História We Found Love In a Laundry - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Snsd, Taeny
Visualizações 280
Palavras 4.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei depois de muito tempo rsrsr
Irei responder os comentários no cap anterior assim que possível.
Lembram que eu disse que a curiosidade de vocês sobre o passado das meninas iria ser saciada logo? Então, irá ser saciada hoje.

Me perdoem pelos erros e aproveitem <333

Capítulo 10 - I Trust You...


Taeyeon:

 

21 de julho de 2008

Seul, Coreia do Sul

6h28 da noite

Quarto da Taeyeon

 

 

- Não aguento mais, TaeTae. – Tiffany choramingou batendo a cabeça contra os livros.

 

- Mas meu bem, você precisa reforçar seu coreano antes das aulas da faculdade começarem. – ri do drama dela.

 

- Eu sei, mas...mas... – fez beicinho.

 

- Tá, dez minutos de descanso. – soltei e rolei os olhos rindo quando ela sorriu extremamente largo. – Você é uma péssima aluna.

 

- Que calúnia! Faz séculos que nós estamos estudando e eu nem reclamei. – cruzou os braços.

 

- Tiffany, não faz nem trinta minutos desde que começamos a estudar e você tá com cara de sono desde que pegamos os livros. – ri.

 

- Ai, eu não tenho culpa. A gramática inicial do coreano é muito chata. – fez uma careta.

 

- Pior que é mesmo. – concordei.

 

- Já que nós estamos descansando... – ela sorriu sugestiva antes de pôr as mãos em meus ombros e sentar no meu colo. – Nós podemos dar uns beijinhos, né?

 

- Pra isso você não tem sono, né? – semicerrei os cílios pra ela e ela riu.

 

- Não tenho culpa se você mexe comigo. – deu de ombros e me deu alguns beijinhos.

 

- Meninas, como está indo os estu...dos? – minha mãe entrou no meu quarto segurando uma bandeja com dois copos de suco e dois sanduíches. Minha mãe e Tiffany ficaram se encarando por alguns segundos e as duas viraram dois tomates, eu só me acabei de rir das duas, apesar de também estar morrendo de vergonha. – Perdão. – disse já se retirando do quarto. Tiffany saiu imediatamente de cima de mim e eu me levantei indo atrás da minha mãe, abracei os ombros dela e ela me olhou com uma cara frustrada. – Eu pensei que vocês estavam estudando. Na próxima vez que for namorar tranque a porta. É vergonhoso ver vocês nessas circunstâncias.

 

- Não fica brava, Omma. – ri a levando de volta pro quarto. – Nós estávamos mesmo estudando, só que fizemos uma pausa pra descansar e nós nem estávamos fazendo nada demais, né Pany? – perguntei segurando o riso e eu recebi um olhar furioso da minha "aluna", que logo olhou pra minha mãe e sorriu nervosamente.

 

- É, totalmente verdade. – Tiffany disse ainda sorrindo nervosamente.

 

- Enfim, eu trouxe algo pra vocês comerem. Não é bom estudar de barriga vazia. – minha mãe disse deixando a bandeja em cima da minha cama.

 

- Você é incrível, Omoni! – Tiffany piscou fazendo duas pistolinhas com os dedos, apontando pra minha mãe logo em seguida.

 

- Eu sei. – minha mãe riu. – Mas ESTUDEM, ok? Não é só pra ficar namorando. – minha mãe semicerrou os olhos pra nós duas, Tiffany riu sem graça e eu cocei a nuca assentindo. – To de olho.

 

- Certo, Omma. – cocei a cabeça.

 

                Depois disso, minha mãe deixou o meu quarto e eu voltei pra cama. Tiffany e eu comemos nosso pequeno lanche enquanto conversávamos sobre qualquer coisa e, lógico, enquanto aproveitávamos o tempo pra namorar um pouquinho. Como era final de semana e nós sempre passávamos boa parte deles juntas, Tiffany disse que iria vir pra minha casa no meio da tarde e assim o fez.

