História We All - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ego Kill Talent, Musica, Rock, Romance
Visualizações 7
Palavras 2.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Um capitulo grandinho espero que vocês gostem.
E uma fotinho do Pipo para o Sábado começar bem....

Capítulo 7 - Vivendo um sonho


Fanfic / Fanfiction We All - Capítulo 7 - Vivendo um sonho

-Qual das duas? – Jean pergunta para Luiza, segurando duas camisas de frente para o corpo uma preta e uma xadrez, enquanto a mala aberta na cama indicava mais uma viagem.

-Nenhuma – Ela responde azeda.

-Amor, me ajuda – ele resmunga esticando as duas camisas – a preta ou a xadrez?

-Vocês não vão gravar de preto? – ela pergunta e ele confirma – então qual a dúvida?

-Uai Luiza, eu preciso de mais roupa – fala perdendo a paciência.

-Que seja – ela levanta brava – se vira então com suas camisas.

Enquanto ele observa a esposa sair do quarto, sorri de lado. Ele sabia que ela estava mesmo era com ciúmes e não queria admitir, mantendo a pose durona, anos passariam e ela não mudaria. Na hora que ele avisou meses atrás que iria para o Chile gravar o clipe de Last Ride, pode perceber que mesmo que ela estivesse orgulhosa, estava também doida de ciúmes.

Tudo porque na última apresentação do EKT no Chile, eles ganharam visibilidade, e com a visibilidade vieram fãs, do tipo que mandavam direct para ele no instragram e deixavam Luiza louca de raiva. Na época do Sepultura, Jean não sofria esse tipo de assédio, também as mídias sociais não eram nem de perto o fenômeno de agora, e apesar das groupies de bastidores, o assédio feminino no geral era tranquilo, mas com o Ego o assédio aos poucos estava aparecendo, acrescente aí as mídias e pronto, Jean via Luiza se segurando vez ou outra para não demonstrar o ciúme ou voar no pescoço de alguma mulher mais animadinha.

Ele espera um pouco para que ela se acalmasse e continua a arrumar a mala, até ouvir a voz de Julia e Niper pela cozinha e resolve deixar a mala para depois e conferir o que os três aprontavam.

-Que invasão é essa? – Jean fala vendo Luiza virar de costas para ele e de frente para a pia, enquanto Julia observava a interação estranha do casal e Niper mexia nas vasilhas de biscoitos em cima da bancada.

-Eu e o espanador de teto aqui viemos ver o que vocês mandam para o sabadão – Julia responde o irmão, sem tirar os olhos da cunhada.

-Espanador de teto é sua cara feia, sua tampinha – Niper retruca de boca cheia – cadê as crianças?

-Nina e Lucas estão tirando uma soneca – Jean responde chegando perto de Luiza que sai em direção a geladeira antes que ele se aproximasse – e Estela está com a mamãe no shopping.

-Entendi – Julia fala levantando uma sobrancelha intrigada olhando o irmão e fazendo um gesto de “Que Porra é essa?” enquanto ele dá de ombros sem saber o que responder – e tá tudo bem aqui?

-Tudo perfeito – Luiza responde cheia de deboche na voz – Seu irmão está empolgadíssimo escolhendo os looks para o Chile.

-Você nem gosta de fazer mala – a mais nova completa.

-Pois é ... – Luiza retruca azeda – parece que agora ele precisa, inclusive, de opções de looks.

-Tem alguém com ciúmes, eu acho – Niper fala antes de morder um pedaço de bolo, ganhando um olhar atravessado de Luiza e logo se arrependendo.  Ela deixa as frutas que tinha começado a picar em cima da pia de qualquer jeito e vira em direção a porta.

-Onde você vai? – Jean pergunta vendo a esposa passando por ele com a chave do carro na mão.

-Ao supermercado, posso? – ela fala – cuida das crianças.

Logo ela bate a porta do apartamento e os três ficam em silêncio observando a porta da cozinha.

-Pipo fala sério, o que você fez?

 -Eu? Por que eu tenho que ter feito algo?

-Por que é meio óbvio né Jean – Niper completa.

-Ela acordou azeda hoje e a culpa é minha?

-Papa?- a vozinha de Lucas vindo do corredor chama a atenção dos três adultos.

