História We Are Born To Love - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~HehSales

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Hehsales, Jikook, Jimin Top, Jiminday, Jungkook Uke, Jungkook! Bottom, Jungkookday, Mpreg, Todynhodojimin2
Visualizações 1.228
Palavras 5.107
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HehSales:

Oioi pessoinhas, aqui é a HehSales e socorro que não acredito que já somos tantos assim :3

Meu Deus, muito obrigada por todo esse amor que estamos recebendo, vocês são uns amore seus lindos!

Espero que gostem desse capítulo, é lindo e triste igual essa fic, peguem os lencinhos e bora ler!

Capítulo 3 - Segundo


Fanfic / Fanfiction We Are Born To Love - Capítulo 3 - Segundo

Jungkook mal tinha chego e já estava cansado, hoje era mais um dia de revisão então só passará uma folha com as crianças, deixando-as juntas para ver o que saía, avistou Yuri, um garotinho japonês que tratava a cerca de um mês. Ele, diferente das outras três crianças, ainda não tinha desenhado nada.

Em silêncio, Jeon se aproximou de seu paciente sentando-se ao lado do mesmo permanecendo quieto. Yuri claramente ficou incomodado pela sua presença e se virou de costas levando o papel junto consigo.

Papai vai embora amanhã. — o pequeno falou chorando. — Quero ir com ele!

— Oh, gosta muito do seu papai, Yuri? — Jungkook perguntou cauteloso.

— Não gosto mais, ele deixou a gente! Ouvi ele dizer pra mamãe que não era feliz...

Jungkook não disse nada, Yuri não gostava muito de falar consigo, mas sabia que não podia puxar tanto dele em tão pouco tempo. Um suspiro fraco escapou de si quando já estava mais distante da criança e teve que respirar fundo ao se lembrar de algo.

— Tem certeza de que quer isso Jungkook? — Já havia perdido as contas de quantas vezes Tae lhe perguntou quanto aquilo.

Não iria mudar de ideia, estava decidido. Já não aguentava mais, aquilo tudo estava o sufocando, amava Jimin, tanto que não cabia em si, mas aquilo estava machucando a si e não queria deixar que as coisas fossem ao extremo, Jungkook queria poder lembrar-se de Jimin e poder  sorrir, ao menos um pouco.

— Por que não conversa com  ele e...

— Não Tae, eu já estou cansado! Não aguento mais. Eu amo tanto aquele idiota, mas não consigo mais fazer isso! — praguejou sentindo uma leve ardência no nariz seguida pelo choro eminente. — Ontem era nosso aniversário de casamento, onde Jimin estava? Eu perguntei onde ele estava  Taehyung?! Me diz, hm? Onde seu melhor amigo estava!

— Em uma festa... mas Jungkook, era importante, ele tinha que estar lá para conseguir um contrato grande pra empresa. — mesmo com Taehyung defendo o melhor amigo Jungkook não cedia.

— Eu preparei um jantar sabe, arrumei e fiz de tudo que ele gostava, eu... — Aquelas malditas lágrimas. — No fim acabei jogando a comida fora e devorando o bolo preferido do meu marido que só chegou as quatro da manhã sorrindo igual um idiota dizendo que tinha conseguido um contrato novo.

— Jungkook...

— Não pense que desisti na primeira oportunidade, não, eu aguentei muito até, só que não dá mais! — suspirou choroso. — Foi o mesmo no meu aniversário e no dele, até no da mãe dele... Jimin ficou tão obcecado com o trabalho que chego a temer que algo aconteça a ele. Não estou acabando com nosso casamento por que ele nem existe mais, Jimin sai as sete da manhã quando eu ainda estou dormindo, as vezes ele lembra de me dar um beijo, mas na maioria das vezes está ocupado já ao telefone com alguém da empresa e apenas sai todo atrapalho.

Era triste dizer aquilo, mas era verdade, os dois não tinha mais aquela coisa de  antes.

