História We and he. (Miraculous Ladybug) - Capítulo 12


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Sabine Cheng
Tags Adrienette, Drama, Miraculous, Romance
Visualizações 229
Palavras 3.402
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooooi! Quanto tempo!
A nossa fic está no penúltimo capítulo :(

Capítulo 12 - Battlefield.


Fanfic / Fanfiction We and he. (Miraculous Ladybug) - Capítulo 12 - Battlefield.

 

 

Alya e eu estávamos ficando cada vez mais eufóricas com a mensagem de Ted. Aquela mulher já estava no nosso país, já estava na mesma cidade que eu e aquilo fazia meu corpo inteiro arder num sentimento que eu desconhecia completamente. Não era como nada que eu já havia sentido antes, que eu realmente não podia entender. E eu estava tentando me manter calma por causa da minha gravidez, porque o meu precioso bebê não podia sofrer por causa dos meus problemas. 

O plano estava indo conforme o planejado. Ted marcaria um encontro com aquela mulher o quanto antes,  então nós a surpreenderíamos nesse local, com todas as provas que eu já havia reunido contra ela, como as gravações das conversas e etc, para levá-la presa pelo máximo de tempo que eu conseguisse. Só de pensar nisso meu coração batia mais forte e eu podia até sentir o meu bebê se exaltar um pouquinho, por isso eu estava pensando nisso o mínimo possível. Alya também estava animada. Era a primeira vez que ela participava de uma ação policial e eu podia ver que ela estava nervosa, tanto quanto eu.

Mas o meu nervosismo era de pura aflição. A minha vida inteira eu desejei saber quem havia sido o responsável por matar o meu pai, por separar toda a minha família e destruir a minha vida. Eu sempre quis saber quem havia feito uma coisa tão terrível com uma pessoa tão boa, tão gentil e tão amorosa como o meu pai era. E agora eu estava tão perto disso que eu não sabia direito o que fazer. E se eu estivesse indo numa direção errada? E se eu não estivesse pronta? E se eu só estivesse colocando Ted, Alya, meu casamento e o meu filho em perigo por nada? Pensar nisso me deixava com medo, fazia as minhas mãos suarem. Se Adrien estivesse do meu lado naquele momento pelo menos, eu tinha certeza que a situação seria diferente.

Desde que eu conheci Adrien, quando eu tinha dezesseis anos, ele era o meu bálsamo, meu calmante natural, a única pessoa que conseguia me fazer manter a calma em momentos de estresse total. Desde o começo, ele sempre esteve comigo, sempre do meu lado, dizendo que tudo ficaria bem, que tudo daria certo no final. Adrien sempre foi o meu pilar principal, a única pessoa com quem eu sempre pude contar não importasse qual fosse a situação. E eu sentia tanta a falta dele que até doía. 

Alya não havia ido trabalhar, já que era domingo, então ela estava comigo desde que eu havia acordado, já que meus tornozelos estavam doloridos e parecia que o mundo estava girando ao meu redor mais rápido do que deveria. Ela estava preocupada como sempre, mas não estava insistindo que eu desistisse como o resto do mundo estava fazendo. Ela sabia que me dizer para parar, àquela altura do campeonato, era inútil. Estávamos no quarto de hóspedes onde eu estava dormindo há uma semana, enquanto eu terminava de me vestir. Alya estava guardando algumas coisas no armário, até que eu terminei.

— A dor melhorou? — ela perguntou, se referindo aos meus tornozelos que mais pareciam duas bolas de futebol. Sorri fraco, amarrando meus cabelos em um rabo de cavalo.

— Melhorou, sim. Mas eu tô morrendo de fome! 

— Cafeteria? 

— Sim! — sorri, que nem uma criança quando chega na parte de doces no supermercado.

Alya pegou sua bolsa e me ajudou a descer até o carro dela na garagem. Não tinha como eu andar muito rápido por causa dos meus tornozelos doloridos, mas ela sempre teve muita paciência comigo. Desde que nós éramos pequenas, sempre que eu fazia besteira, ela era quem me ajudava à limpar minha bagunça. Alya era a minha melhor amiga e não só porque nós havíamos crescido juntas, mas porque ela sempre me entendeu e nunca saiu do meu lado, nem mesmo quando eu aprontava boas. 