 

                A mocinha conseguiu me enrolar por um bom tempo, por isso tornamos a estudar às 20h e só porque tive usar a chantagem emocional e prometer "prêmios" pra bonitona resolver estudar pra valer. As chantagens eram: "Não vou mais te visitar.", "Não vou te beijar mais.", "Estude ou eu vou fazer greve." e os prêmios eram beijinhos pra cada questão que ela acertasse. Sinceramente nunca pensei que chegaria a esse extremo pra fazer alguém estudar, MESMO ESSA PESSOA SENDO UMA ADULTA ASSIM COMO EU. Só paramos às 21h30 porque minha mãe nos chamou pro jantar.

 

- Eita, tá chovendo... – Tiffany disse um tanto surpresa por não ter percebido isso antes.

 

- Uhum... – assenti. – Por que?

 

- Eu não trouxe dinheiro pro táxi e nem guarda-chuva. – ela disse um tanto apreensiva quando já estávamos entrando na cozinha.

 

- Você pode dormir aqui, sua boba. – falei rindo.

 

- Eu não quero incomodar... – Tiffany disse baixinho, mas meus pais ouviram, inclusive HaYeon.

 

- Meu bem, eu já perdi a conta de quantas vezes a Tae foi dormir na sua casa. – meu pai disse rindo.

 

- E acredito que ela não tenha incomodado, então você também não vai nos incomodar. – minha mãe disse sorrindo.

 

- Ai gente, mas vocês sabem o porquê da Tae não ter incomodado, né? – HaYeon começou. – Porque se não fosse esse motivo, a Tiffany já teria chutado a Tae um monte de vezes. – brincou. – Abalou Unnie, tem que ser muito boa na cama mesmo pra compensar todo o resto. – riu, fazendo todo mundo rir. Agarrei a orelha dela com os dedos e ela começou a choramingar. – Ai, ai, ai, ai Taeyeon!

 

- Desde quando você pode conversar sobre sexo tão abertamente assim? Você é uma criança. – falei um tanto irritada.

 

- Uma criança que por acaso namora, né sua ranzinza?! – deu um tapa na minha mão.

 

- É melhor ela falar sobre sexo com a gente do que com as amigas dela. Nós somos mais experientes e sabemos como aconselhar. – minha mãe disse.

 

- E o que aconteceu quando a gente não conversou com o Jiwoong sobre sexo? – meu pai perguntou olhando pra mim. – Ele engravidou a namorada. Felizmente eles dois se amavam muito e não são infelizes juntos e nem se separaram, portanto a YeoReum não tá sofrendo com isso. – ele disse. – Com você eu e sua mãe não precisamos ter essa preocupação de gravidez indesejada, mas com a HaYeon nós ainda temos.

 

- E TaeTae, eu tenho certeza que você não iria querer ver a HaYeon grávida e sozinha. – Tiffany disse. – Porque eu sei que você ia parar na cadeia por asssassinato.

 

- Você por acaso já tem vida sexual, HaYeon? – perguntei olhando pra ela.

 

- Não, ainda não. – HaYeon riu. – Eu ainda não to pronta, Unnie. Nem o Hyuk, ele também é virgem. – deu de ombros. – Nós somos muito novos ainda e eu sei disso, mas eu preciso de alguns toques antes de tudo, né?

 

- Ok... – semicerrei os cílios.

 

- Nossos pais são mais mente aberta do que você, Unnie. Que situação, viu... – balançou a cabeça.

 

- Deixa sua irmã, ela só se preocupa muito mais do que o devido. – meu pai deu um tapão na nuca da minha irmã.

 

- Ai Appa! – resmungou.

 

- Mas voltando ao assunto, não é por causa de sexo que eu durmo lá na casa da Pany, tá? – resmunguei me sentando em uma das cadeiras vagas.

 

- Aham, sei... – minha mãe riu.

 

- Mas não é mesmo, gente. – Tiffany me defendeu. – A gente só perde a hora e fica muito perigoso pra ela voltar sozinha. – deu de ombros.

 

- Até parece que eu não conheço a minha filha. – meu pai disse cismado.

 

- Querido, agora tenho sérias dúvidas se a Taeyeon é sempre a culpada de certos acontecimentos. Hoje eu fui deixar o lanche delas no quarto da Tae e a Tiffany estava em cima da Tae. – minha mãe comentou séria, mas caiu na gargalhada ao olhar pra Tiffany.

