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História We Don't Talk Anymore - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei sim, mas está aqui mais palavras que o normal.
Terá um pouco de gatilho, então já sabem.

Capítulo 11 - Chapter Ten; The Life Can Be Beautiful


⚜✧“A Vida Pode Ser Bela”⚜✧

Jeon Jungkook 27/01/2020


Não acredito que estou novamente nesse lugar, que já me trouxe momentos bastantes ruins, mas eu tenho que terminar esse último ano, que eu digo "finalmente" por ser o último, principalmente porque eu vou completar meus dezoito anos, me tornando um maior de idade, e finalmente realizando meu plano criado alguns anos atrás. Talvez conseguiria alcançar meu objetivo esse ano, mas ainda tinha outro lado que teria que concordar. Entrei no local, vendo o grande cômodo que parecia apertado por causa das várias pessoas no local, que eram diversas, entretanto logo o quarto ano foi chamado para seguir a pessoa que chamou, que logo foi possível perceber ser uma voz masculina. Então eu e várias outras pessoas seguimos o dono daquela voz, passando por alguns estudantes do primeiro ano, me lembrando de quando eu estava no mesmo, e principalmente, de Park Jimin. Eu quero esquecê-lo, mas é praticamente impossível, na verdade é realmente impossível, já que ele foi meu primeiro amor, e talvez único, enquanto para ele, é somente o primeiro, e agora está em seu segundo, pelo menos que eu saiba, mas não posso fazer nada contra isso. Enfim consegui ver o professor, um homem de ombros largos, pescoço longo, lábios carnudos e cabelos negros um pouco longos. Era possível ver certa alegria em sua feição, já que abria um sorriso alegre.

— Olá, eu sou o professor Kim, e não tenho nada relacionado com a professora Kim, somente temos os mesmos sobrenomes — Falou, com bastante entusiasmo — eu darei a maioria das aulas durante esse ano, e eu vou fazer com que pareça rápido para a alegria de vocês. 

Eu gostei dele, está no topo da lista dos melhores professores, por enquanto. Admito que eu olhei para as pessoas em busca de achar Jimin, era somente preciso eu encontrar cabelos negros um pouco longos no meio de todos, mas quase todos possuem essa características. 

— Vocês sabem muito bem das aulas, certo? — o mais velho pergunta, e todos afirmaram em uma quase sincronia — então por favor se dirijam até seus próprios dormitórios. 

Alguns saíram desesperados sem motivo algum, enquanto eu fui andando um pouco calmamente, cumprimentando Mina, Kunpimook, Yoongi e Tzuyu, meus antigos colegas de quarto, que provavelmente não irão se repetir. Ando até o dormitório, que era número quarenta e dois, e como junto ao número estava o nome dos ocupantes do mesmo. E minha respiração ficou mais rápida ao ler "J. Jungkook e P. Jimin", porque eu não estava esperando de jeito nenhum por isso. Após hesitar um pouco para segurar a maçaneta, e sem pensar, para não demorar bastante, já que provavelmente iria estar em relutância. Vendo então um garoto com cabelos platinados, mas a raiz de seu cabelo estava negra como a cor original, sua franja está para trás, em um pequeno rabo de cabelo, deixando suas sobrancelhas negras e arqueadas bem aparentes, seus lábios continuaram rosados, enquanto seu nariz estava com a ponta avermelhada e perto dele estava algumas sardas espalhadas acima dele e nas minhas bochechas, provavelmente por causa do clima ainda frio, veste uma camisa de mangas longas da cor preta, tendo a calça da mesma cor, e um tênis all star de cano baixo também de cor preta. Eu fiquei totalmente calado depois de olhar ele, tentei dizer algo, mas nenhuma palavra saía de meus lábios. De repente sangue começou a sair de sua narina esquerda e eu por impulso, limpei, deixando seus olhos arregalados por causa de minha reação, por talvez não ter percebido o pequeno sangramento, então mostrei meu polegar direito, que estava um pouco sujo de seu sangue, fazendo ele entender e passar o antebraço no seu nariz, limpando mais ele, já que não parava de escorrer, isso é bastante comum por causa do tempo frio e Jimin tem certa sensibilidade quando se trata de seu nariz, já que sofreu um "acidente" faz um tempo, que deixou o garoto mais sensível nessa parte. 

— Como você e Taehyung estão? — perguntei, tentando quebrar o gelo. 

— Terminamos, por sua causa — certo, isso eu não esperava — por causa do beijo, que fez ele achar que estava o traindo, ou seja, você estragou tudo que estava sendo mantido até você reaparecer na minha vida. 

