História We Are - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
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Palavras 3.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 3 - Hi, I'm Kelsey Jones!


Justin Bieber

Assim que entramos na sala, foi quase impossível não reparar nos olhares que Hailey e Brad trocavam. Toda hora trocavam carícias e abraços, riam juntos e sorriam. Eram o tipo de casal perfeito, qualquer um sentia a sintonia deles. E essa ligação me lembrou Jeremy e Pattie, meus pais. Quando era pequeno, ficava os observando a maior parte do tempo, vendo os olhares, os sorrisos e os gestos. Até que eles se separassem. Eles se separaram há alguns meses e desde então meu pai faz de nossas vidas um inferno. Jazmyn e Jaxon, meus irmãos, reclamaram da situação e sua inocência comoveu minha mãe. Ela fez questão de que nos mudássemos de país para fugir de Jeremy. Ainda a ouço chorando e
soluçando a noite. Ainda vejo a tristeza em seu olhar. E eu ainda me pergunto como consigo acreditar no amor. Não que eu seja um cara romântico, mas acho importante demonstrar e não há nada a ver com a minha idade.

– Viajando muito? – Uma garota bonita perguntou se sentando na minha frente quando o professor se despediu.

– Acredite, do Canadá pros EUA tem um longo caminho. – Disse sorrindo brincalhão e ela sorriu de forma ingênua.

– Kelsey Jones. – Disse oferecendo sua mão para um aperto e eu arqueei uma sobrancelha.

– Justin Bieber. – A imitei apertando sua mão.

– Vou te dizer que não gosto de ver ninguém sozinho. – Ela começou dizendo. – Me incomodou um pouco te ver aéreo e solitário aí.

– Fique a vontade pra me fazer companhia. 

– Vai ser uma honra, novo amigo. – Piscou pra mim. – Me diga, o que te atormenta tanto?

– Nada de importante.

– Seus olhos te traem. – Diz e eu franzi o cenho. – Qual é, sou a última pessoa que iria te julgar.

– Pais separados. – Assumi torcendo a boca.

– Ah... – Ela disse murchando. – Os meus também são e acredite, foi melhor quando eles se separaram. Eu não aguentava mais tantas brigas.

– Não gosto de falar sobre isso. – Disse relaxando na cadeira tentando parecer natural. 

– Então fale sobre você. – Ela propôs.

– Não tenho muito o que falar. – Dei de ombros. 

– Qual é, sua vida não gira em torno de pais canadenses separados. – Disse o óbvio me fazendo rir levemente.

– 15 anos, repetente, dois irmãos mais novos e, a parte que eu falo meu nome, minha nacionalidade e o motivo de eu ter vindo pros EUA você já sabe. 

– Sonhos? – Perguntou depois de revirar os olhos pra mim.

– Não sei... acho que viajar o mundo inteiro. – Disse pensando.

– Qual seria o primeiro lugar visitado? – Perguntou.

– Dubai. – Disse e ela sorriu.

– Estou gostando de você. – Disse com uma pitada de humor.

– Até que você também não é nada mal. – Pisquei pra ela e ela riu envergonhada.

[...]

– Ei! – Escutei uma voz conhecida me chamar quando eu saía da escola.

Era Hailey.

– E aí. – Parei esperando ela me alcançar e semicerrei os olhos por conta do sol escaldante.

– Você estava indo pro mesmo lado que eu vou. – Disse ofegante e apoiou a mão em meu ombro.

– Uou, você está bem? – Franzi a testa e ela me olhou rindo enquanto prendia os longos cabelos loiros.

– Sim, é só sedentarismo. – Disse sarcástica e eu ri, desta vez.

Começamos a caminhar no mesmo sentido em silêncio e eu contei os segundos que ela conseguiu se manter quieta. Então ela pigarreou.

– Um minuto e meio. – Eu disse vagamente.

– O que? – Ela perguntou.

– Contei o tempo em que você conseguiu ficar quieta. – Tirei sarro e ela estralou um tapa em meu braço me fazendo gemer frustrado. – Ei, Baldwin, pega leve.

– Idiota. – Disse rindo com tanta vontade que pude ver seus olhos quase se fecharem, o que me fez sorrir.

– O que você ia falar? – Perguntei.

– Já está todo amiguinho da Jones. – Disse sem humor algum e me olhou séria esperando que eu dissesse algo.

