História We Are Still Connected - 2Jae - Capítulo 2


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Comedia, Drama, Mpreg
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Palavras 4.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ai carai
calma que eu to nervosakkkkk

então, vamos lá?
como estão meus anjos? Bem? Eu espero que sim! ^^

então, demorei um pouco mais voltei! KKKK e fico muito agradecida pelo apoio de vocês e pelos favoritos. Vocês são uns amorezinhos, sério <33

e como eu disse, algumas coisas mudariam para que a fanfic tivesse uma forma melhor para se desenvolver. Por isso, para aqueles que leram antes, notarão uma diferença nesse capítulo, que já começa com a treta entre o Jae e o Bum kkjfkfjkf <33


Espero que gostem. Nos vemos nas notas finais <3


~ enjoy

Capítulo 2 - Crianças falam demais


Capítulo 2

Crianças falam demais.

 

Pela terceira vez naquele dia, Jaebum praguejava as nuvens por tudo que estava ocorrendo em sua vida em questão de míseros segundos.

O céu escurecendo após o pôr do sol à sua cabeça havia se tornado o teto cinza de seu carro, e as mãos livres agora seguravam o corpo desacordado de Youngjae, que apagara dois segundos depois que o vira naquela rua do simples nada. O Im, que claramente estava confuso com tudo — além de preocupado — se perguntou se aquilo era obra do destino, ou obra do capeta brincando de ping pong com seu coração sem parar. 

Afinal, não esperava encontra-lo depois de quase dois meses. Não esperava vê-lo de novo depois de um certo pouco tempo que mais lhe parecia uma eternidade.

Quando toda confusão ocorreu em sua vida, e seu sonho de um dia subir ao altar com alguém que amava foi destruído por uma consequência que causou, Im se questionou se ainda havia motivos para viver, porque além do mais, o único motivo que o fazia feliz era estar ao seu lado, e não longe dele. Porque juraram ser um para sempre; e agora estavam incompletos. Cada um tentando seguir o seu caminho sem nem mesmo uma conversa.

Na verdade, Im Jaebum não se lembrava de exatamente nada do que havia acontecido. O coreano sequer recordara que naquela noite, havia se deitado com alguém além de Choi. Acordara com uma dor de cabeça tão insuportável no dia posterior que só conseguia pensar em duas coisas: se um caminhão tinha esmagado sua cabeça e agora estava pronto para ir ao encontro do anticristo, e onde estava, porque em sua casa não era. 

Fora expulso de onde morava quando ainda estava bem longe de lúcido, e isso causou um enorme impacto com a sua realidade nada convencional. Causando além de uma enorme bagunça em seu cérebro, um coração mais do que partido. Acabando que, seu amigo, Jinyoung, ficou encarregado de leva-lo para algum lugar além da rua, porque claro que Choi não era tão mau ao ponto de de deixa-lo para morrer em um asfalto no meio de uma viela. Nunca.

E por fim, Jaebum deixou de lado tudo o que vivia para não machuca-lo mais. Im escolheu ser infeliz, ficar longe dele de tanta vergonha que estava, do que ser sincero, ir lá e deixar claro que seu coração ainda pertencia à aquele que jurou de dedinho que iria amar até sua morte, se não depois dela. Tudo pelo simples motivo de que sabendo que era por sua causa, não correu atrás. Deixou aquele quem amava livre de si para sempre. 

Só não esperava que, agora, depois de tantas promessas quebradas, de rostos marcados e de corações rachados, daria de cara com ele de novo. Estaria com ele novamente; sensivelmente sobre seu braços, completamente apagado.

Notou que Youngjae havia engordado um pouco, ele parecia mais pesado. Logo constatando que talvez o desmaio não fosse por falta de comida. Talvez. Mas para não intervir mais em sua vida, decidira deixa-lo em sua própria casa que sabia muito bem onde era, depois desapareceria novamente, e pelo resto de suas existências. Quem sabe o mais novo não iria ao médico mais tarde. Mas, o difícil mesmo era aquele único problema de tudo; vê-lo ali, tão calmo, de olhinhos fechados e bochechas meio avermelhadas como sempre teve normalmente, era demasiado difícil de deixar para trás de novo. Só queria agarra-lo; beija-lo e pedir perdão por tudo. Porém não podia.