-Oi meu filho – Jean responde indo atrás do menino e voltando com ele no colo, e Nina sonolenta ao seu lado.

-Ai que delícia da Dinda – Julia fala pegando a pequena no colo e sentando no sofá – Cada dia maior.

-Dinda cadê a mamãe? – Nina pergunta deitando a cabeça no vão do pescoço de Julia e deixando o sono tomar conta novamente.

-Ela já volta, pode dormir mais um pouquinho – A mais velha responde aconchegando o corpo pequeno contra o dela e intrigada com o mal humor da cunhada. Poucas foram as vezes que ela viu Luiza azeda nos doze anos que se conheciam.

 

Luiza voltou uma hora depois cheia de sacolas de supermercado. As crianças já estavam todas acordadas e em casa, enquanto os dois menores brincavam com o pai e os tios, Estela ajudava a mãe a guardar a compra e falava sem parar sobre a tarde com a avó. Luiza observava a filha mais velha falar sobre roupas, as amigas e o encontro inesperado com João no shopping, e se sentia orgulhosa da pessoa que Jean e ela criaram. A filha sempre fora uma menina de ouro, obediente, calma e agora estava se tornando uma jovem cheia de confiança, uma mini Luiza como todos diziam.

De longe ela via Jean e Nina conversando na varanda, sentados a mesa que existia no espaço para as refeições e reuniões informais da família, e pela cara de Niper e Julia, Nina devia estar soltando alguma de suas pérolas. A menina de personalidade extremamente engraçada como o pai cativava qualquer adulto em alguns segundos.

 E no chão da sala vendo desenho com uma vasilha cheia de frutas picadas estava Lucas, o caçulinha doce como o pai mas cheio de opinião, que era a mistura exata entre Jean e Luiza. A família que os dois formaram nos últimos anos era perfeita aos olhos dela, e só de imaginar que por um segundo ela não aconteceria, a deixava em pânico.

 

- Papai, se eu comer as sementes minha barriga vai ficar grande? – Nina pergunta olhando curiosa para o pai que não entende de primeira a pergunta.

-Como assim, Nina? – ele fala observando os olhos claros idênticos aos seus, que o olhavam curiosos.

-Quando a barriga da mamãe ficou grande com o Lucas lá dentro, você disse que era uma melancia, mas depois o Lucas chegou, a barriga dela não era mais grandona. Então se eu comer as sementes da melancia, a minha barriga também vai ficar grande? – a menina pergunta.

-É Jean, a barriga dela vai ficar grande? – Julia implica segurando a risada e vendo o irmão buscar uma resposta. Ele a olha bravo e ao mesmo tempo pedindo ajuda para sair da enrascada.

-Se você comer as sementes, vai ficar com dor na barriguinha – ele fala fazendo cocegas na filha que ri divertida – mas não vai ficar com a barriga grande, eu te prometo.

De inicio ela sorri convencida pelas palavras do pai, e Jean respira aliviado. Ele não era bom com esses assuntos, com Estela foi Luiza que explicou de onde vinham os bebês. Julia o chuta por baixo da mesa, o provocando e sendo repreendida pelo irmão em seguida.

-Mas papai, se não é assim, como que a melancia cresce na barriga da mamãe com um neném dentro? – Nina pergunta novamente arrancando uma gargalhada da madrinha.

-É Jean, como explica isso?

-Isso o que? – pergunta Niper sentando ao lado da amiga com um pedaço de melancia na mesa da varanda.

-A Nina quer saber como a melancia vai parar na barriga da Luiza para dar neném – Julia fala fingindo seriedade e vê nos olhos do amigo o esforço dele em não cair na gargalhada.

-Boa pergunta Nina, você sabia que é a menina mais esperta do mundo todo? – O tio fala esticando a mão para um dos toques malucos dele com as crianças.  

-Obrigada tio Niper – ela responde sorrindo orgulhosa e mordendo a fruta a sua frente. Quando Jean respira aliviado achando que a filha tinha esquecido o assunto, a irmã ri maldosa olhando para ele.

-Então Pipo, a gente tá aqui esperando para saber, né Nina? Como que pode uma melancia crescer na barriga da mamãe? – arrancando uma gargalhada alta do grandalhão ao seu lado e vendo o irmão querer sumir no momento.