– Ela é foda, Hails, vocês não se dão bem? – Perguntei confuso.

– Não é isso, é que ela não gosta de mim por causa do Brad. – Disse fazendo uma careta.

– Uou. – Sibilei. – Não quero nem saber o que é, gata, deixa pra lá.

– Sério? 

– Sim. – Dei de ombros vendo um pequeno sorriso surgir no canto de sua boca.

– Obrigada. – Sussurrou.

– Já estou chegando em casa... – Sibilei e ela me encarou.

– Eu também, moro naquela casa com cerca bege. – Disse apontando.

Não é possível.

– Baldwin, sinto em te dizer que somos vizinhos. – Disse rindo.

– Qual é, vou ter que te aguentar até em casa? – Ela brincou sorrindo da forma mais linda que eu poderia ver.

– Não, por enquanto. Mudança é sempre uma droga. – Digo abrindo o portão da cerca ao mesmo tempo que ela. – Te vejo depois.

– Certo. – Sorriu meiga do outro lado da rua e seguiu pelo caminho de pedras de seu jardim, mas não sem antes acenar pra mim. – Até mais, Justin.

Fiquei alguns segundos apoiados na cerca vendo Hailey entrar em casa graciosamente, com seu rabo-de-cavalo loiro mal feito de lado. Seus olhos castanhos profundos e o sorriso sincero. A simpatia fora do normal e a coragem inspiradora. Eu poderia listar todas as suas características e suas qualidades, mas fui tirado de meus pensamentos por um pigarreio ao meu lado. Pattie. Mais conhecida como minha mãe, que me olhava com um sorriso torto. Mais baixa que eu, pele clara e um lindo sorriso. Olhos azuis grandes, cabelos castanhos longos e sardas por suas bochechas. A mulher mais astuta e corajosa que eu poderia conhecer em minha vida inteira, com a ira de cinco cães famintos e o coração maior que qualquer coisa que poderia existir. Tudo isso em menos de 1,60 de altura.

– E essa cara de besta? – Zombou me encarando com seus grandes olhos azuis.

– É a única que eu tenho. – Disse beijocando sua bochecha e ela deu um tapa fraco em meu braço rindo.

– Me conte como foi seu dia. – Disse me empurrando pelos ombros e entramos em casa.

– Foi... hm, interessante. – Disse escolhendo as palavras me jogando no sofá enquanto ela trancava a porta. – A garota com quem estava falando, Hailey Baldwin, foi a primeira com quem conversei. Depois ela me apresentou a um grupo no qual já me encaixei. Brad, Chris, Cody e Ryan, caras divertidos com a mesma cara de playboy. – Disse provocando risos em minha mãe. – E por último, Kelsey Jones.

– Estou orgulhosa de você, bebê. – Ela disse acariciando meu rosto e eu sorri pra ela. – Agora suba e vá tomar um banho, vou servir o almoço e acordar as crianças.

– Estou morto de fome. – Gritei me levantando e recebi um tapa na bunda. – Ei!

– Se quiser tomar banho sem encheção de saco, cale a boca para não acordar seus irmãos. – Esbravejou enquanto eu pegava minhas coisas.