Ao sair do carro estacionado em frente a casa e segura-lo no colo, pegou a chave no bolso do mais novo. Em seguida abriu a porta e entrou, tentando não esbarrar nos móveis ao redor da casa bem arrumada. Deu alguns passos e adentrou o quarto do mais novo, onde o depositou sobre a cama, sentando-se ao lado do coreano que ressoava baixinho. Jaebum o olhou. Ele era tão lindo que não pode evitar, segundos depois de observa-lo, levara as mãos aos cabelos lisos, onde fizera um pequeno cafuné.

Seus olhinhos sentiram-se cansados rapidamente devido ao dia cheio, e antes que pudesse perceber, Im apagou, sentado ao lado de onde havia deixado o amor de sua vida, em uma posição completamente desconfortável para seu corpo, no qual não se importava em ficar. Sentindo os fios alaranjados de Youngjae fazer cócegas em seus dedos que passeavam pelos cabelinhos do menor. 

Era algo que não voltaria mais.

 

(...)

 

Seus olhos pareciam duas toneladas de livros da época do ensino médio, tão pesados que Youngjae se perguntou se estava tendo uma alucinação após um sonho maluco que tivera durante o fim do dia. Espera, quando havia dormido? Olhou ao redor, se persuadindo de coisas impossíveis.

Algo estava errado. E muito. Não podia ser.

— Mas que porra...? — coçou os olhos confusos enquanto tentava acordar, acabando que tal palavrão saiu de sua boca antes que pudesse perceber, devido ao susto.

Ao virar-se e olhar para baixo, onde estava seu braço dormente, deu de cara com uma cabeleira ao seu lado, facilmente reconhecida por si; do tons agora acastanhados, e um cheirinho maravilhoso de canela que sempre tivera seus cabelos. Bagunçados e um pouco maior do que quando se viram pela última vez. Os mesmos traços angelicais pelo rosto adormecido; as mesmas pintinhas, os mesmos olhinhos fechados. O mesmo Im Jaebum; aquele quem estava com vontade de socar, e que o faria nem que fosse a última coisa em toda sua vida.

Tudo voltou a sua memória, fazendo com que sentisse uma forte pontada de reprovamento; havia apagado, e nos braços dele.

Era inacreditável. Aquele no qual procurou por tempos, e no qual também fugiu, estava ali, a sua frente. Ou melhor, ao seu lado e em um sono profundo. Isso era alguma brincadeira do mundo consigo? Não é possível. Não, não podia ser. Era algum efeito colateral em seu cérebro; que charada era aquela?

Todavia, não é como se não quisesse encontra-lo; o caso era que, não era o momento certo para isso. Não estava esperando nem metade do que aconteceu em questão de menos de vinte e quatro horas, porque ninguém espera coisas ruins ao tempo todo, talvez. Como então iria esperar dar de cara justo com ele? Justo agora? Era como se tudo lutasse contra si.

Além do mais, não esperava encontrar o pai de seu filho em uma situação como aquela. Porque havia desistido de contar tudo o que passava consigo por questão de um orgulho maldito que formou em sua cabeça após passar dias procurando um garoto que havia sumido do mapa. Tinha parado de ser trouxa. Não voltaria atrás.

Não iria desonrar sua palavra. Nunca.

Sem tardar em mais pensamentos, Youngjae pousou a mão sobre o braço do mais velho, fazendo movimentos leves para que ele pelo menos abrisse os olhos. O que era bem difícil.

— Jaebum... Hyung... acorde! — chamou, em seguida, balançou o braço do outro, que se remexeu remugando mas não levantou. "Inferno", murmurou o Jae.

O mais velho sempre tivera sono pesado, assim como Youngjae que normalmente era preciso bater para que viesse de volta ao mundo real. Só que, naquela situação, era bem difícil sentir-se a vontade para acordar; Jaebum queria ficar assim para sempre. E não, claro que isso não tinha a ver com o fato de estar na casa dele, claro que não.

O alaranjado suspirou pesadamente, era muita desgraça de uma vez só para sua cabeça cansada processar. Primeiro, o emprego maravilhoso que fora arrumar; depois, aqueles belos sintomas o atormentando de uma hora para outra, e por sorte não era o dia inteiro. E por último, e não menos importante, um Im Jaebum dormindo ao seu lado, sentado em sua poltrona dentro de sua casa. Quando que havia lhe dado a ousadia de fazer isso? Cara, o que tinham contra si?

