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História Water Sounds - Capítulo 8


Escrita por: Feka_Chan

Notas do Autor


Um capítulo grandãoooooo, decidi me empenhar para essa fanfic.

Capítulo 8 - Siren Song


Fanfic / Fanfiction Water Sounds - Capítulo 8 - Siren Song

Porque esse coração idiota ta batendo tão rápido cada vez que eu vejo o Sero? Enfim, vamos traçar um plano 

 

S/N! NEM PENSAR VÁ DORMIR…

 

Uma voz desconhecida falou, você está dentro da minha cabeça? 

 

Eu sou a voz da sua consciência, agora vá dormir… 

 

De repente comecei a sentir um sono muito pesado, e decidi seguir a “voz da minha consciência" e ir dormir. 

 

 PELA MANHÃ… 

 

NARRADOR-KUN POV ON 



 

—Sero, quando você vai desistir da S/N?— Denki perguntou ao amigo que tomava seu café da manhã 

 

—Como assim?— Sero perguntou ao seu amigo que lhe olhava com uma cara intrigante 

 

—Você está correndo atrás da S/N desde o dia daquele treinamento conjunto...— Denki falou — E ela só ignora você ou simplesmente foge...— Denki falou dando uma mordida em uma maçã 

 

— Eu não sou um cara que pensa em desistir tão fácil dos meus objetivos...— Sero falou vendo S/N descer já pronta para mais um dia de aula — S/N acorda todos os dias linda...— Sero falou respirando apaixonado 

 

—Cara ela é furada...— Denki falou — Você não sente o cheiro de perigo vindo daquela menina?— Denki perguntou 

 

—Eu só sinto o cheiro do amor vindo dela...Tão graciosa.—Sero falou acompanhando a amada com o olhar enquanto ela cumprimentava os outros colegas com sorrisos

 

—Caramba...— Denki falou, assim que S/N fechou o sorriso ao olhar para Sero 

 

—S/N ainda não sabe, mas eu vou casar com ela...— Sero falou decidido

 

—Aliás, você viu o Bakugo e o Todoroki? Os dois foram treinar com a S/N ontem e não apareceram até agora, o Bakugo não é um cara de perder a hora...— Denki falou mudando de assunto assim que percebeu que seu amigo não tinha mais salvação 

 

—Pois é….— Sero falou percebendo a falta dos colegas 

 

NARRADOR-KUN POV OFF


 

—SUA PIRANHA ASSASSINA...— Bakugo berrou assim que saiu do elevador e me viu 

 

—Bom dia para você também Bakugo — Falei sorrindo enquanto eu tomava meu café tranquilamente 

 

—O que aconteceu? Você não deveria tratar sua colega de aula assim...— Iida logo interferiu 

 

—Deixa ele Iida, é bom para o Bakugo soltar a sua raiva por ter se deixado enganar por um truque tão fácil que até uma criancinha não cairia...— Falei comendo calmamente enquanto todos pareciam tensos 

 

—ME DIZ O QUE TEM NESSAS PORRAS DESSES DARDOS...— Bakugo falou jogando os dardo que provavelmente estavam presos nele na mesa 

 

—Sonífero… natural óbvio, eu não iria trabalhar com drogas fabricadas...— Falei olhando para os dardos e todos pareciam chocados 

 

—MAS QUE MERDA, A VELHA CURANDEIRA ME FALOU QUE MAIS UM DESSES VOCÊ TERIA ME MATADO...— Bakugo berrou socando a mesa, fazendo o líquido que estava na caneca pular 

— Um só não teria apagado você… — Falei e Bakugo me olhou chocado — Sua individualidade se alimenta da sua raiva para te manter vivo, então deve ter sido bom para você ficar calmo durante uma noite inteira...— Falei o analisando — Isso vale para o tal do Todoroki. Que até agora não apareceu...— Falei e terminei meu café da manhã calmamente 

 

—Nós perdemos Bakugo, supera.— A voz calma de Todoroki apareceu no meio de nós 

 

—Droga, como você pode estar tão calmo quando ela usou truques tão sujos para nos derrotar.— Bakugo falou 

 

— Quando vocês tiverem que sobreviver um mês sozinhos na selva, você me diz se é sujo ou não...— Falei e me levantei — O Brasil não é um país para iniciantes...— Falei e saí de perto. Eu estava tão irritada com Bakugo que eu não queria mais olhá-lo, como ele pode afirmar que eu usei de truques sujos 


 

FLASHBACK ON 

 

—Janaína, você não está sendo muito extrema com a menina?— Meu pai falou preocupado

 

—Não, a S/N tem que aprender a sobreviver sozinha...—Minha tia falava fria, naquela época minha tia ainda tinha muito preconceito com o meu pai. Mal sabia ela… 

 

— Mas ela só tem 10 anos, a S/N vai ser engolida por uma onça...— Meu pai tentava argumentar 

 

—Se ela for engolida quer dizer que ela não foi merecedora dos poderes da Iúna...— Minha tia falou fria novamente...— Venha S/N...— Minha tia falou 

 

—Para onde nós vamos titia?— Perguntei inocente enquanto minha tia caminhava comigo mata a dentro 

 

— Escute aqui, eu vou te deixar aqui na mata. Você vai ter que achar novamente o caminho para casa, como uma Iara você tem que conhecer o caminho das águas e da terra. O caminho dos homens e o caminho dos bichos. Eu vou te dar o meu arco e uma faca… volte para casa.—As ordens da minha tia eram bem claras. Minha tia me alcançou o arco, flechas e uma faca. 