Sai da sala que era decorada toda em marrom e bege. Quatro sofás grandes marrons, uma televisão grande na parede da lareira e nas paredes haviam quadros – tanto de obras de arte, quanto de fotos da família. A mesa de centro enfeitada e o tapete felpudo sob a mesma davam um ar mais aconchegante para a
casa. Ainda haviam caixas de papelão espalhadas pela casa e terminávamos de arrumar tudo, mas do jeito que Patrícia Mallete é, fez questão de decorar a casa inteira do seu jeito. Caminhei para o corredor ao lado da sala que dava para os quartos. Eram três. O de minha mãe, que tinha uma grande cama de casal marrom com um baú de madeira no pé da cama, cômodas em ambos lados da cama também marrons, guarda-roupas embutido bege, um pequeno closet com uma porta bege e uma televisão simples e não tão grande na parede oposta da cama. Depois, o de Jazmyn e Jaxon, meus irmãos, logo ao lado do de minha mãe. Este quarto era uma exceção, pois era decorado em rosa e azul. As paredes eram brancas e as camas também, assim como todos os móveis. Porém, as roupas de cama eram coloridas, os desenhos do guarda roupas e dos móveis também. Mais parecia um parque de diversões, ainda mais com a grande caixa de brinquedos no canto. E por fim, o meu quarto. Simples, com a mesma decoração marrom e bege; cama marrom, móvel marrom com uma televisão não muito grande sobre e meu inseparável videogame. Meu guarda roupas bege embutido e uma cômoda também bege. Paredes enfeitadas com pôsters de basquete e baiseball, além de muita bagunça que praticamente já fazia parte da mobília. Do outro lado do corredor, em frente ao meu quarto, o banheiro. Grande, todo em branco e verde claro, com um chuveiro e uma banheira, um grande balcão com um extenso espelho e os típicos tapetes e toalhas combinando que minha mãe trocava toda semana. Na frente do quarto de minha mãe, tinha, por fim, a cozinha. Também grande, com uma mesa de madeira no centro e era decorada em cinza e preto. Geladeira grande cinza e fogão preto, com exaustor e armários que ficavam no alto pra não ocupar espaço. A pia e o balcão de inox, uma pequena porta que dava para a dispensa, e outra que dava para a área de serviço. A mesma era composta por uma máquina de lavar, uma secadora e varais altos. Era uma casa boa, comprada por um bom preço com as economias de minha mãe, que agora iria trabalhar numa empresa de importação e exportação de alimentos. 

Entrei no banheiro, depois de largar tudo jogado em meu quarto, e me despi rapidamente enquanto ligava a ducha morna. Lavei meus cabelos rapidamente e o corpo mais rapidamente ainda, e então sai do banheiro me secando. Vesti uma cueca, uma bermuda jeans que caía em meus quadris, calcei meias pretas de cano curto e sequei meu cabelo com a toalha de qualquer jeito, ficando sem camisa. Quando passei no quarto das crianças, elas não estavam mais lá, então segui pra cozinha onde estava um puta falatório. Minha mãe brigava com Jaxon enquanto servia macarronada e Jazmyn estava emburrada. Me aproximei e abaixei na altura de Jazzy, que tinha os braços cruzados sobre o colo.

– Oi. – Disse sorrindo.

– Oi, Jay. – A garotinha de 5 anos disse desanimada.

– O que houve? 

– Mamãe está dando mais atenção para o Jax. – Reclamou.

– Qual é, Jazzy, ela está querendo estapear o moleque. – Disse rindo e ela me acompanhou.

– Não quero ir pra escola hoje. – Resmungou.

– Vou fingir que não estou ouvindo. – Cantarolei e ela me imitou com deboche.

Revirei os olhos pra garota que tanto se parecia comigo com apenas cinco anos, e levantei para me sentar à mesa. Eu me sentei, me servi e comecei a comer quando minha mãe atirou um pedaço de papel em cima de mim.

– O que é isso? – Perguntei mastigando.

– Não fale com comida na boca! – Esbravejou. – Lista do mercado. Vou levar as crianças para a escola e em seguida vou para o trabalho. Preciso que você arrume a casa e compre tudo isso. Deixei o ticket de refeição sobre o balcão da sala e, por favor, querido, compre apenas o que estiver na lista. – Terminou de dar a ordem com um sorriso meigo no rosto, fazendo de questão de dar ênfase no "apenas".

– Nossa, quer que eu lave a calçada também? – Caçoei enfiando a lista no bolso da minha bermuda e ela revirou os olhos antes de ir ajudar Jazmyn a
comer.

Uma hora mais tarde minha mãe saía de casa com um vestido branco rodado, um salto médio prata, com um sobretudo preto e uma bolsa da mesma cor do sapato. Estava bonita, maquiada e confiante para ir ao trabalho. Ela levou as crianças para a escola e fez várias recomendações antes de entrar no carro às pressas e ir embora. Fechei a porta respirando fundo e caminhei ao meu quarto para trocar de roupa e ir ao mercado. Como já estava de bermuda jeans e meias, apenas vesti uma camiseta preta, calcei um par de tênis de cano baixo também pretos e penteei meu cabelo que, agora seco, caía sobre meu rosto. Peguei um óculos de sol, espirrei um pouco de perfume, peguei meu celular, documentos e o cartão, e sai de casa. Assim que guardei as chaves de casa no bolso, vi Hailey se alongando na calçada do outro lado da rua. Ela vestia roupas de corrida e os cabelos longos estavam presos em um rabo de cavalo alto e perfeito. 

