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História (We are not) just Friends - Capítulo 1


Escrita por: e TopJKProject


Notas do Autor


iae caubóis? tudo topzera? espero que sim

estou trazendo essa fanfic que deveria ter sido postada há milhares de anos, sério! quase uma década, mas cá estou eu, não é mesmo?

bem, nos mais, espero que gostem e digam o que acharam, cheirinho no olho de cada um que ler <3

p.s: a fanfic tem uma playlist ótima que vai estar nas notas finais!!

Capítulo 1 - This is a continuous point


Fanfic / Fanfiction (We are not) just Friends - Capítulo 1 - This is a continuous point

26 de Outubro.

Volto do trabalho com a mente repleta de ideias para a fanfic a qual estou escrevendo, empolgado por, finalmente, após meses de bloqueio criativo, conseguir produzir algo realmente legal. Ansioso para sentar na poltrona posicionada em frente a mesa de computador e colocar na folha branca do documentos do Google cada uma delas, ando mais rápido para chegar ao prédio que moro.

Finalmente aquelas horas entediantes que passo na conveniência haviam servido para algo. Rendendo-me um ótimo plot.

Santo sejam os papéis de rascunho!

Abro a porta do pequeno apartamento, tirando os sapatos na entrada e largando ali, também, a bolsa carteira, sinto o frio do piso tocar a sola do meu pé e um choque passar por meu corpo, ocasionado pela temperatura quente da minha derme, então dou pulinhos para espantar aquilo. Antes de entregar minha mente a imaginação a mil, decido tomar um banho para retirar o suor do dia, mesmo que o local em que trabalho tenha ar-condicionado, a caminhada de lá para onde resido é suficiente para cansar-me e fazer meu corpo soltar esse líquido nojento e… fedorento. Que chamamos de: suor.

Tomo um banho rápido, mas eficiente, ao ponto de permiti-me lavar o cabelo; com a toalha enrolada na cintura e outra esfregando os fios, secando-os, pego meu celular que não para de vibrar e piscar pela “chuva” de notificações que não para de chegar. E culpo totalmente meu patrão por não providenciar internet e roteador para a conveniência, fazendo-me gastar, meu precioso salário com créditos e, que no momento não pude colocar. Pois, convenhamos, não sou rico.

Desbloqueio o aparelho com a digital e meus olhos doem pelo brilho alto da tela, diminuo o brilho do mesmo e abro o aplicativo de mensagens, tendo em destaque, no topo, a do meu melhor amigo, com um total de trinta mensagens. Suspiro cansado, imaginando que a maioria é spam.


Jiminie
| JEON JEONGGUK
JEON
JEONGGUK
me responde que eu sei que você mexe no celular no horário de trabalho
16:04
o que te fiz para merecer tal tratamento?????
16:57
estou te vendo online, então para de me ignorar
oiiii
17:43


Como esperado, é spam e as mais recentes enviada por ele, por alguns segundos penso em ignorá-lo, porém sei que o mesmo detesta isso, assim como eu. Jogo a toalha que secava o cabelo na cama e sento na mesma, a fim de respondê-lo.


o que foi abuso da minha vida
chiclete do meu sapato
carrapicho da minha roupa |
17:45
Jiminie
| é assim que trata seu melhor amigo
pensei que me amasse
estava enganado
17:45
é tudo uma ilusão da sua cabecinha
você que acreditou nisso desde o princípio |
17:47
Jiminie
| você é malvado
17:47
eu sei, faz parte do meu charme ;) |
17:48
Jiminie
| qual?
o que você não tem?
17:49
ha-ha-ha, engraçadão
mas conta aí o que queria comigo |
17:51
Jiminie
| ah sim
então… soube que está com um bloqueio fedido
e vim te dizer que o projeto que faço parte está com vagas para ficwriters abertas
sei que ver temas novos sempre te dar inspirações, então pode ser uma boa
17:55


Encaro a mensagem do outro, com a proposta extremamente tentadora. A verdade é que sempre desejei participar de algum projeto no site a qual escrevo, existem alguns enormes e a qual meu melhor amigo faz parte é um deles e, apenas em pensar na enorme responsabilidade em escrever todo mês um tema diferente, para inúmeras pessoas lerem e fazer comentários negativos ou positivos, podendo ou não gostar do que escrevo, faz-me sentir um arrepio na nuca, dando-me uma leve dor de cabeça, mas nada preocupante e que necessite de remédio. Analiso por mais alguns minutos a proposta, colocando em pauta cada atividade diária e, ao decorrer destes, vou recebendo mensagens de Jimin, perguntando se estou vivo e para o dar sinal vida, se não, ele virá a minha casa conferir pessoalmente a minha situação. Sorrio ao vê-lo preocupado comigo, quando Jimin sabe que estou apenas pensando.