— Por favor, acorda Hyung — o balançou de novo — O que está fazendo aqui, hum?! — balançou-o novamente, porém com um pouco mais de força; e mesmo assim o mais velho parecia mais uma pedra dormindo que nem mesmo se mexera. Esse filho da mãe estava fingindo? Só podia. Suspirou novamente, pronto para empurra-lo da cadeira, e isso só não se completou porque sentiu seu estômago revirar, pronto para por tudo para fora novamente. Jae teve que correr para o banheiro por força do instinto, esbarrando em tudo que via pela frente.

Maldito seja tais sintomas que apareciam pela manhã, e as vezes pela tarde. Era insuportável. Por sorte, havia dias que não sentia nada. Mas outros, em que mal dava para aguentar fora de um banheiro, ou com a cabeça fora de uma privada; em questão de menos de meses já estava praguejando seu filho, ou filha. Tadinha.

Ao ir que nem um flash para o banheiro, Youngjae acabou empurrando a porta com força assim que adentrou o cômodo, fazendo com que o som de tal batendo contra a parede fizesse com que o cérebro de Jaebum despertasse do sono, por algum motivo.

O mais velho levantou atordoado, se perguntando: 

— Hã? O que está acontecendo? — coçou os olhos, olhando ao redor com certa dificuldade. Demorou alguns segundos para focar um lugar específico devido a visão extremamente embaçada. Acabou notando sem pressa a decoração meio infantil, as fotos na estante, e um cheirinho de bebê pairando pelo ar, lembrando-se logo de onde estava. E, merda, como havia adormecido ali? — Im Jaebum, seu incompetente! — se repreendeu em um tom baixo.

Rodou os olhos pelo ambiente arrumando, e com certa pressa, ao notar o corpo ausente de seu pequeno, correu para sair daquele lugar o quanto antes. Seu cérebro acendeu como uma luz quando notou um problema próximo. Ele já estava acordado.

Levantou-se com pressa, tropeçando sobre os próprios pés. Procurou o seu casaco pesado no qual havia deixado em algum canto daquela casa quando chegara, devido ao calor que estava sentindo. Não se lembrava onde havia o largado devido a pressa, e mesmo revirando tudo, não encontrava. Mas por que diabos não achava-o? Droga, por que Youngjae tinha que morar em um lugar pequeno e ao mesmo tempo grande? Isso não fazia nem sentido.

— Droga, droga, droga! — repetiu enquanto procurava desesperado por aquele maldito casaco — Por quê?! 

Enquanto isso, do outro lado da porta, o pequeno Choi quase morria colocando tudo o que havia comido no dia para fora. O que tinha, e o que não tinha em seu estômago. Estava ao ponto de vomitar os próprios órgãos, e não, não estava nem brincando. Jaebum acabou escutando uma tosse vindo do banheiro, paralisando por um segundo. O que estava acontecendo?

O som se repetiu mais uma vez, vindo junto com um barulho estranho de quando alguém estava doente. Logo o cérebro de Jaebum alertou-o de que precisava ligar certos pontos; desmaio mais, tosse e vômito. Youngjae tinha algo? Um sentimento de preocupação o domou. Inferno, o que mais aquele sentimento iria causa-lo? E pior, não podia lutar contra o que sentia; seu coração mandava.

Aproximou-se da porta e deu três batidas.

— Youngjae... sou eu... está tudo bem?

O mais novo congelou, limpando os lábios. Droga!

Nada de respostas.

— Youngjae, por favor... só me responda. Estou preocupado — bateu na porta novamente, sem respostas.

Era difícil. Era difícil demais ouvi-lo falar de tão perto e não poder fazer nada. A pessoa no qual amou por mais de três anos, estava ali. A pessoa no qual ainda ama, está ali.

Seu coração pulava ao ponto de sair de seu peito.

— Se você não abrir a merda dessa porta, eu juro que irei arromba-la — praticamente gritou, e claro que Jae não duvidou de sua força — Um... 

Ainda travado no lugar, Youngjae se encolheu no quanto do banheiro. Não estava preparado para encontra-lo.

Não iria conseguir vê-lo.

— Dois.

Jaebum já estava sem paciência, com a mão tremendo sobre a maçaneta da porta.

— Três.