Eu fiquei sem palavras por um momento, até que vi parte de um colar dourado em seu pescoço, que com certeza está abaixo da blusa, e sem pedir, coloquei acima da camisa, vendo um pingente em formato de coração, que ao abrir vi as nossas fotos. Ele está usando o colar que dei para ele, o que fez o mesmo não dizer nada sobre, talvez por estar se sentindo envergonhado. 

— Vejo que clareou o cabelo — comento, tentando mudar de assunto. 

— Enquanto você escureceu — praticamente retruca para mim, sem necessidade alguma. 

Como ele parece tão bem? Muitas coisas aconteceram com ele, mas ainda mantêm uma imagem despreocupada de si, ele deve estar mentindo para si mesmo para estar deste jeito, ou seja, poderá estar sofrendo, mas não posso falar com isso sobre ele, já que somente esta conversa é "errada".


Park Jimin 10/11/2017


Estava tentando me recuperar ainda daquele término indireto, não queria nem ver o rosto de Jungkook porque sabia que isso poderia simplesmente me destruir por completo, mas minha própria mente não colabora. Estava saindo da última aula do dia, fingindo estar totalmente melhor do que antes, como se eu nunca tivesse terminado com o Jeon. Até que, alguém tecnicamente conhecido me parou no início do caminho para o dormitório, e com certeza essa pessoa não é uma das melhores. Era o garoto que me pertubou no início do ano letivo por causa dos remédios, e nesse momento estava de volta para minha vida. 

— Agora você não tem mais namorado — a primeira pergunta que veio na minha mente foi de como ele soube — agora o que vai fazer, viadinho? Se você chorar, seu namoradinho não irá te defender, porque até ele desistiu de você, porque você é um gay de merda. 

Eu estava tentando me segurar o máximo possível, porém a minha reação contra isso foi diferente do que faço na maioria das vezes, cerrei o punho, direcionando para seu rosto, mas ele segurou meu pulso, o apertando um pouco, e nesse momento entrei em pânico. 

— Você acha que você, um viadinho fraco consegue me machucar tão facilmente? — perguntou de forma retórica — porque agora eu irei te dar uma surra para ver se você aprende a deixar de ser um merdinha. 

E foi isso que ele fez, e o pior é que ninguém contrariou seus atos, primeiramente me empurrou, fazendo eu cair no chão, sentindo dor em minha coluna por causa do pequeno impacto ao chão, e logo se abaixou, me pressionado contra o solo e começou a me socar repetidamente e de um jeito bastante forte – que não duvido sobre seu punho ter chegado a sangrar por causa das diversas vezes – principalmente no nariz, no olho esquerdo e na boca, já com o joelho bateu em minha parte íntima, o que me causou uma dor grande e incômoda, obviamente. Bastante sangue saiu de meu nariz, e querendo ou não, parte dele foi engolido por mim por causa da minha boca estar semiaberta no momento, meu olho ficava cada vez mais roxo de tantas vezes que ele socava, meus lábios estavam com cada vez mais machucados que também me fazia sentir o gosto do meu próprio, o pior é que não consegui reagir a nenhum de seus golpes, já me sentia fraco e chorava silenciosamente, entretanto era possível perceber as lágrimas. Em um momento, cheguei a um nível excessivo de dor, que me causou inconsciência, obviamente momentânea. Alguém parou o garoto, me levando até a enfermaria da academia todavia, nunca soube quem que havia feito aquilo, mas com certeza desconfiei de meu ex-namorado, principalmente por causa do acontecimento dos remédios. Naquele dia, me senti mais destruído que nunca, fui humilhado em frente a todos, sentia bastante dor, seja física quanto emocional, eu pude ser tão fraco para não conseguir me defender sozinho, que somente fui socorrido praticamente a beira da morte de tanto ser espancado, e isso me atingiu fortemente por causa do preconceito criado por todos, e eu fui vítima de uma pessoa que não respeitava de minha orientação sexual, não gostava simplesmente por eu poder amar alguém do mesmo gênero que eu, é difícil de imaginar pessoas com a mente tão fechada assim, já que até essa época, já deveria ser bem mais aceito, se não totalmente, e ainda tem o fato que o preconceito existe para dificultar a minha vida e a de várias outras pessoas que sofrem pela mesma situação que eu ou até pior. Felizmente, meu agressor foi expulso por causa de suas atitudes, e quase não pude participar de algumas atividades por causa da minha dor corporal, felizmente já era o fim do ano letivo, então não foi tão ruim assim. Depois daquele dia, o meu nariz ficou mais sensível, então em algum momento em que possa sair sangue, vai sair sem exceção, isso tudo por causa dos repetidos socos em meu nariz, que agora pode sangrar a qualquer momento. Com certeza eu já estava corrompido, danificado e destruído, mas tentava parecer bem, como se nada tivesse acontecido comigo mesmo depois de ser ridicularizado, encarcerado em minha própria mente, ter sofrido, tanto por causa de minhas próprias atitudes, tanto sendo de algo qualquer, eu ainda fingia estar bem, como se já tivesse superado isso de uma vez só, entretanto nunca superei nada do que ocorreu comigo, até os pequenos detalhes existentes. Eu não sabia como poderia me livrar disso sem usar a morte como caminho, na verdade até agora não sei a solução disso, e talvez eu esteja muito longe de conseguir. 