aceito |
18:13
Jiminie
| ãnh?
aceita?
18:15
sim, ué |
18:15
Jiminie
| então tá, vou te enviar o link
18:16
[link]
pronto, depois manda print 
porque às vezes você mente
18:19
eu não minto
mas mando sim |
18:20
Jiminie
| sei
ok, tchau
18:21


Despeço-me de Jimin, bloqueando o aparelho em seguida. Levanto da cama, tirando a toalha da cintura, ao que sigo para o guarda-roupa, retirando uma cueca e muda de roupa confortável. Estando devidamente vestido e cabelo penteado, vou a cozinha, na intenção de colocar um pouco de água para ferver para preparar um miojo. Volto para meu quarto, que não é longe de onde estava anteriormente — tendo a distância máxima de cinco passos —, puxo a cadeira da escrivaninha, abrindo o notebook, ligando-o.

Pego o celular novamente, abrindo na conversa do meu amigo, clicando no link que ele me enviou. O site abre e rapidamente copio o mesmo, colando em um novo tweet no Twitter, publicando-o para poder abrir no notebook — como sou o significado de flop* não vejo problema com a minha ação.

Abro o documentos do Google e o Twitter — em abas diferentes, obviamente —, ambos logados, clico no site do último tweet, logo visualizando um jornal publicado pelo projeto citado por Jimin. Leio atentamente, vendo que há vagas para outras áreas, adoraria inscrever-me para o design do mesmo, porém possuo “zero” talento para a tarefa, contentando-me em fazer capas apenas para mim, em casos raros, quando não quero incomodar o meu melhor amigo. 

Com o mouse, clico no link direcionado para o formulário de inscrição, leio as informações iniciais — porém importantes — e começo a preenchê-lo, respondendo todos os dados necessários, contudo, parando ao ter que anexar o link de duas fanfics escritas por mim — óbvio —, abro o site que publico as minhas histórias, escolhendo minuciosamente uma e pegando outra no documentos, esta que não pretendo publicar, mas vou soltar um spoiler bem grande, que pode arruinar minha carreira — não muito sucedida de escritor —: ela é topssíma¹.

E quem sabe, um dia, ela não vai parar no site? Nunca sabe do dia de amanhã.

Concluo o formulário, enviando e recebendo uma mensagem, que diz “Boa Sorte!” e, eu espero mesmo ter, caso contrário, finjo que nunca tentei. Afinal, o que sou além de um escritor fracassado, no mais profundo do poço do flop? Isso mesmo… Espero que tenham entendido a referência. Estico a coluna, estralando alguns ossos, preocupando-me com o estado de sedentarismo que vivo, porém, adiando no calendário os dias para iniciar os exercícios físicos.

Pronto para abrir um documento em branco, sinto cheiro de algo queimando e não recordo de ter colocado algo no fogão, contudo, decido conferir. Após cinco passos, vejo, uma das bocas do fogão acesa e minha chaleira fedendo a queimado e, apenas nesse momento lembro de ter colocado a água para ferver. Desesperado, desligo o fogo, pegando uma luva térmica pendurada abaixo do armário suspenso, tiro a chaleira de lá, colocando na pia e ligando a torneira para resfriá-la.

Retiro a luva, seco o suor com as costas da mão e passo os dedos pelos fios de cabelo, jogando-os para trás. Suspiro, pois minha refeição foi por “água abaixo”, por sorte, não havia aberto o pacote de miojo; abro o armário, tirando alguns biscoitos, insuficientes para me saciar. Mas como estarei escrevendo, a última coisa que irei me preocupar será a fome. Volto a escrivaninha, jogando os “lanchinhos” sobre ele, abro um novo documento, lançando nele as idéias principais para o início e desenvolvimento da fanfic.

Em algum momento levantei para pegar os papeizinhos de rascunho no bolso da calça que uso para trabalhar, vendo neles o início do primeiro capítulo ou prólogo. Escrevendo-os no mesmo documento e indo dormir, logo depois de decidir que o trauma temporário do acontecimento anterior havia passado, cozinho meu miojo, dando-me por satisfeito após devorá-lo.

[...]

01 de Novembro.

Acordo com o celular vibrando na escrivaninha e com relutância, levanto, pegando-o. Com um olho aberto e outro fechado, vejo piscar incessantemente o nome da minha mãe na tela e, com moleza, deslizo o dedão para a direita, atendendo. Antes de colocar o aparelho na orelha, escuto minha mãe gritar e instintivamente afasto o mesmo do rosto, franzindo o cenho, por tê-la gritando tão cedo. Percebendo o silêncio do outro lado da linha, aproximo novamente o smartphone, dessa vez, colocando-o na orelha.


— Oi, mãe.