 

—Mas titia...— Tentei argumentar… 

 

—Eu preciso que você volte viva, você foi a única família que me restou… Faça isso por mim, ok?— Minha tia se abaixou e me falou isso, eu pude sentir aquela frase em seus olhos. A dor que minha tia Janaína sentia em seus ossos… 

 

—Ta bom!— Falei e sorri. Minha tia me abraçou forte e saiu me deixando sozinha no meio da mata. 

 

Digamos que a maioria das crianças teriam ganhado brinquedos com 10 anos, mas eu ganhei um treinamento de sobrevivência. Minha tia caminhou comigo por cerca de 1 mês para dentro da mata. Ou seja, ela me largou no MEIO da floresta mesmo. Aprendi a caçar e a respeitar a mata, conforme eu me embrenhava na floresta eu também aprendi a imitar os sons dos animais, como uma onça. Agora vocês me perguntam como eu aprendi?

 

*grunhidos de algum animal desconhecido*

 

—Bichinho?— Perguntei olhando em volta 

 

*Passos*

 

Eu comecei a ficar com medo e parei de andar… eu era uma menina de 10 anos que nunca tinha visto uma onça na vida dela. Eu poderia correr para o rio, mas lá tinha os jacarés… E digamos que uma Iara que ainda não sabe controlar as transformações pode ser uma presa incrivelmente fácil...


 

—Pode vir, eu não vou te machucar!— Eu falei inocente, mas com muito medo 

 

A onça saiu do meio do mato, ela era enorme e sua pelagem toda cheia de manchinhas 

 

—Você é um gatinho um pouco grande...— Falei olhando a onça caminhar como se ela quisesse me mostrar algo…Não, a onça não era nem um pouco dócil. Quando olhei algo estava brilhando nela tipo um dardo. —Os homens estão te caçando?— Perguntei e a onça andou um pouco e se deitou… O efeito dos tranquilizantes. 

 

—EU ESTOU OUVINDO A VOZ DE UMA MENININHA...— Ouvi a voz de homens e cães… Uma onça é bem pesada para você carregar sozinha. Desesperada, eu tentei me transformar na minha forma de monstro e puxei o dardo tranquilizante.

 

—Alguém por favor me ajuda...— Falei tentando puxar a onça para tira-la dali eu poderia escutar os metais das armas vindo… A onça estava apagada. Quando eu senti alguém me puxar e me tirar do chão e tapar minha boca. 

 

—SHHHH...— Um menino pegando fogo tapou minha boca, nós estávamos escondidos no topo da árvore. A onça ali jogada… eu me debatia e o menino me segurava forte. Os homens chegaram e viram a onça ali deitada… Minhas lágrimas já estavam descendo, não, não, não… Apontaram suas armas e *BANG* o barulho de tiro ecoou por toda a mata, os homens tiraram uma foto e levaram o corpo da onça dali…

 

—PORQUE VOCÊ NÃO AJUDOU A ONÇA?— Perguntei vendo a mancha de sangue 

 

—Porque eu estava protegendo eles...— O menino falou e logo dois filhotes apareceram. Eles ficaram orfãos… Eu comecei a chorar tanto — Os homi branco são tudo ruim, eles vem aqui matam, desmatam. Se eles te encontrassem iam fazer maldade com você também.— O menino falou — Quem é você?— O menino perguntou 

 

— Meu nome é S/N e o seu? — Falei limpando as lágrimas vendo os filhotes de onça brincarem entre si… 

 

—Meu nome é Sami, sou filho do curupira...— O menino falou pegando um e me indicando para pegar o outro filhote 

 

—Curupira?— Perguntei pegando o outro filhote e o acompanhando 

 

—O protetor da mata… meu pai protege os bicho grande e eu os pequeno.— Sami falou, olhei para os seus pés e eles eram virados para trás… —Você é descendente das Iara, né?—Sami perguntou 

 

—Sim...— Respondi 

 

—Eu vi quando você tentou salvar a mãe desses dois— Sami falou simpático. —Você tem que cumprir sua missão. Você vai proteger as água, dos homi ruim.— Sami falou e assobiou, um homem grande e pegando fogo também apareceu. 

 

—Mais dois órfãos?— O homem perguntou e pegou os dois filhotes. 

 

—Sim, a descendente das Iara tentou proteger a mãe, mas ela ainda é muito fraca.— Sami falou 

 

—EIIII. — Falei ofendida 

 

—Criança, me escute. Um desses filhotes é seu, eles reconhecem seu esforço para salvar a mãe deles. Você pode viver um pouco com nós e te ensinamos. — Aquele era o verdadeiro curupira, ele entendia a linguagem dos bichos. 

 

Foi assim que eu aprendi a me camuflar e a imitar os sons dos bichos… Mas a lembrança até hoje me dói, o sentimento de impotência perante aquela cena, não poder estraçalhar os caçadores… 


 

FLASHBACK OFF



 

—S/N, S/N!— A voz de Uraraka me chamava 


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado


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