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História Watermelon and Hot Chocolate - Capítulo 1


Escrita por: Leviaki

Notas do Autor


Aqui está meu presentinho para o amigo secreto. @miirastrauss espero que goste. É curtinha, mas fiz com muito carinho. 🥰
Perdão pela demora.
É a primeira vez que participo, então estou bem nervosa kkkkk

Capítulo 1 - Para mim ele é como...


- Não esquece de pegar as duas melancias – A mãe gritou do quarto enquanto dobrava os lenções que acabara de tirar do varal.

- Já peguei – respondeu enquanto já ia saindo. – Estou indo.

O adolescente apertou os olhos levemente por conta da claridade daquele sol forte típico daquela época do ano. Andou alguns poucos metros e já transpassava o portão da casa do amigo.

A casa era ampla em um estilo japonês clássico, o que era extremamente irônico visto que dos dois ele é quem possuía ascendência oriental. Percorreu calmamente o arredor da casa, passando por árvores e plantas diversas que a mãe do moreno cultivava. Sabia em qual cômodo ele estaria aquela hora e como era de se esperar, lá estava Eren deitado no tatame de um dos cômodos vazios da casa com o Shōji totalmente aberto e um ventilador a uns dois metros girando e movimentando as madeixas castanhas enquanto ele dormia. Levi ficou de pé no Engawa, observando por alguns instantes o amigo sem camisa que vestia somente um short ridiculamente chamativo verde limão.

Amigo – pensou deprimido, depositando as melancias no chão e indo sentar-se ao lado do moreno. – É  disso que o posso chamar.

Não era recente que o dono dos olhos cinzentos havia se dado conta que nutria muito mais que uma simples amizade pelo outro. Aquele sentimento que vinha regado de desejo não podia ser somente carinho que se tinha por um amigo, não tinha como. E além disso, ainda havia pelo meio os ciúmes incontroláveis que sempre sentia quando algum outro amigo e em particular, garotas que se aproximavam demasiadamente, na opinião dele. Aquilo que tinha no peito era tudo, menos amizade.

- O que aconteceu? – perguntou Eren agarrando o pulso de Levi e o assustando. – Por que estás com essa cara? Me diz – exigiu ainda o segurando e se pondo sentado assim como ele.

- Nada, não aconteceu nada – respondeu ainda surpreso.

- Não estarias fazendo essa cara de quem está quase a chorar se não fosse por nada, anda, me diz. O que houve, Levi? – insistiu o olhando nos olhos. Aqueles olhos tão expressivos e intensos pareciam querer enxergar até o interior de sua alma.

Tão lindo.

- É complicado – sussurrou desviando o olhar.

- Aposto que entendo – sentenciou.

Suspirou longa e pesadamente. Seria difícil para Levi sair daquela conversa, quando o amigo se punha daquele jeito, tão teimoso e insistente, não tinha como não ceder.

- Bom... – começou hesitante. – É que eu... Eu... – bufou resignado e resolveu contar uma meia verdade. – Eu estou apaixonado por um cara.

Choque. Foi o que viu no semblante do moreno.

- Não – murmurou Eren. – Definitivamente não podes estar apaixonado por um cara – levantou a voz.

Levi arregalou os olhos em sobressalto. Não esperava aquela reação. Não vindo de Eren.

- Qual o problema em gostar de um garoto? O que tem de errado? – gritou de volta e ia levantando-se. – Não posso acreditar que és um homofóbico filho da puta.

- Não, claro que não sou – disse exaltado. – É só que depois de todo esse tempo em que tive medo de demonstrar ou mesmo dizer alguma coisa que te fizesse se afastar de mim tu vens e me diz uma coisa dessas. Tive receio de as coisas ficarem estranhas entre nós, então me contive e por isso nunca tive a coragem de me confessar, mas sabendo que tenho alguma mínima chance, não posso te perder para outro, não mesmo. Tu és meu.

Como é? Ouvi bem? Espera... O quê? – Levi estava prestes a entrar em parafuso.

- O que estás tentando me dizer exatamente? – perguntou querendo confirmar aquela loucura toda. O coração a galopes.

- Eu te amo – disse simplista, as palavras saindo como uma melodia doce, naquela voz mansa que Eren sempre usava com ele. Um sorriso radiante brotando. – Sempre te amei, Levi.

Estava sonhando, um sonhado realista demais, só podia ser um sonho. Não podia estar acontecendo. Seu melhor amigo e grande amor não podia estar parado ali, bem na sua frente se confessando. Céus, se era um sonho não queria acordar nunca.

E claro, para sua tranquilidade, não era um sonho, o moreno prosseguiu com a confissão, deixando Levi cada vez mais atordoado e envergonhado. Sentia o rosto cada vez mais quente, e um frio na barriga que só ia aumentando. E pouco depois de muita insistência por parte de Eren, o baixinho acabou por admitir, com certo acanhamento, que a pessoa por quem estava apaixonado era o próprio moreno. O que os levou a uma sessão quase interminável de beijos, que fora interrompida pelos pais de Eren, que para sua surpresa, já sabiam da paixonite do filho por ele e os apoiavam. Algum tempo depois seguiu-se mais alguns momentos de vergonha com a chegada do restante dos amigos e o anúncio do início do namoro dos dois, ao que os amigos apenas entoaram coisas como: “Finalmente”, “Até que enfim”, estava na hora”.

