História We and he. (Miraculous Ladybug) - Capítulo 3


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Sabine Cheng
Tags Adrienette, Drama, Miraculous, Romance
Visualizações 392
Palavras 2.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sabe, gente. Eu vou ser bem sincera com vocês.
Quando eu comecei a escrever, era pura falta do que fazer, um jeito de passar o tempo. Eu escrevia tanto absurdo, sério, eu tava lendo minhas histórias antigas e elas são INACREDITÁVEIS q por vários motivos, mas não vem ao caso. Na verdade, eu nunca tive muitas razões pra escrever além de me divertir e não ficar tão ociosa.
Até agora.
Depois que eu comecei a me esforçar á escrever fanfics, á planejar capítulos, á buscar histórias, muita coisa mudou. Agora, tudo vira inspiração, a cabeça fica martelando... Tudo isso graças á vocês. Eu, que não via muita coisa nisso, não vivo mais sem papel e lápis. Eu nãos sei como agradecer á vocês por todo o carinho, por todos os comentários bonitos e por todas as vezes que vocês me incentivaram á continuar! Cada coisinha é muito, muito importante pra mim. Eu até chorei quando Cendrillon chegou aos cem favoritos! Foi uma vitória pra mim!
Mas isso é porque eu tenho os melhores leitores do mundo! Mesmo não sendo muitos, são os mais gentis e mais leais que qualquer autora iniciante, como eu, pode querer!
Obrigada por todo o apoio e por toda a dedicação! Vocês já fazem parte da minha família!
<3

Capítulo 3 - 3. Im going to find you.


Fanfic / Fanfiction We and he. (Miraculous Ladybug) - Capítulo 3 - 3. Im going to find you.

 

Adrien ON.

 

 

O pai de Marinette morreu. Morreu há muito tempo, quando ela tinha quinze anos, em um acidente de carro. Eu não sei bem o que foi, talvez ele tenha perdido o freio e capotado, enquanto eles ainda moravam na China e tudo mais, e todo mundo disse que foi um acidente, que ele tinha dormido no volante e essas coisas. Mas ela nunca acreditou nisso. Um coisa que havia me atraído nela era exatamente isso: ela não acreditava em qualquer coisa, ela fazia as próprias investigações, pegava os próprios fatos. E, tendo ela nunca acreditado nisso, ela sempre dizia pra mim que, um dia, descobriria toda a verdade.

E eu não a culpava. Se o meu pai morresse de alguma forma suspeita, eu também tentaria descobrir o que de fato havia acontecido. Eu gostava de saber que ela tinha essa opinião forte, mas, de uns dias para cá, as coisas estavam ficando piores. Mesmo agora, com vinte e três anos, oito anos depois, ela continuava pensando nisso, fuçando essa história, mas de um forma que não era saudável. Já havia pegado ela conversando sozinha sobre isso, em casa, no quanto do quarto, olhando pra um álbum de fotos velho e amarelado.

O que acontece é que, pela primeira vez desde que eu a havia conhecido, eu queria que ela desistisse daquilo. Veja só: Marinette era uma pessoa muito, muito impulsiva, do tipo que agia sem pensar, em nome do que acreditava e do que era certo. Como policial, aquilo era de certa forma algo bom, por isso ela era boa no que fazia, mas como pessoa aquilo era venenoso, tóxico. Eu tinha medo que ela pudesse fazer alguma besteira indo atrás dessa furada. Eu realmente queria que ela desistisse, queria que ela colocasse um fim naquela busca pelo incerto. 

Mas porque as coisas estavam ficando piores? Certo dia, nós estávamos conversando alegremente, como um bom casal, enquanto cozinhávamos, até que nossa conversa chegou á esse ponto. Eu podia me lembrar claramente do que ela havia me dito, "eu não vou descansar enquanto não pegarem o desgraçado que fez aquilo com o meu pai". E ela disse aquilo com tanta naturalidade, com tanta calma que me espantou. Bom, eu sabia que ela tinha sofrido muito quando o pai morreu e quando a mãe a mandou pra morar com alguém da família, a tia ou a avô, sei lá, aqui em Paris, mas isso não justificava. Depois daquilo eu percebi uma coisa: ela não queria justiça, ela queria vingança. 

No momento, estávamos na delegacia onde trabalhávamos, faltando pouco para que o fim do nosso expediente. Eu estava conversando com Nino, um colega de trabalho, e ela estava sentada em uma das poltronas da sala, com um cappuccino em uma das mãos e um registro antigo na outra mão. O artigo não era nada mais, nada menos do que o boletim do acidente do pai dela, onde continha fotos do acidente e laudos da perícia que examinou o carro. Quando ela sentou naquela cadeira e puxou aquele registro, eu mal pude acreditar, mas decidi que não iria confrontá-la ali. Até Nino havia achado aquilo estranho, mas tentei manter ela fora da nossa conversa. Até porque ouvir um amigo meu falando da minha esposa não é lá muito confortável.

