História Wasting Time - Capítulo 28


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Categorias It: A Coisa, Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Cadie, Fillie, Finn Wolfhard, It: A Coisa, Millie Bobby Brown, Openyourknees, Stranger Things
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Palavras 2.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quero deixar duas Parabenizações aqui.

O primeiro para a minha amiga Ana Flávia, a nossa querida @simplewolfbr, pelo dia do Advogado. Que orgulho que tenho de você, meu amor! Vai defender muito a princessa Nessie Fox quando eu for presa por sequestro e carcere privado depois de roubar a @babyvwolfhard dos pais dela. Parabéns rainha do squad Legend! ❤❤

E o segundo à minha bebê @LoverBela. Feliz Aniversário, meu amor! Que o universo te cubra de energias boas, que você atraia muito amor e felicidade para a sua vida. Te amo ❤❤

P.s: Ouçam Don't Deserve You, da Plumb, quem quiser. Vai ser citada no capítulo. Beijão.

Capítulo 28 - Don't Deserve You


[Millie Bobby Brown]

Estava aí uma cena que achei que nunca veria.

Finn estava dançando com a garota de Seattle há um segundo atrás, sorria e a girava pra lá e pra cá. Nunca passou pela minha cabeça que ele seria capaz de atingir Dacre, e o meu frangote não sabia onde estava se metendo.

Eu sabia que minha situação era provisória, que essa farsa acabaria logo, mas foi uma péssima ideia ter aceitado vir, mesmo após ter dito a Finn que não. Agora ele levaria uma surra por minha causa.

O soco de Finn quase derrubou Dacre, que por ter bebido o dia todo com Charlie e sua turma em minha casa e depois ter continuado a beber aqui, mal se aguentava em pé. Dacre acabou se desequilibrando, mas assim que conseguiu apoio na parede, avançou de volta para cima do Wolfhard.

– Seu verme!

Levei minhas mãos aos olhos para não ver o banho de sangue, mas precisei tirá-las quando senti o corpo de Dacre se chocar contra mim na parede. Procurei entender o que estava acontecendo, e vi Noah se colocando na frente de Finn, na defensiva. Foi ele quem empurrou Dacre, e me olhava como se quisesse perguntar se eu estava bem. Fiz que sim com a cabeça.

Os amigos de Dacre se puseram em nossa volta, fechando uma rodinha para começarem a briga. Caleb, Jack e os garotos de Seattle se juntaram a Noah e a Finn naquele combate completamente desnecessário. Senti alguém pegar em minha mão para me levar embora, e assim que nos afastamos, ouvi o barulho da pancadaria de acabava de começar.

– Vá pra casa, está bem? – disse Charlie. – Eu vou tirar o Dacre daqui e vamos para a casa dele. Se nosso pai perguntar...

– Eu digo que nos divertimos muito! – completei, sem vontade.

Meu irmão assentiu, e voltou para o meio da confusão. Os jovens ali em baixo se esmurrando à beça, e a banda continuando seu show. Será que achavam que aquela briga era uma coreografia de punk rock ensaiada?

Balancei minha cabeça, precisava sair dali, a noite já havia acabado de qualquer forma. Porém, na metade das escadas, fui segurada pelos ombros. Antes mesmo de me virar, sabia que era ele apenas pela eletricidade que me percorreu ao seu toque.

Finn estava com o lábio inferior sangrando, os cabelos desgrenhados, mas isso não era incomum. Respirava pesado, como se tivesse acabado de correr uma maratona, o que era justificável, pois instantes atrás estava em uma briga como um marginal.

– Você não pode ir! – me disse. – Não sem me dizer o que fazia aqui. Você me disse que não viria, Millie, e me aparece aqui com ele? O que você pensa que está fazendo?

O tom de Finn não estava bravo. Seu olhar assustado em minha direção denunciou o seu desapontamento. Eu que prometi que nunca o magoaria, sabia que estava fazendo isso com ele agora mesmo.

– Eu não sabia que viria, senão teria te falado.

– Mas o que você fazia aqui com ele? Eu não entendo o que você está fazendo com a gente. Você está comigo ou você está com ele?

Eu não podia responder várias de suas perguntas, já havia dito isso a ele várias vezes, mas volta e meia Finn me bombardeava com suas dúvidas. Não o culpava, ele tentava respeitar meu silencio o máximo que podia. A idiota da história era eu, e teria que dar um jeito nisso para poupá-lo de mais decepções.