Oi, mãe? É isso que me diz, após ficar semanas sem dar sinal de vida?


Suspiro cansado, preparado para o sermão que ela me dará e, realmente ele aconteceu, seguido de choro da parte da senhora Somin por estar com saudades de mim. Me fazendo prometer que no próximo mês estarei indo visitá-la, enchendo-a de mimos e presentes, o que a fez gargalhar, mas em concordância, pois a mesma acha que merece o que levarei e, muito mais. Porque, segundo minha mãe: ela me gerou, colocou no mundo, me deu moradia, alimentação e estudo de qualidade, merecendo meu salário — mensalmente, para deixar claro —, como recompensa. Mas pensem comigo: se eu fizer isso, do que viverei? Portanto, quem sabe esse dia não chega ao ganhar na mega sena e investir? Sendo um milionário famoso e cobiçado por todos, que encontra o amor em um Starbucks. Eu sei… fanfiquei demais.

Ao finalizar, vejo que possuo tempo suficiente para preparar kimbap, esquentar o danmuji e kimchi do dia anterior, o último estando tão saboroso quanto ontem. Como tranquilamente, checando as mensagens, vendo inúmeras mensagens no grupo “tops da galáxias”² e já imaginando que Seokjin havia marcado mais uma “saideira” para o final de semana, com muitos jogos, hambúrgueres, batata-frita e refrigerantes. Respondo, confirmando minha presença, visto que era sobre isso que tratavam. Tomo banho, em seguida colocando o uniforme horroroso de onde trabalho.

O dia passou rastejando como uma lesma, pois, como costumeiramente, ele é mais parado que rua deserta no meio da madrugada. Ao chegar no meu lugarzinho, que apelidei carinhosamente de cafofo, faço o de sempre, tendo como objetivo finalizar o capítulo de uma de minhas histórias em andamento, desejando postar hoje mesmo. Ligo o notebook, não tardando em abrir os sites, já memorizados pelo navegador que utilizo. Abro o Spirit Fanfictions, “corro” para as notificações, notando ter uma a mais do que verifiquei antes de sair de casa, ao aparecer as mesmas, deparo-me com uma que não esperava, pois, segundo eu mesmo, com fontes totalmentes confiáveis, eu não escrevo bem e não desenvolvo o suficiente meus plots e, bem ali, em negrito, estava dizendo que eu contenho uma nova mensagem na caixa de entrada, com o seguinte título: “Seja bem-vinda(o) ao TOP — insira aqui a abreviação do meu nome, por favor —, ficwriter!”.

Preciso deixar claro todos os sentimentos que estou tendo agora, eu estou surtando, gritando e chorando. Sim, chorando! Minha felicidade é tamanha que não cabe em mim, então, rapidamente pego meu celular, enviando várias mensagens, descontroladamente, para Jimin, tentando expressar o que estou sentindo, não obtendo muito sucesso, por causa do nervosismo, fazendo-me errar muitas palavras, mas acredito que meu amigo entenderá todas elas. Após o surto que durou algumas horas, respondo a mensagem com as informações pedidas, ansioso para escrever para o tema mensal.

[...]

08 de Novembro.

Antes de ir para o trabalho, combino com Yoongi de andarmos pelas ruas de Seul, sem destino mesmo, fazendo paradas para lanches e o que mais estivermos vontade de fazer. Felizmente sai do meu expediente mais cedo do que o normal, pois há alguns dias havia cobrido o horário de outro funcionário.

Eu e Yoongi somos amigos há três anos, eu conto tudo da minha vida para ele, confio de corpo e alma, porém isso nunca nos impediu de ficarmos, mesmo sendo essas vezes, raras. A tensão que nos ronda é enorme, contudo, toda vez que lembramos do que fazemos envolvidos por algum sentimento do além, gargalhamos até termos a barriga doendo pelo ato. Não que hoje seja mais um desses dias, na verdade, não sabemos, porque tudo acontece de uma forma natural, apesar de esquisita. 

Dou uma corridinha para casa, pois cada minuto é precioso e Yoongi marcou o local um pouco longe de onde moro.

Me arrumo as pressas, saindo do apartamento enquanto passo o cinto pelos passadores da calça. Em alguns minutos chego no lugar combinado, suado e com a respiração acelerada, de cabeça baixa vejo os sapatos de Yoongi e escuto a risada baixa que soltou; endireito a postura, sorrindo ladino — mas sem segundas, terceiras ou quartas intenções —, apenas contente em ver o mais velho. Ele coloca as mãos sobre meus ombros, ajeitando minha blusa e, encarando-lhe de pertinho, pergunto:


— Faz muito tempo que está esperando?

— Não, nem precisava ter corrido — responde.