De repente, o telefone tocou, anunciando uma ocorrência. Ela e eu trocamos olhares rápidos e, então, ela largou tudo o que segurava, jogou tudo em cima da mesa, e correu pra dentro da viatura. Corri bem atrás dela, mas quem foi no carro com ela não fui eu, foi Chloé, uma colega de trabalho. Eu fui com Nino, já que eu e ela não agiríamos diretamente juntos. A ocorrência era um assalto com reféns em um restaurante perto do Museu do Louvre. Uma dupla estava mantendo uma família como reféns, pedindo coisas absurdas em troca da vida deles.

Em pouco tempo, estávamos lá. Ao descer do carro, percorri o local com os olhos até olhar para Marinette, que parecia absorta em raiva, querendo agir logo. Pude até mesmo ver Chloé pedindo para que ela fosse cautelosa. Aquilo me preocupou. Havia algo de errado nela, muito errado. Tentei me concentrar no meu trabalho e deixar os problemas com a minha esposa para mais tarde, quando estivéssemos em casa. Enfim, o restaurante em questão estava deserto, mas podia se ouvir gritos de ameaça e coisas quebrando, além de gritos baixinhos de medo e aflição. Olhei para ela novamente, rezando para que ela ainda estivesse com juízo.

—  Vamos entrar,   —  Nino avisou —  tenham cuidado para não irritar os assaltantes. O foco é tirar a família de lá sã e salva!

Com isso, o primeiro grupo cercou o local, pro caso de um tentativa de fuga, e o segundo grupo, que consistia em mim, Marinette, Chloé e Nino, entramos no restaurante para render os ladrões. Um deles, que usava um colete vermelho, ficou extremamente alterado em nos ver e sua primeira ação foi agarrar a garotinha que havia ali e apontar a arma para a cabeça dela. Aquilo me deixou em choque, mas, ainda assim, não era nem de longe a pior cena que eu precisava ver naquele trabalho. Todos nós apontamos as armas para eles, mandando-os se abaixarem. Só que o outro rapaz, que usava um capuz preto, resolveu atirar. 

O tiro passou de raspão em Nino, que se jogou no chão, mas que disse estar bem. Olhei para Mari por puro reflexo, ela e Chloé estavam escondidas atrás do balcão. Ela também me olhou, preocupada, então soube que ela estava bem. Comecei a engatinhar em seguida, até que fiquei atrás de um dos bandidos, o de capuz preto. Nino estava bem á frente deles, tentando argumentar enquanto eu ganhava tempo para surpreendê-lo com a minha arma bem na cabeça.

— É o seguinte, solta a família e vocês dois saem daqui vivos!  — falei, tentando parecer o mais firme possível. 

— Ah, é? O que você vai fazer?  — o de vermelho perguntou.

— Simples, garotão. Eu vou estourar sua cabeça agora se você não baixar essa arma agora e liberar essas pessoas.  — foi Marinette quem disse, apontando a arma pra cabeça dele e com um ódio irreconhecível na voz. Nem parecia ela.

O bandido riu para ela, o que fez seu rosto ficar vermelho de raiva. Enquanto isso, Chloé desamarrava as cordas que prendiam o pai e a mãe sutilmente, como um ninja. 

— Sério? Quero ver você tentar, garotinha. 

Não demorou muito para que Marinette batesse com o cano da arma em um lugar estratégico em sua nuca, fazendo-o desmaiar. Tenho certeza de que, se Nino não a tivesse afastado, ela teria espancado ele até a morte. Não sei porque, mas eu não consegui entender o que eu senti depois daquela cena. Não sabia se estava orgulhoso pela coragem dela ou se estava completamente furioso pela falta de noção do perigo que ela correu naquela hora. Resolvi também deixar isso para depois. 

Ao ver o colega caído no chão, o de capuz também se entregou, baixando a arma e se jogando ao lado dele. Nós levamos a família até a ambulância, já que todos apresentavam sinais de violência, e logo eu puxei Marinette para um canto isolado, onde eu poderia descobrir o que havia de errado com ela.

— Olha, eu sei que você gosta de viver perigosamente, que gosta de sentir o risco, mas por acaso você está tentando se matar? Qual é o seu problema, idiota?  — "gritei" baixinho.

Ela me olhou como se já esperasse por aquilo, como se ela não estivesse surpresa com a minha reação. Ela cruzou os braços, massageou as têmporas e olhou para a rua por alguns segundos, com o maxilar travado e um olhar indecifrável. Eu queria poder fazê-la entender de uma vez por todas que eu não podia deixar que ela continuasse agindo daquele modo, eu queria que ela continuasse sendo minha esposa por muitos anos, mas com aquela conduta, seria difícil.

— Adrien, eu entendo que você esteja irritado, mas agora não é uma boa hora... — ela murmurou, de forma tranquila, o que me irritou ainda mais.

— Não é uma boa hora? Quando vai ser uma boa hora para discutir isso, hein? Quando você estiver internada em algum hospital?  — falei, um pouco mais alto dessa vez.

