História Watch Boy e Lucky Girl - Capítulo 28


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Categorias Ben 10
Tags Ben, Bwen, Gwen
Visualizações 103
Palavras 2.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí, pessoal? Pras pessoas que ficaram p* da vida comigo por ter acabado com o romance entre o Ben e a Encantriz no capítulo anterior, eu já comecei a publicar a outra fic que vai ser focada nos três (Ben, Gwen e Encantriz), sob o título de "Vanguarda Mística". Se quiserem, podem ler ela. Enquanto quem é fã apenas de Bwen, por favor, ignorem aquela fic, e continuem lendo essa daqui (Não é com muita frequência que um autor pede a leitores pra ignorarem uma fic dele kkkkkk)
Entre as duas, eu vou dar prioridade a atualizar a que tiver mais leitores comentando, então quem decidiu ler essa versão, por favor comente. Claro que eu vou atualizar todas, mas a com menos leitores comentando ficará em segundo plano)

Nesse capítulo vai (re)começar o arco dos Ectonuritas. Se alguém lembra dele antes, as coisas vão ser um pouco diferentes agora.

Capítulo 28 - Fantasmas


 “Esse vinho está com um gosto diferente,” Sandra Tennyson comentou, ao tomar mais um gole da taça.

“Você está certa, querida. Nunca tomei um vinho desses antes. Mas está delicioso, por isso não vou reclamar,” Carl Tennyson deu de ombros, enquanto partia um pedaço de carne com a faca.

Sandra soltou um suspiro triste, “Não havia um momento pior pra nós dois sairmos para uma escapada romântica do que a semana em que aquela garota Hope quebrou o coração do nosso bebê…” Ben não tinha entrado em detalhes sobre o término, mas Sandra imaginava que fora Hope quem tinha terminado com ele.

“Querida, não se culpe, quando nós fizermos as reservas um mês atrás, nós não fazíamos ideia de que isso ia acontecer,” Carl segurou a mão da esposa, “E nós chamamos o Ben pra vir conosco, mas ele foi muito insistente em recusar, ele garantiu que está tudo bem.”

Sandra concordou com o marido, e o vinho ajudou ambos a se soltarem, deixando as preocupações de lado. Após o jantar, eles foram para o quarto, trocando beijos e carícias pelos corredores no caminho – a pequena pousada estava quase vazia, havia apenas dois ou três hóspedes além deles, e alguns poucos funcionários.

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“Uau, querido, só… uau,” Sandra deu um selinho em Carl, enquanto ele acariciava as costas dela. Os dois estavam abraçados na cama e haviam acabado de fazer amor.

De repente, as luzes começaram a piscar e o casal sentiu o quarto ficando frio.

“O quê está acontecendo?” Sandra perguntou um pouco assustada.

“Temos que sair daqui agora,” Carl disse muito sério. Seu pai Max havia lhe ensinado o básico sobre alienígenas... incluindo indícios da presença de Ectonuritas.

Antes que os dois pudessem fazer qualquer coisa, porém, duas criaturas translúcidas com a aparência de cadáveres atravessaram a parede do quarto. Os fantasmas começaram a flutuar em volta da cama do casal com sorrisos sinistros em seus ‘rostos’ desfigurados.

“AJUDA!” Carl gritou.

“Grite a vontade. Ninguém vai ajudar vocês,” Um deles disse numa voz rouca, “Todos que estão aqui são nossos.”

Carl sentiu um calafrio percorrendo seu corpo ao lembrar que a pousada estava quase vazia. Ele e a esposa haviam vindo parar num cenário de filme de terror.

“O que vocês querem, monstros?” Carl perguntou, enquanto Sandra o abraçava bem forte, com a cabeça enterrada em seu peito, petrificada de medo.

“Monstros? Que desrespeito com a gente… Nós fomos tão educados, nós deixamos vocês se divertirem tranquilos…” O outro disse, “E servimos vocês bem, com a nossa melhor bebida… Ou vocês não perceberam a receita especial do vinho?”