— Ah… Mas, hyung — Solto uma risadinha e andamos para banco que ele disse que estava sentado antes de chegar — Eu prefiro esperar.

— Mentiroso. — Yoongi dá um tapa no meu braço. — Então, o que anda fazendo da vida?

— Que eu saiba, estou paradinho aqui. — Dou uma piscadinha para ele, que gargalha, soltando um “besta” baixinho.

— ‘Tô falando sério.

— Eu também. 

— Então ‘tá… E como vai a vida amorosa? Ficando com muita gente? — questiona.


Aquilo era a maior piada, melhores do que as Seokjin conta nos áudios do grupo e, com sua fala não contive-me em sorrir, pois ele, melhor que ninguém, sabe que não fico com alguém há mais de dois anos, tirando as vezes em que ficamos, porque não consideramos elas.


— Na mesma — respondo — E você?

— Até que no curso de direito tem umas mulheres e homens bonitos, ao menos assim, não me arrependo completamente.

— Concorrido, ein? — digo, soltando uma gargalhada por ver seu rosto corar instantaneamente.

— Vai desistir mesmo?

— Vou. Não é para mim, entende? — Concordo, fazendo um “joinha” com o dedão.


Passamos maior parte do tempo em silêncio e, quando conversamos, era algo sobre a vida, os problemas do passado e como eles estão agora — pois, alguns perduram até os dias de hoje —, por vezes, acabamos cochilando, revezando os ombros e, em uma dessas, com a cabeça de Yoongi apoiada em meu ombro, comigo observando a movimentação da rua, sinto o mais velho mexer-se. 

Volto a cabeça para sua direção, dado que, havia virado o olhar para o som de “ronco” de um carro que havia passado, soltando fumaça para todos os lados, fedendo demais. Com nossos rostos próximos, sinto minha mão suar e meu coração bater desesperado e meu hyung aproxima-se mais, lentamente, sorrindo. Então ele desvia, fazendo-me suspirar frustrado.


— Acho que está na hora de irmos embora. — Levanta do banco que estamos e, não era o mesmo de outrora — Está tarde.

Levanto, também e, puxo-o pela mão, enlaçando nossos dedos, em seguida, apertando-o em um abraço, sussurrando em sua orelha:

— Não some por meses, por favor — imploro.


Sinto seu sorriso crescer. Yoongi afasta-se, mas mantendo o sorriso nos lábios, este que alcança seus olhos; ele ainda não soltou minha mão, o que permiti-me depositar uma carícia no dorso da sua. Permanecemos nos encarando, até que ele desfaz o laço de nossos dedos, despedindo-se com um acenar. Respondo com o mesmo gesto, por mais que o mais velho não seja capaz de ver.

Retorno para a casa, sorrindo, quase pulando de alegria. Ao adentrar o apartamento, tiro o celular do bolso frontal, vendo nas notificações da tela bloqueada o nome de Jimin, do grupo — tops da galáxia — e de… Yoongi. O sorriso que não havia saído dos meus lábios aumenta e decido desbloquear o aparelho, indo diretamente na conversa do Min.


Yoongi
| Espero que tenha chegado bem em casa, Ggukie [emoticon de coração]
22:41
cheguei
e pelo visto você também |
22:46
Yoongi
| Sim, rs
Jeon?
22:47
sim? |
22:47
Yoongi
| Eu tenho algo a te propor, apenas não sei se irá concordar
22:49
manda |
22:49
Yoongi
| Nós poderíamos ter…
Uma amizade colorida (?)
22:51


Arregalo os olhos, deixando-os maiores do que já são, sem acreditar no que acabo de ler e, sem saber o que fazer, vou para a conversa do meu melhor amigo, para responder-lhe e surtar, para ele, ao menos me dar o mínimo da solução. Abro a conversa com Jimin, tendo como última mensagem o link de um vídeo engraçado que ele encontrou no Twitter, sem vontade — no momento — de assistir o que ele mandou, envio várias mensagens, em caixa alta e negrito, contendo apenas o nome dele e informações incompreensíveis, mas que chama sua atenção e logo ele me responde, perguntando o porquê da “gritaria” e, ele vai a loucura comigo, dizendo para aceitar a proposta do outro e assim faço.

Infelizmente ambos não se conhecem, apesar de morarmos na mesma cidade. Eu os conheci em épocas e lugares diferentes. Logo o rumo da minha conversa com o Park muda, fazendo-nos lembrar do dia que saímos após a data do seu aniversário e, inocentemente — nem tanto assim — flerto consigo, contando-lhe o quanto queria o beijar e, por isso não parava de olhar para sua boca enquanto tomava água ou saboreava do sorvete. Tão rápido quanto entramos nesse assunto, saímos, mandando diversas risadas — que confesso que parece que batemos a cabeça no teclado.