– Jimin chega da empresa tarde, e não, eu não desconfio que ele me traia ou algo do tipo, por que conheço bem o marido que tenho e sei que ele não seria capaz de fazer isso. — sentou ao lado da mala que já estava sendo arrumada. — Eu sempre deixo o jantar pronto para ele, mas ele nunca come aqui, sempre diz ter comido algo por aí, quando consigo esperar ele chegar pra ir dormir é o mesmo que se não tivesse feito.

— Ele é novo na empresa ainda, tem que se esforçar.

— Mas e quanto a mim? Não estou querendo ser egoísta, é sério, mas nem mesmo nos beijamos mais, quem dirá fazer outra coisa. E tudo por causa do trabalho dele, trabalho pelo qual  eu o incentivei a buscar e lutar. — Ah, mas Jungkook se arrependia tanto disso. — Eu não acho que um relacionamento precisa  de sexo e beijos o tempo todo, sempre deixei isso claro, mas... Eu sinto falta dele me abraçando, dizendo que me ama olhando nos meus olhos e vem a fazer isso há dois corredor do prédio. Quero dormir abraçado com ele sabendo que sua mente está ali comigo e não no trabalho.

— Diz isso pra ele então, droga! — Tae gritou nervoso.

— Quando? Tae, assim que Jimin  chegar já vai ser mais de dez da noite e hoje é domingo, droga, hoje é a merda de um domingo e ele nem está aqui também! — gritou irritado; decepcionado. — Eu só não aguento mais, sinceramente, se é pra eu ficar sozinho então prefiro ficar sozinho em paz!

Jungkook respirou fundo tentando expulsar aquelas coisas de sua mente, só de pensar em como Jiho ficaria se fosse da idade de seu paciente... Aquilo o fazia quase sair do lado profissional e levar para o pessoal, imaginar o filho no meio de toda a confusão que foi quando se separou de Jimin chegava a lhe dar vontade de chorar. Em pensar que ainda o amava, tanto... Mas seu medo de tudo se repetir era grande demais.

[]

Um arrepio percorreu o corpo jogado na cama, Jimin remexeu as pálpebras em busca de algum consolo ao incômodo causado pela claridade intensa da manhã. Aquilo o deixou confuso, havia deixado a cortina aberta? Mais que isso, ao tentar mover o braço para despertar, ouviu uma risada baixa e então um peso sobre o pulso direito. 

O que era aquilo?

Como se para o deixar ainda mais receoso sentiu dentinhos mal formados e uma língua pequena em sua pele, era como se alguém o estivesse mordendo, mas não necessariamente a si, e sim ao seu relógio consequentemente em sua pele. 

Mais uma vez uma risada baixa foi ouvida acompanhada de um gritinho que mais parecia um miado bem alto. Resmungou achando que ainda estava sob efeito da bebida do dia anterior, ou que talvez o gato da vizinha tivesse invadido seu apartamento de novo, mas então o choramingo baixo, quase como uma birra fora escutado. Abriu os olhos rapidamente, mas ainda mantendo a cabeça deitada no travesseiro, seus olhos duplicaram de tamanho ao visualizar seu filho, Jiho, sentado na cama, com uma mão inteira na boca babando na mesma, enquanto a outra se apoiava na cama próximo ao seu braço. 

Assim que o notou acordado, Jiho parou a birra que certamente era para chamar atenção e voltou a sorrir tocando com sua mão babada o relógio do pai, dizendo resmungos incoerentes enquanto tentava puxar a peça em seu pulso. Jimin apenas olhava o filho sentindo algo estranho em seu peito por tê-lo assim tão perto. Estava sonhando? Nunca que Jungkook o deixaria sozinho com Jiho, ainda mais depois de saber que havia voltado a fumar.

Mas então era um sonho mesmo, certo? Até porque Jungkook nunca mais veio a antiga residência do ex casal. Nem mesmo para Park ver o filho, já que isso só ocorria na casa do mais novo ou em algum outro lugar. Jimin soltou um resmungo alto voltando a prestar atenção no bebê que já voltava  a morder, ou pelo menos tentar, o relógio em seu pulso. O mais velho puxou o braço com cuidado para não machucar a boquinha sensível do filho, se fosse mesmo ele ali, e viu o mesmo formar um bico enorme nos lábios, os olhinhos começando a lacrimejar e pronto.