Foi em questão de segundos que a luz do banheiro clareou o meio do corredor devido a porta no qual foi aberta como um raio. Youngjae estava sem dinheiro, e não estava afim de comprar uma nova se caso fosse arrombada como dissera o mais velho.

Jae levantou a cabeça e o encarou, enquanto o silêncio se fazia presente. Antes de sair, enxaguou a boca com água, devido ao gosto horrível que estava, percebendo seu rosto pálido marcado por uma pequena mancha na pele. Jaebum trajava uma roupa solta, como seu estilo tradicional de sempre, enquanto o olhava de forma preocupada.

— Não posso mais ir ao banheiro? — indagou de forma que quebrasse o gelo, revirando os olhos.

O mais velho arqueou a sobrancelha.

— Não é isso. Eu só... pensei que estivesse passando mal — bagunçou os próprios cabelos.

— E eu estava — suspirou, dando alguns passos até que ficasse de costas para Jaebum, que observou cada movimento do mais novo atrás de si.

— Por que está aqui?

— Vim te trazer, depois que desmaiou — disse simplista.

— E por que não foi embora? Eu já estou em casa, não está vendo? — Youngjae pronunciara de forma mais sarcástica.

— Jae, eu não vim aqui para brigar com você. Te trouxe porque não sou ruim ao ponto de deixar meu ex-namorado desmaiado no meio de uma rua, sabendo que um monte de coisas ruins podiam acontecer com ele.

Youngjae riu de forma irônica.

— Não é como você se importasse com isso. Se eu tivesse morrido ou não, você nem faria questão de correr atrás para saber. Não é?

— O quê? Pensa que sou ruim assim, Jae?

Aquilo o feriu, é claro. Era doloroso saber que a pessoa no qual amava o via de tal forma; o via como uma pessoa má que não se importa com nada além dele mesmo. Jaebum abaixou a cabeça.

E merda, Youngjae odiava quando escutava seu apelido chamado por ele. Seu coração derretia por dentro, involuntariamente.

— Não... não me importa! Só... pode ir, você já me trouxe aqui — engoliu o que estava por vir, o choro.

Odiava estar tão sensível perto de Jaebum, mas não podia evitar, afinal, era Im Jaebum. O seu ex-namorado e ex futuro marido, pai do filho que carrega no ventre, e que causou todo o reencontro no qual não queria que estivesse ocorrendo justo agora.

O mais velho suspirou, declarando que havia cedido sem brigas. Pegou o casaco que havia encontrado de uma hora para outra, e deu alguns passos para chegar a porta do quarto. Onde, por alguma obra do destino que decidiu colaborar, parou ao ouvir Jae se pronunciar depois de alguns segundos.

Seu coração mandou. Infelizmente, seu coração mandou. E ele era mais forte do que si mesmo; ele o mantinha vivo de qualquer modo.

Sua cabeça de algum modo pressionava, fazendo com que saísse tudo em uma completa desordem; senão tomar decisões precipitadas, como agora. Queria que ele fosse embora, não que ficasse. Talvez seu coração fosse sempre contraditório.

— Por que... voltou? — sua voz saíra quase como um sussurro, mas Jaebum escutara muito bem.

O mais velho o olhou, se perguntando se aquela pele pálida era sinal de alguma doença grave, ou se Youngjae não andava se cuidando direito. Um persentimento de culpa lhe invadiu ao ponto de querer se estapear; porque afinal, era sim sua culpa em diversos sentidos. Estalando a língua no céu da boca, disse: 

— Eu nunca fui embora — suspirou, engolindo todo seu orgulho que quase nem existia mais. Estava na hora de deixar o passado voltar e o condenar por tudo que tenha feito — Quando eu soube o que aconteceu, senti tanta vergonha que não conseguiria olhar para sua cara de novo — fechou os olhos por um segundo — Tive medo. Tive medo de aparecer e te machucar mais; de te ferir ao um ponto que não tem mais cura — respirou fundo — Eu desapareci de sua vida para não voltar mais. E não esperava que tudo chegasse a esse ponto, não imaginava que o destino me traria de volta a ti — completou calmo, por enquanto. Afinal, queria manter uma conversa saudável.