[...]

14 de Novembro.

Catorze dias se passaram e nada. Isso! Nada! Minha caixa de entrada do site encontra-se vazia como o espaço sideral e eu estou nervoso, pois há alguns dias, a possibilidade de terem me enviado a mensagem por engano, ronda a minha mente. Assim como fazem duas semanas que não recebi mensagem do projeto, fazem sete dias que eu e Yoongi não tocamos mais no assunto, mas não me incomodo com isso, pois somos assim, saímos, no mesmo dia conversamos e depois não damos mais sinal, apenas quando estamos precisando de ajuda em algo ou queremos marcar um dia para sair, porém isso não influencia em coisas do meu cotidiano, mas o projeto que fui aprovado, sim.

Então, acordo decidido a tirar aquela dúvida, contudo, o faço apenas quando volto do trabalho, visto que acordei atrasado. Ao chegar em casa, não tardo em abrir o aplicativo do spirit em meu celular, mandando a seguinte mensagem:


Título: Fui aveito e tenho uma dúvida?
Olá! Recebi a mensagem que fui aceito no projeto e gostaria de saber se é obrigatório participar do tema deste mês. Não entraram mais em contato comigo além do que passei, então queria muito saber sobre isso e se ainda entrarão mais em detalhes e eu não sei mais o que fazem kkjjkk


Sim, estou tão preocupado e apreensivo que acabo errando uma letra no título da mensagem, mas isso é o de menos com relação a tudo. Logo a notificação da resposta a minha mensagem chega e nela um dos administradores — acredito eu —, pergunta se já fui adicionado aos grupos e, esclarece que não é obrigatório a participação para o tema mensal, específica, também, ao contar, que um dos temas em andamento, é sobre o Egito³ e o outro Natal³ e, é impossível conter as infinitas ideias que começam a surgir em minha mente sobre eles, eu definitivamente sai do bloqueio criativo, não podendo estar mais feliz por ambos dos acontecimentos. Apesar da demora pelo retorno por parte do projeto. Na mensagem, também, contém o user dele do Twitter, dizendo que posso chamá-lo para tirar minhas dúvidas e assim o faço.

Animado, envio mensagem para ele, tendo resposta imediata*. E estou eufórico demais para ficar parado, então decido preparar um café, pois a noite será longa, aproveitando para adiantar o almoço do dia seguinte e, enquanto preparo-os, surge mais e mais idéias em minha mente e, sinto que meu cérebro irá explodir, tamanho fluxo de pensamentos.

Agitado, abro o bloco de notas do celular, escrevendo rapidamente, o ínicio da fanfic do tema do mês de novembro — Egito —, logo a agitação passa, dando lugar ao sentimento pacificador da felicidade contida, calma, como brisa fresca tocando a pele, como sentir na pontinha da língua o sabor maravilhoso da comida da minha mãe. Então, paro e encaro o nada, sorrindo ameno pela minha conquista pessoal; bloqueio o celular e volto as minhas atividades.

Ao finalizar, vou diretamente para o notebook, com a intenção de escrever todas as idéias que tive para a história de natal, dado que a idéia sobre o tema de novembro não tinha vindo por completo. Decido dedicar-me ao do mês posterior e, digito, com cada palavra fluindo com leveza e facilidade.

Finalizo a história, sentindo que a mesma possa ter um final melhor e com esse pensamento tomo um banho e durmo, com uma observação mental de tentar dar algo melhor para ele.


Na noite do dia seguinte, envio uma mensagem na dm do mesmo administrador de outrora, avisando que já finalizei a fanfic e estarei enviando para a avaliação, lembrando-o que não fui adicionado em nenhum grupo do projeto, o mesmo me garante que irá lembrar ao outro administrador e logo serei colocado. Agradeço sua atenção, pois, confesso que tenho sido um pouco chato. Três dias depois, recebo a confirmação de que posso pedir o design da minha história e faço.

Prestes a dormir, pois já havia fechado o aplicativo do Twitter, vejo uma nova mensagem no aplicativo de mensagens, sendo essa do outro administrador do projeto, nela deseja-me boas-vindas e dado mais informações que o outro. Respondo-o com um sorriso largo, de uma orelha a outra, pois a receptividade deixa-me feliz.

[...]

07 de Dezembro.

Passou duas semanas desde que sai com Jimin, Seokjin, Taehyung e Hoseok. Nós fomos em um cinema e, nesse dia, nossos amigos — meu e de Jimin — nos deixaram sozinhos na fileira de frente a deles, inicialmente, Hoseok havia sentado ao meu lado, contudo, minutos depois, saiu e eu não havia entendido o porquê daquilo, mas ao decorrer do filme, entendi suas intenções e que já haviam notado que eu estava caidinho pelo meu melhor amigo. Aquilo causou uma pressão muito grande em mim, fazendo com que não fizesse nada, além de oferecer-lhe fini tube.