Foi então que Park Jimin não teve dúvidas de que aquilo não era um sonho ilusório. Jiho simplesmente começou a berrar alto demais para o horário. Seu rostinho aos poucos foi ficando vermelho e rosa, os olhos inchados e a baba escorrendo pelos pequenos e úmidos lábios.

— Ei! — sentou de imediato pegando o filho de mal jeito no colo e ele não pareceu querer se acalmar. — Ei Jiho, calma filho...

Jiho praticamente gritava, quem visse de fora podia pensar que estava matando a criança. Céus, onde Jungkook estava? 

Meio perdido e ainda tentando fazer o filho parar de chorar, Jimin literalmente correu pelo apartamento procurando por Jungkook em todos os cômodos. Com a corrida o corpo de Jiho dava leves saltos e aquilo pareceu soar interessante e divertido para o bebê que gargalhou baixinho, mas voltou a chorar quando Park parou de correr. 

Jimin que estava tão aturdido após se tocar que Jungkook não estava ali, nem percebeu isso, voltando a tentar acalmar o filho, sem sucesso algum, nem mesmo notou quando Jiho o fitou colocando a mão na boca fazendo birra e tentando dar leve saltinhos no colo de seu pai. O ruivo pegou o celular procurando pelo contato quase inutilizado fazendo a discagem rápida. 

Tocou, tocou e tocou. Ninguém atendia e Jiho estava chorando cada vez mais alto, ainda tentando dar os pulinhos que Jimin não notava. Até que ouviu algo que o fez encerrar a chamada que nem mesmo havia começado. Jiho disse appa de uma forma toda embolada, mas Park sabia que não era para ele.

— Yah! — soltou alto chamando atenção da criança. — Eu sou seu appa Jiho, eu! — contradizendo tudo o que havia dito a Jeon no dia anterior, Jimin gritou como se fosse para o marido de Jungkook escutar. 

Todavia, havia esquecido que só estavam ele e um bebê com a audição sensível ao seu lado, o que resultou em um Jiho choroso e assustado. Pronto, agora sim que ele não pararia de chorar!

— Jiho filho, me desculpa... Merda, não, merda não, digo... Aish! — Jimin se condenou por não saber nem mesmo lidar com o filho, pois é... Ele não agia mesmo como um pai para Jiho, certo? 

Talvez Yugyeom soubesse exatamente como fazer o pequeno em seu colo rir. Jimin queria negar, mas tinha muito medo do que disse a Jungkook sobre acabar sendo  apenas um tio para Jiho, temia que mesmo quando crescesse, o filho não gostasse de si e apenas esse pensamento lhe causou um aperto forte no lado esquerdo. Sentiu o rosto molhar e se condenou achando que tinha acabado de chorar na frente do filho, mas estranhou que não sentia as lágrimas escorrendo.

Abriu os olhos dando de cara com o espelho da sala. Jiho estava com a boca aberta em sua bochecha, o bebê colocava ela e afastava se apoiando com as mãozinhas na clavícula do ruivo que não conseguia nem mesmo piscar, ainda mais quando notou o que o filho fazia. Céus, ele não se deteve em apertar o bebê  em seu colo, este que achou interessante sua baba no rosto do Park mais velho, colocou os dedinhos na boca passando eles no rosto do outro e sorrindo. 

— Aish, como você pode ser tão importante pra mim e me quebrar tanto? — Jimin questionou ao filho mesmo sabendo que ele não o compreenderia. 

Park diria algo mais se não tivesse, agora, mais acordado e visto como seu apartamento estava lindo, o cheiro diferente, os sofá sem nada em cima... Quem havia arrumado tudo? Jungkook? Não, ele não faria isso, não tinha motivo para fazê-lo, mas também não tinha motivo para deixar Jiho ali quando nunca o tinha feito.