 

- E-e-eu... – Tiffany tentava se explicar, mas estava com muita vergonha, então em um pedido de misericórdia ela me agarrou e escondeu o rosto no meu pescoço.

 

- Meu bem, você tem que se acostumar com isso. Meus pais são assim, gostam de fazer os outros passar vergonha. – dei um beijinho na testa dela.

 

- Me ajuda a sair dessa, pelo o amor de Deus. – sussurrou no meu ouvido.

 

- Pessoal, a Tiffany acabou de dizer que ela queria ter feito outras coisas, mas que a Omma interrompeu. – falei bem alto e levei vários tapas furiosos de Tiffany.

 

- Você não presta, era pra me ajudar, não pra piorar minha situação. – ela disse brava. – E eu não disse isso, tá Omoni?

 

- Vamos jantar. – minha mãe disse morrendo de rir.

 

                Começamos nosso jantar e Tiffany foi voltando ao normal aos poucos, logo se sentindo a vontade com minha família novamente. Eu estava tão feliz por ela ter aceitado dormir comigo nessa noite, era a primeira vez que ela iria dormir na minha casa, no meu quarto e na minha cama. Só duas outras passaram por aquela cama tendo algum envolvimento comigo; Jessica e...

 

                E SunMi.

 

 

Tiffany:

 

 

                Taeyeon e eu fomos tomar um banho (separadamente por respeito aos pais e à irmã dela, claro) e Taeyeon me emprestou algumas roupas quentes e confortáveis. Quando voltei pro quarto dela ela já estava arrumando a cama pra nós duas, Omoni e o Sr Kim vieram nos desejar uma boa noite e seguiram para o quarto de ambos. Taeyeon trancou a porta e nós deitamos na cama dela, me aconcheguei ao seu corpo e fiquei observando a chuva bater contra a janela.

 

- Chuva é um negócio tão bom, né? – começou. – Adoro esse clima, assim, frio. É bom... – disse apertando seus braços ao meu redor, sorri com isso e me abracei a ela também, mas suspirei pesado.

 

- Eu não gosto de chuva. – soltei e ela se ajeitou na cama para me olhar, mas não tive coragem de olhá-la nos olhos.

 

- Por que, meu bem? – ela perguntou curiosa e eu fiquei em silêncio por um tempo, suspirei pesado e me agarrei ainda mais ao corpo dela.

 

- Chuva me faz retornar ao dia em que eu terminei com a minha ex-namorada. – soltei um riso soprado ao sentir meus olhos começando a marejar.

 

- Quer conversar sobre isso? – perguntou com extremo cuidado, começando a acariciar meus cabelos. – Mas se você achar que está muito cedo pra me falar sobre isso, ou se apenas não quiser mesmo, não tem problema...

 

- Eu confio em você. – falei mais pra mim mesma do que pra ela, porque eu queria falar disso pra ela, mas tinha medo de tocar no assunto. Respirei fundo e voltei a falar. – Acho que tenho que contar tudo desde o início, certo? Já que nunca mencionei detalhes sobre a minha vida lá em San Francisco. – ri sem muito ânimo. – Eu conheci ela quando eu tinha uns dezesseis pra dezessete anos, todos os descendentes de asiáticos tinham que por obrigação se conhecerem por lá, era meio que uma colônia asiática contra o bullying e a xenofobia, porque pode parecer que não, mas é muito difícil ser asiático fora da ásia. – suspirei. – Quando o ensino médio terminou, os meus colegas de classe resolveram fazer uma festa de conclusão na casa de um dos concluintes. Eu fui acompanhada de uma amiga, mas a festa não foi nada divertida pra mim, porque eu ainda não bebia naquela época e tudo o que tinha na festa era bebida alcoólica e muita droga. Eu queria ir embora, mas como fui acompanhada, teria de voltar pra casa acompanhada, só que a minha amiga estava se divertindo com outras pessoas e bebendo muito. E eu... bom, eu estava sozinha. – suspirei pesado. – Lembro como se estivesse acontecendo agora mesmo.

 

Flashback: ON.

