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História WAY V Hendery : Dreaming (Oneshot) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi,oi galerinha!

Essa é a segunda fic para a coletânea de terror que pretendo fazer.

Espero que gostem!

Capítulo 1 - .cap único


Fanfic / Fanfiction WAY V Hendery : Dreaming (Oneshot) - Capítulo 1 - .cap único

 

“Está confusa? Não se preocupe! Sei bem como lhe explicar tudo, aliás, estou sempre nos seus pensamentos…”


 

 A garota remexia-se na cama completamente inquieta, o mesmo rapaz insistia em aparecer em seus sonhos sem nenhum motivo. Não lembrava se alguma vez havia o visto em algum local, porém o mesmo vivia a surgir em seus pensamentos. 

 

 Em um de seus sonhos ele lhe falou seu nome após muita insistência, o garoto de aparência oriental e olhos expressivos chamava-se Wong Kunhang ou apenas Hendery, como gostava de ser chamado. Ele possuía um belo sorriso e um olhar penetrante quando bem desejava,  Jessi não podia negar que o achava bastante atraente, e se o mesmo não aparecesse apenas em seus devaneios gostaria de convidá-lo para um encontro qualquer dia. 

 

 Os seus sonhos eram simples, não passavam de longas conversas com o rapaz de estatura mediana onde ele servia como um terapeuta para si, a garota sonhava com o mesmo assunto já fazia um mês e por mais que tentasse mudar o foco, Hendery sempre aparecia lhe perguntando como havia sido o seu dia. Era estranho e um pouco reconfortante, por ser uma mulher bastante atarefada e com poucos amigos, não conseguia compartilhar sobre sua vida com ninguém, e por isso, o garoto começou a tornar-se importante para ela. 

 

 Diferente das últimas semanas, decidiu que deveria curtir um pouco da vida e sair para relaxar a mente. Por isso, vestiu-se com uma roupas confortável e seguiu para o bar mais próximo, não gostava de frequentar as boates pois nunca se sentira confortável, achava que o local era apenas para os jovens e não mais para jovens senhoras como ela, além de que preferia escutar uma boa música, sentada em uma mesa enquanto afogava as mágoas com um bom vinho e petiscos. 

 

 Ao chegar no seu bar preferido pediu o vinho que mais gostava acompanhado de uma porção de pães e torradas, não pretendia retornar tão cedo para casa era sábado e apenas queria embebedar-se até esquecer o próprio nome. 

 

 Jessi observava as pessoas transitando pelas ruas, algumas correndo contra o tempo, outras apenas andando calmamente enquanto conversavam. Por um momento, desejou ter amigos e que alguém sentasse ao seu lado para conversar. Apesar da feição gentil, a mulher era bastante solitária e triste em seu interior, sentia-se incapaz de manter relacionamentos afetivos ou amorosos devido a sua personalidade e temperamento, isso a deixava completamente arrasada e desacreditada com tudo.

 

  Levou a taça até os lábios ingerindo o líquido presente ali, sentia sua garganta queimando pela falta de costume, já que fazia um mês desde que colocara álcool em sua boca. Havia prometido para si que evitaria embebedar-se com frequência e por isso visitava os bares apenas uma vez por mês, apenas para não perder o costume de beber vinho. 

 

 Aos poucos as lembranças ruins preenchiam seus pensamentos, provavelmente efeito do álcool que tem como função destruir imagens e trazer a tona todos os nossos problemas. Lembrou-se dos inúmeros exs namorados, das humilhações no trabalho e até de um colega do ensino fundamental que lhe negou um simples doce. Jessi apoiou a testa em suas palmas enquanto as lágrimas rolavam em seu rosto, uma cena triste e ao mesmo tempo cômica para todos que passavam ali, mesmo depois de inúmeras sessões de terapias as memórias do passado insistiam em lhe perseguir, gostaria de viver apenas o presente sem se preocupar com o futuro e tampouco o passado, todavia não conseguia  fazer isso.

 

 Preencheu a taça com mais uma quantidade generosa de vinho e bebeu com vigor sem se importar com o que os outros pensavam, sentiu a garganta queimar novamente enquanto fungava devido às lágrimas em seu rosto, a maquiagem antes bem produzida, escorria pelos cantos dos olhos, uma cena deplorável e vergonhosa.

 

 Julgava-se inútil, triste, estagnada e sexualmente frustrada, possuía dinheiro, um bom status no entanto nada disso preenchia as lacunas em seu coração, faltava-lhe felicidade, emoção e uma dose de aventura em sua vida pacata.