Aparentemente era de conhecimento geral que ambos estavam apaixonados um pelo outro. Só não sabiam as partes de fato interessadas.

~~~~~~~~~~~~~~~~

O homem tinha um pequeno sorriso de canto despontando em sua boca ao recordar aquela lembrança que era sempre tão vivida em sua memória. Fora um dos dias mais felizes de sua vida. Ele, os amigos e o então namorado partilharam aquelas duas melancias entre si e passaram a manhã e à tarde brincando com pistolas d’água. Quando acordou naquele preciso dia jamais imaginou o que aconteceria, jamais imaginou que hoje, doze anos depois, formado e com um emprego estável, estaria morando com quem agora era seu tão amado marido.

As portas do elevador abriram e Levi seguiu para o seu apartamento, ao entrar estranhou o silêncio e a ausência de seu moreno delicioso. Geralmente ele o estaria esperando esparramado no sofá e com o jantar já pronto. Grande parte do trabalho de Eren como escritor era em home office. Então era raro que ele não estivesse em casa. Caminhou lentamente até o quarto e a visão que teve ao abrir a porta só podia descrever como pecaminosa.

Eren passava um óleo pelo corpo de forma lenta e sensual enquanto sustentava seu olhar.

- Como foi a visita a Hanji? – perguntou sorrindo cheio de malícia.

- A mesma coisa de sempre – respondeu sem desviar olhar. – Grávida do quinto filho. Mas não é nenhuma novidade, ela e Moblit se reproduzem feito dois coelhos.

- Huum, mas a gente bem que ganha deles nesse quesito, não acha? – perguntou descendo a mão toda lambuzada pelo abdômen e indo até o cós da boxer preta que ainda vestia – O que acha de vir me foder, amor?

Levi não pensou duas vezes e começou a despir-se de forma provocativa fazendo Eren gemer com a visão do seu corpo malhado e o pau já duro. Avançou no namorando lhe beijando fervorosamente, só parando pra chupar sua língua de forma a deixar uma fina linha de saliva ao deixar por fim somente as pontas de suas línguas se tocarem.

Começou a depositar beijos pelo queixo, pescoço e clavícula do moreno com uma demora demasiada torturante, lambeu sentindo o gosto de suor e do óleo com sabor de uva que havia passado por toda a extensão daquele corpo tonificado.

- Tá fazendo cócegas, para – pedia entre risos. E o outro continuava a distribuir beijos molhados por toda a pele morena, que ia arrepiando-se conforme se estendia por cada centímetro dela. – Aaaahh! – gemeu ao ter o mamilo mordiscado e logo em seguida chupado com uma força que o fez revirar os olhos enquanto ofegava em deleite.

- Eren, tão doce – sussurrou erguendo os olhos cinzentos para encontrar-se com aquela joia preciosa que eram os orbes verdes esmeraldinos do namorado. – Tens um gosto tão doce e és tão quente. É como comer melancia do verão.

- Por que sempre me... Aarg... – gemeu em um urro mais alto ao sentir a mão de Levi massagear o volume que já se formara e pingava denunciando sua excitação. – Comparas a comida?

Não era a primeira vez que o mais baixo fazia aquela comparação, na verdade ele sempre fazia aquela comparação. Mas era porque para ele, Eren o fazia lembrar de verão, melancia e altas doses de vitamina D. Eren era seu sol particular que o iluminava por inteiro, era quente, o derretia das mais diferentes maneiras e era doce, tão doce feito uma melancia bem vermelha e suculenta. Levi o queria devorar inteiro. Assim como faria com seu pau agora.

Lambeu desde a base vagarosamente até chegar à ponta e o abocanhou de uma vez engolindo quase por inteiro o membro do moreno.

- Aaah, Levi – gemeu alto sentindo a sucção deliciosa que o marido fazia. – Mais devagar ou já vou gozar.

- Pode gozar bebê, hoje vais perder as contas de quantas vezes te levarei a loucura – prometeu com um sorriso devasso.

E assim com mais algumas chupadas Eren se derramou inteiro na boca de Levi e assim como prometeu não demorou para que uma nova rodada recomeçasse.

- Puta que pariu – gemeu enquanto se enterrava em Eren. – Tão apertado.

- Mais... Mais forte, amor – pedia de quadro, a saliva escorrendo pelo canto da boca. Revirava os olhos com as investidas cada vez mais rápidas e um orgasmo que se aproximava – Aaaaah caralho, me fode, me fode.

Levi parou as investidas fazendo o moreno bufar em frustração, mas antes que pudesse proferir qualquer palavra em reclamação, o girou e o ergueu no colo segurando cada poupa da bunda morena em suas mãos. Eren entrelaçou os braços em volta do pescoço do marido e não teve tempo de se preparar para penetração forte e profunda que veio a seguir. Jogou a cabeça para trás com um gemido mudo.

Por Deus, nunca vou me cansar de transar com esse homem – pensava o castanho enquanto ia sentindo espasmos de prazer por todo o corpo enquanto sentia o orgasmo vir com intensidade e violência – meu homem.

Para Eren, Levi era sua calmaria, era como tomar chocolate quente no inverno perto de uma lareira, era aconchego e paz. Era observar suas famílias e amigos conversarem entre si em muitas conversas paralelas, era casa cheia, era enquanto contemplava essa cena acontecendo, trocar olhares com o marido e sorrir.

- Eu te amo – disseram juntos enquanto ofegavam caindo na cama abraçados.

  Trocaram olhares e mais alguns beijos. Ambos com o pensamento de que não podiam ser mais felizes.



Notas Finais


Obrigada a quem leu até aqui. 💜


P.s: Créditos de imagem a quem pertencer.


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