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História We Feel In Love In October - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


aproveitem <3

Capítulo 1 - "...Qual é o seu nome?"


Fanfic / Fanfiction We Feel In Love In October - Capítulo 1 - "...Qual é o seu nome?"

                Park Chanyeol                                              25 de abril de 2015  17:15                                                  

"Em uma pequena ponte no centro da cidade, um pôr do sol, um fio vermelho, o fio do destino, que guiou duas almas para a eternidade e amor, um fio que nunca irá partir.

— Eu te amo

o destino pode ser cruel às vezes, mas não foi ao me mostrar o caminho até ele. sentindo o sangue correr por minhas veias, sentir meu corpo ferver de ansiedade por um simples toque..."

Em um quarto cinza, com uma cama totalmente desforrada, e com uma janela que iluminava o quarto inteiro naquele final de tarde de um domingo ensolarado. Se eu não estivesse doente, com certeza estaria em alguma praia por aí, mas no momento estava apenas jogado na cama de casal daquele quarto de apartamento minúsculo, que literalmente só cabia uma cama e uma escrivaninha — ..Outro sonho.. estranho... – acordar desconfortável, triste, mas sem saber ao certo o motivo desta disforia é o que sempre acontece quando eu tenho esses sonhos, como se eu não tivesse acordado, como se eu ainda estivesse sonhando, e essa sensação não vai embora. Passei as mãos pelo meu rosto, eu estava.. quente?

— Já acordou, Channy? – sua voz baixa ecoou pelo quarto assim que ela entrou. ela tem uma chave de emergência do meu apartamento, para caso acontecesse algo comigo, eu posso ter tido um pensamento negativo ao ter determinado isso, mas não foi uma má ideia.

— Elisa? – tirei as mãos do rosto com um pouco de receio para olhá-la – o que está fazendo aqui? – tentei levantar, mas fui parado por suas mãos delicadas

— Fica parado aí, você está doente – ela me ajudou a sentar na cama, ajeitando o travesseiro para ficar mais confortável. – eu trouxe sopa

— Ela pediu que trouxesse? – bati com cuidado no espaço ao meu lado – senta..

— Ela se preocupa com você, você não pode fingir que ela não existe – revirei os olhos, observando a baixinha se sentar ao meu lado com um pote de plástico com sopa – Channy, ela é a nossa mãe.

— Se ela realmente se preocupasse comigo não teria me expulsado de casa – lembrando com detalhes daquele fatídico dia, em que minha mãe havia acabado de chegar em casa e me flagrou beijando meu melhor amigo no meu quarto, eu nunca mais vi o Sehun e nem a minha mãe, depois de ter dito coisas horríveis sobre nós, disse que nunca mais queria ouvir falarem sobre mim, agora percebo que se arrependeu. – olha eu não quero falar sobre isso agora, eu estou com enxaqueca.

— Então sobre o que quer falar? – mexendo a sopa com cuidado, parece que ainda está quente.

— Eu tive um sonho... outro sonho, bem esquisito na verdade... é o terceiro que tenho essa semana desde que fiquei doente. – a bomba de sensações não me abandonava em momento algum, sentia um desespero para sair correndo e ir para aquela ponte do sonho.. mas não consigo me lembrar.. quem era aquele?. Com o rosto franzido, olhava para todos os cantos do teto deste quarto cinza e sem graça, sendo tomado por múltiplas sensações. Aquelas que eu lembrava detalhadamente, em que a partir do momento em que acordei, não parei de ter – Mas.. não consigo me lembrar quem era ele.

— Calma, como assim "ele"? – o assunto a deixou curiosa o bastante para parar de mexer a sopa e prestar atenção em meu rosto – Me explica isso.

— Ele disse que me amava... as sensações, tudo parecia ser tão real, como uma memória antiga. Porém, eu não consigo me lembrar.. – sentia o coração acelerar, essa sensação... queria encontrá-lo, saber quem ele é, por que ele parece ser tão importante assim pra mim? – eu... argh – meus olhos de repente se encheram de lágrimas, não sabia porquê, eu só sentia isso crescendo dentro de mim, essa vontade ardente de encontrar alguma coisa, de encontrar alguém.

— Channy... come um pouquinho vai... – ela colocou a colher com sopa perto do meu rosto, com uma voz preocupada.

