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História We are Doctors - Capítulo 12


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Notas do Autor


Olá, pessoas!
Hoje falta um dia para completar um ano desde que postei o último capítulo dessa história e tanta coisa aconteceu que eu não tenho palavras para sequer tentar explicar o que foi minha vida de lá pra cá. Tenho certeza que todos passamos por árduas provações no ano de 2020 em que a maioria de nós deve ter vivenciado mais tristezas do que alegrias. Para ser sincero, eu perdi a conta de quantas vezes eu abri o Word para tentar escrever esse capítulo, mas eu passava horas encarando a página em branco e nada saia, mesmo com todo o plot em minha cabeça. Escrever uma fanfiction em que os protagonistas vivem na área da Saúde se tornou uma tarefa quase que impossível para mim porque minha cabeça sempre se mantinha presa no Covid-19, mas hoje eu finalmente consegui escrever e estou muito feliz em ser capaz de postar esse capítulo (e muito envergonhado pelo espaço de tempo entre esta postagem e a última). Bom, não vou enrolar muito mais aqui, espero que gostem do capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 12 - Amargor de um novo começo.


 

06 de Janeiro de 2019, 19h47m, Divine Olympus Royal Hospital, Nova Iorque.

A Sala de Operações 01 do Olympus já havia sido palco de diferentes momentos marcantes na vida de muitas pessoas. Vidas haviam sido salvas e perdidas ali. Em alguns momentos, milagres haviam ocorrido. Já em outros, fracassos que atormentariam a vida de todos os envolvidos foram os protagonistas. Sem dúvidas era um local histórico naquele hospital, mas o seu maior significado para os cirurgiões que passaram por aquelas portas sempre seria o que ocorria na primeira vez que cada um deles entrava naquela sala.

O Dr. Quíron Brunner encarava o grupo de jovens com um olhar férreo. Sua postura de um cirurgião experiente já era o suficiente para deixar qualquer uma daquelas pessoas intimidada, mas sua voz grave e impactante com certeza contribuía para gerar uma visão marcante no primeiro dia de trabalho daquele grupo.

— Os anos que irão passar em sua residência aqui serão os piores e melhores de suas vidas. Cinco de vocês irão desistir, três irão trocar para uma especialidade mais fácil, dois irão colapsar diante a pressão e alguns irão se convidados a se retirar do programa. Ontem vocês estudavam e aprendiam com médicos. Hoje vocês são os médicos. Olhe envolta, cheque a concorrência. O palco é de vocês, o jogo começa agora...

— É sério que ele faz o mesmo discurso todo ano? Quanta falta de criatividade. – Thalia resmungou enquanto observávamos a cena da galeria de observação.

— E eles são tão pequenos. Nós éramos assim também? – Nico perguntou com uma careta.

Eu neguei com a cabeça enquanto continuava a olhar o grupo dos novos internos que sequer notavam nossa presença no piso superior.

— A juventude é linda, o futuro é fascinante de assistir. – Comentei com um tom sonhador. – Até parece que foi ontem que nós estávamos ali...

— Isso foi no ano passado! – Annabeth reclamou indignada.

Thalia suspirou pesadamente e levantou-se da cadeira acolchoada que estava para colocar a mãe no ombro da loira com sua melhor cara de “irmã mais velha”.

— Você vai entender quando for mais velha.

— Vocês são ridículos. – Annabeth declarou e virou-se saindo da sala com uma Thalia risonha agarrada em seu braço.

Eu e Nico logo tratamos de segui-las rapidamente pelos corredores do hospital em direção ao refeitório já que, tecnicamente, estávamos atrasados para um dos dias mais especiais do ano para o programa de residência cirúrgica do Olympus.

Divine Olympus Royal Hospital e seu programa de residência cirúrgica são rodeados de tradições que são consideradas sagradas por todos que passam pela instituição. Apesar da incrível qualidade dos atendentes e dos membros do quadro de diretores do hospital, o processo de produção de novos cirurgiões é extremamente complexo e cercado de práticas que nenhum outro hospital nos Estados Unidos costuma aplicar em seus respectivos programas. Uma das mais polêmicas dessas práticas ocorre no mesmo dia que os internos pisam pela primeira vez no hospital: A seleção dos residentes.