Assim que entramos no carro, coloquei o cinto e deslizei à mão sobre o ventre. Pela primeira vez, eu me vi ansiosa pra ver o rostinho do meu filho, ainda faltavam cinco meses para que isso acontecesse, eu mal podia esperar. Comecei a imaginar como eu faria o quarto dele ou dela, o enchoval. Cinco meses era muito pra esperar... 

Alya dirigia e conversava animadamente comigo, cantando todas as músicas que passavam no rádio até chegarmos na cafeteria perto da delegacia em que eu trabalhava. O lugar era um grande prédio branco, com as tendas pintadas de um vermelho sangue e com muitas flores brancas ao redor. Parecia até uma bengala de açúcar gigante. Eu sempre ia lá durante o meu horário de almoço, já que o bolo de lá era o melhor de toda Páris. Alya me ajudou a descer do carro e entramos na cafeteria. Não estava cheia, haviam algumas pessoas aqui ou ali.

Nós sentamos numa mesa perto da entrada, já que eu não podia andar muito e aquela era mais perto da porta. Alya parecia tão animada que eu nem estava conseguindo entender direito. Nem parecia que a gente estava prestes à prender uma assassina perigosa. Apenas segui o fluxo, rindo sempre que ela fazia alguma piada ou contava alguma história engraçada. Pedi uma bomba de chocolate e um milkshake de baunilha, enquanto ela estava comendo um sanduíche natural. Eu me lembrava que já havia estado ali antes, quando eu era pequena, quando eu ainda morava na China e havia vindo passar as férias com meus pais e meus avós em Paris. 

Lembrava do meu pai fazendo palhaçada com os bolos ou desenhando carinhas na cobertura do milkshake com o canudo. Naquele dia, eu havia me machucado no parquinho. Estava aprendendo a andar na bicicleta que eu havia ganho de aniversário de oito anos e havia caído. Meu pai ainda tentou me segurar, mas caiu junto comigo. Lembro de ter visto o braço dele arranhado pelas correntes, enquanto eu só havia machucado de leve o cotovelo. Em momento nenhum ele havia reclamado da dor ou coisa do tipo, apenas me levou àquela confeitaria para que eu parasse de chorar. 

Meu pai era um herói. Ele foi a melhor pessoa que eu já tive na minha vida, não só por sempre cuidar de mim, mas por me ensinar tudo que eu sabia sobre a vida, por me ensinar a fazer o que era certo independentemente do que os outros pensassem. Meu pai havia me feito a pessoa que eu era e não se passava um dia sem que eu não sentisse a falta dele, sem que eu desejasse que ele estivesse comigo. Céus, ele teria sido um ótimo avô, porque ele foi um ótimo pai. Eu queria muito poder ver ele brincando no quintal de casa com o meu filho, fazendo para ele as mesmas brincadeiras que fazia comigo.

No fim das contas, era só uma ilusão. Meu pai estava enterrado, sete palmos abaixo da terra, em algum lugar de Tolouse, cidade natal dele. Mesmo se passando oito anos desde a morte dele, eu ainda não conseguia olhar pra uma foto nossa sem chorar. Ou sorrir. Ou os dois.

Enfim... Tudo estava indo bem, até que eu vi um certo loiro radiante entrar. 

Adrien.

Ele me olhou tão logo percebeu que eu o estava encarando e o sorriso que ele tinha nos lábios desapareceu. Acabei desviando os olhos para Alya, que não pareceu entender o motivo da minha mudança súbita de humor. Ela olhou para trás e também teve a mesma reação. Eu não sabia como encarar Adrien naquele momento. Ainda parecia muito cedo pra tentar alguma conversa ou tentar resolver alguma coisa, então fiquei quieta. A decisão do que fazer era dele, já que era culpa minha de estamos naquela situação. Alya deslizou sua mão por cima da mesa até encontrar a minha, apertando forte e me arrancando um sorriso fraco.

Meu coração batia forte dentro do meu peito, como se fosse explodir à qualquer momento. Inevitavelmente, os flashes daquele dia no hospital voltaram à minha cabeça, me fazendo estremecer. Eu ainda podia ouvir seus gritos e a imagem de sua expressão furiosa era difícil de esquecer, como se estivesse tatuada em mim, na minha testa. 

Quando Adrien se aproximou da mesa, o que me deixou ainda mais nervosa, senti como se fosse desmaiar. Eu não queria brigar de novo...

