolfhard, It: A Coisa, Millie Bobby Brown, Openyourknees, Stranger Things
Visualizações 587
Palavras 3.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


@babyvwolfhard vai apressar a tua tia a revisar capitulo.
Te amo, melhor dia, 22 <3

São citadas umas musiquinhas no capítulo, então quem gosta de ler com musica, é só ir na playlist do Spotify. Bai Bai.

Capítulo 27 - So Tired of Being Worried


[Finn Wolfhard]

A vida estava boa demais para ser verdade. Em meu colo estava a garota dos meus sonhos comendo os doces que comprei no caminho de volta da escola, enquanto eu me contorcia entre hora lhe dar beijos, hora jogar poção nos meus amigos na batalha para protege-los dos ataques dos bárbaros.

@Wyattheking: Wolfhard, vai pela esquerda, merda!

@Wyattheking: Estamos cobrindo sua retaguarda e você aí paradão no início do caminho.

E eu não respondi, pois Millie havia deixado seu saco de doces de lado para me beijar. Seus lábios cobertos de açúcar eram o meu vício. Isso estava acontecendo com mais frequência a cada dia que passava. Sadie e Caleb já não me convidavam para ir até a cafeteria após a aula, meu desempenho no Legend estava cada vez mais falho, e não fui chamado atenção uma ou duas vezes.

@JaedenWeasley: Eu não acredito!!

@SickJosh: Filho da #$%!&

@Simplewolf: Vou ligar pra ele, não é possível!

Millie já havia passado suas pernas em volta do meu quadril na poltrona, sentando-se de frente para mim, me envolvendo em mais um de seus beijos, tentando me instigar a algo mais. Foi quando meu celular tocou em cima da cama.

– Eu preciso... – não me deixou concluir a frase, tomando meus lábios para si outra vez. Meu deus do céu, se dependesse de mim, não pararia de beijá-la nunca, mas... – Eu preciso atender, Mills!

A carreguei pelas coxas para que levantássemos juntos da poltrona, e assim seguimos para buscar meu celular. Era Ana me ligando, e só então lembrei da partida abandonada ali no computador. Sabia que estava encrencado. Millie me olhava curiosa quando levei o celular ao ouvido, me afastando até a janela.

– Eu sinto muito! – já atendi tentando me redimir, mas sabia que não iria adiantar.

– Finn Wolfhard, volte agora pra nossa sala, você precisa chegar no castelo do mestre antes que a próxima equipe chegue, nós já estamos fracos...

– Ok, ok, estou indo.

Nem deixei que terminássemos a chamada, voltei para o computador e fiz o que me pediu. Meu mago ainda estava no mesmo lugar onde havia o deixado, na entrada da floresta, e meus amigos com sua energia gasta, quase acabando. Era minha função recarrega-los e eu os deixei na mão. Outra vez.

– O que houve? – Millie voltou a se aproximar, abraçando-me por trás, encontrando uma brecha para beijar meu pescoço.

– A minha equipe está perdendo, eu tenho que usar magia para repor as forças de todos e também... – ouvi seu suspiro atrás de mim, e tombei minha cabeça para trás para lhe sorrir. – Me desculpe, sei que você acha chato, mas eu tenho mesmo que fazer isso.

Millie sorriu, e beijou minha testa antes que eu voltasse à minha missão suicida no jogo. Ouvi ela mexendo em minhas coisas, mas não procurei saber no que especificamente, porque Millie poderia pegar o que quisesse que não me importaria.

Assim que consegui roubar a espada do chefão, damos o jogo por encerrado. Me desculpei com meus amigos, e os avisei que poderiam ficar em minha casa, pois minha mãe estava ansiosa para conhecer as pessoas com quem eu falava na internet. Na verdade, dona Mary Wolfhard queria confirmar suas teorias sobre meus amigos serem sequestradores e pedófilos, prontos para me devorarem assim que ela descuidasse. Minha mãe era louca.

Girei em minha poltrona e encontrei Millie apenas com sutiã, de costas para mim. Sua blusa estava atirada em minha cama, e ela remexia em meus cabides a procura de alguma coisa. Me levantei e fui até lá.

– Precisa de ajuda? – afundei meu rosto na curva do seu pescoço, inalando seu aroma adocicado, fazendo-a rir com cocegas.