Deixem-me explicar brevemente como funciona o processo de seleção dos novos internos no Olympus. Como a instituição é reconhecida por ter o melhor programa de residência cirúrgica do país, o processo de seleção dos candidatos é uma coisa completamente absurda. Além das provas escritas, carta de intenção e a entrevista com o candidato, os recrutadores ainda vasculham todo o passado acadêmico do mesmo. Todos os professores que escreveram cartas de recomendação são convidados (entenda-se intimados) para reuniões privadas onde são questionados sobre os alunos que recomendaram. Em alguns casos, até mesmo ex-colegas de classe são contatados para fornecer informações.

E essa é a parte fácil.

O que determinava o sucesso ou fracasso inicial da carreira dos internos era o momento em que eles só saberiam que ocorreu com eles quando se tornassem residentes no segundo ano: a escolha das equipes de internos pelos residentes.

Todos os residentes de segundo ano são responsáveis por liderar um pequeno grupo de internos, geralmente composto por 4 pessoas e, ao contrário do que a maioria das pessoas achavam, os grupos não eram escolhidos por um sorteio.

Na verdade, é completamente o oposto disso. Eu, Annabeth, Nico e Thalia aprendemos isso naquela manhã quando nos reunimos com Reyna naquela que foi a nossa última reunião como um time de internos e residente.

 

— Atrasados. – A Dr. Ramirez-Arellano enfatizou assim que entramos na pequena sala de reunião dos residentes. Ela sequer havia tirado os olhos das fichas que lia na grande mesa que ocuparíamos.

— Nós estamos no meio de um plantão de vinte e quatro horas. – Nico reclamou em voz baixa, mas se calou quando a Dra. Ramirez-Arellano levantou a mão para interrompê-lo.

— Não ligo, não é problema meu. Depois de hoje eu vou estar livre de vocês. – Ela declarou com uma estranha satisfação.

— Você está tão feliz assim de não sermos mais seus internos? – Thalia perguntou meio ofendida.

Para aquilo, ela finalmente tirou os olhos dos papéis que segurava para responder.

— Sim. – Ela teria acrescentado um sorriso à resposta, mas limitou-se a rolar os olhos quando viu nossas expressões. – Não façam essas caras, não é pessoal. Agora chega de drama e vamos começar.

 

Quando finalmente sentamos em uma mesa bem longe da grande fonte que ficava no centro do refeitório, eu ainda tento não ficar muito magoado com isso, o cansaço do plantão e de todo o trabalho daquele dia que ainda não tinha acabado começou a pesar em meus ombros

O grande hall que geralmente era usado como refeitório havia sido transformado para receber a grande recepção dos novos internos do programa de residência cirúrgica do Olympus. As pequenas mesas metálicas haviam sido trocadas por grandes mesas redondas de vidro que ostentavam diferentes tipos de comidas finas que eu jamais tinha experimentado. Os balcões que exibiam as opções de refeições no cotidiano tinham sido transformados em bares onde diversos bartenders estavam à disposição dos convidados com um menu que me fez ficar profundamente amargurado com a administração do hospital que optou por não oferecer essas regalias no ano anterior quando eu havia chegado.

— O que supostamente nós deveriamos fazer aqui mesmo? – Eu perguntei enquanto piscava os olhos com força tentando espantar um pouco do sono que tomava conta de mim.

— Socializar, conhecer, conversar e dar as boas vindas aos novos internos. Coisas sem sentido e entediantes que executivos adoram. – Thalia respondeu com a voz entediada.

Ela estava encarando o bar com um olhar intenso e eu sabia que ela estava cogitando se deveria beber algo ou não para suportar aquilo. Não posso julgá-la por isso porque o mesmo pensamento passou pela minha cabeça.

— Eu não consigo lembrar nem o meu nome direito e agora eu tenho que aprender novos? É demais pra mim. – Nico resmungou com a voz abafada. Ele estava com a cabeça entre os braços apoiado na mesa e a sensação que dava era que ele iria dormir ali mesmo.

— Você já sabe o nome de todos eles e como eles são. – Annabeth retrucou bem humorada. Era incrível como ela nunca aparentava estar cansada mesmo depois de um longo plantão, assim como Thalia.