Suspirei pesado antes de responde-lo.

– É até bom isso ter acontecido, sabe? Porque aí nós nos livramos disso de vez...

– Do que você tá falando? – me interrompeu.

– Que você merece algo melhor do que eu. – desci um degrau, deixando-o somente um abaixo de mim, para ficarmos na mesma altura, e assim consegui alcançar seu rosto com minhas mãos. Evitei olhar em seus olhos, sabia que desabaria com o impacto, então fitei suas sardas, os meus grãos de açúcar salpicados em seu rosto. – Você é lindo, Finn. Você é o cara mais incrível que já conheci. Merece alguém melhor que eu, alguém que mereça o seu coração, alguém que não te arraste para bagunças como essas, que mereça você...

– Mas eu não quero outra garota, Millie! – me interrompeu outra vez, tirando minhas mãos de seu rosto e segurando-as entre as suas. – Eu quero você! Eu te amo.

Meu coração errou a batida.

Ouvir tais palavras foi demais para mim, sugou a pouca força que ainda me restava para me manter de pé. Lembro da primeira vez que me disse isso, vez essa que desconsiderei devido às circunstâncias. Mas dessa vez, Finn estava lucido, diferente do dia em que o embebedei sem querer, em que ele me disse a mesma coisa antes de dormir.

Agora, ele olhava em meus olhos, e eu sentia sua certeza brilhando ali. No instante em que tomei ciência disso, meu autocontrole desapareceu. Usei as poucas forças que tinha para desprender a loucura que me consumia sobre seus lábios. E eu chamo meu desejo de demonstrar o que sentia por Finn de loucura, pois esqueci completamente que estávamos no meio de uma escada que era rota de entrada e de saída daquela boate. Quem resolvesse sair do show para pegar um ar, nos veria, mas nada em mim estava se importando com isso. Tudo o que me importava era despejar a minha frustração por estar fazendo mal a quem só me fazia bem, a quem me amava. Finn me amava.

Finn merecia alguém melhor que eu, mas naquele momento, nada me impediria de ser egoísta, pois mesmo sabendo que eu não podia dar o mundo a ele para compensá-lo por ser tão maravilhoso comigo, eu não consegui me afastar. Eu estava apaixonada, o sangue nas minhas veias corria forte, meu coração batia descontroladamente em meu peito, e a razão era ele.

Work in Progress continuava seu show como se nada estivesse acontecendo, nossos amigos continuavam em sua pancadaria particular. Separamos nossas bocas para subirmos as escadas, mas ainda pude ver a tal esposa de Finn pular nas costas de um garoto que tentou se aproximar de um de seus amigos, vi também Vitória dando chutes em alguém que se engalfinhava no chão com o seu namorado de Seattle, Sadie correndo para chamar os seguranças, e os nossos amigos revidando os ataques do grupo de Dacre com a mesma força com que recebiam. Tudo por culpa minha, mas já era tarde demais. Finn já estava me tirando apressado dali.

Assim que alcançamos a rua, ele me pressionou contra a parede mais próxima. Sentia seu peito subir e descer contra mim, sua respiração quente em meu rosto, e me partia ao meio saber que estava inquieto assim por minha causa.

Você é a primeira coisa que eu vejo

E a última coisa em que eu penso

– Não é justo, Millie. – disse ele. – Você não pode dizer quem eu mereço, você não pode decidir o que é melhor pra mim..

– Mas eu não mereço você, Finn. Você é bom demais pra mim, e o que eu mais quero que você receba de volta todo o bem que me faz. Mas eu não posso te oferecer nada, não quando... – pausei minha fala. Nunca consegui lhe contar a verdade, e não seria agora.

– Não quando o quê?

Você é a razão de eu estar viva

Você é o que eu não posso viver sem

Eu não posso viver sem

Minha vida era uma bagunça a qual eu não poderia envolve-lo, já bastava ter feito a burrice de ter me apaixonado por ele. Burrice essa que consumia todas as minhas forças. Aqueles olhos tristes sobre os meus drenavam o restante de sensatez que ainda me restava, fazendo-me querer mergulhar em tudo o que Finn me oferecia.

Você nunca desiste

Quando eu estou caindo aos pedaços

Seus braços estão sempre abertos

– Eu não mereço você. – repeti.