"Me traria de volta a ti", pff, Hyung, isso não existe! — por mais que quisesse se segurar, não conseguiu. Explodiu de uma vez só, fazendo com que seus olhos marejassem ao começar — Eu não sou mais o garoto bobo que acreditava que o amor era verdadeiro e que podia curar. Ele só me machucou! — gritou — Se o amor fosse tudo isso que falam, por que ele causou tantos estragos em minha vida?! — uma lágrima escorreu — Por que ele me condenou a amar um homem para sempre?! — seu coração se agitava dentro do peito, palpitando tão rápido que sentia suas pernas pulsarem junto.

A verdade era que, não importa quanto tempo passasse ou quantas pessoas tentasse amar, Youngjae sempre teria seu coração domado pelo pai de seus filhos; sempre amaria Im. E Jaebum sempre iria amar Youngjae, o dono de seu coração e de sua cabeça. Porque esse era o preço que pagara por se apaixonar por alguém. Não importa quanto tempo passe, o seu primeiro amor sempre estaria guardado no fundo de suas memórias, e a mágoa dentro do coração, para sempre.

O mais velho o olhou, aquele estado deplorável em que estava fora por sua culpa. Ele havia causado todos aqueles danos: os olhos vermelhos e inchados, a boca aberta onde lágrimas entravam sem parar. Ele estava péssimo, fazendo com que seu peito sentisse como se estivesse sendo esmagado.

— Por favor... se acalme — Jaebum se aproximou do menor, que mantinha os olhos fechados enquanto as lágrimas não paravam de escorrer — Eu sei que não faz o menor sentido que eu tenha aparecido em sua frente. Mas se aconteceu, foi por um propósito; sempre há um propósito para tudo, mesmo que não acredite em mim — tentou manter a calma, parando a um passo de distância de Jae, que trêmulo se perguntava se isso era hormônios da gravidez — Por favor... só me deixe explicar. 

A voz do Im ecou por sua cabeça, que rodando, o impulsionou a abrir os olhos vagarosamente e ver a figura do mais velho a sua frente, tão perto ao ponto de perceber como Jaebum não havia mudado em nada. Aquela mesma pele, aquelas mesmas pintinhas, aquela mesma boca no qual só queria colar na sua no mesmo momento. Oh, merda de hormônios de novo. Estava pensando coisas erradas demais, certo? Não, não podia seguir o mesmo caminho e se machucar mais! 

— Você não precisa me explicar nada, Jaebum — disse, sentindo seus olhos arderem — Eu sei que gostava de outra pessoa. De uma mulher. Eu só não entendo como teve coragem de dormir com ela dentro da nossa casa, dentro do nosso quarto; na nossa cama, e dois dias antes do nosso aniversário de namoro! 

Jaebum segurou os próprios cabelos sem muita força.

— Eu juro... não sei o que deu em mim, Jae. Acredite, não fiz por querer. Nada é o que parece ser! 

— Não foi por querer? Ah, conte outra, Hyung. Se não quisesse, nunca teria trazido ela para cá! — revirou os olhos como se sentisse nojo.

— Youngjae, me escute — segurou seu rosto para que pudesse fazer com que ele o olhasse nos olhos; transbordando por conta do pranto — Eu realmente não me lembro de nada do que aconteceu naquela noite. Juro para ti, não foi por querer. Eu estava bêbado. Eu realmente estava muito bêbado ao ponto de não saber o que estava fazendo.

— Mas lúcido o suficiente para saber o significado da palavra "traição" — interrompeu o menor, que empurrou as mãos de seu rosto — Não venha tentar me enganar, Jaebum.

— Será que dá para se colocar no meu lugar? Já te disse, eu estava bêbado! Não tinha condições! Eu nem sequer lembrava do que tinha acontecido!

— Se coloque no meu lugar também, Jaebum. Você já se perguntou como eu me senti quando tudo isso aconteceu? Já se perguntou o quanto doeu quando vi a pessoa no qual amava por tempos, deitado na minha cama, com outra mulher, no meu quarto!

Jaebum segurou as lágrimas que incrivelmente, queriam cair sobre seu rosto. Não era alguém de mostrar seus sentimentos a flor da pele; mas naquela situação era impossível não fazê-lo. Parou por um instante antes de continuar, cerrando os punhos com força.

— Eu me senti um lixo, Youngjae, de verdade. Não conseguia nem me olhar no espelho, porque sei como você se sentiu quando me viu com outra pessoa. Eu sei. Sei que foi doloroso. Sei que pensou que tudo era uma mentira, eu sei, eu sei! — falou com pressa, suspirando em seguida antes de continuar — Não precisa entender ou perdoar o tamanho do erro que cometi, porque é complicado demais. Mas só... tente uma vez, me entender. Nós tínhamos brigado; eu bebi como um louco. Não tinha noção das minhas próprias ações. Eu... não queria que fosse assim.