Soltou um longo suspiro pelos lábios fartos e caminhou até a cozinha constatando que a louça estava toda lavada e limpinha. Jiho acompanhava seus movimentos segurando em sua camisa com certa força como se temesse cair. Ao menos o filho tinha parado de chorar embora ainda brincasse de espalhar a baba no rosto alheio. Por último, Jimin avistou um papel suspeito no balcão limpo da cozinha, se aproximou logo se escorando no fogão atrás de si para não cair. 

“Preciso que fique com ele, o leite está na geladeira, o copinho de bico para dar água e sucos está na parte de guardar os copos junto à mamadeira. As fraldas deixei na primeira porta do guarda roupa, a que ficava em minha parte, as  roupinhas estão lá também… Amanhã antes de você sair para trabalhar passo aí, qualquer coisa o número do médico está aqui em baixo, espero que não haja problema para você já que sei que sua folga é hoje.

Ass: Jeon Jungkook”

— Céus! 

Jimin nem teve tempo de pirar com aquilo, pois Jiho logo grudou as unhas em seu rosto fincando-as bem abaixo do seu olho esquerdo lhe causando uma ardência forte no local. Afastou a criança de si colocando-a sentada no balcão, amparando o corpo com um dos braços enquanto se sentava na banqueta. 

— Então é isso? Jungkook deve ter pirado, digo, ele nunca me deixou com você sozinho, ainda mais em minha casa. 

Jiho nem mesmo lhe deu atenção, parecia ter se entretido melhor com a visão da pedra de mármore cheia de pintinhas. Ele tentava pegá-las acabando por apenas arrastar suas unhas sem sucesso algum pelo balcão. Acabou desistindo, segurando nos dois pezinhos e puxando eles junto às pernas. Jimin não se conteve e acabou sorrindo feito um bobo, seu filho pareceu notar isso e abriu um sorriso gostoso em sua direção. 

— Eu não faço a mínima ideia de como cuidar de você. — Jimin confessou o que pareceu passar despercebido para o pequeno que tinha o foco novamente voltado ao seu pulso. 

Jimin sorriu vendo que era por causa do relógio, respirou fundo e fungou ao sentir um cheiro nem um pouco agradável. Olhou com certa suspeita para o filho que parecia tranquilo demais para ter feito alguma arte daquelas. 

— Jiho? — o bebê olhou para si segurando os pés de novo com um sorriso sapeca nos lábios. — Yah, fez cocô?  

A gargalhada de Jiho preencheu o cômodo fazendo Jimin não se conter também, já havia trocado o filho algumas vezes a pedido do próprio Jungkook, mas o mesmo sempre estava consigo para o caso de fazer alguma merda. Bem, agora não estava e era só Jimin e Jiho.

Pegou o filho mais uma vez no colo voltando ao quarto onde o deixou na cama de bruços. Procurou pelo guarda roupa a fralda e logo a encontrou junto a algumas roupas e uma bolsa. Abriu a bolsa cinza do já vendo que lá tinham produtos de limpeza e higienização como, por exemplo, talco, sabonete, shampoo creme de pele, protetor solar.

Ouviu um gritinho seguido de uma risada fina e se virou vendo Jiho no chão se escorando em pé em frente a sua mesinha de canto.

— Yah, como você desceu? — pegou o pequeno que já estava com as perninhas gordas tremendo e voltou o mesmo na cama o deitando.

Foi mais fácil do que esperava tirar a fralda que nem estava tão suja assim. Jiho gostosava de tirar roupas, se lembrava de ter escutado Jungkook comentando sobre isso com Jin no aniversário de seu Hyung Namjoon. De acordo com o ex, Jiho subentendia que se tirassem suas roupinhas ele iria tomar banho, e Jiho amava tomar banhos.

Pegou a bolsa em seu ombro e enrolou o peladinho em seus braços o levando até o banheiro. Jimin tinha uma banheira de bebê, comprou antes mesmo do filho nascer, mas então Yugyeom ja havia comprado outra. Não doou ou vendeu, quis ficar com ela como um sinal de esperança.