 

 Após alguns minutos percebeu que seu corpo estava mais leve devido ao álcool e sorriu abobada por conta disso, gostava dessa sensação que podia lhe tirar do mundo real e lhe colocar numa realidade onde só existia tontura, risadas, palavras desconexas e pensamentos idiotas. No fundo sabia que era uma alcoólatra, e apesar de tentar evitar, no final do dia iria correr novamente em direção ao seu vício. 

 

 Acomodou as costas na cadeira de ferro enquanto mordiscava uma torrada, acompanhando com o olhar o casal em sua frente. Não demorou muito para que ela esboçasse uma careta em desgosto com aquilo desviando o olhar para o outro lado, porém, ao fazer isso percebeu a presença de uma mão que depositou um pequeno papel perto de seu prato. A pessoa que fez isso seguiu até a mesa que ficava no fundo do estabelecimento, um local com pouca iluminação e que as pessoas aproveitavam para se saciarem seus desejos. 

 

 Ainda confusa e desnorteada devido a bebida, pegou o pequeno papel e se deparou com um número de telefone, buscou o rapaz que se escondia entre a penumbra e tentou descobrir quem era, sua dúvida foi sanada apenas quando o brilho do celular iluminou o rosto do garoto revelando que era o mesmo que ela sonhava a exatamente um mês. 

 

 Jessi assustou-se e sentiu as batidas frenéticas do seu coração, jurava que o rapaz que sonhara era apenas um devaneio de sua mente solitária, mas estava o observando no mesmo instante e isso lhe afligia bastante. Continuou observando Hendery de longe enquanto ele sorria ladino para a garota, percebendo que ela não sairia daquela posição, indicou com os dedos para que ela salvasse o seu número e conversasse consigo pelo celular.

 

 Ela achou bastante confuso, pois poderia simplesmente sentar-se ao seu lado dele e iniciar uma conversa, contudo não questionou e apenas fez o que o garoto pediu, enviando-lhe uma mensagem rapidamente. Decidiu que não revelaria que sabia o nome do outro ou que sonhava constantemente com ele, bancaria a sonsa e fingiria que nunca havia o visto.

 

- Olá! Por que deixou seu número comigo? - 20:30

 

- Oi! Te achei interessante, e quando gostamos de alguém costumamos deixar nossos números com elas, não é mesmo? - 20:31

 

 Naquele momento Jessi queria apenas enterrar sua cabeça em um buraco para esconder sua vergonha. O garoto parecia ser bem mais jovem que ela, e por isso possuía formas diferentes de flerte que a mulher não reconhecia ou apenas não estava acostumada.

 

-Oh, sim! Ainda estou desacostumada com essas novas táticas de flerte dos jovens. hahaha - 20:33

 

-Não fale como se já fosse uma idosa, Jessi! - 20:33

 

- Diga-me está sozinha hoje? Sabe, poderíamos aproveitar depois daqui, o que me diz? - 20:34

 

 Ela não conseguiu responder nada durante alguns segundos, pois não pôde evitar se assustar quando o rapaz digitou seu nome. 

 

“Será que ele é realmente o mesmo Hendery que aparece em meus sonhos?” — Pensou

 

O garoto a observava de longe sorrindo, apenas esperando a resposta da outra que logo se adiantou em responder. 

 

-Acho que me acostumei com ambiente de velhos e por isso me sinto uma idosa. kkkkk - 20:40

 

- Eu estou sozinha sim. Mas eu nem ao menos sei o seu nome, como posso sair com alguém que não conheço? - 20:40

 

-Perdão por isso! Me chamo Hendery, 21 anos e com uma vontade insana de te beijar. Me conte um pouco sobre você.- 20:41

 

 A garota não conseguiu evitar as bochechas vermelhas devido a vergonha, sentia-se como uma pré adolescente e seus surtos. De fato ele era o garoto de seus sonhos e tudo isso ficava ainda mais confuso para ela. 

 

- Bastante jovem! hahaha Me chamo Jessi, tenho 30 anos, sou viciada em vinho e curto jogar online as vezes.- 20:42

 

- Amo mulheres mais velhas! E posso ver que combinamos em alguns quesitos. Talvez o destino queira dizer algo - 20:42

 

- O que você acha que ele quer dizer, Hendery?- 20:43

 

 Provocou um pouco pois estava gostando daquilo, não podia negar que finalmente sentia-se desejada e não desejava abrir mão daquilo tão fácil. O garoto apenas riu encarando ela com um sorriso travesso ao mesmo tempo que mordia seus lábios de forma provocante. 