Confesso que inicialmente, antes desse dia, os flertes não passava de brincadeira, mas com os dias, tinha esquecido de Yoongi e nosso “combinado”. Com o decorrer das investidas e tempo, passei a sentir meu coração acelerar ao receber mensagem de Jimin (algo que não acontecia anteriormente), meu estômago revirar, como se milhares de pássaros estivessem batendo suas asas, ao ver as fotos que ele me envia e o sorriso não sair do rosto enquanto trocamos mensagens. Fazendo-me chegar a conclusão que estou apaixonado pelo meu melhor amigo. Ou achar isso.

No mesmo dia que saímos para assistir Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, fui incentivado por Seokjin e Hoseok a me confessar para o Park, infelizmente ou não, Jimin e Taehyung haviam ido cedo para casa, pois, aparentemente ocorreram alguns problemas na casa do Park e Tae o acompanhou para lhe dar apoio. Nesse dia, tive que ouvir os dois que ficaram comigo, dizer o quanto fui covarde por ainda não ter feito nada e ter perdido a oportunidade de ter dados uns beijos em Jimin, na sala de cinema. Porém, eu estava nervoso, poxa.

Mesmo com o ocorrido no cinema e a falta de atitude, Jimin não deixou de falar comigo, ou flertar, na verdade, ele compreendeu quando lhe disse que minhas mãos suavam em apenas pensar em segurar a sua e, com isso e muito incentivo da parte do Jung e da dupla Kim, decidi declarar-me hoje para meu melhor amigo, torcendo para que ele não me dê um pé na bunda.

Por isso, estou com uma tremedeira danada ao receber mensagem de Jimin, desejando-me “Bom dia”, acompanhado de um turbilhão de emoticons. Na mensagem, contém, também, a pergunta se estou bem e se está tudo certo para hoje. Eu confirmei — óbvio —, quase cancelando com medo de estragar tudo. É nítido que estou ansioso, sinto que a qualquer momento irei desmaiar de nervosismo e, por sorte, hoje estou de folga, então é menos um risco de passar mal no trabalho, pois lá, ninguém irá me socorrer — não que em casa seja diferente, mas acho que deu para entender. Ele, me mandou a localização exata de onde iremos nos encontrar, pois com toda animação, acabamos esquecendo. Após lhe responder, jogo o celular na cama e vou para a cozinha para preparar algo leve para comer, porque não posso ficar com fome e correr o risco de não aproveitar o dia devidamente.

As horas passam rapidamente e aqui estou eu, parado em frente ao pequeno guarda-roupa, sem saber qual roupa vestir, levo as mãos ao cabelo, na intenção de bagunça-lo, porque falta trinta minutos para encontrar-me com Jimin, mas antes de fazer um estrago nos meus fios, paro. Encaro as poucas roupas que tenho, escolhendo, por fim, uma calça jeans, de lavagem clara e alguns rasgos nos joelhos e coxas, uma blusa branca e um casaco, verde e enorme que tenho. Calço o tão surrado e batido, coturno preto, que não sai da entrada do apartamento nem por decreto judicial. Pego o celular que está largado no meio do colchão, a carteira e as chaves do apartamento.

Chego ao local, ofegante pela quase corrida para chegar a tempo, contudo, sorrio aliviado por Jimin não ter chegado, sento em um dos bancos dispostos pela praça e, aproveito para secar o suor que desce por minha têmpora e testa. Em alguns minutos, vejo Jimin caminhar calmamente, em minha direção. Sinto meu sorriso crescer a cada passo seu e meu coração bater descontrolado ao ser retribuído.


— Demorei demais? — pergunta ao parar na minha frente.

— Não, acabei de chegar — confesso.

— Ah, que bom — diz, prolongando cada vogal, o que me faz sorrir nasalado.

— Não vai sentar? — pergunto.

Nah. Nós não vamos comer, então… — diz retoricamente.

— Você só pensar em comer?

— Na verdade, quem faz isso é você — acusa.


Coloco a mão no peito, fazendo uma careta de choro e secando, dramaticamente, as lágrimas inexistentes. Jimin olha para mim e sorri. Decido levantar e por essa atitude pouco pensada, eu e o Park ficamos com o rosto a centímetros de distância um do outro — chego a arriscar que beira aos 15 centímetros. Prendo a respiração e pressiono os lábios, enrugando-os; como em uma cena de filme, vejo a mão de Jimin subir em câmera lenta, na direção do meu rosto e com essa ação, tão lento como uma lesma, eu solto o ar dos meus pulmões, fazendo-me suspirar ao ter a palma quente de sua mão em contato com a minha bochecha. 