Quem visse de fora podia achar que Jimin estava aceitando o fato de Jungkook deixar o filho consigo, muito fácil. No entanto, ele só queria que aquilo fosse real, não queria nem mesmo voltar a tentar lugar para Jungkook com medo de o mesmo vir buscar o filho. Sempre quis ter um momento a sós com a criança, mas não havia tido tal oportunidade. Jimin não estava aceitando aquilo facilmente e do nada, não, ele estava abraçando aquela oportunidade com força com medo da criança sumir de seus braços e tudo não passar de mais um sonho ilusório.

— Prontinho! — foi difícil encher a pequena banheira branca com Jiho brincando de tentar enfiar o dedo em seu nariz, mas no fim conseguiu.

Colocou o filho na água morna vendo o mesmo fitá-lo e bater na água todo empolgado sorrindo abertamente.

— Agora vamos lavar ess4 corpinho logo antes que a água esfrie, não é mesmo Jiho? — apenas recebeu um gritinho empolgado do filho que continuava batendo todo feliz na água.

Jimin pegou o sabonete e colocou por cima do porta que já vinha na banheira se virando para pegar o shampoo também, mas então notou que o filho estava em silêncio. Ao se virar para sua cria, Park o pegou no flagra com o sabonete na mão quase levando pra boca. Tomou rapidamente do item das mãos de Jiho que ficou encarando-o com os olhos esbugalhados e atentos como se  perguntasse o que tinha feito de  errado.

Voltou o sabonete em seu devido lugar e de virou novamente para a bolsa, mas o silêncio ainda continuava então tornou a fitar o filho pegando o mesmo na hora do crime. O corpinho esticado como também um dos bracinhos, tentando pegar  o sabonete mais uma vez.

— Ya, não pegue! — Jimin o repreendeu olhando sério para o filho que agora o fitava se afastando continuando o olhar fixo em si. — Não pode Jiho, é ruim, faz mal!

Jimin retornou a procura finamente achando o que queria, mas quando foi fechar a bolsa o bandito zíper travou, depois de muito tentar conseguiu fechar a bolsa, mas assim que o fez ouviu um choro alto e manhoso retornou ao filho vendo o mesmo com o sabonete no colo caído dentro d'água e a boquinha com bolhas suspeitas.

— Aí meu Deus!


(...)


Demorou muito para Jimin se ajeitar com o filho, fazer a  mamadeira foi uma verdadeira luta, mas Park estava realmente tentando. Talvez ele devesse ter ligado para Jungkook e exigido alguma explicação, mas nem sequer cogitou isso. Tinha medo de  não ter uma segunda chance então estava aproveitando essa ao máximo.

— Hm! — Jiho exclamou mostrando o controle da televisão a Jimin que preparava um lamen pra almoçar em plenas duas horas da tarde.

— Oh, quer que eu troque de canal Ji? — Jimin olhou uma última vez o pontinho instantâneo e suspirou indo até o filho que acompanhou todos só seus  até ele juntando o controle com as duas mãozinhas segurando firme nele. 

O bebê tinha os olhinhos arregalados e atentos, Jimin sentou ao lado do filho indo pegar  o controle que fora segurado ainda mais firme. Park tentou puxar da mão do bebê que resmungou bravo puxando de volta. O mais velho ali repetiu o ato vendo o filho puxar de voltar e sorrir olhando para si como se esperasse repetir ação, só para testar, Jimin repetiu o ato vendo Jiho puxar mais uma vez dando um gritinho animado e esperando Jimin fazer aquilo de novo.

A brincadeira se repetiu até Jimin gostar dela também sorrindo junto com a criança que logo parou de fazer isso se jogando em seu colo e deitando a cabecinha miúda em suas pernas olhando para o nada. Jiho colocou a mão na boca e começou a fechar os olhinhos como um aviso a Jimin do que iria acontecer.

Park pegou o filho no colo junto ao seu pote de  lamen e foi com o mesmo para o quarto onde deitou a criança soltando-a na cama. O bebê já bem alimentado assistiu Jimin sentar  na cabeceira da cama olhando a hora no objeto tão amado em seu pulso e engatinhou até o mais velho mais uma vez inclinando o corpo e deixando a cabeça deitada em seu colo.