Ambas insistiam que elas simplesmente eram naturalmente melhores como cirurgiãs do que eu e Nico e por isso não ficavam parecendo zumbis como nós. Nico dizia que o verdadeiro motivo é porque as duas tinham uma sensibilidade emocional de um cubo de gelo e capacidade físicas de demônios, longe do ouvido delas, é claro.

— E para provar meu ponto... Thalia, veja só quem está aqui. – Annabeth chamou a atenção para o homem que se aproximava da mesa com um sorriso no rosto e eu imediatamente lembrei da reunião daquela manhã.

Nós ocupamos os lugares vagos na mesa e eu abri a primeira ficha da pilha que estava em minha frente e encarei o perfil de aplicação completo de um homem loiro de olhos azuis.

 

— Oh, que ótimo... – Thalia resmungou do lado oposto da mesa.

— Jason Richard Grace. – A Dra. Ramirez-Arrelano anunciou sem dar a mínima atenção para a reação de Thalia. – Se formou na NYU com as melhores notas, foi orador da turma e uma das estrelas do time de basquete, embora não tenha colocado o esporte acima de seu comprometimento com o curso. Seus professores o descrevem como “extremamente eficiente e seguidor do manual por natureza”. Não tem falhas gritantes e é um rapaz de ouro clássico, embora não possa ser chamado de gênio, ele é um candidato a se tornar um cirurgião bem sólido. Além disso, sua carta de recomendação principal é assinada pelo Dr. Zeus Grace.

— Todos a favor de salvar o filho do dono do hospital de ser torturado pela própria irmã durante um ano? – Eu perguntei sem nem um pouco de ironia na voz.

Todos levantaram a mão em concordância, inclusive Thalia, o que fez todos da mesa olharem para ela.

— O quê? Eu fui pra faculdade justamente para deixar de ser babá dele, não o contrário. – Thalia explicou dando de ombro.

— Então ele vai ficar no meu time ou com o do Percy, considerando a aversão infantil de Nico com atletas. – Annabeth refletiu ganhando a aprovação de Nico na forma de um joinha.

— Pode ficar com ele. – Eu sugeri um pouco rápido demais e Nico soltou um som de escárnio.

— Você só está com medo de ficar responsável pelo filho do cara que pode te demitir com uma assinatura. – Meu amigo acusou.

— Não é isso! Eu só acredito que ele pode aprender melhor sob a supervisão de Annabeth já que ambos são... – O fim da frase morreu em minha garganta quando eu vi a expressão da loira escurecer.

Annabeth não era muito fã de ser lembrada de quem era filha quando estava trabalhando. Nem Nico... Nem Thalia! Agora que paro para refletir, não sei se isso é um problema dos filhos de todas as celebridades da Cirurgia ou se é um problema exclusivo dos meus amigos.

— Chase, fique com ele antes que Jackson diga que é porque ambos são loiros. – A Dra. Ramirez-Arellano decidiu com um suspiro cansado e Annabeth concordou com um aceno, embora não parecesse exatamente feliz com aquilo.

Aquilo com certeza iria cobrar seu preço depois.
 

— Você me seguiu de casa outra vez? – Thalia brincou quando levantou-se para abraçar o irmão.

— É bom te ver também, Thalia. – O loiro riu e acenou educadamente quando a mais velha fez as apresentações.

Jason Grace era um cara agradável e sabia como conversar. Ele me lembrava um político muito habilidoso porque conseguia manter um papo agradável mesmo se considerarmos que nós estávamos fingindo que não sabíamos tudo sobre ele. Ou pelo menos Annabeth fingia muito bem que não sabia nada sobre ele quando ouvia atentamente o relato de como havia sido a entrevista dele na seleção enquanto Thalia apontava todos os erros dele, Nico continuava quase apagado na mesa e eu imaginava se eu votaria ou não no loiro em uma futura eleição.

Sim, eu não funciono muito bem depois de um plantão, não me julguem.

Ele não ficou muito tempo na nossa mesa, pois logo se desculpou e saiu para cumprimentar o pai, que estava supostamente em algum lugar da festa. Thalia o seguiu, embora tenta dito que iria "investigar" o bar antes já que era, nas palavras dela, "impossível encarar o Dr. Zeus Grace enquanto sóbria".