Carl finalmente descobriu o que havia de diferente no vinho: Ectoplasma. Ectonuritas tinham o poder de possuir pessoas, bastando fazê-las beber uma porção de seu Ectoplasma primeiro.

“Nós preparamos tudo isso cuidadosamente para vocês dois… Porque nós precisamos de vocês para chegar no filho de vocês...” Os fantasmas mergulharam na direção de Carl e Sandra e entraram neles.

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Ben estava passando a noite de sexta em casa sozinho. Por pena devido a seu recente “término” com Hope, seus pais o haviam convidado para ir passar o final de semana numa pousada com eles, mas Ben sabia que quando se trata de romance, três é demais, então ele mentiu e disse que estava tudo bem com ele.

Mas ele não estava nada bem.

Ben se sentia culpado por destruir o vínculo de irmãs que existia entre a Gwen e a Encantriz. Ele também tinha certeza de que havia ferido os sentimentos das duas garotas. Ele não conseguia parar de se remoer mentalmente sobre o que poderia ter feito diferente para evitar tudo aquilo.

Ben estava tentando se distrair jogando Samurais Sumô quando a campainha tocou. Ele viu que era a Gwen e abriu a porta com um sorriso. Antes que Ben pudesse cumprimentá-la, ela foi entrando, fechou a porta rapidamente atrás de si, e puxou o Ben para um ardente beijo de surpresa.

Ben reciprocicou o beijo, deixando sua língua livre para explorar a boca dela. Gwen começou a tentar tirar a camisa dele, mas Ben a parou. Havia algo estranho, normalmente a Gwen não era tão ‘pra frente’ assim.

“O que você está fazendo, Gwen?” Ele perguntou.

“Ben, eu sei que você me deseja, e eu estou disposta a dar o próximo passo no nosso relacionamento,” Gwen disse numa voz tímida, “Essa noite é perfeita. Seus pais não estão em casa, e os meus também não.”

Ben ficou boquiaberto.

Ele se lembrou de Ryan, o primeiro namorado da Gwen. Ele tinha a garota perfeita: linda, inteligente e engraçada, mas ele largou Gwen porque ela não queria dormir com ele. Ben sabia que outros terminaram com ela pelo mesmo motivo, ou Gwen terminou com eles porque tentaram pressioná-la a ceder. Na opinião de Ben, eles eram todos idiotas. Embora Ben, igual a todos eles, também gostaria de fazer sexo com sua namorada o mais cedo possível, diferente deles ele jamais iria terminar com a Gwen por causa disso nem pressioná-la.

De qualquer forma, aquela mudança de atitude da Gwen era muito estranha, "Quem é você e o que você fez com a minha prima?" Ben perguntou com cautela, recuando e colocando a mão sobre o Omnitrix.

“Ben, sou eu mesma. Quem mais saberia que quando você era criança, você não usava meias coloridas porque achava que seus pés iam ficar coloridos também, Panaca?” Gwen cruzou os braços.

“Ei, isso é mentira!” Ben protestou, mas ele sabia que era verdade. Era mesmo a Gwen.

Agora, uma parte do Ben só queria carregá-la até o quarto e fazer amor com ela a noite toda. Ben tinha vergonha de admitir, mas ele era virgem também, e ele não queria desperdiçar essa chance. Mas outra parte do Ben, aquela com o peso na consciência, o fez pensar duas vezes. Ele queria fazer a coisa certa, “Você costumava dizer que você queria ter sua primeira vez só depois do casamento, Gwen. Porque você mudou de ideia?” Ben coçou a cabeça.

Gwen mordeu o lábio, “Se você tivesse escolhido ficar com a Encantriz, ela não teria nenhuma restrição quanto a... intimidade física. E você abriu mão dela por mim. Então, eu quero te dar tudo que a Encantriz ou outra garota poderia te dar. Eu não quero perder você como perdi outros caras. O que eu sinto por você é… Eu não posso te perder.”