Jimin sorriu abertamente para o filho fazendo um carinho nos fios negros do mesmo. O bebê ficava olhando para seus dedinhos e então para o papai repetidas vezes até os olhinhos começarem a pesar.

O paizão ali aproveitou o tempo livre e devorou o pontinho de lamen apimentado soltando jm longo suspiro ao terminar de comer. O filho ainda  dormia, mas agora estava ressoando baixinho todo esparramado no colchão deitado de bruços com os braços e as pernas gordinhas bem abertos, a boca de lábios finos entre aberta soltando o som baixo de sua respiração.

Jimin deixou o bote em uma mesinha de canto baixa ao seu lado da cama e se obteve em observar o filho. Tão parecido com Jungkook mesmo que ainda fosse um bebê. Park respirou fundo alternando seu olhar em Jiho e o travesseiro onde Jungkook dormia.

Nunca mudou nada lá, estava tudo do mesmo jeito que estava quando Jungkook o deixou. Ainda se lembrava da cena de  seu ex marido, parado em pé na sala de braços cruzados e as  malas prontas ao seu lado. Foi horrível como tudo o que disse a Jungkook não pareceu ter efeito nele, mas Jimin notava as mãos tremendo, sabia que se tivesse insistido um pouco mais certamente Jeon teria desistido.

Mas não o fez.

De fato, isso não importava mais, pensar no que  poderia ser feito não muda a ação já realizada. Estavam divorciados, tinham um filho, Jungkook era casado com outro e... Seu filho o preferia à si.

Não culpava a criança, de fato, ele não poderia e isso seria muito idiota de sua parte. Jiho era ainda um bebê que se apegaria a qualquer um que passasse muito tempo com ele, Jungkook não tinha tanta  culpa como queria colocar nele também. Mas era mais fácil acreditar que sim, por todas  as  vezes em que analisava as situações o que provavelmente levaram ao seu divórcio, Jeon era o que  parecia menos culpado.

Devia ter amado mais seu esposo, sido mais presente?

Em meio aos seus pensamentos Jimin respirou fundo deitando ao lado do filho e puxando o mesmo para si enquanto aos poucos caía no sono também.

(...)

Jungkook sorriu satisfeito quando o final de seu expediente chegou, o dia fora cansativo sem contar em sua mente que trabalhava em como estava sendo o dia de Jimin ao lado do filho. Só esperava que tudo tivesse dado certo, sua intenção fora boa afinal.

Estava pronto para ir a casa do Park buscar o filho e conversar com o mesmo quando a porra foi aberta  e ao erguer seu olhar se deparou com Yugyeom encostado no batente da porta com um olhar nada  agradável.

— Yug, veio me buscar? — Jungkook falou estranhando a presença do outro ali. — Nem avisou. — riu um pouco nervoso dada as circunstâncias.

— Precisava? — ele o questionou em deboche. — Por acaso buscaria Jiho da casa de Jimin mais cedo se soubesse que eu viria?

— Desculpa não te  contar, mas sabia como reagiria. — Jeon falou soltando um longo suspiro, não havia por que mentir.

– É claro, como pôde deixar nosso filho com aquele irresponsável que ainda por cima fuma, sabe o quão prejudicial isso pode ser para Jiho?!

— Primeiro de tudo, não grite comigo! — Jungkook quis deixar claro. — E também Jimin é pai de Jiho, ama ele e duvido que fumaria perto do filho, droga!

— Como pode ser tão burro assim em acreditar que aquele viciado não fumaria com Jiho lá? — Jungkook olhou indignado para o marido por tê-lo insultado daquela forma e fechou os olhos ponderando sobre como proceder  aquilo sem tudo acabar em uma briga ainda mais feia.

— Estou indo buscar Jiho, se quiser pode vir junto, mas não fale merdas para Jimin. — soltou com a voz fraca pegando suas coisas e saindo na frente de Yugyeom. — Ele não tem culpa. — soltou num sussurro fraco.