— Então, está culpando a bebida? Pff. Ninguém quer que seja. No final, só percebem seu erro quando é tarde.

Era difícil para Jae compreender o que seu olhos haviam presenciado, era difícil demais. Não conseguia se sentir seguro sabendo que podia ser traído de novo. Não queria cair em sua lábia; não podia confiar.

— Será que dá para olhar para mim com outros olhos pelo menos uma vez na vida?!

— Não! — gritou, cerrando os dentes. 

Ambos se encaravam como se fossem jogar uma bomba no território do outro; nervosos ao ponto de isso poder prejudicar o bebê. Droga, por que tudo tinha que ser tão complicado?

— Appa, você voltou! 

As duas cabeças se viraram por instinto quando escutaram a voz infantil soar pelo ambiente do nada. Atrapalhando a briga então, e os fazendo parar para ver a silhueta pequena entrar no lugar, tropeçando sobre o chão liso de tanta alegria.

Yugyeom vinha correndo na direção de ambos, em suas roupas enormes personalizadas, o atrapalhando de andar pelo local. Seu rosto havia se transformado em um semblante coberto de felicidade assim que seus olhos caíram na presença de Jaebum, notando que seu appa estava ali. Depois de tanto tempo.

— Jaebum Appa! — gritou o pequeno de cabelos pretinhos, pulando no maior com toda sua força; entrelaçando os pés na perna do acastanhado — Eu senti sua falta! Senti muito! — falou embolando a língua, da forma infantil.

Jaebum sorriu.

— Eu também senti a sua, Yugbaby — o pegou no colo, depositando um beijo em sua testa e em sua bochecha gordinha.

De fato, Jaebum e Yugyeom tinham uma verdadeira relação de pai e filho, mesmo que não sejam laços de sangue realmente.

Porque, claro, o Im havia cuidado do pequeno como uma segunda presença que faltava em partes para o menor, do mesmo modo que Youngjae se desse o tempo de ocupa-la ao mesmo tempo; da forma que conseguia e podia. Certo, a sua família não era perfeita. Não precisava ser especialmente composta de dois pais, duas mães, ou de uma mãe e um pai; ou até mesmo de um pai metade appa, metade omma. Porque ele era uma criança, e precisava de amor para crescer. 

Afinal, cada família tem seu toque em especial. E a de Choi Yugyeom, era aquela. Vendo os dois pais juntinhos.

Porém Youngjae não conseguia compreender. Como que aquela criança ainda podia nutria sentimentos por uma pessoa que havia sumido, e que por conta disso, tivera que diversas vezes arranjar uma desculpa para que não o ferisse, ou bagunçasse a cabeça do pequeno que nada podia entender. 

Era uma situação realmente complicada.

— Appa, você vai ficar, appa? 

Perguntou o pequenino todo afobado.

— Bom... — olhou de relance para Choi; que observava a cena de braços cruzados, com uma cara nada boa — Apenas vim trazer Youngjae omma em casa — sorriu — Logo vou ter que ir embora.

— Não, não appa! — se agarrou no pescoço do maior, enquanto Jaebum o balançava no colo para aquieta-lo — Não deixa o Yug.

O alaranjado suspirou. Sabia que iria acabar assim. E para piorar, seu instinto gritava para que tirasse o menor do colo do ex namorado.

— Yugbaby — o puxou de leve para trás para que o olhasse — O appa promete voltar, viu?

Jaebum escutou um "tsc" escapar dos lábios de Jae, querendo sinceramente revirar os olhos, mas não podia. Viu então a criança levantar o dedo mindinho, o observando a olhos atentos.

— Promete?

O acastanhado sorriu.

— Prometo — abraçou o corpo alinhado em seu colo — Mas, Yug... quem foi que te trouxe?

Eis a questão. Claro que uma criança não iria sair sozinha, porque isso nem seria possível. Outra que não sabia o caminho de casa, isso nem fazia sentido.

Jae e Bum se entreolharam.

Mas o que?

— Foi eu.

Os três presentes na sala direcionaram sua atenção para a direção de onde vinha a voz rouca, e facilmente reconhecida.

