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História We Are The Rainbow - Capítulo 39


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Notas do Autor


Me perdoem pela demora, querides e pelo capítulo meio pequeno também (o próximo será melhor, prometo) 😔✊🏼

Tenham uma boa leitura😗❤

Capítulo 39 - I Chose You...


Assim que voltamos para casa trocamos de roupa e esperamos pelo meu avô e Anne no sofá. Enquanto isso, falamos um pouco sobre o pessoal na casa de veraneio. Admiro que uma pequena parte de mim gostaria de ainda estar lá com eles. 

Anne estava incrivelmente linda naquela noite, e aparentava estar animada com o convite de meu avô - o que já era de se esperar. Meu avô sempre foi meio romântico paquerador. Na verdade era bom ver ele se interessar por alguém outra vez, depois de todo esse tempo sozinho. Era meio clichê o fato dela ser sua enfermeira particular, mas isso não importava tanto.

Vovô tinha feito uma reserva para nós quatro em um restaurante ali perto. Normalmente nós iríamos andando, mas ele queria ser um cavalheiro, então, pegamos um táxi. O restaurante servia diversas comidas de diversos lugares. Eram muitas opções. Algumas coisas eram bem caras, mas isso não era um problema para ele. Tanto que pediu um vinho caro. 

- Sério, pensei que você não poderia ficar ainda mais bonito. E então, você coloca uma roupa social. - disse Dustin baixinho em minha orelha. Eu sorri ao ouvir isso e olhei pra ele.

- Você está muito mais gato do que eu. - sussurrei. Ele apenas sorriu em resposta, antes de dar um gole em sua bebida. 

Vovô quando não estava contando para todos nós falando sobre os lugares incríveis que já visitou, ele estava paquerando ela baixinho para que nós dois não o escutasse. O que até que era divertido ver, porque, sinceramente, ele levava muito jeito pra flertar com as pessoas. 


Depois que comemos e bebemos, meu avô pagou a conta e saímos do restaurante. Fomos andar um pouco pela cidade, procurando um outro lugar para fazermos uma visitinha, talvez conhecer um novo lugar. O casal estava andando logo a nossa frente. Meu avô estava sendo um verdadeiro cavalheiro com Anne. Era fofo. Ele estava segurando sua mão, e prestando atenção em tudo o que ela dizia. Ele prestava atenção até em sua risada como se fosse algo muito precioso. 

- Seu avô é um galanteador, estou impressionado. 

- Você não viu nada. - nós rimos, olhando para eles. 

Meu avô entrou em uma loja de flores e comprou um buquê pra ela. Depois fomos a uma loja de roupas, apenas para passar o tempo, mas Anne se empolgou um pouco e quis ver algumas peças. 

- Acho que vamos demorar um pouco aqui. - avisou meu avô. - Espero que não se importem. 

- Tudo bem. Dustin e eu vamos... Andar pela loja. 

- Ok. 

Como não tínhamos muitas opções, fiz com que Dustin vestisse algumas roupas. Primeiro fiz ele se vestir como um belo homem britânico. Ele pareceu ser bem mais velho do que ele realmente era, mas não deixou de ficar gato. Depois como um português - olha, ele não tinha ficado tão ruim, mas certamente não combinava muito com ele. Dustin tinha uma aura mais francesa, o que me fez lembrar de Brigitte e em como eles combinavam, mas preferi não pensar nisso. 

Pra finalizar, uma roupa dos anos 80. Eu não consegui me conter quando ele saiu da cabine e me mostrou seu look. 

- Você está ridículo. - confessei, rindo dele. 

- Você é um palhaço. - ele sorriu e voltou para dentro do provador.