— Oi, Marinette... Alya. Nós podemos conversar em particular? — ele perguntou, olhando para mim. Alya me olhou, resolvendo que iria sair para que eu não precisasse me levantar. — Como você está?

— Eu... Nós estamos bem. E você? — perguntei, baixinho.

— Também. — Adrien suspirou — Aquela casa fica muito vazio sem você. Eu só queria pedir desculpas por ter explodido no hospital. Você estava mal e eu... Enfim. Desculpe. — ele se virou para sair, mas eu segurei sua mão.

— Me desculpe por ter escondido de você. Eu não devia ter feito tudo isso, não devia ter mentido, não devia ter feito tudo sozinha. Você estava certo e tinha todo o direito de ficar estressado comigo. Eu fui uma idiota e coloquei o nosso filho em risco. Sou eu quem tem que se desculpar.

Adrien ficou calado, me encarando seriamente. Até que ele se abaixou para ficar da minha altura e me abraçou. Seus braços estavam ao redor da minha cintura e os meus estavam ao redor do seu pescoço. Ele me apertava, mas dava pra ver que havia um certo cuidado, talvez para não me machucar. Só quando ele me tocou eu percebi o quanto precisava dos seus braços ao meu redor, o quanto eu precisava sentir seu cheiro, sentir o seu abraço. Quando ele se virou para ir embora, senti alguma coisa que arrancou um breve sorriso dos meus lábios.

— Chutou... 

Pude ver que ele sorriu rapidamente antes de se virar completamente e se juntar ao Nino, que esperava por ele na porta com uma sacola de bolos e sucos. O moreno acenou pra mim, com um largo sorriso no rosto, e foi embora junto com o amor da minha vida. Doeu ver Adrien ir embora e saber que ele não estaria esperando por mim em casa, doeu ainda mais lembrar que era culpa minha. Oh, Deus, se eu pudesse voltar ao passado, eu faria tudo diferente. E começaria contando toda a verdade pra ele bem no começo.

Alya e eu ainda ficamos ali por um bom tempo, comendo e jogando conversa fora. Por alguns momentos daquela manhã eu ainda  me esqueci do plano, esqueci que aquela mulher estava no nosso país e pronta pra se encontrar com a gente. Quando lembrei disso... Voltei a me sentir ansiosa, nervosa e enjoada novamente. Eu não me sentia preparada pra isso, embora soubesse que era tarde de mais pra andar pra trás, para querer desistir. Se eu havia empurrado aquela história até aqui, eu obviamente iria até o final. 

Estávamos prestes a ir embora quando meu celular vibrou no bolso do meu casaco, sendo uma mensagem de Ted. Minhas mãos tremeram automaticamente quando eu vi a notificação na tela. Olhei para Alya, que recolhia suas coisas e enfiava dentro da sua bolsa, mas que logo me olhou confusa. Acabei entregando o celular pra ela, por não ter coragem de ler. Apenas observei a morena de cabelos alaranjados dedilhar sobre a tela do aparelho e então ler o que Barnès enviou. Em seguida, ela ergueu os olhos para mim, ajeitando os óculos sobre o nariz com o indicador.

— Nós vamos encontrar com ela amanhã à noite atrás da antiga fábrica de cerâmica. — ela avisou, com um olhar sério e intenso. Meu coração bateu tão forte que chegou a doer. Senti a mão dela apertar a minha, enquanto ela me lançava um sorriso terno — Você está bem?

— Eu estou... — falei, com a respiração um pouco pesada, me sentindo até tonta. A mão de Alya apertou a minha ainda mais fortemente.

— Mari, você não precisa ir. 

— Eu quero ir. Eu quero pegar essa mulher com as minhas próprias mãos, Alya.

 

[...]

 

 

Não pude dizer que eu havia acordado cedo, pois eu nem sequer havia conseguido dormir naquela noite, imaginando as mil e uma possibilidades do que poderia acontecer. Durante a noite inteira, eu fiquei rolando sobre a cama, imaginando todos os desfechos imagináveis para aquele encontro que eu ansiei por tanto tempo, por tantos anos e agora finalmente iria acontecer. Estava com medo de dormir e acordar para ver apenas que era só um sonho.

