História We are artist baby - Capítulo 1


Escrita por: e pcsnow

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Artistas!au, Hopemin, Jazz, Jihope, Jung Hoseok, Park Jimin, Song-fic
Visualizações 149
Palavras 1.681
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente essa fic hehehe foi um sofrimento escrevê-la, inclusive me atrasei (mil perdões), apaguei ela inteirinha e comecei de novo e logo em seguida o documento foi corrompido a minha sorte foi que consegui recuperar tudo haha resumindo deu um certo trabalho apesar de não ser uma história tão grande, mas nem por isso deixa de ser importante para mim na verdade ela me traz lembranças muito boas!!

Boa leitura! Espero que gostem!

Capítulo 1 - A vida é curta a arte é longa


Fanfic / Fanfiction We are artist baby - Capítulo 1 - A vida é curta a arte é longa

As luzes vermelho fluorescentes do lugar em contraste com a pouca luminosidade estavam deixando a visão de Jimin embaçada, ele olhava para todos os lados, sentado em sua cadeira, com os lábios retorcidos, até mesmo um pouco assustado. Não tinha costume de frequentar aquele tipo de ambiente. Seus amigos, os quais fizera após ter ingressado na universidade, o convidaram para uma festa com entrada franca. Repito: entrada franca, e ele não pôde deixar de ir.  

Era um barzinho para onde ia a galera cult da instituição para curtir um som de jazz e de blues, inclusive, naquele momento uma banda no palco próximo à sua mesa estava tocava Blue in green do Mile Davis. Jimin achava o gênero musical em questão incrível, mas sinceramente não conhecia nada sobre. Só que mesmo assim, o local como um todo estava lhe deixando enfeitiçado. Até mesmo a cerveja que era a bebida que ele mais odiava em todo o planeta lhe parecia ter um gosto mais agradável.

Jungkook ao seu lado, conversava animadamente com um calouro do curso dele, sobre algo que Jimin não fazia a menor ideia, já que exatas não era lá a sua praia, inclusive nem estava se esforçando para participar do assunto do seu melhor amigo com o outro. Apenas sentia as vibrações que a harmonia do Sax com a bateria estavam causando em seu corpo. Era um daqueles dias em que se sentia silenciar por dentro e se deixava ser dominado por sensações diferentes, que a sua rotina normalmente não permitia. Via as pessoas se balançando lentamente a meia luz e seus rostos — a maioria embriagados diga-se de passagem — serenos demonstrando uma satisfação inexplicável que somente a música é capaz de causar. Jimin tinha certeza que exclusivamente a arte é quem deixava as pessoas assim num nível de abstração e prazer sem que fosse necessário fazer muito esforço ou uma criar lógica para explicar.

E foi aí, enquanto pensava sobre os efeitos da arte, que o viu.

Não sabia ao certo se era resultado da cerveja que Taehyung tinha insistido para que bebesse, bagunçando os seus sentidos, ou se ele era realmente bonito daquele jeito, os fios vermelhos se bagunçando enquanto movia o corpo de maneira perspicaz em um canto afastado de todas aquelas pessoas alcoolizadas, os olhos não focalizavam nada, ele estava sentindo a música, a testa franzida como quem tenta desvendar algo, assim como o nariz fino, Jimin podia jurar que ele era perfeito. Não conseguia mais parar de olhar, mordeu o lábio inferior involuntariamente. O canto em que ele estava era próximo ao palco e o mesmo parecia trabalhar ali, tendo sido pego em um momento de distração. Em sua mão repousava um clarinete, que aparentemente apenas aguardava para ser tocado. Ficou tanto tempo hipnotizado pelo rapaz de fios vermelhos que mal notou quando ficou sozinho na mesa. Mandou mensagem para os dois amigos Jungkook não respondeu deveria estar aos beijos com o calouro de antes e Tae disse que tinha ido buscar mais bebidas e logo voltaria.

Quando Jimin foi procurar o garoto de cabelos vermelhos de novo, ele já não estava mais no mesmo lugar de antes, ficou minimamente decepcionado. Não que fosse dar uma investida, era tímido demais para isso, mas queria ao menos continuar admirando-o de longe, não faria mal, não é? Como não o encontrou enviou uma mensagem para Tae avisando-o de que iria ao banheiro lavar o rosto, para que o amigo não se assustasse ao se deparar com a mesa vazia quando voltasse. Caminhou por entre pessoas de todos os tipos e ao chegar ao banheiro se surpreendeu, lá estava ele.

Ele estava lavando as mãos e olhava diretamente para o espelho enquanto fazia isso, mas seus olhos rapidamente desviaram para a figura de Jimin entrando no recinto. Inicialmente se sobressaltou não havia visto aquele rapaz, ainda mais um rapaz tão bonito como ele. Não pensou muito ao iniciar o assunto.  

— Hey está curtindo? — Jimin assentiu e respondeu um pouco desnorteado, olhando para os lados para ter certeza que o cara bonito falava era com ele mesmo.

— Sim, apesar de ter sido abandonado pelos meus amigos.

O garoto riu da fala de Jimin, sabia bem como era ser deixado em suas saídas.

— Meu nome é Hoseok e o seu? — perguntou como quem não quer nada, aquela era sua última noite na cidade, pensava em aproveitar um pouco.

— Jimin, Park Jimin — respondeu notando que o interesse era mútuo pelo olhar que o outro lhe lançou, quando finalmente se virou em sua direção.

— Então Park, eu vou tocar daqui a pouco, mas se você quiser posso te fazer companhia — falou sugestivo.

— Seria ótimo! — o universitário respondeu entrando no jogo.

[...]