 

                Eu estava um tanto irritada com aquela multidão, muitas daquelas pessoas eu nunca tinha visto na vida, com certeza eram convidados extras. Alguns rapazes tentavam me beijar e chegar junto, mas eu simplesmente tentava esquivar da melhor maneira possível e quando consegui me esquivar daquele emaranhado de pessoas, fui para a piscina, mas também estava lotado de gente bêbada ou sob efeito da droga, por isso fui pra parte da frente da casa e me sentei nos degrais que levavam para entrada da casa.

 

                Eu estava exausta e não fazia nem uma hora que havia chegado ali. Em apenas quarenta minutos, pude ver todas as minhas antigas paixões e todas as pessoas que tiveram uma queda por mim, inclusive a líder de torcida que eu gostava estava finalmente namorando com o capitão do time de futebol, que era apaixonado por mim. Os dois até que ficavam bem juntos.

 

                Eu estava me sentindo deslocada e completamente fora de ambiente, eu estava brincando de jogar pedras e ver qual ia mais longe, quando vi pelo canto dos olhos alguém sentar ao meu lado antes de dar um tapinha no meu ombro, olhei pro lado e vi que se tratava de Min HyoRin, uma das membros da nossa pequena "colônia" de asiáticos.

 

- Você é a Tiffany, certo? perguntou meio incerta.

 

- Isso e você é a HyoRin, acertei? perguntei e ela assentiu sorrindo.

 

- Eu vi que você estava meio perdida no meio desse pessoal, até tentei me aproximar antes, mas encontrei uns amigos e eles me alugaram por um tempinho. ela disse. Por que você tá sozinha? Tem um monte de gente que é afim de você lá dentro.

 

- Hm...primeiro que todo mundo lá dentro tá bêbado e eu não bebo, então eu iria ficar fedendo à álcool. ri a fazendo rir. Segundo que quem quer ficar comigo, bem...não faz o meu estilo, podemos assim dizer.

 

- Mas tem rapaz pra todo tipo de gosto lá dentro, você poderia muito bem escolher, você é linda demais e qualquer homem quer alguma coisa com você.

 

- Este é o ponto. ri sem graça. Homens não fazem o meu estilo.

 

- VOCÊ É LÉSBICA? perguntou alarmada e eu fiz um sinal pra ela falar baixo. Foi mal... Você é lésbica? perguntou ainda assustada.

 

- Sim, apesar de ainda ser virgem e nunca ter namorado decentemente, meu namoro mais longo durou apenas dois meses. dei de ombros.

 

- Meu Deus, eu podia jurar que você era hetero. ela disse com um sorriso enorme.

 

- Isso me ofende um pouco, sabia? ri.

 

- Perdão, então. ela riu. Se eu soubesse que você é sapatão teria dado em cima de você antes. Tive o ensino médio inteiro pra fazer isso e só descobri agora...

 

- Até parece... ri alto, mas era de vergonha.

 

- É sério. Eu não te disse que tem um monte de gente lá dentro que é afim de você? Eu era uma dessas pessoas. sorriu sugestiva.

 

- Você deve ter bebido alguma coisa muito pesada pra estar falando essas coisas. ri nervosa.

 

- Por mais incrível que pareça, estou totalmente sóbria. ela piscou.

 

- Não acredito em você. brinquei.

 

- Quer que eu prove? falou em um tom divertido, mas eu entendi a intenção dela por trás dessa brincadeira. Apenas sorri e mordi meu lábio inferior.

 

- Quero. falei e ela ergueu as sobrancelhas, como se perguntasse se era sério e eu assenti.

 

                Então nós nos beijamos.

 

                Aquela noite nós ficamos juntas até minha amiga reaparecer morta de bêbada. Eu tive que pedir ajuda pra HyoRin para levar minha amiga de volta pra casa, os pais dela nos agradeceram e foram nos deixar em nossas devidas casas, mas claro que HyoRin pediu o número do meu celular antes de ir pra casa e eu obviamente dei. Conclusão, cheguei em casa viva, não levei nenhum esporro, não fiquei de castigo e ainda por cima tinha conseguido ficar com uma menina legal, bonita e que tinha o mesmo tipo de pensamento que o meu.

 

                Pelo menos, era o que eu achava na época.