Ben se aproximou da Gwen e deu um beijo casto na testa dela, “Você nunca vai me perder, e você já me dá tudo o que eu poderia querer. Não precisamos apressar as coisas em relação a ‘intimidade física’.”

“O quê?” Foi a vez da Gwen ficar espantada, “Quem é você e o que você fez com o meu primo?”

“Não se engane, eu quero muito mesmo fazer amor com você,” Ben deu uma risadinha, “Mas eu não quero que você mude, que você tente agir como a Encantriz agiria só pra me agradar. Eu quero que você seja você mesma.”

“Isso foi… incrivelmente doce e gentil,” Gwen disse, ainda surpresa.

“Eu sei que eu não tenho sido assim ultimamente, mas eu vou tentar ser daqui pra frente. Aquele lance entre nós e a Encantriz me fez repensar minhas atitudes. Eu realmente sinto muito por tudo que eu fiz você e ela passarem,” Ben suspirou.

Gwen fez carinho no rosto dele, “Ei, a Encantriz criou aquela situação. E quando nós descobrimos tudo, e eu pedi que você fizesse uma escolha, você me escolheu. Eu não estou chateada, você fez tudo que eu pedi.”

“Esse é o problema, Gwen. Eu só fiz o que você pediu,” Ben abaixou a cabeça, “Você não deveria ter que me pedir pra escolher entre você e outra pessoa. Eu deveria ter feito isso eu mesmo. Eu deveria ter conversado com a Encantriz, talvez se eu tivesse feito isso, as coisas teriam sido diferentes...”

“Não se culpe, Ben. Não ia ter mudado nada, ela só iria odiar você também. Infelizmente, a Encantriz não sabe aceitar um não como resposta, uma consequência de ter sido criada pelo crápula do Hex,” Gwen suspirou desapontada.

“Não é só sobre a Encantriz, é sobre você também,” Ben ajeitou carinhosamente uma mecha de cabelo dela atrás da orelha, “Eu fiz você se sentir insegura, fiz você pensar que você precisa mudar ou que eu preciso de uma segunda namorada pra me fazer feliz, sendo que você, com o seu jeito panaquinha de ser, é tudo que eu preciso.”

Gwen deu um risinho e o abraçou bem forte, descansando a cabeça no peito dele, “Obrigada, meu amor,” ela disse, e Ben corou ao ser chamado de ‘amor’, “Sabe, eu também cometi erros. Eu sei que a pressão que a minha mãe está colocando pra eu ficar com o Natan está fazendo você se sentir inseguro também, e eu preciso de arrumar um jeito de resolver isso logo.”

Após quase um minuto abraçados em silêncio, Gwen sussurrou, “O motivo pelo qual eu planejei esperar até o casamento é porque eu não quero dormir com o cara errado. Se eu decido me casar com alguém, é porque eu tenho convicção de que aquela é a pessoa com quem eu quero passar o resto da minha vida. Esse é o momento que eu diria, ‘eu quero dormir com esse cara’. E, Ben, eu já tenho essa convicção em relação a você. Eu não preciso de mais tempo pra conhecer você melhor, eu te conheço desde que você nasceu. Então, eu não preciso esperar com você. Nós podemos fazer amor essa noite.”

Ben sorriu. Nessas novas circunstâncias, ele definitivamente iria ficar muito feliz em dormir com a Gwen, mas ele ainda não queria ser precipitado, “Pense nisso com calma por alguns dias, Panaquinha. Se você ainda continuar com essa ideia, nós damos esse passo, ok?”

Ela assentiu e deu um beijo no rosto dele.

Ben e Gwen fizeram um lanche, assistiram a alguns desenhos e depois foram dormir. Os dois deitaram de conchinha e Ben abraçou a Gwen por trás, esfregando-se no bumbum dela - Ben ainda era o Ben, e ele não ia perder a oportunidade de tirar uma casquinha, óbvio.

Antes que eles conseguissem dormir, o celular do Ben tocou. O número no registrador de chamadas era do seu pai.

“Alô, pai?” Ben atendeu a ligação.