— Não estou com fome.. estou tonto... – ela colocou gentilmente a sopa da colher de volta no pote, e pôs em cima da escrivaninha. não demorou para ela pôr sua pequena mão em minha testa.

— aí meu Deus, Channy... você está fervendo de febre – ela levantou da cama e me apoiou em seu ombro para eu poder levantar com cuidado – vamos para o meu carro, precisamos ir ao hospital. Mas faz um esforço vai, não sou tão forte como você.


Saimos do apartamento, minha audição estava falhando, eu estava muito fraco e não conseguia enxergar direito... mas, aquele rosto me parecia um pouco familiar... o que fez a sensação se intensificar, ela estava mais forte do que nunca ficou em todas as vezes em que eu sonhava com ele... é um rosto tão angelical...

Chanyeol!...

foi tudo o que consegui escutar antes do carro me atropelar.

Elisa disse, que eu havia soltado ela e tentado andar atrás de um homem, ela disse que não sabe de onde eu tirei forças para fazer um movimento como aquele, só para tentar chamar um desconhecido.

                  Park Chanyeol                                              28 de abril de 2015  16:27

Estava sentado em um banco, na porta do prédio, ele aparentava ser bastante velho, apesar de estar em perfeito estado. era de madeira com alguns detalhes em metal, este bairro nunca foi muito bonito, mas existia duas coisas nele que era evidente eu ser apaixonado. Este velho banco e a vista da janela do meu quarto, ela é perfeita para ver o sol se pôr.

 Eu tragava um cigarro, sei que não é o recomendando para uma pessoa que saiu a pouco tempo do hospital fazer, mas eu precisava, o cigarro era o meu calmante, já que todas as tentativas de lembrar do sonho que tive resultaram em uma enxaqueca insuportável. Mas, sentia uma tristeza que não havia palavras para explicar, apenas sentia e isso doía. Doía bem lá no fundo.

— Olá? você é o garoto do outro dia – o desconhecido balançava lentamente a mão direita pra afastar a fumaça causada pelo cigarro e em seu braço esquerdo estava seu blazer – você já está totalmente recuperado? não deveria fumar, cigarros fazem mal a saúde. Mas sei que sabe disso.

— E eu conheço você? – um suspiro cansado saiu dos meus lábios, não conseguia olhar para o desconhecido, mas, essa voz soava familiar.

— Eu não te conheço, mas você me parece familiar, e por algum motivo você estava me chamando antes de ser atropelado, então fiquei levemente curioso para saber como você está – após ele dizer isso, tive coragem de olhar para o seu rosto. A sensação de ter encontrado o que havia perdido surgiu, como se eu tivesse encontrado o meu celular depois de perde-lo pela casa. Este homem era tão familiar, seus olhos eram como pequenas jabuticabas, eles brilhavam e sorriam para os meus. Seu cabelo voava na direção do vento, e a sua pele parecia ser de porcelana. – está.. tudo bem? – seu pequeno sorriso fez meu coração acelerar novamente, eu encontrei.. mas o que eu encontrei?

— Sim... eu.. tenho a impressão de te conhecer de algum lugar... – ele se sentou ao meu lado, colocou seu blazer em seu colo, se encostando no banco. Sua presença forte me deixava intimidado.

— Eu também sinto isso, e senti quando te vi no acidente, foi isso o que fez eu te ajudar.. ainda bem que não foi nada grave – apaguei o cigarro no chão e comecei a procurar pela bala de hortelã que havia colocado no bolso.. merda.. eu esqueci de colocar. – Tome. – ele ergueu um chiclete de melancia em minha direção. – não é muita coisa, mas vai ajudar.

— Você fuma? – peguei o chiclete de sua mão, enquanto olhava em seus olhos, eles exalavam segurança.

— Não, eu odeio cigarros – o doce do chiclete com o gosto do cigarro deixou um gosto peculiar em minha boca, e trouxe algumas memórias da minha adolescência com Sehun. – mas gosto quando meu hálito não fede.S

"Seu riso me fez sentir como se eu flutuasse, como se nada mais importasse, com a sensação de não pertencer a nada.

A frase tão esperada foi dita por nós dois, como se nosso pensamentos estivessem conectados. Me senti completo por um momento

— ...Qual é o seu nome?"


Notas Finais


até o próximo capítulo. <3


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