Foi possível escutar os sons dos gemidos sôfregos dos dois durante toda a madrugada, ecoando pelo o quarto do hotel onde Hoseok estava hospedado. Tinha sido uma noite incrível para ambos. Tanto que tão diferente do costume do clarinetista, o mesmo não quis que Jimin fosse embora depois do ato. Queria que ele ficasse e tomasse café consigo, ou passasse qualquer tempo a mais juntos. No entanto, não sabia explicar de onde vinha aquele sentimento. A noite toda ele repetia:

— Nós somos artistas, bebê.

O clarinetista era um artista ambulante, como gostava de se chamar, vivia viajando com a banda. A noite tocava com eles e durante o dia vendia seus quadros em praças e avenidas movimentadas, porque além da música tinha paixão também pela pintura. Naturalmente já tinha ficado com várias pessoas de todas as formas pelas milhares de cidades pelas quais já havia passado. Mas aquele garoto loiro era diferente, tocava algo no seu íntimo que a muito tempo não sentia. E ali, vendo ele dormir depois de passarem horas conversando após o sexo, algo que por si só já era extremamente peculiar, nunca tinha ficado conversando com nenhum de seus rolos depois de conseguir o que queria pois achava isso desnecessário, mas com Jimin sentia uma estranha sensação de bem estar, de estar em casa.

Casa.  

Está aí algo em que Hoseok não pensava há muito tempo. Nunca quis uma casa, pelo menos não uma física, achava que a arte era seu lar e onde pudesse se expressar estaria em casa. Não queria ser uma pessoa que está prestes a morrer de tédio, não queria ser uma pessoa da classe alta e principalmente não queria ser uma pessoa morta por dentro. Em toda sua vida, havia seguido apenas um lema para todas as suas decisões.  

“Não pense, apenas faça, você está segurando o pincel”.

Era como um mantra que sempre repetia para si mesmo. Sempre deixou de lado as coisas que não conseguia entender. Mas com Jimin ressonando baixinho em seu peito, todas essas coisas estavam ameaçando cair por terra.

Ele o intrigava, estranhamente queria sentir mais daquele cheiro enquanto ouvia ele contando da faculdade de artes plásticas que fazia, ou falando qualquer outra coisa, ouvir ele falando por si só já era música para seus ouvidos. Sentia uma ligação tão forte que até mesmo quando Jimin já tinha ido embora, continuou pensando nele e tudo isso contra a sua vontade, sabia que aquele não era um bom sinal. Definitivamente era algo novo.

Pior ainda, foi quando seus companheiros lhe disseram que eles iam passar mais uma semana na cidade e Hoseok se sentiu aliviado.

[...]

Jimin achava que se apaixonar era como descer em uma ladeira com a bicicleta descoordenada sem freios, você sente a sensação gostosa de estar se arriscando, mas ao mesmo tempo, sabe que a qualquer momento pode cair e sair rolando no chão, sentido a pele ser arranhada de forma dolorosa no asfalto frio e se encher de pequenos ferimentos finos em forma de riscos, mas que doem como o inferno. Os piores machucados são aqueles pequenos que a gente mal pode ver. E foi assim que se sentiu, quando Hoseok lhe avisou que iria embora, o tecido da pele sendo rasgado lenta e impiedosamente por um pedaço duro de concreto, o tecido do seu coração.

Hoseok não estava muito diferente. Fazia dois dias que não falava com Jimin achou melhor cortar o contato de uma vez, aquelas noites se vendo e colorindo os lençóis do quarto do hotel com um romance que não deveria existir, tinha sido um erro para ele, que não conseguia nem por um segundo tirar o loiro da cabeça, se negava a admitir que não tinha volta, estava entregue como nunca esteve antes. Tinha sido um erro, apenas isso. Mas o que era aquela dor que insistia em amargar até mesmo suas pinturas nas quais ele botava toda sua alma?

Era o seu último dia na cidade, e não sabia se deveria sentir alívio ou tristeza. Ele tinha uma ideia do que fazer para resolver aquela situação, mas jamais pediria isso a Jimin, os últimos dias tinham sido como anos com ele, se (re)conheceram, pois para era unânime a sensação de que já se conheciam, parecia que o próprio destino tinha arquitetado aquilo tudo para eles se encontrarem, queria muito mas não seria capaz de pedir que Jimin deixasse tudo para trás para partir consigo. Ele tinha acabado de completar a maioridade, tinha toda uma trajetória pela frente, mesmo que quisesse que essa trajetória fosse consigo. Não negava, que se o próprio Jimin aparecesse lá, ele aceitaria de bom grado que ele fosse junto, mas a iniciativa teria que partir dele.

A banda, estava toda na rodoviária esperando que o ônibus chegasse e Hoseok ainda tinha um fio de esperança de que o garoto loiro apareceria lá, apesar de ser uma pessoa muito realista, aquele momento da sua vida tinha sido tão novo e marcante que esperava que tivesse sido para Jimin também, esperava ver os fios loiros correndo em sua direção e que poderiam viver juntos. Utópico, mas ele queria muito que acontecesse.  

O ônibus chegou. As malas já estavam todas no compartimento. Seus pés já estavam na pequena escada que levava para dentro do veículo. Mas ele ouviu seu nome ser chamado.

 


Notas Finais


Aaaaaaah espero que tenham gostado!

queria agradecer duas pessoas lindas que foram cruciais ao processo de existência dessa história hahaha Essa capa e esse banner lindo foram feitos pela @abyrvsz e a betagem foi feita pela @pcysweetuke que foi um amor comigo <3 muito obrigado meninas!!

Ps.: Essa história foi escrita tendo como base alguns trechos da música Artist do Zico recomendo muito!!!

Se o Jimin apareceu ou não ali no final, vai ficar no mistérioooooo (insira aqui um emoji de lua)


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