Fiquei imaginando como seria acordar e ver que os últimos oito anos da minha vida haviam sido só uma mentira, um pesadelo. Meu pai estaria vivo, eu estaria ainda na China, ajudando minha mãe com a padaria e sonhando em cursar moda. Eu nunca teria vindo morar em Paris com a minha avó, nunca teria conhecido Adrien, talvez eu nunca tivesse me tornado uma policial e talvez não estivesse grávida. A minha vida seria tão diferente que era difícil de imaginar tudo com clareza. E eu não queria que as coisas fossem de outro jeito. Só queria meu pai junto comigo. Era tudo que eu queria.

O dia inteiro, eu não consegui comer, mal consegui fazer nada. O dia inteiro, meu pensamento estava focado somente no que aconteceria naquela noite. Céus, eu havia esperado oito anos da minha vida para aquele momento.  Oito anos pra ver aquela mulher pagar pelos seus crimes, pagar por ter destruído a minha família. Só de pensar que aquele dia finalmente havia chegado eu podia sentir a descarga de adrenalina correndo pelo meu corpo, me fazia querer chorar. Alya estava agitada desde cedo. Já havia arrumado a casa inteira e ela nem estava bagunçada, era óbvio que ela estava tão nervosa quanto eu. 

Já era tardezinha, perto de anoitecer e eu sentia todos os meus sentidos aflorados. Estava no quarto, tentando descansar um pouco, quando Alya entrou, alvoroçada.

— Você não quer comer? Tem certeza? Pode fazer mal ao bebê. É muito estresse, você tem que se alimentar. — ela continuou falando tudo com muita rapidez, parecia que ia desmaiar à qualquer momento. 

— Alya, calma! Calma! — segurei suas mãos, então ela parou de falar e olhou para mim. Haviam lágrimas se formando em seus olhos. Ela sempre chorava em situações de estresse — Vai ficar tudo bem, okay? Eu vou ficar bem e o bebê também, nós vamos estar seguros. Você vai ficar bem. Vai dar tudo certo. 

— E se não ficar, Mari? — agora já havia um pouco de dor nas suas palavras — Estamos lidando com uma criminosa, uma pessoa que já matou outra. E se não ficar tudo bem? E se acontecer alguma coisa? Eu não quero perder você, nem quero perder o meu sobrinho que você tem aí, eu não posso ficar sem a minha melhor amiga...

Eu a abracei em seguida, pois ela começou a chorar. Acolhi aquela monumento em meus braços e, pela primeira vez, ela pareceu incrivelmente frágil. Logo ela, que parecia sempre tão corajosa e determinada, pronta pra tudo. Ela chorava baixinho enquanto eu afagava suas costas e seus cabelos, tentando acalmá-la, deixar que ela soubesse que ia tudo dar certo, sim.

— Não vai acontecer nada. Ela pode ser perigosa, mas eu também sou, ué.— falei, em um tom animado. Ouvi uma risada fraca dela, sinal de que eu havia conseguido o que queria — Eu vou te contar o que vai acontecer hoje: você e eu vamos pegar aquela mulher. Vamos fazer ela confessar tudo e vamos levar ela pra cadeia. Depois disso, eu vou ter o meu filho, vou ter Adrien de volta e tudo vai ser como sempre deveria ter sido.

— Você jura? 

— Eu juro, Alya. Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? Eu sou a sua irmã, aquela que você nunca teve.

Alya riu.

O resto da tarde foi de puro nervosismo, quando a hora chegou, nós já estávamos prontas há bastante tempo. Eu estava vestida numa calça jeans preta, uma camiseta folgada e a jaqueta também escura, com sapatos confortáveis. Alya estava vestida de forma parecida, mas seus cabelos vermelhos estavam presos em um rabo de cavalo alto. Em seus olhos, haviam um certo fogo, era atraente, mas intimidador. Entramos no carro pouco tempo antes do horário marcado com Ted e Alya dirigiu o mais rápido possível pra antiga fábrica de cerâmica, que agora era só um prédio antigo e abandonado.

Enquanto ela dirigia, ninguém dizia nada. Só o que eu podia ouvir era o barulho dos outros carros passando pelo nosso, além do barulho do vento forte da noite. Naquele momento, eu não estava nervosa, nem ansiosa, nem com medo. Eu estava inerte, completamente. Não estava sentindo absolutamente nada. Toda vez que eu pensava no que estava pra acontecer, meu coração batia forte, mas eu só notava isso quando colocava a mão sobre o peito. Minha respiração não estava irregular, eu não estava suando, estava estranhamente calma.