Millie estancou sua busca para virar-se de frente para mim.

– A sua mãe tem notado o desaparecimento dos seus suéteres?

– Eu tenho muitos. – dei de ombros. – Você quer outro?

Ela fez que sim com a cabeça, e apontou para um suéter em tom carmim, com pequenas cruzes pretas bordadas. Millie era linda, a cada dia que passava me sentia mais arrebatado por seu sorriso após atender suas vontades.

Depois de vestir mais uma de minhas roupas, ela voltou a me abraçar, e ficamos ali de pé, apenas sentindo nossas respirações se encontrando.

– Quando eles chegam? – se referia aos meus amigos que viriam se hospedar em minha casa.

– Amanhã. – respondi. – Você vai adorá-los, eles são bem legais.

– Eu acho que não.

– Não o quê?

Millie soltou nosso abraço, e foi juntar sua blusa para colocar em sua bolsa. A hora de minha mãe voltar da cafeteria estava se aproximando, e ela sempre começava a se preparar para partir antes disso.

– Os seus amigos me odeiam, Finn. É melhor que eu volte aqui depois que eles forem embora.

Suas coisas já estavam prontas, então se aproximou para me dar um selinho antes de passar para a janela. Mas não permiti.

– Eles não odeiam você, eles nem te conhecem!

Ela riu fraco, dando de ombros, e essa foi a única resposta que tive. Sem muito esforço, desviou de mim e foi para sua saída de emergência.

– Nos vemos no show? – insisti. Odiava a hora que ela ia embora, sempre tinha a sensação de que talvez ela não voltasse.

– Eu tenho um compromisso.

– E quando vou ver você de novo?

Millie parou na metade do galho para me responder. Se a maluquinha caísse dali, eu não me perdoaria.

– Logo. – respondeu, me lançando uma piscadela. – Eu não consigo ficar muito tempo longe do meu frangote.

Dei risada vendo-a escorregar tronco abaixo. Millie era uma linda.

~

A banda de um amigo dos meus amigos, Gaten Matarazzo, faria um show nessa sexta-feira em uma boate de Gastown, então Josh, Wyatt, Jaeden, Lucas e Ana estavam aqui para prestigiá-lo. Eles vieram de carro até Vancouver, e assim que chegaram ao meu endereço, os remanejei até a nossa cafeteria para que Mary Wolfhard os conhecesse.

Minha mãe olhava estreitamente um por um dos meus amigos de Seattle. Certamente alguém lhe disse que os novos bandidos podem sim se vestir bem e aparentar bons costumes.

 

– Então vocês conheceram Finn na internet? – ela perguntou.

Meus amigos se entreolharam, e Josh foi o eleito para responder.

– Sim, nós achamos ele muito bonito, imagine a fortuna que esse bebê deve valer no mercado negro, não é mesmo?

Quase vi minha mãe pular em seu pescoço, somente pela forma como os seus olhos saltaram. Mesmo as risadas deles não impediram a cara feia dela em resposta.

– Ele está brincando, Ms.Wolfhard. – disse Ana. – Nós todos jogamos um joguinho e conversamos por lá, e por videoconferência também.

– Meninas também jogam? – minha mãe perguntou de volta.

– E jogam muito bem! Eu derroto todos esses idiotas com uma carga de energia só!

Esperei minha mãe franzir o rosto sem entender que diabos se derrotava alguém com carga de energia, ou dar um sermão sobre Ana ser a única garota no grupo, mas isso não aconteceu. O que aconteceu, foi que minha mãe riu. Exatamente, a senhora Mary Louca Wolfhard, a mãe mais coruja de Vancouver, riu. Teria que agradecer a minha querida lobinho simples mais tarde.

– Vocês podem se dividir entre o quarto de Finn e de Nicholas. – minha mãe disse. – Eu só vou pra casa após a cafeteria fechar, mas Finn vai acomodá-los enquanto isso.

Após agradecerem, voltamos para a minha casa. Deixamos o quarto de Nick para Ana, que reclamou por ter sido excluída do quarto dos garotos, onde passaríamos a noite em claro em partidas compartilhadas. Como se o fato de estar em um quarto diferente a impedisse de estar entre nós. Uma dramática.