– Ei! – A chamei me aproximando e ela nem se virou, apenas continuou se esticando inteira. – Hailey? 

Quando cheguei mais perto, pude ouvir o som da música que vinha de seus fones de ouvidos. Ela provavelmente estaria surda pelo volume da canção. O MP3 estava preso entre sua barriga à mostra e a calça justa. Puxei um fone seu e ela me olhou assustada, mas então sorriu, se aproximou e beijou minha bochecha.

– Perfume bom. – Disse me lançando sua mais sexy piscadela.

– Uou, se quer me agarrar fique a vontade, gata. – Rebati devolvendo a piscadela e pude vê-la ficar meio desnorteada antes de rir sem graça. – Mas e aí, onde vai assim?

– Correr. – Disse simples. – E você?

– Mercado e depois vou ter que arrumar a casa. – Disse revirando os olhos.

– Qual é, Jay, fazer mercado é a coisa mais maneira do mundo! – Ela disse.

– Ótimo, você vai me ajudar. 

– Não vou não. – Hailey balançou a cabeça em negação.

– Por favor, vai. – Implorei e ela riu assentindo.

– Certo, mas... – Disse olhando pros lados. – Quem chegar por último é a mulher do padre. – E disparou correndo a minha frente.

[...]

– Você corre como uma princesa, Justin. – Hailey disse gargalhando enquanto entrávamos suados no mercado.

– Antes correr gracioso do que feito boiada como você. – Zombei.

Vá se foder. – Revirou os olhos e eu ri incrédulo.

– Uou, cadê a garota que afirmou não falar palavrões? 

– Com você é necessário. – Ela disse puxando um carrinho.

– Me sinto lisonjeado. – Disse irônico e joguei meu cabelo pro lado.

Passamos cerca de trinta minutos procurando os produtos que estavam na lista – lê-se pergaminho – no mercado e então fomos pro caixa. Nós corrermos com o carrinho, Hailey derrubar uma prateleira de enlatados e depois chutar uma berinjela, foram as cenas principais do dia. Tirando quando ela me convenceu a entrar no carrinho e, quando fui tentar sair, sua pulseira enroscou na minha bermuda e ficamos cerca de cinco minutos empacando o caminho apenas pra tirar a droga do feixe enroscado no jeans. Hailey carregava apenas uma sacola leve de
verduras enquanto eu tinha três sacolas com peso médio em cada mão. Vida cruel. Seguimos pra casa conversando e ela entrou timidamente, observando toda a decoração da casa.

– Licença. – Pediu educadamente ao entrar.

– Fique a vontade, vou pôr às compras na cozinha. 

– Você realmente não sabe de nada. – Me esnobou rindo. – Vamos guardar as compras. – Deu ênfase no "guardar".

– Ah, qual é! – Choraminguei e Hails me empurrou pelos ombros até a cozinha.

Começamos a guardar as coisas num silêncio que me incomodava, então pigarreei tentando puxar um assunto.

– Você e Brad... É pra valer? – Perguntei.

– Nem eu sei, pra falar a verdade. – Disse terminando de guardar as coisas e se apoiou no balcão, ficando de frente pra mim. – Eu gosto dele, mas não sei se estou misturando com a questão da amizade. Ele gosta bastante de mim e faz questão de deixar isso claro. Não sei como dizer pra ele que não quero nada além de amizade sem magoá-lo, já que toda vez que dou um fora nele, ele arranja uma saída pro que eu digo. 

– Ah, complicado. – Disse caminhando até o balcão e ficando ao seu lado oposto, de frente pra ela. – Mas realmente parece que vocês têm algo. Quero dizer, vocês andam abraçados a todo momento, agem como um casal realmente.

– Oh, isso. – Disse olhando meio desconcertada pro teto. – Eu faço isso com todos os meus amigos, acho que é um hábito estranho meu. Então não estranhe se eu te agarrar do nada. – Diz me fazendo rir.

– Fique a vontade, loirinha. – Pisquei pra Hailey e ela escondeu o rosto com as mãos.

– Você adora me deixar sem graça, não é? – Reclamou.

– O que eu posso fazer se faço sucesso com o sexo oposto? 

– Me poupe! – Revirou os olhos.

