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História Watching every motion - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Prólogo


         O tão esperado grande dia havia chegado finalmente.

  Odeio despedidas, mas eram necessárias, principalmente, quando você não faz a mínima ideia de quando vai retornar e ver as pessoas que tanto amam.

  O voo para Londres, Inglaterra, tinha acabado de ser anunciado. Lágrimas estavam querendo descer dos meus olhos neste exato momento, respiro fundo e abraço fortemente a minha avó.

  Isso nunca tinha me acontecido, de ter que me separar tanto tempo de minha avó, quando isso ocorreu foi apenas dois ou três dias no máximo.

  Pode até parecer que estou exagerando, só que minha avó é tudo para mim e quase minha mãe.

  Me lembro quando era pequena e a chamava de mãe, ela sorria emocionada, mas quando fui crescendo ela dizia que eu devia a chamar de avó e não de mãe.

  Meu coração estava apertado com essa nossa despedida, torcia mentalmente para a ver em breve.

  Na nossa despedida tinha vindo apenas minha avó e May. Na noite anterior, eu e Peter saímos com os nossos amigos e já tínhamos nos despedidos dos vingadores também.

  Me afasto dela, vejo lágrimas rolarem pelo seu rosto, levo minhas mãos até ele e seco sorrindo.

  - Não precisa chorar, logo vou vir te visitar.

  - Eu sei querida. Só que vou sentir sua falta, de você cantando pela casa, tentando cozinhar e queimando algo como sempre, me pedindo para comprar milkshake de morango. -  Ela fala e sorrimos.

  - Sempre que eu puder vou ligar para você. - Ouço o voo ser novamente anunciado, abraço ela. - Te amo, vovó.

  - Te amo também, querida. - Nos afastamos. - E você, cuide dela. - Ela aponta para Peter e o intimida.

  Ele se aproxima de mim e me abraça de lado.

  - Vou cuidar dela muito bem. - Ele me dá um beijo na bochecha.

  Dou um abraço rápido em May e me despeço delas, com o coração apertado. Já tínhamos despachados as malas e Jimmy, meu cachorrinho. Para viajar com um cachorro é preciso de tantas coisas, vacinação em dia, máximo de meses do animal, levar em uma caixa de transporte e pagar pela viagem.

  Embarcamos no avião, nos acomodamos em nossos lugares indicados, como sempre o meu namorado tinha baixado filmes e trazido adaptador para dois fones de ouvidos.

                               **************


  Após longas horas de viagem, tínhamos desembarcado em Londres, estava ansiosa para chegar em Oxford e cansada também.

  Pegamos as nossas malas e o Jimmy, saímos do aeroporto e logo conseguimos um táxi que nos levaria ao nosso destino.

  Assim que chegamos, pagamos o taxista e descemos do carro, tiramos nossas malas. Estava bem em cima da hora, mas com bastante sorte, conseguiríamos pegar o nosso trem.

  Encosto a minha cabeça no ombro do Peter.

  - Estou morta, não vejo a hora de chegar em casa e dormir. - Falo a ele.

  - Não esqueça que ainda vamos ter que arrumar o apartamento todo.

  Acabei esquecendo, todos os móveis foram comprados novos mas estavam ainda nas caixas, só de lembrar uma preguiça se apodera do meu corpo.

  Vocês devem estar se perguntando de onde arrumamos dinheiro para comprar um apartamento e móveis novos. Tony Stark? Não. Peter quando fez dezoito anos, ganhou uma herança dos pais que era totalmente desconhecido dele.

  Então como ele resolveu fazer universidade em Oxford também e me chamou para morar com ele, ao invés de morar nos alojamentos, vamos morar em um apartamento que fica perto da Universidade.

  Claro que ajudei em algo financeiramente mesmo ele não querendo, sempre guardei um dinheirinho para quando fosse para ir a Universidade.

  - Chegar lá, vou apenas tomar um banho e capotar no colchão que tiver lá, depois arrumamos as coisas.

  - Ainda bem, quero apenas dormir quando chegar lá, essa viagem foi bem cansativa.

  Ficamos conversando durante os cinquenta minutos de viagem, finalmente desembarcamos em Oxford, pegamos nossas malas e o Jimmy.

  Pegamos novamente um táxi que nos levaria até o prédio que vamos residir, falamos ao taxista o nosso endereço e após alguns minutos chegamos ao prédio, pagamos e descemos do carro.

  Entramos no prédio e cumprimentamos o porteiro que nos ajuda a colocar as malas no elevador, clicamos para ir ao terceiro andar, saímos do elevador e caminhamos até o apartamento do número 25, abrimos a porta e adentramos, tinha várias caixas pela a casa.

  - Vou tomar um banho. - Peter simplesmente fala e sai rapidamente.

  Espertinho, tiro o Jimmy está caixinha de transporte e coloco ração para ele comer, assim que termino de fazer isso, ouço a campainha ser tocada. Vou até a porta e abro, dando de cara com um senhor que devia ter uns quase quarenta anos e uma moça que deve ter a minha idade ou menos.

  - Olá, sou Edgar Moore e essa é a minha filha Emily. Sou o síndico do prédio e vim trazer essa torta de bem-vinda a vocês. - Ele diz e abro um sorriso.

  - Muito obrigada. - Ele me entrega. - Sou Anny Martini, eu e o meu namorado agradecemos a recepção de vocês. - Sorrio a eles.

  - Precisando de qualquer coisa é só falar com a gente, moramos no mesmo andar, apartamento 21. - Emily diz e sorrio, nos despedimos e fecho a porta.

  Assim que fecho, vejo Peter saindo do banheiro, já vestido com um samba canção e moletom.

  - O que é isso? - Ele questiona.

  - Torta, pelo visto temos vizinhos ótimos.

  - É sempre assim, quando alguém chega?

  - Acho que é. - Dou de ombros.

  - Podemos nos mudar sempre se for para receber uma torta assim. - Acabo rindo com o que ele fala.

  - Interesseiro, vou tomar um banho e nem ouse comer essa torta sem mim.

  - Está me ameaçando, senhorita Martini? - Pergunta irônico.
 
  - Apenas avisando, você come se quiser, mas terá que arcar com as consequências.

  Vou até a minha mala, pego meu pijama, uma toalha e sabonete.

  - Não vou fazer nada. - Ele levanta os braços em sinal de rendição.

  Logo encontro o banheiro, tomo um banho rápido, visto meu pijama dentro do banheiro mesmo e saio. Assim que retorno a cozinha, vejo que a torta estava intacta.

  - Bom garoto. - Falo e rio da cara emburrada dele.

  - Finalmente, estou morrendo de fome.

  Pego dois pratos, facas e garfos. Corto os pedaços de torta e começamos a comer.

  - Hum, está uma delícia. - Elogio após comer um pedaço da torta.

  - Está mesmo, devemos agradecer quem fez essa maravilha. - Ele diz e apenas assinto.

  Logo comemos a metade da torta e guardamos na geladeira, deixamos o que sujamos na pia e fomos escovar os dentes no banheiro. Em seguida, arrumamos o nosso colchão e dormimos cansados da viagem.



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