Mas não nos demoramos ali. Assim que arrumamos suas coisas, fomos até o hotel onde a banda Work in Progress estava hospedada, para que colocassem meu nome e de alguns amigos na lista, incluindo Sadie, Caleb, Jack, Noah, Maisy e Vitória. Millie já havia dito que não nos veríamos lá, então sabia que não devia pedir para colocarem seu nome ali.

– Gaten! – Lucas correu para abraçar o garoto de olhos verdes e pequenos, com cachos angelicais na cabeça.

Havia mais uma garota e alguns caras ao seu lado, mas Lucas abraçou somente ele.

– Lucas, você tem que parar de nos perseguir por aí. – o tal Gaten respondeu. – Viemos para o Canadá atrás de novos fãs, ninguém aqui quer ver a sua cara.

Aos risos, Lucas largou seu amigo, dando vez para os demais cumprimentarem a banda. Eu fui o último. Ana me levou pela mão para conhecer o vocalista.

– Gaten, esse aqui é o Finn, falamos dele pra você. – disse ela. – Nós estamos na casa dele.

O garoto me olhou dos pés à cabeça, me deixando nervoso inicialmente. Mas no fim, sorriu.

– Eu conheço você de algum lugar!

– Sim. – Josh enlaçou meu pescoço com seu braço. – Daquele pôster gigante no meu quarto.

– Claro, claro. Deve ser isso. – Gaten riu. – Falem com a Sabrina, coloquem quem quiser na lista, nós precisamos ensaiar.

Os meninos se encarregaram disso. Eu estava me sentindo meio perdido ali, era muita gente nova ao mesmo tempo. Quem era Sabrina? Será que Gaten tinha acreditado que Josh tinha um pôster meu em seu quarto? Pois não tinha.

– Eu acho que ele não gostou de mim. – sussurrei para Ana, que riu.

Ela foi a única que ficou ao meu lado, enquanto o restante foi se misturar com a banda.

– Gaten gosta de todo mundo, ele só está nervoso. É a primeira vez que tocam fora de Seattle.

– E como conseguiram um show aqui?

– Eu não sei. – deu de ombros. – Ele disse que depois que tocaram na festa da vitória do campeonato, um canadense os chamou para tocarem na sua festa de formatura, e então a banda foi chamada aqui. Deve ser isso.

Não vi nada demais nisso, e então fomos verificar se todos os nomes estavam certos na lista. Josh havia colocado um coração ao lado do meu nome, o que me fez rir. Sadie, Caleb e nossos outros amigos também. O nome de Vitória estava certo, mas o sobrenome não. Lucas colocou-a ali como Vitória Ovalle, e eu ri de novo. Eles eram tão idiotas.

– Tem certeza que não quer levar a sua namorada? – Wyatt perguntou uma última vez antes de devolvermos a lista para a irmã de Gaten.

– Ela não vai poder, disse que tem um compromisso.

Queria muito estar com Millie ali, não via a hora de apresenta-la direito aos meus amigos, já que na vez passada eles não ficaram com uma impressão muito boa dela. Mas oportunidades não faltariam.

Nisso, um funcionário do hotel bateu na porta, e Gaten foi atender.

– Tem um rapaz na recepção procurando por vocês. – o moço informou.

– Quem?

– Mr. Montgomery.

~

Isso mesmo, foi Dacre que contratou a Work in Progress para a sua festa de formatura. E nunca passou pela minha cabeça que um dia iria em uma festa organizada por ele, ainda por cima com meu nome na lista vip. Ainda não era a formatura, essa festa seria em uma semana e eu não estaria presente por dois motivos: O primeiro é que eu ainda estava no segundo colegial, e a formatura era dos veteranos; O segundo é que... bom, eu era eu. O que eu faria lá? Se não fosse por meus amigos, não estaria nem ali.

A boate em si era legal, era subterrânea, entramos por uma escada que tinha seu início na rua. Era como descer para um porão, e pensar nisso me fez rir.

– Nós vamos pegar lugares em frente ao palco, você vem, Finn? – Sadie me perguntou, mas neguei com a cabeça.

– Vai ter muita gente lá, não gosto disso.

– Nós vamos ficar aqui. – disse Ana. – Qualquer coisa, se ele quiser ir embora, nós vamos todos juntos.