 O caminho até o apartamento de Jimin foi longo e cansativo, não por que ficava longe e sim graças ao trânsito insuportável das dezoito horas. Sabia que Yug estava no carro de trás em seu encalço e sentia que  não devia tê-lo deixado vir consigo, mas já havia mentido para ele, só queria que o marido visse que Jimin não fumou enquanto estava com Jiho.

Park sempre fumava quase estava nervoso, impaciente ou chateado com algo. Só esperava que Jiho tenha ocupado a mente do ex marido o suficiente.

Ao estacionar em frente a sua antiga moradia, Jeon observou o marido fazer o mesmo e logo já estavam dentro do elevador. Yugyeom não falava nada e isso só deixava Jungkook ainda mais nervoso, o porteiro que estava lá não era o mesmo com quem tinha deixado as chaves e bem, não pareceu haver nenhuma comoção sobre sua entrada então ninguém parecia saber. Jimin não tinha tentando abrir a porta?

Assim que estacionaram no andar tão familiar, Yugyeom foi quem saiu na frente já tocando a campainha sem parar, mas não tendi resposta. Jungkook bufou passando a frente do marido e digitou a senha destravando a porta o que deixando seu marido ainda mais intrigado e desconfiado.

Ao adentrarem o apartamento, Jungkook precisou desviar o olhar  dos quadros que sabia terem chamado a atenção do marido que na mesma hora chamou Jimin de obcecado lunático. Tentou ignorar aquilo e foi corredor adentro indo direto aí quarto do antigo casal onde agora apenas Jimin dormia.

Empurrou a porta com cuidado com Yugyeom em seu encalço, e seus olhos  presenciaram a cena mais linda  eu já havia visto com seu filho. Jimin estava dormindo todo esparramado no colchão com Jiho no mesmo estado só que por cima de seu tronco. O bebê tinha uma das mãos na boquinha babada e a outra em um dos peitos de Jimin toda espalmada.

Park respirava fazendo o peito subir e descer e assim Jiho seguir o movimento. Os dois estavam dormindo tão lindamente que por um momento Jungkook esqueceu de que não era o único a presenciar aquela cena digna. Contudo, ao ver  a mesma  imagem ser quebrada por um Yugyeom que pegou Jiho para seu colo sem cuidado algum acordando o filho que choramingou também acordando Jimin, Jeon se viu de volta a sua realidade.

— Mas  que merda... — Jimin  praguejou e então fitou os dois ali. — Por que pegou ele assim?!

— Quando mais longe de você melhor para Jiho. — Yug soltou deixando Jungkook abismado com sua fala.

— Yugyeom!


– Como assim? Jiho é meu filho! – Jimin quis deixar claro se aproximando do outro que carregava a criança chorosa consigo, esta que logo foi parar no colo de Jeon.


– Como assim? Fazer de Jiho um fumante passivo é coisas que  pais fazem? Me polpe Park, mas se depender de mim essa criança fica longe de você.


— Mas não depende. — Jungkook viu como Jimin ficou abalado com aquilo e não conseguiu evitar defendê-lo era maior que si a vontade de fazê-lo. — E outra, ele não fumaria perto de Jiho.


Afirmara recebendo um olhar questionador junto a uma careta de Yugyeom, como se o mesmo lhe perguntasse como ele podia ter tanta certeza daquilo sendo que nem mesmo esteve ali durante todo o dia. Mas Jungkook não havia sentido cheiro algum de fumaça de cigarro, e também quando deixou Jiho ali se encarregou de ver se tinha muitos maços daquilo que acabaria cada dia mais com os pulmões de seu ex marido.


Jimin parecia estar desconfortável com toda aquela situação, mas também não era de menos, o atual de Jungkook simplesmente estava lhe dizendo aquelas coisas, como se não se importasse que o estivesse machucando.


— Jimin, obrigada por cuidar de Jiho, digo… Eu nem mesmo tinha lhe avisado antes. — Jeon agradeceu um pouco sem jeito.