 

- Deixarei no ar a resposta, você pode pensar o que bem quiser. haha - 20:44

 

Ambos continuaram conversando e trocando flertes deliberadamente, Jessi sentia cada vez mais o clima esquentando e algo em seu baixo ventre lhe instigando a prosseguir com aquilo. Sabia muito bem do perigo que corria, mas por incrível que pareça sentia-se segura com Hendery, apenas pelo fato do mesmo ter aparecido em seus sonhos. Se Jessi contasse isso para alguém, seria taxada de louca e sem noção, mas já estava numa idade em que não mais se importava com a opinião alheia, apenas queria curtir sua vida de uma forma diferente e emocionante.

 

-Se eu te contar algo, promete que não irá rir de mim? - 21:02

 

-Prometo sim, pode me contar - 21:02

 

- Okay! Eu sonho com você faz exatamente um mês. Não estou brincando, você realmente aparece em meus sonhos e isso é bastante estranho para mim. - 21:03

 

 -Uau! Que flerte criativo kkkkkkk Isso tem uma explicação, nosso cérebro não consegue criar novas imagens de pessoas nos nossos sonhos e por isso ele busca pessoas que vimos no decorrer do nosso dia para que elas apareçam em meio aos devaneios. Talvez você tenha me visto algum dia e por isso sonhou comigo, ou então, é apenas o destino nos ajudando novamente. - 21:05


 

“Não pode ser isso” — Pensava enquanto encarava a tela do celular, Jessi entendia e já havia lido algum artigo sobre o assunto, no entanto sonhar repetidamente com a mesma pessoa era o que mais lhe deixava confusa no momento, precisava de explicações sobre esse assunto. 

 

-Pode ter sido isso mesmo! Mas ainda acho estranho como você sabe meu nome. Por um acaso é algum stalker? - 21:06

 

-Não mesmo! Nem se preocupe com isso. Apenas temos amigos em comum e quando te vi pela primeira vez nesse bar enquanto eu bebia com meus amigos, não demorei para procurar descobrir seu nome. -21:06

 

-Eu realmente estou interessado por você! Pode parecer precipitado, mas estou apenas dizendo o que sinto. - 21:07


 

Tudo ainda era muito estranho para a mulher, pois não sabia quem era o amigo em comum entre os dois e tampouco lembrava-se do rosto dele em nenhuma de suas visitas frequentes ao estabelecimento. Decidiu ignorar aquilo e repousou o celular na mesa voltando a beber, só assim pensaria com calma antes de cometer alguma besteira. Talvez Hendery não fosse a boa pessoa que demonstrava ser, e prevenindo o pior decidiu ignorá-lo por alguns instantes.

 

 O celular vibrava repetidamente com as inúmeras mensagens do garoto, porém Jessi ignorava todas mesmo que seu interior implorasse para abrí-las e marcar uma troca de salivas em instantes. Quando o toque da décima mensagem soou, a garota destravou o celular para ler o que estava escrito. 

 

-Hey! Não vai me responder?- 21:10

 

-Não precisa ficar com medo! Não sou uma pessoa com mau caráter - 21:10

 

-Jessi! -21:11

 

-J -21:11

 

-E -21:11

 

-S -21:12

 

-S -21:12

 

-I -21:12

 

- Última chance antes do seu vale beijo acabar... - 21:13

 

- Não vai responder? Está bem! Eu desisto. Mentira! Não vou desistir não. - 21:13

 

- O que você quer? Vai parar de me enviar mensagens agora? - 21:14

 

-O que eu quero? Apenas provar o doce sabor de seus lábios. kkkkkkkk Okay! Eu sei que essa foi péssima. -21:14

 

- kkkkkk Engraçadinho! - 21:15

 

-Sabe, tem um local bem legal aqui próximo ao bar. Poderíamos ir até lá e quem sabe… Conversar ou beijar… Cof, cof  Digo, procrastinar, beber mais um pouco.... - 21:15

 

 Jessi ria sozinha com as mensagens bobas do garoto, percebia que ele não era tão idiota como imaginava e pensou se deveria ou não aceitar seu pedido. Sabia o quanto estava sedenta para acalmar seus nervos, não beijava a exatamente três anos que nem ao menos lembrava como se fazia isso. Não era todos os dias em que um homem estaria lhe flertando tão facilmente, precisava aproveitar mesmo que esse homem fosse mais novo que si.