Revirei os olhos ao ver Sadie sorrir para ela. Claro, mais uma para o time das mães de Finn Wolfhard agradaria a ruiva, mas não a mim. Antigamente, o fato de meus amigos sempre tentarem cuidar de mim não me era incomodo, mas de uns tempos para cá passou a ser.

Por que só comigo eles agiam assim? Caleb, Noah ou qualquer outro garoto da minha idade tinha toda a independência para decidir ou gostar das coisas. Mas eu não. Eu não podia voltar para casa sozinho, eu não podia fazer minhas próprias escolhas sem ter alguém cobrindo minha retaguarda caso algo desse errado. A única pessoa que não me dava esse tratamento especial era Millie, que me deixava ser quem eu era, que me deixava protege-la ao invés de fazer isso por mim. E puta merda, eu estava com muita saudade dela!

– Qualquer problema, nos chamem! – a ruiva disse uma última vez antes de se afastar.

Noah, Jack e Maisy foram junto com eles. Lucas e Vitória foram para um lugar escuro conversar. Comigo ficaram Ana, Josh, Wyatt e Jaeden, e seguimos para perto das escadas de entrada da boate, onde estava mais ventilado.

Assim que o público começou a chegar, a banda veio ao palco para a passagem de som. Fizeram alguns exercícios vocais, testaram a acústica, afinaram os instrumentos, mas não começavam o show. A casa já estava cheia quando finalmente Sabrina foi ao microfone anunciar o início da apresentação.

– Nós somos a Work in Progress, e estamos honrados em tocar pela primeira vez em Vancouver. – disse ela, recebendo nossos aplausos. – E queremos agradecer ao nosso anfitrião, que é a razão por estarmos aqui. Uma salva de palmas a Dacre Montgomery!

A irmã de Gaten apontou para uma plataforma suspensa, o que parecia o lugar mais privilegiado da boate, e um holofote iluminou o dono da festa, fazendo meu coração errar a batida. Não, meu coração jamais sofreria um efeito negativo pela simples aparição de Dacre. O que acabou com a minha noite que mal havia começado foi ver quem estava ao seu lado.

– Finn...? – Wyatt começou, mas não deixei que concluísse.

– Sim, é ela! – meu tom saiu grave, de uma frieza que jamais pensei que sairia de mim. – Mas deixa pra lá, o show vai começar.

Puxei Ana pela mão e fomos para o meio da multidão. Os garotos nos seguiram. Eu odiava estar perto de toda aquela gente, mas odiava mais ainda saber que ela estava ao lado dele. Ela poderia ter me dito, me pouparia de ver essa cena.

– Ela não está feliz, Finn. – Ana me disse. – Você não precisa olhar pra lá, mas eu estou vendo daqui, ela não está feliz lá.

Não a respondi, pois Gaten já estava começando o show. Mas mesmo com o que havia acabado de ouvir, meu coração não se acalmou. Feliz ou não, ela estava com ele, não comigo.

– Vamos começar com um cover de uma banda que gostamos muito, Worried About Ray da banda The Hossiers, e faremos uma adaptação mínima, em homenagem a um novo amigo. – ele riu ao microfone. – Todos prontos? – e a resposta que teve foi um imenso SIM do público.

E a introdução começou.

Dacre e Millie desceram, pude vê-lo puxando-a pela mão em direção ao palco, mas Millie fitava o chão o tempo todo, evitando qualquer contato comigo ou nossos amigos. Charlie seguia ao lado deles, como sempre fazia.

A verdade ser dita, a verdade ser dita

Eu estou andando na ponta do pé, na ponta do pé


I'm starting to worry... O QUÊ? – gritou Gaten.

About Finn! – meus amigos completaram.


Que merda estava acontecendo ali?


Eles dizem que o futuro vai vir te pegar

Você sabe que não te deixarei cair

Não!

Por um instante, esqueci que a garota que eu gostava estava desfilando de mãos dadas com outra pessoa. Por que estavam gritando meu nome naquela música? Que música idiota era essa?

– Lucas pediu para substituírem o nome do cara da música pelo seu nome. – Josh me explicou. – Porque, você sabe, nós te amamos, seu tolo!

Revirei os olhos pela segunda vez naquela noite, e Ana segurou minhas mãos para dançarmos de forma improvisada.