-Eu não sei amor, você vai ter que perguntar para a mamãe. O papai é meio burrinho  - ele fala para a filha e chuta a canela da irmã, ao ver a filha correr para dentro de casa, enquanto Niper se contorce de rir ao lado de Julia.

 

-Amor? – Jean chama a esposa que lia compenetrada na cama e havia passado o dia inteiro o evitando. Ele senta na ponta da cama e começa a passar as mãos pelas pernas desnudas dela.

-Uhn? – Luiza responde sem o olhar, mantendo a postura do dia inteiro.

-Por que você está com raiva? – pergunta usando sua melhor cara de cachorro abandonado.

-Por nada Jean – ela fala cruzando uma perna sobre a outra e tirando a mesma do toque dele.

-Vai amor, me conta. Eu sei que não esqueci nenhuma data especial, não bebi além da conta, tô todo comportado – ele fala manhoso, passando uma das pernas sobre as dela, pronto para deitar o corpo sobre o de Luiza e a forçar a olhá-lo.

-Jean eu estou ocupada – os olhos verdes dela o olham pela primeira vez.

-Você não me chamou de Pipo nenhuma vez hoje....

-Você nem gosta desse apelido, agora vai reclamar que eu não o uso?

-Mas eu gosto quando você me chama de Pipo, é tão charmoso – ele fala chegando com o rosto na altura da barriga dela e levantando a beirada da blusa de pijama da mulher, ele a provocaria passando a barba contra a pele delicada, sabia que era o ponto fraco da esposa.

-Essa é nova, você nunca gostou – responde puxando a barra da blusa.

-Luluca do Pipo – ele usa o apelido ridículo que sempre arrancava um sorriso dela, e só usado em situações extremas,  era sua arma secreta contra a chateação feminina – conversa comigo vai?

-Ok Jean – ela fala fechando o livro e cruzando os braços contra o peito – eu sonhei uma coisa.

-Ah é? – Jean responde abrindo o sorriso largo e safado – um sonho daqueles é? A gente pode recriar seu sonho?

-Não – ela responde o empurrando de leve com a perna – sonhei que você tinha outra família, era casado com uma lambisgóia qualquer, e eu não existia na sua vida, e ficava de longe vendo você com ela, sendo feliz.

-Espera – ele fala levantando e sentando sobre os joelhos aos pés de Luiza – você está assim, azeda o dia inteiro porque está com ciúmes, de uma vida que eu tenho, com uma mulher que eu não conheço, e filhos que não existem, a não ser em seu sonho?

-É Jean quer que eu desenhe? – ela fala brava, mas com as bochechas vermelhas indicando o constrangimento de toda a situação.

-Quer dizer, só para confirmar – ele completa segurando o riso e observando o desconforto da esposa – Você tá puta comigo. Veja bem comigo o seu marido, pai daqueles três filhos incríveis que estão dormindo nesse momento, desse homem que é louco por você, com cada célula do meu corpo, completamente apaixonado, EU, Jean, porque você SONHOU que eu não era o seu marido?

-AHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHA você é hilária meu amor – ele fala caindo deitado ao lado de Luiza, com lágrimas de riso escorrendo pelo rosto.

-Que bom que te divirto – ela responde não achando graça alguma.

-O Niper pegou no pé o dia inteiro, dizendo que eu não tinha feito o meu trabalho direto, e o tempo todo você estava com ciúmes de algo que nem existe. Sério, nossa vida é uma comédia – ele continua rindo.

-Que bom que você acha engraçado, lá do sofá você pode rir mais um pouquinho – ela fala levantando da cama e pegando o travesseiro dele e uma manta e jogando na cara dele.

-O que? – ele fala parando de rir e levantando num pulo.

-Boa noite Jean – ela fala virando de costas e entrando no banheiro.

-Eu não acredito nisso – ele sai do quarto, mas quando chega no meio do corredor não aguenta e solta mais uma risada alta que Luiza consegue ouvir de dentro do quarto. Ela sorri também, pensando bem, realmente a vida deles era uma comédia.


Notas Finais


Luiza é sempre tão confiante... quem diria que um sonho que seria o problema ahahahaha
Não tá fácil pro Pipo não....


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