Decidiu ignorar o celular mais uma vez fingindo estar pensando no convite, diferente de antes, Hendery não mais lhe incomodou e seguiu dessa forma por longos minutos.

 

 Ao terminar de consumir tudo o que havia comprado, encarou o rapaz novamente e percebeu que o mesmo também a observava com o rosto repousando em suas mãos. Levantou-se da cadeira para efetuar o pagamento dos pedidos e quando retornou decidiu responder ao rapaz. 

 

 

- Eu aceito! - 21:40

 

-Que maravilha! Irei lhe enviar a localização, não fica muito distante então não precisa se preocupar. - 21:40

 

-Irei na frente, pois preciso buscar algumas coisas que deixei no meu carro antes de te encontrar. hehe - 21:41

 

 

A mulher acompanhou o outro saindo do bar e seguindo em alguma direção, provavelmente a do seu carro. O celular novamente vibrou e ela desbloqueou se deparando com a localização. Realmente não era distante, ficava a uma esquina do estabelecimento onde estava, e logo chegaria lá.

 

Levantou-se da mesa caminhando lentamente,  sentiu o vento frio lhe incomodando e arrepiando seus pelos, a lua cheia brilhava lindamente deixando o ambiente misterioso e ao mesmo tempo encantador. Olhou novamente para o GPS e percebeu que apenas precisaria andar mais um pouco para chegar em seu destino. Ao se deparar com o galpão abandonado e repleto de espelhos quebrados sentiu um pouco de medo, mas a voz de Hendery a confortou.

 

— Estou aqui! — Acenou em um local escuro — Não precisa temer! Sou tão fraco que não mato nem uma mosca. — Riu com suas palavras — Trouxe mais vinho e alguns cigarros, aproxime-se. 

 

 A consciência ainda insistia em dar meia volta e fugir, mas o seu corpo dizia o contrário. O garoto percebendo a inquietação da mulher, sentou-se de costas para ela acendendo um cigarro enquanto ajeitava seus cabelos encarando-se no reflexo de um dos espelhos quebrados ali. 

 

    — Não vou te forçar a nada! Se não quer, apenas irei fumare beber sozinho aqui. Não precisa se preocupar! — Falou tragando e liberando a fumaça em sua boca 

 

 Jessi pensou por mais alguns instantes enquanto encarava os lados, estranhamente a lua antes completamente brilhante, escondia-se por detrás de enormes nuvens escuras deixando todo o local bastante escuro. A mulher apesar de já possuir uma certa idade, ainda sentia bastante medo da escuridão e por causa disso, correu em direção ao rapaz sentando-se rapidamente ao lado dele. 

 

 Permaneceu com a cabeça baixa sem ter forças para encará-lo, não queria demonstrar o quanto estava desesperada para beijá-lo e por isso evitava o contato visual. 

 

    — Por que decidiu flertar logo comigo? Sabe, eu nem sou tão interessante assim… — Soltou as palavras ao vento não obtendo respostas do outro. Talvez ele não quisesse responder isso e envergonhada, perguntou sobre outra coisa

 

    — Sobre o lance do beijo… Ainda está de pé? — Perguntou e sentiu o rosto ferver em vergonha

 

Assim como antes não obteve respostas e estranhou aquilo, levantou a cabeça lentamente encarando o reflexo do espelho notando que Hendery estava com a cabeça pendida para o lado direito e sua coluna completamente torta, aquela cena fez seu coração acelerar e o medo crescer dentro dela. Virou seu corpo encarando o do outro e não demorou para direcionar as mãos ao rosto alheio virando para si, antes não tivesse o feito pois a cena em que se deparou era de total horror. 

 

 Insetos passeavam livremente em seu rosto enquanto no local de seus olhos restavam apenas a profundidade e larvas que comiam o restante da carne do local, seus lábios estavam costurados com uma linha grossa de tonalidade bege que misturava-se com o sangue, agora seco, do rapaz, na sua bochecha havia uma cicatriz profunda que aos poucos percebeu que havia algo escrito, ao mirar corretamente leu um ensanguentado e pútrido “Olá!” em sua face.

 

A mulher gritou horrorizada com a cena, não entendendo o que estava acontecendo ali e desejava apenas fugir para bem longe, mas antes que fizesse isso uma voz grave lhe impediu.