— Sua mãe também está por aqui? Ela faz parte do Conselho de Diretores, certo? Metade deles está aqui. – Eu perguntei a Annabeth quando vi o Dr. Brunner passar por nossa mesa acompanhado por dois executivos do hospital.

— Ela faz parte da metade que não está. Ainda bem. – Annabeth respondeu com um suspiro aliviado e então olhou para nosso amigo semimorto. – E seu pai, Nico?

— Ele está palestrando em um congresso em Chicago. – Ele respondeu e levantou a cabeça pela primeira vez desde que sentamos ali. Ele realmente aparentava estar mais acabado do que o normal, mas ainda assim abriu um sorriso. – Para o bem da minha sanidade, estou livre deste problema.

— Nicolas!

— Mas não desse. – Ele gemeu batendo a cabeça na mesa novamente quando a dona da voz se aproximou da mesa.

A Dra. Silena Beauregard estava radiante. Ela usava um vestido preto elegante e saltos que pouco faziam para ajudar em sua altura quando ela era comparada ao marido, Dr. Beckendorf, que a acompanhava, mas que a fazia parecer uma modelo profissional. Sua aparência entregava que ela não estava em plantão. Não se enganem, ela sempre se foi uma mulher muito bonita, mas ali ela estava diferente, como se aquele fosse seu elemento.

— Aqui está você! Vamos, eu preciso te apresentar aos novos atendentes de Pediatria. – Ela anunciou e, mais rápido do que eu esperaria de uma mulher usando salto agulha, arrastou um Nico resmungando pelo braço.

O Dr. Charles Beckendorf ocupou uma das cadeiras vazias com um sorriso de quem pedia desculpas no rosto. Diferente da esposa, ele estava vestido bem mais casualmente, pois acabara de sair de um plantão assim como nós.

— Desculpem pelo sequestro repentino, sei que vocês devem estar cansados, mas quando ela coloca algo na cabeça, é impossível pará-la até que ela faça o que quer. – Ele explicou e pareceu relaxar quando garantimos que não era problema algum.

— Nico já deve estar acostumado nessa altura. – Eu acrescentei e o Dr. Beckendorf riu.

O salão agora estava cheio de pessoas, vários funcionários das diferentes áreas que trabalhavam em conjunto dos cirurgiões também haviam sido convidados, então a quantidade de pessoas era muito grande. Tanto que era mais difícil eu encontrar alguém que eu não reconhecia, uma vez que eu tive que me esforçar um pouco para encontrar outro rosto novo no meio daquela multidão. Coincidentemente, era uma mulher que estava conversando com Jason e Thalia próxima ao bar. Ela falava de maneira animada e gesticulava bastante, fazendo o loiro rir vez ou outra, com certeza eles estavam se divertindo, uma pena que ela não estava percebendo o olhar quase predatório que Thalia matinha no rosto enquanto a observava.

 

— A próxima é Piper McLean. – A Dra. Ramirez-Arellano disse com um ensaio de sorriso surgindo nos lábios.

— A filha do Tristan McLean que fez Rei de Sparta? – Eu perguntei reconhecendo o sobrenome, afinal era um dos meus filmes favoritos.

— A própria. – Nossa ex-supervisora confirmou. – Se formou com boas notas na UCLA. Embora seu desempenho acadêmico seja bom o suficiente para nós, ela tem algumas bagagens que o diretor do programa de residência fez questão de destacar.

— Alguns casos de furtos quando era adolescente que vão desde uma prancha de surf até uma BMW, além de várias advertências por brigas com outros alunos no ensino médio e inicio da faculdade. Tudo isso “sumiu” dos dados oficiais, provavelmente graças à equipe do pai dela. – Eu detalhei em voz alta o que lia na ficha que segurava.

— Uma filha de um ator milionário que foi uma adolescente cleptomaníaca ou muito carente de atenção dá a volta por cima e se torna uma cirurgiã. Tem certeza que ela não está fazendo o roteiro do próximo filme do pai? – Nico perguntou irônico fazendo todos rirem brevemente.

