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História Wasurete wa ikemasen. red velvet joyri Revisão - Capítulo 8


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Notas do Autor


Boa leitura ☕

Capítulo 8 - 08


Fanfic / Fanfiction Wasurete wa ikemasen. red velvet joyri Revisão - Capítulo 8 - 08

Nos tempo modernos as pessoas deveriam ser as mais tristes da história, penso. Porque, tente acompanhar o meu raciocínio: um homem comum acorda e dá um beijo na sua esposa, deseja um bom dia para sua filha, pega o jornal da manhã e dá comida para seu gato. Então toma café da manhã e vai para seu trabalho na fábrica, onde aperta brocas de algo qualquer que está sendo construído e se acostuma tanto com isso que fica com um tiques ridículos depois. Se você assistir Tempos Modernos de Charles Chaplin, espero que não se influencie com essa mania besta de apertar tudo que vê a sua frente. Creio que não gostaria de ser apertado por uma ferramenta. Mas, voltando ao meu raciocínio, o bom homem, após um árduo dia de trabalho, volta para a casa, dá um beijo em sua esposa, boa noite à sua filha, mais uma vez enche o pote de ração e água para seu gato, lê o jornal da manhã e deita. Quando o pobre homem acorda, um novo dia que se repete. Um dia que será igual a todos os outros. Será que eles viviam assim todos os dias para próprios sustento? Por que não se mata logo, não? Bem, tirar a própria vida não é a solução, depois de muito me perguntar acho que finalmente encontrei a resposta para isso; primeiramente, acho que deveria dizer isso, porque sou tão triste quanto os homens dos Tempos Modernos. Eles aguentavam toda essa merda porque amavam o gato, a mulher e os filhos. Mas, o que teria o jornal a ver com isso? Talvez porque alguma notícia soaria interessante e lhes levasse a alguma realidade diferente, mesmo que só por alguns minutos antes de dormir e viver o pesadelo do dia seguinte. Mas, ainda sim considera tolice? 

Não acho engraçado você dar risada ou zombar disso. Certeza que não entendem porque não vivenciam esse momento tão cansativo. Mas posso dizer que vale apena. Vale a pena você dar um beijo em sua esposa, porque a sensação da pele dela sobre seus lábios vai permanecer como um incentivo para não desistir de ir trabalhar todos os dias. Vale a pena aquele pobre homem dar bom dia para sua filha, mas não é da boca para fora, o homem realmente deseja que o filho tenta um bom dia, o que ele não tem e que aproveite enquanto não tem que lidar com a vida adulta e com todos os problemas que ela traz com isso. Vale apena colocar comida para seu gato, já que o próprio homem mal tem tempo para de comer, um intervalo descente. Então encher a tigela do animal até a borda o faz um homem mais feliz. É sua família, são pessoas que ele ama. Sinceramente, não seria tão triste de viver como uma mulher de Tempos Modernos, porque a pertencer àquela época desde que Yeri deu seu último suspiro em meus braços na noite de Setembro de 1987.

Pensando bem, talvez a própria época pertença ao meu coração velho. Porque valia a pena acordar todos os dias com a mesma pessoa ao seu lado. Mesmo nos dias de mau humor ou de noites de brigas ruins onde só sabíamos tacar as coisas um na outra. Vale a pena ir para a praia todos os finais de semana e trazer para casa o peixe que pulava perto demais da orla como um tolo. Valia a pena balançar todas às tardes na rede que afora esfarela em meus pensamentos, abraçadas em um passado longe. Vale a pena dançar pelo apartamento ao som de músicas que todos acham horríveis mas você acha a melodia mais agradável do mundo. Vale a pena gastar horas em frente a uma máquina de escrever tentando devolver a carta que seu amor te escreveu pela última vez. Mesmo que nada saia do cérebro, ainda sim vale só por você ter tentado tudo que podia e ter ficado parada por sei lá, quatro horas de frente pra uma maquiná que zomba de você. Vale a pena fazer todas essas coisas exatamente iguais para você não esquecer que eu dia amou e foi amado.

Está vendo como eu poderia ser uma mulher dos Tempos Modernos? Sinto que isto está vivo em mim. É. Preciso de algo vivo em mim quando tudo e todos já morreram. É minha única saída e a unica coisa que tenho ao meu alcance no momento. É a única coisa que pode dizer que eu ainda estou viva. Aquela baboseira de descartes de dizer que ''penso, logo existo'' não funciona comigo. Eu preciso fazer. Nem que tenha de desafiar idéias filosóficas, eu o farei.

Transtorno Obsessivo Compulsivo~

Foi o que disseram.

Então, não me impeça de reclamar sobre o fato de Sra. Go me olhar feio durante às manhã paranóicas em seu café, fazendo toc-toc na mesa, não me impeça de me lembrar cada segundo da minha vida que eu perdi alguém que precisa ser lembrado para que eu viva, que precisa ser lembrado por amor.

Não faça isso. Eu posso te pegar. Assim como eu ainda vou pegar a cachorra estúpida que late apenas cinco vezes. 

Ela deveria latir seis.

Seis é um número tão mais perfeito que cinco.

Ouso a campainha soar alto pela casa, tanto que me assustei, faz exatamente dois anos que ninguém toca nela. Penso muito bem antes de ir, com certeza é alguém que queira reclamar sobre eu cantar alto ou bater os pés várias vezes no chão, portanto, vai que hoje é meu dia de esperança e é mamãe trazendo toda a geladeira e o armário de comida pra mim. Desço meio desanimada, normal, atendo a porta e para a minha surpresa não era minha mãe como tinha dito. Era uma garota, que sorriu pra mim tão grande, que afastou todos os meus pensamentos, um sorriso igual de Yeri.

''Demorei de mais né?''

Talvez eu volte a ser uma mulher dos Tempos Modernos.

[...]


Notas Finais


Obrigada por ler 😪💕☕


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