 

    — Já vai fugir? Acabou de chegar! Não vai me abandonar dessa maneira, não é mesmo? — Dizia a voz desconhecida

 

    — QUEM É VOCÊ E O QUE FEZ COM O HENDERY? DIGA AGORA MESMO! —Bradava completamente assustada — E-EU TENHO UMA ARMA AQUI! — Mentiu — E NÃO TENHO MEDO DE USÁ-LA

 

A voz apenas gargalhou enquanto apenas os barulhos de seus passos ecoavam, correndo de um lado para o outro. 

 

    — Armas não me matam, bobinha! Eu não pertenço a este mundo, então nada o que você fizer irá me afetar. — Riu — Todos os humanos são apenas fantoches em minhas mãos. 

 

Ao terminar a sua fala, Jessi sentiu seu corpo ser erguido ao mesmo momento em que sentia-se sufocada. 

 

    — Não preciso dizer o meu nome, apenas digo que sou uma espécie de demônio do sono. — Explicou apertando a garganta da garota ainda mais — O seu amado ali foi mais um dos meus brinquedinhos. Quer saber como funciona meu trabalho? — Perguntou retoricamente — Irei explicar!

 

    — Primeiro preciso de uma vítima, ao encontrá-la possuo o seu corpo e inicio o meu plano. Provavelmente você já deve ter lido que nos sonhos as pessoas que aparecem são apenas aquelas que você já viu em algum momento, não é verdade? — Perguntou e recebeu um grunhido da garota que ainda estava sendo sufocada — Com o Hendery não foi diferente, ao possuir o corpo do garoto fiz o possível para que você o encarasse mesmo que sem querer em algum momento de sua vida, assim, pude entrar em seus sonhos por um mês inteiro. — Soltou o corpo da mulher no chão enquanto a mesma tossia tentando se recompor

 

— E que sonhos quentes e ao mesmo tempo entediantes, senhora Jessi! Não aguentava mais ouvir suas reclamações. — Disse puxando os cabelos longos da outra — Minha única função é possuir a maior quantidade de humanos e destruir suas vidas por puro prazer. É incrível adentrar em suas mentes e controlá-los a partir disso, não sabe o quanto é gratificante. E você caiu como um peixinho na minha armadilha. 

 

— Por favor, deixe-me ir! — Implorava a garota em meio às lágrimas

 

— Deixá-la ir? — Gargalhou em descrença — Começamos a brincadeira agora! Sente-se aqui! — Forçou a garota a sentar no banco em frente ao espelho enquanto a entidade se posicionava atrás de seu corpo. 

 

No mesmo instante ela pode encarar a face demoníaca do ser enquanto tremia de medo e chorava abundantemente.

 

    — Não chore! Vai ser bem rápido. — Disse apertando as bochechas de Jessi para que seus lábios saltassem, facilitando o processo que ele iria começar. — Se quiser não precisa nem olhar para a agulha, vai ser só uma picadinha e pronto. — Inseriu a agulha enferrujada na pele causando uma forte dor no corpo alheio. Lentamente costurava um zig zag sangrento igual ao de Hendery e a mulher apenas berrava com tamanha dor. 

 

    — Shh… Estou quase terminando. Prontinho! — Arrematou a linha e afastou a agulha — Agora vamos para os olhos! Não se preocupe! As pessoas ainda terão uma visão de você  linda como antes, apenas quero que fique do jeitinho que eu gosto. — Suas garras perfuraram a íris da garota expelindo líquido e sangue ao mesmo tempo, os gritos eram impedidos pelas linhas em sua boca, no entanto os espasmos e a urina escorrendo entre suas pernas indicavam a tamanha dor que sentia. 

 

 O demônio sentia prazer naquilo, tanto que arrancava lentamente cada orbe lambendo-as assim que as retirava do corpo.  Jessi já desfalecia nos braços da entidade e percebendo isso sussurrou em seus ouvidos. 

 

— Irei acabar com seu sofrimento, e a partir de agora você será o meu mais novo fantoche. Obrigado por ser uma boa menina! — Dito isso, virou rapidamente a cabeça da garota quebrando os ossos de seu pescoço, o corpo antes com vida caiu no chão e aproveitando-se disso o demônio não se demorou logo adentrando nele. 


 

 A mulher levantou-se agindo como um completo zumbi, todavia devido ao poder do ser a visão que os humanos teriam era de que ela estaria bastante saudável e normal. 

Se retirou lentamente do local observando a lua retornando após as enormes nuvens escuras, sorriu seguindo seu caminho a procura de sua nova vítima, e assim continuaria até que não houvessem mais humanos na terra e toda a sua missão se cumprisse. 

 

“Estarei nos seus sonhos esta noite, apenas me aguarde…”

 


 



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