— Garota interessante... Eu gostei. – Thalia declarou já assinando o nome da nova interna em sua própria lista.

— Tem certeza, Grace? – A Dra. Ramirez-Arellano questionou.

— Claro! Se ela não tiver o que é preciso, vai ser o maior prazer chutar o traseiro dela daqui. – Thalia comentou com um tom de voz que significava que ela estava falando literalmente.

 

Um pequeno clamor começou a se espalhar pelo salão quando o Chefe de Cirurgia, o Dr. Brunner, se encaminhou para o centro do espaço chamando a atenção de todos e pedindo silêncio.

— Boa noite a todos, em nome da equipe gestora do Olympus eu agradeço a presença de todos que gentilmente separaram um tempo em suas agendas conturbadas para se juntarem a nós nessa pequena celebração de boas vindas. – Ele disse em voz alta e foi recebido por aplausos da maioria dos presentes. – É com imenso prazer que recebo oficialmente os novos membros do Programa de Residência Cirúrgica de nosso hospital. Estou certo que todos esses jovens são bem capacitados e que se conseguirem permanecer firmes e dedicados em seus caminhos, se tornarão grandes cirurgiões assim como todos os seus antecessores. Como Chefe de Cirurgia e Diretor do Programa de Residência, desejo boa sorte para todos vocês.

Mais uma vez, os convidados aplaudiram educadamente e eu pude notar várias pessoas que tinham emoções bem transparentes estampadas nos rostos. A maioria deles estava excitada e pronta para entrar em ação, um ou outro demonstrava preocupação e alguns pareciam quase em choque, como se só tivessem se tocado agora que eles realmente tinham conseguido entrar no Programa de Residência mais cobiçado dos Estados Unidos.

Talvez por eu estar propositalmente tentando observar cada pessoa naquele salão, fui capaz de notar quando um homem começou a se aproximar do Dr. Brunner quando este fez um pequeno sinal com a mão o chamando. Foi como se todo o meu cansaço tivesse desaparecido instantaneamente quando eu reconheci o rosto daquele homem, memórias antigas há muito tempo enterradas começaram a fluir na minha cabeça. Comecei a sentir um gosto amargo na boca quando vi o Dr. Brunner pousar a mão no ombro do homem de maneira calorosa antes de se dirigir novamente para a plateia.

— Aproveitando a ocasião de boas vindas. Gostaria de estender o sentimento para o mais novo membro sênior de nossa equipe cirúrgica, um homem que felizmente aceitou retornar para o Olympus depois de mais de duas décadas servindo nosso país e hoje passa assumir o cargo de Chefe de Trauma, posição vaga desde que o Dr. Lineus decidiu se aposentar. – O Dr. Brunner apertou fortemente a mão do homem e deu dois tapinhas em seu ombro. – Seja muito bem vindo, Dr. Poseidon Jackson!

Aquilo não podia estar acontecendo. Dezoito anos depois, alguns fios grisalhos na cabeça e na barba, mas ele ainda tinha o mesmo sorriso, os mesmos olhos e o mesmo bronzeado que eu sempre enxergava quando comparava as fotos com minha imagem no espelho. Ali estava ele, agora que minha vida finalmente estava com tudo dando certo, ele estava ali novamente para fazer o que sabia de melhor: estragar tudo.

Dezoito anos... Aquilo não podia estar acontecendo.


Notas Finais


Uau! Eu espero que vocês tenham gostado do capítulo, é uma sensação extremamente satisfatória ser capaz de escrever novamente depois de tanto tempo. Eu espero que todos vocês e seus entes queridos estejam se protegendo e se mantendo firmes nesse grande desafio que enfrentamos e que vamos continuar enfrentando. Se essa atualização na história contribuir para que você passe alguns minutos satisfeito(a) por estar lendo algo que gosta, irei me sentir completamente realizado por estar contribuindo, mesmo que de maneira pequena, com o bem-estar de cada um de vocês.
Não posso garantir quando irei postar o próximo capítulo, mas eu tenho a absoluta certeza que não vai demorar absurdos nem de longe tal como foi com esse capítulo. Isso, é claro, se ainda tiver pessoas querendo ler essa história.
Até a próxima!


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