 

                Nós fomos nos conhecendo cada dia mais e em exatos quatro meses de amiazde colorida, HyoRin disse que queria muito poder me namorar, mas não sabia se podia devido alguns fatores pessoais e devido os meus pais. Eu, por estar completamente apaixonada, simplesmente disse que não teria problema e que nós daríamos um jeito no futuro.

 

                Começamos a namorar e no nosso aniversário de seis meses de namoro, eu tive minha primeira vez, ela era experiente por já ter namorado outras pessoas e não ser virgem, então ela soube fazer tudo da maneira certa, carinhosamente e com muito cuidado. Foi incrível, foi extremamente especial pra mim e eu me senti amada de verdade.

 

                A partir do primeiro ano de namoro, meus pais começaram a pegar no meu pé; eles tinham começado a desconfiar da minha relação com HyoRin, as coisas começaram a complicar no nosso relacionamento, porque nós passamos a nos ver menos, devido a pressão dos meus pais. Meus pais começaram a me apresentar para vários rapazes, na esperança de me fazer namorar com algum, porque pra eles eu nunca tinha namorado e como eu saía muito com meninas, isso era estranho pra eles.

 

                Tentei conversar com HyoRin sobre isso, mas ela disse que eu teria que aguentar isso sozinha, para proteger a mim mesma. E por isso eu segurei isso por mais três meses. Quando HyoRin e eu estávamos por volta de um ano e sete meses, chamei meus pais para conversar. Eu estava nervosa demais, mas não aguentaria guardar o meu relacionamento por muito tempo, eu queria que eles soubessem quem eu era e quem eu amava. Eu queria que eu pudesse ser quem eu sou sem precisar me esconder.

 

                Meus pais já meio apreensivos, sentaram no sofá de frente pra mim e eu respirei fundo inúmeras vezes antes de apenas olhar nos olhos deles. Quando o fiz, pude ver o olhar preocupado dos dois, eu sabia que eles já sabiam do que eu queria falar, mas tinham medo da confirmação vinda da minha boca.

 

- Mamãe e Papai, eu tenho algo pra contar pra vocês. comecei.

 

- Que seria...? meu pai perguntou ansioso.

 

- Conta pra mamãe, meu bem. ela sorriu nervosa pra mim.

 

- Bem...primeiro eu quero pedir que me ouçam e que não me odeiem. falei apreensiva, vendo minha mãe abaixar a cabeça e enterrar suas mãos nos cabelos. Eu ainda sou a filha de você independente de tudo, isso nunca vai mudar.

 

- Seja direta, por favor. meu pai pediu ríspido e aquilo me pegou desprevinida, o que acabou por me fazer encher os olhos de lágrimas.

 

- Ok...que seja. assenti. Eu queria esplanar o meu relacionamento pra vocês e pedir para que parem de trazer rapazes aqui pra casa. respirei fundo. Eu estou namorando a HyoRin há um ano e sete meses.

 

- O que? meu pai perguntou incrédulo e minha mãe começou a chorar.

 

- Isso mesmo. assenti.

 

- Onde eu errei, meu Deus? minha mãe começou. Eu criei ela corretamente, por que estou sendo castigada dessa maneira? Qual foi o meu pecado, meu Senhor?

 

- Como assim "Isso mesmo.", Tiffany? VOCÊ É LOUCA? meu pai gritou.

 

- Não, eu sou lésbica. A única semelhança entre as duas palavras é o "L" no início e o "A" no final. falei irônica claramente decepcionada.

 

- Não fale comigo desse jeito. ele disse apontando o dedo na minha cara. Você é nojenta.

 

- Nojenta? Eu só quero amar livremente, não é culpa minha amar uma mulher! gritei.

 

- Você não sabe o que é amor. minha mãe disse levantando a cabeça, olhando no fundo dos meus olhos.

 

- E o que eu sinto pela HyoRin é o que? Gases? zombei.

 

- Você não ama essa garota, ela confudiu você, Tiffany. minha mãe aumentou o tom de voz. Você não sabe o que é amor.

 

- E VOCÊ SABE? gritei e apenas senti meu rosto virar devido um tapa que levei na bochecha direita. Você me bateu?

 

- É isso que você merece, pra aprender a ser uma mulher de verdae. minha mãe começou.