Jackson Wang estava lá, segurando seu irmão, Bambam, dormindo sobre seu colo; enquanto estampava um sorriso pequeno nos lábios acompanhado ao próprio olhar claramente alegre.

Por sorte, tanto o Im quanto o Wang tinham a permissão de Choi para que, se caso acontecesse uma coisa que impossibilitasse Youngjae de ir busca-lo na creche, ambos poderiam fazer isso no lugar do alaranjado. Porém, dificilmente era preciso. Talvez só fosse usado uma vez, senão a que agora ocorre.

— Jackson... — a lontrinha arqueou a sobrancelha — Quando foi que você...? 

— Pff — o maior se moveu, deitou e ajeitou o irmão mais novo na cama perto de onde estava; e voltou-se para continuar — Fui busca-lo na creche um pouco mais tarde do que esperava devido ao trânsito — disse se referindo ao Bambam — e percebi que Yugyeom ainda estava lá. Estranhei, claro. Afinal você é sempre pontual — o menor balançou a cabeça assentindo — Então fiquei preocupado. Esperei você e até cheguei a te ligar mais de 20 vezes se caso tivesse acontecido algo; mas você não me atendeu. Então decidi trazê-lo comigo, porque além de Bambam me encher o saco, vê-lo ali como se tivesse sido deixado para trás não era muito legal.

— Eu não o deixei para trás — Jae respondeu na defensiva. E não, não estava sendo infantil — Apenas aconteceu um imprevisto.

— Percebi... — o chinês direcionou o olhar para outra pessoa presente na sala, onde o fixou e deixou sua cara confusa tomar conta — Mas a pergunta que não quer calar... o que ele está fazendo aqui?

O alaranjado suspirou, porém antes que pudesse responder, Im se colocou na frente e se pronunciou antes.

— Youngjae passou mal; desmaiou em meus braços e decidi trazê-lo para casa. Por isso estou aqui — foi rápido e curto, percebendo que o Choi mais novo se mexeu de forma inquieta em seus braços.

— Oh, você está bem Youngjae? — o loiro perguntou preocupado, e Choi apenas balançou a cabeça afirmando.

— Estou sim. Apenas um pouco enjoado — deu de ombros.

— Omma 'tá dodói? — perguntou Yugyeom se debatendo contra os braços de seu appa, para que Jaebum o colocasse no chão, e assim o maior o fez — Omma 'tá bem?

Com certa pressa, o dono dos cabelos pretos se virou para seu outro pai, e olhou-o a espera de uma resposta.

— Sim, bebê. A omma está bem — esticou os braços na direção do pequeno, que correu para se aconchegar no colo tão amado do pai.

Os outros dois olhos apenas observaram a cena fofa, sem perceber que sorriam junto.Os Choi se abraçavam de forma que qualquer um sentia inveja, porque o amor era tão imenso que de longe se podia perceber.

Porém, as vezes quando falávamos demais, pensávamos demais ou agíssemos errado, sempre causávamos algum impacto. Assim como quando Yugyeom decidiu falar, alguns segundos depois.

— Meu imãozinho tá bem? 

Os olhos do Jae se arregalaram por instinto quando seu cérebro racionou as palavras ditas, o paralisando no lugar. Maldita seja a mania de crianças falarem mais do que preciso.

— Em? — Jaebum perguntou confuso — Que irmão, Yug?

— tombou a cabeça para o lado — O que está na barriga da omma!

O coração do maior se agitou no ato, que, com pressa, o fez se virar para o Choi mais velho, praticamente desesperado. Com os olhos a procura de um refúgio, e os lábios tremendo sobre a própria falta de apoio.

Youngjae... você.. você está.. e-está grávido?!

É, Jae tinha uma conclusão: crianças sempre falam demais.

 

Continua?


Notas Finais


ih
Youngjae se fodeuKKK mentira, amo esse anjinho.

Gostaram do capítulo? Entenderam o que aconteceu e tals?
logico que quem leu já sabe de tudo, mas alterei algumas coisas. Então não se preocupem, não será tão tedioso.
Jaebum, meu anjo, tenho dó de vocêkkkk

mas uma hora tudo se acerta.

espero que tenham gostado, amo vocês <3
boa noite.

aproveitem o dia de amanhã e se cuidem.

desculpa os erros <3



~ Kiss da omma


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