Finn sorriu sereno, negando com a cabeça, provavelmente não dando créditos à minha palavra.

– Sou eu quem decide quem me merece ou não, Millie. – seus braços me envolveram protetivamente. – E eu já escolhi você.

E você é rápido para perdoar
Quando eu cometo um erro
Você me ama em um piscar de um olhos

Ele estava tão lindo. Suas mãos subiram até minhas bochechas, seus polegares contornaram as maçãs do meu rosto, fazendo meus olhos pesarem com sua caricia. Não demorou até que sentisse seu hálito quente contra os meus lábios, que acelerou minha respiração e meus batimentos cardíacos. Eu não devia sentir isso por ele, eu não podia, mas era tarde demais. Tudo em mim também havia o escolhido.

Eu não mereço seu amor

Mas você o dá para mim de qualquer jeito

Eu não sou o suficiente

Você é tudo que eu preciso

– Você merece tão mais que isso. – nossos lábios roçavam um no outro quando lhe disse. – Eu não vou me perdoar se acabar te magoando.

– Você quer me magoar, Millie?

Neguei com a cabeça.

E quando eu fujo pra longe

Você sair correndo e vem atrás de mim

É o que você faz

E eu não mereço você

– Então me deixe ficar ao seu lado. – Finn selou nossos lábios, dificultando minha capacidade de raciocínio. – É só o que eu peço.

Como se naquela altura do campeonato, eu pudesse negar um pedido seu. Sorrimos cumplices, embora soubéssemos que ambos carregávamos mais descontentamentos do que podíamos falar, e saímos dali.

Foi a primeira vez em que o levei para minha casa. Além de eu morar mais perto da casa de show, seus amigos estavam hospedados no seu quarto, então foi a melhor saída que tive. Ninguém nos veria, Charlie iria para a casa de Dacre após o show, e meus pais em um jantar com os Montgomery.

Você é a luz dentro de meus olhos

Você me dá uma razão para continuar tentando

Tão logo entramos em meu quarto, notei Finn olhando maravilhado para as quatro paredes em tom purpura como uma criança visitando um país novo. Mas não se demorou ali. Ao último virar da fechadura, voltou seu olhar para mim novamente, aproximando-se. Nunca ninguém havia causado em mim um entorpecer tão grande. Em questão de segundos, já estava entregue a ele.

Você me dá mais do que eu poderia sonhar

E você me traz de joelhos

Você me traz de joelhos

Meu colchão afundou quando nossos corpos caíram ali. Beijou-me com delicadeza por o que pareceu uma eternidade. Finn era diferente de qualquer outra experiência que eu possa ter tido antes. Tudo nele me era acolhedor, de uma leveza carregada de sentimento, coisa que nunca tive antes. Não havia rapidez em me despir, pelo contrário. Suas caricias eram tão respeitosas que chegavam a me torturar, querendo que ele avançasse mais. Finn me tinha, e me tratava com uma devoção desmedida, como se a qualquer momento eu fosse sair aos pedaços, o que mais cedo ou mais tarde, sabia que aconteceria.

Seu coração é ouro

E como eu sou a única que você escolheu para amar?

Eu ainda não posso acreditar que você está ao meu lado

Depois de tudo que eu fiz

Nos afastamos brevemente para que passássemos minha blusa por meus ombros e braços, e senti seu olhar maravilhado em minha direção, o mesmo olhar que sempre lançava quando me via de lingerie. Suas bochechas coraram, e ele sorriu para mim antes de me beijar novamente. Finn tinha mãos grandes, seus apertos em minha cintura contrastavam com a leveza que desprendia em meus lábios. Suas mãos, pouco a pouco, desceram para me despir do meu jeans. Rimos na boca um do outro com ele se atrapalhando com os botões. Era um bobo, o meu bobo.

Eu não mereço seu amor

Mas você o dá para mim de qualquer jeito

Finn parou o que fazia por um instante, me encarou pensativo, e não precisei perguntar se estava tudo bem, por que havia parado, logo ele mesmo respondeu.

– Você é tão linda. – acariciou meu queixo com seu polegar. – Como veio parar com alguém como eu?