 

- Vocês são ridículos. foi tudo o que eu disse antes de sair correndo de casa.

 

- Tiffany, volte aqui, você não vai sair! girtavam meus pais atrás de mim.

 

                Naquele dia, eu fui para a casa de HyoRin e sem dizer muita coisa, a puxei pro quarto dela e nós transamos por algumas horas. Eu queria me sentir amada novamente, mas esse sentimento não veio e eu me acabei de chorar o resto do dia, quando me acalmei, contei tudo pra HyoRin e nós brigamos, porque ela não queria que eu tivesse contado pros meus pais ainda, porque isso era um passo muito grande pra nós, era algo sério demais.

 

                Foi aí que comecei a perceber que HyoRin não me amava como eu a amava e nem via nosso relacionamento como algo sério.

 

                Nosso namoro foi decaindo aos poucos, mas eu ainda a amava e queria fazer as coisas darem certo. Eu lutei com meus pais por ela, todos os dias eu era humilhada por meus pais, mas ignorava completamente, eu estava feliz só de ter HyoRin comigo. Nós tínhamos completado dois anos juntas, mas HyoRin estava cada vez mais distante e só saía comigo depois de muita insistência de minha parte.

 

                Um determinado dia, alguém ligou pra ela durante um dos nossos encontros e o nome dessa pessoa estava salvo como "Amor" e não era eu. Nós brigamos por isso e ela me deu a reles desculpa de que o chip tinha dado um problema e trocou todos os nomes de contatos, eu obviamente não caí nessa, mas por ser loucamente apaixonada por ela, ignorei.

 

                Poucos dias depois a chamei pra sair e ela simplesmente disse que não poderia, já que teria um compromisso. Era um dia chuvoso. Mas eu não queria ficar em casa, por isso, saí sozinha mesmo, com meu guarda-chuva, era noite e as ruas estavam praticamente vazias, mas eu ouvi gargalhadas atrás de mim. Eu conhecia uma delas e por isso travei no meu lugar.

 

- YoungBae! Eu disse que iria chover! ela dizia rindo.

 

- Mas é mais divertido assim, meu amor! um rapaz disse, me virei e pude ver o rapaz girando HyoRin nos seus braços. EU TENHO A MELHOR NOIVA DO MUNDO! ele gritou.

 

- EU TENHO O MELHOR NOIVO DO MUNDO! a MINHA NAMORADA gritou isso e meu coração se partiu ali mesmo, mas como se isso não bastasse, os dois se beijaram.

 

                O meu mundo caiu ali.

 

                Eu a amei, mas ela estava noiva de outro. Minhas mão perderam as forças e eu derrubei meu guarda-chuva no chão, e como se eu não tivesse mais controle sobre o meu corpo, eu me aproximei dos dois. HyoRin arregalou os olhos ao me ver e se afastou bruscamente do rapaz.

 

- Tiffany...

 

- Você namora com ele? perguntei sem me importar em segurar o choro.

 

- E-er...

 

- Seja sincera. pedi.

 

- Sim. ela disse baixinho.

 

- Há quanto tempo? perguntei.

 

- Cinco. ela respondeu.

 

- E vocês estão noivos? perguntei rindo soprado, ela apenas assentiu.

 

- Gente, o que está acontecendo aqui? Que clima estranho é esse? o rapaz perguntou.

 

- Eu não estou falando com você, então cale sua boca! gritei e ele se assustou.

 

- Tiffany, nós podemos conversar em um outro momento, por favor? ela pediu desesperada.

 

- VOCÊ ME ENGANOU, HYORIN! gritei deixando meu pranto livre. EU ACREDITEI EM VOCÊ!

 

- Amor, o que está acontecendo? Quem é essa menina? perguntou o rapaz.

 

- Ela gostava de você e eu não contei que nós estamos jun-----

 

- Ela está mentindo pra você, assim como ela mentiu pra mim. fui sincera. Nós estamos no mesmo barco, meu caro. ri tristemente. Você é o corno e eu sou a outra. Ela te traiu comigo... ri olhando pra cara de surpreso dele e olhei pra ela. E eu me sinto igualmente traída, porque ela me fez acreditar que eu era especial, que eu era única, que eu era amada de verdade.