Após tudo isso fomos para o parque e ficamos um pouco lá. A noite estava incrivelmente bonita. Não havia nuvens no céu. E por um momento era quase como se estivéssemos na mata, perto da casa de veraneio de Sammy. As estrelas e a luz iluminando tudo. Só faltava os insetos e barulhos estranhos. Eu ainda não tinha parado para pensar direito em tudo o que havia me acontecido em tão pouco tempo. Como por exemplo, conheci Sammy, o garoto estranho de cabelos brancos que se tornou meu colega de quarto e meu… amante? A Rachel que conheci no clube de artes depois dela ser nossa modelo (e todos acharem que eu estava flertando com ela) e sua amiga asiática, Milly, que conheci justamente através dela (e pela qual Elias se encantou). Depois Michael, o atleta bonitão - nem tanto - que me apresentou Dustin, o garoto que aparentemente me observou por um ano e não teve coragem de falar comigo. E por último, fiz as pazes com Bobby, o meu ex-colega de quarto que eu quase quebrei o nariz. Não é incrível como tanta coisa pode acontecer em tão pouco tempo? Eles certamente eram as melhores coisas que havia me acontecido na minha vida toda - literalmente. 

- Se seu avô se casar novamente eu quero ser convidado. - avisou-me Dustin sentado ao meu lado. 

- Você poderia ser o padrinho. Você e Elias. 

- Oh, eu adoraria. 

Meu querido avô só resolveu ir embora depois de um beijo que Anne deu nele. Não foi um BEIJO. Foi um selinho. Mas que havia valido muito pra ele - imagina para nós dois que estávamos vendo tudo isso acontecer. 

Voltamos a pé e andamos lentamente, para poder conversar ainda mais durante o caminho para casa. O que me fez perceber que Dustin estava mais calado naquele momento. Mas preferi não comentar.

Quando chegamos vovô nem nos deu boa noite, estava ocupado demais admirando Anne. 

Assim como eles fomos para o nosso quarto. E lá dentro encontrei Marley deitado no chão, ele levantou sua cabeça assim que nos viu. 

- Marley! Que bom te ver, garoto. - falo com ele. O cachorro se levanta animado balançando seu rabo. Eu faço um cafuné nele. - Dustin, está tudo bem? Você está muito quieto. 

- Hum? - ele olha para mim e eu o encaro de volta. - Eu só estou cansado. Eu vou... no banheiro.

- Ok. 


Dustin

Eu demorei um pouco no banheiro. Ainda estava pensando sobre a conversa que eu tinha escutado dele com Sammy. Na verdade, acho que não consegui parar de pensar nisso o dia todo. Tinha quase certeza de que ele diria a qualquer momento qual foi sua decisão, e isso de certa forma me assustava, me deixava ansioso. Finalmente eu saí do banheiro e vi ele sentado na cama com os olhos vidrados no celular, provavelmente respondendo a mensagem de alguém - poderia ser nossos amigos, eles faziam bastante perguntas para nós dois. 

Marley ainda estava no quarto, mas reparei em algo que minutos antes não estava lá. Havia uma pequena caixinha de presente azul-claro presa em sua coleira. 

- O que é isso? - questionei. Ele desviou seu olhar de seu celular e olhou para mim. 

- Ahm... Eu não faço ideia. - disse ele, apesar de isso parecer ser mentira. Era óbvio que ele sabia o que era. 

- Vem cá, garoto. - o cachorro veio até mim e eu tirei a caixinha de sua coleira.Josh se ajeitou na cama e deixou o celular de lado para me observar. Antes de abrir eu o encarei. - Eu disse que não devia gastar mais dinheiro comigo. 

- Você vai gostar desse. Apenas abra.

Marley saiu do quarto pela porta que estava entre-aberta, eu o vi ir embora e suspirei antes de abrir a caixinha, dentro dela encontrei um pequeno papel dobrado, e eu o abri. 


"Você é a pessoa que sempre me fez sorrir e me sentir bem, e por isso... Eu escolhi você.

Com amor, seu Josh. "


Eu o olhei de relance e um leve sorriso se formava em seus lábios, mas ele disfarçou. Eu olhei para dentro da caixa novamente e encontrei dois colares com pingentes e plaquinhas com gravações artesanal. Um tinha um pingente de câmera e o outro uma paleta de pintor. As gravações eram uma data, a mesma data, que a princípio eu não tinha entendido. 

- O que significa… essa data? - perguntei a ele. 

- Foi o dia que nos conhecemos. - respondeu. - Vou ser sincero, tive que perguntar para o Michael o dia que ele nos apresentou, eu não sou muito bom com datas. 

- Certo. - eu ainda estava tentando processar aquilo. Tive que ler o bilhete umas cinco vezes só para ter certeza que tinha lido certo. - Você... Isso é... Não escolheu o Sammy? 