Jeon Jungkook 22/03/2018


Estava trabalhando naquele dia no cinema, já que às vezes trabalhava em diversos lugares, somente mudando os dias e os locais. Esse com certeza era um dia bom para trabalhar no cinema, principalmente por ser a estreia de "Com Amor, Simon", e várias pessoas vieram assistir, algo que traz um dia produtivo e um salário maior – já que é entregue uma pequena quantia no final do turno. Atendo todas as pessoas da fila, marcando o lugar em que querem se sentar na sala de filme. Mas obviamente isso teve que vir me assombrar. O que é isso? Simples, é um Jimin com um garoto adicional, que eu prometi não ter ciúmes quando isso acontecer, entretanto Park Jimin é um ser divino, maravilhoso, perfeito, entusiasmado, inteligente, versátil, lindo e vários outros adjetivos, na verdade todos os positivos. Ou seja, ainda estou apaixonado por ele, o que dificulta toda minha vida, incluindo o fato de eu não poder beijá-lo, acariciar seus cabelos, ajudá-lo durante as crises de pânico, de observar as estrelas com ele, na verdade sinto falta dele. Seu olhar estava um pouco neutro, porém ainda estava um pouco assustado. No meu caso, tentei manter o maior controle possível, e eu não sei opinar se deu certo ou não, entretanto queria muito que desse certo, porque eu já teria menos um ponto em relação ao meu plano. Soltei um grande suspiro quando eles foram até a sala de cinema, onde passaria "Com Amor, Simon", e ele havia sido um pouco previsível ao ir assistir esse filme. Vou até minha colega de trabalho, Yoo Jeongyeon, que é bastante marcante por causa de seus cabelos curtos, nossos cabelos são quase iguais, porém o seu é castanho avelã, tendo mais "cor" que o meu, digamos que ela é parecida com Kunpimook na personalidade, já que ambos são o esteriótipos de suas sexualidades. 

— Jeon... — chamei ela por seu apelido, mesmo não sendo muito íntimo dela. 

— Jeon, o que você quer? — era desconfortável ela me chamar pelo meu sobrenome, mas não podia fazer nada sobre. 

— Aquilo... — a Yoo suspirou, logo negando — qual é? Eu te cobri quando você quis ter um momento com a Nayeon. 

Nayeon era sua namorada, que é quase o oposto dela, de acordo com minha colega de trabalho, sua namorada era o que é chamado de "sapatilha" entre as lésbicas, o porquê eu não sei. 

— Está bem... — falou entediada, tomando meu lugar. 

Fui em direção a sala que passava "Com Amor, Simon", onde o filme acabara de começar, diferente de todos, eu fiquei em pé, sem nada para comer ou beber, mas eu não me importava muito com isso, apesar da dor em meus pés. Com certeza meus pais não me dariam dinheiro para assistir o filme, por causa disso "influenciar o homossexuaLISMO", o destaque em "lismo" é simples, é utilizado para doenças, e nem preciso explicar mais, porque já é possível perceber a homofobia. Entretanto eu trabalho em um cinema, e eles não vão saber que eu assisti o filme mesmo assim, como dizem "o miserável é um gênio". Certo, eu queria assistir com uma pessoa especial para mim, mas nem tudo é possível, porém amar Park Jimin é muito mais que possível, pelo menos para mim, que é inevitável. 