“Boa noite, Watch Boy. Olha a foto que você acaba de receber,” a voz era de seu pai, mas era fria e desprovida de emoção.

Ben olhou suas mensagens e viu uma foto de seu pai e sua mãe com olhos completamente negros – esclera e pupila. Aterrorizado, ele rapidamente percebeu o que aquilo significava: seus pais estavam possuídos por Ectonuritas.

“Seus pais pertencem a nós, e eles vão morrer, há menos que você faça o que eu mandar. Eu vou enviar o horário e o local onde você deve se entregar. Nem pense em chamar seus amigos da S.E.C.T,” a voz de Carl disse antes de desligar.

Gwen percebeu o olhar de pânico no rosto do Ben e ele explicou a ela o que estava acontecendo.

"Vamos salvar o Tio Carl e a Tia Sandra,” Gwen disse, fazendo carinho no braço dele. Muito recentemente ela havia passado pela mesma situação de ter seus pais sequestrados e Ben havia tranquilizado ela e ajudado a salvá-los, ela esperava fazer o mesmo por ele.

Pouco depois, o celular de Ben tocou novamente. Agora, a ligação vinha de um número desconhecido. Ben deixou no viva-voz para que Gwen pudesse ouvir também.

“Quem está falando?” Ben perguntou.

“Um aliado. Eu estou do seu lado, mas não tenho muito tempo,” uma voz sussurrou, “Se você se entregar, eles vão te matar.”

“Porque o seu pessoal me quer morto?” Ben nem ao menos tinha enfrentado Ectonuritas antes, “E como vocês sabem minha identidade?”

“Seu inimigo se chama Darius, ele é o atual rei dos Ectonuritas desse planeta. Eles descobriram tudo sobre você graças a espiões dentro da S.E.C.T., e você é um ameaça porque você carrega dentro do seu relógio um pedaço do Lorde Zs’Skayr, nosso primeiro e glorioso rei. E ele é o único que pode te ajudar,” e então ele desligou subitamente.

Após alguns instantes de silêncio, Gwen perguntou “Esse Zs’Skayr… ele é o Fantasmático?”

“Todo  DNA do  Omnitrix tem  uma fonte. Por  exemplo, eu ganhei  o Lobisben depois que  um lobisomem  me mordeu, e o  Magus Viridis depois  que nós nos beijamos,”  Ben disse, “O Fantasmático  é uma versão Ectonurita de  mim com a parte Ectonurita do  DNA vindo de alguém - provavelmente esse tal de Zs’Skayr. E lembra que eu te disse uma vez que o Fantasmático é diferente dos meus outros aliens? Quando eu me transformo nele, eu sinto como se esse outro cara estivesse lá dentro comigo também. Aquele cara me dá arrepios.”

“Como  eu não  pensei nisso  antes?” Gwen bateu  com a mão na própria testa, “A mente dos Ectonuritas está incorporada no DNA deles. Então é óbvio que esse Zs’Skayr pode exercer influência sobre o seu Fantasmático.”

“Quando eu sou o Fantasmático, eu sempre tento manter o Zs’Skayr reprimido, mas eu vou ter que deixá-lo solto se eu quiser conversar com ele,” Ben disse com um tom preocupado.

“Tem certeza?” Gwen perguntou, “Eu conheço o ditado que o inimigo do meu inimigo é meu amigo, mas nós nem temos certeza de quem é o inimigo aqui. Aquele Ectonurita pode estar mentindo, e tudo isso pode ser uma armação do próprio Zs’Skayr pra ele controlar você de onde quer que ele esteja.”

“Eu sei, mas eu não tenho muitas opções. A vida dos meus pais está em risco,” Ben soltou um suspiro cansado.

“Eu entendo,” Gwen colocou a mão no ombro de seu primo, “Eu  tenho uma ideia. Eu deixo você preso em um círculo mágico, você  libera o ‘eu interior’ do Fantasmático, e eu interrogo ele.”

Ben assentiu com a cabeça, “Vamos fazer isso.”

CONTINUA

 



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