— Okay, mas por acaso você viu o rosto daquelas pessoas? Viu o medo deles? Você viu a cara que o pai fez quando aquele marginal agarrou  filha dele? Viu o medo dela? Ela não queria morrer, Adrien! E eu não podia deixar que ele fizesse algum mal á ela!  — ela argumentou, fortemente  — Me desculpa, ok? Eu sei que fiz besteira de novo, mas eu... Não quero que mais pessoas sofram com perdas assim. Eu sinto muito. Mesmo.

Não sei o que me deixou mais surpreso: o argumento dela me fazer calar a boca ou ela me pedindo desculpa. Ela era do tipo que nunca se redimia, que nunca voltava atrás. Suspirei, ficando um pouco mais calmo, e a abracei em seguida. Envolvi meus braços ao redor de seu corpo e a apertei contra mim fortemente. Eu queria que eu pudesse protegê-la do mal do mundo, queria poder deixá-la imune á tudo que fosse ruim, mesmo que eu soubesse que ela era forte o suficiente para vencê-los. Ela jogou os braços pela minha cintura e afundou o rosto no meu peito. Eu sabia que ela tinha sentido medo, a expressão dela entregava isso, mas ela nunca iria admitir. 

Marinette era difícil de lidar. Ela era como a maré, inconstante e bruta, mas eu a amava mesmo assim. Eu amava aquele jeito dela, aquela força, aquela vontade, aquele espírito livre e aquela alma indomável. Eu amava o quão adorável ela ficava sempre que ficava brava ou quando tentava me acalmar depois de fazer alguma besteira mais simples. E por isso, por amá-la tanto, que eu morria de medo de perdê-la. Por isso. 

Depois da ocorrência, nós fomos diretamente pra casa, em silêncio. Eu preferi não fazer perguntas á ela, pois ela parecia frágil. Embora eu soubesse que ela não fosse chorar, pois, como ela mesma dizia, ela nunca, jamais chorava, eu podia perceber seu semblante triste e distraído, como se seus pensamentos estivessem longe o bastante para que ela pudesse se perder. Eu me perguntava se tinha algo haver com o que ela havia lido nos registros do acidente, embora eu tivesse quase certeza de que realmente tivesse alguma relação. Como estávamos indo com Chloé e Nino no banco de trás do carro da loira, a envolvi com um dos meus braços, puxando-a para perto. Beijei o topo de sua cabeça, então ela deitou a cabeça no meu ombro.

Quando chegamos em casa, ela sentou no sofá, com as mãos no rosto e a nuca apoiada no encosto do mesmo. Tranquei a porta e joguei meu distintivo e o coldre em cima da mesinha, me sentando em cima dela e olhando para Mari. Ela parecia abatida, cansada mentalmente. Me senti mal ao vê-la daquela forma.

— Então, você vai me dizer o que aconteceu pra você estar assim?  — perguntei, mas ela não respondeu, apenas suspirou  — — Tem alguma coisa haver com aqueles registros?

Ela retirou as mãos do rosto e me encarou tristemente.

— Eles abandonaram o caso, Adrien. Nem sequer tentaram descobrir o que aconteceu, só deixaram tudo pra lá... Isso não é justo!  — ela esbravejou, dando um leve soco no sofá.

— Mari, por favor, esquece isso...

— Não tem como esquecer, Adrien! É o meu pai! Como você pode me pedir pra esquecer!  — depois disso, ela pareceu se acalmar um pouco  — Eu sei que já faz muito tempo, mas eu sei que não foi um acidente, eu sinto que não foi, que foi armação, que alguém fez aquilo de propósito...

Eu podia jurar que ela ia chorar, mas ela não o fez. Apenas continuou.

— Depois que eu vi aquela criança hoje, depois que eu vi o modo como o pai dela a abraçou depois que prendemos os assaltantes... Eu sinto falta do meu pai, sinto muita saudade dele. Então, agora eu já me decidi. Eu fiquei todos esses anos esperando que a polícia fizesse todo o trabalho por mim, fiquei só me lamentando pela perda e nunca fiz nada pra evitar. Agora eu vou resolver isso. 

— O que você pretende fazer, Marinette?  — perguntei, curioso. Ela parecia incrivelmente decidida, de um jeito que eu ainda não tinha visto.

Ela me encarou seriamente e pude sentir firmeza emanando de seu corpo.

— Eu vou achar a pessoa que matou o meu pai. 


 

 


Notas Finais


O que acharam? Me perdoem a demora, sksksk
Tenho boas notícias! O livro agora é, oficialmente, um projeto! YAY
"Mas, Vicks, antes não era um projeto?", nope, antes era uma ideia, mas o apoio de vocês me deixou animada hehe
Novidades em breve!
Só mais uma coisinha

AAAAAAAAAAAA ALGUÉM ME EXPLICA SE O GABRIEL É OU NÃO O HAWK MOTH EU TO CONFUSAAAA


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