Park Jimin 27/01/2020


Certo, eu menti para Jungkook, eu e Taehyung ainda não terminamos. Mas eu não sabia porque eu fiz isso apesar de tudo que está acontecendo a nossa volta. Sendo que meu relacionamento com Taehyung andava um pouco "frio", não sentia o sentimento intenso que tinha com Jungkook. Admito que sinto sua falta, ele sempre me fez tão bem, mas tudo estava perfeito para ser para sempre. O Kim era uma boa pessoa, mas meu sentimento por ele nunca acabou. Agora é estranho dividir o dormitório com ele depois de tudo que aconteceu, como quando ele me defendeu, quando nos beijamos, quando olhamos para Vênus, principalmente na primeira vez, foi simplesmente encantador, porém nem o lugar está preservado mais, foi quase que totalmente destruído. Minha vontade era de deitar ao seu lado, abraçá-lo e relembrar de tudo que passamos. Nossas noites em claro, nossos beijos, nossa esperança, nosso amor... Tudo aparecia quando entrava naquele cômodo, ao mesmo tempo que doía... de algum jeito era reconfortante e doce. Quando estamos juntos, há sempre uma energia positiva a nossa volta, que é sempre encantadora e confortante. É belo... Belo de se sentir o lábio dele junto ao meu, nossas mãos entrelaçadas uma na outra, tudo voltava como nostalgia em minha mente, tempos que sinto falta. Lembro-me perfeitamente os nossos momentos juntos, e algumas vezes, quando fiquei tristes, lembrei deles para me deixar feliz, e eu consegui. É... Estou convencido que sinto falta dele. Mas provavelmente não podemos ficar juntos no meio de toda essa discórdia, não só em sua família, mas no mundo inteiro. A intolerância e o preconceito sempre nos impedirá será um crime ama-lo? Se estivéssemos em um relacionamento, ainda teríamos que passar por várias outras dificuldades. Como nossas famílias serem inimigas antes de nascermos, tudo isso é uma muralha em nossas vidas. Às vezes o destino é cruel, e é esse nosso caso, como uma flor nascendo em uma terra infértil, representando o amor no meio de tanto ódio. Em meio de tanta guerra e conflitos, os dois membros de duas famílias rivais conseguiram se amar. Isso sempre me deixou preso em minha própria mente, com vários devaneios passando, e nenhum sendo real. Minha paixão com ele era completamente proibida para nossos familiares pelo fato de sermos dois homens. Meus pais aceitaram minha homossexualidade, mas é o oposto para ele. Estamos no século 21, como ainda existem pessoas assim? E sempre existirá pessoas infelizes que não gostam da felicidade alheia. Agora penso: devo insistir na relação com Jungkook, que provavelmente pode ser ruim no caso familiar, ou posso namorar com outro garoto, como Taehyung, mas nunca sentir o que sinto pelo Jeon? Isso sem dúvidas é uma escolha difícil, minha família ou Vênus? Eu sou tirado da minha mente ao ser chamado pelo "próprio" Vênus:

— Jimin, você viu que a primeira aula vai ser no palco? — perguntou com o celular na mão.

— Sim eu vi.

Abri um pequeno sorriso sem motivo algum, nesse momento não podia pensar muito porque me atrapalharia e me atrasaria. A presença dele me fazia bem... Agora tudo está destruído, como cacos de vidro, ou seja, não pode ser reconstruído tão facilmente. Infelizmente, prossigo até o palco esperando instruções. Foi estranho andar ao lado de Jungkook outra vez, depois de tudo. A vontade de segurar sua mão era constante... O professor Kim e outro homem estavam no palco, enquanto todos os alunos estavam na platéia. O que eles iriam falar? Seria uma coreografia nova? 

— Hoje provavelmente será o dia mais feliz de alguns — duvido — alguns irão ter a oportunidade de coreografar um musical!

Qual seria esse musical?

— Estamos juntos com a academia de teatro e música — continuou — e será realizado o musical Heathers.

Sem dúvidas era meu musical favorito, mas quem seria os escolhidos para ser os protagonistas? 

— Como coreógrafos dos personagens principais, Park Jimin irá coreografar Veronica Sawyer, enquanto Jeon Jungkook será de Jason Dean.

O mundo está conspirando ao meu favor? Será um sinal das estrelas ou de...Vênus? Nós olhamos um para o outro por um momento, ele tinha assistido o musical por minha causa. Nós estávamos surpresos com essa situação. Mas será muito bom voltarmos a ter uma conexão, e essa é uma oportunidade perfeita. Seramos Jason Dean e Veronica Sawyer, farei o melhor para "interpretar" meu papel.



Notas Finais


O próximo capítulo irá demorar um pouco mais por ser maior.
Playlist/Trilha sonora: https://open.spotify.com/playlist/2riOTMjKWa1MCLyZmePKZO?si=giNYRvUnSKiqBt-SVU_-Zw

Playlist do Jimin: https://open.spotify.com/playlist/3kFQxUnbeqfsLyAIsdCic6?si=ke88D3FVSxeQm34iE_8ZPg

Aviões de Papel: https://www.spiritfanfiction.com/historia/avioes-de-papel-18747227

Eu criei uma tag no Twitter para essa fic, que é #WDTAILY e ela deve ser usada para quando forem falar da fic.

Meu Twitter: https://twitter.com/SunnyShinesLAD?s=09

Comentários podem me ajudar, porque eles me dão ânimo para escrever mais rapidamente os capítulos


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