Isso porque eu estava pensando no meu filho. Eu estava tão feliz por ter ele comigo naquele momento, pois eu não conseguia me sentir sozinha. Eu tinha aquela sensação de que tudo ficaria bem contanto que ele estivesse em segurança. Eu podia até tomar um tiro, aquela desgraçada podia até fugir de novo ou aquilo podia até não dar em nada, mas eu estava disposta à aceitar de tudo somente se ele, meu filho, não fosse submetido a perigo nenhum. Nem ele, nem Alya. Felizmente, Adrien não estaria lá, então eu não precisava me preocupar com ele. 

As mãos de Alya tremiam sobre o volante, embora seus olhar ainda estivesse com aquele ar de intimidação. Se eu fosse qualquer outra pessoa, estaria com medo dela. Depois de vinte minutos dirigindo, chegamos aonde tínhamos que chegar: a entrada da fábrica. O local era iluminado somente por um ou dois postes que ficavam do outro lado do córrego que havia por trás da construção de cimento e era afastado o suficiente para que ninguém mais tivesse a vontade de passar por lá. Era um lugar perfeito para isso. 

Antes de descer do carro, peguei a mão de Alya.

— Obrigada, Alya. Obrigada por tudo. — falei, sorrindo para ela. Ela também sorriu, apertando a minha mão.

— Você é a minha irmãzinha, Marinette. Eu faria de tudo por você. — as palavras dela me arrancaram um sorriso sincero, que aqueceu meu coração — Se ela mexeu com você, mexeu comigo também. Vamos vingar o Tom, fazer justiça pra nossa família.

Deus, eu amava tanto a Alya, ela era como a minha alma gêmea, eu nunca duvidei disso. Descemos do carro, mas eu não estava desarmada. Por baixo da blusa que vestia, coloquei o colete à prova de balas que eu tinha em casa, além de ter conseguido um pra Alya também. Não iria deixar ela correr aquele risco sem nenhuma proteção. Havia dado pra ela também um revólver carregado, que ela sabia bem como usar. Eu também estava carregando uma embaixo da blusa, no coudre. Se ela tentasse alguma gracinha, nós iríamos poder revidar.

O local ainda estava vazio. Não havia ninguém ali além de nós, também não havia nenhum carro, nem nada parecido. Alya e eu olhamos ao redor, imaginando que, talvez, tivéssemos chegado muito cedo. 

— Alya, você acha que isso é uma pegadinha?

— Não... Eu acho que não. Mas vamos ficar atenta, ela pode querer pegar a gente de surpresa.

Eu iria dizer alguma coisa, mas notei algo estranho, como passos sendo dados bem de vagar, pra não fazer barulho. Em seguida, um tiro ecoou bem do meu lado, atingindo uma lataria velha atrás de nós. Com o som inesperado, dei um leve pulo, ficando alerta no mesmo instante. Agarrei a arma dentro do coudre, mas não tive tempo de apontá-la, pois Alya se meteu na minha frente, para que nada me atingisse.

Pude ouvir passos em seguida. Um som parecido com os de saltos contra o piso de pedra rústica em nossa direção, vindo por trás das paredes quebradas. Meus braços foram relaxando à medida que a mulher se mostrava para nós. Tudo o que eu não estava sentindo antes veio de uma vez e, de repente, eu estava nervosa, ansiosa, assustada, enjoada, apavorada. Mesmo com a pouca luz, eu pude ver o rosto dela. Eu poderia reconhecer aquela cabelos curtos e escuros em qualquer lugar, até no inferno. Mas era difícil de acreditar. Alya olhou pra mim, mas minha visão estava focada apenas naquela mulher vestida de vermelho, com os olhos azuis puxados e uma linha reta nos lábios. Tudo que eu ouvi foi a minha arma cair no chão gradativamente.

— Mamãe? 


Notas Finais


Bom, gente, o último capítulo já está pronto, mas eu vou deixar vocês digerirem esse aqui primeira, antes de postar!
Bom, pra quem tinha suspeitado que a vilã era a mãe da Marinette, parabéns! Vocês acertaram! Quais são os palpites de vocês pro último capítulo? Comentem ai!
❤❤


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