Park moveu a cabeça em concordância, levando seus olhos até seu garotinho que agora se encontrava com os olhinhos bem arregalados, enquanto olhava para todos os três, parecia assustado… foi então que as imagens de horas atrás veio até si, clareando seus pensamentos para como havia gostado de passar todo aquele tempo com Jiho, como havia gostado de dar banho nele sozinho…


— Hm, Jimin? — Jeon chamou o ex um pouco receoso sobre o que diria a seguir. — É que bem, eu e Yug vamos a uma viagem no meu aniversário e ficaremos fora durante o final de semana inteiro, será daqui a dois dias. Você poderia, sei lá, ficar com Jiho, se não for incômodo é claro.


— Não é… — Jimin  foi interrompido por yugyeom antes que prosseguisse.


— Não será necessário. — o outro falou recebendo um olhar reprovador de Jeon. — Já falei com minha mãe e ela concordou em ficar com ele, é melhor e mais confiável, não vou me sentir confortável viajando sabendo que Jiho está ao lado desse irresponsável!


— Está me insultando dentro da minha própria casa? — Jimin fechou os olhos brevemente como se tentasse se acalmar. — Não está achando que pode demais, não?


— Yug, eu queria que Jimin fique com Jiho, além do mais é o pai dele e não existe problema em deixar um filho com seu pai. — Jungkook falou calmo por mais que a situação fosse complicada e estressante.


— Ele não é o mais adequado Jungkook! — Yug quase gritou fazendo os olhos do bebê se encherem de lágrimas e Jimin se segurou para não tirar a criança daquele colo maldoso.


— Ele é o pai do meu filho Yugyeom, Jimin é pai de Jiho e não se importa em ficar com o filho então vai ficar! — declarou surpreendendo até mesmo Jimin com sua fala.


— Mas você vai queria isso, certo? — Jimin o olhou atentamente após essa fala. — Você mesmo me disse, que se pudesse escolher nunca teria engravidado de Park Jimin.


Aquela fala de seu marido fez com que seu coração disparasse dez vezes mais do que o normal, não podia acreditar que Yugyeom estava desenterrando aquilo, justo aquilo! Jungkook não podia fazer nada porque era realmente verdade, tinha dito aquelas coisas ao mais novo, mas na época estava com os hormônios tão atacados; ria por qualquer coisa, chorava por qualquer coisa, e não podia evitar pensar em Jimin que sempre fora alguém tão importante em sua vida.


Mas quando pensava nele naqueles dias sentia-se tão triste, tão pra baixo, que evitar dizer algo do gênero era quase impossível.


Ouvir aquilo fora como um tiro no rosto de Jimin, o homem sentia-se tão mal por toda aquela situação, não sabia que por uma simples tarde ao lado do filho aquilo iria ocorrer, e depois daquela fala sentiu-se ainda pior. Olhou para Jungkook, a procura de uma confirmação para aquilo que o mais novo havia dito e quando o vira desviar o olhar, seu peito queimou em segundos… oh, sentia-se a pior pessoa do mundo, para até Jeon dizer que preferia não ter tido um filho seu, só podia ser mesmo.


— Jimin eu… Não é nada disso, eu… — por estava tentando se explicar, Park não entendi o porque de Jungkook ainda querer lhe explicar algo, afinal… Seu ex marido não lhe devia satisfações da vida que tinha agora. — Jiho, ficará com você daqui duas semanas durante meu aniversário… Yug vamos agora.


— Como é? Jungkook! — gritou, mas antes de ir olhou para Jimin com desprezo. — Essa conversa ainda não terminou Park, Jiho pode ter seu sangue, mas foi a mim que ele escolheu.


Notas Finais


TodynhoDoJimin2:
Ooi Amores ❤ ❤
Voltamos kkkkkk mds nem demoramos tanto vai! (*-*)/
Ahhhh mds ouvem meus berros por termos alcançado quase 500 favoritos com SÓ DOIS CAPÍTULOS VOCÊS SÃO MUITO FODAAAAAAS ❤❤❤❤❤❤
Muito muito obrigada mesmo, amo vcs demais seres humaninhos :")

PS: não revisado

❤ Bjs e até o próximo


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