Hipnotizado com o brilho nos olhos do mais baixo, diminuo a distância que há entre nossos rosto, encostando minha testa com a sua, fecho os olhos e viro minimamente o rosto, o suficiente para plantar um selinho em seus lábios fartos.

Ouço-o arfar e sinto retirar a mão da minha bochecha e pousar em meu ombro e, a outra, antes ao lado do seu corpo, colocada em minha nuca. Antes de dar tempo para que o ósculo seja aprofundado, separo-me de Jimin, deixando pequenos selares em seus lábios. Abro os olhos e fico admirando-o de pertinho, com um sorriso pertinente em meus lábios.

Não sei quantos minutos se passaram, mas posso ter certeza que não foram e jamais serão suficientes para o quanto eu queria ficar “babando” e memorizando cada detalhe do outro. Jimin abre os olhos e sorri grande, fazendo seus olhos se fecharem; as mãos que estão em meus ombros, são retiradas e quando acho que ele irá se afastar e caminhará na frente, o Park me surpreende com seus dedos miudinhos tentando encaixar-se nos meus compridos.


— Vamos?

— Estava esperando você dizer exatamente isso — respondo risonho, apertando seu nariz entre meu dedão e indicador.


O lugar que escolhemos para comer não ficava longe de onde estávamos. Fizemos nossos pedidos e enquanto comíamos nossos hambúrgueres e batatinhas, conversamos, sorrimos e brincamos, ao ponto de nos sujarmos com molho.

Para mim, este dia pode ser considerado um dos melhores para mim e se me pedirem para fazer um top 10, com certeza não saberei classificar, mas este dia, em específico, estará nele. Sem dúvidas!

Com o passar das horas, eu e Jimin já havíamos andado e nos divertido por vários lugares. Por vezes, escondendo-nos, por trás de alguma árvore no parque para podermos dar alguns amassos e, nesses pequenos momentos, posso declarar que as coisas chegaram a esquentar bastante, porém, com bom senso, não chegamos a fazer nada, além de trocar diversos beijos. E eu percebia que Jimin queria mais que isso e por esse motivo que estamos indo apressado até o meu minúsculo apartamento.


Em alguns minutos chegamos ao local que moro e com dificuldade retiro a chave do bolso traseiro da minha calça, pois, o Park não está facilitando em nada.


— Calma Jimin, eu preciso abrir a porta — digo baixinho, ofegante e sorrindo.


Ao abrir, o loiro empurra-me contra a porta aberta — que agora foi fechada por seu ato — e dou um pequeno salto por ter assustado-me com o barulho que a mesma fez.

Jimin pula e entrelaça as pernas em minha cintura, não me dando espaço suficiente para que minha mente processe cada acontecimento devidamente, mas não estou reclamando nadinha… Longe disso!

Ele "avança" em meu pescoço, distribuindo beijos e mordidas que me fazem ficar arrepiado e entregue aos seus toques. Caminho quase às cegas, carregando-o na mesma posição, até chegar em minha cama, por pouco, não tropeçando no meio da caminhada ao destino.

Coloco-o no colchão e afasto-me um pouco dele para poder admirá-lo e decorar cada momento, sem que haja pane em meu cérebro. Sorrio, por ter a visão dele de olhos fechados, com a respiração pouco desregular e seu cabelo espalhado sobre o edredom, tornando-o mais lindo do que já é. 

Aos poucos o Park abre os olhos e entrega-me o sorriso a qual sou extremamente apaixonado e derretido, que desmonta todas minhas estruturas internas, fazendo-me questionar como uma simples ação consegue causar um turbilhão de sentimentos e efeitos.

Sinto e sei que cada ato seu, faz com que me apaixone mais por si, por cada qualidade e defeito seu, sua história. Para ser sincero, por Jimin inteiro, sem tirar nadinha.

Aproximo-me dele lentamente, encostando devagar nossos lábios, apenas para ter o prazer de sentir a maciez deles. Mordo seu lábio inferior e sinto sua respiração pesar mais ainda. Jimin leva suas mãos — que outrora, uma apertava minha blusa e a outra repousava sob o colchão —  a minha nuca e cabelo, puxando levemente os fios. Uno nossos lábios, dando início a um beijo, sentindo meu coração errar as batidas pelo acontecimento que faz borboletas bater asas dentro de mim.

Viro a cabeça, na intenção de aprofundar mais o ósculos e aos poucos sinto Jimin rebolar da maneira que lhe é permitido. Além dos arrepios, sinto minha pele esquentar e minha calça torna-se apertada pelas atitudes do outro e a situação que estamos. Separo nossos lábios, sabendo o que virá a seguir e interrompo por esse conhecimento.

Não quero perder o foco do que acordei determinado a fazer.