A verdade ser dita, a verdade ser dita

Eu estou andando na ponta do pé, na ponta do pé

I'm painfully worried about Finn! – dessa vez, Gaten gritou meu nome sozinho, me fazendo rir enquanto Ana e eu girávamos um ao outro em nossa coreografia desengonçada.

Eles dizem que o futuro vai vir te pegar

Você sabe que não te deixarei cair

Nos movíamos conforme a música avançava, e meio que todos ali estavam fazendo o mesmo. Caleb e Sadie imitavam passos a la anos 70, remexendo os joelhos assim como Elvis Presley faria, Jack e Noah dançavam um para o outro, repetindo os mesmos movimentos com seus braços. Josh e os outros estavam em um trenzinho pela boate. E eu continuava com Ana, rodopiando no mesmo lugar, jogando-a para longe e trazendo-a de volta.

O futuro vai vir te pegar, o futuro vai vir te pegar, oh

O futuro vai vir te pegar, o futuro vai vir te pegar, oh

– Ela está nos encarando. – minha amiga me disse.

Millie. A procurei por entre as pessoas na boate, e logo a encontrei parada, encostada em uma parede próxima ao palco, enquanto Dacre e Charlie se divertiam alheios a ela. Assim que nossos olhos se encontraram, ela virou de costas.

A verdade ser dita, a verdade ser dita

Estou preocupado com o que o futuro guarda, o futuro guarda

Estou tão cansado de ficar preocupado com Finn

– Ela está brava. – comentei.

– Ela está com ciúmes. – me corrigiu. – Mas qual é a dessa garota? Ela pode aparecer aqui com esse cara outra vez, e você não pode se divertir com mais ninguém?

Ana estava certa. Era injusto. Gostava de Millie mais do que eu seria capaz de descrever com palavras, mas ela não tinha esse direito. Me voltei para minha esposa gamer e continuamos nossa dança maluca. Meu coração estava apertado, mas foi a própria Millie que me ensinou a esconder as coisas, e infelizmente, eu aprendi muito bem essa lição.

A próxima música começou, e essa eu conhecia. Era Lily Lee, da banda Spendtime Palace. Nicholas era fã, e eu acabei aprendendo algumas letras. Por conta da música ser mais calma, nossa dança acalmou também. Ainda haviam giros, ainda seguíamos um ritmo desengonçado, mas acabamos nos aproximando mais para continuarmos nossa conversa.

– Como funciona esse seu namoro, Finn? Ela vive no seu quarto, mas aqui na festa está com esse cara? O mesmo que estava com ela em Seattle. – Ana insistia nesse assunto. – Tem algo que você não está nos contando?

– Ela não é minha namorada. – respondi. – E fazia tempo que não via eles juntos. Mas ela ainda faz questão que não sejamos vistos em público. Eu não entendo porquê.

– Mas mesmo com ele, ela não tira os olhos de você. – Ana me deixou girá-la, e logo a trouxe para mim outra vez. – Você deveria ir falar com ela.

– O quê? E o brutamontes quebrar o meu nariz aqui na frente de todo mundo? Claro que não.

Ela mantinha seus olhos fixos na direção de Millie, com um semblante preocupado. Eu não estava vendo nada, estava de costas, mas não ficaria mais por tanto tempo.

– Oh, ele é um brutamontes mesmo. – e apontou para onde Millie e Dacre estavam.

A presença de Charlie ali não fazia diferença, pois apesar disso, Montgomery segurava Millie pelos pulsos contra a parede, parecia bravo, mas ela o respondia abrasivamente.

– Finn! – Ana me chamou, mas não adiantou, já estava marchando na direção deles.

Aquele imbecil não encostaria um dedo nela.

– Você é minha, está me ouvindo? – ele dizia quando cheguei perto o bastante. – Minha!

Que ser humano mais medíocre. Estava bêbado, querendo beijá-la. Eu não permitiria, Millie estava comigo e não com ele.

Cutuquei em seu ombro, chamando sua atenção.

– Ei, eu tenho uma coisa que é sua também. – disse, quando ele me olhou.

Antes que o filho da mãe se pusesse a responder, meu punho atingiu seu rosto. Estava na hora de estragar com a festa daquele idiota, assim como ele estragou a minha noite aparecendo ali com a minha garota.


Notas Finais




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