 

Hailey Baldwin

Depois da nossa conversa estranha na cozinha, Justin me levou pro seu quarto e me deixou lá fuçando em suas coisas enquanto passava o aspirador na casa. Trinta minutos depois, ele passou um pano úmido no assoalho dos cômodos com um cheiro agradável de lavanda. Quando terminou, entrou suado no quarto, pegou uma muda de roupas, uma toalha de banho e foi ao banheiro. Dez minutos mais tarde ele entrou no quarto vestindo uma bermuda de moletom cinza, uma camiseta branca e calçava meias de cano curto pretas. Por fim, pendurou sua toalha na janela e se jogou na cama ao meu lado respirando fundo.

– Pronto, ou quer que eu faça uma make
em você também? – Caçoei e ele me olhou rindo.

– Foi mal, sou um “dono de casa” aqui. – Dramatizou e eu ri. – Mas fala, o que quer fazer?

– Qualquer coisa. – Disse me deitando de frente pra ele.

– Ok.

Ele não se mexeu. Nem eu. Justin me encarou com tanta intensidade que parecia cavar buracos em minha carne. Ele tinha o olhar fixado em meus olhos e os examinava com admiração. Eu me sentia envergonhada por ser analisada daquela forma, mas me aproveitei da situação pra olhar em seus lindos olhos claros com a mesma intensidade que ele fazia comigo. Era hipnotizante. Era como se eu pudesse ler seus pensamentos. Quando saí do transe, abri a boca diversas vezes pra dizer algo, mas não conseguia. Ele continuava a me olhar e, de alguma forma estranha, ele tinha um efeito incrivelmente perturbador de me deixar sem reação alguma.

– O que está fazendo? – Eu disse mais baixo que um sussurro.

– O que você está fazendo? – Rebateu.

– Eu... – Parei gaguejando e franzi a testa. – Eu não sei.

– Que bom, porque eu também não.

Disse simples e começou a se aproximar. Um arrepio sinistro passou dos meus pés a minha cabeça, e meu subconsciente me obrigava a me afastar, mas, por que meu corpo não obedecia? Eu podia sentir sua respiração chicoteando meu rosto. Qual é, o que eu esperava? Ele é quase dois anos mais velho! Mas, por
que estou o culpando? Queria isso tanto quanto ele. Hailey, apenas pare de pensar!, meu subconsciente gritou. Então eu cedi. Ou eu teria cedido, já que meu telefone interrompeu o momento com uma ligação. Eu me afastei da forma mais abrupta possível e percebi que o assustei de alguma forma. Ele levantou da cama cambaleando com o olhar perdido e eu rolei pro lado, caindo no carpete e soltando um grito abafado assustado. Tateei a cômoda ao lado da cama e peguei meu celular, atendendo-o logo em seguida.

– Alô? – Disse ainda envergonhada e respirando fundo.

Hey, B. – Brad saudou e eu fechei meus olhos, me amaldiçoando com toda a minha alma.

– Ah, oi, Brad. – Eu disse desanimada sentando na cama e pude sentir o olhar de Justin sobre mim.

Só pelo seu tom de desânimo ao atender minha ligação, vejo que eu não era quem você esperava, huh? – Fez graça e eu soltei uma risada forçada. Forçada até demais.

– Na verdade eu não esperava ligação nenhuma agora. – Disse e vi Justin segurando a risada.

Ah... Está ocupada? – Puxou assunto e eu bufei sem querer, pigarreando logo depois para disfarçar.

– Não é um momento bom agora, Brandon, nos falamos amanhã, huh? – Disse e pude ouvir uma risada debochada do outro lado. – Qual a graça?

Não precisa falar comigo mais, não depois dessa. Já vi que seu interesse é zero, Hailey, não perderei mais meu tempo. – Disse me deixando confusa. – Você nunca me chama de Brandon.

E então desligou. Joguei meu celular sobre meu colo e olhei pra Justin boquiaberta enquanto ele estava preguiçosamente jogado na poltrona ao lado da cama esperando uma resposta minha.

Brad acabou de me dar um fora. 


Notas Finais


1. CHEGUEI UHUL OLHA O CAP

2. Kelsey apareceu, affff ❤️

3. Espero que vocês gostem e não esqueçam de comentar o que acharam! E eu vou deixar os links do trailer e do dream cast da fanfic aqui, beijos! 💕

TRAILER: https://youtu.be/f2o0fpQlePs

DREAM CAST: https://youtu.be/O9uho7ug6Rw


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