 

- Eu nunca encostei nessa menina, YoungBae, eu sou hetero. HyoRin disse desesperada.

 

- Eu briguei com meus pais por você, HyoRin. gritei. E VOCÊ VAI CASAR COM OUTRO!

 

- EU NUNCA DISSE QUE TE AMAVA, TIFFANY! gritou. EU AMO O YOUNGBAE!

 

- Se você o amasse, você não teria traído ele. fiz uma pausa. Espero que esteja feliz de ter destruído a minha vida, obrigada por ter sido um lixo de ser humano. Porque eu não me lembro de ter pedido pra você entrar na minha vida, desde o início você quem tomou as iniciativas. O que fez você achar que eu merecia algo assim? perguntei. ME DIZ! POR QUE VOCÊ TEVE QUE FAZER ISSO COMIGO? HEIN? VOCÊ BRINCOU COMIGO POR DOIS ANOS ENQUANTO EU TE AMEI E DEI TUDO DE MIM PRA VOCÊ, HYORIN! gritei. EU ME ENTREGUEI A VOCÊ COMO NUNCA ME ENTREGUEI A NINGUÉM! E é esse o resultado...

 

                Voltei a chorar pesado e HyoRin não dizia absolutamente nada. Até que ela tentou se aproximar.

 

- Não toca em mim. me afastei. Eu odeio você e espero que você seja bem infeliz ao lado desse seu noivo. falei com toda a raiva que eu estava sentindo no meu coração e saí correndo sem um rumo certo.

 

Flashback: OFF.

 

- E a partir desse dia, eu passei a odiar dias chuvosos, por sempre me lembrarem dela com aquele cara. – falei suspirando pesado e só percebi que estava chorando quando senti o polegar de Taeyeon limpando minha bochecha. – Eu fui nada mais do que uma diversão duradoura pra ela, quando que pra mim ela foi o meu primeiro amor. Depois disso, eu não conegui me apaixonar por ninguém, só me envolvi com várias pessoas apenas pra camuflar a solidão. Se passaram quatro anos desde esse dia e agora cá estou eu.

 

- Sua históia é realmente muito parecida com a minha... – Taeyeon disse tristemente. – Mas existe uma diferença...

 

                Fez uma pausa e respirou fundo algumas vezes, era como se estivesse sem ar. Eu conhecia esse sentimento, por isso tentei confortá-la e até que ela se acalmou um pouco.

 

- Na minha história... – fez mais uma pausa e engoliu em seco. – SunMi...S-SunMi...e-ela... – Taeyeon disse já começando a chorar.

 

- Eu estou aqui com você, calma, ok? Tá tudo bem, isso é passado e ela não pode te machucar novamente, porque eu não vou deixar. – acariciei o rostinho dela e ela assentiu. Os olhinhos dela estavam tão tristes que me doeu no coração. – Confie em mim, certo? – deixei alguns selinhos em seus lábios e ela ainda de olhos fechados assentiu e respirou fundo.

 

- Eu confio em você. – disse abrindo os olhos enquanto apertava minha mão com muita força, como se dependesse disso para viver.

 

- Você quer desabafar? – perguntei com cuidado.

 

- Eu nunca falei os detalhes daquele dia com ninguém, mas quero falar disso com você... – ela disse respirando fundo. – Mas ainda é muito difícil... – ela levou uma das mãos ao rosto e essa estava tremendo muito, aquilo me preocupou tanto...

 

                Taeyeon está muito, mas muito mais traumatizada que eu com relação a relacionamentos. E mesmo sem saber o que aconteceu, meu nojo por SunMi só cresce apenas de ver Taeyeon nesse estado deplorável.

 

- Fale apenas quando se sentir pronta pra isso, tá? Não se force. – acaricei o rosto dela e ela ficou em silêncio por um tempo, tentando acalmar a respiração. Entrelacei nossos dedos e pude sentir a mão dela ir deixando de tremer aos poucos.

 

- Estou pronta. – ela disse mordendo o lábio.

 

                Minha respiração parou no momento em que ela disse isso.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e que vocês se preparem para história da Tae no próximo capítulo...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...