- Não. 

- Por quê? - indaguei, ainda surpreso demais para dizer qualquer coisa coerente. 

- Porque... O meu coração já tinha escolhido você, Dustin. Eu apenas escutei ele. Não tenho tanta certeza de que você gostou... 

- Eu... eu amei. Apenas estou muito surpreso. - sorri. Eu sorri de nervoso e de felicidade. Mas meu cérebro com certeza não estava conseguindo processar o que estava acontecendo naquele momento.

- Você está quase chorando. 

- Não, não estou. - menti mesmo sentindo as lágrimas quase caindo. - Céus, Josh... Isso é tão... Brega, tão romântico. - ele sorriu, se levantou e me abraçou. 

- Você pode ser oficialmente meu namorado agora, se quiser. 

- É óbvio que eu quero. Que bom que não é um anel, não gosto de usar anel. - nós rimos.

Ele se afastou, pegou o colar com pingente de câmera e colocou no meu pescoço, muito mais delicado do que ele normalmente é.

- Você lembra do que disse? Você é meu. Exclusivamente meu. - ele pegou o outro colar e colocou em si mesmo. - E agora… eu também sou seu. 

- Eu… estou muito surpreso. Não sei como reagir. Acho que nunca fui escolhido. - sorri. 

- Bem, agora você foi. - ele secou uma lágrima na minha bochecha que eu nem sequer tinha percebido, e em seguida me beijou. Um selinho demorado. Ah, como eu tinha passado o dia querendo beijar ele. - Eu amo você, Dustin. 

- Você disse… Wow… - ele ri. - Eu também amo você, Josh.

- Sabe… eu vou amar ainda mais tirar essas suas roupas. - seus braços estavam em volta de minha cintura e ele me puxou para mais perto. 

- Seu safado! - eu bati de leve em seu braço. 

- Ainda acha que sua mãe vai gostar de me conhecer sabendo que sou seu namorado? - perguntou ele. 

- Ela provavelmente vai querer te adotar. Ela vai adorar você. 

- Bem… podemos trocar de lugar. Meu avô ama cozinhar com você. 

- Ele está ocupado demais com Anne. - retruquei. 

- Tem razão. - ficamos quietos encarando um ao outro de muito perto. 

- Você já contou para os nossos amigos a sua decisão? Eles fizeram uma aposta. 

- É, eu sei. Eu contei primeiro para Elias e ele disse que ia contar para os outros. 

- Então é por isso que nesse exato momento não para de chegar mensagens no meu celular? - questionei depois de alguns minutos sentindo meu celular vibrar no bolso da minha calça. 

- Me desculpa por isso. - ele sorriu. Era como se fosse a primeira vez que eu via seu sorriso, era tão estranho, mas tão bom. - Gostou mesmo disso? 

- Você poderia apenas dizer quem você tinha escolhido e eu ainda ficaria feliz assim. 

- Argh… Dustin, você é tão boiola. - ele me beijou outra vez. - Eu não queria fazer nada grande demais. Mas não queria apenas dizer que tinha escolhido você, então… Meu avô me deu a ideia dos pingentes. 

- Céus… você contou pra ele? - ele não me respondeu apenas riu. 

- Você está tão vermelho agora. Olha, a ideia foi minha mesmo. Mas eu falei com ele também. Ah qual é, ele te adora. 

- Não sei se vou conseguir olhar para ele amanhã. - admiti. - Josh… 

- Hum? 

- Agora podemos pular para a parte que eu e você e tiramos as roupas? - senti meu rosto queimar, mas eu realmente queria isso. - Passei o dia todo pensando no momento que poderíamos ficar sozinhos. 

- Eu também fiquei. Não suporto mais esperar. - confessou em um sussurro perto da minha orelha que fez todo o meu corpo se arrepiar. 

Acho que eu havia esperado muito mais do que ele. Eu estava esperando ele ser apenas meu por tanto que mal sabia descrever a felicidade que eu estava sentindo naquele momento. Nada mais importava. Josh havia me escolhido, e isso era inacreditável pra mim. 





Continua... 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo, bjus 😗❤🌈


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