Fico de joelhos no colchão, visto que ao nos beijarmos, fomos mudando para uma posição melhor, mais confortável e favorável. Encaro Jimin de cima, esperando ele abrir os olhos e poder dar início ao que preparei.

O Park faz o que esperava e olha-me intimidador e intensamente, ofego por saber os efeitos que ele possui em mim e por segundos penso em declarar-me depois. Porém, isso está fora de cogitação.

Peço, gentilmente, para que ele se sente e ele o faz. Sento ao seu lado e aperto as mãos que estão em meu colo em nervosismo. Respiro fundo e decido iniciar meu discurso nada preparado.


— Jimin — início e ele intensifica seu olhar em mim. — Eu não preparei nenhum discurso, ao menos sei quais palavras usar para te dizer isso. Apenas sei que acordei determinado em te falar a verdade — falo e ele arregala os olhos e, antes que ele se pronuncie ou pense qualquer besteira, continuo: — Quando comecei a flertar contigo, não tinha nenhuma intenção séria por trás daquilo, naquele momento, eu levei na brincadeira e, foi por isso que rimos muito um do outro naquele dia. Porém, com o passar do tempo, com as trocas de mensagens, fotos e nossas saídas com amigos, eu percebi que havia algo de diferente em mim. O que antes não sentia, passei a sentir. Sentia meu coração bater forte, um sorriso involuntário crescer em meus lábios e minhas mãos tremerem e, antes que diga que pode ser uma doença cardíaca, eu sei que o motivo era você, a causa de sentir tanto. Era a forma que falava comigo, que compartilhava seus segredos e eu os meus, como um simples "Oi", fazia meu dia ficar mais colorido do que já era. — pauso na busca por ar e mais coragem. — Você adicionou uma nova cor a toda palheta existente em minha vida, Jimin. E, é por isso que não posso mais negar que além de estar apaixonado por você, eu quero ter algo além disso, claro, se você quiser. — sorrio ameno. — Então, quero saber: Você aceita me namorar?


Solto ar que havia prendido sem perceber e analiso as expressões faciais em Jimin, sei que não disse metade do que vim pensado todos os dias, mas sinto que foi o suficiente ele entender a intensidade das emoções que venho sentindo, que ele vem causando em mim.

Vejo-o primeiro arregalar os olhos, fecha-los, respirar tranquilamente, abri-los novamente, fechar e abrir a boca algumas vezes, provavelmente, na intenção de dizer algo. Espero pacientemente e por fim, ele faz algo além do que tenho observado.

Jimin aproxima-se de mim, sentando em meu colo. Olho cada uma de suas atitudes e sentindo meu coração acelerar mais, fazendo-me escutar as batidas erráticas em meus ouvidos. Park leva uma de suas mãos para meu rosto, contornando com ela, cada traço meu, sinto ele tocar, com a pontinha de seu dedo, os meus lábios e após isso, depositar um selinho neles. Ele afasta-se e olha-me novamente, sorrio pelas sensações boas que esses pequenos atos me dão e admiro-lhe também.


— Acredita se eu disser que pensei que iria me declarar primeiro que você? — Jimin fala, tirando-me do transe que é olhar cada detalhe seu de perto. Que está perdidinho em cada ação sua.

Nego o seu questionamento e novamente ele aproxima-se, depositando mais um beijinho, sendo dessa vez em meu queixo.

— Eu achei que seria — diz, sorrindo. — Mas, respondendo sua pergunta, tenho que te fazer outra, respondendo-a e querendo saber também. Você, Jeon Jeongguk, quer me namorar?


Notas Finais


playlist: https://open.spotify.com/playlist/4Jsxa9ztcEigLlHbu32vPr?si=JXRfGll-SEmHyTDNhqHKSQ

se eu queria dizer a frase do Gguk para a @? muitooo, mas fazer o que, não é? :(

enfim, obrigada a quem leu, que (irá) comentar, seríssimo, vocês são uns anjos na terra! <3

obrigada @XFairy pela capa e banner lindíssimos, você é só talentos <3

*¹ flop: gente, eu sou MUITO
*²imediata: só a nina sabe o quão rápido eu respondi kkkkk

¹Hurricane: https://www.spiritfanfiction.com/historia/hurricane-9956877

²tops da galáxia: era um grupo real, comigo, @bono, @minshookgi e @ggukiechu <3

³Que a Múmia nós Acuda (Egito): https://www.spiritfanfiction.com/historia/que-a-mumia-nos-acuda-15340071
³Eu, Você e o Natal (Natal): https://www.spiritfanfiction.com/historia/eu-voce-e-o-natal-15355823

⁴I still like Him (minha nova shortfic): https://www.spiritfanfiction.com/historia/i-still-like-him-18523872


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