Eu não sou o suficiente

Você é tudo que eu preciso

Ele apoiava seu cotovelo no colchão, controlando seu peso sobre meu corpo, respirando quente em minha face. Já podia senti-lo por completo, e ele a mim, mas ainda sem encaixe. Sorri em resposta, pois ele não sabia o que dizia.

E quando eu fujo pra longe

Você sair correndo e vem atrás de mim

É o que você faz

E eu não mereço você

– Se você se visse como eu te vejo, entenderia. – lhe disse, mordendo meu lábio inferior, contendo minha vontade de beijá-lo. – E sou eu quem deveria estar me perguntando isso. O que eu fiz para alguém tão incrível estar comigo?

Ele trouxe seus lábios aos meus brevemente, um roçar leve, mas cheio de ternura, algo que Finn fazia e eu amava.

– Você deixou. – respondeu.

Eu não mereço uma chance como essa

Eu não mereço um amor que me dá tudo

Você é tudo que eu quero

Seu peitoral nu friccionado contra mim quando nossas línguas se encontraram foi o ápice do meu descontrole. Eu juro que poderia explodir naquele momento. Finn despertava em mim sensações que me tiravam de órbita, não havia nada no mundo que eu quisesse mais que senti-lo outra vez.

Eu não mereço seu amor

Mas você o dá para mim de qualquer jeito

Eu não sou o suficiente

Você é tudo que eu preciso

Esperei o seu tempo. Finn não fazia nada com pressa, deliciava-se de cada gesto como um manjar, fazendo com que eu aproveitasse o momento tanto quanto. Ouvi seu gemido rouco quando enfim encaixou-se entre minhas pernas, entrelaçando seus dedos aos meus sobre o colchão. Ali, éramos um só, unidos não apenas pelo ato. Já sentia que Finn fazia parte de mim bem antes de me entregar a ele, e na contra-mão disso, sabia que ele já havia mergulhado no que sentia por mim antes mesmo de eu pensar que pudesse um dia corresponde-lo.

E quando eu fujo pra longe

Você sair correndo e vem atrás de mim

É o que você faz

E eu não mereço você

Aos poucos, o romantismo foi dando lugar à luxuria, ao fogo que nos consumia a cada vez que podíamos ficar juntos. Finn desceu pelo meu pescoço, distribuindo beijos molhados por meu ombro nu, excitando-me com sua saliva quente em minha pele, enquanto entrava e saía de mim, acariciando meus seios devagar, mas com desejos.

Ele se pôs de joelhos em minha cama, mantendo-me deitada onde estava. Seus movimentos não cessaram, mas mantiveram-se lentos. Com minhas pernas apoiadas em seu ombro, Finn observava nossas extremidades se chocando, a vista de nossos corpos se encaixando o fazia morder seus próprios lábios. Seu corpo era magro, pequenos músculos saltavam sutilmente devido a força que fazia para manter-me na posição, as veias em seu braço me deixavam hipnotizada, e eu o encarava encantada com o quão lindo esse garoto era capaz de ser. Quando seus olhos fitaram os meus, sorrimos juntos.

Minhas orbes rolaram para cima quando senti um calor se alojar em meu ventre. De forma involuntária, arqueei minhas costas no colchão, e Finn voltou a deitar-se sobre mim, aumentando seu ritmo, entendendo que faltava pouco. Suas mãos percorreram de minha cintura até meus seios, e permaneceram ali, apertando de leve. Amava senti-lo ofegando em minha boca, enquanto fincava em mim incessantemente, com força.

Enlacei nossas mãos em meu seio, deixando-me invadir pelo frenesi do orgasmo. Não me demorei a estremecer sob ele, que sorriu em meus lábios quando atingiu seu próprio ápice.

Eu sabia que estava em um beco sem saída, que logo a minha história de amor precisaria da minha decisão, sobre persistir ou desistir. Mas ali, tirando da sua testa pequenos cachos molhados de suor, sabia muito bem o que meu coração estava me mandando fazer.

Eu não o merecia, mas precisava insistir em tê-lo ao meu lado, pois ele era tudo o que eu sempre quis.


Notas Finais


Link da Playlist:
https://open.spotify.com/user/6f74cjdpbwqv0aku6qn5vuf1g/playlist/4LIiGhBu1GF59EgT17brSD?si=A9yLlS1tSV-r7JsMRDfwdg

Vocês estão vendo as nuvens de uma tempestade chegando? Porque eu tô hihihihi


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